História Kim Seokjin › Imagine - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jin
Visualizações 93
Palavras 969
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 7 - Despedida


Vovó?

Movi o pescoço e encontrei minha neta sentada numa toalha com estampa quadriculada. Nas mãos dela havia um caderno, talvez. Era difícil enxergar... mas provavelmente era o caderno que ela usava para compor e estudar música.

— A senhora sente falta do vovô?

Arranhei minhas mãos, agora enrugadas e cheias de manchinhas. Meus olhos mal focavam no rosto juvenil ao meu lado. A pergunta se igualava a sensação de levar um soco no estômago. "Ela quer saber se sinto falta de Kim Seokjin..."

— Sim, querida... — Respondo com a voz trêmula pela idade e pela emoção. "Muita falta... é como se um pedaço de mim tivesse sido arrancado..."

— Acha que... algum dia, vai... encontrar ele outra vez?

  Olhei para o lago. Meus filhos e netos, após descobrirem a história daquele lugar, deram-me de presente a casa em que cresci. Eles sabiam que me sentia muito só, como na época em que a família de Jin o obrigou a se separar de mim.

  Lembrava do dia em que o grupo dele finalmente, e infelizmente, se desfez. SeokJin passava os dias comigo naquela casa. O lago, antes muitas vezes confidente de nosso amor nas madrugadas passadas, agora era nosso lugar de descanso nas tardes. Até que minha cadeira de rodas e a pouca força de Jin nos impediram de ir visitar nosso cantinho especial. Mas ainda éramos felizes! Tínhamos uma boa casa, as visitas sempre que possíveis de nossos filhos e seus bebês, as músicas que Seokjinie cantava para mim com acompanhamento de seu velho violão...

Mias importante que todas as coisas materiais, tínhamos um ao outro.

Até que a cama, que fora nossa aliada em demonstrações quentes de amor, o prendeu nela por meses seguidos. Seus gritos e resmungos de dor ecoaram pela casa, ecoaram em minha cabeça... E, finalmente e (in)felizmente, o final de sua agonia causada por uma estranha doença veio numa tarde ensolarada. Tantos jornalistas, tantas antigas fãs que nunca o abandonaram, tantas pessoas vieram para vê-lo... a casa ficou tão cheia... Entretanto, foi a última vez que vi tanta gente naquele lugar: no enterro de meu marido, Kim Seokjin.

  Com ele se foram nossas brincadeiras, nossos sonhos, nossos planos, nossos sussurros sobre a cama e meu sorriso. O poço de solidão em que fui atirada me consumia, até que as pessoas começaram a voltar. E minha família me deu mais apoio do que eu precisava. Nossos filhos me ajudaram a voltar a viver...

— Espero que sim. — Respondo a garota, percebendo que fiquei muito tempo perdida em pensamentos. Passo os dedos trêmulos nos fios de cabelos bagunçado e ouço ela sorrir. "Ah, Seokjinie... nossa netinha está tão crescida... queria que você estivesse aqui para ver..." A vontade de chorar me domina assim que a realidade me atinge, e tento tirar minha neta dali, não quero que ela me veja triste. — Querida, você pode me trazer um copo de água?

— Claro, vovó! — Prontamente ela se levanta.

— E... diga ao seu pai que... — olhei para as rodas da cadeira enfiadas na terra. Sentia a necessidade de dizer algo, mas não sabia o quê exatamente. — Diga que... agradeço.

— Por...? — A menina pareceu confusa.

— Por tudo. Por me trazer a beira do lago, mesmo sendo difícil, por cuidar de mim sempre... Por fazer de tudo para me ver bem e feliz. Mas, principalmente, por não ter me abandonado...

  Outra vez a ouvi sorrir. Voltando alguns passos, ela se debruçou sobre meu corpo e beijou o alto de minha testa. Logo senti sua mão afagando meus cabelos.

— Sabe... — Ela inicia tímida. — Te amo, vó. — Sussurrou após suspirar relaxada. Por um momento, jurei ter ouvido alguém me chamar, mas ignorei.

— Também amo você, menina. — Afaguei o braço da mão que ainda estava tocando meus fios embranquecidos. — Por acaso está escutando música? — Indago ao me incomodar com a sensação de estar ouvindo outra pessoa.

— Ah, sim! — a garota deixa um ursinho escaoar. — As vozes são muito bonitas para serem esquecidas. — Argumentou ela. — Rap Monster tinha uma voz linda, não era?

— Muito. Ouvir sem os efeitos de áudio era... maravilhoso! Uma pena que... ele... — Não continuei aquela frase.

  Lentamente ela se afastou e permanecia calada. As lágrimas já desciam silenciosas. Olhei para meus dedos, encontrando um brilho familiar. Retirei a aliança dourada e, com esforço, atirei-a na água. Ali, no lago onde tudo começou, tudo ficaria. Tudo terminaria. Estava dando adeus não ao homem de minha, não à meu príncipe, mas dor da solidão.

  Porém, das ondas formadas pelo impacto na superfície líquida, vi alguém sair. Meus olhos arregalaram em puro terror. Tentei gritar, mas minha voz não saía. O desespero se foi ao reconhecer o sorriso na face lisa como pêssego. Meus lábios se moveram, formando seu nome, a voz ainda não se desprendia de minha garganta.

  Com uma mão esticada, ele tomou a minha. Um beijo suave foi depositado ali. Erguendo o rosto, Jin me mostrou seu sorriso outra vez. Latidos familiares soaram próximos a mim. Acabei encontrando um animado Floquinho, rodando atrás do próprio rabo, bem na ponta de meus pés. Então olhei meu próprio corpo, que parecia tão jovem quanto o do asiático na minha frente, e comecei a gargalhar.

— Vamos, minha princesa? — SeokJin me deu um pequeno puxão. Lá estava eu, colada ao peito firme dele. Rodopiando suavemente de um lado a outro. — Agora, seremos felizes, para sempre. — Murmurou ao beijar minha testa.

  Fechei os olhos, enquanto ouvia uma voz ao longe gritando meu nome desesperadamente, e tudo ficou realmente escuro. A última coisa que ouvi, que abafou os gritos e o choro compulsivo, foi a voz de Jin em meu ouvido. Ele cantorolava um trecho da música que uma de minhas netas tanto amava:

— O amor não acabou, meu amor... Minha princesa...


Notas Finais


Chegamos ao final, não acredito!
Confesso que demorei pra atualizar por não querer alcançar este momento... mas... tudo tem que ter um fim, acredito.
E este é o fim desta história.
Gostaria de agradecer a você que favoritou, isso me influenciou muito a não abandonar esse imagine e me deu forças pra seguir em frente!
Você que comentou, que se esforçou pra dizer algumas palavras para me animar, também teve um papel muito importante nesta trama. Sim, pois, com seu retorno por meio dos comentários, eu tinha como saber se estava indo pelo caminho certo, se a história estava agradando. E muitos dias seus comentários me ajudaram a persistir.
E você que não favoritou, não comentou, mas leu, eu agradeço por ter acompanhado até aqui. Porque (imagino que) se leu até o último capítulo é por ter apreciado meu trabalho. E isso também me encoraja muito!
Nossa... Toda essa minha falação soa como uma despedida... só que não pense assim! É apenas um "Até breve!" ou um "Nós vemos logo, logo!"
Me dói ter que encerrar essa história, dói muito... entretanto, agora terei mais tempo para me dedicar as outras que estão sem atualizações e as que ainda vou iniciar.
Se você for no meu perfil, encontrará minhas Fanfics e poderá me acompanhar em mais um trabalho. Será um prazer ter sua companhia, seu apoio!
Então... não sou boa com isso de despedidas...
Acho que vou encerrar com um "Nos vemos por aí!"
Abraços! :)


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...