História Kira Chronicles - Red Sand - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Anjos, Aventura, Corrupção, Drama, Luta, Magia, Poderes, Romance, Universo Alternativo
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Palavras 3.295
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Os primeiros capítulos são parecidos com os antigos, a mudança já vai acontecer.
O próximo sai depois de amanhã.
Boa leitura.

Capítulo 2 - A diretora dos Olhos Escarlate


Fanfic / Fanfiction Kira Chronicles - Red Sand - Capítulo 2 - A diretora dos Olhos Escarlate

O dia seguinte foi á marca do que se tornaria uma rotina para Kira: Ser acordado pela mãe já que ele não consegue acordar sozinho, se arrumar, comer algo e ir para a escola. Chegar no prédio e ser abordado por Lisanne.

-E então, como foi sua noite? Estudou bastante? – Kira bufou, ainda com cara de cansado, enquanto eles caminhavam em direção á sala de aula. Os olhares ainda caíam sobre o garoto, mas ele estava aprendendo a ignorar.

-Que nada, bati na cama e apaguei sem nem ao menos comer. Acho que você é a única que chega em casa depois de um dia de aula e vai estudar.

-Aposto que não sou, mas realmente acredito que tenho que tirar um tempo para não fazer nada, só não consigo procrastinar de tamanha forma.

-Eu não gosto tanto assim de ser preguiçoso, mas é mais forte do que eu... – A garota soltou uma risada.

-É o que todos dizem. Deixando isso de lado, vamos entrar aqui por um instante – Lisanne apontou para uma grande porta de madeira, com um D banhando á ouro encravado no centro, o material era refinado e mostrava um pouco da riqueza do colégio, ainda mais com a sala sendo bem em frente á gigantesca estante de troféus.

-Como me arrastou para cá sem eu perceber?

-Você não conhece o colégio e me segue para qualquer lugar, foi bem fácil. Enfim, esta é a sala da diretora – Kira continuou a fitar a porta.

-Então vamos – O garoto bateu na porta e a diretora autorizou a entrada. Eles o fizeram e a primeira coisa que o Akasuna percebeu foram os olhos escarlates da senhora, algo que o era tão familiar quando o nome dela. Kira e Lisanne se sentaram lado a lado na frente da superior, que tirou os óculos de leitura e os encarou.

-A que devo vossa presença? – Os dedos desgastados da diretora se entrelaçaram diante sua boca.

-Vim aqui entregar os papéis que a senhora pediu, e também apresentar o senhor Kira – Lisanne apontou para seu amigo, que acenou.

-É um prazer, meu nome é Dominiqué Laurence, sou a diretora do Magna Opus – Ela deu um sorriso e cumprimentou o jovem.

-Sou Kira Akasuna, o prazer é todo meu – Os olhos de Dominiqué brilharam diante da verdade em que os boatos se transformaram.

-Então veio mesmo, és o mais novo dos Akasuna? Achei que era apenas um garoto qualquer – Kira negou. Muitas pessoas ao redor do globo colocam os nomes de seus filhos de “Akasuna” em homenagem á família original, por isso a diretora não havia ligado muito para a presença de um Akasuna no colégio, ao menos até agora.

-Tenho uma irmã que é mais nova, mas ela ficou na Ásia, e meu irmão, bem... – Kira abaixou a cabeça ao lembrar-se do destino injusto que o mais velho levou.

-Ahh, o pequeno Tsuki... Suponho que ele não esteja mais tão pequeno assim. Fico bem feliz de ter um Akasuna aqui, me lembra dos bons tempos que passei com seu avô – Ele arqueou a sombra celha.

-Você o conheceu? – A mais velha começou a sonhar acordada, lembrando-se dos tempos que já se foram.

-Sim, nos conhecemos desde a Grande Bomba. Eu era bem jovem naquela época, e virei amiga de Kenneth após a morte da minha mãe. Ela foi uma das cientistas que ajudou seu avô a construir a bomba, mas morreu alguns anos depois, passando os Olhos.

-Então é mesmo uma portadora? – Kira podia tirar essa dúvida apenas olhando nos olhos de Dominiqué.

-Sim, assim como seu irmão. Mas isso é assunto para outro dia, precisam voltar para a sala de aula, conversamos outra hora.

-Tudo bem, vamos Kira – Lisanne se levantou imediatamente sem dar chances para o garoto falar mais nada, eles então saíram do local e seguiram para a turma.

Os dois foram os últimos a chegarem na sala de aula, e claro que Ollie havia tomado o lugar que ele queria, bem atrás de Mary’Anne, fazendo Lisanne e Kira sentarem atrás dele. Kira não sabia muito sobre seu avô, afinal não havia nem mesmo visto o rosto dele pessoalmente sequer uma vez, a única coisa que ele sabia era o dito nos livros de história, além de mais algumas coisas que sua mãe havia dito, nada muito estrondoso. Kenneth cientista prodígio, Kenneth o louco, Kenneth Rei, Kenneth o imortal. Porém isso não interessava Kira, ele queria apenas uma vida normal, a vida de um adolescente no colégio.

As aulas passaram tão cansativas como as do dia anterior, mas Kira já se acostumava com o clima acelerado do local. Novamente no intervalo, novamente sozinho em seu armário, ele ainda não havia feito mais amigos além dos de ontem, ninguém queria ser amigo de um Akasuna, ainda mais com a notícia da prisão de Tsuki, mas isso não significava muito para ele, sempre foi bom de papo, mas nunca teve muitos amigos. Ele fechou o armário e se encostou no mesmo, observando os outros alunos e percebendo que ele nunca teve uma namorada. Pode parecer uma coisa boba, mas Kira realmente não teve contato com nenhuma garota que tivesse sentimentos amorosos por ele, é claro que ele já teve amigas, mas somente isso, as chamadas “amigas de luta”. E assim Kira estava mais uma vez perdido em seus próprios pensamentos, até uma garota chamar sua atenção, ela tinha uma aparência bizarramente normal, era apenas uma jovem com o corpo feito de água e aquilo estranhamente fascinava Kira. Sem perceber ela se aproximou dele e sorriu, se é que aquilo poderia se chamar de sorriso.

-Olá! Meu nome é Clair, fiquei sabendo que você é o aluno novo, como é seu nome? – Ela estendeu a mão de forma carinhosa e Kira abriu os braços como um louco.

-Não me toque! – A garota se assustou e todos do corredor olharam para ele, e lá se vai qualquer chance de amizade que o garoto tinha...

-Desculpe, só estava tentando se amiga – Ela recuou o braço e Kira percebeu o que tinha feito, abaixando os seus.

-Você entendeu errado, é que meu corpo é eletrificado, teríamos problemas se eu te tocasse – O garoto explicou e ela pareceu entender, mas os outros alunos não ouviram essa parte da conversa.

-Oh! Isso é bem chato. De qualquer forma percebi que você fica bem sozinho na maior parte do tempo, pode me chamar para conversar se quiser – A jovem voltou á sorrir.

-Pode deixar senhorita Clair. Á propósito meu nome é Kira, Kira Akasuna – Ela assentiu.

-Eu já sabia, só queria confirmar. Você está ficando bem famoso nos corredores do colégio.

-Não sei se isso é bom ou ruim – Eles gargalharam.

-Depende de quem fala de você. Enfim, a gente se vê – Ela acenou e seguiu seu rumo pelo corredor.

-Tchau! – Não deu tempo do garoto respirar e Mary’Anne chegou chamando sua atenção para suas mechas ruivas.

-Que teatro esse o seu, mas a Clair é uma boa pessoa, acho que foi um mal entendido? – Ele assentiu – Como pensei. Não vai comer nada? – Kira fitou os olhos azulados da garota.

-Não sinto muita fome á essa hora, além do mais já comi de manhã.

-Está me dizendo que não sente fome na hora do almoço? Isso é meio estranho – Mary’Anne cruzou os braços e o encarou com seu olhar intimidador que consegue tudo.

-Deve ser o fuso-horário – Xeque-mate, ela pareceu aceitar a desculpa.

-De qualquer forma vamos para o refeitório, só para você não ficar sozinho – Ela não esperou a resposta e o puxou pelo braço em direção ao refeitório, aquilo devolveu a moral de Kira por completo, ninguém se aproximaria de Mary desta forma e ficaria vivo para contar a história.

Eles chegaram ao imenso refeitório e se sentaram ao lado de seus amigos. Brand comia como um monstro, ele literalmente devorava o prato de comida e pegava mais rapidamente. Amy não comia nada e estava ali só para fazer companhia, assim como Kira. Já Lisanne comia uma maçã. Por mais lotado que o refeitório estivesse a paz reinava no local, a paz de alunos educados.

-Não quer nem mesmo doce? – Mary já havia voltado da organizada bancada onde eles pegavam a comida, com um prato de doce de chocolate em mãos, oferecendo a Kira.

-Não, obrigado. Lá no Japão eu fiz meio que um treinamento básico para ser ninja, e um dos fundamentos era não comer doce, pois faz mal a saúde e pode ser usado como um abrigo para possíveis venenos. Acho que eu peguei uma aversão natural a eles – Kira se lembrava das palavras do mestre Xin, a pessoa que ele mais respeita em todo o planeta, juntamente de seu irmão.

-Eu sairia desse treinamento em um dia – Brand falava com a boca cheia enquanto continuava a devorar a comida.

-Era melhor do que parece. E cá entre nós, eu não seguia essa regra a risca, comia doces escondido, mas eu duvido que meu mestre não saiba da verdade – Kira riu da própria desgraça, o tráfico de doces dentro do Monastério era o único erro grave que ele cometia.

-Quanta falta de respeito com seu mestre, senhor Kira! – Lisanne mordeu a maçã.

-E agora você vai me dizer que só come frutas e verduras?

-Sim! Sou saudável.

-Você me lembra meu irmão, ele também adora maçãs e essas coisas de nerd – Kira percebeu os restos de outras maçãs que Lisanne havia comido.

-Então ele deve ser gente boa, apesar de ter sido preso.

-Ele é bem melhor do que o Tsuki da TV, talvez algum dia você o conheça – O sinal fez com que eles interrompessem a conversa e voltassem para suas respectivas salas rapidamente, porém sempre de forma organizada e sem arruaça.

O resto do dia foi de mais e mais cansaço cerebral para Kira. Ao menos ele teve uma boa notícia, a de que a aula de educação física, que ficou muito mais interessante com a introdução dos poderes, será amanhã. Kira gosta de arrumar briga com quem é mais forte que ele, mesmo sabendo que em alguns casos ele não vencerá de forma alguma. Alguns exemplos são o mestre Xin, seu próprio irmão Tsuki e até mesmo o Rei da Ásia, Sven. Kira pode ser considerado o tipo “louco”, mas mais uma vez, ele não liga.

-Se quiserem entrar para tomar um café hoje – Eles estavam mais uma vez na rua de Kira, que fez a mesma pergunta do dia anterior.

-Bem, o livro desapareceu e eu não consegui lê-lo até o final, então hoje eu aceito – Amy sorriu.

-Eu também aceito, acho que café não faz mal a saúde... – Lisanne corou e desviou o olhar.

-Já disse que não gosto de café, então acho que vou seguir meu rumo – Kira olhou para Brand e lembrou de algo no mínimo... Interessante.

-Sabe Brand, dizem que minha mãe é a mulher mais rápida do mundo. Você com certeza que chamar ela para correr – Os olhos do loiro se encheram de brilho, era uma oportunidade única de enfrentar alguém á seu nível.

-Qual a sua casa mesmo? – Kira sorriu e os guiou até os portões de sua humilde casa, mais humilde do que o esperado de uma família tão poderosa.

O grupo entrou na moradia dos Akasuna e foram recebidos pelo pai de Kira, que havia voltado mais cedo do trabalho. Por mais que seja um demônio Robert não precisa passar um ar de mal, mas ele passa mesmo assim, já é costume.

-Ei pai, trouxe uns amigos, tem algum problema? – Robert olhava o grupo com uma feição no mínimo assustadora, intimidando os três.

-Deveria ter dito que traria a janta – Ele não estava brincando e manteve o olhar, já começava a assustar as garotas quando percebeu que ia longe demais, até que ele subitamente mudou para uma feição alegre – Brincadeira, sem problemas! Vou chamar Skyie – O pai subiu as escadas á procura de sua esposa.

-Ele é estranho – Amy comentou baixinho, com medo que Robert ouvisse.

-Não se preocupem, ele não machuca ninguém. Sintam-se á vontade para fazer o que quiserem, vou guardar minha mochila – Eles assentiram e começaram a “explorar” a casa dos Akasuna, enquanto Kira foi para o quarto deixar a mochila. Skyie começou a preparar algo para eles comerem e se apresentou devidamente aos amigos de seu filho.

-Então você é a filha do grande Kenneth? Isso é incrível – A curiosidade de Lisanne nunca havia ido tão alta com apenas uma família.

-Sou sim, mas não é lá essas coisas – Skyie deu um sorrisinho, ela gostava de ser reconhecida como a filha de Kenneth, mesmo que ela também tenha os próprios méritos. A mulher arrumava a mesa com o lanche e o café.

-Ele era legal? – Amy também estava curiosa, afinal estamos falando de Kenneth Akasuna, o cara mais forte da história.

-Para falar a verdade ele era meio rabugento, mas era gente fina, mas realmente, ô homem para reclamar de tudo – Eles caíram na gargalhada com o jeito que Skyie pronunciou as palavras, ainda estavam abismados com a humildade desta que é provavelmente a família mais conhecida no planeta.

-Kira me disse que você é bem rápida. Aposto que não é mais rápida do que eu – A feição de Skyie mudou repentinamente. Se tem uma coisa que ela e Brand tem em comum é o amor por correr.

-Eu venci o campeonato internacional de corridas 5 vezes, sim eu gosto de correr – Skyie cruzou os braços e Brand fez o mesmo enquanto os dois se encaravam.

-Aposto que sou mais rápido.

-Aposto que não é, garotinho.

-Me chamou de garotinho? Quero ver se consegue vencer do “garotinho” na corrida! Vovó! – Brand fez as aspas com os dedos e a mulher foi ao delírio.

-Então vamos, do começo ao fim da rua, quem perder tem que andar com as mãos pelo resto do dia! – Skyie lançou o desafio para o loiro.

-Eu aceito! – Brand cerrou os punhos.

-Depois o infantil sou eu – Kira descia as escadas tranquilamente.

-Acho que sabemos a quem você puxou – Amy olhava seu irmão ir correndo até o lado de fora da casa.

-Se é assim, tudo bem! – Skyie seguiu o loiro para o lado de fora enquanto Kira terminou o que sua mãe havia começado na cozinha.

-E então Kira? Nenhuma sala secreta ou passagem para uma sala de armas por aqui? Biblioteca com todos os segredos do planeta ou uma câmara que guarda o corpo do seu avô? – Os três estavam sentados na mesa tomando café.

-Não, só uma casa normal – Kira bebeu um pouco do quente café – Na verdade temos sim uma biblioteca que guarda alguns livros importantes, mas nada que eu possa amostrar – A baixinha bufou em forma de decepção, tanto conhecimento que ela não pode tocar.

-Para uma família conhecida pela riqueza e poder, é uma casa bem humilde – Amy olhava os detalhes da cozinha.

-Depois que meu avô morreu Vladmir assumiu o trono sem que minha mãe pudesse contestar, foi dito que ela não poderia governar pelo fato de ter acabado de dar a luz á meu irmão. Basicamente sofremos um golpe, mas minha mãe não reivindicou o trono até hoje, ela meio que prefere essa vida mais pacata.

-Sabemos da trágica história, caro Kira. E seu pai? Ele é um guarda real, não é? – Lisanne continuou com as perguntas.

-Sim, é um dos guardas da Casa Branca – Robert apareceu na porta da cozinha como uma assombração.

-Não só um guarda, sou o guarda oficial de Richard! – Richard é o Rei da América, um velho rabugento conhecido por contar mentiras.

-Não entendo. Se ele é tão forte, para que precisa de um guarda? – Lisanne olhava para Robert.

-Eu sou basicamente o cara que descobre e elimina espiões e outras ameaças escondidas contra Richard – O barulho das latas de lixo caindo pela rua parou a conversa por um momento, até eles perceberem que os culpados foram Skyie e Brand.

-Parecem duas crianças – Robert olhava as marcas no chão da rua.

-Ela é sempre assim? Deve ser uma super mãe!

-Skyie sempre foi brincalhona, e me ajudou muito a sair de uma época difícil da minha vida. Alguns dizem que ela usou sua faísca para incendiar o carvão que era meu coração, mas isso é só uma brincadeira – Robert respirou fundo e caminhou até a sala – Se precisarem de alguma coisa eu estarei no meu quarto, até mais ver! – Ele subiu os degraus apressado.

-Seu pai é realmente muito estranho – Amy ainda estava inconformada.

-Ele não gosta muito de conversar, é um veterano de guerra meio pirado – Kira mentiu de certa forma. Skyie abriu a porta sorridente e foi em direção a cozinha, sendo seguida por Brand, que estava andando com as mãos.

-Como entender essas crianças? – Depois de muito gargalhar ela pegou um pouco de café e se sentou ao lado de Lisanne na mesa.

-Não valeu, eu não estava pronto! – Brand estava irritado.

-Pode andar normalmente, eu estava brincando sobre a aposta – O loiro negou com a cabeça.

-Eu mantenho minhas promessas! – Ele se sentou normalmente na cadeira – Acho que isso está permitido, você não disse nada sobre sentar com as mãos! – Skyie gargalhou.

-Faz sentido.

-Bem, de qualquer forma já estamos de saída – Lisanne se levantou sendo seguida de Amy e de um chateado Brand de cabeça para baixo.

-Mas eu acabei de sentar! – Disse o loiro com sua alta voz.

-Ninguém liga, e além do mais você disse que não gosta de café – Amy cruzou os braços, pensava em como iria para casa com seu irmão desse jeito.

-Ah... – Brand se despediu de Skyie e saiu ainda andando com as mãos.

-Foi um prazer te conhecer senhora Skyie! – Lisanne sorriu para a mãe de Kira, que retribuiu.

-O prazer é todo meu. Fico feliz em ver que Kira fez bons amigos, ele é meio cabeça oca para essas coisas – O garoto olhou indignado para a mãe.

-Pode ter certeza que seremos ótimas amigas – Amy olhou de soslaio para Kira e soltou um sorriso.

-Isso mesmo! Agora devemos ir, até mais! – Lisanne se despediu e sua amiga fez o mesmo, com isso as duas saíram da casa e seguiram para as próprias. Skyie olhou para seu filho e bagunçou o cabelo dele.

-Continue assim. Eu disse que ninguém suspeitaria de nada.

-Ainda me sinto mal, quero contar para ele quem eu realmente sou, mas eles não vão me aceitar mais – Skyie bateu na cabeça dele.

-Eu já te disse que esse não é seu verdadeiro eu. Kira Akasuna não é um demônio! Você deve ser mais forte do que ele!

-Tá bom... – Kira nunca sofreu por causa do demônio que tem dentro de si, mas já perdeu amigos preciosos que se afastaram dele quando descobriram a verdade, ou mesmo que perderam a vida ao descobrirem a verdade de outra forma...

-Agora vá, eu sei que você tá doido para ficar jogando que nem um idiota – Skyie deu uns tapinhas no ombro do garoto, que sorriu e correu para o quarto. A mãe respirou fundo antes de continuar seus afazeres, ela queria o melhor para seus filhos, porém um foi preso, o outro é inseguro e a última tem seus problemas com apenas quatorze anos, tudo isso deixa Skyie enlouquecida.

Kira passou o resto da noite jogando e ficou até de manhã online, conversando com seu mais novo amigo, alguém que se identifica pelo nome “Faded-“, enquanto Kira usa “_|_5uk1”, a conta abandonada de seu irmão. Os dois conversaram e jogaram por toda a noite, Kira até mesmo suspeitou que fosse seu irmão brincando de espionagem pelo linguajar de Faded-, mas ele descartou a possibilidade ao ver Faded- jogando, era bem melhor do que Tsuki, e por mais optimista que o jovem fosse ele sabia que não tinha como seu irmão sair da prisão.

Continua.


Notas Finais


Não revisado feelsbadman
byebye


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