História Kingdom Of Glass - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Rap Monster, Suga, V
Tags 2jae, Abo, Bangtan, Drama, Gay, Jihope, Jinsuga, Jinyoon, Luta, Magia, Namjin, Omega Verse, Romance, Sekai, Sugajin, Tragedia, Vkook, Yaoi, Yoonjin
Exibições 11
Palavras 2.054
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Bishounen, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Fluffy, Kodomo, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Poesias, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shounen, Slash, Sobrenatural, Super Power, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Self Inserction, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Espero que gostem ♡

Capítulo 1 - Um reino trincado


Fanfic / Fanfiction Kingdom Of Glass - Capítulo 1 - Um reino trincado

Embaçado
O dia estava me esperando. Lindo.
Primaveris adornos a enfeitá-lo.
O talentoso sol desenhava sombras dos meus pedaços.
No outside marítimo pranchas a deslizar com surfistas equilibrados.
E eu que acabei de chegar de um sonho "desperfumado" questionei
Por que havia me acordado?
Meus olhos buscaram também o céu.
Límpido, mas estranhamente o vi embaçado.
Moacir Luis Araldi





O barulho de música que reverberava por aquela casa era alegre e contagiante, a vitrola antiga dos tempos pretéritos fazia com que a magia daquele banquete se tornasse ainda mais acolhedora, o som das risadas exageradas eram escutados ao longo das vielas e os passos de dança na sala de jantar faziam todo o assoalho tremer como se a própria casa estivesse festejando junto a seus moradores e os convidados.

 As janelas altas e de vidros que mais pareciam obras de arte, aqueles normalmente encontrados em grandes e importantes catedrais faziam com que a casa ganhasse um ar luxuoso, e requintado, tudo em um estilo vitoriano mais do que elegante, era como se a própria casa demonstrasse sua imponência perante os visitantes, paredes de puro mogno e o chão impecavelmente encerado demonstravam com exatidão o esmero dos Min pelo perfeccionismo e pela Ostentação de seus bens, não havia um morador em toda pequena cidade de Florença que não sonhasse em ser convidado para um banquete no lar do Alfa Min, mas também não havia uma pessoa além do Alfa e seu capataz que soubesse dos segredos que as paredes daquela casa tão aparentemente aconchegante guardavam.

A felicidade ali presente era praticamente palpável e de verás invejável, o patriarca da família era um homem forte e imponente, de aparência dura mas aparentemente de "bom coração" como diziam seus amigos, tinha a pele cálida e de um tom que o assemelhava aos sugadores, suas bochechas naquela noite já possuíam uma coloração rosada pela provável embriagues, o alfa estava festejando mais uma venda, mais uma conquista, mais dinheiro. Não era segredo para ninguém a ganância do anfitrião, mas para aqueles que ali estavam esse fato era admirável, a ganância do homem o levou a conquistar um riqueza sem precedentes que todos os seus convidados sonhavam em também possuir, alguns com inveja, já outros nem tanto.

As damas andavam pela sala principal com seus vestidos rodados e volume desnecessário, as gêmeas Min dançavam como se não houvesse amanhã acompanhadas de seus maridos ambos alfas e influentes na cidade como se era esperado da família Min.

 Elas não eram más pessoas apesar de não serem exatamente boazinhas, eram simplesmente comuns, por vezes fúteis e já em outras tão sensíveis quanto duas adolescentes, o sorriso doce que ambas possuíam era capaz de derreter o coração de qualquer um e a leveza em seus modos e a forma de falar remetia ainda mais a sensação de delicadeza, eram conhecidas por serem sempre alegres e sorridentes. 

Passaram metade da vida dentro de um colégio para freiras como o esperado para boas omegas da época e pouco tempo tiveram com a família, voltaram para o lar e dois anos após já estavam casadas. Amavam seus maridos de forma pura e aparentemente até inocente, nem elas sabiam dos segredos que viviam por trás daquelas paredes que se falassem poderiam com toda certeza botar algumas pessoas em sérios problemas. Nunca foram contra as ordens do pai e o amavam com todo o seus corações, ele as tratava como princesas e elas o tratavam como o rei que aparentava ser.

Não eram do tipo que viam maldade nas pessoas, ingênuas demais talvez, a única vez que o pai as viu chorar foi quando retornaram da escola de freiras depois de cinco anos e souberam que a matriarca da família havia "Fugido" de casa pois estava grávida de outro, aquela noite elas passaram em claro chorando, e outras mais. Mas com o tempo se acostumaram com a situação, elas amavam a mãe logicamente, mas como viviam em um colégio longe da família tinham pouco contato e dor passou de forma mais branda.

Eram a luz dos olhos daquela cidade, amadas e respeitadas. Ou como apontei antes, inocentes e ingênuas de mais.

Os Min sempre foram conhecidos por sua perfeição e beleza extrema, a genética era realmente impressionante, mas nem tudo se baseia em aparências ou apenas no que os olhos vêem.

No sóton da mesma casa, alguns andares acima era possível ouvir um murmúrio baixo e rouco de alguém pedindo por ajuda, uma voz falha e chorosa, mas é claro que as risadas exageradas vindas do andar inferior ocultaram totalmente seus suspiros e súplicas.

O que muitos não sabiam é que para a completa "vergonha" do patriarca Min, seu "filho" mais jovem, ao contrário do que esperava veio ao mundo como um Ômega, e como se não bastasse tal tristeza pois não teria um alfa para levar sua linhagem a frente e continuar honrando o nome da família o caçula ainda havia levado o último suspiro de sua linda e "amada" esposa, que não suportou o parto complicado e prematuro do pequeno Ômega. Para o patriarca aquele "Omega" significava o fim de sua felicidade e o início de suas dores, significava seu ódio, e nele eram descontados todos os seus rancores.

Ninguém jamais imaginária tal situação sendo o senhor Min um homem tão culto e benevolente, mas vale lembrar que não devemos julgar um livro pela capa, acrescentando também que existem por aí muitos lobos em pele de cordeiro, e também que quando o ser "Humano" deixa de lado toda a sua "Humanidade" ele não se importa mais com os da "Mesma espécie".

Aquela noite ele chorava baixo e mordia os lábios para não gritar por ajuda, acabará de entrar no cio e não tinha ninguém para o auxiliar, mas preferia esperar que a dor passasse em silêncio, faria de tudo para manter a consciência, de tudo para se manter o mais silencioso possível. Tinha medo, muito medo, nos últimos tempos foi obrigado pelo pai a passar o cio com o mesmo e em sua concepção não havia algo em sua vida toda que odiasse mais do que os toques do próprio pai sobre seu corpo, e em seu cio sabia que por momentos perdia o controle e sentia nojo de seu corpo por aceitar aquilo calado, ele se odiava por todas as vezes que hesitou em matar o mais velho, mas depois que seus cios começaram esse ódio se intensificou ainda mais, o mataria com as próprias mãos quando tivesse a oportunidade e o mais velho sabia disso, por isso a meses não abre a porta daquele maldito sóton, a meses o alimenta pela portinhola minúscula no batente da porta, a meses o pequeno Min se prepara para fugir.

Se seu pai havia perdido a sua própria humanidade com Yoongi ele havia feito pior, havia arrancado ela dia após dia, uma tortura lenta e severa, ele não conhecia a bondade, não além das páginas surradas de alguns livros antigos.

Livros, isso é tudo sobre o que ele sabia e conhecia, seu "pai" como todos diziam era realmente um homem culto, e no sóton aonde o Ômega era mantido refém se encontrava uma espécie de dispensa destinada apenas para livros, dos clássicos aos de história, biologia e matemática, ali havia de tudo, e também tudo o que Min Yoongi conhecia.

Seus dias naquele local frio e solitário eram gastos na maior parte do tempo entre as traças, as páginas velhas e gastas eram responsáveis pelo que ele poderia chamar de "Conforto" mas definitivamente não era "felicidade", aliás palavra está que ele só sabia por definição teórica, assim como a distante e sonhada "Liberdade". Por vezes o garoto de tez pálida sentiu inveja até mesmo dos animais que ele via através de uma janela suja e pequena, ali era por onde ele via o "Mundo" que até então parecia tão pequeno quanto ele mesmo em sua realidade, mas era tão grande quanto o universo em sua mente.

E foi lendo um destes livros que se apaixonou por uma estória incomum, um romance criado a muito tempo cujo nome do autor não constava em local algum pois a capa ele nunca chegou a encontrar. O livro mais parecia um diário, além de antigo também era escrito a mão, a maior parte das palavras em uma linguagem rebuscada e complexa, no início ele necessitava do dicionário para entender toda a estória, mas depois de certo tempo ele se acostumou com a grafia e a linguagem assim se apaixonando mais por todo aquele enredo.

Uma estória de reis e rainhas, reinos e guerras, paixões e desventuras, amores impossíveis e um final até então não escrito e isso o deixava mais do que irritado, o deixava frustrado e por vezes até o levava as lágrimas, ele queria saber o que realmente havia acontecido, mas se o diário havia parado por ali decerto que o fim havia sido trágico e isso o deixava ainda mais inquieto, será que está "liberdade" existia apenas no dicionário mesmo. Por vezes ele se colocava no lugar dos personagens e compreendia a sensação de ser incapaz, de não haver esperanças, de estar em um beco sem saída, definitivamente sozinho em meio a mais aterrorizante escuridão.

Todos nós temos nossos fantasmas e os fantasmas de Yoongi eram gigantescos, só não eram mais gigantescos que seus problemas reais, que sua infelicidade real, seu rancor, ódio, amargura isso sim era ainda mais medonho do que a pior das solidões e celas escuras.

Por isso aquela estória o cativava tanto, mas o deixava também infeliz pelo menos o personagem do livro havia se apaixonado, e havia sido amado de volta de forma intensa e verdadeira. O pequeno nunca havia provado de tal sentimento mas sentia aquecer seu peito todas as vezes que folheava aquelas páginas, com doces palavras e depoimentos intensos.

Um de seus trechos favoritos era o da primeira declaração de amor ali anotada.

".... Sinto-me como se estivesse a deriva em alto mar, sem um navio ou caravela para me manter seguro, Sinto-me perdido em tantos devaneios opostos preenchidos por paradigmas e sobrecarregado de suspiros.

Minhas lamurias ah tempos vem me causando certo incomodo, vida infeliz está a minha, enamorado pelo proibido, desejando tão veementemente aquilo que nunca será de minha posse que sinto meu peito arder e se partir em estilhaços que me perfuram a garganta, por fim me impedindo de respirar.

Tal sentimento agonizante também por vezes me leva a ter sorrisos tolos estampados em minha face, por vezes penso eu que posso lutar contra o mundo usando apenas uma mão enquanto que com a outra mantenho entrelaçado os dedos do objeto de meus devaneios, o quão eu tolo eu posso ser ?

De certo que ainda ei de padecer por este amor, mas creio que não serei capaz de outra vez reprimir meus instintos, não quando de maneira tão exacerbada ele me mira e me rouba o fôlego, não quando ele se insinua andando praticamente nu a minha frente como forma de me provocar.

Como podes ele estar a pensar que isso terá outro fim que não seja trágico?

Como posso eu me impedir de naufragar sendo que estou a deriva ? . Completamente perdido, inundado e afogado em todas as sensações que outrora ele me causa.

Não posso iludir-me, mas também não posso mais negar tal sentimento que pulsa tão forte em meu interior.

Declaro aqui que estou louco, com certeza incapacitado de minhas qualidades mentais, estou disposto a morrer em nome deste amor, assim como estou disposto a viver todos os milésimos de minha vida sabendo que amei e fui amado com tanta verdade e coragem.

Sei que me custará caro, mas quantas outras vidas poderei viver para amar tão intensamente ?

Eu nada conheço sobre o mundo, menos ainda sei sobre o amor além de que trás junto dele toda a felicidade e todo o infortúnio inimaginável.

Espero com todo meu coração de apaixonado que meus dias ao lado de meu amado não possam ser contados, peço aos céus ou aos infernos que seja, que esse amor não se torne nossa ruína apesar de tal fato estar tão completamente óbvio em minha face.

Tudo o que sei é que irei encarar de frente tudo o que acontecerá, lutarei até não mais poder, e amarei como nunca, amarei tanto e tanto o farei me amar que se possível as estrelas do céu serão em menor número perto de nossos incontáveis beijos.

O amarei por todo o sempre, além da vida e da morte.

Eternamente Seu, Kim Seok Jin.

..."


Notas Finais


Quem será que escreveu o livro falando sobre seu amor para o Jin em ?

Teorias ?

Rsrsrs


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