História Kiss Me Quick - ShortFic ABO - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Abo, Alfa, Dois Alfas, Edward, Gemeos Cox, Gêmeos Styles, Harry, Larrystylinson, Louistomlinson, Ômega, One Direction
Exibições 639
Palavras 4.370
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Ficção, Hentai, Lemon, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hey gente, obrigada pelos comentarios. Eu adoro todos eles aushausha Sobre a historia, eu não vou matar nenhum dos gêmeos por favor nao parem de ler por isso. Esse episodio acontece tanta coisa que eu to uahsauhsuah morrendo por dentro cuidado se vocês são cardíacos fofura e clichê extremo vindo ai

Capítulo 5 - Capítulo 5


—Que droga está acontecendo com seu irmão? – Louis estava esperando do lado de fora do banheiro junto de Edward, o mesmo sorriu ladino e balançou a cabeça. Desde sexta-feira o comportamento de Harry estava cada vez mais louco. Na manhã de segunda Harry havia o ignorado nas duas primeiras aulas, depois ficou o tempo todo o perturbando com perguntas as quais as vezes ele mesmo se respondia e hoje parece que acordou com pássaros cantando em sua janela e uma bela foda. 

—Meu irmão é apaixonado por você. – deu de ombros e Louis arregalou os olhos. 

—Você tá falando serio comigo? Seu irmão é apaixonado por mim? Como eu nunca percebi. Meu deus, eu me sinto um monstro. Talvez tenha sido eu que tenha dado falsas esperanças. Eu preciso falar pra ele que nós somos só amigos... eu, eu não sei o que fazer. Droga. – Louis andava em círculos apreensivo e sem saber como contar toda a verdade pro maior. 

—Ei, Lou. Calma. Não surta, qualquer coisa você conversa com ele, ok? – Edward sabia que o coração de seu irmão ia ser partido em diversos pedaços depois dessa conversa, mas ele alertou o mesmo que Louis não sentia o mesmo por ele. 

Eles se viraram quando escutaram a porta se abrindo e de lá saiu Harry e um outro aluno emburrado, era um ômega e supondo pela cara dele provavelmente Harry havia dado o fora no mesmo e agora ele seria o próximo a dar o fora em alguém e isso doía dentro dele. 

—Hey, vocês tão ai. Vamos? – Harry ao ver o semblante assustado de Louis se preocupou no mesmo momento e desviou o olhar pro irmão tentando entender o que tinha acontecido de errado. O cheiro do Louis estava mesclado, não o cheiro de sempre. —O que aconteceu? 

—Harry, Louis precisa conversar com você. Eu vou esperar lá na sala do papai. – Harry assentiu e Louis segurou em seus braços o chamando a atenção. 

—O que foi de tão serio? – Harry se preocupou. 

—Harry eu quero que você seja sincero sobre seus sentimentos por mim. Por favor, me diga a verdade. 

O medo de escutar que seu amigo o amava era perdidamente assustador, Louis repassou todos os dias que conhecia o garoto na sua mente tentando lembrar quando foi que ele havia demonstrado mais do que amizade, e ele não conseguiu. 

—Eu... eu gosto de você. – Louis quis se bater ao ver o outro abaixar a cabeça chateado. 

—Foi eu? Eu em algum momento te dei esperanças? – ele estava com medo de que ter feito tal coisa, ele não estava na faculdade para seduzir e arrumar namorado algum. 

—Não, foi no momento que a gente entrou na sala de aula no primeiro dia. O dia em que nós dois escolhemos você para ser nosso ômega. 

Louis arregalou os olhos surpreso com a revelação, então isso significava que Edward também tinha sentimentos por ele. Seu cérebro parou de oxigenar por alguns segundos e ele sentiu suas pernas balançarem. 

—Isso significa que os dois estão apaixonados por mim! – exclamou em voz alta se afastando do alfa á sua frente. 

Harry pode ver seu mundo desabar quando viu a indiferença e a rejeição no olhar do amado. Louis não os queria; e eles o amava tanto que chegava a machucar. 

O menor deu as costas para o outro e saiu caminhando incerto de onde iria, ele escutou o maior o chamando varias e varias vezes e os passos acelerados se aproximando e ele se virou para o outro esticando a mão. 

—Não me segue, eu não to preparado para conversar sobre isso. 

Ele correu o máximo que pode para os corredores principal e pra onde ele iria depois nem ele sabia. Só precisava pensar antes de fazer qualquer coisa, qualquer coisa que ele fizesse no momento poderia resultar em seus dois amigos machucados e até mesmo eles parando de falar com ele. Sentou-se em embaixo de uma das arvores que cercava o prédio e passou a pensar, ou melhor, em entender os seus próprios sentimentos sobre os meninos. Ele sabia que não era correspondido os sentimentos de ambos, ele os via como amigos e sabia que isso não mudaria. Louis pensou bem em como usar as palavras e depois de ensaiar muito consigo mesmo, se levantou para procurar os meninos e juntos entrarem em um acordo. 

Pelo horário, era para eles estarem na praça de alimentação e foi pra lá que Louis caminhou. Caminhou por toda a extensão e não os achou em quiosque algum. Lembrou-se que Edward avisou que estaria na sala do pai deles e pensando nisso seu corpo todinho gelou, ele nunca havia ido na sala do reitor. Seguiu pelos corredores até chegar na sala onde encontrou a secretaria do mesmo. 

—Oi, eu sou Louis amigo dos gêmeos. Eles ainda estão com o pai? – a mulher o encarou de baixo à cima e negou com a cabeça. 

—Os Cox acabaram de sair, talvez tenham ido almoçar. – Louis assentiu e se virou para caminhar de volta pro prédio de medicina. 

Ao chegar na sala Louis viu que os alfas não estavam ali então resolveu mandar uma mensagem perguntando onde estavam. 

Edward responde um simples “em casa” e foi ai que ele soube que havia feito merda, só esperava que amanha quando os gêmeos chegassem eles pudessem conversar. 

*Ok, amanhã a gente conversa* - mandou pro Edward e no mesmo momento se entristeceu ao imaginar Edward consolando o H chorando ou algo assim. 

  

... 

  

As aulas se passaram lentamente e Louis não pode deixar de ficar mais triste ainda por não ter os dois ali e isso tudo por sua culpa. 

Na parte da tarde Louis estudou um pouco e acabou cozinhando o jantar as seis horas, indo pra cama as oito para quem sabe a noite passasse logo e a manha seguinte chegasse para que ele conversasse com os gêmeos. Ele não podia perder a amizade deles, eles são os únicos que o Louis tem nessa cidade. 

  

A manha chegou e os meninos não apareceram, seria perfeito demais se eles aparecessem. Talvez Louis devesse deixar eles terem o tempo deles para entender a situação. 

O ômega não pode se deixar de sentir triste pelo resto do dia, ele tentou se animar e pensar positivo que na quinta-feira tudo estaria resolvido e eles voltariam a ser os grandes amigos que eram. Até mesmo pensou em convidar os dois amanhã para jantar em sua casa, onde ele cozinharia uma massa com um molho de acordo com o que eles gostem. 

A noite foi o mesmo ritmo que a da anterior, ele jantou e dormiu antes das dez. Nem mesmo os livros que ele havia pego na biblioteca havia o ajudado a ficar acordado. Acordou na madrugada depois de ter um sonho um tanto estranho, onde ele era casado com os gêmeos e tinham seis filhotinhos todos eles de cabelos encaracolados e olhos verdes esmeralda. O sonho era tão real que ele acordou se sentindo a pessoa mais sortuda e feliz do mundo, só por tê-los como maridos. 

O de olhos azuis se levantou e viu que era 05h15m e que logo ele teria que ir tomar banho, então aproveitou o tempo e foi fazer um pequeno café da manhã, enquanto a cafeteira trabalhava, aproveitou para tomar banho e colocar as roupas sujas na lavadeira. Quando ele chegasse estaria tudo limpo e pronto para dobrar e guardar. Deu uma ajeitada no quarto, arrumou a cama e por fim tomou o café. 

Checou o celular para ver se tinha mensagens dos gêmeos, e não se surpreendeu quando não encontrou. Juntou seu material que iria usar hoje e saiu indo para a faculdade. 

Novamente os meninos não foram á aula, mandou diversas mensagens perguntando o motivo e não tendo respostas alguma. Ele sabia que a única maneira de falar com eles seria indo até a casa deles, mas Louis não sabia o endereço então teria que ir até o reitor e pedir com toda delicadeza. O medo de ser tratado com indiferença era imensa, afinal, se os meninos não iam para a faculdade os pais deles teriam que saber o motivo, e Louis se lembra bem da vez que eles contaram que pararam de ir as aulas porque haviam descoberto que eles eram os gêmeos Styles. 

Esperou chegar o intervalo e então praticamente correu até a sala do Styles mais velho. A beta mal encarada tornou a o olhar de maneira grosseira e pediu que ele esperasse que logo ele poderia entrar. 

O tempo de espera foi de quase oito minutos, oito cansáveis minutos de tempo perdido que ele poderia estar dirigindo para a casa dos Styles. 

—Sr. Tomlinson? Pode entrar, por favor. – a beta disse e Louis se levantou num pulo. 

Passou pela porta lentamente e se assustou ao ver a figura do mais velho, esperava que fosse algo mais velho e mais charmoso dado a beleza que os gêmeos tem. 

—Oi, eu sou o Louis amigo dos gêmeos. – estendeu a mão e o Senhor a sua frente se levantou e tomou a mão na sua num cumprimento. 

—Oi, eu sou o pai deles. Aconteceu alguma coisa com eles? – Louis sorriu ao ver o pai se preocupar, a mesma reação que Mark teria se alguém chegasse para falar com ele sobre o filho. 

—Não senhor, é que eles não tem vindo assistir as aulas. Então eu queria saber se o Senhor pode me passar o endereço da casa de vocês para visitar eles. – Desmond se sentou e relaxou ao que escutou. 

—Claro, você é o tal ômega do Harry, certo? – Louis arregalou os olhos e sorriu envergonhado, pelo visto ele era conhecido na casa dos alfas. 

—Acho que sim, já que eu sou o único com quem eles falam. – sorriu abertamente tentando não ser rude com o mais velho. Observou ele escrever as direções no papel e esperou para que ele entregasse o papel. 

—Aqui. – entregou o papel com o endereço e se levantou para o acompanhar até a porta. —Você sabe onde fica, ou, precisa de ajuda? – Des comentou ao ver Louis fazer uma careta tentando reconhecer a rota. 

—Acho que sei, fica ali perto daquele target? – Des assentiu. 

—Sim, você passa o Target e vira na esquerda ai é só passar algumas casas e você chega. A frente de casa tem varias roseiras e no portão tem o ‘S’ bem grande desenhado. – Louis sorriu e concordou. —Aquele portão é a coisa mais feia que eu já vi na minha vida, eu vivo falando pra Anne que aquilo é demais pra qualquer pessoa. – Louis riu junto com Desmond. 

—Obrigado, Senhor Styles e foi um prazer o conhecer. – apertou a mão novamente e ele saiu sendo acompanhado de Des que parou para falar com a beta nojenta. 

Caminhou até seu carro e jogou o material no banco do carona, ligou o carro e dirigiu até a casa dos meninos. Pelo menos eles não tinham contado o motivo de não ir na faculdade. 

Foi fácil de reconhecer a casa quando ele virou a esquina, o portão com o ‘s’ gritante ficava bem avista, parou enfrente ao portão e desceu para tocar a campainha. Era estranho ver casas com portões por aqui. Mas ele entende que deve ser por quem eles são, a questão da privacidade. 

—Olá! – uma senhora de pouco mais que quarenta anos apareceu no portão e Louis sorriu para a mesma. 

—Oi, os gêmeos estão? – a mulher suspirou confusa, ninguém nunca ia visitar os meninos. 

—Os meninos Cox? – ela perguntou confusa, ela sabia que muitas vezes jornalistas descobriam o endereço da Senhora Anne e vinha atrás dos meninos para tirar nem que fosse alguma foto deles. 

—Isso, Harry e Edward. Não se preocupa, eu sou amigo deles e o Senhor Des que me deu o endereço. – ele falou e a senhora arregalou os olhos. 

—Oh, você é o ômega dos meninos. – ela sorriu tão largo que Louis se envergonhou, ele realmente era conhecido por ali. 

—Sim, eu sou. – ele disse e a mulher destrancou o portão dando passagem para ele passar. 

—Entra, os meninos estão assistindo televisão. – Louis acompanhou a mulher até dentro da casa e logo na entrada ele pode sentir o cheiro amadeirado dos meninos. 

Eles cheiram tão bem. 

Suspirou fundo e junto veio a sensação de estar em casa. Ele sentia tanta a falta dos meninos e nem havia percebido isso. 

—Hey Haz, Ed, vocês tem visita. – a Senhora chamou a atenção deles que se viraram para a mesma. Louis sorriu ao ver como eles estavam deitados no sofá, Edward sentado contra o braço e Harry deitado em seu peito. Os dois estavam prestando atenção em um desenho que logo Louis reconheceu ser o Rei Leão. 

—Lou? – Harry levantou num pulo se sentando enquanto arrumava o cabelo, seu peito nu por falta de vestimenta foi a segunda coisa que Louis notou, sendo a primeira os olhos, que estavam brilhosos. 

—Oi. – sorriu ladino, tentando passar segurança para eles de que ele estava ali e não pra brigar. 

—Hey. – Harry se levanta e abraça o menor a sua frente, se esfregou no mesmo para ter o seu cheiro que ele tanto amava em si. 

—Ei grandão você está me sufocando. 

Harry ao escutar o que o menor disse se afastou para checar se havia o machucado. 

—Machuquei você? – Louis nega com a cabeça e dá um passo pra frente abraçando o mesmo. 

—Senti sua falta. – se afasta e caminha até Edward sentado. Ele puxa o maior pra um abraço e o mesmo enterra o rosto na barriga do ômega. Ele nunca admitiria que sentiu falta do menor, do cheiro dele ou até mesmo da risada bonitinha. —Também senti saudades de você. – beija o cabelo do maior e fica envergonhado ao perceber o que fez. 

Louis não sabia o que tava acontecendo com ele, mas sabia que os meninos fizeram falta todos os dias que ficaram longe. 

—Senta! – mandou Harry e Louis fez, se sentou no lugar de Harry e o mesmo se sentou ao lado. —O que trás você aqui? – Harry estava animado, Louis via isso em sua voz e ele sorriu por ver que o mesmo não estava chorando ou algo do tipo por Louis ter fugido da conversa. 

—Eu vim me desculpar e pedir pra vocês voltar pras aulas. – fez um falso bico e Harry teve que se segurar para não o beijar e morder. 

—Se desculpar por o que? – Edward perguntou confuso, afinal nada tinha acontecido para ele se desculpar. Nada mesmo, pelo o que Harry contou o ômega só se afastou sem explicação alguma. Talvez seja por isso que ele esteja pedindo desculpas. 

— Eu devia ter ficado e conversado sobre os nossos sentimentos. Mas eu fui covarde e fugi de vocês e do sentimento de vocês. Eu sou um trouxa, é por isso que eu vim aqui. Pra me desculpar por tudo. – Edward pode ver seu irmão com os brilhosos e um sorriso imenso nos lábios, mas ele teve pena porque talvez ele não tenha entendido. Era um pedido de desculpas e não um pedido para ficarem juntos. 

—Tudo bem Lou, a gente entende. – Edward puxou o mesmo pra um abraço e sinalizou com a cabeça pro irmão em não, e ele esperava mesmo que Harry entendesse o que significava. 

Louis se acomodou ao abraço e deixou se sentir confortável ali, praticamente deitado em seu peito. 

—Então vocês me desculpam? – perguntou aflito. 

—Claro que sim. Agora vamos assistir televisão porque daqui um pouco a Marna vai chamar a gente pra almoçar. – Harry sorriu largo e Lou sentiu seu coração se quebrar, ele merecia todo o amor do mundo. 

O ômega deixou seu corpo se acomodar no sofá dentro do abraço de Edward, e o mesmo passou uma perna por trás do seu corpo e a outra em seu colo. Harry levantou a perna do irmão e juntou ao abraço. Eles se acomodaram da maneira que dava e acabaram com Louis sentado como o Edward e com Harry em seus braços. 

Louis queria se sentir estranho com isso, mas parecia ser tão certo. 

Ele sentia o coração de Edward bater forte contra suas costas, assim como ele tinha certeza que Harry estaria sentindo o seu, já que o mesmo está com a cabeça deitada ali. 

—Eu já assisti esse filme umas oitenta vezes, e não me canso. – suspirou relaxado. 

—A gente também. – Harry falou. 

Escutaram alguém suspirar e se viraram e deram de cara com a Marna sorrindo pra eles. 

—O almoço ta pronto. – ela sorri tão largo, tão apaixonada pelo que vê. 

Louis se sentiu envergonhado pelo olhar da mulher. 

—Vamos. O que você fez pra gente hoje? – Harry saiu animado na frente e Louis segurou seu braço o impedindo de correr. —O que foi? – Louis esperou até que todos saíssem de perto. 

—A gente pode conversar rapidinho? 

—Claro, aconteceu alguma coisa? – perguntou aflito e Louis negou. 

—Não, eu só queria saber se vai ficar tudo bem entre a gente. – instintivamente, Louis levou sua mão até a cintura do outro e nem ele sabe porque fizera isso. 

—Claro que está, não precisa se preocupar. – Sorriu tão largo que Louis se sentiu imensamente bem no mesmo momento. 

O sorriso do outro era tão lindo. 

—Tudo bem então, agora vamos comer a comida da Marna. – sorriu para o maior e o outro o arrastou até lá. 

—Marna a mãe vem almoçar em casa? – ela negou com a cabeça. 

—Não, algo sobre palestra. – deu de ombros e os meninos assentiram. 

Os quatros se sentaram e almoçaram em silencio, Marna não parava de sorrir para os três. Os alfas haviam colocado o Louis entre eles como sempre fazia, e hora um ou outro tocava Louis por baixo da mesa. Era instintivo, eles faziam sem saber que faziam era como se estivesse o marcando para quem visse que eles tem donos. Que os três se pertencem. 

—Então Lou, você mora com quem? – Marna não pode deixar de perguntar. O menino era bem cuidado, obvio que havia alguém para tomar conta dele. 

—Eu moro sozinho, minha família é de Doncaster. Eu vim sozinho fazer faculdade. – sorriu e ela arregalou os olhos. 

—Você mora sozinho? Que perigo e se acontecer de alguém entrar na sua casa? Meu deus que perigo. – Louis e os gêmeos riram de sua preocupação sobre o menino morar sozinho. 

—No meu prédio é impossível de acontecer alguma coisa, meu pai escolheu o melhor dos residenciais pra mim. Pelo que eu entendi a maioria dos moradores são casais marcados ou ômegas sozinhos como eu. Então a segurança do prédio é perfeita pra qualquer tipo de coisa. Mesmo assim, minha porta vive trancada com as três trancas e minha janela são muito bem trancadas. – sorriu tranquilizando a mulher. 

—Ah mas eu acho muito perigoso da mesma maneira, você deveria levar os gêmeos pra fazer sua segurança. – ela riu e os meninos acompanharam. 

Era claro que eles entenderam o recado que ela queria passar, os gêmeos já deviam ter falado tudo sobre e ela só fez na intenção de saber o que Louis acha sobre isso. 

—Ah eu com certeza levaria eles, mas eu não vou saber como tomar conta deles. O H é agressivo, possessivo. Ed é mais fácil, ele é tranquilo e fácil. – Harry rosnou ao escutar isso, ele não podia acreditar que o seu ômega estava escolhendo seu irmão ao invés dele. —Hey tigrão, calma ai, eu to brincando. – Louis segura a mão do maior e quando percebe o que fez à solta ele não podia fazer esse tipo de coisa. Aumentar as expectativas dele ou de Ed. 

—Cuidar deles é fácil, igual cuidar de cachorro. Você da comida, água e uma cama pra dormir e eles se viram com o resto. – ela brincou e Edward retrucou a brincadeira. 

—Vocês vão querer a matéria que perderam? – Edward no mesmo momento concordou, por causa da birra de Harry eles não foram assistir aula. O alfa chegou a jogar na cara dele o quão infantil ele estava sendo por isso. 

 —Nana a gente já terminou, qualquer coisa nós vamos estar no escritório. – Harry se levantou e espero que os dois se levantasse para todos irem até lá. 

—Eu vou no carro buscar as coisas, a gente amanha vai ter que pegar as matérias de cientifica I e psicologia I. Porque eu sai no intervalo pra vir pra cá e então vou perder as próximas aulas. – Louis parou na sala e espero que algum dos meninos fossem com ele ao carro. 

—Harry você vai com ele no carro e eu vou subir pra pegar nossas coisas. – Ed tomou a frente e subiu correndo a escada. 

 

Harry saiu junto com Louis indo até o carro para buscar as coisas, Louis pode reparar que ele estava bem mais feliz e diferente de quando ele chegou. Não se sabe qual momento será o certo para conversar sobre os sentimentos não correspondidos, mas Louis espera que seja logo. 

—Hazz e seus irmãos? — ele para á frente do portão e espera que o ômega passe. 

— Escola Integral. — caminharam até o carro onde pegaram as coisas. —Só isso? — Louis assente e eles voltam para dentro da casa quente. 

Antes que Harry vá para onde eles vão estudar, Louis o puxa delicadamente pelo braço e o faz parar. 

—A gente pode conversar agora? — Harry assente e se vira pro menor. —Eu queria me desculpar por sair correndo aquele dia em que você me contou sobre seus sentimentos por mim, eu realmente não havia percebido. Eu fui muito idiota por fazer aquilo, você pode me desculpar? — Harry abaixa a cabeça e passa a brincar com as mãos assim que o menor começa a falar, o medo do ômega lhe dizer que não tem o mesmo sentimento o deixa apreensivo. Edward já havia lhe dito isso, mas escutar do menor seria bem mais doloroso. 

—Tudo bem, babe. Sem problemas. Eu que tenho que me desculpar por ter criado expectativas. — Louis arregalas os olhos surpreso, o alfa não tinha por o que se desculpar. 

—Harry, a culpa foi minha. Eu não devia ter dado esperanças. —Louis falou manso e o maior negou com a cabeça. 

—Não foi você. — Ele se aproximou e tocou o rosto delicado do menor e acariciou. — Eu me apaixonei no momento que te vi sentado no seu lugar. — Louis não sabe se foi pelo alfa estar tão perto ou se fora suas palavras, mas ele sabe que os lábioss do maior são doces e delicados, finos e molhados e seu beijo e viciante. Assim que percebe o que está acontecendo, Harry se afasta do menor e o encara de olhos arregalados e se afasta correndo com pressa para longe do menor, que fica de olhos arregalados e a respiração falha pelo beijo. 

Louis não sabe o que aconteceu, será que isso fora demais pros sentimentos do outro? Ou, se Louis fora rápido demais. 

Droga. 

O que ele havia feito? Agora seu melhor amigo nunca mais falaria com ele, porque vamos lá, Louis sabe que o Harry sabe que os sentimentos não são os mesmo. Que o que Louis sente pelo alfa é somente amizade e nada mais. 

—Droga! Eu só faço merda. — Louis resmunga com ele mesmo e se assusta quando a voz de Edward se faz presente. 

—Não é sua culpa. — Louis se vira e vê o alfa sentado nos degrau da escada. 

—Lógico que é, ele nunca vai me perdoar. — resmunga se sentando ao lado do outro. — Ele provavelmente não vai falar comigo por dias ou até mesmo meses. 

Edward passa os dedos nos fios desalinhados do menor e o tenta ajeitar da maneira que ele gosta, uma franja caída para o lado. 

—É a primeira vez que o Harry beija alguém. — Edward diz tão naturalmente que Louis acha que ele possa estar brincando. 

— Se você ta tentando ajudar, só piorou. — o outro nega com a cabeça. 

—Não, é a verdade. Harry nunca beijou ninguém. — Louis se vira para o maior e o olha entre os dedos que cobria seu rosto. 

— Mas... — ele desiste de argumentar, não tem argumentos. O ômega abaixa a cabeça e fala tão triste que Edward quer socar a cara dele por falar o que está falando.  — Ele deveria ter seu primeiro beijo com quem ele ama e essa pessoa o ama de volta. — Ed puxa suas mãos e descobre seus olhos. 

— Ele ama você, Lou. E pra ele não importa que você não o ame de volta. Desde que esteja lá com ele. — O menor fica indeciso, não sabe se vai o amar. Não assim tão de repente. 

— E você? — Ele perguntou confuso. 

—Eu o que? 

— Você já teve seu primeiro beijo? — Edward corou e desviou o olhar. Ele nunca havia beijado, como ele faria isso se ele não saía de casa ou tinha um ômega para si. —Oh! — Lou entendeu que isso era um não, então delicadamente segurou o maxilar firme e ossudo do outro e o fez virar o rosto para si. 

Edward não sabia o que fazer quando viu os olhos do menor encarando os seus lábioss. A primeira coisa que aconteceu fora eu coração disparar, Louis o ômega que eles haviam escolhidos e se apegado estava o querendo. Mesmo que fosse para um único beijo. 

Se aproximou junto com o outro e deixaram os lábios se tocarem, os lábioss de Edward era exatamente como os de Harry, porem o gosto que ele tinha era diferente. Ed era delicado, bem mais que Harry. Suas mãos subiram até a nuca do outro e o puxou para mais perto. O ômega estava dominando totalmente seu corpo, sua respiração acelerou quando sentiu o menor se inclinar sobre seu corpo e sentar em seu colo. Ele já podia se ver endurecendo somente com isso, talvez seja por isso que Harry correu do menor. O menor gemeu sôfrego em sua boca e suas mãos puxando o cabelo do maior, até que Louis percebeu que estava rebolando no colo do maior e resolveu que aquilo era mais que o primeiro beijo. 

Terminou o beijo com selinhos e encostou a testa no ombro do outro que envolveu os braços a sua volta. 

—Uau! — Ed comentou e Louis riu fraco. 

— Eu sei. — o menor respondeu e se afastou levantando. —Vamos atrás do seu irmão pra gente estudar. 

 


Notas Finais


Hey espero que voces não tenham encontrado erros uahsuha >.<
Só tenho o 6 pronto até agora, então quando eu chegar na minha casa eu escrevo os outros que falta e se eu conseguir já posto hoje, o que acham?


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