História Kept Woman - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Ariana Grande, Justin Bieber
Personagens Ariana Grande, Jamie Dornan, Josh Devine, Justin Bieber, Lucy Hale, Miley Cyrus, Personagens Originais
Tags Abuso, Ação, Amizade, Amor, Ariana, Ariana Grande, Busca, Drama, Horror, Imprisoned, Intimidação, Jariana, Justin, Justin Bieber, Kept Woman, Medo, Miley Cyrus, Perda, Policial, Sentimento, Sequestro, Síndrome De Estocolmo, socorro, Stockholm Syndrome, Suspense, The Stockholm Syndrome, Tragedia
Visualizações 154
Palavras 2.517
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey!

Mais um capítulo, espero que gostem...

Leiam notas finais, please!

Boa leitura!

Capítulo 6 - Sweet Ariana


Fanfic / Fanfiction Kept Woman - Capítulo 6 - Sweet Ariana

Ariana estava deitada quando ouviu o barulho abrupto da porta sendo escancarada. Ela se levantou rapidamente e gritou quando seu cabelo foi fortemente puxado. Ele parecia irritado, e a força que ele usava para machucar Ariana enquanto andavam pelo corredor parecia muito maior do que a força que usara da última vez.

Ele chutou a porta, chegando a quebrar uma parte dela. Ariana chorava de forma descontrolada por conta da dor que sentia na cabeça, por ter o cabelo puxado, na perna, por ter que forçá-la, mesmo inchada, para andar rápido acompanhando os passos do rapaz, e na barriga, pelo medo que ela sentia. Um cheiro azedo invadiu as narinas de Ariana e ela sentiu o estômago embrulhar. Ela foi brutalmente jogada no chão, a pouquíssimos centímetros do líquido que ela tinha vomitado havia dois dias.

O rapaz foi até a mesa e pegou um bastão longo de ferro que estava ali. Voltou a passos largos até Ariana e ela gritou mais uma vez ao vê-lo levantar a barra e levá-la com todas as forças ao encontro de seu braço. Ele parecia não se importar com o fato de que ela era um ser humano, de que ela sentia dor, ou de que ela estava sangrando. Ariana chorava e não tinha forças para pedir que ele parasse ou mesmo para levantar, e mesmo que tivesse, seria levada ao chão novamente com as pancadas fortes que ela recebia. O rosto do homem já estava vermelho, tamanha a força que ele usava para espancá-la, e Ariana estava fraca demais para ter qualquer reação que não fosse gemer de dor. O sangue escorria pelo seu corpo, sem que ela ao menos soubesse de onde estava saindo, já que tudo em si estava machucado. A dor da facada não lhe incomodava mais. Na verdade, ela preferiria que aquela dor durasse para sempre do que estar apanhando com uma barra de ferro de um homem que ela sequer conhecia ou tinha visto na vida.

— Justin! — ela ouviu a voz de um homem, antes de finalmente fechar os olhos, e apagar ali mesmo.

Ele parou e largou a barra de ferro no chão, fazendo um barulho irritante.

— O que? — ele gritou.

— Vem aqui. Preciso falar com você. — o homem falou, sem dar importância alguma à garota desmaiada e toda ensanguentada no chão.

Justin olhou mais uma vez para Ariana e saiu a passos largos, indo para a sala junto com o homem.

— O que você quer? Disse para não aparecer aqui. — ele foi grosseiro.

— A polícia já sabe que você fugiu.

Justin o encarou.

— Já? — riu debochado.

— Não com toda certeza, mas eles desconfiam. — o homem deu de ombros. — Acho que o grupo da perícia do caso das outras garotas que chegou a essa conclusão.

— Tanto faz.

— Parece que eles vão se comunicar com o batalhão do Canadá para fazerem uma busca com o auxílio da Polícia Internacional.

— Eu dou um jeito em tudo antes que eles cheguem até mim.

— Pensei que já tinha dado um jeito na garota. — comentou.

— Tive que resolver outras coisas. — ele andou de um lado para o outro.

— O que foi, Justin?

— Preciso do meu remédio. Ou vou matar mais gente que o necessário.

— Isso nunca foi problema para você. — o homem riu.

— A maldita fugiu... — ele resmungou.

— O que? — ele não entendeu.

— A maldita que eu ia trazer fugiu!

— Pra que foi procurar outra se já tem uma aqui?

Justin não respondeu, apenas encarou o homem, deu as costas e foi para o quarto.


... ... ...


— Como assim? Não estou entendendo, senhor.

— Você foi a última pessoa que a viu. Precisamos saber se você tem alguma informação sobre onde ela foi.

Josh estava assustado no sofá de sua casa, ao lado do detetive Dornan, que continuava fazendo perguntas diversas sobre Ariana.

— Eu não faço ideia, já disse.

— Tudo bem. — suspirou. — Por favor, fique atento a qualquer informação e comunique-nos se souber de alguma coisa. 

— Ok.

Eles se levantaram e Josh levou Jamie até a porta. O detetive desceu os três degraus da varanda e, antes de seguir pelo jardim, olhou novamente para o garoto.

— Se souber de alguma coisa me procure, por favor. Sei que é muito próximo de Ariana, mas, por favor, não tente fazer nada sozinho. Não irá ajudar você nem ela.

Josh assentiu e Jamie voltou ao seu caminho.

Dornan ouviu o barulho da porta se fechando e pegou o celular no bolso da calça. Procurou por chamadas ou mensagem de seu ajudante Roger, mas o rapaz não dera informações desde que fora almoçar. Entrou no carro e foi embora.


... ... ...


Ashley se sentou mais uma vez depois de andar de um lado para o outro por cerca de uma hora. Miley estava quieta durante todo esse tempo ao lado de Lucy, que tentava entender o que tinha acontecido e imaginar onde sua amiga poderia estar.

— Não é possível, ele não liga, não vem aqui, não dá informação alguma! — Ashley reclamou.

— Sei que é difícil manter a calma, mas precisamos esperar ele falar com o Josh. — Miley interveio.

— E se o Josh não souber de nada? Como vamos encontrá-la?

— Ashley, precisamos manter a calma.

— Eu não aguento mais! — ela gritou. — Essa hora minha irmã pode estar morta!

Ela afundou o rosto nas mãos e começou a chorar copiosamente.


... ... ...


Ariana respirou fundo e sentiu o pulmão doer. Abriu os olhos devagar, sem ter a menor ideia de que horas eram. Tudo estava escuro e ela não sabia se estava sozinha ou não naquela casa. Ela tentou se levantar, mas era quase impossível, tamanha era a dor que ela sentia pelo corpo. Ela conseguiu, finalmente, se apoiar na cama e erguer-se por entre gemidos de sofrimento.

Ela se jogou na cama e sentiu seu coração acelerar mais que o devido com o susto ao ver uma silhueta na porta. A luz não precisava estar acesa para que ela soubesse quem era.

— A margarida acordou! — ele disse, debochado e se aproximou de Ariana. Ela, instintivamente se encolheu. — Não! Não precisa ter medo, princesa. — Ariana pode ver seu sorriso macabro por entre a escuridão. — Eu não vou machucar você.

— Me deixa em paz, por favor... — ela falou, manhosa, e começou a chorar.

— Vamos ter visita esta noite, então quero que arrume nosso espaço de lazer. — falou casualmente.

— O que? — falou com dificuldade.

— Oh não entendeu? — fingiu-se preocupado. — Mais ou menos assim...

Sem que ela esperasse, ele a pegou pelos cabelos e a tirou da cama. Forçou-a abaixar perto do sangue espalhado e Ariana gritou enquanto apoiava as mãos no chão, tentando impedí-lo. Mas a força de Justin era bem maior e ele empurrou o rosto da garota contra o piso velho, como se estivesse limpando o chão e a garota fosse seu esfregão. Ele arrastava com vontade, como se aquilo fosse a coisa mais legal do mundo, e Ariana tentava fazé-lo parar sacudindo as pernas e tentando se levantar. Mas Justin estava sentado nas costas dela, e ela não conseguia mover nada além dos braços. Ele parecia atordoado e ria loucamente enquanto Ariana se debatia embaixo dele.

Ele saiu de cima dela e ficou de pé. Chutou-a antes de gritar:

— Quero esse lixo arrumado! Agora!

Ariana se sentou chorando quando Justin saiu. Ela não aguentava mais ficar ali, e morreria sem que ele precisasse matá-la se ficasse mais tempo. Um pensamento passou por sua cabeça e ela secou as lágrimas que escorriam em seu rosto sujo de sangue. Ela ficou de pé, não queria se concentrar nas dores terríveis que ela estava sentindo. Não sabia se conseguiria fazer o que tinha em mente, mas não se perdoaria se pelo menos não tentasse.

Ela caminhou mancando até a porta e saiu para o corredor. A casa estava completamente vazia e não havia armas de fogo, ou qualquer coisa que pudesse ser usado como armadilha. Bufou.

Pegou a barra de ferro usada para agredi-la e levou consigo. Ela não tinha forças nem para andar normalmente, mas aquilo talvez fosse de ajuda caso precisasse se defender.

Ariana chegou a sala. Estava escura, como o restante da casa, mas havia um feixe de luz que passava pela janela isolada com pedaços de madeira — uma solução que Justin usara para impedir suas vítimas de fugirem. Ela se aproximou cuidadosamente da janela e olhou para o lado de fora. As muitas árvores da mata não ajudavam, Ariana podia facilmente estar sendo vigiada por alguém, ou pelo próprio Justin. Mas ela não sabia e, em todo caso, ela precisava sair dali o mais rápido possível.

A garota foi até a porta e tentou girar a maçaneta. Obviamente, ela estava trancada. A porta era de madeira, e Ariana poderia quebrá-la com a barra de ferro. Mas Justin poderia estar por perto, e voltaria rapidamente para puni-la por estar tentando fugir. Além do mais, Ariana estava fraca. Se Justin estivesse próximo dali, ela não conseguiria quebrar a porta antes que ele voltasse após ter escutado o barulho. Ela tinha que sair dali rápido, e sem chamar atenção.


... ... ...


Eram cerca de dez da noite quando Josh entrou em casa. Ele ainda estava atordoado por conta do sumiço de Ariana, e o fato de nem mesmo ele receber ao menos uma ligação da garota o preocupava.

Ele tirou o casaco e jogou sobre o sofá. Seu pai, como de costume, estava em algum bar pela cidade, o que deixava Josh livre para fazer o quisesse em casa. Ele pegou uma cerveja na geladeirae e não pode evitar pensar em sua mãe. Se ela fosse viva, ele jamais estaria bebendo em casa. Mas ela não estava e ele bufou, entediado por não ter nada para fazer. 

O rapaz subiu até o quarto e tirou a camisa. Foi até a cômoda e tirou o controle da tv da gaveta. Ligou e mudou os canais até que chegasse o que ele estava procurando. Os gemidos da mulher invadiram os seus ouvidos e Josh sorriu, satisfeito. Sentou-se na cama, com as costas na cabeceira, enquanto aproveitava a cerveja gelada e via o menage que passava na tv.


... ... ...


Ariana passou apertada pelo pequeno espaço de ventilação, pensava que Justin nem sequer imaginava que aquilo existia, tão escondido que era. Seu corpo doía por completo, e dividir o espaço com uma barra de ferro gelada que vez por outra colava em sua pele não estava deixando aquilo mais confortável. Ela deu um gemido de dor ao apoiar a palma de sua mão nas folhas secas, um sinal de que estava perto de sair dali. Ela ouviu barulhos de passos e se alarmou. Imediatamente, colocou a mão para dentro do tubo de ventilação e ficou em silêncio, temendo o fato de Justin estar por ali. Esperou por um pouco e não ouviu mais nada além de sua respiração ofegante, então tratou de sair dali o mais rápido que pode. Ela apoiou o cotovelo e o antebraço na terra batida repleta de folhas secas e deu impulso, puxando seu corpo para fora. Ficou de joelhos e se levantou com dificuldade.

Devia ser tarde da noite, e Justin poderia estar voltando. Ariana olhou em volta, tentando, por mais difícil que fosse por conta da escuridão, enxergar por onde deveria seguir para chegar à estrada. Seu coração acelerou quando ela colocou a barra de ferro em posição de ataque; quem quer que aparecesse, Ariana já estaria pronta para agir.

A respiração estava ainda mais descompassada, e o ar se fazia ausente aos poucos. O medo corria pelas veias e a adrenalina estava no mais alto grau. O ouvido zumbia pelo silêncio, ao passo que era totalmente receptivo ao cantar dos grilos no meio da mata.

Ariana seguiu andando devagar e mancando até o meio das árvores e se escondeu atrás de uma delas. Ela apertou os olhos e rodeou o lugar, tentando avistar a saída daquela mata. Respirou fundo três vezes antes de sair correndo em uma direção que não fazia a menor ideia de onde daria.

Nada além do barulho dos pés de Ariana contra as folhas secas era escutado, e vez por outra a garota olhava para os lados e para trás para se certificar de que estava bem longe e que não estava sendo seguida. Ela não enxergava para onde estava indo, até que ouviu o som de motor e a luz do que parecia ser um farol ao longe.

— Ah, graças a Deus! — ela sussurrou, já exausta de tanto correr sem rumo. — Ei, por favor, para!

Ela se posicionou no meio da estrada de terra com os braços totalmente esticados para frente de seu corpo. Ariana acreditava que aquele carro poderia ser a sua salvação, mas ela estranhou ao ver que o veículo com vidros escuros sequer pareceu diminuir a sua velocidade. Muito pelo contrário, ele parecia se aproximar ainda mais rápido da jovem, que continuava parada com os olhos arregalados no meio da pista.

Ao ver que o veículo estava perto demais, Ariana se jogou para o lado, caindo com tudo no meio da terra. Ela tirou os cabelos que tapavam sua visão do rosto e olhou para trás, a tempo de ver o carro parado a alguns metros e um homem sair de dentro dele. A adrenalina no organismo de Ariana triplicou quando ela viu quem era.

Doce Ariana... — ele se virou para onde a garota estava caída. — ... por que está fugindo?

Ariana ofegou exageradamente e forçou-se a se levantar. As dores pareciam não existir naquele momento. Ela ficou de pé lentamente e se posicionou de costas para ele, parada, estática.

— Não faça isso, doce Ariana, minha mulher mantida... — a sua voz estava sombria, e carregada de um tom maligno. — Nunca ouviu dizer que...

Ariana moveu os olhos para o lado, como se isso possibilitasse a ela ver a expressão no rosto do rapaz enquanto ele falava.

— ...quando você corre, o bicho te pega?

Ariana se arrepiou ao ouvir suas palavras, e ficou parada e em silêncio por alguns poucos segundos. Mas, de repente, a garota correu o mais rápido que podia para longe de Justin.

— Oh Ariana... — ela ouviu-o gritar e escutou o barulho da barra de ferro. Amaldoçoou a si mesma por não tê-la pego. — Eu vou pegar você...

Ariana começou a chorar e continuou a correr a toda velocidade pela estrada de terra que ela não sabia até onde a conduziria. Ela parou atrás de um arbusto seco e se abaixou ali, desesperada. Ela olhou para de onde viera e não viu uma sombra sequer, nenhum sinal de Justin. Tudo parecia como um filme de terror, mas ela não estava gostando de ser a protagonista.

Tudo estava muito vazio, escuro e silencioso, o que a deixava mais assustada. O mínimo que ela esperava era ver Justin correndo atrás dela como um louco, mas ela sabia que ele era astuto demais para ser previsível.

Ela estava com medo, mas não sabia o que fazer, nem para onde ir. Ariana chorava, em silêncio, enquanto tentava pensar em alguma solução.

Mas não teve tempo.

Antes que ela pudesse fazer qualquer coisa, Ariana sentiu a presença de alguém atrás dela.

Eu falei que te pegava, doce Ariana.


Notas Finais


Continuo?
Comentem o que vocês acharam do capítulo, saudade das meninas que davam lindos comentários nos primeiros capítulos... apareçam leitores!

Kisses e até a próxima!


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