História Killer A - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Continuação, Mistério, Suspense, Torturas, Violencia
Exibições 5
Palavras 1.278
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Luta, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


*ATENÇÃO*: Pra quem não sabe, essa história é uma continuação de outra história original que já está aqui no Spirit!
Caso se interesse em saber sobre a história de Laura, a Killer X, e como ela destruiu uma das centrais, leia a fanfic "Killer X" que se encontra nas minhas histórias.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Killer A - Capítulo 1 - Prólogo

“Na manhã de 07 de novembro de 2014, Cabel Lannevisk, fugiu”

   Tudo muito escuro e muito úmido. Cabel se espreme pelo duto de ar, lentamente para não fazer barulho. A cada cinco minutos encontrava uma saída de ar. Assim, podia observar o que acontecia lá em baixo e saber se já haviam sentido sua falta na cela. Estavam preocupados o bastante com uma das centrais de comando que fora atacada por rebeldes. Ouvira dizer que uma das gêmeas estava envolvida.

   Sem saída. Na sua frente tinha uma parede de metal. Olhou para cima, o suor escorrendo por todo o corpo. Lá estava, uma grade frágil na parte de cima. Bateu com o cotovelo bem no meio, fazendo com que a grade se soltasse em um barulho de protesto. No final, bem no final, ele podia enxergar uma luz fraca. Ele sorriu, um sorriso de leve que mostrou um pequeno vislumbre dos dentes brancos e saudáveis.

   Se ajeitou para poder começar a subida. Mãos em cima, um pé na fresta da parede e o outro na base para impulsionar.

   - 1...2... – concentrou suas forças nos braços e pernas – 3!

   O impulso não fez barulho, mas foi efetivo. Agora estava a três metros da base, segurando-se firmemente nas paredes. Sua mão estava escorregando um pouco por causa do suor. Tinha que ser rápido. Escalou e escalou, até que os pontinhos de luz de antes se tornaram maiores. Depois de dois minutos de esforço incessante, sua cabeça encostou em uma escotilha. Pressionou as costas na parede, os pés do outro lado e concentrou-se no abdômen enquanto abria a tampa.

   A tampa se ergueu. Agarrou nas bordas do buraco e puxou seu corpo com o restante de suas forças. Estava do lado de fora, finalmente. Olhou em volta. Era um beco entre dois grandes prédios de concreto, a iluminação precária vinha de fracas lâmpadas nas escadas de emergência.

   Antes que pudesse pensar em mais alguma coisa, ou apreciar a nova vista, começou a correr. Correu o mais rápido que pode para longe daquela escotilha e do que ela escondia das pessoas que viviam na parte de cima.

 

   Cabel percorreu as ruas da cidade durante meia hora, arquitetando um plano para sair dali o mais rápido possível, antes que os agentes percebessem que havia fugido. Agora era escapar por sua vida. Estava a noite, provavelmente no meio da madrugada. As pessoas dormiam; a cidade estava mergulhada em silêncio.

   Ouviu vozes e música eletrônica a distância. Ao se aproximar percebeu que eram jovens se divertindo em uma casa de shows. Olhou para si mesmo. Suas roupas de prisioneiro estavam sujas e cheirando a suor. Não podia se aproximar e se misturar naquele estado.

   Entrou em um beco sem saída. Escalou a escada de emergência de um dos prédios. Entrou no primeiro apartamento que tinha a janela entreaberta. O interior era sujo, cheio de embalagens usadas pelo chão, e roupas que pareciam estar em piores condições que as suas. Descartou a possibilidade de pega-las e sair correndo. Não era um lugar muito grande. Da sala, onde se encontrava, dava para ver a cozinha, a porta de saída para o corredor e duas outras portas. Presumiu que uma levaria ao banheiro e a outra ao quarto.

   Foi para a mais próxima, e descobriu que era o quarto. Ele estava vazio, sem sinal do dono do lugar. Cabel abriu a porta do banheiro. Também vazio. Quem fosse que morasse naquele lugar era uma pessoa completamente desorganizada e despreocupada.

   Aproveitou a oportunidade e tirou as roupas que o identificava como prisioneiro de uma cadeia que ninguém tinha conhecimento. Entrou no banheiro, deixando a porta aberta para uma escapada fácil. Se limpou rapidamente, vasculhou o quarto em busca de roupas limpas e, após uma procura árdua, conseguiu encontrar uma calça jeans e uma camiseta xadrez que tinham um cheiro aceitável. Ficaram grandes em seu corpo, assim como o tênis, que eram um número maior. Conseguiu disfarçar a diferença de tamanho com um cinto e enrolando as mangas compridas da camiseta até os cotovelos. Olhou no espelho, parecia levemente esquisito, mas pelo menos não fedia e poderia sair na rua sem que outras pessoas o notasse.

   - Está na hora de uma festinha – deu um meio sorriso.

♦♦♦

 

   - Então, vocês não moram na cidade? – Fitou a jovem ao seu lado, ignorando levemente o rapaz que estava junto.

   - Não – ela respondeu – Quer dizer... tecnicamente não.

   - O que quer dizer com “tecnicamente”?

   - Nós moramos em um subúrbio afastado daqui – o rapaz respondeu.

   - Vocês moram juntos?

   - Não – a garota disse prontamente – Ele é meu vizinho, mora em frente à minha casa. Somos amigos.

   - Entendi... – Cabel pensou por alguns momentos – Vocês poderiam me dar uma carona?

   - Para o subúrbio? – O rapaz desconfiou.

   - Sim. Preciso encontrar um amigo, ele disse que morava no subúrbio próximo a cidade.

   - Qual o nome dele? Conhecemos todos os jovens que moram por lá – ele continuava desconfiado.

   - John – Cabel teve que arriscar responder sem hesitar – John Lancaster.

   - Lancaster... – os dois meditaram juntos.

   Por um momento ele achou que tinha estragado tudo para conseguir a carona.

   - Tem certeza que esse é o nome? – a garota perguntou.

   - Sim – não podia voltar atrás.

   - John tem 56 anos. Apesar de ter uma alma jovem, ele não é tão jovem assim.

   - Eu não disse que ele era jovem. Disse que era um amigo. Ele ficou de me ajudar com alguns problemas.

   - Que tipo de problemas você está metido, Arthur – ela parecia interessada – Não me diga que matou um homem e agora está tentando fugir?!

   - Como sabe? – disse em tom sério.

   Logo soltou uma risada leve, e ambos começaram a rir também.

   - Certo... – o rapaz disse – Te damos uma carona sim, sem problema. Aliás, estamos indo por agora, se não se importa.

   - Tudo bem, não está tão animado por aqui – lançou um olhar questionador para a jovem – Há outros meios de se divertir.

   Ela sorriu tímida e o rapaz o olhou levemente irritado.

 

   Cabel teve sorte de a garota querer acompanha-lo sozinho durando o restante do caminho. Seria mais fácil lidar só com uma pessoa. O subúrbio não era muito grande, com casas germinadas dos dois lados da rua.

   A garota estava animada, parecia esperar por algo. Ela pegou sua mão e o levou até um jardim que ficava entre duas casas. Era um espaço pequeno, mas estava escuro, ninguém os veria ali.

   - O que você acha de começar aquela diversão agora? – ela perguntou passando a mão pelo seu braço.

   - Não tenho tempo para isso – respondeu entediado.

   - O que? – estava surpresa – Achei que queria...

   - Precisava de você. Quanto dinheiro você tem?

   - Eu não estou entendendo.

   Ele pegou no fino pescoço da jovem e o pressionou para mostrar que não estava brincando.

   - Quero todo o dinheiro que você tem, garota. Você é tão idiota que não entende isso?

   Ela iria gritar, mas ele foi mais rápido, tapou a boca antes que qualquer som fosse emitido. Já estava sem paciência, e sem tempo. Apertou mais ainda o pescoço, fazendo com que ela não conseguisse respirar. Logo os olhos ficaram vidrados e o corpo esguio ficou mole e desmoronou no chão, sem vida. Ele a revistou, encontrando um punhado de notas e dois papéis com números de telefones.

 Cabel começou a andar, não sabia exatamente onde estava, nem ao menos em que país se encontrava; a única coisa que sabia era que precisava se afastar da cidade o mais rápido possível, antes que fossem atrás dele. Deixou o corpo da garota escondido nas sombras, onde alguém a veria quando fosse molhar as plantas.



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