História Keep moving on - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Palavras 2.743
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Gente, eu sei que não posto há muito tempo, Preguiçaaa. Enfim, esse cap é meio triste, mas é necessário pra vcs saberem como era a vida dela e conhecê-la melhor.

Capítulo 2 - Lembranças


Acordei com o som irritante do despertador tocando a música que ERA a minha preferida, não mais, já que tinha que ouvi-la todas as manhãs, me obrigando a acordar. Eram 10 da manhã e o Sol iluminava tudo pela janela grande do lado da minha cama. Estava cansada, e depois de me espreguiçar um pouco, levantei pra lavar o rosto.

Como não tinha mais ninguém em casa, resolvi ficar de pijama mesmo, para economizar tempo. Desci até a cozinha e preparei o meu café da manhã. Uma torrada com manteiga e uma xícara de café com leite, que era absolutamente necessário para que eu passasse o resto do dia acordada.

Sentei no banco da bancada, e antes de começar a comer, parei para sentir o aroma da comida à minha frente. Era o mesmo cheiro da comida da minha mãe, era de se esperar, já que torradas e café tem sempre o mesmo cheiro. Mesmo assim, não pude evitar a sua lembrança, rindo e se divertindo comigo, toda manhã antes de ir à escola.

Senti uma lágrima escorrer pela minha bochecha. Tinha se passado apenas um dia que não a vira, e mesmo assim, a saudade já tomava conta de mim. Saber que não a veria em um tempo acabava comigo.

"Flashback On"

Desci as escadas, e mesmo sem estar na cozinha ainda, já podia sentir o aroma de café invadindo a casa toda, assim como era todas as outras manhãs.

Entrei na cozinha e lá está ela, de costas, colocando o pão na torradeira.

Cheguei perto, sem fazer barulho, para assustá-la. Então, num pulo, eu grito:

-Bom dia, mãe!

Porém, ao invés de se assustar, ela somente se vira em minha direção, e com um tom sarcástico responde:

-Bom dia, filha! - ela riu - estava tentando me assustar? Porque se estava, não conseguiu.

-AFF! É impossível te assustar - falei, bufando

-Eu sei - respondeu ela, rindo ainda mais.

Me sentei à mesa e ela serviu as torradas. Uma para cada uma. E se sentou à minha frente. Comecei a comer, dando uma mordida na torrada.

-Mãe, como você faz comida tão boa? - perguntei, já que uma torrada era pra ter um sabor normal, mas a dela era diferente. Não importa o quanto eu tentasse, por alguma ironia do destino, minha torrada nunca se compararia à dela.

-Comida de mãe, Ari. Agora para de falar com a boca cheia!

Caralho, ela era muito chata com modos à mesa, não tinha mais ninguém com a gente, por que diabos eu não podia ficar à vontade? Bufei e ela me lançou um olhar de reprovação.

-Mudando de assunto... Vai sair hoje? - perguntou ela, curiosa.

-Vou, e acho que só vou voltar de noite... - respondi - por que? - perguntei ao ver que sua expressão fechou quando eu contara meus planos.

-Nada - disfarçou, virando o rosto e colocando um sorriso falso na cara - de noite eu quero falar com você, ok? - ela estava nervosa, preocupada, alguma coisa tinha acontecido e ela não queria me falar do quase tratava.

-Tá, mas tá tudo bem? – tentei de novo, pra ver se ela dava alguma ideia do que estava acontecendo.  Mas não foi isso o que fez:

-Tudo, filha, relaxa.

Estava preocupada agora, será que tinha acontecido algo grave? Ou será que ela simplesmente queria me dar uma bronca por algo que fiz? Meu Deus, será que fiz alguma merda e não sei disso?

Ela escondia algo, e disso eu tinha certeza.

“Flashback Off”

Se soubesse como teria acabado aquela conversa, não teria voltado pra casa de noite. Tudo tinha acontecido por causa disso, tudo por uma conversa.

Acabei o café e coloquei os pratos na pia, em seguida fui até o sofá e liguei a TV. Passando os canais, até chegar em um filme. “O lado bom da vida”.

Esse era o filme favorito de Brittany, minha melhor amiga. Toda vez que íamos até sua casa, tínhamos que vê-lo. Eu não o assistiria porque já sabia cada cena e cada fala, porém,  me fazia lembrar de Britanny, e eu estava morrendo de saudades dela, então o deixei passando.

“Flashback On”

Cheguei à porta do prédio de Brittany e toquei a campainha. Aguardei  enquanto tocava, até que a loira atendeu:

-Oi? – disse a voz do outro lado.

-Abre, sou eu! – respondi.

Ela abriu e subi até o seu andar, quando cheguei no apartamento, a porta já estava entreaberta. Entrei e lá estava ela, no sofá, de frente para a TV. Sentei ao seu lado e perguntei:

-E aí? Fazendo o que?

-Adivinha – falou ironicamente, sem tirar os olhos da TV.

Olhei na mesma direção e lá estava ela de novo, vendo o mesmo filme de novo.

-Ah não, de novo não! – bufei – você não cansa, não?

-Me deixa! Esse filme é perfeito e eu o amo muito. Nunca vou parar de assisti-lo.

De repente deu vontade de quebrar aquele CD na cara dela.

-Vamos fazer outra coisa? Por favor – pedi, impaciente, implorando.

-Tá bom, sua chata, que saco! – e desligou a televisão – o que você quer fazer? – perguntou, olhando pra mim pela primeira vez desde que entrei no apartamento.

-Sei lá... Vamos ao shopping?

***--***

Lá estávamos nós, passeando por todas as lojas, de roupas, maquiagem, sapatos... Experimentávamos tudo, mas obviamente, não comprávamos nada. Já estava tarde, quando comecei a ficar com fome.

-Vamos ao Burger King? – perguntei ao avistar a praça de alimentação.

-Vamos, sua gorda! – disse rindo.

-Eu não sou gorda! – respondi, pigarreando ofendida.

-Pode não ser agora, mas tenho certeza que em outra vida foi.

Continuamos com essa briga, até que a garçonete chegou, para pegar nossos pedidos.

-O que vão querer? – perguntou ela.

Pedi o de sempre, um hambúrguer duplo cheddar com refri e batatas, nuggets e um sundae de sobremesa. A cara da garçonete era de espanto, ao anotar o meu pedido. Enquanto Brittany pedia somente um sundae, porque ela era “fitness”.

A atendente foi embora e Brittany começou de novo:

-E ainda diz que não é gorda.

Rimos, era verdade, eu era magra de ruim. Comia de tudo e nunca engordava, agradecia todo dia por isso, já que era uma vantagem (a única) do meu corpo.

Então, um garoto bonitinho se sentou na mesa à nossa frente, e Brittany o fitou.

-Vou falar com ele – falou, e foi lá, toda animadinha.

Ela era assim mesmo, ficava com qualquer um, bem diferente de mim, mas também, ela era popular, já eu, só tinha Brittany como amiga, por isso não tinha tantas chances com garotos. O meu corpo também não ajudava, além de eu ser tímida, não tinha peito nem bunda, quando Brittany podia posar para uma revista e ser eleita a garota com o melhor corpo do mundo com facilidade. Ela não podia ver um garoto, que corria atrás, ela era linda, engraçada e conseguia qualquer garoto que quisesse.

Fui interrompida dos meus pensamentos quando ela voltou e se sentou, rindo e balançando um papelzinho entre as mãos, que continha o número de celular do garoto.

-Peguei o celular dele! – disse, toda animada..

-Parabéns, mais uma conquista – ri com ela.

-Por falar em número de celular... – iih, lá vinha merda – Me passa o número do seu irmão, por favor! Ele é lindo.

-Não! Se você quer tanto, pega você – estava muito arrependida de ter lhe mostrado uma foto de Logan – e além do mais, eu não quero meu irmão transando com a minha melhor amiga!
-Por quê? Qual é o problema? – perguntou, inocente, naturalmente, como se não fosse nada demais.

-É nojento! – caralho, graças a ela, agora eu tinha uma imagem linda na minha mente.

-Tá bom, deixa – falou, rendendo-se.

-Obrigada.

Saímos do shopping e fomos pra casa. Apesar de ser muito irritante e chata, eu amava aquela garota, ela era minha amiga desde crianças, e tenho certeza de que seríamos até sermos velhinhas.

“Flashback Off”

Como eu queria que isso fosse verdade... Agora, com a distância, acabaríamos nos separando, perdendo o contato.

O filme acabou e eu desliguei a televisão. Levantei e fui ao meu quarto para trocar de roupa. Saí de casa e fui passear pela vizinhança. Era um bairro muito quieto, se não visse um carro ou outro, acreditaria que estava tudo abandonado. O sai estava nublado e frio, e não tinha ninguém pelas ruas. Segui pela calçada até chegar em um parquinho. Como não tinha ninguém por perto, fui em direção ao balanço, onde sentei e fechei os olhos por um tempo, tentando me lembrar de meus últimos momentos com Justin.

“Flashback On”

-Não me diga que você vai subir nisso – perguntou ele, me olhando incrédulo.

-Vou sim, e daí? – sentei no balanço e comecei a me balançar.

-As pessoas estão olhando! – disse ele, preocupado, olhando discretamente para todos aqueles que estavam no parquinho, nos encarando, porque tecnicamente, dois adolescentes não deveriam estar em  um balanço.

-Deixa olharem – respondi, sem dar muita importância, eu gostava de me balançar, e não me incomodava com o que as pessoas pensavam – Sobe você também – disse, me referindo ao balanço vago do meu lado.

-Não, tá maluca? – Falou, olhando disfarçadamente para todos que nos encaravam.

-Por favor, por mim – pedi, e ele cedeu.

Sentou no balanço do meu lado e começou a se balançar como se nunca o tivesse feito antes. Comecei a rir de sua atitude, já que ele se dizia todo “machão”, e nesse momento, estava se balançando no meio de um parquinho cheio de gente.

Ao perceber que o olhava, rindo, ele parou de se balançar e ameaçou se levantar.

-Não! Desculpa, eu juro não rir mais!

-Tá, mas vamos pra outro lugar, não quero que o nosso encontro seja em um parquinho.

Em seguida se levantou e me puxou pra fora do parquinho.

-E o que você sugere que façamos? – perguntei.

-Sei lá... A gente podia ir no cinema.

-Mas só tem filme chato! – pigarreei, porque não gostava muito do tipo de filme românticozinho, do qual o cinema estava cheio, nessa época do ano.

-E quem disse que vamos ver o filme? – perguntou, sorrindo maliciosamente.

Então, ele me puxou pela cintura, mais pra perto de seu corpo, e de repente, não havia mais nenhum espaço entre nossos lábios. Queria estar com ele para sempre, me sentindo desse jeito até o fim de minha vida.

“Flashback Off”

Fui interrompida dos meus pensamentos quando um garotinho começou a balançar a mão em frente ao meu rosto, enquanto me encara.

-Menina, você tá me ouvindo? – perguntou ele.

-Oi? Fala! – respondi, saindo do transe.

 -Você vai sair desse balanço hoje? – perguntou, curto e grosso.

Saí do balanço assustada com a atitude do menininho, crianças não eram pra ser tão grossas. E ele subiu e começou a se balançar. Então, o ouvi sussurrar:

-AFF! Gente velha!

Gente velha? Como assim? Eu não sou nem um pouco velha. Garotinho mal-educado.

Voltei pra casa e preparei meu almoço.

***--***

Já estava de noite e eu continuava com a mesma cara. Não tinha feito nada o dia inteiro porque não conhecia ninguém naquela cidade. Estava entediada. Só conseguia ficar relembrando aqueles rostos, que não veria de novo em muito tempo. Tudo por conta daquela noite. Aquela estúpida noite, onde tudo ocorreu. A noite em que minha mãe queria conversar comigo. Teria mudado alguma coisa se eu não tivesse tido essa conversa? Eu estaria em casa, com os meus amigos e minha família? Eu ainda estaria aqui? Provavelmente...

“Flashback on”

Abri a porta e ela estava sentada no sofá, encarando a televisão desligada, preocupada.

-Sim, filha – respondeu com uma expressão séria – Lembra que eu falei que queria conversar com você?

Lá vinha bomba, ela ia me dar uma bronca daquelas, com toda certezas. Mas o que eu tinha feito? Parece que estava prestes a descobrir.

-Lembro... O que foi?

-Filha... – fez uma breve pausa, se preparando para dizer aquelas palavras – fui transferida, a empresa não precisa mais de mim aqui.

Ué? Estava confusa, achei que a notícia seria ruim, mas era somente uma transferência de unidade.

-Isso é legal, mãe – disse, ainda não entendendo do que se tratava.

-Não, filha, você não entendeu.

E então percebi. Para onde ela seria transferida? Essa era a questão.

-Eu fui transferida pra África, filha – disse, com o olhar baixo, quase chorando.

-A gente vai pra África, mãe? E meus amigos? E a família? Mãe, eu tenho uma vida! – falei, estava atordoada com toda essa situação. E quando percebi, estava de pé, gritando com ela, enquanto lágrimas escorriam de nossos rostos.

-Não filha, eu vou pra África, você vai morar com o seu pai. Já conversei com ele. – respondeu.

-O que? – não conseguia acreditar nessas palavras – você vai me deixar com o papai?

Eu o amava muito, mas estava acostumada a morar com ela. Como ia simplesmente, de um dia pro outro, acordar e não conversar com ela antes de ir pra escola? Como sobreviveria a ficar sem seus conselhos? Como conviveria com essa saudade?

-Por quê? Eu posso ficar aqui, eu tenho amigos. Ou eu posso ir com você. Ou você pode não ir – falei, chorando.

-Filha, eu não posso ser demitida. Vai ficar tudo bem, a casa do seu pai é somente a duas horas daqui, você pode voltar pra ver seus amigos quando você quiser, quanto a mim, eu venho visitar umas duas vezes por ano, e prometo te ligar todos os dias. Mas você vai com ele e com seu irmão. Você vai pra faculdade do seu irmão, te matriculei lá pra você se adaptar mais rápido. Vai fazer novas amizades e vai manter as daqui, tá bom?

Era muita coisa pra processar em um só momento.

A abracei o mais forte que pude, deixando seu ombro molhado, por conta de minhas lágrimas, que agora, saíam sem controle.

-Mãe, eu não quero isso – choraminguei.

-Eu sei filha, mas não há nada que possamos fazer. Vai ficar tudo bem, você vai ver.

Ela tinha razão, não é como se não fosse vê-la nunca mais. Enxuguei as lágrimas  e olhei em seus olhos, sorrindo.

Ela sorriu de volta e se acalmou.

-Agora, suba e comece a fazer as malas, viajamos em dois dias.

E assim fiz, subi e comecei a organizar tudo.

“Flashback Off”

Dei por mim e estava deitada no sofá, abraçando uma almofada e chorando loucamente. Me levantei e saí da casa, em direção ao jardim.

Deitei no chão e olhei as estrelas. Eram incríveis de se admirar, ainda mais nessa parte do país, que era menos urbanizada.

Quando vim pra cá, me lembro de tê-las olhado pelo avião, o que me fez acalmar.

“Flashback On”

Já estava no aeroporto, olhando para às pessoas à minha frente. Mãe, Brittany e Justin. Todos estávamos tristes. A hora da despedida tinha cehgado, apesar de não querer que chegasse nunca.

Andei até Brittany e a mesma me abraçou.

-Vou sentir sua falta, sabia? – falou ela, me soltando do abraço.

-Eu sei, e também vou sentir a sua – falei, com lágrimas nos olhos.

-Depois me conta as fofocas, tá? E nada de novas amizades! Eu sou e serei a sua única amiga – falou brincando, e ri  com a sua atitude – e não esquece os boys, tá? – falou baixinho, para que Justin não ouvisse.

-Ok – falei rindo.

-Venha me visitar, não esquece de mim, não!

-Nunca!

A abracei novamente e caminhei até minha mãe e falei, chorando:

-Eu vou sentir muitas saudades.

-Eu também, filha, mas vou te ligar todo dia, e quando você menos esperar, lá vou estar.

Ela me envolveu em seus braços, e me permiti chorar mais.

-Te amo muito.

-Eu também, Ari.

Me afastei e fui em direção ao Justin. Ele me puxou pro último beijo, o beijo de despedida, longo e carinhoso, e não quis sair de perto dele, de jeito nenhum.

Ele se afastou e me envolveu em um abraço.

-A distância nunca vai nos separar – disse ele, me dando um beijo na testa – só quero que saiba disso.

-Eu sei, e prometo que isso não vai acontecer – respondi, apertando mais o abraço.

Fui interrompida pelo interfone citando meu voo. Estava na hora de ir. Me separei de Justin e encarei todos pela última vez.

-Amo vocês.

 Então me virei, e andei em direção ao avião, sem olhar pra trás, com medo de perder a coragem de ir embora.

***--***

A viagem foi boa, em geral. Ao sair do aeroporto, o motorista me esperava, entrei no carro e esperei.

Chegando lá, saí dele e vi aquela enorme mansão.

“Flashback Off”

 


Notas Finais


Gente, espero que tenham gostado!


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