História Keeping Promises - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Aro Volturi, Bella Swan, Edward Cullen, Jacob Black, Renesmee Cullen
Tags Amor, Crepusculo, Cullen, Romance, Suspense, Swan, Twilight, Volturi
Exibições 77
Palavras 2.253
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela, Saga, Suspense
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá!
****Nesse capítulo teremos alguns links importantes para ajudar vocês a visualizarem melhor. Eles se encontram nas notas finais. ****

Capítulo 7 - Mudança Repentina


    A viagem de volta foi mais rápida do que eu imaginava. Os Cullen se ofereceram para nos levar até Seattle de avião. É claro que eles conseguiram um voo só para nós; uma vantagem quando se tem dinheiro o suficiente para sustentar um país. De Seattle, fomos dirigindo até Forks. Renesmee passou a maior parte do tempo dormindo, mas quando acordava só sabia falar de sua nova família. É claro que eu fiquei muito feliz de eles terem se dado bem, mas o ciúme se fez presente.
- Tia Rosalie disse que sempre quis ter um filho e que ela poderia ser minha madrinha, mamãe!
- A loira? – Interrompeu Jake. – Achei que ela...
- Jacob! – Renesmee olhou confusa para nós. – A Rosalie tinha um pequeno desentendimento comigo, mas já passou. – E aparentemente tinha passado mesmo. Quando ficamos sozinhas em um cômodo da casa, ela me chamou e pediu desculpas pelo irmão, disse que me admirava muito por ter tido coragem de criar Renesmee sozinha e agradeceu por tê-la trago para a vida deles, que a partir daquele dia faria de tudo por ela e até me abraçou. O Jasper também pareceu se derreter por ela e sua parte meio humana não pareceu incomoda-lo.
- Mamãe?
- Sim?
- Vovó me deu uma foto.
- Que foto? – Quando Nessie me mostrou a foto, meu coração parou. Era a foto que Alice tinha tirado no meu aniversário de dezoito anos, a noite em que Jasper me machucou. A foto se tornou um borrão na minha mão e comecei a sentir as lágrimas descendo violentamente pelo meu rosto.
- Desculpa, mamãe! – Choramingou Nessie.
- Porque ela te deu isso? – Eu disse, em meio a soluços.
- Ela estava falando do papai, que ele tocava piano e eu percebi que nunca tinha visto uma foto dele e falei para ela. – Ela esperou eu responder, mas eu não sabia o que dizer. – Ele é muito bonito, mamãe. – Disse ela, me entregando outra foto. Dessa vez ele estava sozinho... e sorrindo. Uma bola se fez em minha garganta e eu não conseguia respirar. Eu não via esse sorriso há tanto tempo! Apesar de Nessie ter herdado isso dele, não era a mesma coisa.
- Sim, ele é lindo. – Eu disse, puxando o ar com dificuldade. Jacob puxou um assunto aleatório e acabamos nos distraindo. Passamos o resto da viagem em silêncio e com o Jacob na direção. Os Cullen seguiriam para a mansão e no dia seguinte nos visitariam. Eles queriam conhecer tudo sobre Renesmee, incluindo onde ela morou nesse tempo.
    Assim que chegamos, Jacob voou para fora do carro.
- Acho que alguém está apertado. – Disse Renesmee, rindo. Notei que havia algo de errado a medida que fui me aproximando da casa.
- O que houve, Jake?
- Cheiro de vampiro. – Eu estremeci e peguei Nessie no colo instintivamente. Jacob entrou primeiro para checar o que tinha acontecido. – Bellla... – Ao entrar me deparei com toda a minha sala revirada e quebrada. Corri até os quartos e tudo havia sido revirado neles também. Só podem ter sido os Volturi. Peguei o telefone e disquei o número de Carlisle, que atendeu no primeiro toque.
- Oi Bella. O que houve?
- Alguém invadiu minha casa, revirou e quebrou tudo! Jacob diz ter sido um vampiro.
- O vampiro ainda está aí?
- Jacob disse que ele fugiu pela floresta.
- Estamos indo. – E desligou. Eu me sentia muito mais segura com eles por perto, mas ainda sim, eu estava apavorada. Renesmee não queria sair do meu colo de jeito nenhum e choramingava baixinho. Eu não conseguia parar de imaginar o que teria acontecido se estivéssemos em casa.
    Quando os Cullen chegaram, consegui deixar Renesmee com Emmett para poder falar com os outros.
- Eu não reconheci, mas definitivamente foi um vampiro. Na verdade, mais de um. Tem pelo menos 4 cheiros diferentes aqui. – Disse Jasper. – Você notou o sumiço de algo, Bella? – Quando ele perguntou, um click se fez dentro de mim e eu corri ao quarto de Nessie.
- Fotos. Eles levaram fotos de Renesmee. – Eu disse, sem ter certeza se tinha alguém me ouvindo. Tudo começou a girar e eu comecei a repetir mentalmente: Vai ficar tudo bem. Renesmee está a salvo. Vai dar tudo certo. Infelizmente meu corpo não acreditou e as paredes não paravam de se mexer, meu estômago doía absurdamente e eu sabia o que iria acontecer. Antes que eu pudesse chegar ao banheiro, coloquei toda a comida do dia para fora ali mesmo.
- Bella? Você precisa descansar. – Disse Carlisle, me pegando no colo e me levando para o sofá. – Vamos para minha casa, lá é muito mais seguro para você e para Renesmee.
- Eu não quero incomodar.
- Não é incomodo nenhum, vocês são minha família também. E você pediu minha ajuda para proteger Nessie... só assim ela estará totalmente segura. – Eu não podia discordar dele.
- Não! – Gritou Jacob. – Nós podemos muito bem protege-las na reserva!
- Jake... – Eu sussurrei, mas ele pareceu não ouvir.
- Vocês não vão chegar aqui e leva-las assim!
- Jacob, eu entendo, mas você tem que admitir que seis vampiros também são proteção. Você conhece os Volturi? Eu sim e sei como pensam e como agem no geral. Se você quiser, pode se juntar a nós, a casa é bem grande e és bem-vindo. Sempre serei grato pelo o que você fez pela minha neta em todos esses anos. – Disse Carlisle. Eu queria gritar para Jake calar a boca, mas não tinha forças para mover um músculo.
- Jake? – Disse Renesmee. Em que momento ela chegou ali? Ele se virou e como um vulto, ela pulou em seus braços. Ela tocou seu rosto por um bom tempo e depois o vi suspirar.
- Tudo bem, eu vou. – Renesmee bateu palminhas e o abraçou.
    Fomos para a grande mansão naquela noite. Ela ainda estava com um pouco de poeira, mas não parecia que aquela casa estava intacta há três anos. Alice e Rosalie conseguiram arrumar a maioria dos cômodos antes de chegarmos e Esme separou um quarto para mim e para Renesmee e outro para Jacob. Quando percebi, estava no antigo quarto de Edward e a cama de casal continuava ali. A mera lembrança daquela noite me fez ter arrepios na espinha e tornou minha respiração bastante audível.
- Você prefere outro quarto? – Perguntou Esme.
- Não, está tudo bem. É só... muita lembrança. Sinto falta dele. – Eu disse, admitindo. Não que já não fosse óbvio.
- Eu também, querida. – Disse Esme, afagando meu cabelo. Renesmee já estava dormindo quando nos deixaram a sós e eu resolvi explorar o quarto. Estar ali era extremamente doloroso, como se fosse uma lembrança constante de que ele foi embora. Com a manga do casaco comecei a tirar a poeira da sua vitrola e do resto das coisas. Abri o armário e para minha surpresa ainda haviam roupas dele, intactas. Peguei uma blusa e inspirei, mas obviamente seu cheiro não estava mais ali. Me enrosquei nela e deitei ao lado de Nessie, adormecendo rapidamente.
- Bella? – Disse Edward. Abri os olhos abruptamente e percebi que eu estava no meu antigo quarto na casa de Charlie.
- Edward? O que faz aqui?
- Como pode, Bella?
- O que? Eu não estou te entendendo.
- Ter essa criança! – Gritou Edward, me fazendo estremecer.
- É a nossa filha, Edward. Como pode falar assim?
- Ela não é minha, ela é sua! Como ousa jogar minha família contra mim usando isso? - Disse ele, apontando para o lado. Percebi que Renesmee havia aparecido no canto do quarto e chorava muito. Antes que eu pudesse fazer algo, Edward foi até ela e a pegou no colo.
- Me dê ela! – Eu gritei.
- Você nunca mais vai ver essa criança para aprender a não me desafiar. – E ao dizer isso, ele voou como um borrão.
- Não! Renesmee! Renesmee! – Gritei pela janela.

- Isabella! – Disse Jacob, mas ele não estava ali em lugar nenhum e sua voz parecia distante.
- Acorda! Foi só um pesadelo. Bella! – Ao abrir os olhos, vi o rosto de Jake assustado. Ao olhar em volta percebi que ainda estava no quarto de Edward. – Você está bem? Estava gritando o nome de Nessie, parecia desesperada. Ela foi com Alice, Rosalie e Esme fazer compras. Eu quis ir junto, mas ela pediu para eu ficar e cuidar de você e... – Antes de Jake terminar de falar, eu comecei a chorar compulsivamente. Foi tão real! Minha mente só conseguia repetir a frase “Você nunca mais vai ver essa criança para aprender a não me desafiar”.
- Jacob. – Eu disse, entre soluços. – Será que realmente foi uma boa ideia leva-la aos Cullens?
- Você está louca? Com o que sonhou?
- Edward voltava, dizia que eu joguei sua família contra ele... e levava Nessie embora, como um castigo para eu aprender. - Sem dizer nada, Jacob me abraçou e beijou minha testa.
- Eu jamais deixaria isso acontecer.
- Eu sei. Será que ele vai me odiar muito?
- Não sei, Bella. – Em algum momento ele voltaria ao Alasca e os Denali falariam que sua família estava aqui. Carmen me deu sua palavra que ninguém falaria sobre Renesmee ou sobre minha aparição.
    Uma semana se passou desde que fomos para lá. Todas as noites nós nos reuníamos na grande sala para jantar, mesmo com apenas três pessoas comendo. Alice disse que eu poderia alterar o quarto de Edward ao meu gosto, mas recusei porque gosto de como as coisas são nele.
- Bella? Você tem um minuto? – Assim que acabei de jantar, Carlisle me levou até o seu escritório para ficarmos a “sós”.
- Todos podem nos ouvir aqui. – Eu disse, parecendo confusa.
- Renesmee não tem uma audição igual a nossa. É bastante ampla, mas nem tanto e os outros estão distraindo-a. Temos que falar sobre o que houve na sua casa. Você disse que viu um vampiro, certo?
- Sim, um dia antes de eu começar a viagem até vocês. Estávamos brincando no início daquela floresta quando ele apareceu e ficou encarando Renesmee. Depois o vampiro gritou “a mais preciosa” em italiano e saiu correndo. Jacob preferiu ficar conosco ao invés de segui-lo. – Eu disse, me arrepiando com a lembrança daquele dia.
- Eu pedi para Renesmee me mostrar o que lembrava daquele dia e pelas vestimentas do vampiro, eu posso lhe assegurar que ele faz parte da guarda dos Volturi. – Lamentou Carlisle. Meu coração disparou e eu tive que recostar na cadeira. Mesmo todas as evidências entregando o clã da Itália, eu ainda tinha alguma esperança de tudo ser uma grande coincidência.
- Porque ele veio até aqui?
- Eu creio que, provavelmente, Aro mandou-o para sondar. Ele soube que nós havíamos partido de Forks e por algum motivo quis saber se você ainda estava viva. O arrombamento na sua casa deve ter sido causado pelo mesmo vampiro. Se ele acreditasse que Renesmee era uma criança imortal, nós já estaríamos mortos a essa altura, mas de algum jeito ele sabe que ela é única.
- Porque estaríamos mortos?
- Há uma leia absoluta no nosso mundo; não podemos transformar crianças. Elas não conseguem ser ensinadas e quase alarmaram os humanos sobre a nossa existência, então os Volturi decretaram como crime. Eles já mataram clãs inteiros por desobedecerem essa regra, incluindo a mãe de Tanya, Irina e Kate. – Não consegui esconder o pavor dos meus olhos e Carlisle riu. – Calma, Bella. Não cometemos nenhum crime. Pode parecer crueldade, mas eles evitaram muitas desgraças. As crianças vampiras eram temperamentais, matavam vilarejos apenas por estarem frustradas. A Sasha, mãe das meninas, transformou um menino de dois anos há muito tempo atrás e pagou o preço. Aro viu inocência nos pensamentos de Tanya, Irina e Kate e as deixou viver. – Eu balancei a cabeça confusa.
- Achava que Carmen era a “mãe” delas.
- E ela é há muitos anos. Porém, é como eu e Esme somos para os nossos filhos.
- Eu gosto dela. – Comentei em voz alta. - Ela é muito... humana. – Carlisle sorriu e concordou com a cabeça. Ficamos uns minutos em silêncio olhando para nossas mãos. Ele parecia muito hesitante em falar, seja o que quer que fosse. Eu tentei encoraja-lo com um sorriso e ele soltou um longo suspiro.
- Não cometemos nenhum crime, mas isso não significa que estamos salvos. Em todos os meus quase quatrocentos anos nunca vi alguém como Renesmee e isso com certeza despertou a cobiça de Aro.
- O que você acha que vai acontecer? – Ele olhou para mim e abaixou a cabeça. Não era necessário dizer... eu sabia. – Eles não vão encostar um dedo na minha filha, Carlisle.
- Faremos de tudo para manter Nessie a salvo, eu prometo. – Disse ele, enquanto apertava minha mão. Seus olhos transbordavam fé. Antes que eu pudesse responder, Carlisle soltou minha mão e voou para a janela. Meu coração foi até minha boca e voltou.
- São eles? – Ele negou com a cabeça, mas continuou a olhar pela janela. – O que houve?
- Bella... – Ele disse, enquanto virava para me olhar. Sua expressão era de surpresa. – Edward está aqui. – Sem pensar, corri para a sala e olhei em volta, mas Renesmee não estava no cômodo.
- Esme está com ela. – Disse Alice, lendo minha mente. O pesadelo que eu tive mais cedo ecoava em minha mente. Todos os outros Cullen estavam com expressão de surpresa e alerta. Ao abrir a porta, Edward olhou diretamente para mim.


Notas Finais




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