História Kiss With a Fist - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Albert Spencer (Rei George), Anna, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Cruella De Vil, David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Archie Hopper (Jiminy Cricket), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Elsa, Emma Swan, Fa Mulan, Lilith "Lily" Page, Malévola, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Neal Cassidy (Baelfire), Personagens Originais, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Ursúla (Bruxa do Mar), Vovó (Granny), Will Scarlet, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Comedia, Drama, Romance, Swanqueen
Exibições 231
Palavras 3.212
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Misticismo, Musical (Songfic), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esse é o segundo e último capítulo de hoje. Espero que gostem. Aos poucos as coisas vão acontecendo, não se preocupem porque SQ é canon. Enfim, é isso. Por favor, leiam escutando a música, ela é muito importante. E o cara na capa é o Ryan Glass, um personagem recorrente na fanfic. Ele é aquele marido infiel que a Emma caçou no primeiro episódio da série. Lembram? Então. Boa leitura!

Música: She Drives Me Crazy - Fine Young Cannibals

Capítulo 10 - She Drives Me Crazy


Fanfic / Fanfiction Kiss With a Fist - Capítulo 10 - She Drives Me Crazy

A festa seguia a todo vapor. Quase todos os convidados estavam presentes, exceto por aqueles que precisavam se ausentar, mas, mesmo assim, mandaram suas felicitações ao rei. Uma dessas pessoas era Ruby. Sua avó estava doente, e por ter uma idade já avançada, a DJ precisava lhe dar uma atenção especial. Mesmo assim havia pedido desculpas ao rei pessoalmente mais cedo, pois o admirava apesar de no começo odiá-lo por tudo que tinha feito para Emma. Afinal, a morena de mechas vermelhas no cabelo, sabia muito bem de todo o passado dos dois. Com pouco mais de duas horas de festa, George resolveu fazer um discurso de agradecimento, mesmo que já parecesse fatigado.

– Boa noite. - sua voz estava um tanto quanto quebradiça, mas ainda era imponente. – Agradeço à presença de todos. É realmente importante que estejam aqui, especialmente nesse momento delicado. - apesar dos olhos marejados, havia um sorriso amistoso em seus lábios. – Às vezes me perguntam se eu tenho esperanças, ou como me senti quando descobri que tinha câncer. Creio que a resposta é simples. Eu me senti como se me jogassem de um precipício e nada, absolutamente nada poderia evitar minha queda. O engraçado é que o que mais dói é justamente o tratamento. Porque a doença em si é silenciosa, agressiva e arrebatadora. Por alguma maldição dos deuses, não sei bem o motivo, eu a descobri já em estágio final. E é por isso que resolvi, mesmo não estando muito bem comemorar esta data especial com todos vocês. - mordeu os lábios tentando segurar tanta emoção dentro de si. – Eu não fui o melhor dos pais, longe disso. Errei bastante como marido e como governante. Mas mesmo assim, aqui estão todos que amo e que jamais esquecerei. Espero que essa noite seja palco de boas lembranças, e sinceramente espero que o pouco tempo que me resta seja o suficiente para ser o homem que vocês merecem.

Tando David quanto Killian foram cumprimentar o pai, assim que este desceu do pequeno palco improvisado. Eram os que menos tinham motivos para ter raiva de George, embora as memórias boas ainda fossem um pouco escassas. O rei nunca fora um homem carinhoso, ou de muitas palavras. Sempre preferia passar seus dias em seu gabinete no Parlamento ou no escritório da mansão, resolvendo os problemas que envolviam o reino e sua empresa. Talvez apenas Ingrid recebesse uma maior atenção. Mesmo assim, os dois caçulas o perdoaram sem ao menos pararem para pensar naquilo.

Porém, a única que ainda permanecia estática era Emma. Ainda estava em choque, pois pela primeira vez percebia que talvez seu pai não durasse muito mais. A verdade era que a loira tinha medo. Uma sensação que há muitos anos não presenciava, como se a criança insegura e acanhada que um dia fora, estivesse de volta. Sentia o rosto queimar com as lágrimas e não conseguia se mexer nem mesmo para limpá-las. Em um movimento desajeitado, mas que demonstrava todo o seu desespero, puxou George para seus braços. Ele parecia tão pequeno e magro. Talvez estivesse realmente assim. Agarrou-se ainda mais à sua camisa vermelha de lã. O choro veio acompanhado de todas as vezes em que quis demonstrar seu amor, mas sabia apenas afastar ainda mais o homem que lhe dera a vida.

– Minha princesinha. - murmurou afagando seus cabelos dourados. – Por favor, me perdoe por tudo que lhe fiz passar.

– Eu não deveria ter fugido. - balançou a cabeça negativamente se afastando, mas ainda mantendo as mãos nos braços do pai. – Nós teríamos mais tempo, eu...

– Jamais poderia imaginar que essa doença chegasse. - interrompeu a loira, colocando uma mão sobre seu rosto. – Não há nada que eu mais me arrependa, do que ter feito você se afastar. Nem mesmo todos os erros que cometi como homem, superarão aqueles que cometi como pai. - beijou a testa da filha. – Mas vá aproveitar a festa com suas amigas. Acho que elas estão te esperando.

Emma entendia que George queria um momento a sós, então foi para o que seria uma pista de dança, junto com os irmãos. Conversavam sobre campeonato nacional de Tacobol que começaria em dois meses. Torciam para o mesmo time, e por isso faziam suas apostas sobre como este se sairia. Era o preferido do reino, mas haviam outros bastante fortes. Killian sempre fora o mais animado com esportes, mas Emma também compartilhava desta mesma paixão. Encontraram com o restante da turma de amigos, que a esta hora já dançavam. Seus irmãos aproveitaram para se juntarem às esposas, deixando a loira na companhia de Merida, Lily e August. Este que também estava com seu noivo, Neal.

A princesa só não se sentia ainda mais incomodada com tantas pessoas, devido à presença dos amigos. Embora se sentisse em um monólogo, já que Merida e Lily pareciam envoltas em uma aura pertencente apenas a elas. Afinal, como poderia competir com uma tensão sexual e romântica como aquela? Ela preferia não ter essa imagem em sua mente. Mas se Emma achava que se livraria da presença de Regina, que mexia tanto com sua cabeça, estava bastante enganada. A morena estaria ali, e isso já era motivo suficiente para que quisesse ir embora. Ainda mais porque era a primeira vez que se encontrariam após o momento no estacionamento do fórum. Definitivamente, não estava preparada para aquilo. No entanto, por mais que quisesse fugir, algo ainda a prendia ali.

– Não sabia que era uma assídua frequentadora de festas familiares, senhorita Swan. - a voz rouca próxima ao seu ouvido lhe deixava ainda mais atordoada.

– Muito me admira que ainda continue vindo à mansão, duquesa. - rebateu enquanto se virava e vislumbrava o vestido carmim de Regina, que deixava espaço para a imaginação do mais religioso dos seres. – Não quer largar a fonte? – novamente, o seu melhor sorriso sarcástico aparecia.

– Foi por isso que voltou? Já estava difícil sobreviver com as esmolas, que provavelmente sua mãe lhe enviava enquanto brincava de andarilha rebelde por aí? – obviamente, a morena não deixaria barato todas aquelas provocações.

– Sua...

– Olha só quem eu encontrei aqui.

– Ryan? – Emma olhou para o homem que se aproximava.

Aquele era sobrinho de Sidney, por parte da família de sua esposa. A loira não o conhecia muito bem, mas o pouco que se lembrava lhe deixava enojada. Ainda na adolescência, chegou a conviver com ele em alguns eventos. Ryan Glass era um sujeito rude, um tanto quanto machista e sempre assediando qualquer mulher que encontrasse. Inclusive Emma, que agora tentava controlar a irritação que o homem lhe causava.

– Soube que andou por Petroia por todos esses anos. - sorriu ironicamente. – Resolveu voltar para a casa? – ergueu uma sobrancelha, se virando para Regina, pegando sua mão e dando um beijo molhado. – Sempre quis conhecer essa bela dama. Sinto muito por sua perda, duquesa.

– Não fomos apresentados ainda. - recolheu o braço rapidamente, pois se sentia incomodada com o olhar predatório do outro.

– Não era necessário. – Emma se colocou ao lado da morena, pousando uma mão em sua cintura sem ao menos perceber. – Esse é Ryan Glass, sobrinho de Sidney. E esta é Regina Mills, futuramente rainha de Petroia ao meu lado, assim que nos casarmos. - seu tom era um tanto quanto raivoso, mesmo que ainda tentasse controlar o crescente incomodo em seu peito.

– O que? – ambos exclamaram ao mesmo tempo.

– Não vi nenhum pronunciamento sobre isso, então imagino que seja mais uma vez os Swans demonstrando sua falta de bom humor. - passou a mão pelos cabelos escuros, que contrastavam com os olhos azuis. – Creio que a duquesa esteja acostumada com esse comportamento.

– Certamente. – Regina se desvencilhou da loira, mas estava estranhamente extasiada com a demonstração de Emma, com o que parecia ciúmes. Não podia evitar se sentir assim. – Mas me conte por que nunca nos conhecemos antes, Ryan. - sorriu claramente retribuindo o flerte.

– Provavelmente o destino nos pregando peças, mas é que passei um tempo trabalhando para a empresa da minha família. Viagens de negócios. - deu de ombros.

Emma não podia acreditar naquilo que acontecia à sua frente. Tomada por uma raiva desconhecida e estando bastante confusa, não esperou que aquele momento se estendesse. Pegou em um dos braços da morena, enquanto a arrastava pelo salão de festas, que possuía algumas portas laterais, por onde saíram. Regina protestava, mas a força da loira era superior à sua. Além disso, estava começando a se excitar com aquela demonstração de possessividade. Não era comum presenciar aquele tipo de reação por parte de seu marido, pois Robin sempre foi muito calmo e não era ciumento. David e Killian também pareciam mais tranquilos quanto a este assunto. Porém, sabia que George sempre sustentava uma verdadeira carranca com qualquer galanteio dirigido à Ingrid.

– O que pensa que está fazendo, Swan? – esbravejou, pois estava cansada de ser jogada contra as coisas sempre que Emma resolvia lhe surpreender. Inclusive lhe prendendo contra uma parede do lado de fora, perto do jardim.

– Estou te tirando de perto das garras daquele ogro. - bufou irritada, enquanto cruzava os braços.

– Qual o seu problema?

– Você. - colocou uma mão de cada lado do corpo da morena. – Principalmente você. - os olhos diferentes, que estavam mais escuros, caíram para a boca tingida por um batom vermelho.

– Não tem outra explicação, você só pode estar louca. - balançou a cabeça negativamente, pois o ar quente da respiração de Emma lhe deixava com as pernas bambas. – Que história é aquela de que vamos nos casar? Nem mesmo houve um pronunciamento.

– Se você precisa disso, faço um agora mesmo.

– Emma, não é só porque vamos seguir a tradição, que você pode simplesmente agir como uma esposa ciumenta e possessiva. - empurrou os ombros da loira, se preparando para sair dali.

– Está enganada. - jogou a morena novamente contra parede, desta vez deixando que seu corpo encaixasse ao dela. – Ou não entendeu direito. Você será minha esposa e futura rainha. - aproximou seu rosto, fazendo com que os lábios quase se tocassem. – Isso quer dizer que assim como pertencerei a ti, vais pertencer a mim.

Não saberiam dizer de quem partiu a inciativa, mas o beijo sôfrego nasceu com a confusão de sentimentos que possuíam naquele momento. A morena agarrava os cachos dourados, arrastando as unhas pela pele macia da nuca de Emma. Esta que agarrava sua cintura firmemente com os braços definidos e fortes. Se não estivessem encostadas àquela parede, provavelmente estariam deitadas na grama. Regina sentia todo seu autocontrole se esvair, e por mais que negasse, estava à espera daquele momento há dias. Desde quando se encontraram na adega. Havia raiva, isso podia dizer através das pequenas mordidas que distribuía nos lábios rosados de Emma, e na forma como ela sugava sua língua e apertava suas costas e cintura com os dedos.

A princesa estava extremamente perdida naquele perfume de maçãs e baunilha, queria se fundir com aquele corpo cheio de curvas, explorá-lo ainda mais, talvez com os lábios. Pois o pouco que sentia com as mãos era insuficiente. Nunca um beijo tinha sido tão intenso. Só agora percebia como queria dá-lo há tanto tempo. Desde que vira Regina após voltar para casa. Não entendia o que acontecia consigo, com seu corpo sempre que encontrava a morena. Claro, já era mulher madura o suficiente para perceber a atração que sentia, mas era mais do que algo físico. Havia um desejo que lhe queimava por dentro. Assim como aquele contato que compartilhavam agora, ficando cada vez mais íntimo. Arrastou seus lábios pelo queixo e o pescoço da morena, escutando os suspiros que Regina dava a cada vez que beijava sua pele ou a mordia.

– Não. - sentiu mãos empurrando seus ombros. – Chega! Você não pode simplesmente fazer isso sempre que quiser. Não vou admitir ser usada desta forma.

– Eu, eu não estou...

– Enquanto não resolver seus problemas, sejam eles quais forem, isso não dará certo. Cumpriremos o que manda as regras do casamento. - respirou fundo, enquanto ajeitava o vestido e os cabelos a esta altura desarrumados. – Mas eu não sou como as mulheres que certamente se envolveu na estrada, Swan. Eu sou a duquesa de Locksley, a herdeira do clã Mills e uma advogada de renome. Não a sua propriedade. - afirmou com o nariz empinado e a expressão firme.

– Eu não poderia aceitar menos que isso. - rebateu recobrando a compostura, mantendo a expressão indiferente de costume.

– Até mais.

Regina saiu, sem olhar para trás, embora quisesse voltar correndo para os braços da loira. Emma lhe observava ainda mais confusa do que antes. Encaminhou-se para a quadra, onde tinha passado o dia do jantar em homenagem ao seu irmão. Lá encontrou David, Killian e George que conversavam e riam como há muito ela não presenciava. Era o que estava precisando para esquecer o que aconteceu há poucos minutos. Juntou-se aos outros três, que bebiam e brincavam com os betes e as bolas de Tacobol.

– Eu sou a próxima. - disse caminhando em direção a eles e se sentando ao lado do pai, em um dos bancos de madeira que se encontravam ali.

– Não deu muito certo, não é? – o mais velho apontou, enquanto observava os dois filhos rebatendo algumas vezes.

– Como assim?

– Você sabe ao que em refiro, eu podia ver daqui.

– Então estava me vigiando, velho Swan? – riu fracamente, enquanto bebia um pouco do whisky do pai. – Acho que mais uma vez fiz merda. - suspirou acendendo um cigarro.

– Não funciona assim. Na verdade, não existe uma fórmula correta para lidar com o casamento.

– É um acordo político, pai. Uma tradição ridícula e obsoleta. - soltou um poco de fumaça, levantando o rosto e observando as estrelas.

– Mesmo assim, foi graças a esta tradição que casei com sua mãe e tive seus irmãos. - cruzou os braços sobre o peito magro. – Sabe, acho que estavam certos quando dizem que muitas vezes repetimos os passos de nossos pais.

– Por quê?

– Ingrid e eu não tínhamos nenhum tipo de sentimento um pelo outro. Talvez apenas má impressões, que com o tempo foram se acumulando.

– Então por que se casaram? – Killian indagou se aproximando com o irmão ao seu lado.

– Porque Leopold faleceu. - suspirou pesadamente, se lembrando de uma época que lhe trazia tantos sentimentos negativos. – Não éramos tão próximos. Pelos deuses, não tínhamos a metade do amor que vocês possuem entre si. Mas eu era muito jovem. Imaginava que devia isso para minha mãe e pelo peso que nosso clã carregava. Tornei-me rei no lugar dele e desposei sua noiva, que nessa época era a mãe de vocês.

– Mas sei que mamãe é a pessoa mais importante para você. Como se apaixonaram? – David franziu o cenho ao encarar o mais velho.

– Nós brigávamos constantemente. - gargalhou com os olhos brilhando ao ser invadido pelas boas memórias. – Mas depois de meses morando juntos, em uma noite após o jantar eu a vi desenhando sobre a mesa do escritório. Naquela época, Ingrid era uma das arquitetas mais procuradas em Storybrooke. Bastou alguns minutos para eu perceber que a amava.

– Vocês três suspiram como verdadeiros amantes dos romances de contos de fadas. – Emma soltou um muxoxo de desaprovação. – Não consigo me ver assim dentro desse casamento.

– Eu também pensava o mesmo. A vida tem uma maneira engraçada, e até mesmo irônica, de nos mostrar que estamos errados. - ralhou George, mas ainda em um tom brando. – Emma, eu sei que você não se casará com Regina porque segue as tradições.

– Sinceramente? Ainda desconheço os motivos para fazer isso.

– Então pense neles, tente descobri-los. - apertou carinhosamente o ombro da filha, chamando os demais para segui-lo. – Ou talvez você saiba quais são e esteja apenas negando.

A princesa não respondeu, pois não havia o que dizer. Estava sozinha naquela quadra, mas se sentia assim em sua vida inteira. Precisava descarregar aquela sensação pesada em seu peito. Odiava não ter controle sobre seus sentimentos ou vontades. Sempre se manteve fechada e na defensiva, pois a cada decepção se tornava ainda mais reclusa. Talvez por isso tenha fugido. Viajou Petroia inteira em busca de algo que não conhecia, não sabia exatamente o que era. Mas ali, finalmente estava perto de entender o que mais desejava. Porém, ainda se negava a admitir em voz alta para si mesma.

Voltou para a festa, que seguia animada. Seus amigos sentiram sua falta pelo tempo em que ficou ausente, mas Merida, Lily e Zelena tinham visto que a loira saíra com Regina. Não perguntariam o que acontecera, pelo menos não naquele momento. Emma dançava e bebia na companhia daqueles que eram importantes, mas com o olhar procurava a morena. Era praticamente inevitável. Ela estava magnífica, sentada em uma mesa ao lado de Cora, pareciam conversar sobre algo sério. Respirou fundo e desviou o olhar. Não, ainda não estava preparada para enfrentar as últimas palavras que escutara de sua futura esposa. E talvez jamais estaria.


 


 

* * *


 

Regina ainda remoía o beijo, quando viu sua mãe se sentar ao seu lado. Henry conversava com Sidney e outros homens, por isso não estava na mesa destinada a eles. O silêncio pairava sobre ambas e só se escutava a música. Ela sabia que provavelmente Cora esperava que ela dissesse alguma coisa, mas a verdade é que não o faria.

– Vai me contar o que aconteceu? Ou eu precisarei lhe obrigar como quando era criança?

– Emma e eu nos beijamos. - murmurou enquanto revirava os olhos.

– Não escutei, querida. O som está atrapalhando. – Cora ouvira com clareza, mas queria entender os motivos da morena parecer tão nervosa.

– Nós nos beijamos. - bufou contrariada. – Mas aparentemente minha noiva é imatura demais, e completamente louca.

– Você se refere à crise de ciúmes mais cedo? – segurava o riso, mesmo que a expressão fosse divertida. – Regina, há tanto que precisa aprender sobre a família que se propôs a entrar há alguns anos. Claro que Robin não fazia a linha possessiva, de certa forma ele era insonso demais e sem graça, se me permite dizer.

– Como pode falar isso do seu genro? Que aliás faleceu não tem muito tempo?

– Longe de mim. Que os deuses o guardem. - remexeu as mãos sobre a mesa, tomando um pouco de seu vinho. – O que quero dizer é que não havia entre vocês o que vejo com Emma.

– Não há nada entre aquela rebelde sem causa e eu.

– As mulheres podem ser tão complicadas, às vezes. - suspirou exasperada, pois em alguns momentos o orgulho da filha lhe deixava cansada. – Considerando que também sou uma, e acredite, estive nessa mesma posição antes de me casar com seu pai. Quando estiver aberta em admitir o que precisa, verás que há muito mais entre você e Emma do que imagina.

Novamente, a senhora Mills deixava a advogada desnorteada com suas palavras e se levantava para sair. Regina ainda não compreendia essa mania da mãe de conversar através de metáforas, ou melhor dizendo, enigmas. Mas sua cabeça rodava com os pensamentos que tinha. Precisava respirar e ficar sozinha. Pegou sua bolsa e foi embora da festa. Os sogros que lhe perdoassem depois, e a irmã que arranjasse outra carona. E dirigindo pelas ruas de Petroia ela percebia que necessitava ainda mais em entender a complexidade de Emma. Era isso, ou viver naquela angústia eternamente esperando por uma luz que a loira lhe desse.


 


Notas Finais


Gostaram? O que acharam do primeiro beijo das duas? Finalmente né rsrsrsrrs... Enfim, é isso. Até a próxima, pessoal.


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