História Kettering - Capítulo 11


Escrita por: ~

Exibições 50
Palavras 4.285
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Festa, Ficção, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Sim eu sei, vocês estão muito putos comigo, mas eu espero que vocês possam compreender. Eu realmente estava em uma fase muito ruim da minha vida, problemas em casa, na escola e tudo mais, eu estavam sem ânimo de escrever algo para vocês e eu prefiro ficar sem escrever do que escrever algo sem conteúdo, então espero que possam entender e me perdoar. Falta poucas semanas para chegarem as ferias o que resulta em mais tempo e caps para vocês ♥

PS: ( Relevem os erros ortográficos)
Ps": (Capítulo todo em flashback's)

~ Música do capítulo: Dagger - Demi lovato ~

Capítulo 11 - Dagger


"E é por isso que a gente acabou, porque eu te amei demais e você nem tanto. Eu acreditei em você e por mais que essa relação fosse improvável, eu apostei todas as minhas fichas. Porque tinha dentro de mim a certeza que não iria me envolver e quando quisesse iria me desapegar. Mas aos poucos você foi ocupando espaço, ganhando território, roubando os meus sorrisos, me dando momentos inesquecíveis, me fazendo contar horas pra te ver de novo. Venci o meu orgulho por você, mesmo achando que não sou nem um pouco orgulhosa. Tentei ser uma pessoa melhor por você. Briguei com os meus pais por você porque achava que eles não entenderiam e não te aceitariam. Eu perdi, perdi meu tempo com você, meu precioso tempo, tempo que não volta mais, mas que eu queria que voltasse. Porque por mais que eu reclame eu sinto a sua falta, eu sinto saudade. Saudade de tudo, da sua risada, do seu sorriso, de seus olhos incrivelmente verdes, do seu cabelo impecável sempre bem arrumado, do seu cheiro, do seu abraço que me envolvia e me protegia, das suas manias e principalmente dos seus beijos, E também do jeito que você me fazia sentir como se a vida valesse a pena apesar de tudo. Como se eu pudesse ser feliz para sempre porque eu tinha você do meu lado e apenas isso bastava. Mas a nossa historia não é como historias bonitinhas, a nossa historia não teve um final feliz. Teve um final triste, eu chorando num canto sozinha a noite inteirinha até não poder mais. Porque no fundo sei que poderíamos ter dado certo, porque eu te amava e faria qualquer coisa por esse amor, mas você fez questão de mata-lo. Porque não permitiu sentir o mesmo e se foi."

•Carina Coutinho•

— Grávida? - Sentia o meu coração apertar contra o meu peito, enquanto o médico falava passando o gel gélido sobre a minha barriga.

—Sim, os seus enjôos e mal estar na verdade, era só sintomas causada pela gravidez. — Ele Sorrir meio capisbaixo e com um pano, limpa o gel dali, percebendo minha palidez se ajeitou na cadeira e me encarou. — Ambos sabemos que a gravidez não foi desejada Regina. — Começa a falar. — Você sabe que à vários métodos não é?— A morena se espanta.

— Não, não. — Levanta rápido da maca, se ajeitando. —Você é médico da nossa família a anos, você sabe que a minha família abomina tais práticas. — Respira fundo se encolhendo, nunca foi uma mulher fraca, mas não precisava ser tão durona em tempos como estes. — Eu não teria coragem de fazer isto com um inocente, não pelo um erro que eu comete.

— Não diga isto. —Vem em minha direção. — A culpa, nunca é da vítima, me escutou Regina? Nunca, não se culpe por algo que ele te causou. — Ele vai em direção a máquina retirando algumas imagem. Se aproxima colando uma das mãos no meu ombro e com a outra entrega a ultrasom. — Está vendo este pequeno borrão? — Aponta com o dedo e lágrimas invadem o meu rosto. — É o seu filho ou filha, ainda não está nítido e o feto ainda está em formação.

—Mas ela é tão pequena e indefesa. — Passa o dedo no que seria o rosto daquela pequena criaturinha.

— Ela? Como tem tanta certeza que é uma menina? — Pergunta.

— Eu não sei. — Ainda fitava as imagens. — Eu só sinto, coisa de mãe e filho, eu acho. — Sorrir.

— Você irá conta para ele? — Questiona e o meu coração se contrai.

— Eu realmente, não sei. — Suspiro.

—Você sabe que sempre estarei aqui não é? Se quiser não conta pra ninguém e fazer um aborto, eu conheço médicos e médicas excelentes tanto quanto eu. — Sua voz era serena. — Você não é obrigada a carrega uma criança de um cara como aquele. — Sua voz era de fato baixa e calma com uma leve arrogância que o mesmo possuía.

— Não posso acabar com a vida de alguém eu não tenho esse direito, ninguém deveria ter este direito. — Digo. —Mas não me entenda mal Frank, o senhor sabe que não sou contra ao aborto só não concordo com alguns métodos e causas que usam em nome dele, entende? — Ele me lança um sorrisso terno, o mesmo que me lançava quando papá o obrigava a se vestir de papai Noel e entregar presentes para o Daniel e eu quando éramos pequenos. Observo novamente as imagens, a foto indicava que estava de três meses.

— Eu já estou com dezesseis semanas e alguns dias, a minha barriga não deveria está um pouco maior? — Pergunto preocupada.

— Não precisa se alarma, cada mulher tem o seu corpo e seu desenvolvimento, a sua não será obrigada a crescer só porque o de alguém teve esse feito. — Explica. — O seu bebê está indo bem, ele é forte, que nem você. — Sorrir e sorrio junto.

• 5 meses atrás •

— Você irá se atrasar se continuar em cima de mim. — Digo sonolenta enquanto Robin preguiçosamente, dormia por cima do meu corpo.

— Eles não vão poder reclamar, eu nunca falto, um dia só não irá fazer falta. — Diz com a voz rouca. — Você trabalha de mais, a gente nunca tem tempo para nós. — Levanta o rosto e me encara.

— Já descultimos, sobre isto. — Minha voz fica fria. — Eu não irei deixar o meu emprego Robin, do mesmo jeito que você não deixaria de ir ao seus jogos todo domingo se eu pedisse. — Ele se joga do outra lado da cama bufando.

— Logo iremos casar, Regina. — Fala. — Eu quero ter filhos com você, uma vida. — Apela o emocional da morena. — Eu não quero que os meus filhos sejam criado sem a mãe, pelo fato dela não poder deixa o seu emprego por puro egoísmo. — Se levanta e vai em direção ao banheiro batendo a porta. Reviro os olhos com este pequeno drama matinal e me levanto indo em direção a outro banheiro que localizava na casa. Acabando de fazer suas higienes sai enrolada com um roupão fino de seda e encontra o bilhete de Robin, dizendo que se atrasaria para o jantar de começo a morena achou que ele estava chateado pelo fato de querer um família agora, e não era que a morena não quisesse, ela queria e muito, mas sentia que não era a hora certa ainda. Deixa o bilhete aonde o tinha encontrado e vai em seu closet em busca de algo discreto o que não seria difícil já que a morena só gostava de cores mais escuras. Após se cobrir com o seu sobretudo escuro e coloca seus óculos casual, pega o seu café da Starbucks que se encontrava em cima do balcão como de costume e apanha seu celular sem se importa com as mensagens que indicavam no mesmo e vai em direção ao seu carro.

Maneja o volante ouvindo uma musica qualquer no rádio enquanto com os seus dedos precisos batucava contra o couro duro em conjunto com a música. Finalmente chega no seu local de trabalho e estaciona na mesma vaga de sempre, sai do carro pegando algumas pastas, com o seu café que foi bebericando aos poucos e as chaves do carro, ajeita a sua compostura e vai adentrando o grande prédio. Quando adentra no mesmo, ver seus subordinados correndo de um lado para o outro por causa da sua chegada ao local mais cedo.

— Bom dia Sra.Mills. — Seus funcionários à cumprimentava ao longo do seu trajeto . — Ligaram do Buffet, para saber dos preparativos do bolo. — A minha funcionária falava enquanto andava ao meu lado se atropelando com seus próprios pés.

— Diga, a eles que eu ligarei mais tarde. — Não gostava de mistura sua vida pessoal com o seu trabalho. Regina liderava uma das indústrias de moda mais renomadas de nova York, o mesmo obtia o nome de Runaway Magazine, muitas pessoas praticamente matariam uma as outras para consegue uma vaga alí. Chegando na sua sala espaçosa que dava a vista para as ruas movimentadas de nova York, senta na sua cadeira apoiando os cotovelos na messa de vidro, passando a mão pelos cabelos negros.

So beautiful, but equally lethal
(Tão bonito, mas igualmente letal)
So magical, and at the same time painful
(Tão mágico e, ao mesmo tempo dolorosa)
No time to react, no, cause it happened so fast
(Sem tempo para reagir, não, porque isso aconteceu tão rápido)
Can't change the future if it's left in the past
(Não é possível mudar o futuro se for deixado no passado)

Estava alheia a tudo, enquanto o seu celular apitava escandalosamente. Passa o dedo na sua tela de bloqueio desbloqueando o mesmo.

— Mas o que? — Com os seus dedos amplia a foto que continha o seu noivo mais uma mulher, de peles escuras e cabelos negros que ela reconheceu na hora, era a sua melhor amiga de infância, Marian. Seus dedos tremem, seus lábios secam, enquanto lia a mensagem em que um número desconheçido a tinha enviado, nas poucas palavras continha a mensagem: "Nem sempre as coisas são o que parecem ser". Estava em choque ainda pelas fotos explícitas, em que Robin retirava a blusa da sua " amiga" e outras em que caminhavam juntos, mas como ela não tinha percebido? A sua amiga nunca mostrou interesse e sempre que podia criticava o marido da amiga, como em uma ação de graças em que Robin deixou queimar quase toda a ceia de natal. Bloqueou a tela do celular limpando as lágrimas do canto, não queria jurar, e não iria, não poderia.

— Sra.Mills? — Ouviu batidas na porta e se tratou de se comporta.

— Entre. — Falou secamente, enquanto o seu funcionário entrava.

— Os estilistas trouxeram as fotos dos vestidos para você os escolher, e desculpa se fui intrometido, mas olhei todos e olha estão ótimos. — O mais jovem se arrependeu de ter falado no instante em que Regina o olhou.

— Talvez devesse para de bisbilhotar as minhas coisas e fazer melhor o seu trabalho. — Responde. — Devolva todas as fotos, resolvo isto mais tarde. — Brinca com uma caneta na sua mão, e roda a cadeira giratória para o lado só ouvindo o baque da porta em alguns segundos. Fechou os olhos sentindo o nó se aprofundar na garganta.

— Como eles podem ter feito isto? Com ele pode ter feito isto? —Procurava alguma lógica para tudo, tudo que estava ocorrendo com ela neste momento, tinha gastando a sua juventude com ele, não que estivesse velha, mas poderia ter curtido mais da sua adolescência, estava com Robin á oito anos, e agora que os sonho "deles" realmente iam se realizar, isto acontece, e o pior é que não sabia desde quando estava acontecendo. Estava se sentindo deslocada, como uma criança abandonada. Ergeu a sua cabeça e levantou da cadeira pegando a sua bolsa, passou desesperada pelos seus funcionário sem ligar pelos olhares e comentários que viam. Atravessou a porta como tinha feitos à uns instante mais cedo e entrou no seu carro, pegou o aparelho telefônico e discou o número do irmão.

— Daniel? — Fala travando a mandíbula.

—Alô? Regina? — Pergunta.

— Preciso de um favor, você ainda tem o número daquele fotógrafo? — O irmão confirma e Regina Anota tudo em uma pequeno papel e vai em direção ao tal homem. Chega em um pequeno apartamento no Brooklyn e toca a campainha.

— Eu já disse pra você não voltar aqui — O homem brada abrindo a porta e Regina arquea uma das sombrancelhas.

— Desculpe? — Fala ironica.

— E quem seria você?

— Meu nome não importa, eu preciso dos seues serviços. — Diz.

— Você vem na minha casa, atrapalha o meu jogo, exige os meus serviços e não posso saber o seu nome? Olha aqui dona...— Regina bufa e o corta.

— Regina, sou Regina Mills. — Fala de uma vez.

— Mills? Você é esposa do Daniel? —Tira o cigarro que estava na boca dando atenção a mulher.

— Não sei se um dia aquilo irá arranjar alguma mulher que o aguente, eu sou irmã dele . — Diz. Ele a encara por uns instantes e cede passagem para a mulher passar. — Obrigada. — Fala.

— O que você exatamente quer de mim? — Questiona.

— Já disse, preciso dos seus serviços.

— Dona, eu tenho vários tipos de serviços... Se é que me entende. — Lhe lança um olhar bastante sugestivo o que fez o estômago da morena se revirar

— Preciso que você siga e fotografe uma pessoa. — Diz de uma vez, queria sair o mais rápido possível dali.

— Eu não faço mas estes tipos de serviços, me desculpe. — Fala.

— Eu pago o quanto você quiser. — Apela e ele se interessa.

— O quanto eu quiser? Está bem. — Diz, anote as informações necessárias e me entregue. Assim mulher fez o entregando o papel, ele olha e analisá.

—Robin Hood, curioso, ele é seu marido?

— Isto não se aplica a nada. — Ele rir e apaga o cigarro.

— Está bem Regina, irei fazer como quiser.

— Espero que sim, mas ainda não sei o seu nome. — Fala.

— Pode me chamar de Hades.

°°°
Damn, why did I put the knife in your hand?
(Droga, por que eu coloquei a faca em sua mão? )
Stuck around when I should have ran
(Preso em torno de quando eu deveria ter fugido)
But I can't blame you, I did it to myself
(Mas eu não posso culpá-lo, eu fiz isso para mim mesmo)

— Eu preciso tirar férias, você irá ficar no comando. — Falo ao telefone em quanto empacotava alguma coisas. Já havia passado três dias após o descobrimento do caso do Robin, e faz três dias que dorme no quarto de hóspedes alegando preferir aquele cômodo.

— Mas o que? Regina? O que está acontecendo? — Daniel falava preocupado. — Você ainda irá passar o natal aqui não vai? Já planejamos tanta coisa! — Apela o emocional da morena.

— Eu sei, irei ter que viajar para Miami, você sabe que o trabalho exige muito de mim não sabe? — Digo, mas não era mentira, afinal o emprego sempre ocupou a vida de Regina.

— Mas... E o Robin? Você já falou com ele? — A morena engole em seco ao lembrar do noivo.

— Sim. — Mente. — Já conversamos sobre isto. — Passa breves segundos em silêncio e resolve corta a ligação. —Daniel, eu Preciso ir, aviso quando chegar, eu amo vocês. — Desliga e posiciona o aparelho no coração respirando angustiada. Apanha suas malas e vai ao aeroporto, simplesmente não conseguia mas olhar para a cara de Robin e fingir ser uma noiva feliz, em um relacionamento perfeito, precisava distrair a sua mente e precisava fazer naquele instante.

°°°

— Senhora, aqui é o porteiro! — Uma voz masculina e suave a chama. Estava usando um roupão, e pantufas, nada estiloso para alguém que trabalha no ramo da moda. Vai em direção a porta e abre dando de cara com um homem mais jovem parecia ter a idade da sua irmã caçula, Zelena.

— Senhorita Mills, acabou de chegar este envelope, para você.

— Obrigada. — Pega o envelope da mão do rapaz, e fecha a porta já abrindo o mesmo. Nele se encontrava novas fotos de Robin e Marian. Hades tinha feito um trabalho excelente, as fotos agora eram mais nítidas. Passa as fotos e ver uma folha estranha, a qual robin beijar a barriga de Marian e logo eles se abraçam, passa novamente outras fotos e um bilhete caí portando a frase "Parece que o senhor Hood, será papai" — Filha da mãe. — O chinga mesmo sabendo que ele não poderia escutar, o xinga por todas as vezes que o dissera que o amava, o xinga pelo fato de fazer o seu coração sangrar. Guarda aquelas imagens repugnantes que mais queria por fogo e envia-lás para o submundo. O seu telefone toca novamento, com novas mensagens de Robin que aparentava estar desesperado atrás da morena, a sua vontade era atender e o mandar para o inferno mas se contem e decide só o ignorar como fez nos outros meses. Ouve um baque extremamente pesado contra a porta.

—  Senhor você não pode entrar aí. — Ouve a voz abafada do porteiro mais jovem.

— Eu posso entrar aonde eu quiser quando o assunto é minha mulher. — Ouve a voz de Robin extremamente possessiva, mas como ele teria a encontrado? Por uns instantes teme a vida do jovem rapaz e abre a porta encontrando o mais jovem caído ao lado da porta e o seu noivo com punhos travados.

— Você ficou maluco?! —Agacha ficando ao lado do corpo magro do menor, mas não deu tempo, logo foi empurrada para dentro do quarto, só ouvindo o baque da porta a sua frente. -— O que diabos você pensa está fazendo? Abra essa maldita porta Robin!

— Você viaja sem mais nem menos, deixa a agência na mão do Daniel, e some como se não tivesse alguém para dar satisfação, e eu que sou o maluco? — Regina o olhava incrédulo. A sua vontade era de dizer o que estava entalado na sua garganta e sair dali.

— Não se faça de estúpido, isto nunca foi o seu forte. — Vai até a bancada e pega um pouco de vinho, nunca foi de beber, mas o que o "amor" não fazia?

—O que? Regina, não estou te entendendo? Eu fiz algo de errado? Isto foi por causa daquela discussão besta?

— Isto foi por todas as discussões que você chama de besta Robin! — Seus olhos lacrimeja. — Como eu pude se quer pensar na hipótese de carregar um filho seu? Casar com você?

— O que você está dizendo? —Pergunta já transtornado.

— A final para que você iria quere outro filho? — Pega o envelope arrancando as imagens com tudo e atirando em cima do mesmo que se protege colocando os braços e punhos na frente. Ele olha para o chão olhando todas aquelas imagens e engulindo em seco. — Como você pode fazer isto comigo? Com nós?

— E-eu. — Seus olhos eram puros oceanos.

— Você estragou tudo! Tudo que nós poderíamos ter construído um dia, está sastifeitos? Está feliz? — Atira a tarça de vinho contra a parede. Suas mãos tremulam e as deposita sobre sua cabeça. — Ela era casada... Vocês dois estragaram tudo. — Anda de um lado para o outro. — A quanto tempo? — Fala tentando se acalma

— Regina, eu...— Seus olhos imploravam perdão.

— A quanto tempo! —Berra sem se importa com os outros hóspedes ao lado.

— A pouco mais de um ano...— Sussurra. Regina sorrir sarcástica.

— Sai. — Fala com as mais na cintura e o dedo indicador apontando para a porta.

— Regina, você não pode arruinar tudo o que nós temos. — Súplica com os punhos cerrados.

— Você arruinou isto quando se deitou com a minha melhor amiga! Deuses, ela é ainda sua secretária. — Diz. — Então... todas as vezes que você dizia que não poderíamos almoçar junto, você estava com ela? — Deduz. — Eu tenho nojo de você Hood.

— Eu não irei permitir que mulher alguma me esnobe assim, eu sou seu futuro marido, você deveria me respeitar com tal. — Vai em sua direção. Cada passo que Robin dava para frente, Regina dava um para trás.

— Se afaste de mim. — O espaço acaba e cai na cama sentada.

— Você é minha Regina, ouviu? Só minha. — Afrouxa o seu cinto. A sua respiração prende, temendo oque viria a seguir.

— Você não se atreva a tocar em mim, eu estou avisando! — Ele Sorrir e retira as suas calças e depois sua camisa, ficando só de cueca box vermelha.

— Eu amo você Regina, amo de mais. — Pucha os seus cabelos negros, fazendo a mesma arfar de dor, nunca tinha visto o noivo tão descontrolado quanto agora. Empurra a morena, até que as costas da mesma estivesse colada ao colchão da cama do hotel. — Não adianta gritar, todos os quartos têm isolamento acústico. — Beija o seu pescoço, em quanto a mesma tentava em vão o retirar de cima, mesmo ele sendo mais forte do que ela. Não sabe ao certo em que momento acabou cedendo a violência contra o seu corpo, a invasão não permitida para dentro de sí, o corte em sua alma, o profundo ranco em seu peito, e o pior a agressão em sua mente, que só conseguiu pensar em um refúgio até aquilo tudo acabar de vez, a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota

°°°
Left here on the ground and my body feels so cold
(Deixou aqui no chão e o meu corpo se sente tão frio)
Now I know that you're a killer
(Agora eu sei que você é um assassino)

• 4 Meses depois•

— Eu não posso estar grávida dele, não posso. — Mordia a os lábios tentando controlar as lágrimas, depois do médico lhe dar a notícia de que carregava um filho, seu coração foi perfurando mais uma vez, no que não quisesse uma criança, queria muito, mas naquelas circunstâncias e o modo em que este feto foi concebido não. — Maldito. —Batem com a mão no volante várias vezes fazendo o carro buzina enlouquecidamente, em um momento de adrenalina, pega o seu aparelho discando o número do ex noivo. — Você conseguiu o que você queria?

— Regina? Graças a deus, sabia que iria ligar assim que soubesse que o que eu fiz foi pelo bem do nosso relacionamento.

— Vai para o inferno Robin, já não bastava arruinar a minha vida, você irá arruinar a vida do seu filho! — Fala sem pensar. — Imagine ele descobre que o pai dele é um estuprador sádico. — Do outro lado da linha tudo fica mudo.

— Você está grávida? - Ela engole em seco ao perceber o que tinha falado.

— Não por muito tempo. — Fala seca.

— O que você está dizendo? Você irá aborta o meu filho? Você ficou Maluca? Você não é assim Regina, por favor me ouve. — Tentava súplica.

— Pensasse isto antes, Robin. — Ia desligando quando a voz de Marian se fez presente na ligação.

— Regina, espere. — O seu sangue ferve mas ainda, ela está com ele neste exato momento. — Que tal você vim aqui para podermos conversa? Não podemos acabar assim, eu te amo, você é a minha pessoa, se lembra? Marian e Regina até o fim?

— Nos encontraremos no inferno. — Desliga sentido a garganta queimar e o nó se forma em sua garganta, não sabia o que fazer, não tinha a quem recorrer, ninguém entenderia, estava desolada. A chuva aumentava cada vez mais e tudo que ela queria era dirigir sem rumo. Olhou mais uma vez para as fotografias da ultrassom, tocando nelas.

— Me perdoa, por favor. — Lágrimas caem do seu rosto. — Só estou tentando fazer o melhor para você, querendo ou não, um dia você irá achar que é um erro, que não deveria ter nascido, mas você não é um erro, você é a minha melhor parte. — Seu coração sangrava e seu rosto vazava. — Mesmo só te conhecendo a algumas horas, eu te amo. Me perdoa. — Estava tudo acabado. Os meus olhos turvos pelas lágrimas que persistiam em cair a todo momento se juntava ao parabrisas do carro sujo empatando a minha visão mesmo eu limpando a cada dois segundos. O rádio liga automaticamente, essa porcaria nunca prestou direito, aumento o volume e fecho os olhos logo em seguida em um ato em vão de relaxar, aperto o volante com as duas mãos e acelero o carro. O celular toca indicando o meu ex-noivo na tela, ignoro, e continuo acelerando, a visto um carro parado praticamente no meio da estrada, e acabo arrancando um dos seus retrovisores, não me importo e continuo acelerando. As imagens dele a violentando invadem a sua mente, um embrulho e uma terrível tontura a invadem. Pisca os olhos várias vezes tentando evitar que os seus olhos ficassem mais turvos, olha novamente para a frente e percebe um animal que de princípio não reconheceu, colidindo-se com ele. Estava com raiva, estava triste, estava despedaçada, estava alheia a tantos pensamentos que não deu tempo de pensar em mais nada, tudo parecia estar em câmera lenta vidros estilhaçados vinham a toda parte em minha direção, juro que naquele instante senti meu coração errar várias batidas. O carro rodopiou não só uma mas várias vezes, até que senti tudo sendo esmagado, meus olhos que cada vez mais acolhia a escuridão, e meus pulmões já cansados com a missão falha de procurar ar. A única coisa que conseguia ouvir era a música agora falha do rádio, como eu dizia essa porcaria nunca funcionou direito.

Tell me, how did I come to this end?(Diga-me, como eu vim para esse fim?I did it to myself(Eu fiz isso para mim mesma)And I said, damn, why did I put the knife in your hand?(E eu disse, nada, por que eu coloquei a faca em sua mão?


Notas Finais


< Isto é tudo pessoal>


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