História Kept Woman - Capítulo 9


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Categorias Ariana Grande, Justin Bieber
Personagens Ariana Grande, Jamie Dornan, Josh Devine, Justin Bieber, Lucy Hale, Miley Cyrus, Personagens Originais
Tags Abuso, Ação, Amizade, Amor, Ariana, Ariana Grande, Busca, Drama, Horror, Imprisoned, Intimidação, Jariana, Justin, Justin Bieber, Kept Woman, Medo, Miley Cyrus, Perda, Policial, Sentimento, Sequestro, Síndrome De Estocolmo, socorro, Stockholm Syndrome, Suspense, The Stockholm Syndrome, Tragedia
Visualizações 88
Palavras 2.633
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Mistério, Policial, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey babies!
Espero que gostem!
Obrigada pelos comentários de vocês ♥

Boa leitura!

Capítulo 9 - Recue? (Part II)


Ariana ouviu a garota ao seu lado resmungar algo relacionado a uma forte dor no abdômen, mas ela não deu atenção. Era mais importante que Josh conseguisse entrar em segurança e que Justin pelo menos se ferisse para que eles saíssem logo daquele lugar imundo, nojento e macabro.

— Está sentindo esse cheiro? — Justin perguntou de repente.

— De... de que? — Ariana gaguejou.

Justin passou a língua nos dentes e soltou uma risada. Abaixou-se e olhou para a parede com o tubo de ventilação.

— De medo, doce Ariana. — deu um sorriso macabro. — Josh está com medo. — sua voz saiu assustadoramente calma.

Josh ofegava e não sabia o que fazer. Realmente, ele estava com medo e não podia fazer nada quanto a isso. O tubo, pequeno demais, pareceu ainda menor para Josh e ele se sentiu agoniado. Havia falhado.

— Quer ajuda para sair daí, amigo?

Justin se aproximou e puxou Josh pelo casaco. Ariana ofegava, ela não conseguia se mover. Josh ficou em pé diante de Justin, eles se encaravam como se pudessem matar um ao outro apenas com o olhar. Ariana não entendeu o porquê de tanta demora para cada um tomar uma ação, mas decidiu não inteferir em nada.

— Olha quem apareceu para o jantar... — Justin sorriu falso e Josh cerrou os olhos.

— Solta elas. — disse, entredentes.

— E por que eu deveria fazer isso? — ele levantou a cabeça em um sinal de desafio.

— Solta elas, Justin. — esbravejou.

Ariana franziu a testa. Eles se conheciam?

— Me obrigue. — sorriu vencedor, agindo como uma criança de oito anos.

Como em um piscar de olhos, Ariana viu os dois rapazes agarrados no chão. Josh dava socos com uma força excessiva no rosto de Justin, que tentava afastá-lo a todo custo. Ele conseguiu inverter a situação e ficar na vantagem um segundo depois, direcionando seus golpes em Josh. Justin encontrou uma posição confortável, uma em que Josh estava totalmente imobilizado e apenas era golpeado em seu rosto, completamente machucado após um tempo. Justin, aparentemente transtornado, parou de murrar Josh e pegou-lhe pela cabeça, batendo repetidas vezes no chão. Era possível escutar o toc de seu crânio se chocando contra o piso manchado.

— Para! Sai daí! — Ariana gritou, desesperada ao ver Josh quase desacordado. — Deixa ele em paz! Pelo amor de Deus, solta ele, Justin!

Justin parou de súbito ao ouvir a voz de Ariana. A garota chorava, estava em prantos se debatendo na cadeira, tentando se soltar, enquanto Justin apenas a encarava com um sorriso de canto. 

Ele gostava de ver aquele tipo de cena, era um fetiche que ele não fazia questão alguma de abandonar. Sentia-se excitado apenas com a expressão de medo de garotas indefesas como Ariana, e era capaz de chegar ao ponto máximo de prazer apenas vendo-as chorar enquanto tinham seus olhos furados com agulhas de costura e a pele de seu rosto sendo arrancada pelas próprias mãos dele.

Justin colocou o corpo de Josh em cima da mesa e pegou a maior faca de seu estoque. Quase a mesma que seu tio usava no frigorífico anos atrás.

— Parece com fome. — ele disse, enquanto alisava o tórax de Josh com a ponto da faca.

Quando as meninas mal esperavam, Justin enfiou a faca por completo por entre as costelas do garoto, rasgando-o de uma ponta a outra de seu tórax. Sem pudor, Justin largou a faca sobre a mesa, colocou as duas mãos dentro do corte e o abriu, expondo o interior de Josh. A menina de cabelos azuis fechou os olhos com força, enquanto Ariana se esforçava ao máximo para não deixar sair de sua boca o ácido que subia apressadamente por seu esôfago.

— Fiz com todo carinho, doce Ariana. Experimente.

Justin tinha os olhos vazios, escuros e sombrios. Parecia estar possuído por uma personalidade que não era a dele, na opinião de Ariana.

Ela se assustou e se desesperou quando Justin se aproximou dela com uma parte de um dos órgãos de Josh em sua mão, pingando sangue por toda a parte.

— Não chegue perto de mim! — ela gritou quando o viu perto demais. — Sai daqui! Sai!

Justin puxou a cabeça de Ariana para trás pelos cabelos e empurrou a carne ensanguentada para dentro da boca da garota. Aquilo era demais, e ela não conseguiu segurar seu ácido, e jogou a cabeça para frente, vomitando tudo no chão.

A menina ao lado de Ariana sequer foi atingida com qualquer tipo de brutalidade. Na verdade, ela nem parecia estar ali. Ao menos, não para Justin.

— Seu nojento! — Ariana gritou quando não havia mais nada que saísse de seu estômago. — Me solta! Me tira daqui, maldito! Me tira!!

Ariana voltou a gritar e a se debater.

— Isso, grite, meu amor. — ele falou baixo para a garota que sequer notava tamanha proximidade. — Amo ouvir seus gritos, seu clamor por ajuda...

Ariana continuava gritando e se debatendo, com Justin parado em pé em sua frente. A garota ao seu lado apenas chorava observando toda a cena.

Justin, de repente, começou a falar repetidas vezes uma série de palavras desconhecidas e incompreensíveis. Parecia tocar uma música agitada de terror ao fundo, mas era apenas fruto da imaginação e um resultado da situação sombria a qual estavam duas, das quatro pessoas, sendo submetidas. A menina chorando, Josh com o tórax aberto, Ariana se debatendo e Justin fazendo gestos e pronunciando frases desconexas. Tudo era parte de um mesmo cenário, em que parecia estar acontecendo apenas uma, mas ao mesmo tempo várias coisas.

A menina olhava de Justin para Ariana e de Ariana para Justin com uma expressão atordoada. Os dizeres de Justin e o descontrole de Ariana parecia uma sessão de exorcismo, isto se Justin não estivesse ele mesmo endemoninhando a garota. A luz falhava algumas vezes, Ariana se sacudia, não mais de forma desesperada, mas como se estivesse sentindo algo entrando em si, e a menina ficou nervosa. Ficou com medo.

Justin pegou a faca e se afastou, passando uma das mãos na poça de sangue que saía de Josh. Voltou até Ariana, que ainda gritava e parecia estar sofrendo de uma convulsão, e lambuzou a garota com o líquido vermelho, como se aquilo pudesse purificá-la. E, no minuto seguinte, Justin soltou um grito alto e grave e enfiou com tudo a faca em seu próprio abdômen.

Os gritos de Ariana cessaram no mesmo instante e ela caiu em seu assento, desmaiada. Justin cortou as cordas que a prendiam e se ajoelhou, finalmente sentindo a dor que lhe tomava os órgãos e o líquido vermelho e quente que lhe escorria pelas mãos.


... ... ...


— Josh foi para a aula hoje? — Miley perguntou a Lucy.

— Não. Perguntei para os meninos, mas ninguém o viu.

Miley estava deitada em sua cama, preocupada com o fato de sua amiga ainda não ter sido encontrada, pela polícia ainda não ter pistas dela, e por não estar conseguindo entrar em contato com Josh. Tudo estava estranho demais, tinha que admitir. Ashley tinha razão em estar desesperada.

— Lucy amanhã a gente se fala.

Desligou o telefone e virou para o lado. Enquanto Miley olhava para a porta da sacada de seu quarto, ela pensava em onde ele poderia estar, e se tinha alguma coisa a ver com o sumiço de Ariana. Não que ela estivesse culpando-o por sequestro, mas ele e Ariana eram quase um casal, ele poderia facilmente estar por trás de uma suposta fuga da própria garota. E eles ali, achando que ela havia sido raptada.

Em todo caso, aquilo não era algo que ela descobriria sozinha. Se nem mesmo a polícia havia conseguido chegar a uma conclusão plausível, não seria ela quem o faria. Ashley já estava transtornada, afinal, e uma pessoa alterada emocionalmente era o suficiente. Se quisesse ajudar, teria que controlar-se, ou acabaria contaminando Ashley com suas preocupações.

Mas ela não se importava em perder algumas noites de sono criando situações que a ajudassem a descobrir o paradeiro de sua amiga — e quem eram os envolvidos nessa história.


... ... ...


Ariana abriu os olhos, sentindo uma forte dor na cabeça. Ela girou o seu corpo no chão duro, e o desconforto de seus músculos e ossos se acusaram. Ela fez uma careta de dor, e por fim sentou-se.

Era difícil acreditar que podia mover seus membros livremente. A dor era forte, e havia marcas roxas, um reflexo do que passara nos últimos dias. Mas era uma sensação inexplicável poder se sentir livre dentro de sua prisão. Era um passo dado, pelo menos.

Ela franziu o cenho ao olhar em volta. Estava tudo bagunçado e um terrível cheiro de podre dominava o ambiente. Ariana ficou de pé e fechou o nariz com as mãos ao se deparar com o corpo aberto de Josh em cima da mesa coberto de moscas. Ela sentiu vontade de vomitar, mas se conteve.

— Me ajuda... — ela ouviu um sussurro.

Olhou para trás e viu um corpo desfigurado no chão, completamente machucado. Se não fossem os olhos vazios a encarando, ela não saberia quem era.

Ela arregalou os olhos e continuou parada, sem reação. O que ela havia perdido, afinal? A menina de cabelos azuis não estava mais ali. Justin estava completamente ferido jogado no chão. O cômodo estava mais bagunçado do que ela se lembrava.

Havia algo errado.

— Me ajuda... — ela ouviu mais uma vez. — ... por favor...

Ariana mais uma vez não sabia o que fazer. Aquela era a oportunidade que tinha para fugir daquele lugar. Iria sozinha, e não fazia ideia de como sair daquela mata, mas estava tendo a oportunidade de ir embora. Justin estava imóvel no chão, e não conseguiria persegui-la caso ela decidisse correr. Poderia ligar para a polícia e eles o prenderiam no mesmo dia.

Ao vê-lo jogado ali, contudo, Ariana sentiu pena. Não porque ele não merecesse sofrer, ela achava que ele merecia muito. Mas ele era um ser humano, afinal, e ela não teria coragem de deixá-lo ferido naquelas condições. Talvez ele morresse antes mesmo que a polícia chegasse para prendê-lo.

Não, isso ela não poderia deixar. Justin a havia feito sofrer por dias, havia feito Josh sofrer, havia feito aquela menina e tantas outras garotas sofrerem para terminar simplesmente morrendo sem pagar pelos seus crimes? Ariana achou isso um absurdo e fora de cogitação.

E, por um impulso de seu inconsciente, ela se viu caminhando lentamente até ele. Justin estava de olhos fechados e seu sofrimento estava visível. Parecia que todo o seu sangue havia saído de seu corpo, tamanha a sujeira que estava à sua volta. Ariana abaixou-se ao lado dele. Um ato arriscado, aquilo poderia ser apenas uma encenação, mas ela o fez mesmo assim.

— Justin? — ela chamou-o baixo. Ele abriu os olhos. — Consegue me ajudar a te levantar?

Ele não disse nada, apenas tentou mover os braços, esticados ao lado de seu corpo. Fez uma careta de dor. Ariana estava incerta quanto a tocá-lo. Na verdade, ela estava com medo. Porém, medo era algo que ela não poderia ter agora. Ela tinha que conquistar a confiança de Justin para conseguir prendê-lo.

Ela segurou um dos braços de Justin e pôs em seus ombros. Ela respirou fundo três vezes, na medida em que o cheiro de podre do ambiente a deixava, e tentou puxá-lo, recebendo um gemido de reprovação e dor da parte de Justin.

— Você tem que ajudar, se não eu não consigo levantar você. — ela disse.

Justin fez uma expressão sofrida, e Ariana podia jurar que viu uma lágrima escorrer pelo rosto sujo e ensaguentado do rapaz. Mas poderia facilmente ser suor, já que ali estava quente.

Finalmente, depois de algumas tentativas, Ariana conseguiu pôr Justin de pé. Ela levou-o com dificuldade para o mesmo banheiro que ela tinha ido uma única vez e colocou-o sentado na tampa fechada do sanitário. Voltou ao cômodo e pegou uma das cadeiras de ferro dobradas ali e saiu fechando a porta. Ariana abriu a cadeira e a colocou embaixo do chuveiro. Justin resmungava por estar sentindo dor e Ariana apenas o observou por um segundo.

— Precisa tomar banho. — ela disse. — Você está nojento.

Justin a encarou, uma pequena raiva o subiu à cabeça, mas logo passou. Aquela era uma péssima hora para Ariana fazer um trocadilho infeliz, mas ela o fez sem se importar.

— Tem uma cadeira ali se não conseguir ficar em pé por muito tempo. — ela apontou e fez menção de sair do banheiro.

Quando ia fechar a porta, viu Justin tentar tirar a camisa rasgada com cuidado por suas feridas. Ariana respirou fundo e acabou voltando para perto dele para ajudá-lo a tirar. Ela terminou de rasgar onde já estava rasgado e, por fim, não existia mais uma camisa cobrindo-o. Em um pedido implícito, Justin se levantou e Ariana desabotoou seu jeans, também rasgado, e o abaixou. Quando terminou de tirar, ela voltou a ficar de pé.

— O restante você faz sozinho.

Sem esperar que ele falasse algo, ela saiu do banheiro e fechou a porta. Aquilo era uma coisa que ela não gostaria de ver, de fato. Não fazia parte de seu plano de fuga ver seu sequestrador nu, tampouco ajudá-lo a se banhar.

Ao ver que ele estava demorando para sair, Ariana dirigiu-se ao quarto, e abriu as gavetas da cômoda, não havia nada ali além de trapos femininos. Ela procurou embaixo da cama algo onde pudesse ter algo para Justin vestir, mas não encontrou. Foi até a sala e viu uma mochila jogada no canto, e ela a pegou. Tirou de lá um shorts e uma camisa qualquer e voltou ao quarto, jogando as roupas em cima da cama. Pegou na poltrona a mesma toalha que ele a oferecera dias atrás e ficou sentada ali, esperando.

Justin tirou sua cueca e tomou um banho sofrido e demorado, tentando tirar as manchas de sangue seco de sua pele machucada. Quando acabou, apenas sentou-se na cadeira de ferro e fechou o chuveiro. Era uma surpresa o fato da garota tê-lo ajudado, mas isso não mudaria nada.

Ariana deu duas batidas na porta, não mais escutando o barulho da água, e abriu a porta, baixando logo o olhar ao ver Justin nu. Ela esticou a mão e jogou a toalha em cima dele e saiu rápido do banheiro. Em outras circunstâncias, ela não estaria desconfortável, mas aquele era seu estuprador, ela não conseguia olhá-lo como algo mais que isso.

Viu Justin passar mancando ao seu lado com a toalha na cintura em direção à sala.

— Sua roupa está ali na cama. — falou rápido.

Ele a encarou e mancou até o quarto, onde se vestiu o mais breve que conseguiu, e se sentou na beirada da cama. Ariana pegou no banheiro uma caixinha com alguns objetos de primeiros socorros e voltou ao quarto, recebendo um olhar curioso de Justin.

Ela passou álcool em suas mãos e começou a sessão de cuidados. Ela parecia ter experiência com aquilo, mas era apenas porque Josh se metera em muitas brigas quando estava vivo, e ela o ajudava a se cuidar depois.

Ariana fazia tudo com calma, como se estivesse cuidando de alguém que fosse importante para ela. Na verdade, imaginava o rosto de Josh no lugar do de Justin. Imaginava que estava cuidando de seu amigo, que ele estava ali. E enquanto fazia isso, deixou uma lágrima escapar pela sua face.

Justin a observava e viu o momento em que a lágrima salgada escorreu pelo rosto sujo e cansado de Ariana. Em outras circunstâncias, ele teria gostado. Mas ali ele não era causador dela.

— Não pensei que fosse me ajudar quando pedi. — ele se pronunciou, e Ariana sentiu nojo da voz dele. — Seria mais fácil me deixar agonizando. — riu fraco.

— Eu disse que não o torturaria se tivesse oportunidade. — ela se levantou e olhou fundo nas íris de Justin. — Eu não sou igual a você.

Deu as costas e saiu, deixando um Justin sem palavras, e preparando seu psicológico a encarar mais uma vez o corpo de Josh.


Notas Finais


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Kisses...


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