História Kitten Lauren - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camila Cabello, Camren, Fifth Harmony, Lauren Jauregui
Exibições 234
Palavras 2.796
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Ecchi, Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Hello, little galera. Espero que gostem desse caps, não é revelador, ou talvez pra alguns de vocês seja né, não sei. Ele é um caps de FLASHBACK!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Como tinha dito antes, lembram????? Okays. Eu não revisei então desculpem qualquer erro e tenham uma boa leitura :)

Capítulo 27 - Promises are not fulfilled


13 de abril de 2013.

Lauren.

Sabe quando você convive com uma pessoa por tanto tempo, tem uma ligação tão forte com ela e do nada, assim, bem do nada mesmo, você começa a olhar pra ela de um jeito diferente? Eu acho que não sei me explicar muito bem, mas isso deve-se ao fato de eu não saber o que está acontecendo comigo agora. O meu coração está confuso e a minha mente também. Tá tudo uma bagunça comigo. Eu queria que tivesse alguém que soubesse tudo o que eu sinto e penso pra me dizer o que se passa na minha vida. Eu queria ser menos confusa, queria ser mais precisa no que dizer e ter certeza das minhas escolhas e sentimentos. Utopias, não é mesmo? O caso é que eu ando tão perdida e me sentindo tão estranha com isso.

Há uma semana atrás, mais ou menos, eu estava guardando o meu livro de matemática no armário. O dia estava quente, muito quente mesmo, e eu conversava com a Normani sobre alguma coisa do time de baseball. Eu estava reclamando de algo porque é o que de melhor eu sei fazer: reclamar. E como eu dizia antes, o dia estava quente, então como é de costume nesses dias e eu sei muito bem disso, ou seja, já quero deixar aqui a minha nota: eu sabia disso muito bem. Que a minha amiga iria vir de saia. Ela usava em dias muito quentes, como naquela quarta feira, uma de suas saias rodadas. Eu sabia de cor e salteado todas as saias que ela poderia usar. A vermelha de bolinhas brancas. Poderia ser a azul com um detalhe branco na barra, ou até mesmo a lilás, ou a preta, a amarela ou até mesmo aquela velhinha toda branca que tinha uma mancha de ketchup na barra que só quem percebia era eu quando queria provocá-la. A minha cor favorita é azul. E naquele dia ela foi com a saia azul. Seria mais um dia quente de escola com Camila andando por aí com sua saia azul, certo? Errado. Camila passou saltitando ao meu lado com alguns livros nas mãos. Arrancando totalmente a minha atenção. Seria normal olhar para minha amiga e fazer alguma provocação básica sobre como ela parecia uma criancinha mimada naquele look previsível dela, assim como a sua reação que seria revirar os olhos e me deixar ciente do quão imatura eu sou. Como sempre. Mas não. Não foi bem assim que eu a vi naquele dia.

Era de costume que nós fossemos pra escola juntas, mas na quarta passada Camila teve que ir um pouco mais tarde porque teve uma consulta médica. Então eu não tinha a visto antes.

A menina veio desfilando, sem nem se dar conta, pelo corredor da escola. Seus olhos castanhos fixos nos meus como normalmente ficavam, a saia azul atraindo a minha atenção para o seu modo de andar, que, por algum motivo inespecífico, estava menos animado. A saia azul. E aquele sorriso. Não qualquer sorriso. Era o sorriso da minha melhor amiga. Só que diferente. Muito diferente. Parecia estar iluminado, contagiante, bonito, encantador. Ele estava me prendendo totalmente a atenção. Mas não fazia muito sentido. Eu já tinha visto aquele sorriso milhares de vezes. Sabia muito bem como ele era. E, hoje, ele estava me deixando encantada. Eu soube o significado de “borboletas no estômago” assim que o vi, porque por algum motivo foi o sorriso dela que causou aquela sensação gostosa e diferente em mim. O sorriso dela era lindo. Eu queria tocá-lo, ou sei lá, guardar pra sempre porque era o sorriso mais lindo que eu já tinha visto na vida. Eu tive vontade de abraçá-la e assim o fiz, com mais força que o normal, com mais vontade que o normal. Eu não queria soltar, só aproveitar a felicidade que aquele seu sorriso e sua presença estavam me proporcionando.

Mas, hey, é a Camila, minha amiga. Eu a conhecia desde que tinha seis anos de idade, e nunca tinha reparado antes como ela ficava bonita daquele jeito. Eu nunca tinha reparado que a sua saia azul a deixava com ar de mais velha, nunca tinha percebido que seus olhos tinham um tom um pouco mais claro do que eu achava que tinham e, eu nunca notei que aquele sorriso pudesse ser tão maravilhoso. Ele é lindo, na verdade.

Okay, sentir aquilo foi estranho, e eu também não sabia dar nome ao que eu passei no momento, então eu decidi esquecer. Dava pra fazer isso, não é? Claro. Eu poderia agir normal, até porque não tinha um motivo pra que eu me sentisse estranha. Apesar de eu não estar me sentindo mais tão normal quanto deveria. Outra coisa que eu também não consegui manter era olhar pra Camila do mesmo jeito que antes daquela quarta.

Agora que queira muito que Deus aparecesse do meu lado pra que eu batesse um papo com ele. Eu só queria uns minutinhos pra tirar uma dúvida que era: porquê? A Camila era minha amiga então… Porque eu estava tão… Atraída por ela? Meu Deus, até pensar nisso me deixa desconfortável.

Quer saber de uma coisa, vou deixar quieto, eu não tenho que pensar sobre isso. Eu não tenho que dar atenção pra uma coisa que eu não sei lidar. Oras, são apenas sentimentos estranhos e que eu não estou entendendo. Não dá nada eu não precisar entendê-los. Nesses casos, acho que o melhor é deixar pra lá, não mexer no que a gente não sabe. Não perguntar, não analisar, e muito menos falar sobre o assunto. Funcionou pra mim quando eu perdi o meu amuleto da sorte e passei a semana inteira mal por causa disso. Então, deve funcionar agora também.

Meu Deus, eu sou tão criança. Talvez Camila esteja certa e eu seja imatura demais.

-Lauren! - a ouvi me chamar e eu me forcei a não focar no seu sorriso. Só que isso não funcionava muito visto que seus olhos também me causavam efeito - Vamos logo ou você quer ficar aí sentada pensando na morte da bezerra?

-Ah, já tá na hora de sair? Eu nem me toquei - falei olhando pro meu relógio e já eram quase cinco horas da tarde, se a gente realmente quisesse chegar em Santa Barbara, a cidade vizinha, ainda no dia de hoje, então teríamos que parar de enrolar aqui nessa parada e voltar logo pra estrada.  

Era uma viagem da família Cabello, só. Mas eu fui convidada como sempre era. A família da Camila, simplesmente, me adorava e eu os adorava também. Sempre fui ligada demais com a Camila e por passar tanto tempo na casa deles, indo brincar com a filha do meio, acabou que cada Cabello da casa me conquistou e acho que isso é meio que recíproco já que estou sempre com eles. Parece até uma segunda família pra mim. Acho até que se eu fosse homem e namorasse a Camila eles iriam aceitar numa boa… Que? Esquece o que eu pensei. Que pensamento estranho. Sai.

Coloquei a minha jaqueta. Apesar de não estar tão frio mas eu sei que a Ally iria pedir pro Alejandro aumentar o ar condicionado e o carro ia parecer um iglu de tão gelado. E eu sou a única “friorenta” ali, então só eu iria sofrer com isso. Fui me sentar no mesmo lugar de antes, ou seja, lá no fundo, ao lado de Camila. Bem óbvio.

Sabe aquelas coisas bem clichês de viagem em família? Aqueles momentos que envolvem uma cantoria animada e brincadeiras bobinhas. Então, a família Cabello dava um jeito de juntar tudo e ficar muito legal e nada entediante. Só com eles que eu conseguia me divertir com esse tipo de coisa, se fosse a minha família, sei que não teria graça nenhuma. Mas, sinceramente, acho que seria bem difícil um momento como esse acontecer com a família Jauregui.

-Vamos cantar outra, pai, por favor, se eu tiver que ouvir mais uma música do Journey acho que vou ter uma overdose - Camila reclamou e eu ri da cara dela. Acho que ela estava mais pra pop do que um rock clássico.

-Mas é rock, minha filha. Não tem nada mais legal que Journey - Alejandro contestou a filha.

-Ai, pai, até eu já cansei - Ally confessou.

-Realmente, Alejandro. Chega de Journey - Sinu falou mudando o cd que estava no rádio do carro por outro que não deu pra ver qual era.

-Vocês não entendem o rock clássico - ele bufou - Aposto que a Lauren concorda comigo.

-Eu até concordo, mas… Acho que até eu já enjoei deles de tanto ouvir - fui sincera.

-Viu, pai? Você perdeu, a Lolo ficou do meu lado - Camila me deu uma apertada na bochecha.

-E quando é que ela não fica do seu lado - Ally olhou pra trás e deu língua pra nós duas.  

-Coloca a Miley - uma Sofia meio agitada disse pulando no banco a frente do meu.

-Nem vem, Sofi. Eu que vou ter uma overdose se ouvir mais uma música dela - Alejandro disse rindo e de repente uma música antiga do Michael Bublé começou a tocar e todo mundo olhou pra Sinu.

-Que foi? Eu ainda gosto muito dele - ela confessou.

-Ah, mas é chato, mãe - Sofi reclamou.

-Okay, eu voto no One Direction - Camila disse animada.

-Eu voto em Mariah Carey - Ally quase gritou.

-Miley - Sofi repetiu.

-Michael.

-Journey.

-Lana - eu falei e todo mundo olhou pra mim.

-Você quer deixar todo mundo no sono, né Lauren? - Ally perguntou.

-Eu sabia! Sabia que você ia falar Lana - Camila revirou os olhos.

-Tá bom, já chega. Sem música - Alejandro disse com um sorriso de canto e todo mundo protestou. Ficar sem música numa viagem seria chato demais, né mesmo?

-Já sei. The Killers - eu falei - Todo mundo gosta aqui, e eu acho que super combina com viagem.

-Hum, pode ser - Alejandro disse - Gostei da escolha.

-Eu também - Ally concordou e Camila me olhou indignada.

-O que?  

-Não acredito que você não votou no One Direction - ela fez um bico.

-Ah, mas eu não queria escutar One Direction - bufei e ela me olhou como se eu tivesse falado um sacrilégio. Não sei o que tinha dado na Camila, mas ela realmente viciou nessa banda e praticamente me obriga a escutá-los pelo menos uma vez por dia. Não que eu não tivesse gostado deles, mas é que no nível da Camila acho que o albúm deles já podia ser considerado uma substância ilícita - É que eu já ouvi umas quinhentas vezes o último álbum, Camz.

-Mas eu queria escutar, oras. Você tinha que me acompanhar, só acho.

-Eu acho que não.

-Então não fala comigo.

-Não vou - cruzei os braços e virei meu rosto pro outro lado. Aff, a Camila às vezes era criança até demais pro meu gosto, mas era o jeito dela mesmo - Camz.

-Que foi? - ela perguntou olhando pra mim. Não bastou mais de dois segundos olhando pra cara uma da outra pra gente rir - Você é muito chata, aff.

-Olha quem fala - revirei o olhar e cheguei mais próximo dela meio que a abraçando.

Não demorou muito pra que a gente chegasse na casa de praia que o senhor Cabello alugou para o fim de semana. E então cada um tirou suas coisas de dentro do carro e colocou no lugar.

-Hey, eu tenho uma notícia pra vocês meninas - Sinu apareceu na porta do quarto. Eu, Camila e Ally paramos no meio do corredor e olhamos pra ela - Acho que você e a Camila vão ter que dividir uma das camas.

-Ah, tudo bem - Camila disse dando de ombros como se não fosse nada demais e se adiantou. Eu por outro lado fiquei parada pensando… Dividir a cama. Bacana. Eu já dividi a cama com a Camila outras vezes, agora vou dividir mais uma vez, nada anormal, nada demais, certo?

-Anda, Lauren - Ally me deu uma empurradinha com a mala dela e eu automaticamente fui pra frente.

[...]

Uma coisa muito legal em Santa Barbara é que quase todo o final de semana de abril tem alguma festa ou no centro da cidade ou na praia mesmo. E a família Cabello costumava frequentar as festas quando a gente vinha pra cá o que era muito bom. A gente se divertia bastante nas festas e nos últimos anos eu e a Camila acabávamos dando uma fugida e indo beber escondido.

Dessa vez não foi diferente. Eu peguei uma garrafa que estava na mesa sem que ninguém visse, até porque se pegassem a gente iriam brigar e começar a dar lição de moral, o que a gente não precisa no momento, né? A Camila achou um lugar na praia em que não tinha muita gente e ficamos encostadas numa pedra. Ficava meio longe do mar então não precisamos nos preocupar se a maré iria chegar em nós.

Tomou um gole com vontade da bebida, que até agora eu não sei o que era, e passou pra mim. Seu braço encostado no meu causou um leve arrepio em mim. Acho que é porque estava gelado. Peguei a bebida e tomei também um bom gole. O gosto era horrível, eu já devo ter provado coisa pior junto com ela, mas esse está no top cinco dos piores, com certeza.

-Credo - eu reclamei.

-Que fracote você, Lauren - ela soltou uma risadinha e eu a olhei meio chocada.

-Você gostou, é?

-Até que não é tão ruim.

-Não é tão ruim, é horrível só - disse e ela pegou a garrafa da minha mão e bebeu mais - Meu Deus, não sabia que a minha amiga tinha virado uma cachaceira.

-Eu não virei - Camila deu um tapa no meu ombro - Só estou aproveitando - sorriu e passou pra mim.

-Sei - eu ri e tomei mais um pouquinho. Credo. Aquilo não melhorava.

-Lolo - ela chamou, eu limpei minha boca com a manga da camisa que usava e virei meu rosto - Me promete uma coisa? - seus olhos brilharam focados nos meus. E eu não sei porque, mas aquilo me parecia ser mais sério do que a situação deixava de impressão. A Camila não era de ficar séria assim, ela gostava de ser mais suave, esse era o jeito dela.  

-Qualquer coisa, só dizer - eu respondi engolindo em seco.

-Eu gosto muito de você, e sabe, eu não sei o que seria de mim se você não estivesse na minha vida - ela ia dizendo e meu coração errou uma batida com aquilo. Eu senti meu corpo esquentar e paralisar - Me promete que seremos amigas pra sempre, que nunca vamos nos separar? - ela pediu com a voz embargada mas ainda assim firme, o máximo que deu.

-Mas porque você está…? - comecei a perguntar e ela me interrompeu.

-Shiu - ela tapou minha boca com o dedo - Sem perguntas, tá? Só me prometa.

-Okay. Eu prometo, Camz - falei baixinho e dei um sorriso de canto para minha amiga. Ela também sorriu, abaixou a cabeça e se alinhou a mim buscando conforto no meu colo fazendo meu coração disparar, o que eu torcia pra que ela não percebesse esse pequeno detalhe.  

Eu não entendi o porquê do pedido dela. O que eu sabia é que eu iria cumprir a minha promessa, isso era bem óbvio. Não tinha porque me separar da Camila. E eu não queria isso de jeito nenhum. Acho que isso é mais um sinal pra que eu pare de ter aqueles pensamentos estranhos com ela. Ou pra eu parar de prestar atenção no jeito dela, ou em como ela me deixa meio bobinha. Ou qualquer coisa desse gênero estranho. Acho que não é saudável pra uma relação de amizade como a nossa. Realmente não é nada saudável. Onde iria acabar uma coisa assim? Pelo que já vi em várias histórias eu já sei a resposta: nada bem!

Mais tarde naquela noite, ou devo dizer na madrugada do dia treze de abril, nós voltamos pra casa e eu tive que dividir a cama com a Camila. Em sentidos opostos dessa vez, por escolha minha. Eu sei que a Camila costumava me abraçar quando a gente dormia juntas, e eu gostaria muito de poder aproveitar esse carinho dela, mas acho que a melhor maneira de eu cumprir o que tinha prometido na praia era adaptar esse meu jeito com ela.

A nossa amizade seria pra sempre e eu sei disso, não importa se os meus sentimentos estão bagunçados por ela. Eu nunca iria abandonar a Camila.


Notas Finais


Espero que tenham prestado atenção na data desse flahsback e a do outro.... Pq, bom....... Vou deixar ai no ar. Até o próximooooo, kisses :0


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