História Keep moving slow - Capítulo 29


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Alya, Chloé Bourgeois, Gabriel Agreste, Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Mylène Haprèle, Nathanaël, Nino, Personagens Originais, Sabine Cheng, Sabrina, Tom Dupain
Tags Adrien, Adrinette, Ballet, Breakdance, Chatnoir, Ladybug, Ladynoir, Marichat, Marinette
Exibições 535
Palavras 3.420
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas, tudo certo?

"Meu deus mulher, você me some e só aparece agora com um capitulo desse tamanho?"

Calma pessoas, vou explicar tudinho lá nas notas finais.
Vai ser uma aviso importante, então eu peço a todos que leiam, Ok?

Ok!


Então aproveitem...

Capítulo 29 - Então, eu nunca quero crescer


"You have succeeded in life when all you really want is only what you really need." - Vernon Howard

 

A noite havia sido longa para o casal. Passaram a madrugada se amando. Parando somente com o raiar do sol, já exaustos, os corpos suados, cansados. E assim, com o dia começando, o comercio abrindo, eles finalmente dormiram.

Sabe-se lá, por quantas horas ficaram adormecidos. Pouco importava. Estavam abraçados em baixo das cobertas, aquecendo-se do frio que fazia lá fora.

As velas haviam apagado, deixando o lugar completamente escurecido.

De longe, nunca dormira tão bem na vida. Tão satisfeitos.

Não muito distante, um barulho, tanto quanto irritante, começou a atrapalhar aquele momento de paz e tranquilidade, os fazendo despertar um tanto quanto confusos.

- Adrien... Seu celular... – A mestiça reclamou. Céus, como estava cansada.

O loiro resmungou, e levantou o corpo, ficando sentado no colchão. Varreu o local com os olhos, até encontrar o aparelho em cima do sofá, tocando incessantemente. Arrastou-se até o mesmo, e sem olhar no visor, o atendeu mal-humorado.

- Aló? – A voz rouca e sonolenta.

- Bom dia, Adrien. – Uma voz séria ressoou do outro lado da linha. – Posso saber onde o senhor se encontra, que não está em casa?

- Pai? – O garoto estava surpreso. A menção da palavra fez com que a azulada despertasse também.

- Me responda, Adrien. – O homem não aparentava estar para conversa furada.

- Eu estou na casa do Nino. – Respondeu rapidamente. – Nós estávamos comemorando o meu aniversário...

- Certo... Imagino que Alya esteja junto...

- Sim, esta... – O loiro estava suando frio. Gabriel Agreste não podia sonhar que o garoto passou a noite naquele clube. Alias, ele não podia sonhar que o loiro conhecesse o clube.

- Imagino também, que sua namorada esta junto... – O tom de voz dele não se alterava sequer um momento.

- Esta sim e- O loiro arregalou os olhos. – N-Namorada... Como é que o senhor...

- Acha que não sei o que acontece na sua vida? – Como resposta veio o silencio. – Eu tenho olhos na academia, sabe muito bem disso. – O homem suspirou. – Quero que volte para casa, vamos almoçar...

- Está certo...

- E traga a garota também. – Foi direto. – Quero conhece-la. Então, não se atrase. – E desligou.

O loiro ficou em silencio, encarando o aparelho. Já passavam das 10h30 da manhã. Não haviam dormido nada. E agora, tinham que sair as presas para um almoço com seu pai. O grande Gabriel Agreste.

- Tudo bem? – Marinette o observava atenta. O garoto estava branco, a respiração curta. Parecia que algo sério tinha acontecido.

- Está sim... É que, meu pai... – Como falaria aquilo? – Ele quer que almocemos com ele...

- Pera ai... “almocemos”? Nós dois? – Ela o encarou surpresa. Chegando a sentar-se. Isso significava que o Sr. Agreste sabia dela? – Ele sabe de mim? Digo de nós dois?

- Bem, aparentemente, sim ele sabe... – Adrien a encarou de volta. – E ele quer te conhecer.

- Ok. Por essa eu não esperava. – Voltou a se jogar no colchão, fechando os olhos. Se tinha uma coisa que ela não espera enfrentar tão brevemente, era o pai de Adrien.

Claro que ela o conhecia. Quem em sã consciência não sabia quem aquele homem era. E por isso mesmo ela sentiu tanto medo.

O que seria dela, se ele não gostasse dela? Se não a aprovasse como namorada do filho?

É claro que um dia ela iria conhecê-lo. Mas precisava ser tão cedo?

- Mari? – Ele se virou para olha-la. – Tudo bem? Eu sei que essa pegou a gente de surpresa... Não precisa ir se não quiser. Eu invento alguma desculpa...

- Não é isso... É que... – Ela o encarou. – E se ele não gostar de mim? Se achar que eu não sou boa para ficar com você?

- Você é maravilhosa, Mari. – Ele lhe acariciou o rosto, vendo-a fechar os olhos. – Impossível alguém não gostar de você. – Voltou a deitar-se junto a ela, a abraçando e puxando-a para si. – E não me importa o que meu pai acha. Eu te amo, e vou ficar contigo, ele goste ou não.

 

 

 

Marinette sentia suas mãos suarem. Ela estava junto a Adrien, os dois atravessando o longo jardim da frente, da casa do garoto. O loiro tinha razão quanto a uma coisa. Se ela tinha achado a casa de Nino e Alya impressionantes. A do garoto era espetacular. De fato, uma verdadeira mansão.

Antes de irem para a residência dos Agrestes; haviam passado na casa de Nino para se trocarem, e sem muitas explicações, saíram logo em seguida.

A mestiça encarava aquela grande porta com o coração nas mãos. O loiro estava ao seu lado e tentava lhe passar segurança.

- Pronta? – Ele perguntou calmamente.

- Se eu disser que “não” vai adiantar alguma coisa? – Ela tentou dar um pequeno sorriso. Adrien então, segurou sua mão, entrelaçando seus dedos.

- Vai dar tudo certo. Eu vou estar com você o tempo todo.

E com um ultimo inspirar de segurança, o loiro girou a maçaneta, abrindo a porta, deixando com que a azulada vislumbrasse o que havia lá dentro.

Aquele lugar parecia um verdadeiro palácio por dentro. Eles estavam parados em um saguão gigantesco. Paredes e chão de cores claras. Uma enorme escada era a única coisa que se destacava naquele lugar.

Então fora ali, que o loiro foi criado? Deve ter sido tratado como um príncipe.

- Quem bom que chegou, Adrien.

No topo da escadaria, encontrava-se um homem alto e esquiço. Cabelos loiros quase brancos, penteados para trás. A figura, vestida de terno claro, transmitia seriedade e imponência.

Marinette sabia muito bem quem era aquele homem. E por esse motivo um arrepio lhe percorria a espinha.

- Olá, pai. – O loiro cumprimentou, enquanto se aproximava da escada junto a mestiça. Gabriel também tratava de descer a escadaria, indo de encontro aos dois.

Quando parou em frente a ele, separados por alguns degraus a cima.

- É um prazer conhece-la, Senhorita Dupain-Cheng. – O mais velho olhava para a garota. Em seu rosto, não havia nenhuma expressão. Aquele homem não se alterava. Nunca.

- O p-prazer é todo meu, Sr. Agreste. – Ela o respondeu. Seu olhar era baixo, tentava controlar a gagueira.

- O almoço já está sendo servido. – O homem terminou de descer os degraus e caminhava tranquilamente em direção ao cômodo ao lado. – Por favor, vamos nos sentar.

Ainda de mãos dadas com o loiro, Marinette e Adrien seguiram o mais velho até a sala de jantas, onde uma grande mesa estava disposta com três conjuntos de prataria e porcelanato. Gabriel sentou-se na ponta da mesa, ao lado dele sentou-se Adrien sendo seguido pela azulada.

Sem demora, uma equipe entrou com pratos e jarros com bebidas em mãos, prontos para servirem a refeição.

O cheiro que lhe invadia as narinas era suave e agradável. Era fato que os dois estavam com fome. Ambos não comiam nada desde o dia anterior. Então todo aquele show de aromas, os estava fazendo salivar.

- Espero que a refeição lhe seja do agrado, senhorita. – Gabriel se pronunciou enquanto os pratos eram colocados em frente a eles, exibindo a refeição, que estava tão bela, quanto parecia saborosa.

- Está sim, Obrigada. – Ela respondeu com a voz baixa. Pegando a taça a sua frente entre os dedos, e bebendo a água que lá continha.

Ela tentava ao máximo transparecer calma e tranquilidade. Mas aquele homem parecia uma muralha de tão inabalável, sua voz nunca se alterava, seu rosto não mostrava uma expressão, um sentimento se quer. Agora, ela finalmente compreendia por que tantas pessoas tinham medo daquele homem.

O almoço transcorria silencioso, somente o barulho dos talheres eram escutados, o tilintar da prata contra a porcelana lisa. Marinette já havia tomado duas taças de água, tentando se acalmar; e sempre que essa se esvaziava, alguém já tratava de enche-la novamente, impedindo que o copo permanecesse vazio por muito tempo.

- Diga-me, senhorita Marinette... – Gabriel falava tranquilamente, mas em meio aquele silencio, sua voz parecia muito mais alta do que deveria. – Está estudando que arte, na Françoise-Dupont?

- Estudo Ballet, Sr. Agreste. – Ela esforçava-se para respondeu o mais calmamente possível.

- Muito bom... Imagino que deva ter sido escalada para a apresentação de final de ano.

- Sim, senhor...

- Já possui alguma companhia em mente, para quando se formar? – O homem foi direto. Ela respirou fundo, a saliva parecia ter travado na garganta. Adrien mantinha-se quieto até o momento, mas estava ali, na pergunta do pai, algo que ele mesmo queria muito saber.

No final do ano, quando se formassem, ela entraria para alguma companhia? Iria para longe dele?

- Sempre quis fazer parte da Franch Royal Ballet. – Sua voz era baixa, mas o silencio do local a tornava bem audível. – Estudo para isso desde pequena...

- “Royal Ballet” – O homem parecia analisar. – É uma excelente companhia. Tenho certeza que um bom papel na apresentação final, poderá lhe colocar como uma boa opção para os olheiros. – Um pequeno sorriso se formava no canto dos lábios do homem. – Sendo você, companheira do meu filho, imagino que o diretor, Mr. Damocles, não se oporia a coloca-la em um lugar de destaque...

- Agradeço a generosidade, Sr. Agreste. – Pela primeira vez, ela o encarara diretamente. – Mas eu não estou com o seu filho para conseguir um bom lugar na peça ou uma boa companhia. Quero conseguir pelo meu próprio esforço. – Os olhos azuis dela encaravam os dele firmemente. – Se não, só terei desperdiçado muitos anos da minha vida...

- É claro... Não quis ofende-la.

Nesse momento, Marinette notou o quão deve ter sido grosseira. Céus. Se já achava que o homem não a aprovaria antes, agora tinha plena certeza que ele a odiaria. A mestiça baixou a cabeça.

- Desculpe, eu não quis parecer grossa...

- Não se desculpe. – Nada naquele homem se alterava. Mas internamente um sentimento de aprovação lhe rodeava. – Você tem firmeza, senhorita. Gosto disso.

Nesse momento, não somente a azulada, mas Adrien também, encaravam o homem com o olhar surpreso.

Seu pai gostara dela? Era isso mesmo? O loiro tentava entender a situação.

Todos já haviam terminado de comer. E Adrien, sabia o quão desconfortável a garota estava. Por de baixo da mesa, ele sentia as pernas dela se mexerem ansiosas, aflitas.

- Com licença, pai. – O loiro se pronunciou finalmente. – Vou levar a Marinette para conhecer a casa. – O garoto retirava-se da mesa, estendendo a mão para que a namorada o acompanhasse.

- Claro. – O mais velho o encarou. – Estarei no meu escritório. – Ele também se levantava. – Por favor, sinta-se em casa, senhorita Marinette.

Com as mãos atadas a da garota, o casal se retirou do cômodo, seguindo para as escadas que levariam para o segundo andar daquela grande casa.

O padrão de tons claros se repetia por todo o local, paredes e chãos claros, inclusive as portas. Quase no fim do corredor, o loiro parou em frente a uma porta, abrindo-a logo em seguida, puxando a azulada para dentro.

- Bom... – O loiro coçou a nuca constrangido. – Esse é meu quarto...

Quarto? Ele realmente disse quarto?

Aquele lugar sozinho era maior que todos os dormitórios da academia juntos. Havia diversos jogos, livros, dentro outras coisas espalhadas por aquele local. Uma cama gigantesca, janelas que ocupavam toda uma parede.

Aquele lugar podia ser qualquer coisa. Menos, só um quarto.

- Esse lugar é enorme... – Marinette olhava para tudo admirada. Qual foi a ultima vez que vira tantos livros juntos assim?

- É, eu sei... Meu quarto é grande...

- Grande? – Ela o encarou descrente.

- Ok, já entendi. Meu quarto é anormal. – Ele riu enquanto sentava-se na cama, dando dois tapinhas no espaço ao seu lado. Logo a mestiça se juntou a ele. O loiro a abraçou e fez com que os dois se deitassem, deixando as pernas penduradas para fora. – Acho que meu pai gostou de você...

- Depois de eu ter sido uma grossa? – Ela o encarou. Os dois deitados na cama. – Pensei que ele me expulsaria na hora...

- Acho que foi juntamente por isso que ele gostou. – O loiro sorriu carinhoso, depositando um beijo na testa dela. – Você sabe o que quer, luta por isso... Além de fazer por merecer...

Ela sorriu docemente e lhe tomou os lábios delicadamente.

Afastou-se e bocejou em seguida.

- Muito sono? – Ele a apertou mais entre os braços. Lá fora, o dia se fazia cinzento.

- Muito... Nós dormimos, o que? Umas três, quatro horas no máximo?

- O que posso dizer? – Ele deu de ombros, um sorriso maroto preço nos lábios. – Minha namorada é incansável...

- Gato idiota... – Ela lhe deu um tapa no peito, mas riu logo depois. – Só eu? Tem certeza? – Nada ele precisou responder. Os dois já estavam rindo da situação.

- Quer descansar um pouco? – Ele acariciava as mechas azuladas com carinho.

- Aqui? Mas e se seu pai entrar?

- Ele nunca vem aqui... Podemos ficar tranquilos. – Ele sorriu e sentou-se na cama. – Vem, eu te ajudo.

Enquanto ela permanecia deitada no meio da cama, o loiro lhe retirava os sapatos, a deixando mais confortável. Com os pés livres, ela ajeitou-se melhor na cama, subindo pela superfície, até alcançar os travesseiros.

Adrien não ficou atrás e também retirou os calçados, indo em seguida para o closet a procura de uma coberta para os dois. Voltando com uma grande e macia nos braços.

Estendeu o tecido sobre a cama, cobrindo a azulada, para logo em seguida, juntar-se a ela, a aninhando em seus braços.

- Eu poderia ficar assim para sempre, sabia? – Ela comentou em meio a uma bocejo.

- Eu com certeza não iria me incomodar. – Beijou-lhe o tipo da cabeça e ela se aconchegou melhor em seus braços, bocejando mais uma vez. – Você nunca me falou que queria entrar para o Royal Ballet... – Adrien comentou com a voz calma, mas não era assim que ele se sentia.

Se ela entrasse para a famosa companhia francesa, provavelmente iria para longe. Longe dos olhos e braços dele.

Era egoísta. Não queria isso.

- Quer falar disso agora? – Ela inclinou a cabeça para cima, observando seu rosto. O loiro concordou com a cabeça. Ela suspirou. – Eu estudo para isso desde pequena. Entrar para a companhia é algo que eu sempre sonhei. Pisar naqueles palcos, encenar grandes espetáculos, viajar o mundo com apresentações...

- Isso significaria que eu estaria longe de você... – A voz do garoto era baixa e cabisbaixa.

- E se formos para a mesma companhia? – Seus olhos brilhavam com a ideia. Dançar com ele era uma das coisas que mais gostava, mais amava...

- Mari... – Respirou profundamente. – Eu não sei se quero fazer parte de uma companhia...

- Como não? – Ela o encarava confusa. – Você está sempre ensaiando, é o melhor entre os alunos, sabe disso não é? Então por que não gostaria?

- Eu gosto de dançar... Eu amo. – Ele a encarou. O olhar sereno a fitando. – Mas não nos palcos... Eu gosto da pista, da batida, da energia, da liberdade...

- Isso significa que você não vai participar da apresentação?

- Eu vou, claro que vou... – Suspirou novamente. – Mas não vou aceitar nenhuma proposta. Minha vocação esta naquele clube, no Miraculous. Não sei se conseguiria ficar longe daquele lugar...

- Então porque todo esse esforço? – Ela não conseguia entender.

- Pelo meu pai... Esse é o sonho dele...

- Mas não o seu. – Ela concluiu. Ele a encarou e acariciou sue rosto com carinho.

- Não, não é o meu... – Concordou e beijou-lhe a testa novamente. – Mas é o seu...

- E você nunca pensou em falar isso para ele? Pro seu pai?

- Não... – Pareceu refletir. – Se quer imagino como ele reagiria se soubesse. Mas posso afirmar que não seria algo bom...

- Mas uma hora você vai ter que conversar com ele sobre isso.

- Eu sei disso. – Suspirou. – Só quero adiar esse momento o máximo possível...

“Esse ano nós nos formamos. Eu já sou maior de idade e com isso vou poder deixar essa casa. – Ele refletia. – Ele é meu pai e eu o amo, mesmo que ele seja distante. Mas saindo daqui, vai ser uma forma de amenizar as minhas dividas com ele. Não terei mais essas obrigações, serei dono do minha vida e vou poder fazer o que quero finalmente...”.

- Não tem medo? Digo, do que ele pode fazer quando souber? – Ela se aninhava ao peito dele, buscando conforta-lo. Sentia que o assunto não era algo fácil para ele.

- Mais medo do que gostaria... – Suspirou. – Ele é meu pai. É minha família... Eu sei que eu ainda tenho o Plagg, ele é meu padrinho. Mas mesmo assim... Pai é pai...

- Vamos torcer para que ele entenda no final das contas...

- É... Vamos torcer para que sim.

Em meio a conversas baixas, os dois adormeceram. Sendo embalados pelo frio da cidade e abraçados pela coberta que os aquecia. Deixando-se embalar um nos braços do outro. Não notando que da porta, eram observados, tendo seus sonos e sonhos, velados.

 

 

 

- Muito bem alunos, quero que todos prestem bastante atenção. – A professora Rossi chamou a atenção dos bailarinos que se aqueciam.

A segunda-feira começara agitada. Seria anunciado hoje, qual a peça que seria apresentada, assim como a distribuição dos papeis. Todos estavam extremamente ansiosos, torcendo para receberem um papel de destaque no espetáculo.

Os professores da academia haviam se reunido, e com isso realizado a divisão de papeis. Tudo estava sendo mantido em segredo. Ao menos até agora.

- Sei que todos devem estar muito ansiosos para saberem mais novidades a respeito do espetáculo de final de ano. – A mulher iniciou. – Em uma reunião com a equipe da academia, diretores e contribuidores, foi decido que a peça deste ano será: Peter Pan...

Com o anuncio da professora um coletivo de burburinhos e fofocas se espalharam pelo local.

A academia costumava votar por obras mais clássicas, esperavam algo como: O fantasma da ópera, Romeu e Julieta, O quebra-nozes...Então a escolha daquele ano pegou a todos de surpresa.

- Independente de qual papel for definido a cada um de vocês, eu não espero nada menos do que a máxima dedicação. – Sua voz era séria e firme. – Não irei me enrolar muito, e já vou iniciar dizendo quem serão os papeis principais...

Pronto. A tensão foi instalada no local. Respirações presas na garganta e corações acelerados.

- O papel de Peter Pan, sendo nosso protagonista masculino, ficará com: Adrien Agreste. – Uma salva de palmas foi escutada em seguida. – Nossa protagonista feminina, Wendy, será: Marinette Dupain-Cheng.

Mais uma salva de palmas.

O casal se olhou e sorriu. Marinette estava com o coração disparado. Ela seria a protagonista, não conseguia acreditar naquilo. Seria um sonho?

Ela apertava a mão do loiro, seus dedos tremiam. O nervosismo a impedia de ter qualquer outra reação.

- Parabéns. – O loiro sussurrou em seu ouvido, junto a um sorriso sincero.

- Obrigada. – Ela sorriu e sussurrou de volta. – Para você também...

- Bem, o importante é que eu vou estar com você. – Ele entrelaçou seus dedos, e ergueu suas mãos, depositando um beijo nas costas de sua mão.

Os papeis continuaram a ser distribuídos. A mestiça ficou muito feliz pela amiga, Alya, que faria a princesa Tiger. Rose e Juleka também foram escadas, inclusive, Rose faria o papel de irmão menor de Wendy, o pequeno Miguel. Bom, ninguém mais fofa do que Rose para ser uma criança fofa. Até mesmo Chloè estaria participando. Mesmo a contra gosto da loira, ela seria a Sininho...

Tudo estava definido. E agora iniciariam os ensaios.

Em menos de três meses, seria a grande apresentação.

E depois disso, tudo estará acabado. Sem mais ser criança. Estaria na hora de crescer.

Irônico pensar que uma peça nunca se encaixara tão bem...


Notas Finais


OK, vamos ao falatório...

Como muitos já sabem, eu trabalhos, faço faculdade e atualmente estou fazendo o meu TCC também.
Para os que não sabem o que é um TCC, eu vos digo: É o capeta em forma de trabalho acadêmico.
Ok, não é para tanto.
Mas é o que vai garantir que eu receba meu diploma. E é um trabalho cheio de normas e regras e eu tenho que ler vários livros e artigos para faze-lo, enfim...

Além desso trabalho, eu ainda tenho os outros trabalhos da faculdade para fazer. (Não vou me aprofundar nisso).
Final de ano é sempre corrido...

Mas resumindo: Até final de novembro (Que é quando eu tenho que entregar todas essas coisa) eu não vou conseguir estar muito presente aqui. Tenho que me concentrar totalmente na minha faculdade.

Espero a compreensão de todos :)




Eu não consegui responder aos comentários ainda, mas saibam que eu li todos, e estou muito feliz.
Eu sempre digo, mas vou continuar a repetir: É por causa da motivação que vocês me dão, com comentários e favoritos, que eu me sinto cada dia mais animada e com vontade para escrever.

Muito obrigada.



Eu sei que o capitulo está meio curto. Perincipalmente se comparado ao capitulo passado... Mas, foi o que eu consegui escrever... O motivo: já expliquei lá em cima.




Música do capitulo: Shawn Mendes - Kid In Love - https://www.youtube.com/watch?v=QiEz1GleIbs



Enfim, depois de todo esse meu falatório sem fim...
Me digam ai o que acharam...


Comentários e criticas são sempre bem vindos...


XO


Ps: A correção ainda será feita


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