História Kidnapped - Capítulo 6


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Drama, Hot, Romance, Suspense
Visualizações 13
Palavras 791
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 6 - Capítulo VII


Corinne não sabia o que fazer, ela podia entregar sua vida nas mãos de Kieran, um estranho, que assegurou que ela não morreria, ou podia começar a entrar em pânico. Tudo estava em silêncio, seu quarto se encontrava escuro e não se ouvia nem uma respiração naquela casa onde ela supunha estar. Poucos minutos depois, ela escutou passos, e em seguida algumas vozes começaram a destacar-se, ela encostou seu ouvido na parede e focou toda a atenção na conversa do outro lado. 

     •••

— Eu liguei para o Kurt, está marcado para amanhã às oito da noite. Ele vai trazer nosso dinheiro e nós vamos entregar a puppe, ou quase isso. — Alexandre disse, finalizando com uma risada sarcástica. 

— Eu posso fazer o que você me prometeu, antes de levar ela? Sabe que a garota vai morrer mesmo, não custa nada. — Peter respondeu, palitando seus dentes mal escovados.

— Fazer o quê, Peter? – Kieran abriu a boca, desencontrando da parede.

— A gente pode dividir se você quiser, eu sei que você gostou dela... – Peter continuou com um sorriso sujo. 

— Você não vai fazer nada, Peter. Nichts. – Kieran retrucou, se aproximando dele. 

— Porra cara, já disse que não sou egoísta, imagine só aqueles peitinhos rosinhas, aquela b.... 

     Um barulho estrondoso de maxilar se deslocando ocupou a sala. Quando se deram conta, Peter estava no chão, e Kieran acabara de dar um dos socos mais fortes da sua vida nele. 

— Você tá maluco, Kieran? Mas que merda é essa! — Alexander esbravejou, largando seu Martini e indo ajudar Peter. 

        Kieran realmente não sabia o que estava acontecendo, mas quando ele ouviu Peter falar daquele jeito sobre Corinne, simplesmente sentiu uma raiva maior do que o controlável. Ele precisava agir rápido. 

— Você não vai tocar nela, arschloch, ou vai ter mais do que um maxilar quebrado. 

         ••• 
*[Manhã dia seguinte]*

No quarto, Corinne se encontrava em pânico, não dormira a noite toda. Ela andava de um lado para o outro, com as correntes metálicas se arrastando atrás de si, pensando desesperadamente em como iria se livrar do pior que estava para acontecer. Seus ombros se encolheram de susto quando a porta do quarto abriu bruscamente, por algum motivo, ela ficou mais calma ao ver Kieran. 

— Eu comprei roupas para você, precisa de um banho – ele disse com naturalidade, entrando no quarto. 

       Ela respirou fundo e sentou na beirada da cama, enquanto ele soltava a algema de seus pés. Assim que ele terminou, em um surto de desespero, Corinne chutou seu peito com força e levantou-se, correndo em direção a porta, porém, antes de alcança-la sentiu duas mãos agarrarem seus braços. Kieran ja havia se recuperado, encuralou-a​ e segurou seus dois antebraços contra a parede, fitando seus olhos azuis piscina. 

— Eu não sou a porra do seu inimigo aqui, Corinne. Sugiro que não me chute mais. – ele disse, soltando seus braços logo em seguida, por algum motivo, ressentia machuca-la. 

      Ele segurou suas mãos e caminhou até o banheiro minúsculo do local onde estavam. 

— As coisas estão sobre a bancada. Eu espero aqui. – Kieran disse, parado na porta e fechando-a em seguida. 

    Um considerável tempo se passou até Corinne abrir a porta, ela estava dentro de uma legging preta e uma blusa cinza de moletom, nos pés, um chinelo que por acaso serviu-lhe como uma luva. Seus cabelos pretos ainda um pouco molhados se espalhavam pelas suas costas. Kieran levou-a de volta sem nenhuma palavra e um tempo depois levou algo para que comesse. Por uma fresta de luz da rachadura no telhado, ela podia observar que a noite vinha caindo, é seu desespero apertava cada vez mais. Ela conseguiu cochilar por alguns minutos, vencida pelo cansaço, e foi acordada com a voz grossa e nojenta de Peter.

— Hora da princesinha voltar para o reino encantado! – ele disse, acompanhado de Alexander. 

          Dessa vez, quem possuía as chaves era Alexander, ele soltou-a e pôs uma algema em sua mão, guiando-a para fora. Corinne observava todos os cantos em busca de Kieran, que não aparecera.

— Se você está procurando pelo Kieran, ele não está presente e não participará da nossa pequena troca. — Alexander falou — o temperamento dele podia nos causar problemas, ele estava muito estranho em relação a você. 

       Corinne sentiu sua respiração parar, como assim Kieran não iria? Onde ele está? O que fizeram com ele? O que será de mim? Todas essas perguntas rondavam sua mente confusa e apavorada. Eles adentram numa garagem, lá havia uma  caminhonete preta, Peter segurou seu braço bruscamente e enfiou-a no banco de trás, pondo seu corpo no cinto de segurança, assim ela não poderia se mover, muito menos se soltar. Corinne fechou os olhos, estava sentindo uma coisa diferente. Talvez estivesse chegado sua hora.

 

 

 

 

Dicionário:

puppe - boneca; nichts - nada; arschloch - babaca. 


Notas Finais


Obrigada a quem está acompanhando até agora, se quiserem e puderem deixem um comentário que me ajuda muito!
Um beijo, até o próximo capítulo!


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