História Konoha: O Recomeço - Capítulo 50


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Palavras 1.999
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Saga, Violência
Avisos: Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Esse capítulo ficou muito bom, eu juro!

Leiam com vontade! =D

Capítulo 50 - Mistério


Fanfic / Fanfiction Konoha: O Recomeço - Capítulo 50 - Mistério

Yoshio:

 

 

 

Estava deitado na minha cama olhando para o teto, pensativo. Confuso, com as coisas que meu pai disse.

- Filho..? - era a voz de minha mãe. Pelo jeito do som, ela estava atrás da porta.

- O que foi?

- Desça aqui. Está na hora do jantar. 

Eu já tinha jantado faz um bom tempo. Ela sabia disso. E eu sei porque ela veio propositalmente me chamar.

Eu não queria magoar ela, mas também não queria gastar meu tempo com o velho do meu pai.

- Desculpa mãe, mas agora não dá.

- Eu entendo... - ela falou, aparentemente decepcionada.

Fiquei me revirando na cama até pegar no sono. Não queria pensar em mais nada, apenas no meu treino isolado amanhã.

Puxei a coberta e fiquei de frente para a parede.

 

 

. . . . 

 

 

Já era de manhã. O sol brilhava e refletia na janela do meu quarto. Me levantei calmamente e desci as escadas. 

Puxei a mochila em cima da cadeira e sai de minha casa.

Não precisa fazer minhas higienes matinais. Isso era um desperdício de tempo.

As ruas de Konoha estavam pouco movimentas, também, era de manhã, o povo todo é preguiçoso.

Mesmo com poucas pessoas, eu atraía alguns orelhas. Como se eu fosse um objeto de exibição. 

Ignorei todos aqueles olhares e caminhei até um prédio abandonado, perto da casa de um amigo meu. 

Assim que cheguei no lugar, saltei entre as paredes e subi na única janela aberta. 

Joguei a mochila no canto da sala e tirei minha camisa. 

- Treinando? Interessante. - escutei uma voz grossa soar atrás de mim.

Me virei rapidamente e levantei minha guarda.

- Quem esta aí? - perguntei.

- Treinar sozinho nunca é a solução. - escutei aquela voz soar em outro canto da sala. Olhei por cima do meu ombro tentando ver pelo menos um vulto. - Eu te treino.

Dei um giro completo e saquei minha kunai, esperando alguém aparecer.

Paredes de pedra foram formados ao meu redor. Tentava achar alguma escapatória, mais nada.

- Acho que peguei pesado. Espere um pouco.

As paredes se baixaram e cinco pessoas mascaradas ficaram ao meu redor. Olhei para todas elas.

- Desgraçado! Eu sou um Uchiha!

- Perigoso... - após escutar isso, todas as cincas pessoas vieram até mim.

O primeiro atirou um shuriken contra mim. Me abaixei e deixei que a shuriken passasse por cima. Vendo que o parceiro que estava atrás de mim, desviou da shuriken também, atirei minha kunai contra seu tórax.

Me concentrei na pessoa a esquerda. Chutei sua canela e fiz ele se abaixar. Não deu tempo de eu lhe golpear, o rapaz da frente e da direita me atacaram.

Desviei dos dois golpes usando o apoio das costas do rapaz abaixado.

Apos firmar meu pé no chão, chutei o traseiro do homem contra um deles. Após isso, fui até ele lhe dando um soco no peito, suficiente para jogar contra o pilar próximo.

Fui até o homem que tinha atirado minha kunai e peguei a mesma. Limpei o sangue na roupa dele e continuei em posição de ataque.

- Essa foi fácil, não é mesmo? Taijutsu é sempre simples. - ao fim da frase escutei risadas. - Vamos tentar algo novo...

Duas pessoas mascaradas que eu tinha derrotado se levantaram. Um deles estendeu o palmo e dele saiu o fogo, o outro estendeu o palmo e dele saiu água.

Ativei meu Sharingan para aquele combate. Dei um leve sorriso e esperei a próxima ação.

- Está se divertindo? Isso me deixa confortável.

O homem com o fogo veio até mim, me atacando com uma bola de fogo. 

Com o auxílio do Sharingan, rolei para o lado e fechei meu punho direito. Em volta dele o raio foi se formando.

Avancei contra o homem que tinha me atacado. Chegando perto dele dei um chute em seu peito. 

Ele bloqueou, mas não foi suficiente. Ele foi arrastado até a parede mais próxima. 

Corri até ele e mirei em seu rosto. Desferi um soco, porém ele rolou na parede e foi para o lado. A parede ficou amassada graças ao golpe.

Não tive tempo para ficar pensando naquilo, atirei a kunai contra sua panturrilha e depois soquei seu peito dando uma descarga elétrica. Depois do golpe o jutsu em volta se desfez.

Eu ainda era um ninja iniciante, não controlava muito bem meu chackra. 

- Regra número um, nunca dê as costas para o seu inimigo.

Depois de escutar isso, o jato de água veio por trás de mim me largando de cara na parede.

Eu tinha que escapar daquilo, mas era impossível. O ataque não parava.

Coloquei a sola do meu pé na parede e impus minha força total lá. 

O ataque continuava forte, porém eu estava apoiado na parede. Eu tinha um equilíbrio graças ao ataque dele.

Juntei meus dedos e fiz um clone. 

O clone foi correndo até ele pela esquerda. Chegando perto, passou por baixo de suas pernas. Desferiu uma solada contra suas costas, o suficiente para mandar ele em linha reta para mim.

Ele perdeu o controle de seu golpe, então foquei o chakra nos meus pés e esperei ele chegar até mim.

Empunhei a kunai, que ainda estava comigo, em linha reta. Quando seu corpo chegou, o impacto foi suficiente para derrotar ele.

Voltei ao chão e desfiz meu clone.

Me ajoelhei e tentei recuperar minha respiração, porém eu estava muito ofegante.

- Muito bem. Foi um ótimo treinamento. 

- Q-Quem é você, desgraçado?!

- Acho que não é apropriado falar assim comigo.  - a voz desta vez veio exatamente atrás de mim. Pude até sentir sua respiração.

Sem pensar duas vezes, virei uma cotovelada contra seu estômago. Porém, fui bloqueado e jogado para a frente.

Quando me levantei pude ver a figura do meu pai. 

Uma roupa preta com listras vermelhas e um sorriso fatídico no rosto.

- Você fez tudo isso comigo, pai?! 

- Esta bravo? Foi um treino excelente. - ele caminhou até mim e me ajudou a levantar. - Não treinava alguém assim faz muito tempo.

Limpei o suor que escorria na minha testa e comecei a encarar ele. Eu estava feliz por ter passado um tempo com meu pai, ainda mais da melhor maneira possível.

- Como você me seguiu até aqui? - perguntei.

- Modo Sennin. - ele me respondeu e foi andando até a janela.

- O que é isso?

- Hm... acho que não esta na hora de aprender isso. - depois de me responder, meu pai saltou da janela.

Revirei meus olhos após ver ele sair.

Fui até o canto da sala aonde tinha deixado minha camisa e minha mochila. Peguei os dois e botei em meu ombro, depois fui embora.

 

 

. . . . 

 

 

Estava sentado em um prédio particular , o mais alto de toda a vila, era quase raro uma pessoa ali, claro, além de mim.

É engraçado como todos lá embaixo parecem pequenos pontos.

Já era meio da tarde, quase toda minha família estava reunida em casa, provavelmente. Tirando eu e meu avô, estavam todos.

Meu avô era muito ocupado. Quando estava comigo, com meu irmão e com a minha prima, ele era alegre.

Meu professor dizia que antigamente, Sasuke Uchiha era frio e indiferente, e ainda é. Eu nunca vi esse lado dele, eu estranharia se eu visse.

- Yoshio! 

Me virei para ver que me chamava. 

Era meu amigo, Arib. 

Aquela figura de cabelos castanhos, roupas escuras e olhos azuis veio até mim.

Ele era um amigo fiel até. E também era da minha equipe junto com a minha prima.

- Você por aqui de novo, né? - ele se sentou ao meu lado, mesmo tendo medo de altura.

- Superou seu medo?

- Eu? Estou quase...

- Para alguém com a sua personalidade, ter medo de altura é estranho.

- Talvez seja. - ele sacou dois balões vazios, e depois, encheu eles com seu jutsu. - Está afim?

Eu sorri para ele porque tinha entendido o pedido. Peguei um dos balões e arremessei na direção de uma loja de ramén.

O balão foi corretamente na entrada, aonde uma mulher estava saindo. 

Assim que aconteceu o impacto, nós dois rimos muito. De fato, era muito engraçado, mas se fosse com alguém da minha família a graça seria outra.

- Sabe o que devíamos fazer? - ele me perguntou enquanto retirava três sacos lotados de balão.

- O que? - perguntei.

- Formar nosso próprio grupo e fazer Konoha toda saber quem somos! - após me anunciar sua ideia ele se levantou e ergueu seus braços para dar mais enfase á sua ideia.

- Você está maluco? - questionei ele entre risadas.

- O que foi? O que há de errado?

- Um grupo? Você quer dizer... uma gangue? 

- Isso mesmo. 

- O que nossa "gangue" iria fazer?

- Baderna, arruaça e vandalismo. Isso a gente faz sem a gangue, imagina com eles.

- Tudo bem. 

- Por que você sempre discorda das minhas ideias? - ele virou o pescoço apos falar aquilo, mas depois virou lentamente por ter prestado atenção na minha resposta. - Você concordou?!

- Sim.

- Ótimo! - ele saltou do prédio e depois sumiu da minha visão. Não me preocupei se ele pudesse se impactar lá embaixo. Ele é um ótimo ninja, iria se sair bem.

Me levantei também e me preparei para saltar.

Ajeitei meu cabelo que foi desarrumado pelo vento. Olhei para baixo vendo um local seguro para não atingir quem estava lá embaixo.

Fiquei na ponta do pé e me preparei para saltar. Porém fui interrompido por alguém que me segurou pelo ombro.

Olhei para trás e vi que era meu tio Chyome, com o uniforme da ANBU.

Seu olhar era até intimidador, mas nada demais.

- Uma gangue? - ele me perguntou calmamente erguendo suas sobrancelhas.

- Tio! Eu posso explicar! Eu.. - ele botou o dedo no meio dos meus lábios impedindo de concluir minha frase.

- Eu sei que você precisa descontrair, se isso for um jeito bom para você... ok, mas eu te digo uma coisa. Não mate inocentes.

Eu ainda estava olhando para ele, mas mesmo assim ele soltou meu ombro.

Ainda na queda olhava para ele que depois de alguns segundos, botou sua máscara da ANBU.

Me virei para prestar atenção no meu salto. Utilizei algumas de minhas técnicas para chegar no solo em segurança.

 

 

 

 

Narrador.

 

 

 

 

A sala do Hokage estava vazia quando aquele homem de capa laranja adentrou pela janela. 

Como se fosse algo comum para ele, chegou se apoderando na sala. Se sentiu confortável quando sentou na cadeira de Sasuke Uchiha.

Alguns papéis preenchidos com os dados dos alunos da Academia estava sobre a mesa.

O rapaz foi revirando todas as folhas até achar a que lhe interessava. 

Sua escolhia parecia não ser interesse, e sim algo já determinado.

- Uchiha Taro. - sua voz grossa pronunciou o nome do ninja que era praticamente uma promessa na grande Konoha.

Porém, ele passou a folha para baixo e pegou uma nova. Levantou ela na altura do teto e deu algumas risadas quando leu o nome do indivíduo que constava ali.

- Uchiha... Yoshio.

Seus olhares foram descendo na folha até que ele averiguou seus companheiros de equipe.

Ergueu seu queixo e deu um suspiro fundo. Soltou aquela folha e foi até perto da janela.

Olhou algumas vezes para a porta para ter certeza de que ninguém chegaria.

Depois de tudo isso, começou a olhar para as nuvens, como se alguém estivesse lhe esperando, ou lhe vigiando.

- Que seja.

E assim foi dito por aquele tal homem, como se ele tivesse proclamando algo. 

Ele puxou o capuz de sua capa e saltou da sala do Hokage.

Durante todo o trajeto até seu destino sua expressão facial era misteriosa. Nenhum sorriso, nenhuma emoção sendo transmitida por meio de seus olhares. Um rapaz peculiar.

A única coisa bela que ele podia experimentar naquela momento era seu próprio mistério. 


Notas Finais




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