História Kenna. - Capítulo 6


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Categorias Originais
Tags Amor, Bts, Colegial, Drama, Hospicio, Lésbica, Lesbicas, Loucura, Terror
Exibições 50
Palavras 1.052
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Será que é o fim de Charlotte e Kenna?

Capítulo 6 - "O que está acontecendo comigo?"


Fanfic / Fanfiction Kenna. - Capítulo 6 - "O que está acontecendo comigo?"

Ethan me levou até a área dos culpados, tivemos que passar por 1, 2, 3, 4 portas para chegar na área, e ela era horrível. Toda suja, acabada, e pareciam mais gaiolas do que quartos. Ele destrancou uma gaiola para mim, e me deixou entrar. Ao entrar, ele me trancou. Era horrível. Só tinha cabeceira, não tinha colchão. Não tinha um outro cômodo para o banheiro, a privada e a torneira eram do lado da cebeceira velha. A porta possuía algumas grades, então dava para ver lá fora, e eu conseguia ver a cabeça de Ethan.

- Oi, Ethan. Eu queria conver -antes que eu pudesse continuar ele se virou a porta e falou:

- Kenna, olha, eu conversei com você daquela vez porque você parecia legal, mas agora? Não quero ter nenhuma amizade com alguém que mata o próprio irmão. -ele disse revoltado e se virou.

Droga, Kenna! Como você não pensou nisso? Ninguém quer ser amigo de uma assassina! No que você estava pensando? Eu preciso falar com Charlotte, ou Doug, ou com qualquer um que pudesse me tirar dali. Antes que eu pudesse começar a espernear e gritar:

- Me deixa entrar! – eu ouvi do outro lado da porta.

- Não posso deixar ninguém entrar.- Ethan insistia.

- Eu sou responsável pela Kenna, então sim, eu posso entrar!

Após algum tempo, Ethan cedeu e  a porta abriu, era Charlotte.

- Kenna! Que droga foi essa? Você enlouqueceu? – Charlotte gritava.

- Charlotte, eu achei que – ela me interrompeu.

- Não, Kenna, agora eu vou falar! Você disse para eu ficar, eu fiquei, e pra que? Para você resolver assumir um crime que nem cometeu?

- Porque você acha que eu – me interrompeu novamente.

- Me poupe, Kenna! Eu conheço você melhor que você mesma! E agora, eu vou ter que tirar você daqui! Kenna, eu vou tirar você daqui e vou me demitir, Ok? Chega!  - ela batia o pé em direção a porta.

Minhas lágrimas já estavam percorrendo todo meu corpo.

- Charlotte, espera! Não faz isso comigo, por favor! – eu insistia chorando cada vez mais.

Ela se voltou a porta e saiu.

Eu berrava de tanto chorar, me encolhi em um canto da parede e chorei até meu corpo secar.

- Ethan, a que horas é o almoço? – eu dizia fraca e triste.

- Você vai ter sorte se tiver almoço.

Aquilo entrou fundo pelo meu ouvido e cortou todas minhas entranhas.

Eu fui tão idiota! Me voltei ao meu cantinho e dei um grito de desespero. Até que ouvi uma voz:

- Oi, você poderia parar de gritar? Minha cabeça está latejando, obrigada.

Ao olhar em volta, reparei em um buraco na parede e corri até ele, olhei dentro, e ali havia uma mulher, de cabelos loiros e algo no rosto.

- Desculpa. – eu disse seca.

- Tudo bem, fazia um tempo que ninguém ficava nessa cela para conversar comigo. – ela disse meio feliz.

- Qual o seu nome? – tentei puxar assunto.

- Evy, e o seu?

- Kenna. – abri um sorriso.

- Tipo aquele urso do filme? – ela disse com uma voz tonta.

- Não! Aquele urso é Koda! – irritei.

- Aé! – ela ria como um sonsa.

- A quanto tempo você está aqui? – perguntei com medo da resposta.

- Não sei, não tenho calendário, mas já faz mais de 10 anos.

10 ANOS? É tão complicado assim sair daqui?

- Você nunca tentou fugir?- eu disse apressada.

- Nossa, boa ideia. – ela continuava lenta e sonsa.

Ai meu Deus!

- Você tá chapada?  - perguntei nervosa.

- Eu to o que?

- Nada, esquece!- me virei furiosa e fui deitar na cabeceira.

Eu não sabia mesmo o que fazer e acabei pegando no sono.

Destrancaram minha porta, abri os olhos rapidamente na esperança de ser meu almoço, pois estava faminta, mas era 3 homens grandes, um com uma corda na mão, o outro com um pano e o último sem nada.

Levantei da cama rapidamente e comecei a gritar.

- Socorro! Por favor!

Um segurou minhas mãos enquanto eu me debatia para todos os lados, o que estava com um pano, o pegou, colocou na minha face e me fez desmaiar.

Ao acordar, eu estava amarrada em uma sala toda escura, com apenas uma luz a cima de mim. Eu não via mais nada, e comecei a gritar e tentar me soltar da corda. De repente levo um tapa na cara.

- A garota acordou, deem mais morfina. – o homem, dono da mão disse.

Eu começava a chorar, e pedir para todos os santos me ajudarem.

Ao surgir da escuridão, um cara colocou novamente o pano em minha face e estava eu novamente, desmaiada.

Ao acordar em meu quarto, pensei que tinha sido apenas um pesadelo, até sentir dores insuportáveis em meu rosto e pernas. Ao colocar a mão no meu rosto, tudo que eu via era sangue. Na minha almofada, sangue. Na minha perna, sangue. Eu entrei em desespero e gritei “socorro”.

A porta se abriu rapidamente e Ethan entrou, olhou para o meu rosto e assustado disse:

- Kenna!? O que houve no seu rosto? Meu deus! – ele dizia preocupado se sentando na cabeceira ao meu lado analisando os machucados.

Eu dizia soluçando:

- Ontem, 3 homens entraram no meu quarto e me levaram até uma sala, e me fizeram desmaiar, não sei o que fizeram para me machucar.

- O que? Como assim? Que horas?

Antes que eu pudesse terminar, dois homens altos e magros, ambos de palito, apareceram na porta do meu quarto.

- Essa daqui é a paciente que enlouqueceu ontem. – ele dizia para o homem ao lado.

- Rapaz, é perigoso deixar essa porta aberta. Saia e tranque – ele disse se virando a Ethan.

- Ethan olhou para mim, depois para ele:

- Por que perigoso?

- Essa paciente, na noite de ontem, teve uma crise de pânico e ficou se debatendo contra a parede. Ela pode agredir outras pessoas.

- O que? – eu gritei – Eu não tive nenhuma crise! Eu fui sequestrada! Me amarraram e me torturaram! – eu fechava os pulsos de raiva e me levantava irritada.

- Saia daí, agora! – o homem gritou a Ethan.

Ethan se virou a mim, assustado e saiu.

Sem perceber, eu estava pronta para agredir aquele homem.

O que está acontecendo comigo?


Notas Finais


Favoritem e comentem o que acharam. SZ


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