História Kira Chronicles - Red Sand - Capítulo 4


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Anjos, Aventura, Corrupção, Drama, Luta, Magia, Poderes, Romance, Universo Alternativo
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Palavras 6.025
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Sci-Fi, Shounen, Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Agora o bagulho fica louco
Próximo capítulo amanhã (provavelmente de manhã ou de noite, talvez eu poste ainda hoje)
Boa leitura :)

Capítulo 4 - O poder da Besta


Fanfic / Fanfiction Kira Chronicles - Red Sand - Capítulo 4 - O poder da Besta

O primeiro dia de treino estava entre nós e Kira tratou de usar toda a sua disposição para acordar cedo, esperou seu pai chegar do trabalho no amanhecer e o avisou sobre sua “nova casa”, Robert foi tão indiferente quanto Skyie, e apenas relembrou o jovem de que se ele tiver um filho a criança provavelmente nascerá deformada. Pronto para a “viagem”, Kira foi a toda velocidade pelas ruas de Nova York em direção ao prédio mais alto da cidade, que por coincidência eram os escritórios da empresa de Anthony. Ele usou da visão 360º perfeita que tinha da cidade para procurar a casa de Mary’Anne, e deduziu que a grande mansão que estava bem de frente para o mar e sob a visão da sala do presidente era a casa da ruiva. Sem medo de causar desordem pela cidade usando de seus poderes ele chegou á campainha em segundos e a tocou, a mesma foi atendida por Mary’Anne na mesma velocidade que Kira apareceu ali.

-Está atrasado – Mesmo que Mary’Anne quisesse surpreender, ela quem se surpreendeu com a aparência mais “renovada” de seu amigo, não sabia que ele levaria tão á sério o papo de se vestir como um mendigo.

-Como estou atrasado? São 6:03 da manhã!

-Deveria ter chegou ás seis, está atrasado.

-Mas não especificou horário, e eu não sabia o local da mansão Bonggiovanni.

-A.T.R.A.S.A.D.O! – Kira bateu o pé no chão, irritado como uma criança que acabara de perder seu brinquedo favorito.

-Vai me deixar entrar ou não? – Ele esbravejou.

-Não tenho escolha – Ela abriu caminho para o verdadeiro paraíso que era a mansão Bonggiovanni, e Kira só havia visto o jardim de entrada.

Um estreito corredor de árvores guiava para vários caminhos; dentro da mansão, o lado oeste, o lado leste e o campo no lado norte, local onde eles se dirigiam. Kira nunca ligou para flores, mas não precisava ser um especialista para dar certeza de que as beldades no jardim de sua amiga eram das mais raras no mundo.

-Fala assim, mas tem que admitir que está toda feliz por ser eu ao invés de Ollie.

-Fazer o quê? – Ela abriu os braços com uma expressão de “só me restava você”.

-Onde começamos? – Kira perguntou.

-Começamos com você botando outra roupa, aposto que essa custou toda sua grana anual e você não quer sujá-la – Eles continuavam a caminhada pela trilha interminável.

-Ei! Eu tenho dinheiro, não tanto quanto você, mas já dá para o gasto.

-Qualquer um que não tenha mais dinheiro do que eu é, automaticamente, mais pobre do que eu. Concorda? – Ela abriu a porta para saírem do mar de flores onde estavam e chegarem ao grande campo plano com um precipício que beirava as ondas do mar.

-Não adianta ter bolso rico e alma pobre, uma corroerá a outra. O que aconteceu com você? Está mais esnobe – Mary’Anne coçou a nuca em sinal de lamentação.

-Eu sinto muito. É que quando fico muito feliz eu acabo por fazer essas coisas – Ela soltou um sorriso envergonhado.

-Entendo. Essas coisas não me ofendem, mas podem o fazer com uma pessoa que você ama, é sempre bom maneirar. Agora vamos começar esse treino – Kira tirou a jaqueta e o cachecol, ficando somente com a blusa sem mangas branca que realçava seus poucos mais definidos músculos e suas faixas. Ele havia mudado de ideia quanto á calça jeans, então usava uma calça de pano largo que ganhou no monastério, de cor cinza.

-Primeiro você precisa saber que meu forte é a defesa. Posso criar uma espécie de caixão ao meu redor feito dos materiais mais resistentes do mundo, é praticamente impenetrável.

-Isso significa que eu atacarei?

-Mas é claro, paspalho! Você tem muito mais velocidade e habilidade de luta do que eu, pode atacar nossas presas enquanto lanço uma saraivada de tiros ou faço outro caixão para te proteger.

-Entendido, acho que não dará errado.

-Se der não serei eu quem sairá machucada – Mary’Anne cruzou os braços.

-Que alívio! – Kira disse sarcasticamente e tentou golpear a garota no rosto, mas sua mão foi parada por uma maciça parede invisível, que mudou a expressão do Akasuna imediatamente.

-Boa tentativa, devo admitir – Mary’Anne bateu palmas da forma mais irônica já vista.

-Isso dói! – A voz de Kira mal saiu em meio aos gemidos de agonia.

-Se quer treinar dessa forma – Mary’Anne fez um sutil movimento com a mão e Kira foi marretado no estômago pelo invisível, indo ao chão no ato.

-É injusto! Não posso ver de onde vem.

-Chamamos isso de “vantagem” – Ele tomou um tom mais sério, deveria mostrá-la que é realmente forte.

-Blitz! – Kira se envolveu em sua aura azul e desapareceu, deixando apenas um rastro de poeira para trás. Ele se movia aleatoriamente pelo campo e em alguns momentos tentava atacar a defesa impenetrável da ruiva.

-Bem esperto, eu também não consigo atacar o que eu não vejo.

-Parece que temos um impasse – Kira reapareceu na frente dela, abaixado e preparado. Mary’Anne fez outro movimento sutil com a mão e tentou esmagá-lo no chão, mas ele percebeu e saiu do local antes que a bigorna o acertasse - Blitz Messer – Kira esticou os dedos do braço enfaixado e os cobriu com raios para deixa-los afiados como uma faca de pura energia elétrica. Ele golpeou a defesa invisível provocando um grande estrondo e várias faíscas, mas nada de quebrar. – Como isso é possível? É uma maldita faca de raios!

-Nunca vai destruir minha defesa se atacar assim, precisa atacar com tudo de uma vez só, caso contrário ela se reconstruirá antes que você possa chegar á mim.

-Vejam só o que temos aqui! Duas crianças brincando – Um garoto ruivo de olhos azuis chegou ao campo acompanhado de uma garota de cabelos igualmente azuis e vestido. A expressão de Mary’Anne mudou de feliz para irritada em um instante, e Kira desativou sua aura.

-Eu disse para não vir aqui hoje, Cody! – Kira ligou a aparência dos dois e supôs que eram gêmeos, mas logo eliminou tal possibilidade.

-Estou passeando com minha namorada, algum problema nisso Anninha? Vejo que está fazendo o mesmo com o seu! – A ruiva corou brevemente com as palavras do irmão, mas voltou ao humor anterior.

-Kira não é meu namorado seu babaca! Ele é minha dupla, e se não percebeu nós estamos treinando! 

-Podemos ajudar se vocês quiserem – A namorada de Cody disse com uma voz doce e suave, agradável para qualquer ouvido.

-Não precisa, obrigado Sonita – Mary’Anne sorriu.

-Estaremos dentro de casa caso precisem de algo, e eu tenho certeza de que precisarão – Cody deu uma risada maléfica e foi para dentro da mansão seguido de sua namorada.

-Seu irmão não bate bem da cabeça – Mary’Anne aproveitou que Kira estava distraído olhando para o casal e o golpeou com um grande martelo, arremessando-o em direção ao mar, mas o garoto conseguiu volta á terra firme antes que se molhasse.

-És realmente bem rápido, acho que é o homem mais rápido do mundo – Mary’Anne foi sincera ao elogiar Kira. No fundo ela tinha o sentimento de que ele poderia ser o adolescente mais forte do Estado.

-Nem chego perto. Rivaille da Europa é mais rápido que eu.

-Verdade, ele é o Líder do Raio...

-Sabe, queria experimentar com você algo que nunca tentei – Kira estalou os dedos e se aproximou dela como um maníaco, mas foi ordenado a parar.

-Não vem coisa boa – Ela estava com a palma da mão dirigida á ele.

-Já ouviu falar em infusão de energia?

-Pretendo continuar sem saber o que é.

-É simples, eu coloco minha energia em você e você coloca essa energia nas coisas que você cria, deixando-as mais rápidas e letais.

-Já pensou na possibilidade de eu morrer eletrocutada? – Não.

-Sim – Ele mentiu - Mas seria apenas uma fatalidade – Mary’Anne estapeou o rosto dele.

-Mais respeito! Eu não vou arriscar minha vida nisso!

-Estou apenas brincando, você não corre risco nenhum. Estarei te dando minha energia interior, não te eletrocutarei ou coisa do tipo – Mary’Anne pensou um pouco e chegou a uma conclusão justa.

-Se conseguir quebrar minha barreira eu deixo você fazer essa loucura – A ruiva empurrou Kira e refez sua barreira com um sorriso sádico no rosto.

-Sério? É praticamente impossível destruir sua “casinha”.

-Se não consegue passar pela minha defesa, nunca passará pelas defesas do combo Vitek-Lloyd – Mary’Anne estava de braços cruzados e Kira com cara de dúvidas – o Combo Vitek-Lloyd é como chamamos a dupla Scarllet Vitek e Alice Lloyd – Ela respondeu antes que ele perguntasse.

-OK, combinado, se eu passar da sua barreira eu posso te usar como cobaia. Espero que seja mais fácil do que pareça – Kira bateu os punhos e se preparou – Blitz Coup – Ele abriu as mãos e golpeou a suposta frente da barreira de uma só vez, mas nada além do estrondo dos trovões foi ouvido.

-Não.

-Blitz Hammer – Ele se distanciou e juntou as mãos em um só punho fechado, e com toda a velocidade ele socou a defesa impenetrável, que continuou de pé - Isso é impossível.

-Mais forte – Mary’Anne estava relaxada de braços cruzados dentro de sua fortaleza pessoal.

-Kira B – Kira carregou sua energia em seu punho enfaixado e começou á correr em círculos ao redor da barreira, absorvendo mais e mais energia, e após cinco segundos de corridas circulares Kira golpeou o “caixão” por trás. Kira socou a barreira forte o suficiente para abrir um buraco, o problema é que ele conseguiu parar apenas parte da velocidade, então acabou atingindo Mary’Anne no ombro e a derrubando com uma grande queimadura. O desespero no coração do garoto logo foi extinto: Era hora de manter a calma.

-ARGH! – Ela berrou enquanto estancava o sangramento com a mão direita. Kira se jogou ao lado dela e colocou as mãos em cima da ferida.

-Calma, não se preocupe, eu vou dar um jeito! – Mary’Anne chorava como uma criança até Kira amenizar a dor com seus toques milagrosos. – Vou chamar alguém.

-Não... Meus pais não estão em casa... E Cody não é tão responsável assim...

-Então o que devo fazer? – Mary’Anne se agarrou no pescoço dele com o braço restante e ele a segurou de vez em seus braços, tentando ao máximo não deixar que o desespero tomasse sua mente.

-Me leve para meu quarto... – Ele assentiu e mesmo que não soubesse onde ficava o cômodo o garoto a levou para dentro da mansão e foi guiado por ela até o último andar. Com apenas duas portas ele entrou na da esquerda e se deparou com um gigantesco quarto roxo com direito a tudo. Um armário que tomava toda uma parede, uma cama de casal confortável com a parede de fundo sendo de vidro e vista para o mar, além de um computador de última geração e um banheiro. Kira colocou-a calmamente na cama e se acalmou um pouco.

-Vai ficar tudo bem – Ele desapareceu e em instantes voltou para o quarto com sua bolsa, remexeu-a e pegando um pequeno frasco com um líquido verde dentro – Com licença – Mary’Anne estava em transe graças as anestesias de Kira.

Ele tirou a blusa preta da garota calmamente e jogou-a para o outro lado da cama, em seguida ele virou-a de bruços e desatou os restos mortais do sutiã dela, que também foi atingido pelo golpe. Kira então pingou apenas uma gota e nada mais do fortíssimo remédio que tinha no frasco, e logo começou a pressionar a ferida com as duas mãos.

Mary’Anne gemia alto, Kira não podia fazer nada, se desse uma “anestesia” mais forte do que a que tinha feito Mary’Anne correria riscos de ficar paralisada para sempre, então ele apenas continuou a massagem. A cada vez que Kira pressionava na ferida era um gemido alto da ruiva.

Ela não ligava em ter um cara massageando seu corpo seminu, ele não via nada demais mesmo, e ela confiava em Kira a ponto disso. Já Kira conseguia se controlar facilmente em frente a uma mulher nua, ele havia feito vários treinamentos e testes, tanto em corpos masculinos quanto femininos, várias mulheres já haviam passado pelo tratamento do “doutor Kira” no monastério.

-Sai de cima dela seu pervertido! – Cody arrombou a porta do quarto e apontou para Kira, que levantou os braços se rendendo. Não precisava dos ouvidos aguçados de Sonita para ouvir os gemidos de Mary’Anne, e o Akasuna deveria agradecer que Anthony não estava em casa.

-Não é o que parece! Ela acabou se machucando no treino, estou apenas curando a ferida! – Kira tentava argumentar com Cody enquanto Mary’Anne ofegava mais e mais na cama. O irmão dela se aproximou dos dois, ainda apontando seu dedo para Kira, este que não ousaria bater de frente com um cara que pode explodir coisas.

-Saia da minha casa – Cody disse, Kira pegou sua bolsa imediatamente, mas não saiu.

-Se eu sair agora as chances dela morrer são altas.

-Sai! – O Akasuna se levantou e foi andando calmamente na direção da porta, mas Mary’Anne interrompeu os dois.

-Deixe que ele fique Cody, e retire-se do meu quarto, Kira sabe o que está fazendo – Relutante demais até para falar algo e inseguro ao ponto de continuar apontando a “arma” na direção de Kira, Cody hesitou.

-Vamos amor, se ela diz que ele consegue, só podemos confiar nela – Sonita abraçou Cody de lado, tentou tirá-lo do quarto e conseguiu, mas não antes dele avisar á Kira.

-Já sabe o que acontece se der errado, não é? – O Akasuna assentiu e Cody se foi. Kira logo voltou para Mary’Anne, mas ela novamente o interrompeu antes que ele pudesse continuar com a massagem de dor infernal.

-Estou me sentindo melhor... – Era o que ela acreditava, mas o remédio que Kira havia passado só servira para tapar parte do buraco no ombro da garota, e caso ele desse mais a dose seria suficiente para matá-la de vez. Mary’Anne não havia sido apenas perfurada, mas também eletrocutada e já estava alucinando.

-Tudo bem... – Ele saiu para o banheiro e se trancou lá para pensar, se ela desmaiasse poderia ser o fim não só de Mary’Anne Bonggiovanni, mas também de Kira Akasuna. Ele pensou em todas as opções disponíveis no momento, e a única que veio em sua mente foi a pior de todas. Kira desenfaixou o braço e suas várias linhas tribais tatuadas começaram a brilhar freneticamente como uma rebelião de luzes psicodélicas, suas íris ficaram vermelhas em um tom assustador e ele saiu do banheiro em direção á Mary’Anne, que ficou aterrorizada ao ver a aparência dele.

-O que?! – Ela tentou se afastar do mesmo, que a segurou com seu braço normal, em seguida ele cobriu a ferida com seu braço demoníaco.

-Vadok Nul – A voz de Kira também estava severamente mudada, um grave incrível tomara conta da pacífica voz dele. Suas tatuagens brilharam intensamente, e em poucos segundos elas cresceram e cobriram todo o ombro do garoto até chegarem á clavícula, como uma árvore que se enraizava mais e mais no solo.

Kira correu para o banheiro e conteve a fera, voltando para o seu eu normal e enfaixando o braço novamente para que as coisas não saíssem do controle. Antes que ele pudesse terminar com toda a faixa Mary’Anne entrou no banheiro, ainda um pouco debilitada, e apontou uma arma invisível para a cabeça dele, que apenas continuou a enfaixar o braço.

-O que é você? – Ela foi direto ao ponto.

-Está alucinando.

-Não estou não. Olhos vermelhos, braço tatuado, linguagem estranha e poderes de cura absurdos. O que é você?

-Efeitos do remédio que eu te dei: Alucinações e um fator de cura nessas ervas do monastério – Ele manteve a calma e não ousou olhá-la, nem pelo reflexo do espelho á sua frente.

-Meu quarto é coberto de câmeras, se eu puxar as imagens poderemos ver que era você e era real. Agora me diz: Quem é Kira Akasuna? – Ele se viu encurralado, poderia apenas fugir dali, mas se esconder para sempre não adiantaria, então se virou e abaixou o braço dela, empurrando-a de forma delicada para a cama.

-Promete que não contará para ninguém?

-Sim.

-Faremos um acordo: Se mais alguém descobrir esse segredo pela sua boca, posso e vou te matar não importa as consequências – Kira não estava brincando nem um pouco, e isso deixava Mary’Anne assustada, era a primeira vez que ela o via tão sério.

-Combinado – Mesmo hesitante ela aceitou, em seguida abriu espaço na cama para que Kira se sentasse. Ela usava da coberta para cobrir seus seios e a parte de cima de seu corpo, visto que suas roupas estavam mortas.

-Indo direto ao ponto, eu não sou um humano. Quer saber a história completa ou o básico?

-Apenas fale algo que não me faça te tirar daqui agora – Kira respirou fundo, uma tarefa nem um pouco fácil.

-Sou um híbrido, filho de uma Anja e de um Demônio – Mary’Anne estreitou os olhos sem acreditar nas palavras dele, mas deixou que continuasse – Kenneth era um Anjo que veio para terra, aqui teve minha mãe. Em uma de suas idas ao Outro Mundo ela acabou por conhecer meu pai Robert, o amor mais impuro existente, o amor que gerou a mim e meus irmãos.

-Olha, sinto muito, mas não acredito nisso.

-Tá vendo isso? – Kira amostrou as recém formadas tatuagens em sua clavícula, local onde as faixas e a camisa não conseguem tapar – Meu braço não é coberto de cicatrizes, mas sim de tatuagens. Eu tenho um demônio dentro de mim, posso pedir o que quiser para ele, mas quando peço algo esta tatuagem cresce. Quando ela cobrir meu corpo, Kira Akasuna deixará de existir.

De certo, Mary’Anne estava sem chão. Várias coisas passavam pela cabeça dela, não só a respeito de Kira, mas também sobre Kenneth e todos esses Anjos/Demônios, toda a história do mundo antigo sobre a existência dessas entidades. Que mais segredos o são escondidos da população?

-Não sei se posso confiar em você – Em um ato repentino ele se ajoelhou em frente á ela, desesperado, não poderia se dar o luxo de perder mais amizades.

-Eu juro que esse é o único segredo que eu tenho, e além do mais você com certeza esconderia esse “problema” também. Não é culpa minha!

-Você não entende! É um Demônio terrestre! Um em um milhão!

-Esqueceu a parte do Anjo? Pense bem, se você não tivesse se ferido eu não precisaria usar meus poderes para te curar e você nunca descobriria meu segredo. Não deixe que algo assim atrapalhe nossa amizade, por favor! Eu ainda serei o Kira de sempre! Não quero perder mais amigos por causa dessa maldição! – Mary’Anne ainda estava de cabeça baixa e evitava encarar o garoto, tentava entender a dor dele, mas nunca conseguiria.

-Confiarei em você, mas saiba que nem todas as pessoas querem te trair, nem todos querem seu mal – Foi a vez de Kira abaixar a cabeça.

-Já perdi muitos amigos quando eles descobriram meu segredo, não queria cometer o mesmo erro outra vez. Me sinto sozinho, abandonado.

-Deve ser difícil...

-Muito mais do que parece. Peço que ninguém descubra – A conversa dos dois foi interrompida por Lisanne, Amy e Brand, que chegaram á porta arrombada do quarto e ouviram apenas a parte do “... peço que ninguém descubra”. Além do mais, Mary’Anne cobria sua parte superior com uma coberta, e Kira estava ajoelhado entre as pernas da ruiva.

-Explicações? – Lisanne disse apenas isso, e lá se vai Kira mais uma vez.

-Estávamos treinando. Ela se machucou seriamente no ombro e eu tive que fazer uma massagem especial para curar a ferida - Amy e Brand não diziam nada, na verdade o loiro tentava não olhar para Mary’Anne.

-Quando conseguiu uma tatuagem, Kira? – Ele começou a suar, maldita hora para estar sem seu cachecol.

Kira tinha que pensar em uma mentira rápida e ao mesmo tempo evitar pensar na verdade, Lisanne poderia estar lendo sua mente e isso o preocupava.

-Eu sempre tive, mas a camisa da escola tapava – Bela tentativa, deveremos admitir, a mentira não é seu ponto forte.

-A abertura da gola da camisa do colégio é de mesma circunferência desta camisa, teríamos visto anteriormente – Kira estava cada vez mais encurralado.

-É uma tatuagem falsa! Cody já andou fazendo a mente desse moleque – Mary’Anne encobriu o Akasuna, mas os dois estariam fritos se o irmão entrasse no quarto. Lisanne pareceu não acreditar, ela sabia distinguir uma tatuagem falsa de uma real, mas a de Kira estava tão forte que ela acabou por acreditar.

-Tinha que ser o C4 para fazer essas merdas – Brand bateu na própria testa.

-Aposto que também quer uma – Amy disse para seu irmão, aos poucos o assunto se perdia.

-Talvez, mas com certeza não será com Cody – Mary’Anne se levantou, ainda segurando a coberta para se tapar.

-Saiam do meu quarto por obséquio. Preciso me trocar – Ela expulsou á todos e criou uma barreira invisível que impedia os mesmos de até mesmo se aproximarem da porta do cômodo.

-Agora diz a verdade Kira, vocês estavam fazendo coisas indevidas naquele quarto, não estavam? – Amy olhou com suspeita para o garoto.

-Não! Posso provar que ela se machucou, afinal o ombro dela está com uma cicatriz enorme, e ela estava com sangue na pele e nas cobertas – Ele cruzou os braços como se acabasse de desvendar o maior mistério do mundo.

-Estou de olho em você mocinho – Lisanne não deixaria algo assim passar sem ser cautelosamente examinado, ela literalmente seguiria Kira até os confins do mundo, se fosse necessário.

-Relaxe, pois nunca fiz nada de errado na minha vida, sou um anjinho! – Quanta ironia.

-Sei... – Eles esperaram alguns minutos até que Mary’Anne chegasse de banho tomado e devidamente vestida.

-Podemos brigar agora? Foi para isso que vim aqui! – Brand já estava impaciente, os três estavam ali para ajudar com o treino.

-Vá em frente – Mary’Anne mal terminou de falar e Brand desapareceu em uma explosão dourada.

Os outros integrantes da “gangue” seguiram para o campo de treinos. O esquema já havia sido definido: Brand e Amy lutariam contra Kira e Mary’Anne, enquanto Lisanne apenas observaria, por mais que ela não lute um dos passatempos preferidos da baixinha é assistir lutas e aprender os movimentos e pontos fracos dos inimigos, um hobby.

-Agora é para valer, Kira! – Brand estava de frente para o Akasuna e batia os punhos. Os dois estavam acompanhados de suas respectivas parceiras, já Lisanne estava no topo de uma árvore com visão sobre todo o campo.

-Preparar! – Lisanne gritou e eles ficaram quietos apreciando o vento, ela pegou uma folha da árvore e arremessou no centro do campo, quando a folha encostou no chão ela foi triturada pela velocidade dos dois.

Kira e Brand não eram apenas rápidos, eles faziam um show de luzes amarelas e azuis nos céus. Kira levava a vantagem na batalha corporal, pois mesmo que a velocidade fosse igual o Akasuna treina desde seus cinco anos de idade nas artes marciais, Kira nasceu para vencer, os Akasuna nasceram.

-Magicae – Amy, como qualquer mago que se preze, tinha seu próprio livro de magias e sua barreira mágica para se proteger dos inimigos – Zaklinaniye – Além de pronunciar seus feitiços na língua mãe da magia, o russo. Brand veio ao chão com sua velocidade habitual e rebateu, “quicando” na direção de Mary’Anne. Kira se pôs na frente dos dois para tentar pegar o loiro de surpresa, mas Brand atravessou o corpo do Akasuna, a barreira da ruiva e derrubou a dupla no chão.

-Rápido demais... – Kira comentou baixinho. Brand prendia Mary’Anne no chão e se preparava para golpear o rosto dela – Blitz Hook – O Akasuna enrijeceu seu braço em formato de gancho e acertou Brand em cheio usando seu bíceps. O loiro foi arremessado para o canto do campo e a luta parou por um momento, com Kira levantando Mary’Anne.

-Deve atacar Amy, caso contrário ela continuará fazendo com que Brand passe pela barreira usando um feitiço de intangibilidade – Mary’Anne falou apenas para Kira, que obedeceria.

-Magicae – Ela continuava a folear o livro, não conseguiria gravar tantos nomes em uma língua desconhecida por ela - Zaklinaniye – A mágica não estava nas palavras, mas sim nos movimentos que ela fazia com as mãos. Uma aura rosa se formou ao redor de Brand, e os olhos do garoto brilharam na mesma cor.

Com um pequeno movimento de suas pernas o loiro voltou para o lado de Amy, a mesma encostou nas costas de seu irmão, intensificando a aura.

-Blitz – Brand desapareceu antes que Kira pudesse começar a correr, mas o raio mirava Amy, o golpe foi parado pela barreira mágica. De cima Brand veio com tudo, mas a sede para acertar um golpe mortal em Kira foi maior do que o senso de perigo do loiro, que teve seus braços cortados pela defesa de lâminas que Mary’Anne havia criado ao redor de Kira.

-Magicae: Zaklinat’ – Amy conjurou uma grande pata feita do mesmo “material” que sua barreira mágica, foi suficiente para afastar Kira de si e dar tempo para Brand regenerar seus braços com o feitiço que ela havia aplicado nele ao tocá-lo.

-Light Blast – Brand tentou uma voadora com os dois pés em Kira, mas lembrou-se da barreira espinhosa, e suspeitando que Mary’Anne possuísse uma ao redor de si mesma, preferiu recuar.

-Isso está ficando interessante – Lisanne comia uma maçã enquanto observava Amy em uma investida de socos contra a defesa de Mary’Anne. A cada golpe das mãos feitas de energia destruía as próprias construções mágicas.

-Kira B – Kira se concentrou e carregou sua aura azulada, ele foi literalmente como um raio na direção da maga, mas no meio do trajeto Brand o chutou em cheio, arremessando-o em uma árvore próxima de onde Lisanne estava.

-Ouch! – Mary’Anne sentiu a dor por seu amigo, nem mesmo os espinhos pararam Brand, ele aguentaria uma “dorzinha” na perna até que a mesma se regenerasse.

Kira ainda se recuperava da pancada e Mary’Anne apenas observava e esperava seus adversários atacarem, mas ela percebeu que eles enrolavam pelo fato de Brand estar cansado, então a ruiva entrou em ação.

-Knife Rain – Ela invocou uma enxurrada de lâminas afiadas na direção dos dois. Amy manteve posição e Brand desapareceu, mas Mary’Anne continuou com as saraivadas ao ponto do chão ficar totalmente perfurado ao redor da maga. Kira se recuperou e voltou para a luta, mesmo que ainda estivesse tonto. – Continue atacando!

-Blitz – Kira tentou perfurar a barreira de Amy outra vez, mas Brand continuava batalhando em uma velocidade maior do que a do Akasuna, graças á um feitiço de Amy. Infelizmente a continuidade da batalha dos dois era tudo o que Mary’Anne queria: Cansar Brand.

-Hammer Fell! – Mary’Anne martelou a barreira de Amy, apenas para que a maga perdesse a concentração e não pudesse deixar Brand mais forte.

-Magicae: Zaklinat’ – Amy invocava vários braços para golpear a defesa de Mary’Anne, tudo o que a ruiva queria era distrair.

-Kira já deveria ter finalizado Brand, mas a velocidade do loiro superou as expectativas dele, e quem está começando a se cansar é Kira, interessante – Lisanne observava á tudo.

-Blitz Blast – Uma explosão elétrica afastou Brand do garoto, e visando o cansaço Kira decidiu voar para longe da mansão em direção ao mar e foi seguido por Brand. Os dois agora brincavam de pique-pega, uma brincadeira bem rápida, com Kira sendo perseguido pelo loiro.

-Não conseguirá fugir de mim! – Brand berrava enquanto ainda tentava alcançar Kira, que aproveitava-se do cansaço do loiro para correr dele em sua velocidade máxima.

-Blitz Messer – Kira esperou que ele e Brand se perseguissem em uma linha reta, então ele parou bruscamente no ar e se virou para o loiro já com a faca elétrica preparada, e com a falha ao tentar parar, Brand foi perfurado na barriga, ficando empalado no braço enfaixado de Kira.

-Isso não me para – Gaguejando o loiro sentenciou e em seguida abraçou Kira. Ele arrastou o Akasuna para os céus, bem acima do campo de batalha – Liger Bomb! – O loiro ainda estava com o braço de Kira dentro de si enquanto segurava o adversário com todas as forças, em seguida eles viraram de cabeça para baixo e vieram como um raio ao chão, fazendo Kira acertar o solo com tudo.

Em meio a fumaça Brand esperava para ver o que havia acontecido junto dos outros. Ofegante e basicamente derrotado pelo grande desgaste causado pelas magias de Amy ele não poderia mais lutar usando-as. Mary’Anne era a única calma o suficiente para rir.

-Kira B! – A fumaça foi cortada pelo raio que destruiu a barreira de Amy e a derrubou na água, dessa vez com Kira evitando machucar seus amigos.

-Como isso é possível? – Brand estava parado olhando para um Kira que vinha em sua direção, ele não tentaria mais contra atacar, não poderia mais.

-Você não deveria ter me atirado ao chão, já que no meio da queda eu simplesmente virei e parei no ar. Infelizmente não pude impedir que a pressão criasse uma cratera no solo, mas tudo bem eu acho – Kira estava de braços cruzados e encarava Brand.

-Magicae! – Amy estava irada e voltara do mar flutuando com sua aura rosa – Zaklinaniye! – A aura tomou conta do corpo de Brand, ele tentou socar Kira, mas acabou barrado pelo invisível, em seguida o loiro tentou fugir, e então percebeu que estava preso por Mary’Anne.

-Eisensarg – Ela apontava para Brand, preso pelo caixão de ferro.

-Então é isso? – Amy voltou ao solo, se sentia culpada por ter forçado demais o corpo de seu irmão, esse que sempre foi seu maior erro em batalha.

-Acho que sim – Lisanne apareceu no campo.

-Eu exijo revanche! – Brand foi libertado do caixão de Mary’Anne e estava mais do que irritado.

-Talvez outro dia, estou cansado e você também – O loiro virou a cara emburrada.

-Foi bem mesquinho! – A atenção deles se focou de imediato em uma garota que estava no meio das árvores. Ela tinha cabelos grisalhos e olhos roxos, vestida como um moleque de rua em roupas amarelas e um capuz azul, além de um sorriso sapeca no rosto.

-Quem é você? – Mary’Anne se enfureceu, tamanha ousadia da garota ao invadir o terreno de sua família.

-Sou Lyralee, também lutarei no torneio e só estou aqui para ouvir as ideias de vocês! – A grisalha pulou confiante para dentro do campo aberto e debochou da cara do grupo, dando língua para os mesmos.

-Saia, agora! – A ruiva não avisaria de novo.

-Me obrigue! – Lyralee debochou mais da cara do grupo, e Mary’Anne apenas derrubou-a com uma martelada, fazendo-a desaparecer em um brilho. A invasora reapareceu das árvores.

-Não me pega! – Ela abriu um sorriso para Mary’Anne e a ruiva apenas a martelou outra vez, tendo a mesma “explosão” luminosa de anteriormente e Lyralee voltando a sair das árvores.

-Como ela é tão rápida? – Amy não acreditava que a grisalha desviava tão facilmente de algo invisível.

-Ela não é rápida – Brand e Kira eram os únicos que poderiam dizer isso com precisão.

-Essa garota está realmente sendo acertada, mas de alguma forma não toma o dano – Kira completou a frase do loiro.

-São clones, dá para se perceber só de olhar para ela – Lisanne parou para pensar – Pelo que me lembro, poucos na história tinham o poder de se clonar perfeitamente, como podemos ver ela não tem tal habilidade – Ela apontou para a mão de Lyralee, que ainda debochava deles, e os mesmos puderam ver que a grisalha não tinha o dedo mindinho – Devo admitir que ela beira a perfeição.

-Beirando a perfeição ou não, vou tirar essa infestação de ratos da minha casa – Mary’Anne expulsaria Lyralee dali nem que precisasse cortar todas as árvores de seu denso jardim, mas Kira a segurou.

-Se lutar com ela agora nunca vencerá, essas não são as verdadeiras. E ela simplesmente descobriria mais e mais de seu estilo de luta, levando em conta que vocês não se conhecem.

-Tem razão, mas o que deveremos fazer? Deixar ela ali?

-Sim. Vamos descansar e comer algo, esperar que ela vá embora – Kira, o típico bonzinho.

-Tá, OK, tudo bem! – Não tá nada bem – Vamos comer, mas se voltarmos e essas pragas ainda estiverem aqui você quem vai tirá-la da minha casa! – Mary’Anne começou a caminhar com passos fortes em direção á porta.

-Não vale a pena se estressar tanto Mary’Anne – Amy tentou acalmar sua amiga, mas a ruiva ignorou e foi para dentro de casa.

Os cinco foram para a cozinha pegar qualquer coisa para comer. A família de Mary’Anne nunca gostou de ter empregados, mesmo que tivessem a maior casa da cidade eles dispensariam qualquer um que procurasse emprego nela. O motivo aparente é que o pai de Mary’Anne, Anthony Bonggiovanni, é um rabugento que odeia qualquer um que entre em sua casa e não seja de sua família, algo que a ruiva ainda não havia dito para Kira. Ela também não disse á seu pai que ele moraria na casa pelo resto da semana, e isso com certeza faria Anthony se descabelar. Isobel, a mãe da ruiva, é mais liberal com as coisas e está constantemente tentando acalmar seu marido.

O grupo comeu e decidiu conversar enquanto esperavam com que Lyralee fosse embora, mais a sombria feição da garota na janela deixava claro que ela não iria embora. E ela não foi, ficando no jardim até o anoitecer.

-Ainda não acredito que não deixaram eu espancar essa idiota das clonagens – Mary’Anne e Kira estavam na porta principal se despedindo de seus amigos.

-Tenho certeza que você arrebentará com ela no torneio – Brand sorriu.

-Espero...

-Não façam nada que eu não faria, ouviram bem seus danados?! – Lisanne dizia isso porque Mary’Anne e Kira ficariam literalmente sozinhos em casa, já que Cody passaria a noite na casa de sua namorada, e seus pais voltariam de viagem amanhã.

-Nunca faria isso, não com Kira... – Mary’Anne sorriu de lado.

-Sei... Vamos, antes que fique tarde – Lisanne seguiu em direção á sua casa.

-Tchau para vocês dois! – Amy se despediu deles e seguiu Lisanne junta de seu irmão, eles deixariam a baixinha em casa para que ela não fosse sozinha, afinal qualquer um sem poderes no mundo atual pode estar em perigo.

Mary’Anne fechou a porta e caminhou em direção ás escadas, sempre seguida de Kira.

-Onde vou dormir? – Os dois já haviam se banhado e comido, então descansar era a única coisa que restava para se fazer. Mary’Anne o encarou e por um momento o garoto pode ver a rara feição sapeca dela.

-Dormirá comigo – Kira arregalou os olhos.

-Eh... Seu irmão quase me matou, e eu só estava ajoelhado em sua frente, mesmo que você estivesse nua...

-Sairemos amanhã pela manhã. Quando Cody acordar de manhã algum dia, será o último dia da humanidade – Eles haviam marcado de ir ao shopping no dia seguinte, pois Lisanne estava precisando sair um pouco para relaxar a mente. Os dois pararam em frente á “porta” do quarto e Mary’Anne entrou primeiro, deitando na cama, cansada com tudo que aconteceu hoje. Mesmo que o poder dela não envolva tanta força física, exigia força mental demais para criar os objetos em velocidade e precisão perfeita.

-Se você diz... – Kira se jogou de bruços ao lado dela na cama e ela logo se virou também.

-Apenas dormiremos, pode tirar as bandagens.

-Não posso, elas controlam o carinha que fica dentro de mim, se eu tirar pode ser que as coisas fiquem bem ruins...

-Então você as usa desde bebê?

-Claro que não... Elas são especiais e controlam a raiva de quem as usa. Quando eu tinha por volta de cinco anos ele começou a se manifestar, por isso entrei no Monastério, principalmente para meditar. O Mestre Xin era sempre muito calmo... Ele me deu as bandagens que ele usava para controlar sua raiva, e no fim das contas elas funcionam mesmo – Mary’Anne mais uma vez desconfiava da veridicidade nas palavras dele, não sabia se aquilo era verdade ou se Kira era muito burro em acreditar.

-Não confiaria em faixas para controlar um Demônio...

-São especiais, você mesma viu o que aconteceu quando eu as removo.

-E espero não ver novamente – Kira gargalhou.

-Prometo evitar – E assim o silêncio e o sono reinaram pelo resto da noite.

Continua...


Notas Finais


Blitz Messer - Faca Relâmpago
Blitz Coup - Golpe Relâmpago
Blitz Hammer - Martelo Relâmpago
Kira B - Assassino B (óbvio trocadilho com o nome dele por ser sua técnica assinatura)
Vadok Nul - Palavras da língua dos Demônios no livro, Sangue da Fera.
Magicae: Zaklinaniye - Mágica: Encantamento.
Zaklinat' - Invocação/Conjuração.
Light Blast - Explosão Luminosa.
Knife Rain - Chuva de Canivetes.
Hammer Fell - Queda do Martelo.
Blitz Blast - Relâmpago Explosivo.
Liger Bomb - Bomba Liger (um golpe no wwe)
Eisensarg - Caixão de ferro.

Até a próxima! Byebye


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