História Keeper - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Agente Secreto, Baekhyun, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Sexting
Exibições 46
Palavras 3.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Opa, como vão? Eu estou ótima, obrigada.
Então, esse plot me deixou SUPER animada e me deu muita inspiração e vontade de escrever, de verdade. Não pretendo fazer algo muuuuuuuuuuuito grande, mas eu quero que fique um pouco extensa, sim.
É a primeira vez que escrevo (e posto) uma fanfic ChanBaek, mas sendo meu couple preferido e tendo uma ideia tão legal pra uma fanfic, eu tive que escrever, ainda mais com o incentivo da minha amiga.

Então, é isso, espero que gostem!
Beijinhos <3

Capítulo 1 - Primeiro, vigiar o filho deles o dia inteiro.


Fanfic / Fanfiction Keeper - Capítulo 1 - Primeiro, vigiar o filho deles o dia inteiro.

 

Tinha que ser tudo muito bem calculado e mais do que rápido: entrar, instalar os devidos equipamentos em todos os cômodos enquanto a mulher cochilava, pegar alguns biscoitinhos do pote da cozinha e sair rapidamente sem que fosse notado. Tudo bem, talvez sem os biscoitinhos, mas qual é? Ele estava no horário de almoço!

Colocar os dispositivos certamente não era nada complicado, o problema era encontrar lugares estratégicos que permitissem uma visão ampla dos cômodos e impossibilitasse a localização dos moradores da casa, claro. Mas Chanyeol era excepcionalmente bom no que fazia, isso não seria um problema.

Sentia-se meio culpado em ter que monitorar uma família, ainda mais a família de um amigo seu. Ele mesmo ficaria muito incomodado se soubesse que sua privacidade estava sendo violada daquela maneira. Até entenderia colocar câmeras na sala, na cozinha, nos corredores, por exemplo, mas no banheiro era demais, era a primeira vez que se submetia a aquele tipo de serviço, não imaginava que teria que vigiar uma garotinha de dez anos, observá-los no banho ou até mesmo tendo relações sexuais. Isso é horrível.

Nesse exato momento encontrava-se em cima do vaso sanitário, terminando de ajeitar o suporte onde a câmera estava escondida e ouviu o barulho da porta de entrada. Era a filha mais nova, Joonhee. Tinha que sair dali pelo basculhante do banheiro, que era praticamente uma janela e por acaso foi por onde entrou, mas havia um problema: só tinha colocado uma câmera no quarto do filho mais velho, as peças estavam misturadas e resolveu configurar os microfones do banheiro primeiro, deixando o quarto do adolescente para depois, o que foi claramente um erro de cálculo do tempo que tinha.

Pegou todos os equipamentos e guardou rapidamente na mochila, jogando-a pela janela e passando depois e, ouvindo a porta do banheiro ser aberta logo em seguida, suspirou aliviado, arrependendo-se de não pegar os biscoitinhos. Depois justificaria o erro para a corporação ou o ocultaria, que mal um adolescente de dezessete anos pode fazer para o governo?

...

Ok. Tudo certo para iniciar seu trabalho. Pegou uma xícara de café e sentou-se de frente para o monitor. Já eram por volta de cinco horas da tarde, mais ou menos no horário que foi informado que o primogênito da família chegaria da aula de piano, segundo o itinerário que recebeu. Bufava enquanto repousava a cabeça na mão direita, mudando de cômodo entre a sala e o quarto da menina freneticamente, como uma criança entediada jogando Five Nights at Freddy's, realmente era bem parecido.

Qual realmente era a necessidade de vigiar uma dona de casa assistindo novela e uma pirralha fazendo dever de casa, isso é algum tipo de conspiração?

Os microfones situados no jardim de entrada da casa detectaram uma conversa, então mudou o visor pra lá. Viu quem provavelmente seria o filho mais velho, Baekhyun, de costas conversando com uma garota baixinha, que de uma forma surpreendente conseguia ser mais baixa que o jovem, então alterou para uma câmera colocada em outro ângulo para vê-lo de frente. 

É.

Nossa.

Uau.

Que errado.

Mordeu os lábios involuntariamente e pôs os pés sobre a cadeira, abraçando suas pernas, apoiando o queixo entre seus joelhos. Ficou ali por um tempo observando a pequena interação do garoto, nem prestava atenção no que diziam, seus olhos traçavam as linhas faciais do moleque toda vez que ele sorria por alguma futilidade que a menor falava. Analisou seu pescoço, toda aquela pele branquinha e que imaginava ser macia pela forma que era exibida no equipamento de alta definição. Todo fofinho.

Começou a ficar incomodado com a presença da garota que, em sua opinião, já poderia ter ido embora e ele só precisou pensar sobre isso que a garota aproximou-se do maior, depositando um beijinho na bochecha do rapaz enquanto ele sorria de lado, indo embora depois. Chanyeol revirou os olhos.

Relaxou um pouco os músculos e ajeitou-se na cadeira, arrumando sua postura. Foi acompanhando pouco a pouco o trajeto do garoto até o quarto, vendo ele cumprimentar sua mãe na sala e seguir seu caminho. A câmera no corredor dava a visão perfeita da sua parte traseira, que Chanyeol julgou redondamente bonita.

Tomou um longo gole de seu café, já morno, e viu o garoto entrar no quarto e trancar a porta, em seguida trocando para a única câmera que dava visão do quarto. Baekhyun apenas largou sua mochila no canto perto da porta e tirou seu uniforme do colégio, ficando apenas de boxer ao jogar-se na cama de bruços e fechar os olhos.

Teve uma visão perfeita do corpinho do adolescente de costas, sua cara de anjinho relaxada e o bumbum empinado enquanto abraçava o travesseiro em que sua cabeça estava repousada.

Cansado, resolveu apenas deixar as câmeras de monitoramento trabalhando e foi jantar, ainda teria um longo trabalho pela frente.

...

— "O quê? Mas como assim?"

— É exatamente isso, o moleque é muito gostoso. Eu não sei se vai ser bom se eu continuar fazendo esse trabalho, hyung. Mesmo assim eu quero tanto...

— "Chanyeol, não ouse arrumar problemas por causa de um pirralho do ensino médio. Você sabe muito bem que não está mais no colegial e isso é um trabalho sério, uma investigação que exige seu esforço!" — Suho falava como se fosse sua mãe lhe dando uma bronca depois de ter feito alguma merda.

— Eu sei muito bem disso, não é como se eu fosse invadir a casa deles dizendo "bom dia, tenho interesse". Só estou comentando que é muito difícil ver o garoto tomando banho, trocando de roupa, dormindo de cueca, sentando de pernas abertas enquanto usa o computador, eu tento evitar e não assistir esses momentos íntimos, mas às vezes não tem como não ver.

— "Seja mais profissional. Tem total conhecimento que se você abrir mão desse serviço, você vai perder muita grana e pode até ter uma má reputação, certo?"

— Sim. Eu não vou desistir disso, são só algumas semanas...

— "Tome cuidado e não faça nada que vá se arrepender depois." — disse e encerrou a ligação, não dando tempo do mais alto rebater.

Sempre fora sério em relação ao seu trabalho, era um compromisso e tinha deveres e missões a cumprir, afinal. Nunca, nunquinha mesmo se distraía por algo ou alguém que o atrapalhasse de alguma maneira de executar suas obrigações com excelência, o que quer que fosse. Mas na vida, tudo há uma primeira vez, não é mesmo?

Faziam exatos três dias que estava naquele ciclo tedioso de observar a rotina daquela família tradicional coreana e, sinceramente, por um lado era agradável poder trabalhar em casa, mas por outro lado achava desnecessário. Os Byun pareciam ser muito amigáveis e tinham uma ótima relação entre si.

Donghyul era um executivo e usava isso como desculpa para viajar o tempo todo por conta de seu verdadeiro trabalho (quando na verdade, todas suas reuniões eram feitas em seu escritório), já que tinha que ter um emprego secundário para usar como desculpa. Trabalhava só nisso, pelo menos até conseguir seu cargo novamente. JoonHee ia pra escola e chegava por volta de uma da tarde e, dependendo do trânsito, o horário podia ser maleável. Jiyeon não trabalhava, apenas cuidava da casa e ia para as aulas de culinária e para a academia. E por último, Baekhyun. Este que também estudava de manhã, mas tinha aulas de piano à tarde nas terças e quintas e nos outros dias vivia fora de casa, o que deixava o observador um pouco chateado, afinal, ele era a única coisa que merecia toda sua atenção naquela casa.

Para Chanyeol, aquele trabalho seria extremamente interessante, veria eles agindo estranhamente, ficaria desconfiado de cada conversa, acharia provas e outras coisas super maneiras. Bom, isso era o que ele pensava antes de topar aquela palhaçada toda, quando na verdade, os Byun são muito pacatos e quietos. Mas pelo tempo que passava observando Baekhyun, Donghyul poderia ter matado uma pessoa dentro de casa e Chanyeol não perceberia.

E, falando em Baekhyun, este acabara de chegar da escola. Estava com a regata e a bermuda do uniforme, sua roupa estava molhada e pingava a suor. Educação física, talvez?

O garoto abriu a porta retirando os sapatos e dando um beijo na testa de sua mãe, que limpava o balcão da cozinha e fez uma cara de nojo por seu filho estar coberto de suor. Este riu e subiu as escadas correndo e entrando no banheiro, deixando antes a mochila perto da porta do quarto, do mesmo jeito que fazia todos os dias. Chanyeol engoliu seco mas não resistiu dessa vez, que mal tinha, afinal? Passou a observar Baekhyun ficando totalmente nu enquanto entrava na banheira. Levou sua mão direita para seu pênis, apertando-o por cima da calça moletom que usava, "homenageando" o adolescente pela primeira vez, enquanto o mesmo tomava banho.

Além disso, depois daquela vez tiveram muitas outras nos dias seguintes. Chanyeol simplesmente não conseguia mais controlar sua vontade de se tocar toda vez que via Baekhyun nu ou só de cueca. Sua vontade de tê-lo o consumia e seu corpo todo ficava quente só de pensar no pirralho de todas as formas possíveis.

O sorriso bonito que sempre deixava as presinhas à mostra, as coxas branquinhas, os olhos negros bonitinhos, o cabelo, os pés, as mãos, sua risada quando achava algo engraçado na internet, sua voz enquanto conversava no telefone. Ah... aquela voz... ainda não teve a oportunidade de ouvi-lo gemer, mas com certeza ainda conseguiria. Reparava em tudo, em cada detalhe presente no garoto.

Tinha que arrumar algum jeito de encontrá-lo pessoalmente. E iria. Rapidamente pegou o telefone, discando o número do amigo.

— "Alô?!" — depois de aguardar um pouco, o homem atendeu.

— Donghyul? É o Chanyeol aqui. Quanto tempo, cara!

...

Curvou-se ao entrar na casa que já conhecia tão bem, abraçando forte seu amigo e cumprimentando a garotinha que estava sentada no sofá assistindo um desenho qualquer, ainda ousou fazer um elogio pela decoração da casa.

Ao ligar para o ex-colega de trabalho, o mesmo o convidou para um jantar informal em sua residência, com a sua família, alegando sentir falta das conversas deles e cumprindo sua promessa feita alguns meses atrás de apresentar-lhe sua família.

Receptivo como sempre, Donghyul o levou para conhecer a cozinha, que no caso já conhecia, que era onde sua esposa terminava de preparar a refeição. Olhou para os biscoitinhos no pote e pediu permissão para pegar um, sendo concedida rapidamente.

— Você havia me dito que tem um filho mais velho, onde ele está? — perguntou curioso, afinal, ele era seu único motivo de estar ali.

— Ele está falando com uma menina no telefone, lá em cima. Logo, logo, ele desce! — disse animado, chamando o convidado para ajudá-lo a por a mesa. Chanyeol emburrou logo, fechou a cara, mas não deixando de ajudar o amigo a arrumar a mesa de jantar com os pratos, copos e talheres — Eu sei o que deve estar pensando, esses adolescentes de hoje em dia... é a primeira vez que ele faz isso! Ele não costuma ser mal-educado dessa maneira a ponto de não receber devidamente uma visita que eu avis...

— Eu já estou aqui, pai. Já pode parar de neurose. — Chanyeol virou quase de modo brusco, olhando fundo nos olhos de seu objeto de desejo mais profundo, que se aproximava aos poucos — P-Perdoe-me pela demora, meu nome é... — falou curvando-se rapidamente e quando se levantou fez uma pausa, parecia indeciso entre o que olhar na face do maior, que chamava tanta atenção, teve que levantar consideravelmente sua cabeça para encarar o rosto do outro, devido à diferença notável de altura — ...tão alto... — falou para si mesmo e franziu as sobrancelhas ao perceber o que havia dito — Érm... hm... Baekhyun.

— Park Chanyeol. — estendeu a mão hesitante e logo o menor tratou de aceitar a saudação. Em sua opinião, o maior era tão... intimidante. O clima naquele cômodo ficou deveras tenso e tanto Chanyeol, quanto Baekhyun e também Donghyul não sabiam o que fazer para quebrar o gelo.

A sorte foi que Jiyeon logo apareceu na sala de jantar com uma travessa em mãos e JoonHee chegou correndo, dizendo estar com fome. Todos acharam graça, menos Baekhyun, que ainda estava reteso em seu lugar.

Sentaram-se à mesa e o chefe da família disponibilizou-se a servir a comida, já que o convidado era um amigo seu. A comida estava deliciosa e parabenizaram a benfeitora pelo ótimo trabalho e esta disse que a comida fora feita com amor.

Conversa vai, conversa vem enquanto faziam a refeição e contavam suas histórias, até que Baekhyun, que brincava inquieto com seu calçado, este que saiu de seu pé, fazendo com que desdobrasse a perna para alcançá-lo de volta. Porém, no meio do processo, sua perna acabou roçando na de Chanyeol, que sentava em sua frente.

O olhou assustado, seus olhos, que já são grandes, ficaram ainda maiores quando arregalados enquanto olhava para o menor, este que também estava da mesma forma. Não foi sua intenção a princípio, foi claramente um acidente. Contudo, o orelhudo obviamente gostou daquele pequeno contato, encarou o mais novo, sorrindo de lado. O mesmo gesticulou com a boca um "desculpe" inaudível, mas que Chanyeol entendeu por ler seus lábios, e abaixou a cabeça em seguida.

Baekhyun ficou o jantar inteiro calado, parecia ainda estar nervoso e envergonhado ou intimidado pelo olhar da visita, o que fazia muito sentido, pois Park parecia observá-lo a todo momento e analisar cada ação sua.

Não podia ser considerado como alguém tímido, afinal, fazia amigos com facilidade, era extremamente sociável e sempre disposto a ajudar os outros. Sem exceção. Ele era o típico garoto que todo mundo gosta, cuja presença sempre é agradável e total tendência a ser "o garoto perfeito", sempre muito certinho. Era representante de turma, líder do conselho de classe, presidente do conselho estudantil, orador da turma, as notas sempre impecáveis, resumindo: um virgenzinho. Ter conhecimento disso tudo fazia parte do trabalho de Chanyeol, já que, como agente secreto, seu trabalho era agir secretamente... ok, talvez fosse investigar, mas a piada não poderia ser perdida. Levou um mês inteiro para a corporação saber de tudo da vida da família e entregar todas as informações nas mãos do encarregado do ofício, este que não se surpreendeu ao saber que era a família de Donghyul, um cara conhecido por ser certinho.

— Então, Hyullie, você me disse que tem filhos exemplares, me fale mais sobre os dois. — falou apoiando a cabeça na palma da mão, enquanto aguardavam a esposa do anfitrião trazer a sobremesa.

— Ah... sim! JoonHee é uma ótima menina, é adorável, carinhosa, e comportada. — a menina sorriu abertamente agradecendo pelo elogio, logo confirmando o comentário do pai ao dizer que tinha tirado dez na prova de artes, que provavelmente consistia em desenhar a sua casa e sua família — E Baekhyun é um exemplo de filho, ele é excelente em tudo que faz, um garoto organizado com a escola, nunca teve reclamações e ainda toca piano! Um orgulho para nós! — realmente, agora que parara para pensar, lembrou-se que o quarto do garoto era impecável, minuciosamente organizado.

— Eu quero ser igual ao maninho quando eu crescer! — a menininha disse animada, também orgulhosa do irmão, que sorriu envergonhado e coçou a nuca sem saber como reagir.

Chanyeol sorriu comovido com a união da família. Nunca teve esse tipo de ligação com os pais quando era mais novo, seus vínculos familiares não eram nada fortes dessa forma. Seu pai trabalhava o dia todo e às vezes sequer voltava para casa, sua mãe era perdidamente apaixonada pelo homem e sua preocupação com o marido era extrema, o que a levava ao consumo do álcool. Ter um filho não estava nos planos do casal, foi um acidente e, por esse motivo, Chanyeol era quase que um peso nas costas de seus responsáveis, cansara de ouvir dos pais que se não tivesse nascido, tudo seria mais fácil. No entanto, ele não pediu por isso, certo? Ele não tinha culpa.

Distraído com seus pensamentos sobre sua infância/adolescência complicada, mal percebeu quando Jiyeon chegou com uma torta de limão que parecia muito apetitosa, recheada no centro e com glacê nas bordas, hmmm.

Baekhyun pareceu animar-se ao ver a sobremesa e se apressou para pegar um pedaço para si, porém foi interrompido por sua mãe.
    — Baek, você pode servi-los enquanto eu pego os talheres para sobrepasto? Eu já volto, um instante! — saiu apressada da sala de jantar e sumiu do campo de visão dos quatro. O garoto engoliu seco, levantando-se. Ele tentou dividir a torta em pedaços iguais, porém sua mão tremia e isso fazia com que os pedaços não saíssem tão exatos assim. 

Serviu sua irmã que estava ao seu lado e colocou uma fatia para si também, deu a volta na mesa de vidro e pôs um pedaço no prato de sua mãe e um no de seu pai, deixando Chanyeol por último, como se tentasse evitar ao máximo que aquele momento chegasse, ficava nervoso com a proximidade do maior e ainda estava envergonhado com o acontecimento recente.

— Não quero ser mal educado, mas poderia me dar um pedaço à mais? É meu doce favorito e faz muito tempo que eu não como. — a voz grossa perguntou, quase suplicante e Donghyul acatou com cortesia. Rindo anasalado, solicitou que Baek cortasse um outro pedaço. — Obrigado.

Curvou-se um pouco mais do que o necessário perto do homem sentado, que pode sentir seu perfume. Em seguida se esticou para alcançar o cortador e, disfarçando, o Park pode observar em sua visão periférica o garoto e jurava que ele estava se empinando. 

Ele estava lhe provocando? Claramente ele estava lhe provocando. Ou era só sua imaginação lhe pregando uma peça?

Olhou bem para o lado e pode ver a bunda redondinha por poucos segundos e logo o garoto voltou a ficar em pé e colocar a fatia em seu prato, retornando a sua cadeira e dando sua total atenção para a fatia de torta. Comendo vagarosamente, acabou por se sujar com o chantilly.

A cena  seguinte foi uma confirmação da hipótese de Chanyeol. O moleque estava sim lhe provocando.

Baekhyun passou o dedo na bochecha onde estava sujo e o lambeu olhando nos olhos do moreno.

Caralho.

O maior entreabriu a boca e seu membro já podia dar sinais de vida ao fantasiar a boca rosada em outras situações, situações essas que também envolviam seu membro, tanto no sentido conotativo, quanto no sentido denotativo da frase. O garoto sorriu tímido com o rostinho vermelho e Chanyeol havia sido derrotado.

Jiyeon voltou com os devidos talheres e juntou-se ao grupo na mesa. A família começara a conversar alegremente e dessa vez o convidado ficara de fora, passando a falar pouco e fazer curtos comentários sobre os assuntos.  Até mesmo o motivo desse alvoroço interno passou a interagir mais. Mas entendam: é difícil concentrar-se em uma conversa enquanto se encontra excitado, pensar com a cabeça de baixo era mais provável do que com a de cima.

— E então, Chanyeol-ssi, no que você trabalha? — perguntou a mulher.

— Eu? Ahm, eu sou desenvolvedor de aplicativos. — claro que não diria a verdade, nem mesmo a família de Donghyul tinha conhecimento de seu emprego, não podia sair dizendo por aí que trabalhava como agente secreto, que executava pessoas em missões e instalava câmeras em casas de famílias hipoteticamente perfeitas para vigiá-los vinte e quatro horas por dia.

— O que isso significa, tio Channie? — foi a vez da pequenininha falar.

— Significa que eu faço joguinhos. — trocou um olhar cúmplice com Donghyul e a menina sorriu achando aquilo a coisa mais legal do mundo. O assunto fluiu ainda mais a partir dali.

O jantar chegava ao fim e isso significava um alívio para o mais alto dali. Quer dizer, era ótimo observar cada movimento do adolescente, suas expressões faciais, ele lambendo a colher de vez em quando (o que tornou sua situação ainda mais complicada). Todavia, esconder sua ereção enquanto fica cada vez mais duro é praticamente impossível, todos alí eram muito agradáveis e receptivos, fora que a conversa estava muito divertida, só que não aguentava mais! Mal podia esperar para chegar em casa e se tocar livremente enquanto imaginava Baekhyun de joelhos para si.

A hora de ir embora finalmente chegou e, tentando ocultar o máximo possível seu "probleminha", agradeceu imensamente pelo jantar e pela forma que a família o recebeu de braços abertos. Despediu-se de seu amigo com um aperto de mão gentil e o mesmo com sua esposa. Afagou os cabelos negros da menininha sorrindo sincero e a mesma perguntou quando o tio Channie voltaria para mostrar seus jogos, e este prometeu que seria em breve.

Aproveitou a distração dos três para falar com Baekhyun, que apenas estendeu a mão direita. O mais velho entendeu o recado e segurou suas mãos firmemente.

— Espero que tenha gostado do jantar e aproveitado a noite. — esforçou-se para encará-lo, ainda estava muito envergonhado pelas coisas que havia feito, mas que não pode controlar sua vontade de fazê-las.

— Eu aproveitei até demais. — disse impassível, a voz grossa e séria soava como um trovão. — Até logo.

Deu um último aceno pra família e rumou para seu carro, fazendo seu caminho de volta para casa.

...

Baekhyun suspirou aliviado quando Chanyeol deixou o local, a atmosfera com ele próximo era pesada, não sabia como agir em sua presença desde quando ele colocou os pés ali. Mesmo assim tinha o achado um homem muito atraente e quando este sorriu no momento em que suas pernas tocaram-se por baixo da mesa, pode perceber nitidamente algum tipo de interesse do adulto em si. Resolveu brincar um pouco com ele, afinal, que mal tinha? A probabilidade de encontrá-lo de novo era muito baixa.

Enquanto andava até o banheiro para tomar um novo banho, pensava de como se sentiu desejado ao ter o olhar daquele homem preso em si o tempo todo, atento a tudo o que fazia. A sensação era indescritível.

Ligou a torneira da banheira e enquanto removia suas roupas, a esperava encher. O banho foi relaxante, necessitava daquele alívio para conseguir dormir tranquilo, depois de uma noite um tanto agitada. Saiu da água a contragosto secando-se e enrolando-se na toalha.

Foi andando até seu quarto enquanto molhava um pouco o caminho até lá, irritado por seus pés ainda estarem úmidos. Trancou a porta como sempre fazia e colocou apenas uma cueca para dormir, jogando-se na cama exausto.

Pegou seu celular para olhar suas notificações antes de cair no sono e percebeu que havia duas mensagens de um número desconhecido.

Desconhecido:

[23:45] "Você me deixou duro durante o jantar."

[23:45] "Espero que arque com as consequências."
 


Notas Finais


Espero que tenham gostado, de verdade sz
A fanfic não vai ser muito longa, mas eu vou tentar deixar ela o maior possível e com um tamanho bom para capítulos.
Não revisei direito, então qualquer erro, me perdoem. Terminei de escrever com muito sono e não prestei muita atenção.

Até o próximo galeris kjkkjkjkj<3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...