História Keiko e Haru - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Haru, Keiko
Exibições 5
Palavras 2.634
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Cá estou eu com mais um capítulo!
Bom, espero que quem esteja lendo, esteja realmente gostando da história (se bem que ainda não há muitos capítulos haha)
Desejo uma boa leitura :)

Capítulo 2 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Keiko e Haru - Capítulo 2 - Capítulo II

- Por que está tão claro? – Falei ao sentir algo iluminar meu rosto, o que já estava começando a me queimar. – Eu adormeci aqui? – Olhei em volta ainda com um dos olhos fechados, tentando me localizar direito, mas já estava comprovado, eu havia dormido ao tentar pintar algo.

                Dirigi-me a pequena porta do ateliê com o propósito de me arrumar, ou mais para me orientar. Ao adentrar-me na cozinha, Aya, vestida já com seu uniforme escolar, me olhava confusa enquanto terminava de tomar o seu suco.

- Minha nossa! Você dormiu outra vez no ateliê? – Minha avó que terminava de colocar o café na caneca de meu avô, me olhou assustada.

- Parece que sim, eu mesma nem percebi que havia adormecido. – Deixei escapar um riso ao olhar o espanto da senhora.  Logo me aproximei para me alimentar de algumas frutas expostas à mesa.

- Espera! – Ela logo disse segurando minhas mãos devoradoras. – Acho melhor se arrumar primeiro, pois a hora de ir à escola está chegando. – Por um momento pensei que conseguiria me alimentar.

                Subi correndo em direção ao meu quarto assim que voltei os olhos para o pequeno relógio de coruja pendurado na parede da sala de estar. Quando já estava quase pronta, somente com o agasalho fino que estava preso a minha cabeça, lembrei que eu havia esquecido completamente de fazer o sagrado desenho para o projeto da escola.

- Droga – falei em um suspiro ao terminar de colocar o agasalho. Terei que fazer durante o caminho, mas quando chegar à escola, claro. Senão o desenho teria uma característica estranha, muito estranha.

                Encima da mesa havia um pote com o meu almoço, basicamente feito e deixado por minha avó. Às vezes me sentia culpada de sempre deixa-la encarregada de fazer meu almoço, já havia tantas coisas para fazer.

Já na sala de aula, ofegante eu estava tentando terminar de pintar o desenho. Não sei o porquê de estar ofegante, talvez fosse o efeito de se estar no estado sedentário.

- Você realmente acha que isso dará certo? – Mina me olhava desesperada ao ver que a professora se aproximava para recolher os desenhos. Havia pedido para que ela me escondesse para que assim ninguém visse o desespero da minha própria irresponsabilidade.

- Estou acabando – falei confiante, mas não servia de muita ajuda, ainda faltava desenhar a outra parte do desenho. A minha vontade era sair correndo com o desenho em minhas mãos ao ver a professora em nossa frente com um sorriso maléfico no rosto.

- Isso é triste, Keiko. – A mulher de cabelos curtos castanhos, me olhava desapontada. O que eu poderia ter feito? Não tenho controle de minhas energias, mas naquele momento eu teria que ter.

- Realmente, peço desculpa por não conseguir terminar o desenho antes – mesmo me desculpando pude ver sua feição nada agradável.

- Keiko, sinto muito, mas de verdade, preciso recolher os desenhos, pois o projeto estudantil está chegando. – Ela me olhava entristecida, o que me fez ficar desapontada. Eu deveria ter terminado esse desenho há uma semana, mas como sou totalmente esquecida e desligada, lá estava eu ainda na esperança de um milagre. – Bem, não gostaria de fazer isso, mas lhe darei a chance de entregar-me o desenho até o fim das aulas. – Um milagre aconteceu. Essa era a minha chance de terminar o desenho para esse projeto.

- Farei o meu melhor! – era desespero, mas me sentia feliz por receber uma nova chance. Mina ria do acontecimento.

- Realmente, você tem muita sorte. – Mina me olhava surpresa com seus puxados olhos castanhos.

- Hoje a sorte precisava me dar uma boa sorte! – A encarava rindo. Então logo minhas mãos tomaram rumo ao desenho.

...

                Minha barriga fazia estranhos barulhos enquanto pintava. Esse era o preço de minha própria irresponsabilidade?

- Keiko, abra a boca! – Já no intervalo Yoko me obrigava a comer seus bem feitos sushis. A minha vontade era devora-los, mas não queria correr o risco de sujar o desenho com minha fome, além disso, sem pausas eu poderia terminar mais rápido.

- Oh não, obrigada, mas tenho que me concentrar! – eu batia o lápis azul de leve em minha testa, o que me fazia mesmo assim fazer caretas constantes, enquanto olhava para Yoko com a expressão desapontada.

- Mas você precisa se alimentar – Mina falou levando o suco a boca, em seguida levantou suas sobrancelhas para mim. – Como irá se tornar uma linda pintora sem se alimentar direito?

- Não se preocupe, sou muito forte! – Riram de meu comentário. – O que falei de errado? – Falei em um tom de desentendida.

- Forte? – Mina dava suas altas gargalhadas enquanto levantava meus braços.

- Eu falei de força interior. – As encarei com os olhos cerrados, porém logo um grande riso tomou conta daquela mesa.

                As aulas passaram voando iguais às folhas do lado de fora sala, as mesmas que eu olhava em busca de inspirações. Realmente, eu me encontrava cansada de tanto me curvar para pintar o desenho maligno. Arrumava um jeito de disfarçar meu nervosismo constante durante a última aula, e claro, os olhares de alguma má alma me dedurar por não estar prestando atenção nas coisas que a professora dizia.

                Saí em disparada, sem menos preocupar com quem poderia estar a minha frente. Chagando ainda com ar, bati calmamente na porta e logo adentrei na sala onde os professores ficavam.

- Senhorita Anma? – Chamei a atenção da mulher jovem que mantinha um simples sorriso em direção à tela do celular.

- Keiko Shimizu, certo? – Olhou para mim sorrindo, e então assenti a pergunta feita. – Que bom que conseguiu terminar, é muito importante ter todos os desenhos. – O que seria de tão importante os desenhos? Ela com certeza havia falado algo sobre o projeto, mas com certeza eu havia esquecido.

- Por que são tão importantes? – saiu espontaneamente de minha boca.

- Como vocês estão no último ano, o diretor Sasaki decidiu impor esse projeto para ver o talento de vocês. Então assim vocês teriam um bom futuro à espera. – Soltei um leve riso ao ouvi-la dizer. A entreguei o desenho e logo parti em direção a saída.

                “Um bom futuro à espera?” pensei após fechar calmamente a porta. Seguia em passos lentos entre os corredores em busca de minha bolsa. Como o tempo estava mudando completamente, resolvi andar em passos rápidos para não tomar uma grande chuva.

- Bom trabalho coluna! – virava-me de um lado ou outro para mexer, finalmente, minhas costas. Ao abrir o armário, me deparei com vários papéis e entre outras coisas desconhecidas dentro espalhadas. Como eu sou desorganizada. Logo o fechei com uma das mãos, pois estava segurando o sapato que eu voltaria para casa.

                Minha coluna voltou a doer ao me abaixar para calçar os sapatos. Ou eu estava ficando velha ou estava precisando rapidamente de exercícios. Ao me levantar com um pouco de dificuldade, me deparo ao ver Haru com muitas cartas em suas mãos, mas não poderia ser de declarações ou elogios, pois assim como garotas, garotos riam atrás do garoto. Fiquei completamente confusa com a situação, mas foi até me lembrar do ocorrido com Haru. Ele estava com certeza recebendo brincadeiras sem graça por ter sido humilhado intencionalmente ou não pela a monitora.

                Após isso, não só como nossa escola, mas também alunos de escolas próximas já estavam sabendo disso. Qual seria o problema dessas pessoas? É errado se apaixonar pela pessoa errada?

                Logo me dei conta que não fazia sentido eu ficar parada tentando entender o acaso. Seria errado pensar que não era problema meu, pois como eu, poderia acontecer com qualquer um. Mas mesmo sendo difícil aceitar as coisas como estão acontecendo, um dia por fim, elas acabarão.

                Yoko e Mina me esperavam ao lado de fora da escola todas sorridentes, o que já estava começando a me estranhar.

- Por que estão sorrindo desse jeito? – eu as encarava enquanto ria de suas expressões.

- Nós compramos isso para você! – Yoko estendeu suas mãos, onde logo avistei uma embalagem de uma bala. – Você terá que aceitar, além disso, a senhora da loja a frente falou que em segundos irá perde a fome, e o mais importante, você irá ficar feliz.

- Isso mesmo. – Mina falou sorrindo. Elas pareciam mesmo ligar para a minha fome. – Agora abra.

- Irei abrir! – eu ria constantemente delas e do esforço que eu fazia para abrir a embalagem. Sem delongas abri bruscamente a embalagem, e assim experimentei a tal bala da felicidade e “anti-fome”. Sem negação, a bala era incrivelmente doce e boa. – É deliciosa – sorri exageradamente.

- Bom, agora que já está feliz, vamos embora. – Mina grudou em meus braços, que logo em seguida Yoko passou a segurar-se no outro. Sinceramente, eu ficava muito contente de ter elas como amigas. Elas são basicamente o meu ponto de riso.

                As contei que eu tinha que parar em um lugar específico, e assim elas seguiram em frente. Como o pedido de minha avó, precisava comprar flores para o restaurante.

- Bem vinda Keiko! – Uma mulher sorridente falou a me ver entrar. O aroma das flores entrou pelas as minhas narinas, o que me fez sentir completamente calma após esse dia cansativo.

- Obrigada – sorri para a mulher que já se levantara. – Por acaso eu poderia escolher diversas flores e formar um buquê?

- Sim, é por esse caminho. – Eu a seguia pelos os corredores cheios de flores. – Chegamos!

- São tão delicadas – eu sorria para as pequenas flores a minha frente.

                E então, após longos minutos escolhendo as flores para levar, eu terminei. E realmente eram cheias de alegria, o que às vezes eu queira ter completamente a alegria das flores.

- Você escolheu muito bem! – A mulher sorriu enquanto analisava as flores, que logo as embrulhou em um enorme jornal. Paguei e segui meu caminho.

- Ela irá ficar feliz. – Minha avó iria ficar contente ao ter as flores espalhadas no pequeno restaurante. O tempo ainda estava estranho, e que de repente me fez ter certeza disso. Começara a chover. Procurei loucamente pelo guarda-chuva na bolsa, mas foi desnecessária a procura. Estava sem guarda-chuva.

                “Como sou sortuda!” pensei enquanto corria para dentro de um “café-leitura”, onde as pessoas podiam ler enquanto bebiam seus cafés. Essa não era a minha ideia, mas sim me esconder da chuva.

                Adentrei apressada no estabelecimento e logo fiquei observando a chuva sem piedade cair. Eu amava dias chuvosos, mas hoje eu realmente não conseguia ficar tranquila ao ouvi-la. Eu queria chegar o mais rápido em casa para assim me ausentar das dores das costas ainda constantes. Sou apenas uma estudante que já reclamava de dores nas costas.

                Vendo que a chuva aumentara, decidi sentar em uma das mesas vazias do café. Eu encarava bufando para a janela de vidro a minha frente, não chagaria tão cedo em casa. Mas não adiantaria ficar estressada, a culpa por não ter trago um guarda-chuva foi minha e também a natureza não tem culpa alguma de fazer chover, pois a mesma já havia mostrado mudança logo de manhã.

                Eu brincava com as gotas que escorriam pela janela enquanto tomava o chá gelado que eu havia comprado. Era engraçado ver as pessoas correndo nas ruas em busca de alguma escapatória possível. Em questões de segundos pude ver pelos os cantos dos meus olhos a silhueta de Haru se sentar a mesa ao lado. Suas roupas estavam encharcadas por causa da chuva, e seus olhos estavam vermelhos?

                “Havia chorado? Haru?” eu me perguntava enquanto o olhava discretamente. Então foi aí que me veio um grande peso na consciência, eu estava irritava por não conseguir ir para casa mais cedo por causa da chuva, e ainda sem paciência por causa de minhas dores e, enquanto isso ele estava sofrendo por coisas mais sérias.

                Passando longos minutos, Haru encarava a chuva desde quando chegou ao local.

                “Eu deveria ser sociável e puxar assunto?” pensei na possível ação, mas não, não será possível, é capaz pelo o meu jeito sincera e tosca de falar coisas sem sentido, o faça ficar no mesmo estado. Além disso, por que eu deveria ajuda-lo? Ele parecia forte para se ajudar sozinho.

                Me lembrei por instinto que, sempre que eu estava desanimada eu tomava chá gelado. Não sei o porquê, mas fazia-me contente ao beber. Fui até a parte de literatura e peguei emprestado uma folha pequena de lembrete. E então caminhei até o local onde guardavam o chá gelado.

                Voltei a minha mesa e colei o papel na tampa da garrafinha. E por mais estranho e difícil, coloquei o chá encima da mesa de Haru, e então parti com meu buquê ao ver que a chuva estava fraca.

...

                A cada passo dado, eu pisava nas poças d’água, o que me fazia dar risada ao ouvir o barulho que meus sapatos faziam ao se chocarem com a água.

- Oh, parou de chover? – Confusa eu estendi a mão para frente para sentir mesmo se havia parado de chove, e então foi quando vi que estava debaixo de um guarda-chuva. Ao olhar para os lados, confusa ainda percebi a presença de Haru ao meu lado segurando o guarda-chuva. – O que faz aqui? – encarei o mesmo que ainda olhava para frente.

- Te darei uma carona em meu guarda-chuva – ele ajeitou o que segurava mais firme.

                Continuamos o caminho em silêncio, e não havia nada que eu pudesse falar. Eu simplesmente não o conhecia direito – porque as únicas coisas que eu sabia dele era por causa de Yoko, a única de nós três que sabia sobre tudo o que acontecia naquela escola.

- Obrigada pela carona em seu guarda-chuva. – Falei com um pequeno sorriso assim que paramos em frente minha casa. E após perceber que ele não diria nada, adentrei a casa.

                Minha avó sorriu a me ver entrar, e então veio dizendo:

- São lindas, Keiko!

- Eu também achei. – Sorri para mesma que segurava as flores.

- Estranho você não estar molhada – ela riu me encarando.

- Ganhei uma carona de guarda-chuva – ri junto a ela.

- Que chique! Bom, suba para se trocar. – Ela falou me empurrando em direção as escadas, e então obedeci.

...

- As flores que você escolheu são realmente coloridas! – Meu avô falou com a boca cheia para mim, mas sorrindo em seguida. Apenas sorri enquanto pegava mais uma porção.

                Seguimos o jantar, e como esperado, sem minha mãe. Às vezes acho que ela fica tempo demais em seu trabalho, porém é necessário. Acho que com a ausência de meu pai em casa, Aya se sente meio desconfortável, mas não deixa de se divertir com a presença de meu avô e minha avó.

                Após o jantar eu olhava para o já limpo céu escuro. Sorri ao perceber a presença de meu avô ao me lado.

- O que tanto pensa a pequena Keiko? – Falou ele acompanhando meu olhar.

- Na verdade nada. – Respondi entre risos. Era quase incapaz de nunca de se pensar em algo. – Vovô?

- Estou ouvindo – respondeu com clareza.

- Seria errado ajudar alguém que não se conhece? – Perguntei o olhando.

- Claro que não, Keiko! – Falou surpreso. – É muito prazeroso ajudar alguém que não se conhece, pode ser que sua ajuda possa ser capaz da pessoa se sentir feliz. Por que a pergunta?

- Tenho medo de tentar ajudar – falei passando as mãos em minha cabeça, jogando os cabelos para frente do meu rosto. – Não levo jeito para isso. – Ri.

- Sabia que pequenos atos desconhecidos podem ser de grande ajuda para aqueles que são destinados involuntariamente? – Disse ele erguendo suas sobrancelhas grossas grisalhas. – Keiko, não tenha medo de ajudar alguém, pois são poucas as pessoas que agem na esperança de ajudar. – E então me abraçou sorrindo. Sentia-me feliz, mas ao mesmo tempo confusa.

                Eu deveria, mesmo não o conhecendo, agir na esperança de ajudar Haru?


Notas Finais


Muito obrigada por ler ^-^
Espero-te até o próximo capítulo!


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