História Kitten Lauren - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Exibições 435
Palavras 3.330
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


HEYYYYYYYYYYYYYYYYYYYYY eu sei que demorei demais pra voltar, geral sabe que com essa fic eu não costumo me atrasar mas eu peço desculpas, tive uns probleminhas com a internet e tbm tava meio ocupada e tals. Mas voltei ebaaaaaaaaa COISINHA IMPORTANTE: esse capítulo é importante apesar de ser flashback, prestem atenção viu? Principalmente no segundo.................... Boa leitura.

Capítulo 24 - It's me, Keana


16 de agosto de 2013.

Camila.

Na semana passada quando eu percebi o que realmente estava acontecendo comigo, eu quis fugir, me esconder daqueles sentimentos e negar o máximo possível. E eu até que fiz isso, eu escondi, neguei muito o que estava sentindo, mas fugir não era a tarefa mais fácil. Sendo sincera, fugir dos meus sentimentos seria a coisa mais difícil que eu já fiz na minha vida, talvez seja por esse motivo que eu não tenha conseguido então.

Eu me apaixonei por ela, foi sem querer, acabou acontecendo e poderia ter sido por qualquer outra menina ou até mesmo por um garoto da escola. Poderia ter sido o garoto que ia jogar bola lá na rua. Poderia ter sido a menina que me emprestou o seu apontador na prova de matemática… Mas não… O destino tinha que me colocar justamente naquela situação, de estar apaixonada pela minha melhor amiga. Acho que o pior nem era descobrir isso, mas saber que não era correspondida.

Quer dizer, eu nunca conversei com a Lauren sobre essas coisas, eu não tinha coragem de chegar nela e contar o que estava acontecendo, então eu não sei se teria uma possibilidade de eu estar sozinha nessa.

Eu estava tentando lidar com aquilo da melhor forma possível, mas nessa última semana, a única coisa que eu consegui foi ficar estranha com ela e eu sinto que ela pode estar começando a perceber o meu comportamento e vai ser questão de tempo até ela vir me questionar sobre a mudança. Eu precisava pensar num jeito de acabar com aquilo, mas acho que ninguém se prepara para uma coisa desse tipo. Gostar do melhor amigo num sentido mais do que só amizade…

Hoje seria mais um dia de tortura pra mim, fingir estar tudo bem quando na verdade algo me incomoda.

A aula de matemática já tinha acabado e pela primeira vez eu agradeço pelo fato de Lauren não ser tão boa assim nessa matéria, caso contrário ela estaria na mesma sala que eu me pedindo ajuda pra resolver os exercícios, então seria mais difícil ainda de controlar o fogo que queimava em mim enquanto a garota que eu estava gostando ficava pertinho de mim.

-Camz! - a voz dela me surpreendeu assim que ganhei o corredor. Olhei pra morena que tinha um brilho no olhar e um sorriso mais lindo ainda, ela estava animada e eu sabia bem o motivo: sexta, dia de ir pra casa da amiguinha fazer maratona de filmes e comer besteira até o dia seguinte - Tá pronta pra ver Donnie Darko?

-Ai, Lauren, a gente não pode ver um que não seja de terror? - perguntei realmente esperançosa e ela me olhou com o cenho franzido. Eu tentava não olhar muito pra ela, afinal a cada carinha de confusa que ela fazia me deixava mais caidinha ainda. Nem sei como era possível eu ser tão trouxa.  

-Mas Donnie Darko nem é de terror, é suspense no máximo - foi me acompanhando pelos corredores da escola - Ai, tá bom. Pode ser Meninas Malvadas… De novo.

-Ótima opção! - ela revirou o olhar e eu apenas sorri triunfante por ter feito ela mudar sua opinião. Quase sempre eu conseguia.

No meu armário peguei alguns livros que eu iria precisar pra estudar para a prova de segunda feira e os coloquei na minha mochila que estava já na mão de Lauren. Ela tinha essa mania de ficar carregando quando vamos embora juntas. Às vezes era engraçado a cena, porque ela vinha com a sua jaqueta do time de Baseball e eu com minha saia rodada, as duas com o de braços dados uma com a outra, até parecíamos um casal de filme adolescente… Tá, pensar assim não ajuda em nada pra mim.

Chegamos na casa dela por volta das três da tarde por aí e como manda o nosso próprio protocolo, primeiro banho e depois a preparação pra comida e arrumar o quarto dela pra noite de maratonas. Por hoje ser o dia da maratona na casa de Lauren, eu que iria tomar banho primeiro enquanto ela arrumava as coisas. Mas especialmente hoje eu queria que fosse diferente, seria mais fácil me ocupar de arrumar tudo e não pensar em Lauren tomando banho a poucos metros de mim sendo que eu não poderia aproveitar disso nem um pouquinho. Então dessa vez trocamos de papel. Ela foi tomar um banho primeiro e eu arrumando as coisas, o bom é que Lauren não estranhou o meu pedido, menos mal, não ia querer explicar que o motivo era que eu queria passar menos tempo pensando nela nua pertinho de mim, acho que não seria uma boa opção de resposta.

Terminei de pegar todo tipo de doce e salgado que tinha ali na casa da Lauren. Pelo pai dela ser um cardiologista e ser do tipo saudável, infelizmente, no quesito doces a família Jauregui não era muito apegada. A não ser por Lauren, que adorava se esbaldar, nem sei como ela consegue ser uma boa atleta e correr daquele jeito no campo de Baseball, ter aquele corpo maravilhoso e ainda se empanturrar com guloseimas, mas tudo bem. De qualquer forma, doce não tinha muito não, o que salvava era a quantidade considerável de pipoca e salgadinhos.

Peguei tudo o que consegui carregar e fui indo ao quarto da Lauren. Depois eu buscaria os refrigerantes. Assim que abri a porta quase faleci e deixei tudo cair no chão. Lauren estava só de calcinha e sutiã, com os cabelos molhados caindo por seus ombros. Deus do céu, que visão do paraíso. Tudo bem que eu já tinha visto Lauren assim antes, mas… Sempre um certo calor aparecia em mim. Agora não foi diferente.

-Tá quase babando aí, Camz - ela disse virando e olhando diretamente pra mim como se soubesse o que eu estava pensando.  Droga! Porque ela tinha que ser tão linda e charmosa daquele jeito?

-Não estou babando! - mentira - Só… Eu só estava pensando na comida de hoje da cantina - o que? Eu tenho problemas pra falar uma coisa dessas, só pode, não tem uma explicação plausível pra uma coisa dessas. Lauren me olhou fazendo uma careta e terminou de se vestir para o meu próprio bem e sanidade.

-Já pegou tudo? - perguntou vindo em minha direção e vendo o que eu tinha pegado.

-Quase, vai lá pegar os refrigerantes - avisei e ela deu uma piscadinha pra mim, que me amoleceu totalmente, antes de ganhar a porta do quarto e descer pra buscar as coisas.

Ela voltou em menos de um minuto com dois refris e deixou em cima do criado mudo. Depois se jogou na cama dela ao meu lado e deu um sorriso doce pra mim, eu não evitei e foquei nos lábios dela se curvando e me parecendo tão convidativos. O que será que ela iria achar se eu provasse só um pouquinho deles?

Não, espera, esquece isso!

A sexta feira foi normal, no final das contas a gente acabou  assistindo Donnie Darko e graças a Deus eu não fiquei com medo, na verdade eu só fiquei bem confusa mesmo. Lauren tentou me explicar suas teorias para com o filme mas ainda assim aquilo me fazia ficar mais perdida ainda e tenho a leve impressão de que Lauren também ficou porque se perdeu na sua explicação umas três vezes.

Os outros filmes eu quase nem vi, a gente mais conversava do que assistia de verdade e no último da noite a gente acabou dormindo.

Até que a noite de sexta foi tranquila, mas ainda tinha o sábado quase que inteiro pela frente.

Levantei antes que a Lauren, ela estava tão bonitinha, com as mãos apoiando sua cabeça que até parecia um bebê grande. Ri com o meu pensamento e sai da cama indo até o andar de baixo pra cozinha preparar o meu café da manhã. Eu tinha essa total liberdade só porque os Jauregui já estavam acostumados comigo indo lá direto.

Fiz ovos com bacon, um clássico e sabia que Lauren também gostava então poupava o trabalho dela. Leite e um suco de laranja. Pronto. Subi novamente pro quarto dela que ainda não tinha acordado.

-Hey, bela adormecida - gritei perto dela que quase caiu da cama, me olhava com a maior cara de assustada do mundo e eu só fazia rir do jeito dela.  

-Sua idiota - ela grunhiu algo como isso eu ri mais ainda - Espero que já seja mais de meio dia, não aceito ser acordada mais cedo que isso num sábado.

-Agora é nove e meia, Lo - falei sorrindo cinicamente pra ela - De nada! - sua cara de desânimo foi a melhor.

-Droga!

-Droga nada! Não reclama não, que eu até fiz seu café da manhã - coloquei o nosso café na cama dela junto com a bandeja.

-É assim que eu gosto - ela brincou apertando minha bochecha e eu fingi que ia morder sua mão - Virou uma cachorrinha, é? - ela riu.

-Não! Você que é.

-Claro que não - ela fez uma carinha engraçada - Eu sou uma gatinha.

-Nossa, nem se acha você, né? - revirei o olhar pra ela divertidamente.

-Vai me falar que eu não sou uma gata?

-Ah - desdenhei, mas a verdade é que eu concordava, até demais...

-Pois eu sou sim - revirou o olhar e me jogou um pedaço de torrada na testa.

-Auch! Lauren - reclamei tocando minha testa. A torrada era dura - Isso dói.

-Você que é muito sensível.

-Você que é muito bruta.

-Bleh - ela fez careta e ficamos de cara feia uma com a outra até darmos risada porque não fazia sentido aquilo.

Depois disso e de jogar conversa fora a gente decidiu assistir Meninas Malvadas finalmente. A gente adora e simplesmente sabemos todas as falas, sem exagero, isso é verdade mesmo.

Até agora tudo estava muito bom, eu não tive tantos problemas em me segurar pra não arrancar um beijo dela a força ou descarregar tudo o que eu estava sentindo. O único momento mais desconfortável foi quando ela estava quase sem roupa, então acho que dava pra aguentar menos que isso, não é mesmo?

Não… Não dava. E eu estava descobrindo isso no instante em que ela me puxou mais pra ela ali na cama. Ela não costumava fazer muito isso, a não ser que eu estivesse com problemas e ela quisesse me reconfortar. Digamos que ela nunca fora muito carinhosa… E agora, por nenhum motivo aparente, ela faz.

Eu fiquei parada, completamente estática ali pois não sei se virasse o rosto iria ser um contato que não tinha volta. Então eu teria que me controlar. Como se fosse fácil.

-Camz? - ela chamou e eu automaticamente virei o rosto. Não! Droga! Não era pra fazer isso.Nossos olhares se chocaram um com o outro, nossos rostos tão perto que me causava um choque por todo o corpo. Eu não ia resistir a isso. Deus me perdoe - Porque você…  - eu não deixei que finalizasse eu simplesmente fiz aquilo que o meu corpo e meu coração tanto queriam. Eu obedeci aos meus instintos e ataquei seus lábios. Eu estava realmente a beijando. Eu estava beijando a minha melhor amiga. Meu Deus do céu. Isso é a melhor coisa que eu já fiz na vida. Eu sentia seus lábios tremerem levemente, como se estivessem vacilando, senti os meus indo com vontade nos dela, quase os machucando com o impacto, mas que pressão gostosa, senhor. Sua boca começou a corresponder e dançar os movimentos da minha, ela estava retribuindo e eu não queria parar de jeito nenhum, queria sentí-la ainda mais, toda aquela coisa nova atingindo cada célula do meu corpo que mais parecia entrar em ebulição. Até que sinto um forte empurrão nos meus ombros, me fazendo cair pra trás, toda desorientada e já caída no chão do quarto dela…

Lauren olhava pra mim com um misto de expressões no rosto e eu não sabia ler nenhuma delas, aquilo me assustava. Meu coração não parava quieto dentro do meu peito. Aquilo me sufocava.

O que foi que eu fiz?

 

23 de março de 2009.

Lauren.

-Camz, eu to com medo - confessei pra minha melhor amiga. Ela segurava a minha mão fortemente, aliás, eu que estava segurando, amassando a mão dela de tão ansiosa e nervosa que eu estava naquele momento.

-Hey, sem estresse, tá? Tudo vai dar certo - ela disse massageando minhas mãos.

-Mas e se eu fizer algo errado? E se eu não acertar a bola? E se eu cair lá no campo que nem uma tonta? Meu Deus, eu vou perder a vaga no time - choraminguei pra minha amiga que passou a ficar de frente pra mim agora. Ela tinha uma expressão suave no rosto, um leve sorriso que eu tenho que dizer, era bem fofo. Camila era muito fofa.

-Lolo, calma. Eu sei que você está bem nervosa por causa do teste, mas eu sei que vai dar certo. Sabe porque? - foquei meus olhos nos dela - Porque eu sei que você é boa nisso. Já te vi jogando centenas de vezes e posso afirmar que você arrasa, outra coisa, você treinou muito tempo pra chegar nesse momento. Então não resta dúvidas de que você merece isso mais do que ninguém, fora que você ama Baseball, é o seu destino.

-Poxa, Camz! - eu suspirei. Camila tinha uma facilidade de me manter calma, de me passar uma confiança que nem eu mesma achava ser possível encontrar. Ela era tipo a minha paz interna, por isso eu a amava muito - Você confia em mim mesmo?

-Claro que confio, Lolo - ela sorriu e eu de um jeito automático fiz o mesmo. A gente estava tão próxima uma da outra, tanto que eu poderia sentir a respiração dela bater no meu rosto e aquilo me causava um tremor interno que me era desconhecido, mas era tão bom que se eu pudesse ficaria mais um tempo até descobrir exatamente o que ele significava.

-Jauregui - o grito do treinador Biggs nos tirou daquele momento intenso e eu levantei com o coração a mil.

-Arrasa, Jauregui - Camila gritou imitando o treinador e eu ri antes de sair correndo até o campo.

Era agora ou nada. Essa era a minha chance e eu torcia pra não estragar tudo. Sempre fui muito confiante em relação a qualquer coisa, mas isso não quer dizer que não tinha momentos em que eu fraquejava. Até porque sou humana.  

Respirei fundo e fui até o campo, o meu capacete parecia ficar apertado a cada segundo que passava ali, o meu uniforme de teste também parecia me sufocar, mas eu sei que isso tudo é a pressão do momento.

Peguei o taco de Baseball e olhei pra ele quase implorando de um jeito idiota pra que ele fosse gentil comigo e me ajudasse naquela hora.

-Boa sorte, mas essa vaga de rebatedora já é minha - olhei para o lado e vi uma garota um tanto quanto avantajada com um sorrisinho de canto, seus braços estavam cruzados e ela parecia me desafiar de alguma forma. Seus cabelos curtos eram loiros e seus olhos num tom de castanho claro chamavam atenção. Eu não a reconhecia de nenhuma das aulas que eu tinha ali na escola, apesar do rosto meio rechonchudo não me ser estranho.

-Desculpe, mas como pode ter tanta certeza? - perguntei confusa.

-Porque eu sou a melhor aqui, você não é párea pra mim, Lauren Jauregui - como ela sabe meu nome? Ah, tudo bem, tá escrito no meu uniforme atrás, deixa pra lá. De qualquer forma, ela dizia com tanta prepotência que me deixava enojada do seu jeito. Olhei bem pra ela e forcei um sorriso cínico, o melhor que eu pude. Não seria uma menina grande e marrentinha que iria me botar medo. Eu mesma já tinha feito esse trabalho por mim.

-Qual o seu nome mesmo?

-Issartel, Keana Issartel - ela disse ainda com o seu sorrisinho babaca, e eu com o meu, claro. Arrumei minha postura e me coloquei de frente pra ela. Eu poderia me aproveitar da minha altura, mas acho que se ela quisesse me dar um murro me quebraria inteirinha, imagino o peso daquela mão gorda dela…

-Okay, na verdade, você teve uma pequena ilusão aqui - falei num tom firme - Mas não tem problema, pois eu te ajudo a perceber o errinho. Você até pode ter sido a melhor mas só até o momento em que Lauren Jauregui pisar no campo, porque depois disso ninguém vai sequer lembrar que Keana Issartel existe.

Depois disso a garota ficou quieta e meio surpresa, talvez. Eu dei as costas pra ela, não precisava dar mais atenção a uma pessoa que se acha, não é mesmo? Tinha mais é que pensar em mim mesma e no seguinte momento.

Entrei em campo e consegui ouvir o barulho que Camila, Normani, Ally e Dinah estavam fazendo pra mim lá da arquibancada. Isso era engraçado e ao mesmo tempo me passava a sensação boa de estar fazendo o certo, de estar preparada pra qualquer coisa. O sol estava forte e jogando aquela luminosidade que certamente não fazia nada além de atrapalhar minha visão, o vento no dia quase parecia não existir de tão abafado que estava, ou talvez seja eu mesma me sufocando de tensão. Talvez fosse toda essa pressão que fizesse eu conseguir, e este tipo de pensamento era ótimo apesar de sentir que meu coração fosse sair pulsando pela garganta. Além disso tinha alguém ali que acreditava e torcia por mim e eu sabia que qualquer coisa, com qualquer resultado eu poderia correr pra ela e ainda assim minha vida estaria magnífica. Este alguém era Camila Cabello.

Sorri com o pensamento e reuni todas as forças pra não cair desmaiada ali e passar vergonha. Agora mais do que nunca eu estava fazendo por mim mesma, eu estava naquele campo sofrendo toda aquela ansiedade pra uma coisa que eu amo que era o Baseball. Mas apesar de estar fazendo por mim, agora eu sentia que era uma questão de honra também, só pra depois jogar na cara daquela garota gordinha e prepotente.

Me ajeitei na posição que era demarcada no campo com uma base no gramado. Balancei o taco umas duas vezes, bati de leve no peito do pé, era quase um ritual aquilo. Olhei pra frente e lá estava a garota que iria arremessar a bola pra mim. Era o meu futuro que eu tinha que acertar, metaforicamente falando, é claro.

Eu já poderia sentir o suor escorrendo até por minhas costas, nojento, mas pura verdade também.

Não dava pra ouvir mais nada, a não ser o barulho do meu coração pulando freneticamente dentro de mim, era uma loucura e parece que tudo acontecia em câmera lenta. A bola veio e eu a acertei em cheio.

Foi uma rebatida tão perfeita, tão maravilhosa que a bola deu um vôo fantástico. Todos olhavam pra mim com aquela cara de espanto e eu nem sabia direito o que pensar, na verdade eu sabia que tinha que correr e foi quando percebi isso já estava correndo que nem louca pelas bases, uma a uma, até chegar na final e conseguir me salvar.

Os gritos que escutei foram altos porque realmente foi uma coisa legal de se ver, aposto que sim, dava pra sentir isso.

Não deu outra, eu ainda caída no chão por ter me jogado pra chegar na base e ter certeza de que eu iria bem, busquei o olhar de Camila na multidão e ela sorria tão linda e perfeita que a felicidade bateu em mim com força. Foi aí que eu soube que eu havia passado. Nem precisava ver o rosto de mais ninguém, nem das palavras do Treinador Biggs.

Eu tinha conseguido a vaga de rebatedora do time Dos Pueblos.   

Eu, Lauren Jauregui, provei ser a melhor rebatedora!


Notas Finais


O que será que isso diz sobre o presente heinnnnnnnnnnnnnnnn?????? Até o próximo guys :)


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