História Kill Me - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~Mayu-chu

Postado
Categorias T-ara
Personagens Eunjung, Hyomin, Qri
Tags Minkyul
Visualizações 56
Palavras 5.641
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Policial, Romance e Novela, Suspense, Yuri
Avisos: Adultério, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Mari: Boa tarde a todos, e como presente de dia das criança o ultimo capitulo de kill me para vocês! Espero que gostem! Feliz dia das crianças s2
ps: desculpem pela demora, a culpa é de Ana

Ana: HELLOOOOOOOOOOO LIROU FRIENDIX!
Estamos um tanto quanto atrasadas, não?
MAS O IMPORTANTE É FINALIZAR A FANFIC!
Após um *cof* leve *cof* período de hiatos, nós finalmente trazemos o final até vocês! Obrigada por todo o apoio que deram para Kill Me e por favor perdoem a demora! :c
Nos perdoem pelos erros de digitação e espero que gostem bastante do desfecho!
ps: a culpa é da Mari

Uma boa leitura!

Capítulo 5 - Final.


Após sair do hospital, Jihyun decidiu ir diretamente a casa de Hyomin, não só para ver se ela estava lá, mas sim, para ter alguma pista de seu paradeiro ou do assassino de Hyeri. Pegou as chaves do bolso com certa urgência, algo dentro de si gritava dizendo que Hyomin está em perigo. Abriu a porta e adentrou na residência, não avistando nada de incomum na sala, só reparou que abajur ao lado do sofá estava no chão. Estreitou os olhos.

– Esquisito… – Disse para si mesma, antes de ir até o escritório de Hyomin.

Prendeu a respiração estarrecida. O lugar estava uma bagunça! Papéis rasgados, amassados espalhados pelo chão, a mesa e cadeira tombadas e for fim cacos de vidro no meio de toda a bagunça. Jihyun olhou para os lados a procura do computador de Hyomin e assim que o achou correu até ele.

Abriu a tampa e o ligou logo em seguida, suspirando aliviada ao constatar que o mesmo funcionava. Abriu as pastas da segurança e quase o jogou contra a parede ao ver que não havia mais nada.

– Que titica! – Praguejou chutando uns papéis. – E agora? Cadê você, Hyomin? – Levantou a cadeira e deixou no notebook lá, começando a andar de um lado para o outro. Estava em um beco sem saída.

E antes que fizesse qualquer outra coisa, Jihyun colocou-se a pensar quem podia ter feito isso com Hyomin. Devia ter pego uma cópia daquela maldita lista ao qual a Detetive tanto falava! Parou de andar no mesmo instante em que uma luz se ligou em sua mente confusa. Podia não se lembrar de nem dez por cento dos suspeitos... Mas se lembrava de quem Hyomin mais suspeitava.

Correra para fora da casa, fechando a porta de qualquer jeito e ligando o carro com pressa. Se este individuo era a pessoa que tinha brigado com Hyomin naquela manhã... Então certamente que estaria longe de seu local de trabalho para fazer Jihyun parar com suas investigações ou lhe dar uma bronca por estar em um local indevido. Chegou em menos da metade do tempo que levaria em uma manhã normal, tendo a moça a correr até a sala de seu superior e notar que estava vazio. Ele sempre estava lá naquela hora. Sempre. O que não era o caso naquela manhã…

Jihyun dirigia praticamente descontrolada pelas ruas da pequena cidade. Não se importava em cortar em sinais vermelhos, em buzinar loucamente. Se dirigia com pressa e desespero para o local onde achava que o Delegado mantinha Hyomin em cativeiro. Não se importou em sair do carro e deixar a porta aberta, somente pegou a arma e andou rapidamente até achar uma porta, abrindo-a silenciosamente. Avistou Hyomin sentada em uma cadeira. Estava amarrada e com uma mordaça nos lábios. Parecia se remexer com desespero, tentando de alguma forma se soltar. Locomoveu-se um pouco na surdina, notando o Delegado apontar a arma para Hyomin. O problema é que Jihyun teria de se aproximar mais para conseguir ouvir o que ele estava a falar. Não se importou com o conteúdo da conversa, apenas queria se garantir que ele não iria atirar nela.

– Você podia ter ficado quieta, calada... Apenas investigando com as provas que tinha. – O delegado Choi calmamente a fitava enquanto brincava com a arma em sua mão. – Mas não... Você tinha de ir longe, tinha de sair investigando como uma louca... Por que não aproveitou o seu novo relacionamento e deixou tudo quieto, Hyomin? Ninguém gostava dela mesmo, não tinha uma única alma que quisesse resolver o caso dela além de você.

Jihyun se ajeitou melhor atrás de uns caixotes, tendo uma boa visão dos dois, queria ter certeza de como deveria agir para que Hyomin não se machucasse. Sacou a arma, e ficou atenta a casa movimento do delegado.

– Consegue imaginar a profundidade de tudo isso? De quantas pessoas queriam ela morta? De quantos casamentos e relacionamentos ela destruiu? E falava como se tivesse uma imunidade maior que o mundo, que o fato dela ser sua amiga tornava tudo seguro. – Rira com desdém da cara da detetive, que o fitava friamente. – Tudo nessa cidade estava em perfeita harmonia, Park... Até vocês duas chegarem.

Jihyun não poderia discordar deste pensamento do delegado, a mesma já havia pensado nisso várias vezes. Tudo teria sido tão diferente se as duas nunca tivessem chegado a cidade. Por outro lado, a detetive nunca teria tudo o prazer de conhecer Hyomin.

– Algo a dizer em sua defesa? – Talvez fosse muito egocêntrico por achar que Hyomin falaria algo que ele quisesse ouvir, mas mesmo assim retirou a mordaça dos lábios da moça.

– Então... A culpa é inteiramente nossa? Da Hyeri? – A detetive dera uma risada irônica. – A sua falta de caráter e de tantos outros que traíram suas companheiras... É culpa da Hyeri? – Pendeu a cabeça para o lado. – A falta de caráter da panaca da Eunjung é culpa da Hyeri? Ou será que você também culpa a sua esposa e tantas outras mulheres pelas traições? – Sorriu de canto forçadamente. – Vocês não têm um único pingo de vergonha na cara e pensam que isso é culpa de outro alguém... Sabe o que teria sido diferente? Nada disso teria acontecido se no mínimo todos vocês que traíram tivessem o mínimo de respeito por suas parceiras ou parcerios e caráter para ter em mente que gente comprometida não pode trair.

A Detetive sorriu de lado, esse era o tipo de resposta que ela esperava de Hyomin, tão moralista. Hyeri poderia estar morta, mas isso não fazia dela uma santa. Como se ela fosse inocente por flertar com pessoas comprometidas, como se ela fosse melhor do que as pessoas que traíram seus conjugues. Ela tinha culpa, e adorava ter culpa. Jihyun se perguntava quando Hyomin iria se dar conta disso.

– E ela é a santa quem sabe! – O delegado Choi dera uma risada forte da cara de Hyomin, que manteve o olhar frio e dera de ombros. – Tenha o mínimo de decência e pare de defender aquela mulher.

– Sabe... Eu já fui traída. – Comentou amargamente. – E assim como muita gente dessa cidade... Eu culpava unicamente a pessoa que a minha namorada da época usou para me trair. Eu não via culpa na Hyeri, não fazia sentido antes. Quer dizer... Por que uma professora tão gentil e amável como ela faria isso com alguém como eu? Até hoje não sei responder, mas tenho consciência que não foi culpa minha. – Hyomin suspirou pesadamente. – Quem trai e quem sai com outra pessoa comprometida... São as pessoas que tem culpa. Não tiro a parcela de erros da Hyeri, mas você é ainda pior que do que ela.

– Acho curioso da sua parte não falares nada sobre a sua amiga Jihyun. – O delegado dava a volta por Hyomin, colocando suas mãos nos ombros da mulher e continuando calmamente.

– Não tenho nada para falar a respeito da minha colega de trabalho, detetive Lee. – A morena continuou calmamente e virou o rosto para o lado, fitando o delegado com o canto dos olhos.

– É mesmo? Pensei que estivessem íntimas...

– Nada mais que uma falsa constatação de alguém irrelevante na minha vida. – Respondera com frieza e logo pudera sentir o cano da arma em sua nuca.

– Tudo bem! É agora ou nunca! – Disse para si mesma. Jihyun respirou fundo, levantou-se rapidamente e apontou a arma para o Delegado, que parecia surpreso em vê-la ali. – Solte a arma, agora! – Exigiu com firmeza.

– Veja que se não é a sua amiguinha que veio se juntar a nós, Hyomin! Será que você está estressada assim por Jihyun não estar fazendo o trabalho direito?

– Sei de nada, nem conheço essa aí. – Hyomin respondera desdenhosamente.

– Eu já mandei soltar a armar! – Ignorou os comentários de ambos. Não era hora para se deixar levar por provocações.

– Sabe, Hyomin... A sua amiguinha detetive Lee também está metida com outras coisas além de correr atrás de um belo rabo de saia, que no caso é você mesma. – Naturalmente murmurou enquanto destravava arma. – Sabe o que mais ela andou fazendo?

– Diz a ela o que eu andei fazendo... Estou interessada em saber também, "chefe". – Sorriu de lado, dizendo a última palavra em escarnio. Um se silencio se instalou no ambiente. – Está esperando o que? Estou curiosa para saber o que tem a dizer sobre mim. – Hyomin engolira em seco sentindo o cano gelado da arma em sua nuca. O Delegado sorriu para Jihyun, e quando ele iria abri a boca a detetive realizava o primeiro disparo, atingindo o ombro dele fazendo com que se afastasse de Hyomin.

– VADIA! EU VOU MATAR VOCÊ, VOU MATAR AS DUAS! – Apontou a arma para Jihyun. A detetive não esperou e fez questão de descarregar o pente de balas no corpo de delegado. Finalmente a história de Hyeri havia acabado.

– Parece que uma jovem detetive agora deve a vida a uma desconhecida. – Olhou seriamente para Hyomin.

– Acho que não, já que você só pagou a dívida que tem comigo. – Hyomin respondera friamente e esperou que a mulher lhe soltasse. Levantou-se quase em um pulo e se esticou, tendo uma careta em seu rosto. – Vamos lá, precisamos chamar reforços e começar a trabalhar nisso. – Apesar de ter proposto isso, esperou Jihyun ir na frente. E o maior erro de ambas foi não ter conferido se as tais seis balas da arma da detetive haviam ou não matado o delegado. Descobriram tão somente quando já estavam na metade do galpão. Um disparo fora ecoado e Jihyun rapidamente se virou, notando que o delegado abaixava a arma lentamente e finalmente deixava sua cabeça cair no chão. Pela quantidade de sangue em volta de sua cabeça, aqueles foram os últimos suspiros e a sua última tentativa. Já iria comentar com Hyomin e fazer alguma piadinha da mesma, até virar para a mais nova e notar que lentamente uma gota de sangue escorria pelo nariz da morena. Os olhos tão belos tinham um brilho diferente, como se segurassem um choro. Quando Hyomin abrira a boca para vir a comentar algo, eis que a mais velha pudera ver que parte dos dentes já estavam marcados do vermelho do sangue. A detetive até tentou passar uma das mãos nas costas, observando-a segundos antes de finalmente cair de joelhos e então desmoronar por completo no chão.

 

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O corpo doía por inteiro, sentia-se tonta, não conseguia focar a visão, apenas sabia que estava em um local todo branco. A princípio não se recordava do que havia lhe acontecido. Até que flashs do rosto preocupado de Jihyun e o barulho da arma invadiram sua memória. Havia morrido? Ouvia um beep contínuo ao seu lado, lentamente virou a cabeça e com dificuldade focou a visão. Era um medidor de frequência cardíaca. Não tinha morrido, estava em um hospital. Olhou para o outro lado e viu Jihyun dormindo desconfortavelmente em uma cadeira.

Jihyun abriu os olhos e se espreguiçou, sorriu ao ver que Hyomin finalmente tinha acordado.

– É como diz aquele ditado, vaso ruim não quebra. – Sorriu de lado. – Como está se sentindo? – Indagou e se inclinou para acariciar a testa de Hyomin.

– Então é por isso que você ainda está aqui? Pois além de vaso ruim é cara de pau. – Rira baixinho em divertimento e fitou o teto. Sua visão ainda estava um pouco embaçada, mas parecia melhor. – É sério que ele não morreu de primeira com os seis tiros? Você atirou onde exatamente? Nos dedos da mão? – Indagara ironicamente e com um sorriso forçado.

– Como eu disse anteriormente, vaso ruim não quebra. E acho que pela tensão do momento eu não consegui mirar bem. Desculpe. – Desviou o olhar.

– Bem que dizem que a idade é uma coisa complicada, que a pessoa vai ficando ruim na mira quando envelhece. – Dissera como quem nada quer. – Mas... – Hyomin estreitou os olhos. – Por que você ainda está aqui? A sua amada, o seu eterno amor, a sua preciosa Eunjung também está nesse hospital. – O tom de voz expressava o seu nojo em citar a outra. – Vá logo de uma vez para que eu não tenha que lidar com o fato de que talvez a demônia da sua ex, atual, eu sei lá! Apareça por aqui...

– Eu já fui ver a Eunjung. E caso queira saber ela está ótima! – Encostou-se a cabeira e cruzou as pernas. Decidiu ignorar o comentário de Hyomin – Ela perguntou de você, e desejou melhoras. E quanto ao fato de ela vir até aqui, não se preocupe, isso não vai acontecer. – Jihyun respirou fundo. – Preciso te contar uma coisa Hyomin.

– Ah, então tudo está ótimo. Não quero que ela pense que só porque a salvei, que temos uma espécie de amizade, porque não temos. – Dera de ombros. – Você também já pode ir, Lee. Já fez o seu trabalho como detetive... E uau! Terminou o caso, vai ser promovida! – Murmurou irônica. – Não vai ter mais a minha concorrência, não precisa se preocupar. Certamente que o cargo de maior prestígio vai ser seu e com toda certeza a sua namoradinha vai voltar se rastejando para você. O dia termina e a tão heróica detetive Lee salvando mais uma vez salva a cidade em perigo! – Batia palmas com certa lerdeza. – Bravo! Agora dê o fora, quero descansar em paz e sem ter que ouvir as suas acusações ou exaltações para a maior namorada que você respeita, vulgo aquela jumenta lá que você namorou. – Hyomin se acomodou melhor sobre a cama. – Quando sair apague a luz.

– Deixe a ironia de lado e esqueça o trabalho por enquanto. E eu não vou voltar com a Eunjung. – Sorriu de lado. – E acredite em mim, você vai gostar do que eu tenho a lhe dizer. Talvez você até deixe de sentir raiva da minha ex, vulgo aquela jumenta lá. – Arqueou uma sobrancelha em deboche.

– Eu não acredito que isso seja possível, porque a cara de pau de ambas ultrapassa qualquer limite. – Hyomin fitou-a friamente. – Se você vai ou não voltar com ela... Isso não me interessa, Lee. Vocês duas se merecem, a jumenta que coloca os chifres e a jumenta armada.

– Eu nunca traí você com a Eunjung! – Decidiu ser direta, não queria acabar discutindo com Hyomin naquela situação. A jovem detetive a fitou confusa.

– Ah sim... – Franziu o cenho sem nada entender. – Então me explique o porquê de você ter retornado apenas às seis da manhã e me dito que saiu me colocando chifre com aquela jumenta lá.

– Eunjung e eu conversamos muito naquele dia. Esclarecemos muitas coisas, e eu contei sobre nós, ela estranhamente não ficou surpresa. Sabe, de fato dormimos juntas, mas não fizemos nada, eu juro. – Pegou a mão de Hyomin e a acariciou levemente. – Eu só disse aquilo no dia seguinte, porque eu precisava ter certeza Hyomin. Precisava saber o que você sentia de verdade por mim. E seu ataque de ciúmes de disse tudo! – Sorriu de lado. – Queria ter lhe dito antes, mas precisava de um tempo para por meus pensamentos em ordem. Sinto muito se lhe fiz sofrer, Hyomin.

– Não sei se acredito nisso, você pode estar muito bem mentindo sobre se realmente fez ou o que realmente estava fazendo. A verdade é que eu realmente gostaria de acreditar em você, mas vejo mais atitudes do que palavras... E as suas atitudes no dia que ficou brigando comigo foram deploráveis. Dignas de vergonha. – Sentou-se sobre o colchão e suspirou pesadamente. – Ainda te acho uma jumenta armada, sempre achei por ter passado tanto tempo me jogando indiretas, mas eu vou te dar um único voto de confiança. Não desperdice.

– Hyomin, eu realmente não espero que acredite em mim, mas eu realmente estou dizendo a verdade. – Acariciou o rosto da jovem. – Sei que talvez a palavra dela também não vale nada pra você, mas pode perguntar a Eunjung se quiser. E eu prometo a você que não desperdiçarei esse voto de confiança. – Sorriu depositando um beijo na bochecha alheia.

– Não acredito que no final disso tudo ainda vou terminar do seu lado... A vida é uma coisa estranha e engraçada ao mesmo tempo, já que há coisa de um mês a gente quase trocava tiro uma na outra. – Hyomin murmurou emburrada e respirando fundo. – Mas ainda sim eu quero distância daquela jumenta lá.

– Então, você acredita em mim? – Questionou, sorrindo em seguida.

– Acredito, né... Fazer o quê? Você não merecia muito por ser uma jumenta armada e toda bruta, mas... Tudo bem, eu acredito em você. – A mais nova sorriu levemente e então esticou a mão para pegar a da detetive. – Mas não ouse me trair se você quiser chegar nos sessenta anos, isso se já não chegou. – Dissera como quem nada quer.

– Eu juro que nunca irei te trair. – Acariciou a mão de Hyomin com o polegar. – E ainda falta muito para eu chegar aos sessenta anos.

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FLASHBACK 1

Já passava da meia-noite, Jihyun encontrava-se sentada de frente para o delegado. Este possuía um sorriso malefício enquanto ouvia a história da colega, de como ela havia descoberto que Hyeri e Hyomin eram amantes.

– Quem diria que a Hyomin fosse gostar desse tipo de coisa não é? E quem diria que ela tinha um caso com a Hyeri? – Ele se recostou na cadeira feliz.

– Eu nem estou surpresa, pessoas como ela comem quieto, e com o histórico da Hyeri, eu ficaria é surpresa se elas não tivessem nada. – Cruzou as pernas. – Ela nunca deixaria uma mulher como a Hyomin ser apenas amiga dela.

– Sorte para a Hyeri, azar para a nossa detetive encrenqueira. – O delegado Choi passou a mão no queixo. – E é de fato um desperdício enorme uma mulher como a Hyomin terminar como pau mandado de uma zé ninguém como a Hyeri. – Dera de ombros. – Mas é aí onde nós nos livramos do cargo, correto? Dois problemas resolvidos em um só tiro.

– Você quer incriminar a Hyomin? – Questionou arqueando uma sobrancelha. – Como pretende fazer isso? – Sorriu de lado ao pensar em vê-la sendo presa.

– Muito simples! A ex-namorada enfurecida que após descobrir todas as traições decide se vingar tirando a vida da outra e fingindo que não é com ela. Foi um crime repleto de ódio e as provas perto do corpo foram afetadas, mostrando que a pessoa que fizera isso tinha conhecimento avançado. – Choi Siwon se inclinou e sorriu gentilmente para a mulher a sua frente. – Não sei se estou mais surpreso por conseguirmos uma pessoa para incriminar tão facilmente ou o fato de que Hyomin foi tão tola para tomar chifres tantas vezes e não terminar. Com todo respeito, ela é pior do que você nesse quesito. É digna de pena.  O sorriso de Jihyun desapareceu.

– De fato ela é. Foi chifrada, traída e ainda vai para a cadeia por um crime que não cometeu. – Jihyun descruzou as pernas e olhou para o delegado. – Deveria sentir pena dela, mas não sinto, de certo modo ela merece, por ser tão arrogante. Ela é tão boba que chega a ser irritante. Ah, Siwon se você soubesse. – Sorriu novamente ao se lembrar da noite anterior, em que dormira com Hyomin. Havia sido tão fácil enganá-la.

– Você é engraçada... Eu não sei, só é estranha ao um nível que chega a ser engraçado. – Pendera a cabeça para o lado. – Hyomin viveu uma situação pior que a sua e basicamente está nas suas mãos... E então você a entrega como o nosso bode expiatório. Bem, ao menos a sua dívida comigo termina. – Rira pela respiração. – Já que você se comprometeu a colocar a mão na massa e no final somente assistiu com os olhos brilhando. Você é a cabeça por trás do plano de matar aquela infeliz e a única vez que se colocou para fazer algo... Foi para ferrar alguém que provavelmente se apaixonaria muito fácil por você. – Pegou a pasta com o caso de Hyeri e dera uma rápida lida. – Hyomin deve ser muito chata para se conviver pelo fato de que você não trocou a traidora da Eunjung por ela.

– Eu não me importo com o que a Hyomin sente. – Rira em descaso – E o que eu posso fazer se a pobre e inocente Hyomin é o nosso alvo perfeito? De qualquer maneira, eu nunca gostei dela, e como o senhor mesmo disse, é matar dois coelhos com uma cajadada. – Olhou para o delegado para demonstrar confiança em suas palavras. A fala do homem a sua frente a fez refletir sobre alguns conceitos em relação a Hyomin. No fim, Jihyun estava tendo o uma ideia melhor que a do seu chefe. – Eu não me arrependo de ter apenas assistido, foi prazeroso ver a dor e o desespero da vadia da Hyeri enquanto você a esfaqueava.

– Se eu fosse você já parava agora de tentar enganar a garota, apenas dê o fora nela. Não queira ficar na reta e em maus lençóis por estar próxima de forma íntima com uma “assassina”. – O homem cruzou os braços. – É realmente engraçado que você a odeie assim... Não sei, sempre tive a impressão que era um amor platônico e que você não admitia por achar que ela era hétero ou algo do tipo. Pois bem. – Levantou-se. – Livre-se do seu passatempo antes que acabe colocando o pé na cova junto com a querida Park.

– Não se preocupe delegado, eu sei muito bem o que eu faço, sem contar que precisamos saber mais da Hyomin, precisamos fazer com que tudo saia perfeitamente do jeito que planejamos. Ela desconfia de mim, ficar próxima a ela e ganhar sua confiança é uma boa jogada. Com certeza ela sabe quem foram os amantes de Hyeri e se engana, se acha que seu nome não estará na lista, com certeza estará e será o primeiro. Ao lado dela, poderei desviar a atenção do senhor. – Percebeu que o delegado parecia pensar. – Acha mesmo que eu me deitei com ela apenas por diversão? – Sorriu de lado. – Não me subestime. E amor platônico? Por favor, senhor Choi, achei que me conhecesse bem o bastante para saber que eu nunca sentiria algo assim por alguém. Hyomin ser hetero nunca me impediria de tê-la.

 

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FLASHBACK 2 – A MADRUGADA APÓS O JANTAR NA CASA DE EUNJUNG.

Já era noite. Jihyun estava sentada na poltrona naquela sala escura, que era levemente iluminada pela lua e pela iluminação que vinha da rua. Era uma noite estranhamente estrelada. Cruzou as pernas, e passou a mão pelo queixo, esperando pacientemente a chegada de seu cúmplice. Ouviu o barulho da porta, sorriu de lado. O delegado jogou a chave em uma mezinha perto da porta, acendeu a luz da sala e se surpreendeu ao ver Jihyun ali sentada, lhe fitando como uma leoa atrás de sua caça.

– Você... O que faz aqui? – Siwon rira pela respiração e balançou a cabeça em negação. – Ao menos podia ligar antes de aparecer, não é? Algum sinal, qualquer coisa! – Rolou os olhos. – Desembucha e dá o fora, não quero os vizinhos inventando coisas sobre mim.

– Sério mesmo que alguém que saiu com a Hyeri está preocupado com o que os vizinhos vão dizer? – Falou com desdém. – O que você tem na cabeça? – Questionou se levantando.

– Não sei... Ao menos não apareço na casa das pessoas fora do horário comercial. Ou invado a casa das pessoas. – Fitou-a de cima para baixo. – A quem devo a honra, Detetive Lee?

– O que pensa que está fazendo som a Hyomin? Quanto mais você joga provas contra ela, mais ela desconfia de mim. O que eu lhe disse sobre ser paciente? Acha que eu sou a principal suspeita dela? As coisas estão caindo pro seu lado também, ela me deu uma lista dos principais suspeitos e advinha quem está no topo dela? – Questionou com sarcasmo. – Você tem ideia de como é difícil fingir surpresa e ainda defender o seu caráter? Siga o maldito plano! – Alterou a voz.

– Ela suspeita de mim e é por isso que temos que correr. Antes ela do que nós, então pare de drama. Não eras tu quem conseguia manipulá-la muito bem? O que há, hum? Preocupada que Hyomin vai conseguir chegar na verdade? Isso é um tanto quanto patético da sua parte. – Siwon apontou o dedo para a mesma. – E abaixe o tom de voz enquanto estiver na minha casa, Lee. Não se preocupe com a Hyomin, logo ela deixará de ser uma pedra no nosso caminho. É questão de tempo até que você não tenha mais que bancar a interessada pra cima dela.

– Não aponte o dedo pra mim. – Falou firmemente. – O que você realmente pretende fazer com ela? Essa sua fala não é de alguém que quer apenas incriminá-la. Pense muito bem no que vai fazer Choi, qualquer movimento errado e estamos aniquilados!

– É apenas incriminá-la, ao menos é o que pretendemos fazer, correto? Mas qualquer coisa, em última hipótese... O que podemos fazer é acabar com ela de uma forma mais sútil e forjar uma carta, como se ela estivesse arrependida pelo o que fez com a Hyeri. Será como se Hyomin estivesse em um ponto sem volta na vida. – O homem cruzou os braços e erguera uma sobrancelha. – Você parece preocupada com alguém que sempre lhe fora uma pedra no sapato.

– Nunca gostei de Hyomin, mas não tenho interesse em matá-la. – Cruzou os braços e suspirou. – Seja paciente e siga o plano. Se algo der errado será culpa sua! – Passou a não na cabeça. – Escuta! Eu posso conseguir manipular a Hyomin, mas ela não é completamente idiota, qualquer movimento em falso e já era. Diferente de você, só estou tentando ser racional.

– Engraçado a pessoa que teve a ideia de aniquilar a Hyeri e de culpar a coleguinha de trabalho... Dizer que está sendo racional. Acredito que você tenha pensado melhor, correto? Visto as duas opções com carinho e até mesmo percebido... – Dizia tudo muito baixo, provocando-a maldosamente com as colocações. – Que o único jeito que a vadia psicótica tinha para não ser corna de novo, era ficando com a parceira inocente que acredita que você tem bons planos para com ela.

– Siwon, querido. Só não vou lhe responder adequadamente, por que não vale o esforço, essa é uma guerra perdida por você. E a única coisa que eu quero da Hyomin é tirar proveito dela, de todas as formas possíveis para que a derrota dela seja mais saborosa. Se você matá-la não terei o prazer de vê-la apodrecer na prisão. E de simular minha decepção por ela ter assassinado aquela cachorra.

– É mesmo? – O homem cruzou os braços e rira pela respiração. – Que engraçada você... Depois que se livrar da Hyomin fará o quê? Vai voltar para a sua corneadora favorita e vai ver viver a sua vidinha medíocre até ser corna de novo? – E eis que Jihyun, que já ia andando na direção da porta parou subitamente. De certa forma aquilo fazia um terrível sentido. – Então boa sorte para você, Lee! Vai fazendo a Detetivezinha de palhaça e me deixe em paz até o nosso próximo passo.

– O que eu farei, ou deixarei de fazer, quando nosso plano der certo, é da sua conta! – Disse de forma ríspida. Saindo logo em seguida sem olhar pra trás.

 

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O dia estava agradável, o vento acariciava o rosto da detetive com suavidade. O sol entre as nuvens fazia o tempo ficar ameno. Empurrava a cadeira de rodas de Hyomin com tranquilidade, passeavam na praça da cidade. Jihyun queria que a parceira se sentisse melhor, já que a mesma estava cada dia mais mau humorada por ter que andar numa cadeira de rodas.

Jihyun sentia-se culpada por essa situação, se pudesse trocaria de lugar com Hyomin, não queria que ela tivesse se machucado, mas no fim das contas estava feliz. Feliz por ela estar bem, por tudo ter dado certo no final. Parou de caminhar, inclinou-se para abraçar a parceira por trás.

– Estou não feliz por tudo ter terminado bem! – Sussurrou no ouvido da amada, fazendo-a sorrir.

– Pra você deve estar ótimo aí de cima, né? – O sorriso partiu dando lugar a uma feição pensativa. – Mas eu estou estranhando tanto tudo isso, Jihyun... Eu sinceramente me sinto até culpada de ter sido promovida. Não faz sentido! Se você não tivesse aparecido para salvar a minha pele, eu provavelmente estaria morta. Você deveria ter ganho e não eu. Além de que você deve estar há umas quatro vidas lá já, tadinha... – Murmurou a última parte como quem nada quer, fazendo-a rir pela primeira por sua piada com a idade alheia.

– Eu não me importo com isso, – Sorriu e voltou a empurrar a cadeira, foi até um banco, sentou-se e colocou Hyomin a sua frente. – Pra mim, o que realmente importa é você estar bem! – Segurou a mão de Hyomin. – Estou muito feliz por você, Hyomin! De verdade, e para mim você merece essa promoção mais do que eu. Afinal, quem arriscou a vida atrás da verdade foi você e não eu.

– Não acho que eu mereça, mas tudo bem. – Pendeu a cabeça para o lado. – Porque antes de você salvar a minha pele e eu arriscar a minha vida indo atrás do Delegado... Bem, eu pensava em ir embora. E eu só não fui por sua causa mesmo. – Explicou enquanto brincava com as mãos.

– Então que bom que você não foi! – Fez carinho no joelho de Hyomin. – Sabe... Depois de tudo isso que aconteceu, eu andei refletindo sobre algumas coisas. – Olhou nos olhos de Hyomin. – Principalmente sobre nós duas. Cheguei a conclusão de que sempre tive uma queda por você. – Admitiu envergonhada com um sorriso fofo nos lábios.

– Sério? – Piscou os olhos várias vezes e rira pela respiração. – Eu falava brincando, mas já que é verdade... Eu fico muito contente! Mas me sinto meio assim pelo fato de que a gente podia estar juntas desde aquela época e não sendo cornas pelas duas babacas. – E segurou nas mãos de Jihyun. – Mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? Ao menos a gente conseguiu fazer dar certo, mesmo que antes eu achasse que você fosse me matar no meio da noite.

– Eu nunca faria nada pra te machucar. – Riu. – Acho que o nosso problema foi o orgulho, somos muito orgulhosas. O que importa agora é recuperar o tempo perdido. – Depositou um leve beijo nos lábios de Hyomin, que sorriu.

Eunjung andava tranquilamente no parque de mãos dadas com sua nova namorada. Ainda não estava completamente curada do ferimento, mas podia se dar ao luxo de caminhar um pouco. Até que avistou Jihyun e Hyomin juntas, decidiu aproximar-se junto com sua namorada. Afinal, ainda não havia agradecido Hyomin adequadamente, e as duas tiveram alta quase ao mesmo tempo. Via isso como a oportunidade perfeita.

– Este lugar já foi melhor frequentado. – Hyomin dissera ao ver Eunjung se aproximar.

– Boa tarde! – A mulher sorriu para as duas. – Nós vimos vocês e eu automaticamente lembrei que não te agradeci pelo outro dia. – Eunjung naturalmente colocou a mão no ombro da Detetive.

– Este lugar DEFINITIVAMENTE já foi melhor frequentado. – Hyomin retirou a mão da outra de seu ombro.

– Hyomin! Seja mais educada com a Eunjung! – Jihyun a repreendeu. – Como está se sentindo Eunjung?

– Não tem problema não, Jihyun! E já aproveito o momento para apresentar a minha nova namorada, a Soyeon! – Eunjung passou os braços por volta dos ombros da tal e então sorriu largo. – Foi amor a primeira vista!

– Então tá, né? – Hyomin apoiou o queixo na palma da mão direita. – Aceito o seu agradecimento, agora bem que podia ir embora, né?

– É um prazer conhecer você, Soyeon! Eu sou Jihyun, e essa é minha namorada a Hyomin – Jihyun estendeu a mão para a moça, ignorando o comentário de Hyomin.

– Igualmente Jihyun. – Apertou a mão de Jihyun. – Hyomin. – Acenou sem graça para a moça, percebendo o olhar raivoso dela.

– Como se conheceram? – Jihyun questionou curiosa.

– Lembra quando eu e Hyomin estávamos no hospital? Eu conheci a Soso lá! Era uma das enfermeiras que estava cuidando e mim! – Eunjung sorriu lindamente.

– Coitadinha da Soyeon... – Hyomin levou um leve cotovelada de Jihyun. – Boa sorte, viu? – Apertou a mão da tal Soyeon. – Você vai precisar, vai por mim...

– Não liga pra Hyomin, é dor de cotovelo porque foi chifrada, e porque a Eunjung é minha ex. Espero que a duas sejam muito felizes. – Jihyun alfinetou Hyomin.

– Eu sei. – Soyeon sorriu. – A Eunjung me contou a história, ela é bem sincera comigo. Obrigada pelo aviso Hyomin.

– OLHA A VELHA CORNA VINDO FALAR DE MIM! É A SUJA FALANDO DA MAL LAVADA! OLHA A AFRONTA COM A DEBILITADA! – Hyomin gritou indignada e destravou a cadeira, começando a manuseá-la e empurrar as rodas para longe. – COMO É QUE PODE UMA SAFADA DESSAS VIR FALAR UMA COISA DESSAS DE MIM! – Soyeon franziu o cenho e Eunjung fizera uma leve careta. Já Jihyun... Ahhh Jihyun! Quase rolava no banco do tanto que ria. – SUA VELHA DEMÔNIA, EU VOU CHEGAR EM CASA ANTES E EU VOU TE TRANCAR NA RUA, TU VAI DORMIR NO CARRO SUA SAFADA!

– NÃO SOU EU QUE ESTOU TENDO CRISE DE CIUMES AQUI! EU JÁ SUPEREI O CHIFRE E VOCÊ? – JIhyun ainda ria sentada no banco e então olhou para Eunjung e Soyeon. – Desculpem por isso, ela ainda não superou, mas um dia ela te perdoa. – Eunjung apenas assentiu e Jihyun se levantou indo atrás de Hyomin, que andava desajeitadamente com a cadeira de rodas. – Hyomin! – Chamou a atenção da namorada que apenas ignorou. – Hyomin! – Fora ignorada novamente. – Eu te amo Park Hyomin! – A detetive parou a dadeira de rodas e se virou para a namorada. – Eu te amo. – Repetiu com um sorriso nos lábios.

– Ama mesmo? – Hyomin indagara a moça prontamente lhe beijou a bochecha e voltou a empurrar a cadeira. – Runf! Nunca mais me chama de corna, viu velha? Você não brinca com fogo! Eu sou perigosa, tá? – Ouvira Jihyun rira divertidamente. – Muito perigosa sim!

– Imagino que seja. – Passou a empurrar a cadeira para Hyomin. – Mas você nem imagina o quão perigosa eu posso ser! – Sussurrou no ouvido da amada, fazendo-a se arrepiar. Jihyun apenas sorriu de lado.


Notas Finais


Mari: NÃO ODEIEM A JIHYUN! NÓS AMAMOS ELA S2

Ana: Ao menos a Hyomin foi promovida, né? :v

ATÉ A PRÓXIMA, AMIGUINHOS!


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