História Keep moving on - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Palavras 2.516
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Crossover, Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - 1 dia de aula


Sábado – 20h

Era sábado, e amanhã eu iria para a faculdade para começar a arrumar as coisas, já que segunda começariam as aulas. Desliguei a televisão e subi para fazer as malas.

Comecei a tirar as roupas do armário e montei duas pilhas: uma com as coisas que levaria pra faculdade, e outras pra deixar aqui, para quando eu precisasse. Peguei a mala e a coloquei sobre a cama, pondo todas as roupas. Assim que acabei, a fechei e saí do quarto.

Fui até o escritório e liguei o computador, acessando a minha conta no site da faculdade, para vê-lo mais uma vez antes de me mudar pra lá. Olhei para a foto do grande campus, onde havia grandes e verdes jardins em volta de um prédio principal. Em um dos lados, havia um prédio menor, onde se lia em placas gigantes “Lanchonete”, e do outro, havia uma grande quadra de basquete, com arquibancadas à sua volta.

Tirei a foto e fui até a página de alunos, para saber qual seria o meu quarto. Uma tabela grande, com todos os meus dados apareceu à minha frente:

Aluna: Ariana Grande

Quarto: 226

Corredor: A

Armário: 107

Além disso, havia outra tabela, mostrando todos os horários de minhas aulas, professores e salas.

Desliguei o computador após anotar todos os dados em um papelzinho e guardá-lo na bolsa. Voltei  ao meu quarto, fechei a porta e deitei na cama, apesar de serem só 20h e 30min, eu estava indo dormir, pra acordar com energia amanhã.

Virei para um lado, para o outro, mas não conseguia dormir de jeito nenhum. Então meu celular tocou. Com preguiça, virei e tateei a mesinha de cabeceira à sua procura, assim que o peguei, atendi.

-Alô?

-Oi, Ari? Te acordei? - perguntou a voz do outro lado. Conhecia muito bem essa voz...

-Logan? – perguntei, animada.

-Sim, sou eu – respondeu, tão animado quanto eu – só queria saber se você vinha amanhã ou segunda.

-Amanhã

-Ótimo, te encontro amanhã então. Beijos

-Beijos.

Estava tão feliz, há anos que eu não o via, mesmo assim, mantínhamos contato. Estava morrendo de saudades e de vontade de vê-lo. Então, rapidamente, desliguei o celular, colocando-o na mesinha de novo, e voltei a dormir.

***--***

Domingo – 8h

O som do despertador ecoava insuportavelmente pelo quarto. Levantei e fui até o banheiro, tomei o banho e coloquei uma roupa bonitinha. Uma blusinha branca e jeans escuros, com sapatos de salto (muito alto) pretos. Para finalizar, coloquei uma maquiagem simples e deixei o cabelo solto.

Voltei ao quarto e eram 9h, tinha que me arrumar muito rápido pra chegar na faculdade às 10h. Rapidamente, coloquei a mala no carro e fui dirigindo enquanto engolia o café da manhã o mais rápido possível.

Cheguei e estacionei o carro. Peguei a mala e saí.

Atravessei o grande jardim, indo em direção ao prédio principal. Os corredores estavam lotados, e sentia todos os olhares sobre mim, pessoas cochichando. Passei direto e fui em direção à secretaria, pegar a chave do meu quarto e armário. Ao chegar, entrei pela porta, e uma sala pequena se revelou, com cadeiras em volta de um balcão, onde havia uma mulher. Fui em sua direção e falei:

-Bom dia.

A mulher me olhou de cima à baixo, e sem dar muita importância, respondeu, forçando um sorriso:

-Bom dia.

-Hm... Eu vim pegar a chave do meu quarto e do meu armário. É o quarto 226, corredor A, e o armário é o 107.

-Calma aí – disse, desfazendo o sorriso do rosto e se virando para procurar as chaves nas gavetas atrás dela – Tá aqui – disse, ela, virando-se para mim novamente, com duas chaves na mão – sua colega de quarto já está lá.

Peguei as chaves e agradeci. Em seguida, saí da sala e comecei a andar pelos corredores, procurando o meu quarto. Passei por várias bifurcações “CORREDOR C”, “CORREDOR D”. Quando cheguei no meu, andei reto, procurando o quarto desta vez. Estava repleto de alunos, brincando e conversando.

Parei em frente à porta do 226, porém, antes de abri-la, parei para ouvir um barulho estranho vindo de dentro do quarto.

-Eu te odeio! Sai daqui! – disse, ou melhor, gritou uma garota.

-Caralho! Calma, eu só queria... – disse um garoto, tentando acalmá-la. Mas ela o interrompeu.

-Queria nada, tchau!

E então, o quarto ficou em silêncio por um tempo. Peguei a bolsa e comecei a procurar a chave, quando a encontrei, cheguei perto da porta, para abri-la e... Algo me acertou com toda força no rosto, caí no chão, sentada, e apoiei uma das mãos em minha cabeça, onde doía. Então, ouvi a garota de novo, agora fora do quarto:

-Ai meu Deus, olha o que você fez!

-Eu? – perguntou confuso, tentando se defender – você que me empurrou porta afora.

Então ele se abaixou e me ajudou a levantar. Minha cabeça latejava de tanta dor.

-Você está bem? – perguntou ele, me encarando.

-Sim, tudo bem – menti – não foi nada, relaxa.

-Tem certeza? – perguntou de novo, preocupado. Ele sabia que eu mentira.

Então tirou a minha mão da cabeça, para olhar o ferimento, mas como não estava sangrando, ele simplesmente desistiu, falando:

-Então tá, desculpa – e foi embora.

Peguei minha mala e passei pela porta.

-Você é minha colega de quarto? – perguntou a menina, que eu tinha esquecido que estava ali, sorrindo.

-Acho que sim – disse, sorrindo de volta.

O quarto não era lá dos melhores, era muito simples. As paredes brancas estavam cobertas por pôsteres velhos, provavelmente da dona antiga. Havia duas camas, uma de cada lado do quarto, e uma escrivaninha entre elas. Na outra parede, havia um armário grande e uma janela ao seu lado. E por último, uma porta que levava ao banheiro estava localizada próximo à uma das camas.

A menina entrou logo depois de mim e fechou a porta.

-Olha, desculpa mesmo, tá? – disse, arrependida – Mas o que acha de começarmos do zero? – continuou ela, oferecendo um aperto de mão – Meu nome é Jennifer. E você é...?

-Ariana – respondi, cumprimentando-a.

Ela sorriu, e logo depois perguntou:

-E aí? O que achou?

Horrível, queria estar em minha cidade. Mas ao invés disso, só coloquei um sorriso na cara e respondi:

-Legal.

-Você já conhece alguém por aqui? – perguntou ela de novo – você é nova, né?

-Sou, você não?

-Sou, mas eu conheço todo  mundo por aqui há muito tempo. Você não conhece ninguém?

-Não. Quer dizer, sim. O meu irmão.

-E vocês se dão bem? – perguntou, curiosa.

-Sim. Bom, não nos vemos há muito tempo, mas nos damos bem.

-Bom, pelo menos vocês se dão bem, olha o meu caso – disse, referindo-se à briga que acabara de ter.

-Aquele era seu irmão? – perguntei, curiosa.

-Um de muitos – respondeu – brigamos o tempo todo, é normal. Mudando de assunto, você vai fazer alguma coisa agora?

-Vou, na verdade, eu vou ver o meu irmão – respondi.

-Ok. Te vejo depois, então.

Deixei a mala dentro do quarto e saí com o material, para guardar no armário. Comecei a andar pelos corredores, procurando-o. Quando o encontrei, o abri e guardei tudo dentro. Ao me virar para ir embora, um grupo de garotos com uniforme de basquete me chamou a atenção.

Parei pra olhar e prestando atenção, pude notar alguém familiar, era ele. Era Logan.

Andei em sua direção e quando me viu, parou de conversar e veio falar comigo.

-Ari! Que saudades! – disse, me abraçando, alegre.

Se separou pra me olhar e disse:

-Nossa, você mudou muito – falou, me olhando - Ficou mais alta? – perguntou, até notar que estava de salto alto – Ah, deixa pra lá – riu.

Estava muito feliz, não conseguia parar de sorrir. Então ele se virou para o grupo de amigos e me puxou mais pra perto, pra me apresentar. Tinha três garotos com ele.

-Ariana, estes são meus amigos: Ansel, – começou, me apresentando pra um garoto moreno, muito bonito, alto e de olhos castanhos, que me fitou e sorriu maliciosamente – Dylan, - continuou, me apresentando pra um garoto mais magricelo que o primeiro, mas assim como o primeiro, tinha olhos e cabelo castanhos e era tão bonito quanto o primeiro. Ele me olhou e deu um sorriso, me cumprimentando com um aceno – e Ian. – naquele momento, percebi que já conhecia esse garoto. Era o irmão de Jennifer, que me acertou quando saiu do quarto. Ainda não tinha reparado nele. Ele era o mais bonito dos três, tinha olhos claros, azuis, era alto e musculoso e cabelos escuros. O mesmo percebeu quem eu era, e timidamente, sorriu. Sorri de volta, já que não guardava nenhum tipo de ressentimento com ele – Gente, essa é Ariana, minha irmã.

O primeiro garoto, então, me encarou, e com o mesmo sorriso malicioso, perguntou ao Logan, sem tirar os olhos de mim, o que me fez corar:

-Eu não sabia que você tinha irmã, Logan.

Acho que Logan viu algum tipo de maldade na pergunta, porque, discretamente, me puxou um pouco mais pra trás, como se estivesse me protegendo.

-Não era nada que você precisasse saber – disse ele. E virando-se para mim novamente, perguntou – Ari, você já visitou o campus?

Não o tinha visitado completamente, só tinha passeado pelos corredor, mas ainda tinha muito pra ver, por isso, respondi que não.

Ele pensou um pouco, e sua expressão se entristeceu um pouco.

-Não posso te levar, tenho treino agora...

-Eu posso levar ela – disse Ian, se voluntariando, provavelmente querendo se redimir por ter me machucado.

-Então depois a gente se fala – falou, virando-se para mim. Logo depois, foi em direção de Ian e sussurrou (ou tentou, porque eu ouvi) – Ela é minha irmã, tá?

Ri discretamente com o comentário do meu irmão protetor, não era como se algum deles fosse querer alguma coisa comigo. Ian ficou um pouco vermelho, mas fez sinal e ok e veio em minha direção.

Logan foi embora, seguido de Dylan e Ansel, que antes de sair piscou pra mim. Quando estávamos a certa distância deles, Ian quebrou o silêncio:

-Desculpa mesmo por antes, não queria te machucar nem nada.

-Tudo bem – respondi, rindo – eu entendo.

-Que bom – respondeu, aliviado – Vamos?

Ele começou a andar pelos corredores, sabendo em cada lugar que tinha que virar, enquanto eu o seguia, totalmente perdida. Ele dizia onde era cada lugar: a diretoria, enfermaria, salas... Mas eu estava meio confusa e não conseguia absorver tudo de uma vez só.

Fomos conversando até chegar no jardim, o campus era realmente muito grande e bonito, e teria de me acostumar. A minha antiga escola era meio precária, então eu  nunca me imaginei em um lugar como esse.

-Quer comer alguma coisa? – perguntou Ian.

-Pode ser – respondi, e fomos em direção à lanchonete.

Era enorme, e estava lotada de estudantes. Sentamos em uma das mesas e a garçonete veio e pegou nossos pedidos.

-Então, por que você escolheu esta faculdade? – perguntou Ian.

-Bom, tecnicamente eu não escolhi – disse, e ele pareceu confuso, por isso expliquei – minha mãe viajou por causa do trabalho, e eu tive que vir morar aqui, com o meu pai. E como é aqui que o Logan estuda, ela achou melhor me inscrever aqui, pra que eu não começasse o ano sozinha.

-Nossa... Então isso quer dizer que você não gosta daqui? – perguntou, ainda confuso.

-Bom, não exatamente, sabe? Lá eu tinha meus amigos, meu namorado, minha mãe... Aqui por enquanto, não tenho muita coisa – respondi, honestamente, meio triste.

-Você tem namorado? – perguntou ele, e quando o olhei de novo, sua expressão estava diferente.

-Tenho, por quê?

-Nada... – tentou disfarçar – é que relacionamentos à distância não costuma dar certo.

Fiquei um pouco irritada com esse comentário, eu tinha certeza de que eu e Justin daríamos certo, mas não disse nada. Resolvi mudar de assunto.

-Você tem?

-O que? – pareceu confuso.

-Namorada – falei.

Ele riu, como se eu estivesse zoando ele.

-O que foi? – perguntei, estranhando. Então ele parou de rir e ficou sério.

-Você tava falando sério? – perguntou ele.

-Sim, por quê?

-Ah ta. Não, eu não tenho namorada.

-E o que tem de tão engraçado nisso?

Ele pensou por um segundo:

-É que eu não estou acostumado a me perguntarem essas coisas. Eu não sou do tipo que namora.

Ah ta, só então percebi que ele devia ser mais um babaca daqueles, que ficam com as meninas só pra usar elas. Agora entendi porque o meu irmão estava sendo tão protetor. Então ele falou:

-Olha, eu tenho que ir pro treino. Mas depois a gente se fala – disse, e se levantou e antes de ir embora, piscou pra mim e sorriu.

Só então percebi que os olhos dele eram realmente bonitos, eu  ficara hipnotizada só de olhar pra eles. Mas eu não era do tipo de garota que ficava com qualquer um, por isso, esses olhos não fariam o menor efeito sobre mim. Eu tenho namorado. Repeti pra mim mesma algumas vezes.

***--***

Segunda – 6h

Acordei com o som do despertador, e levantei com pressa. Era o 1º dia de aula! Eu estava super ansiosa. Me arrumei o mais rápido que pude. Não podia me atrasar no primeiro dia, certo? Acabei de me arrumar, e quando percebi, Jennifer ainda dormia.

Tentei acordá-la, para que ela não se atrasasse.

-Jennifer? Bom dia!

Ela acordou e me olhou, estranhando minha animação.

-Bom dia. Pra que toda essa animação? –perguntou, se sentando na cama.

-É o primeiro dia de aula! – respondi, animada.

-É o primeiro dia do inferno, isso sim – disse seca, ri e ela se levantou pra se arrumar.

Saí do quarto e fui em direção ao meu armário, pegar o material. Assim que fiz isso, fui em direção à lanchonete tomar café da manhã. Peguei um café e fui andando pelos corredores em direção à sala.

Tinha acordado cedo e me arrumado o mais rápido possível, e mesmo assim, estava atrasada.

Os corredores estavam esvaziando quando entrei na sala, segundos antes do sinal tocar. Era grande, como um auditório, repleto de cadeiras, e com a mesa do professor em frente à tudo. Subi as escadas  e sentei em uma das cadeiras, na fileira onde não havia quase ninguém.

Assim que o professor entrou, todos pararam de conversar para prestar atenção nele.

-Bom dia, turma – disse ele, com os cabelos desgrenhados, como se estivesse enrolado com alguma coisa – Meu nome é Mark e eu...

Ele foi interrompido quando a porta se abriu escancaradamente, revelando Jennifer, toda atolada com livros e cadernos.

O professor foi em sua direção e eles conversaram por alguns segundos. Logo depois, Jennifer se virou e começou a vir em minha direção, sentando-se em meu lado.

-E aí? – disse ela, arrumando toda sua bagunça.

-Por que se atrasou? – perguntei.

-Sou lenta, isso sempre acontece. – respondeu normalmente.

Eu também era assim, se não fosse o primeiro dia, é provável que eu chegasse depois dela. Meu histórico de atrasos na escola era extenso...

-Quer almoçar comigo e com umas amigas depois da aula? – perguntou ela.

-Quero – aceitei, animada, mas não demonstrando tanto, para não parecer desesperada. Mas eu estava.

***--***

O sinal tocou e todos começaram a arrumar suas coisas.

-Vamos? – perguntou Jennifer.

-Sim – respondi, peguei meu material e saímos em direção à lanchonete.



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