História Keep Close - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias Kuroshitsuji
Personagens Ciel Phantomhive, Condessa Rachel Durless-Phantomhive, Personagens Originais, Sebastian Michaelis, Snake, Sr. Tanaka, Undertaker, Vincent Phantomhive
Tags Kuroshitsuji, Sebastian Michaelis
Visualizações 13
Palavras 1.238
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Mais um capítulo!!! Espero que gostem e que se divirtam com a leitura.

Capítulo 11 - Capítulo XI


O fim. O começo. O que eu poderia enxergar depois disso? O que eu deveria fazer? Por que ele me escolheu para viver desse jeito? Eu não entendo... não deveria estar aqui. Deveria estar morta. Deveria estar junto com a minha família. Não sei dizer ao certo como definir meu atual estado. Estou de frente com um demônio e vendo um lar que eu nunca quis ter. Não sei se fico brava, irritada ou agradecida. Por que ele me trouxe para esse mundo?

- Você ficará no meu lar enquanto se acostuma com esse novo ambiente. Não se assuste com os bichinhos que temos. – Ele sorriu e me levou até a casa.

Não tinha nada demais. Sem cozinha, uma sala não muito convidativa e um quarto com uma cama grande e lençóis que pareciam ser de realeza de tão lindos e bem feitos.

- E o que vou usar? O que vou comer? Não posso ficar com a mesma roupa... preciso tomar um banho e ter algo para me alimentar.

- Tem muita coisa que precisa saber antes de se preocupar com isso. Precisa saber das regras, controlar suas habilidades...

O encarei esperando mais alguma coisa de sua boca, mas nada saiu. Tenho certeza de que há ele muito mais do que isso que ele falou. Por instantes ele ficou parado olhando pela janela a movimentação do lado de fora. Sinto que Damon está escondendo alguma coisa.

- Damon?

- Fique aqui até que eu volte. Preciso resolver algumas coisas.

- Mas...

- Fique! – Seus olhos acenderam como chamas.

Eu já havia visto ele dessa maneira, mas nunca imaginei que esta forma o deixasse autoritário e levemente assustador. Respirei fundo, me sentei no chão e fiquei ali esperando. Não iria adiantar discutir com ele. Isso eu tenho certeza.

O tempo passou e nada de Damon voltar. Curiosa como sou decidi mexer em suas coisas de modo cuidadoso para que não descobrisse. Infelizmente não encontrei nada que pudesse me explicar o motivo de ele estar ali. O esquisito foi encontrar um colar com uma cruz. Por que um demônio teria uma cruz guardada?

Fiquei um bom tempo olhando para aquela cruz e me perguntando o motivo dela existir em um ambiente tão contrário. Qual seria a ligação com ele? O guardei no mesmo lugar que encontrei e deitei no chão, apoiando a cabeça em um dos braços. Que ambiente desagradável que vim parar.

A porta foi aberta bruscamente. Lá estava ele com sua pose de superior carregando um vestido negro, justo até o quadril, com alças caídas e uma saia pouco aberta – apenas o necessário. Era bem justo na cintura chegando a ser sexy demais para o que eu estou acostumada a vestir.

- Tome um banho e vista isto. Teremos um longo tempo para que você aprenda a fazer tudo que precisa e como fazer um contrato. Te explicarei tudo com calma para que entenda como tudo funciona.

Não questionei, mas minha mente não parava de se perguntar sobre o porquê de ele me escolher.

Por fim, acabei aprendendo coisas que não queria descobrir antes do casamento. Aprender a ser sexy e sedutora, além de ser persuasiva, manipuladora e muitas outras coisas. Usar corpo e mente para conseguir o que quero da forma que for necessária. Damon me explicou que as habilidades são uma consequência disso tudo: ser rápida, hábil, reflexos extremamente excelentes, força...

 

Tive que aprender a dominar minha força, velocidade, persuasão, sedução... tudo que fosse necessário para cultivar um bom contrato e um excelente serviço. Outro fato interessante foi a questão da existência dos shinigamis, que seres humanos chamariam de anjos. Eles coletam as almas e as levam para seus devidos lugares, dando assim o destino correto. É algo interessante de se saber, ainda mais sobre a questão de eles terem um livro, um tipo de lista, com todos os nomes das pessoas e quando vão morrer.

Há uma inimizade nessa questão. Digo inimizade no eufemismo, porque pelo que entendi, isso é uma guerra eterna. Mas eu não vou seguir isso. Se preciso de vantagens, irei conquista-las da maneira que for impossível. Se sou um demônio, não tenho regras. Eu mesma as crio.

Minha primeira noite foi em claro. Damon deixou que eu ficasse na cama e ele se deitou no chão. Eu rodei por horas e horas inquieta não conseguindo me adaptar com a agitação do meu corpo. Eu precisava fazer alguma coisa para que eu pudesse me sentir cansada, exausta ou qualquer coisa parecida.

Caminhei por horas pensando em alguma coisa para fazer. O local é insuportável e os animais daqui são horrendos. Não sei como vou conseguir aguentar isso. Vou ter que dar um jeito para suportar isso até arranjar um trabalho, mas preciso de um motivo para lutar. Não irei satisfazer apenas malditos mimados. Quero ao menos ter uma causa para poder fazer o que for necessário para impor a justiça.

 

Então meu primeiro contrato veio. O homem era de alma pura e forte. Queria trazer justiça para seu povoado eliminando os malfeitores locais. Isso foi fácil. Consegui em um tempo recorde para uma novata no assunto. Eu fiquei satisfeita com isso, fiquei feliz mesmo que isso tenha custado algumas vidas.

O meu relacionamento com Damon foi evoluindo pouco a pouco. Estávamos felizes, eu estava aprendendo cada vez mais e me destacando sem problemas no caminho. Infelizmente, para conseguir me alimentar com facilidade, era necessário que eu me deitasse com alguns para conseguir esse desempenho exemplar. Eu sabia que Damon fazia o mesmo, mas isso não me incomodava quando era sobre o trabalho.

Chegamos a pensar em um futuro. Pensar em filhos. Estávamos bem, felizes resolvendo nossos contratos e conseguindo um tempo a mais para nós dois. Ele chegou a contar sobre seu passado, sobre o que a igreja acabou fazendo, sobre torturas, massacres... estávamos próximos, vendo o passado e tendo ideias para construir o futuro.

Porém, certa noite cheguei sem avisar. Era tarde, o inferno estava barulhento como sempre e inconfundível. Estava de frente para a casa e escutei o som familiar da voz de Damon. Acreditei que ele estava apenas se divertindo com a mão e decidi pegá-lo no flagra. Entrei silenciosamente e então uma voz feminina surgiu. Aquilo era o fim.

Por instantes eu hesitei em entrar no quarto e ver o que minha mente já havia desenhando para mim. Entrei em uma parcial de raiva e nojo. Não soube o que fazer, mas tive a certeza de que se eu não encarasse isso, seria meu fracasso. Andei de um lado para o outro até conseguir a coragem e o estômago para adentrar no quarto.

Eu entrei de modo que ele se tocasse que eu estava ali. A diaba percebeu rapidamente e mudou sua postura. Acredito que minha cara e meus olhos estavam tão vivos que nem uma fogueira de execução de bruxas ganhava. Ele só se tocou um pouco depois e veio com aquela velha frase de “não é o que você está pensando”. Foi ridículo da parte dele acreditando que sou uma idiota.

A partir daquele momento eu sumi de sua vida. Ele tentou ir atrás de mim, mas eu aprendi a sumir de um jeito que ninguém pudesse encontrar. Esse foi o começo de tudo. Sumi do mapa e construí minha primeira base para sustentar meu cargo. Um tempo depois encontrei um homem relativamente jovem, cabelos prateados, corpo esculpido, olhos verdes e um nocaute de sorriso.


Notas Finais


Não esqueçam de deixar um comentário!!

Kisus, Miiah.


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