História Knock Out - Capítulo 4


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Categorias Barbara Palvin, Justin Bieber
Personagens Barbara Palvin, Justin Bieber
Tags Barbara Palvin, Criminal, Justin Bieber, Knock Out
Visualizações 205
Palavras 1.790
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Crossover, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - 03. Wolf Eyes


Bliss Moore

Balançava impacientemente minha perna para cima e para baixo. Parecia impossível ficar ali fora, vendo as nuvens de ar esbranquiçadas saírem de minha boca cada vez que eu respirava. Estou à beira do nervosismo, querendo mandar uma bela mensagem para Thomas dizendo o quanto o odeio, e o quanto quero que ele se foda e o nosso encontro seria desmarcado.

Caralho, pensei eu, por que fui atrás desse convite? Mas que merda! Hoje é sexta-feira, estou ás sete e meia esperando ele na frente de minha casa, com dois casacos que não parece o suficiente para esse frio que está congelando a minha pele tênue. Thomas enviara uma mensagem dizendo para eu já ir descendo para encontra-lo, pois estava prestes a chegar, então desci, pensando em uma boa desculpa para os meus pais. Se por acaso voltasse para dentro com toda certeza diriam: ‘Avisamos, Bliss. Esse garoto não presta. Pare de tentar reconciliar com ele’, e eu voltaria para o meu quarto, enviaria uma mensagem para Teresa e Rachel, e aí sim me debulharia em lágrimas.

Quando estou prestes a fazer o que minha mente calculou, vejo os faróis fortes se alarmarem em minha face. Recuo um pouco com a palma da mão esticada em meu rosto, para evitar contato visual com a claridade. Caminho com meus saltos pela grama abro a porta de seu Audi a3 branco, tendo um choque de temperatura, pois dentro do mesmo o aquecedor está ligado.

— Mas que porra... — comecei, batendo freneticamente os dentes — você disse que chegaria em vinte minutos? Por acaso tem alguma dificuldade em olhar a merda do relógio?

— Oi para você também — riu ele, ignorando a minha pergunta de um modo carinhoso. Reviro os olhos sem deixa-lo ver.

— Quais são os planos? — indago, me acostumando com a quentura dali.

— Uma luta — sorriu reluzente.

— Uma luta?

— Uma luta.

— Quer parar de bancar a porra da menina com câncer apaixonada por outro doente e me fala certo as informações.

— Vai ser legal, Bliss. Eu prometo. Posso comprar umas bebidas para nós, vemos a luta, depois saímos para jantar juntos em algum lugar. — sorriu, tocando a minha mão que até pouco tempo jurei que estava congelada.

Decepcionada. De verdade. Mas não poderia dizer isso na cara dele. Pensei de Thomas me levaria para algum lugar sofisticado, pois ele teria a pequena chance de reconciliar comigo. Entretanto, pouco sabe ele que eu quero sair com ele, pois estou com pouca grana e querendo beber freneticamente.

Thomas tentava puxar assunto, e eu respondia normalmente, percebia que ele se esforçava ao máximo para me agradar em tudo, deixando o clima no mínimo fofo. Thomas Renee, filho de um dos donos da Adidas. Sempre com dinheiro e esbanjando luxo pelos corredores de Atlanta High School. Arrogante e por vezes esnobe, mas quando está perto de mim dizem que ele se derrete.

Meus olhos se viram para janela quando vejo alguns holofotes em direção á um ginásio escolar. Fico sem entender quando Thomas gira o volante em direção a uma vaga. Corro o olhar pelo lugar; há carros parados com seus porta-malas abertos esbanjando som, e bebidas. Adolescentes estão à beira de vomitar sem nem ao menos ter começado a luta, que, aliás, é em um lugar inusitado. Todos sorriam, bebiam e gritavam. Engraçado como o adolescente acha que está no topo do mundo, sendo que na verdade, estão no topo do inferno.

Thomas me guia para a entrada dos fundos, onde há várias pessoas conversando, outras jogando charme. Cada um em seu mundinho. Há também pessoas nos cantos vendendo bebidas, e no centro dali, tem uma espécie de circulo cercado por uma fita, e logo na frente, cadeiras, onde parecia ser a área Vip. Está meio abafado, mas quando algum adolescente abre a porta da frente com um sorriso largo e dinheiro em mãos, logo uma brisa gelada invade o ambiente deixando-o refrigerado. 

Sinto a mão de Thomas agarrar a minha, enquanto caminho silenciosamente medido cada parte do lugar. Parece que estou deslocada e perdida em pensamentos, até que ouço alguém conversar com Thomas.

— E aí, cara? Seu lugar já está reservado — sorriu o cara de barbicha e dentes alinhados.

— Onde estamos? — sussurrei para Thomas, que ainda conversava com o cara.

— Valeu, Scooter. — retribuiu o sorriso.

— Entra logo lá antes que todos comecem a ficar bêbados e queiram invadir sua área — piscou ele — Vou anunciar o começo da luta.

Thomas me carrega arrastada até a área com cadeiras acolchoadas, e eu tento gritar para que ele pare e me escute, mas apenas consigo falar com ele quando estamos sentados.

— Onde estamos? — repeti, desta vez brava.

— Em uma luta, Bliss — sorriu, acariciando minha bochecha e eu em desvencilho.

Abro minha boca para dizer algo, porém o cara cujo se chama Scooter sobe no circulo com um microfone tão perto da boca ele consegue dizer brevemente:

— Façam suas apostas... — todos entram em delírio, pulando atrás de mim e com notas altas em mãos — porque a luta vai começar! — e foi aí que todos deslancharam em gritos de euforia — Vem aí nosso primeiro lutador, que está com sangue nos olhos e quer vingança. Cachorro Louco!

Um homem com o físico bem estruturado aparece, com seus cabelos negros e olhos castanhos confiantes capaz de perfurar o interior de todos ali presentes. Ele está confiante, olhando fixamente para suas luvas e fazendo golpes no ar.

— E a atração da noite e por quem vocês todos estão esperando hoje... — começou ele novamente, e em um sussurro que foi crescendo para um grito quase ensurdecedor — Justin Bieber, mais conhecido como Wolf Eyes.

Enrijeci na cadeira, olhando fixamente para onde ele entrara. Seus cabelos morenos e sorriso de deboche. Bieber usa uma bermuda jeans preta, deixando seu peitoral à mostra para que todas as mulheres admirassem.  Irrita-me vê-lo com tanta confiança, tudo nele me irrita um pouquinho. Ele ajeita os cabelos, manda uma piscadela para um bando de garotas que gritavam por sua atenção, até seu olhar cair sobre mim. Justin recua, olha para o lado vendo Thomas, e fica por um tempo fixando o olhar. Até Scooter tocar em seu ombro e dizer algo baixinho no orelha do menino, que toma sua posição.

O sino toca, e Cachorro Louco corre até Justin que desvia rapidamente dele, com passos rápidos que se eu piscasse perderia. Bieber dá-lhe um soco forte nas costas, então se afasta, como se pedisse para o adversário ataca-lo, pois ele já havia dado o primeiro golpe. Cachorro Louco se vira, e tenta socar a lateral do rosto de Bieber, que desvia, voltando seu punho cerrado para a mandíbula do cara que se grunhi em raiva.

Tudo passa tão rápido que meu coração palpita a cada golpe. Justin nunca esteve tão centrado em algo, ou melhor, eu nunca havia visto-o assim. Seu olhar castanho adquiria o tom meio avermelhado, que reluzia aos holofotes focados nele. Justin Bieber ou Wolf Eyes é invencível, e todos veem isso nele. Todos os meus pelos corporais se arrepiam quando vejo que Justin está por cima de Cachorro Louco, dando socos que pareciam intermináveis. Os músculos de suas costas se contraíram deixando-o extremamente sexy.

O sangue jorrava para o lado, e não conseguia ver algum movimento vindo do competidor que está contra Justin. O moreno de olhos castanhos está irreconhecível, seu rosto inchado, e as mãos não se movem, deixando-me com uma pitada de preocupação e nojo. Meu estomago se embrulha, e meu olhar não desfoca do acontecimento ali.

Creio que eu tenha descoberto parte dos segredos de Justin, uma vez que ele aparece acabando com um cara, em uma luta clandestina. Suspiro quando vejo que Scooter se aproxima com cautela de Justin, desviando das cotoveladas que Bieber possivelmente daria em seu rosto.

Justin se levanta, erguendo os punhos e gritando para o povo que retribui. Ele, com um sorriso vitorioso mostra para todos o quão poderoso é. O olhar dele párea sobre mim, com um sorriso cínico, mostro-lhe meu olhar mortal, ele ri, então volta a falar com o povo que começara a jogar dinheiro nele.

— Está tudo bem? — Thomas sussurra em meu ouvido.

— Acabou? — indago, olhando para seus olhos verdes-escuros.

— Sim — riu baixinho— Meio que todo mundo esperava ver o Wolf Eyes, depois que acaba, todo mundo sai para ficar lá fora, mas sempre está rolando outras apostas e lutas aqui...

Assenti, engolindo em seco.

— Vou pegar uma bebida para você, hun? — segurou em meu queixo, e eu assinto novamente.

Vejo os cabelos morenos sair da área VIP para um dos cantos daquele lugar. Como um êxodo, todos saem pela porta, deixando apenas alguns grupos de pessoas. Abaixo meu olhar para meu celular, enviando uma mensagem para Teresa.

Aceitei sair com Thomas. Pior encontro de todos.

 Levanto-me, decidida em ir atrás dele para dizer que quero ir para casa. Bato meu ombro em algumas pessoas, algumas me xingam, e até recebo cantadas, até que vejo Thomas no canto direito, com duas latinhas de cerveja, conversando sorridente com a bartender. Recuo alguns passos, desacreditada. Eles riem, se aproximam, e a menina turbinada mexe nas pontas de seu cabelo. Me sinto uma inútil por perceber que meus olhos começaram a marejar, e logo despencariam em um longo e duradouro choro. Meu celular apita mensagem e eu continuo ali, olhando para aquela cena. Ela passa para ele um cartão, Thomas pisca para ela, e foi naquele momento que percebi que nada nele mudou. Droga. Droga, droga.

Alguém agarra meu pulso quando estou prestes a sair, quando ergo meu olhar e vejo que é meu coração dispara com um bêbado desconhecido me carregando para fora dali. Atravessamos o gramado que, incrivelmente, estava sem nenhuma pessoa. Gritei, grunhi, mas ele não queria saber, apenas me xingava de vadia, e dizia que eu iria ter o que merecia. Tento mordê-lo, e sou arremessada com força no asfalto, na divisão entre o gramado e o estacionamento. Minha cabeça bate com força, fazendo-me ficar desnorteada. Me arrasto pelo chão, mas ele me agarra pelas pernas. Mal consigo ver sua face, mas percebo que está furioso. Ele me carrega arrastada até um beco. Chuto sua perna, porém ele nem se move.

Sou arremessada novamente para o chão, suas mãos nojentas vão para minhas cochas, arrancando meu short e rasgando minha blusa. Grito novamente, sentindo as lágrimas brotar em meus olhos. Bato a cabeça no chão novamente, mas desta vez, o peso daquele homem em cima de mim parecia uma tonelada. O sangue em sua testa respinga em meu lábio inferior, e eu apenas consigo me apoiar no chão com os cotovelos para empurrá-lo para o lado. Erguendo o olhar meu corpo entra em choque.

Justin guarda silenciosamente sua arma no bolso de trás, seus lábios se comprimem, ele nega com a cabeça, irritado. 


Notas Finais


No próximo capítulo ela vai descobrir quem é o verdadeiro Justin Bieber. Adorei escrever esse capítulo, socorro. Um beijo lindas <3


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