História Kayuri: A história de um coração partido - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Junjou Romantica
Personagens Hiroki Kamijou, Nowaki Kusama
Tags Hiroki, Junjo Egoist, Nowaki
Exibições 10
Palavras 1.518
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Minha primeira fic de Yaoi, espero que primeira de muitas. Resolvi começar com meu casal favorito de todos Hiroki e Nowaki, espero que curtam a história, prometo que vai ser bem curtinha e bem fofinha. No inicio de cada capitulo indicarei quem narra a história, se for um dos personagens será a visão deles do fato, caso seja narrador em terceira pessoa, aparecerá a visão de ambos no capítulo.

Boa leitura a todos ^^

Capítulo 1 - Kayuri


-Nowaki-

 

De todas as escolhas loucas que eu fiz, a pior delas foi me apaixonar por alguém que era completamente apaixonado por outro.

                                                                                 [...]

            Tudo começou na primavera, a estação do amor, foi quando o vi pela primeira vez. Ele sempre me pareceu perdido, tinha a sensação de que ele estava sofrendo muito. Eu o observava, todos os dias da mesma maneira, perdido em seus pensamentos, cabisbaixo e apressado como se quisesse fugir de algo.  Eu o observei por meses, sem me aproximar, sem trocar uma palavra. Estava quase enlouquecendo, passava meus dias pensando nele, em uma maneira de me aproximar, em como seria se ele estivesse comigo, se eu podia realmente o fazer feliz.  Mas tudo não passava de pensamentos, sonhos, ilusões.

-Fale com ele, você parece uma criança- Eu dizia para mim mesmo toda vez que ele aparecia na frente da minha loja.- Fale com ele Nowaki, não seja ridículo.- Mesmo assim, eu nunca tive coragem.

Era uma manhã de sexta, o dia estava belo, tudo ia bem na loja e meu dia estava ótimo, até que ele apareceu, sempre pontual, eu sabia da sua rotina naquele lugar, ele passaria ali, entraria na cafeteria que ficava em frente, pediria o mesmo café e o mesmo pão na chapa de sempre, se sentaria nas mesas e ficaria ali mexendo em seu computador, totalmente concentrado. Essa era a sua rotina, mas dessa vez algo aconteceu. Por algum motivo ele não atravessou a rua, ele ficou parado em frente a vitrine da loja, olhando para os arranjos floridos, parecia estar escolhendo algum. Essa era a minha chance, rapidamente saí da loja, dei um toque no seu ombro para chamar sua atenção.

- Com licença, senhor? – Eu disse sendo educado, com um sorriso no rosto que era bem comum para quando eu estava atendendo alguém- Precisa de ajuda?

- Hm, talvez. Estou procurando algo, mas acho difícil você ter aqui.- Ele disse olhando para todas as flores que estavam ali.

-Diga o que é, talvez eu possa ter, temos um fornecedor que possui todas as flores da estação, se for o caso, podemos encomendar para o senhor.

- Ka.... - Ele disse baixinho, tão baixo que não pude ouvi-lo.

-Qual? Me desculpe, eu não escutei.

-Kayuri¹- Ele fitava as flores. – Kayuri, essa é a flor que eu quero.- ele disse em tom de tristeza.

- Sinto muito, essa é uma flor de outono. É extremamente raro encontra-la por esses dias.

- Tudo bem. Eu disse que seria difícil. – Ele disse olhando para os lados. – Muito obrigado pelo seu tempo.- Ele se virou e foi em direção à rua.

- Espere- disse segurando em seu braço- Seu... seu...telefone-As palavras saiam com certa dificuldade da minha boca, eu estava completamente nervoso.

- Meu telefone? – Ele devia estar me achando um completo maluco. Me olhava com uma cara assustada.

- Sim.- respirei fundo e procurei as melhores palavras para dizer.- Se você me der o seu telefone, eu posso ver se consigo em algum lugar e te aviso.

- Ah, ok, tudo bem.- ele pegou um pedaço de papel na sua bolsa, anotou um número e me entregou.- Me chamo Hiroki, a propósito, me avise qualquer coisa.

-Tudo bem, eu lhe aviso.- peguei o papel e o guardei no bolso da minha calça, enquanto isso ele sai e foi direto para a cafeteria.

Rapidamente entrei, peguei meu celular e salvei seu número. Meu coração estava acelerado, em um momento eu nem falava com ele, no outro eu estava com seu número, parecia um sonho. Passei o resto do dia com um sorriso no rosto, meu corpo tremia só de lembrar dele, lembrar da sua voz grossa e calma, só de pensar que eu tinha um pretexto para falar com ele. Só de imaginar que eu poderia me aproximar dele, eu me sentia completamente feliz.

Passei dois dias ligando para todos os fornecedores de flores do Japão, perguntando sobre a bendita flor, todas as respostas eram iguais “Hm, não temos, só no outono”. Eu sabia que seria impossível de achar, mas algo em mim dizia que eu precisava entregar para ele aquelas flores, só não sabia quando conseguiria fazer isso. Depois de procurar em todos os lugares, decidi que era hora de avisar que minha tentativa havia sido em vão. Esperei as horas passarem, sai do trabalho, cheguei em casa, tomei meu banho, me joguei na cama, peguei o celular e digitei.

Olá, Hiroki-san, aqui é o Nowaki da loja de flores, passei para informar que infelizmente não tive sucesso em conseguir a sua flor. Mas logo será o outono, ela estará na loja e eu posso guardar umas para o senhor, caso prefira esperar até lá.- Nowaki.

Hesitei por uns minutos, mas enviei. Não era uma simples mensagem informal, era a minha chance de me aproximar dele. Os minutos se passaram e eu simplesmente desistir de obter uma resposta, eu estava envolvido em meus estudos, quando ouço o celular vibrar. Era uma mensagem.

Tudo bem, Nowaki. Não será necessário, eu apensar fiquei com vontade de ter um vaso dele por agora. Uma vontade estranha. Desculpe incomodá-lo com isso. Se cuida. -Hiroki

Rapidamente peguei o celular e pensei na melhor maneira de não deixar aquela conversa morrer ali.

Entendo, infelizmente seu desejo veio em uma péssima estação. Mas se me desculpa a curiosidade, qual o motivo da escolha? Pode parecer ruim dizer isso, mas ela nem chega a ser uma das flores mais bonitas. - N

Foi pelo seu significado, pensei que poderia ter ao menos uma por perto. – H

Hm, é um significado meio ruim, o senhor está com problemas Hiroki-san? - N

Talvez, mas não é algo para falar por mensagens e muito provavelmente você não irá se interessar. E por favor, não me chame de senhor, não sou tão velho assim. Pode chamar de Hiro.- H

Hm, na minha loja nós temos uma política de não deixar nenhum cliente sem um sorriso de satisfação. – N

É uma boa política, mas eu tenho problemas demais, como vai me deixar com um sorriso no rosto? Ultimamente a última coisa que eu tenho feito é sorrir- H

Podemos tomar um café amanhã, você me conta seus problemas e eu tenho te ajudar. Como forma de compensar a falta da flor. Que tal? – N

Café? Tudo bem, mas se prepare, minha vida é uma verdadeira loucura.- H

Certo, nos vemos amanhã. Até mais, então.- N

Até mais. – H

 

E lá estava eu, sem entender o que tinha acabado de acontecer, aquela certamente foi a decisão mais louca que já tomei na minha vida. Estava tão animado que mal preguei os olhos aquela noite, peguei meu celular várias vezes, relendo as mensagens, como se não acreditasse que elas eram de verdade. Fiquei assim por um bom tempo, até fui vencido pelo cansaço e adormeci.

No outro dia eu estava no trabalho, no mesmo horário de sempre, atendendo os clientes como sempre. Meu corpo estava ali, mas minha mente estava vagando, pensando em um momento que só aconteceria dentro de algumas horas. A ansiedade tomava conta de mim, eu procurei fazer todos os meus afazeres o mais rápido possível. Já estava quase na hora dele aparecer, eu rapidamente me arrumei, deixei a loja organizada e pedi para sair durante o almoço. Isso não era muito do meu feitio, sempre almoçava por lá, felizmente minha chefe era uma senhora muito boazinha e me liberou por uma hora.

E lá estava eu, esperando por ele, quando o relógio marcou meio dia em ponto, ele apareceu.

-Bom dia Hiro-san.- disse sorrindo para ele

- Bom dia, vamos?

-Ok. Estou saindo dona Mayumi- disse acenando para a senhorinha que estava atrás do balcão.

Saímos e fomos em direção a um restaurante. Hiro-san permanecia calado durante todo o trajeto, ele era o mesmo rapaz que eu sempre via no café. Calado, pensativo, com um olhar de tristeza. Por mais que eu estivesse feliz por essa oportunidade, eu ainda não sabia como chegar nele. Quais seriam as palavras certas para usar e o que não deveria ser usado. Chegamos em um restaurante, fizemos o pedido e ficamos esperando.

Eu comecei a perguntar sobre a vida dele, as suas respostas eram curtas, com o tempo a conversa foi fluindo tão naturalmente e ele estava lá, falando sobre sua vida, seu trabalho como professor de universidade, sobre problemas com a falta de interesse dos alunos e eu comentando sobre meu sonho de fazer uma faculdade. A nossa conversa estava ótima, ele se manteve sério o tempo todo, mas já me olhava nos olhos, o que para mim era um bom sinal. Ficamos ali por um bom tempo, até que ele apareceu.

            Usami Akihiko

Já havia escutado sobre ele na tv, era um escritor famoso, apesar de nunca ter tido tempo para ler um de seus livros. Mesmo assim ele parecia uma pessoa incrível, eu estava admirando-o , até que vi Hiro completamente atordoado, seu semblante mudou completamente, seus olhos estavam tristes e ele parecia mais nervoso do que o normal. Foi então que eu percebi, que Usami-sensei, era o motivo do coração partido de Hiroki. 


Notas Finais


¹- Kayuri significa Copo-de-leite, que na simbologia japonesa é a flor que simboliza o coração partido.

Espero que tenham gostado do primeiro capítulo , beijinhos <3


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