História Kill the Joker - Capítulo 14


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Ação, Baekyeol, Bromance, Chanbaek, Colegial, Drama, Escolar, Exo, Huhan, Kpop, Kristao, Long-fic, Lubaek, Romance, Sulay, Xiuhan, Yaoi
Exibições 172
Palavras 3.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Famí­lia, Festa, Ficção, Hentai, Lemon, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Ei gente, depois de uma vida inteira esperando, cá estou eu, FINALMENTE para atualizar KTJ.
Peço desculpas pelo atraso, e o capítulo ta sem nome por que eu ainda não bolei um nome pra ele.
Ah, e o capítulo tá mal revisado também, então ignorem os erros.
Boa leitura!

Capítulo 14 - Sequestro


Baekhyun despertou assustado, sentindo uma dor aguda nos pulsos e com as vistas escurecidas. Ele tentou gritar e sentiu algo em sua boca.

– Ei, ei– Disse a mesma voz de antes– Fique quietinho– Pediu num sussurro, e conseguiu sentir as mãos do outro em suas bochechas.

De repente o local ficou num silencio profundo, a única coisa que o moreno ouvia era o barulho ao fundo, de alguma máquina. Ele entrou em pânico, começou a se debater sem parar, e então percebeu que estava sentado em algo macio. Quando mexeu os pés, não sentiu os tênis e sim um tecido suave, como seda.

Ele ouviu o barulho de uma porta se abrir, e logo em seguida sentiu a venda ser retirada dos olhos e a fita ser puxada da boca com brutalidade.

O rapaz a sua frente era alto e esguio, tinha os cabelos descoloridos e um corte militar, e exibia com orgulho uma cabeça vermelha de dragão no pescoço. – Baekhyun presumiu que o dragão acabasse no torso do homem, pelo tamanho da cabeça e os detalhes bem feitos– Ele vestia poucas roupas, uma regata larga da cor branca e calças escuras e ainda mais largas. Quando o outro se aproximou do moreno, ele sentiu o cheiro forte de cigarro e espirrou.

– Algum problema com a princesa? – Perguntou zombando, e Baekhyun percebeu que a sua voz era a mesma desde o rapto na escola.

O sequestrador sentou na cama e digitou num celular simples.

– Veja, estou falando com seus amigos– Ele enfiou a cara de Baekhyun na tela do aparelho por um curto tempo e se afastou em seguida.

O homem continuou a digitar e começou a rir, enquanto isso o moreno conseguiu soltar a mão direita da corda que estava frouxa e soltou a outra que estava extremamente apertada. Ele se jogou para frente e tentou correr até a porta, mas antes mesmo que pudesse sair, o sequestrador o jogou contra a parede, sacou algemas de ferro do bolso, encarando-o com um olhar maldoso.

Baekhyun estava novamente preso a cama, ele se sentiu frustrado e bufou.

– Sorria para a foto, está bem? – Ele sentiu o flash bater no rosto e o virou. O homem se afastou novamente, digitando no celular mais uma vez, depois saiu pela porta.

O moreno não havia reparado antes, mas ele estava num típico quarto de motel. Estava deitado numa cama arrumada com lençóis de seda da cor vermelha.

Se passando um curto tempo, o loiro entrou no quarto mais uma vez, foi em direção a cama, e num ato ousado sentou em seu colo. Baekhyun se debateu e ele apertou seu rosto com força.

– Quietinho, princesa– Ele encarou-o com um certo desejo, por um longo tempo, enquanto o chama daquele apelido ridículo. – Vamos fazer o seguinte– Falou depois de pensar um pouco e acariciou os cabelos escuros do outro, com certa brutalidade– Cada vez que você me desobedecer, você terá que tirar uma peça de roupa, e olhe que você não está tão vestido assim, não é? – Ele riu e puxou a jaqueta do uniforme que o moreno usava– Essa é por você ter se soltado, saído correndo e tentado fugir– Jogou a peça longe, e viu o rapaz se encolher, mesmo com os braços presos no ferro da cabeceira da cama.

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Chanyeol andava de um lado para o outro sem saber o que fazer. Ele não podia ligar para o pai, e Tao estava tentando ligar para o tio do garoto, mas não conseguia faze-lo atender.

– Aquieta esse fogo, Chanyeol– O chinês soltou nervoso ao vê-lo se mover sem parar pelo quarto. O ruivo soltou uma risada nervosa e parou de andar.

– Vamos embora– Disse puxando o capacete da moto que estava em cima da cama e indo em direção a porta– Você não vem? – Perguntou ao abri-la

– Pra onde? – Perguntou

– Procurar Baekhyun– Quase gritou de raiva, mas se conteve quando ouviu seu tom aumentar– Ele está num motel– Disse o obvio– Ele roubou um adolescente da escola! Alguém deve ter visto-o sair– Chanyeol saiu do quarto e Tao veio atrás– Vamos perguntar para os funcionários daqui e depois damos no pé

Os dois perguntaram para meio mundo, mas ninguém viu nada. Até que foram ao encontro do jardineiro que estava cuidando da grama ao lado da escadaria que levava ao estacionamento. O homem lhes contou que havia visto Baekhyun ir em direção a um carro, apoiado em um homem alto, chegou perto dos dois, perguntou se o aluno estava bem e o mais velho lhe respondeu que ele estava bem sim e que ele era seu primo.

Chanyeol saiu batendo o pé e bufando. Como alguém consegue ser tão burro ao ponto de acreditar que um cara totalmente estranho como Kris era primo de Baekhyun?

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Finalmente o tio de Baekhyun atendeu o celular e marcou com Tao numa esquina movimentada do centro. O ruivo queria ir junto, mas Tao não deixou. E ele ficou dando voltas na cidade.

Tao entrou em um dos vários carros estacionados na guia. O Sr. Byun estava no banco da frente, e não virou em nenhum momento para encara-lo

– Você deixou que sequestrassem meu sobrinho? – Perguntou entre os dentes, e o moreno abaixou a cabeça– Eu te paguei para isso, seu inútil? – Cuspiu contra ele– Não quero saber, você vai me trazer meu sobrinho são e salvo, entendeu? – O rapaz assentiu– Ótimo– Respondeu mais calmo– Eu consegui rastrear o número que você me enviou– Ele está nesse endereço– O coreano moreno lhe passou um papel, sem olhar para trás, e depois o expulsou do carro com um curto– Já acabamos por aqui– E ele saiu do veículo.

Quando estava afastado, ligou para Chanyeol e lhe passou o endereço. E é claro que o ruivo chegou primeiro, ele tinha uma moto, e Tao estava a pé.

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Ao chegar no local se deparou com seguranças na porta. Dois brutamontes encostados na parede. Chanyeol os conhecia de uma briga de bar, e ele sabia que aquilo ia dar merda.

Ele largou a moto a quatro casas e foi andando até os caras

– Hey camaradas! – Cumprimentou-os – de um jeito totalmente errado– e foi empurrado contra a parede

– O que você quer seu maldito? – Perguntou o mais alto

– Você já não apanhou demais aquele dia? – Perguntou em seguida, o mais forte e com uma estrela tatuada na bochecha esquerda

– Você sabia que essa estrela é terrivelmente gay? – Zombou– Cara, nem eu que sou gay faria uma coisa horrível dessas na cara– Continuou a provocar– Se eu fosse você, eu desenhava um pinto em cima dessa estrela. Ficaria mais bonito na minha opinião– O tatuado empurrou o parceiro e jogou contra a parede várias vezes. Chanyeol sentiu as costas arderem, e depois de pelo menos ter sido jogado umas dez vezes, ele perdeu as forças e caiu sentado. Cuspiu no pé do outro e riu travesso.

– Eu juro que te mato! – O ruivo foi agarrado pela camiseta e jogado dentro do saguão do motel.

O local era amplo e bem decorado, mas estava fedido demais. Sentia o cheiro de podridão e carniça vindo de algum lugar

– Mas que fedor– Reclamou– Vocês não escolhem lugares bons pra trabalhar, não é mesmo? – O mais forte continuou empurra-lo pelo local, até que sentiu o balcão frio nas costas, e começou a apanhar.

 

Enquanto isso, Tao veio correu pelo quarteirão, e quando chegou, acertou o outro brutamontes na cabeça com um de seus bastões. Entrou em disparada no hotel e se jogou para cima do outro, sem perceber que Chanyeol seria esmagado contra o granizo.

– Seu filho da puta, olha eu aq... – Disse perdendo o folego, até que não conseguiu respirar mais.

O chinês se afastou, levantando consigo o grandalhão. Ele veio em sua direção para lhe acertar, mas Tao foi mais rápido, e o acertou com os bastões. Um golpe foi direcionado no rosto e outro nas genitais. O bandido caiu no chão, choramingando, e o moreno lhe chutou forte na nuca. Chanyeol ouviu um estalo alto e soube que Tao havia matado o idiota da estrelinha.

– Você fez um favor a ele– Disse, enquanto se aproximava e batia em seu ombro– Ninguém merece viver com uma estrela roxa na cara– Tao riu alto, e eles andaram para as escadas.

– Kris que mandou ele fazer aquela merda na cara– Contou– Numa aposta, na verdade– Continuou, nostálgico– Estávamos todos bêbados e no meio tinha um tatuador. – O ruivo assentiu, como se tivesse vivido algo parecido

– Não me diga que você também fez merda– Tao assentiu e puxou uma das pernas da calça. De início, Chanyeol não viu nada, apenas uma perna cheia de desenhos, mas ao se abaixar, viu uma mistura bizarra de bob esponja e alguma outra coisa muito, muito feia– Cara, isso é a visão do inferno– O chinês riu

– Não me diga que você nunca fez uma tatuagem escrota, Chanyeol– O ruivo puxou a camiseta escura para cima

– Antes desse cavalo virar essa coisa foda que é, ele era um unicórnio com brilhos– Contou e o outro começou a rir tanto, que lagrimas saíram descontroladas de seus olhos– Se contêm, cara– Empurrou-o e voltou a andar

Eles voltaram a pose séria e começaram a subir as escadas. Enquanto Tao não parava de pensar no cavalo negro em chamas no torso de Chanyeol. Como aquela merda tinha sido um unicórnio?

– O tatuador que conseguiu fazer isso foi extremamente foda– Comentou do nada, ao chegarem no segundo andar. O ruivo abriu a boca para falar, mas ouviu passos e logo foi atacado por um homem armado.

Chanyeol sacou a arma prata da cintura e tentou atirar, mas o homem o prensava contra a parede e Tao estava lutando contra outros dois. Ele chutou o adversário nas partes baixas, viu-o se encolher e se afastar um pouco, dando-lhe espaço para atacar. Disparou a primeira bala contra o cara que estava prestes a dar uma coronhada em Tao e depois no que havia lhe atacado. O chinês empurrou o outro pela escada.

Os dois começaram a correr e abrir todas as portas, mas os quartos estavam vazios. Subiram pelos os outros andares, e estavam vazios. Até que subiram até o último dos andares e ouviram um grito.

O ruivo quis sair correndo e chutar as portas, até achar da onde vinha o grito, mas Tao o segurou.

– Não faça merda, cara– Disse com as mãos em seu ombro, o contendo. E logo em seguida, mais um grito foi ouvido, e dessa vez Tao não conseguiu segura-lo.

O coreano saiu correndo pelo corredor, até o último quarto, no qual as portas eram duplas e tinha um grande coração de vidro esfumaçado, no centro. Ele apertou os olhos para tentar enxergar através do vidro, mas não conseguia ver nada.

 

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– Parece que não estamos mais sozinhos, não é mesmo? – Disse, por fim tirando as calças de Baekhyun, que encolheu as pernas contra o próprio peito. – ENTRE, CHANYEOL– Gritou para a porta, e logo em seguida uma figura de cabelos vermelhos desbotados entrou pelo quarto, todo esbaforido. Ele se jogou em Kris e os dois caíram ao lado de Baekhyun, na cama. E a gritaria começou, Chanyeol jogando todos os palavrões possíveis para cima do chinês, e o mesmo gritando de volta em mandarim.

Baekhyun começou a chorar sem parar, enquanto se debatia. Os dois olharam para ele, e Chanyeol jogou o chinês para fora da cama grande.

– Baekkie? Baekkie, você está bem?.... Fale comigo! – Disse sem saber o que fazer, enquanto via o moreno chorar.

O mais alto começou a desamarrar as mãos de Baekhyun, quando o moreno gritou e Kris apareceu com uma arma apontada para os dois.

– O dinheiro, Chanyeol– Disse calmamente, enquanto apontava a arma para a cara do coreano– Me dê a PORRA do dinheiro– Berrou o palavrão, apontou rapidamente para o teto e atirou.

O prédio todo tremeu e uma parte do teto antigo caiu aos pés de Kris, enquanto Chanyeol terminava de desamarrar Baekhyun, e aproveitaram o momento de distração do outro, e caminharam silenciosamente para a porta. O ruivo forçou a maçaneta, mas a porta tinha sido trancada... “Droga, Tao...” pensou. E mais uma vez, o prédio pareceu se mexer.

– Mas que droga, Kris– Quase gritou– Que diabos você estava pensando quando atirou na droga desse teto? – Disparou na direção do outro, sem se importar com a arma em sua mão–Abra essa porta, seu imbecil! – Arrastou-o até a porta, o jogou contra a parede.

– De jeito nenhum! Eu quero meu dinheiro, seu bastardo– O chinês empurrou Chanyeol com força, e o mesmo cambaleou para trás. Apontou a arma para ele mais uma vez, que riu.

– Você acha que eu tenho medo de uma arma? Acha mesmo? – Perguntou debochado.

– Tenho certeza que sim– Ele puxou Baekhyun que estava encostado ao lado da porta, fechou o pescoço do moreno com um dos braços e apontou a arma para a lateral de sua cabeça, e encarou Chanyeol, esperando uma resposta. O ruivo riu

– Sério? – Cruzou os braços– Atire– Desafiou uma vez– Vamos, Kris. Atire– Mais uma vez– Faça o meu trabalho, vamos– E mais uma vez.

Ele observou o chinês ficar tenso e confuso por um tempo, mas o homem recuperou a pose e pressionou a arma com força contra o baixinho

– Eu estou falando sério, Chanyeol– Ele deu risada– Eu vi como você olhou para esse garoto quando entrou. Você gosta dele, duvido que vá fazer o que tem de fazer

Chanyeol perdeu o rumo por um tempo, hesitou e por pouco não perdeu a vida.

Enquanto Chanyeol se distraia e se perdia em seus pensamentos. Kris manuseou a arma com habilidade e atirou contra o ruivo, que se jogou no chão um pouco antes da bala quase atingir seu peito em cheio. Ele sentiu as costas doirem ao se chocarem contra o chão, mas se levantou rapidamente. Lançou um olhar mortal para Kris e puxou a segunda arma da cintura.

– Filho da puta– Mirou na perna do loiro e atirou. Ele caiu sobre o outro joelho, contorcendo o rosto de dor. Baekhyun correu assustado para dentro do banheiro e ficou lá trancado. – VOCÊ NÃO APRENDE, NÃO É? – Gritou para o outro que estava quase caído no chão. Kris riu alto e Chanyeol o encarou confuso.

– Você está morto, Chanyeol– Disse em meio ao riso. O ruivo olhou para todos os lados, procurando uma armadilha e logo pensou em Baekhyun que havia se trancado no banheiro.

O mais velho correu para a porta do banheiro e a forçou, mas estava trancada

– Baekhyun! – Chamou e ouviu murmúrios sufocados de lá dentro.

Continuou forçando a porta, mas não conseguiu arromba-la. Então, correu em direção ao culpado daquilo tudo.

– O que você fez, seu idiota? – O puxou pelo colarinho e o jogou contra a porta vermelha do quarto, mais uma vez.

– Fiz o seu trabalho– Falou dando de ombros, e então um tiro alto veio do banheiro.

Chanyeol gritou e ouviu mais um tiro, viu uma poça de sangue se formar debaixo da porta e a mesma tentando se abrir. Ele tirou a arma de perto do chinês e a levou consigo, já apontando para quem saísse daquela porta, mas ninguém saiu.

A porta foi aberta apenas um pouquinho, e o ruivo conseguia ver uma cabeça com cabelos negros impedindo que a porta se abrisse mais. O rosto estava todo ensanguentado, mas Chanyeol tinha certeza que era Baekhyun.

Ele caiu de joelhos, e largou as armas ao seu lado. Abaixou a cabeça e sentiu os olhos marejados, suspirou fundo e pegou as armas de volta e correu de encontro com Kris, que tentava se levantar.

– FILHO DA PUTA! – Gritou– Ele era só uma criança– Choramingou e o chinês deu risada

– Mas, ué... – Começou, mas parou, tentando não rir– Se não fosse eu, seria você não é mesmo?

– Não... – Sussurrou

– Opa, opa. O que foi que eu ouvi? – Mesmo caindo de dor, Kris colocou uma das mãos no ouvido– Você disse não? – Riu– Eu sabia que você estava gostando desse garoto.

O chinês finalmente se levantou com dificuldades e foi até Chanyeol que parecia muito abalado.

– Pena que ele se foi, não é? – Ele bateu no ombro do rapaz– Ah, Chanyeol. Mais um que morre por sua culpa.... Que azar– Deu risada e mais batinhas no ombro alheio.

O ruivo puxou seu braço com força e o virou. Levantou a arma e apontou para a cara do chinês.

– Me dê UM motivo para não te matar– O chinês apontou com a cabeça em direção ao banheiro, e o ruivo olhou para a porta sem entender.

– Vá, Chanyeol– Incentivou-o.

 

Chanyeol entrou no banheiro com o coração pulsando fora do peito, as mãos tremulas empurraram a porta, pulou o corpo e entrou sem olhar para nenhum dos lados. Se abaixou ao lado do defunto, e se segurou para não chorar. Ele tirou a camisa e limpou o rosto do morto com ela, e percebeu que não era quem ele achava que seria. Se levantou aliviado e olhou para o fim do banheiro comprido, aonde estava um Baekhyun assustado e calado pelo choque.

O moreno soluçava de tanto chorar e segurava a arma com mãos tremulas e frias. O ruivo chegou perto de si, e o tirou do murinho da banheira, puxando-o em seu colo, ele passou as pernas em volta do mais alto e afundou seu rosto na curva do pescoço alheio. Parecia uma criança assustada. Ele tentou colocar a arma no bolso da calça de trás de Chanyeol, e o rapaz levou um susto e logo puxou o objeto mortal de sua roupa, colocando o em cima do vaso sanitário.

Os dois ouviram um estrondo na porta e então Tao entrou correndo pelo banheiro.

– A polícia está ai! – Sussurrou, e então colocou a cabeça para fora.

O ruivo entrou em pânico, tentou colocar Baekhyun no chão e fugir, mas o moreno estava tão agarrado contra seu corpo. Ele olhou as pernas branquinhas em volta da sua cintura e percebeu que o outro estava apenas de cueca, engoliu em seco e tentou voltar seus pensamentos no mais importante, que era fugir, obviamente.

– Como vamos sair daqui? – Perguntou para o chinês, ignorando o fato de que ele tinha o trancado naquele quarto.

– Tem uma escada de incêndio que leva a rua de trás– Contou

– Aonde está Kris? – Perguntou desconfiado, desta vez.

– Eu te explico depois. Agora precisamos sair daqui urgente.

 

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Baekhyun ainda estava em choque. Ele nunca tinha matado ninguém, e sentia o impulso da arma em suas mãos toda hora e a sensação estranha que sentiu ao ver o homem ser abatido pelas suas balas. O moreno apertou mais ainda os braços em volta de Chanyeol, e o ruivo afagou seus cabelos.

Eles estavam andando a pé fazia um bom tempo, e Tao havia arrumado um roupão de seda – o qual ele tirou de um dos quartos do motel, antes de saírem de lá e verem o local pegar fogo. No mínimo era coisa teatral de Kris, como sempre– e o feito colocar. Foi então que parando para pensar nisso, ele percebeu que aquela cena podia pegar mal se alguém os visse. – Tao duvidava muito que tinha alguém vivo naquela área. –

Baekhyun também percebeu, e viu que estava apenas de cueca e Chanyeol sem camisa, e ambos andavam na rua. Ele estava praticamente no colo do ruivo, e sabia que o colega de escola estava se sentindo desconfortável, e possivelmente animado com aquilo.

– Chanyeol– Sem querer sussurrou em seu ouvido, o ruivo congelou no lugar. Ele se desgrudou de seu peito e continuou– Eu acho melhor eu descer– Disse com a voz tristonha, que fez o coração de gelo do ruivo se derreter.

– Você acha que está bem para andar? – Perguntou preocupado– Eu não me importo de levar você– Eles ouviram uma risadinha maliciosa de Tao e um comentário baixinho “O seu amigo dentro das calças não diz o mesmo” e ignoraram o chinês.

– Sim, tenho certeza– Disse com firmeza, e se preparou para ficar de pé. Sentiu o asfalto quente nos pés e correu para aonde tinha sombra.

– Droga. Você está sem sapatos! – O ruivo resmungou e Tao soltou mais uma risada maliciosa junto de um comentário “Mais um motivo pra aproveitar a situação”. – Cale a boca, seu chinês maldito– Cuspiu para cima do outro– Espere aí, Baekhyun. Vou arrumar sapatos pra você. – E então saiu correndo, com Tao atrás em passos lentos.

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Depois de um longo tempo esperando, Chanyeol finalmente voltou de moto e com roupas para o moreno.

– Tome– Ele ofereceu as roupas e viu o garoto tirar o roupão, envergonhado. O ruivo até poderia dizer que ia se virar, mas ele queria tanto ver essa cena, que só ficou parado com as mãos estendidas, enquanto segurava as roupas e o sapato para o outro.

Depois de vestido, Baekhyun montou na moto junto consigo, e apoiou a cabeça em seu ombro. O bichinho devia estar se sentindo exausto, e estava mesmo. Enquanto, Chanyeol tentava dirigir sem se distrair pensando no moreno abraçado em si, mais uma vez.

 

Ao chegarem na escola, pareciam que tinham tomado um choque. Voltar a realidade depois de horas de horror, era isso mesmo? Baekhyun estava péssimo e Chanyeol tinha muito o que explicar. Tao havia sumido mais uma vez e Kris continua por aí, solto. Tudo parecia prestes a desmoronar.

 

 

 

 


Notas Finais


O título foi atualizado certinho, e os erros arrumados, mas ainda sim sinto que tem alguma coisinha errada ai, então qualquer coisa me avisem.
Como digo sempre, deixem seu carinho em forma de comentários, isso incentiva muito nós autoras.
Amo vocês, e obrigada pelos 300 favs!


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