História Kupidon - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Arrow, The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Donna Smoak, Dra. Caitlin Snow, Felicity Smoak, John Diggle, Laurel Lance, Malcolm Merlyn, Moira Queen, Oliver Queen (Arqueiro Verde), Roy Harper (Arsenal), Thea Queen, Tommy Merlyn
Tags Arrow, Drama, Olicity, Revelaçoes, Suspense
Visualizações 79
Palavras 12.692
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Estupro, Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente chegou o dia da Estreia de "Arrow Season 6"
E para comemorar, estou postando uma nova fic.
Eu realmente espero que vocês gostem.
Postarei os capítulos uma Vez ao mês.

Bom, não vou mais ficar enrolando vocês.
Bom Capítulo!

Capítulo 1 - Capítulo Um


Fanfic / Fanfiction Kupidon - Capítulo 1 - Capítulo Um


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Oliver Jonas Queen estava em mais um dia de trabalho. Como Herdeiro mais velho dos Queen, seu pai Robert Queen lhe passara a presidência. Naquele dia, Oliver olhava para aqueles papéis entediado, eram vários currículos para Assistente Pessoal e que até agora nenhum havia lhe chamado a atenção. Ele leu cada um que estava em sua mesa, mas nada. Chamou várias dessas garotas para uma entrevista e isso só o cansou ainda mais, ficara a manhã e a tarde inteira falando com cada uma delas e nenhuma lhe qualificou. Nenhuma tinha o que ele queria de profissionalismo. Suspirou cansado e estressado. Se levantou esgotado e pegou suas coisas para ir para casa, sabia que ao chegar esse estres desapareceria. Já passava das 18h e queria estar em casa para por suas filhas na cama, algo importante para ele, algo que ele só deixava de fazer quando tinha coisas muito importantes para fazer.
**--**
Felicity Meghan Smoak era uma garota extremamente inteligente. Morou até os 15 anos em Las Vegas, se mudou para Gotham antes mesmo de terminar o ensino médio. Conseguiu uma bolsa de estudos pra MIT, mas devido á um problema, ela teve que terminar a faculdade em Central City. E foi lá que ela conheceu seus melhores amigos, Caitlin Snow, Barry Allen e Helena Bertinelli que estava na cidade á passeio. E novamente teve de se mudar, com a ajuda de seus amigos, ela foi morar em Starling City, conseguiu uma entrevista na melhor empresa de Star e agora era a melhor no departamento de IT na empresa Queen's Consolidated.
Não teve uma vida muito fácil. Seu pai a deixou quando tinha 5 anos, era apenas ela e sua mãe desde então. Se apaixonara pelo cara errado quando estava terminando o colegial e problemas começaram a persegui-la desde então. Era a primeira vez em anos que ela ficava segura em uma mesma cidade por tanto tempo. E mesmo que isso a deixasse insegura ás vezes, ela gostava de Starling, tinha amigos e um trabalho que ela amava. Mal sabia ela, que tudo mudaria, para melhor, ao conhecer pessoalmente os Queen.
**--**
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Felicity terminava de concertar o notebooke que Thea Queen havia lhe entregado. Era a primeira vez que via a filha mais nova dos Queen em sua sala, ficou surpresa, mas assim mesmo, lhe sorriu e fez o que ela pediu.
                                                                                 ****Flashback****
Olá! - Thea entrou no cômodo sorrindo.
Boa Tarde. - Cumprimentou sorrindo de volta. Sabia quem era, havia várias revistas falando sobre a garota em sua frente. - Precisa de alguma coisa? - Estava quase na hora de ir embora, faltavam 15 para ás 17h.
Me disseram que você é boa em informática. - A loira assentiu. - Precisava de uma ajudinha... - Mostrou o eletrônico.
Ah, sim. - Pegou. - O que aconteceu?
Deixei cair e depois disso não quis mais ligar. Pra falar a verdade, não é a primeira vez que o deixo cair. - Falou sem graça.
Tudo bem. Me dê 15 minutos. - O abriu e começou a fazer a sua mágica.
Você disse 15 minutos? Vai me devolver ainda hoje? - Felicity a olhou e encontrou o rosto surpreso da Jovem Queen.
Eu tenho minha mágica. - Disse rindo. 
Nossa... - Ficou surpresa. - A propósito, eu sou Thea Queen. 
É eu sei... Já a vi em várias revistas e eu trabalho com o seu irmão, não que eu já o tenha visto por aqui, já que eu trabalho aqui embaixo e ele é o presidente CEO... - Viu que a garota estava rindo, percebeu que estava falando de mais como sempre. - Felicity Smoak. 
É um prazer. - Sorriu.
                                                                                                      ****Flash Back****
Você faz mesmo mágica. - Thea disse ao encontrar todas as suas coisas no notebook. - Incrível. Nunca pensei que alguém me entregaria ainda hoje.
Obrigada. Você está me elogiando, não está? - Thea riu novamente.
Eu tenho um trabalho do colégio. Meu ultimo ano finalmente... - Felicity sorriu. - Bom, obrigada por isso. E por não se incomodar em me atender agora, quando já estava indo embora.
Ah, mas não foi nada de mais. E também você é minha chefe... Quer dizer, seu irmão é meu chefe, mas você é herdeira da empresa também, então isso também quer dizer que você manda em mim...
Felicity! - E novamente ela percebeu que estava de novo falando de mais ao olhar para a garota Queen em sua frente rindo novamente.
Desculpe, ás vezes eu falo mais do que o necessário. - Thea assentiu. - Bom, eu também tenho que ir. - Pegou suas coisas, desligou o computador e se levantou.
Então vamos juntas. - A loira assentiu.
**--**
Hoje eu conheci uma garota lá na empresa. - Todos estavam á mesa jantando. - Ela é incrível. Concertou meu notebook em 15 minutos. 
15 Minutos é demais, Thea. Você não está exagerando? Só pelo fato de ela ter entregue seu notebook hoje ainda... - Thea interrompeu o irmão.
Não. É sério... - Todos a olhavam, até suas pequenas sobrinhas. - Eu cheguei faltavam 15 para ás 17h e acreditem, ela me entregou 17h em ponto.
Ninguém conseguiria... - Foi interrompido novamente.
Realmente me lembro de ter entrevistado uma garota na empresa á alguns anos. Pelo que eu ouvi ela é muito inteligente. Passou em primeiro lugar em MIT numa turma só de homens. - Moira se impressionou. - E ela ainda era bolsista.
Impressionante. - Todos olharam para Moira. - O que?
A senhora chamando alguém de impressionante é assustador mãe. 
É. Eu é que estou impressionado. - Oliver olhou para as filhas que haviam acabado de comer. - Então, vamos dormir?
Ah, mas ainda está cedo, papai. - Disse April dengosa.
Eu quero assistir televisão. - Pediu Amily.
Nada disso, amanhã cedo vocês tem escola. - Se levantou se despedindo dos pais e da irmã. - Deem boa noite aos seus avós e tia e vamos. - Mesmo amuadas elas fizeram o que o pai pediu.
**--**
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Moira estava na empresa no dia seguinte bem cedo. Seu filho havia chego da empresa no dia anterior irritado por causa das entrevistas que tivera que fazer e para piorar não dera em nada. E então, mesmo não dizendo nada para o filho, decidiu ajuda-lo. Depois de sua filha contar como tudo havia sido com a garota de MIT, ela ficou curiosa sobre a moça e foi procura-la. 
Bom dia! - Cumprimentou a moça que a olhou.
Estou ficando importante... - Sussurrou. Moira segurou um sorriso ao ouvi-la. - Bom dia, senhora Queen.
Ah, por favor, senhora não! Me sinto muito velha. - Disse em desgosto
Desculpe. Er... - Pensando em como chama-la, Felicity a olhou.
Moira está de bom tamanho. - Felicity assentiu. - Minha filha veio até aqui ontem falar com você...
Sim. Eu arrumei o notebook dela, que por incrível que pareça não era tão bom assim... - Moira arqueou as sobrancelhas "Ela tem a língua solta, mas é engraçado" sua filha disse rindo. - Desculpe... Não devia ter dito isso.
Não se preocupe. - Sorriu. - Vim para conversar.
Conversar? - Agora quem arqueou as sobrancelhas foi a loira.
Sim. Eu fiquei curiosa sobre você... - Felicity percebeu no tom de voz que ela estava sendo verdadeira. Depois de passar por coisas tenebrosas no passado, que infelizmente ainda não está tão no passado assim, ela passou a perceber muito bem quem mentia, quem desconversava e entre outras coisas. Passou a conhecer bem as pessoas. - Você fez faculdade em Gotham e Central City, certo? - Havia pedido a ficha da garota antes de ir até ela. E foi assim que soube que ela começou a faculdade em Gotham e por algum motivo que não constava na ficha, ela terminou em Central City.
Sim. MIT. - Moira assentiu. - Mas por que?
Curiosidade. - Disse mais uma vez. - Você trabalha aqui á muito tempo?
Er... Há 3 anos. - Moira se surpreendeu.
Quantos anos você tem? - Felicity estava passando a ficar temerosa com aquelas perguntas.
Tenho 22. - E mais uma vez Moira se surpreende. - Eu terminei o colégio cedo e consequentemente a faculdade também... 
Impressionante. - Felicity ficou sem graça. - Hum... É impressionante alguém tão nova terminar a faculdade tão cedo... - Moira percebeu que estava se excedendo. - Não quis dizer que você é inexperiente.
Não, tudo bem. Eu entendi... - E ela entendia. Ela nem terminou o ensino médio num colégio, por causa do que houve em Las Vegas. Ela o fez pela internet enquanto fazia a faculdade. - Eu... - Foi interrompida por uma voz rouca que a arrepiou inteira.
Mãe? - Moira olhou pra a porta. - O que faz aqui?
Ora, conversando. - Oliver arqueou as sobrancelhas. - Não faça essa cara para mim Oliver Jonas Queen. - Felicity segurou uma risada com a bronca. - Estamos nos entendendo, certo? - Olhou para Felicity que assentiu. 
Hoje é dia de receber os Queen? - Sussurrou, mas ambos a ouviram e isso a deixou sem graça. - Então, senhor Queen... O que posso te oferecer? Oh Deus, isso soou muito estranho, mesmo que seja uma pergunta com dois significados, isso soou muito o outro lado do que ela significa... Mas isso vocês sabem e nem por isso precisam ficar me ouvindo falar baboseiras... - Mordeu uma caneta com tampa vermelha e os outros dois seguravam um sorriso. - O que vai acabar em 3, 2, 1. 
Thea disse que isso acontecia... - Moira respondeu ainda com um sorriso no rosto e Felicity corou. 
Eu gostaria que desse uma olhada em uma coisa para mim. Sei que não é seu ramo, mas estou com problemas e preciso de alguém discreto para ver isso. - Felicity pegou os papéis que ele havia colocado na mesa, enquanto se sentava em sua frente ao lado de sua mãe. 
Isso aqui é... - Leu rapidamente os documentos. - Bom, com certeza tem algo errado... - Felicity olhos do Queen para se explicar. - O que eu quero dizer Sr. Queen, é que não parece ter fundamento no que consta o ensvestimento. - Moira olhou para o filho. 
O que isso quer dizer meu filho? - Oliver suspirou e olhou para a moça á sua frente, pedindo com os olhos que ela explicasse á mãe. 
Isso quer dizer, Moira... - Oliver arqueou as sobrancelhas ao ouvi-la chamar a mãe pelo nome. - Que podem estar desviando dinheiro da empresa.
Bem que eu achei estranho. Você tem certeza absoluta que isso que você acabou de me dizer é o certo? - Felicity arqueou as sobrancelhas e Oliver percebeu que foi rude. - Não estou dizendo que não confio no que está me dizendo, mas... 
Você está falando de quanto? - Felicity olhou para Moira.
Uma diferença de 2,6 milhões num investimento fracassado... - Moira se surpreendeu com a quantidade de dinheiro que havia sumido. - Ele foi investido á mais ou menos 5 meses. E o que sei por enquanto é que ele foi aprovado por... - Olhou novamente no documento procurando o nome da pessoa que havia aprovado esse investimento. - Isabel Rochev.
Tinha que ser ela... - Sussurrou Moira desgostosa.
Ela disse que era um investimento que nós sairíamos lucrando... - Felicity voltou a folear o documento.
Posso descobrir o que houve com esse investimento. 
Quanto tempo você acha que poderia encontrar isso? 
Hum... Em algumas semanas. Até por que ela não deve dar muita bandeira com o que vem fazendo. Se ela fez isso uma vez, com certeza vai fazer novamente e quando ela fizer, estarei pronta na rede. - Moira estava mais uma vez impressionada com aquela garota.
Ótimo. Então faça. - Disse se levantando. - E seja discreta por favor. - A loira assentiu. - Vamos, mãe?
Ah, sim. Obrigada por tudo Felicity. 
Não é nada. Eu até gosto. Mistérios me deixam nervosa, eu gosto de desvenda-los. - E assim começou a fazer seu trabalho enquanto via os Queen sair de sua sala.
**--**
Oliver e sua família estavam na sala conversando sobre o que havia descoberto na empresa. Ele vinha desconfiando de Isabel á meses, mas não tinha provas. Havia pedido á um contador olhar os documentos e ele havia descoberto o desfalque, semanas depois ele havia pedido demissão, pois estava se mudando de cidade com a família. Por isso ele havia ido até Felicity naquela manhã. Havia ouvido falar que ela era a melhor no departamento de IT e por isso havia pedido a ela que verificasse os documentos e ficou impressionado com a capacidade da loira. Assim como sua mãe. Moira estava muito curiosa sobre Felicity Meghan Smoak.
Gostei da moça. - Moira comentou assim que o filho terminou de falar. - Ela é... Diferente.
Você está dizendo que gostou de uma das nossas funcionárias? - Robert perguntou surpreso.
Viu? - gesticulou com as mãos. - Até o pai achou estranho, mãe. 
Vocês não sabem como eu fiquei quando entrei na sala e nossa mãe estava lá... Fazendo perguntas impertinentes. - Moira o olhou incrédula.
Você nos ouviu? 
Não toda a conversa, só parte dela. - Moira cruzou os braços.
Moira. Você foi fazer perguntas á moça? - Incrédulo, o marido a perguntou.
Estava curiosa sobre ela. - Thea riu.
Você sendo curiosa? - Os irmãos se entreolharam. - Ollie, você ouviu o que eu ouvi? - Ele sorriu.
Curiosos perdem a cabeça sabia? Era o que dizia a mim e á Thea quando éramos pequenos. - Robert sorriu. 
Nesse caso meus filhos, eu tinha meus motivos... Estava curiosa "sobre" a garota. Ela é inteligente, esperta, tem uma capacidade que muitos gostariam de ter e ela só tem 22 anos... 
E não podemos esquecer maninho, que ela faz mágica. - Oliver arqueou as sobrancelhas. - Com os computadores... - Sorriu. - Além de que ela está te ajudando nesse caso do investimento fracassado...
E eu com isso? - Sua face fechou.
Talvez ela seja uma ótima Assistente Pessoal. - Thea sorriu assentindo, concordando com a mãe.
Ela não trabalha com isso, mãe. - Disse incrédulo.
Mas ela descobriu o que estava acontecendo com os investimentos que Isabel fez em menos de 10 minutos... - Oliver suspirou. - Oliver, você não disse que precisava de alguém desesperadamente? Você não quer passar mais tempo com as meninas? Depois que demitiu a outra garota á quase 2 meses, não encontrou ninguém e você tem reclamado que não tem tido tempo de busca-las na escola, de lava-las para sair... Se divertir... Não é isso que quer?
Jogo baixo, hen? - Sim, era isso que ele queria. Há 1 mês e meio teve de demitir sua Assistente Pessoal, que estava sendo um problema para ele. Usava roupas cada vez mais decotadas e curtas, o importunava com perguntas indiscretas e assim mesmo ele fingia que não via, mas um dia ela o pegara desprevenido e o beijou. Foi o fim para ele. Ficou tão irritado que pela primeira vez gritou com a mulher, estava irritado demais para pensar que outros ouviam e então a demitiu.
Por que não? - Olhou para o pai. - Concordo com sua mãe. 
Ela nunca vai concordar. - Sua mãe sorriu. - Eu conheço esse sorriso. Quer dizer que vai aprontar...
Ora, eu não tenho 10 anos para ficar aprontando Oliver. - Retrucou  e seus filhos riram. - Vou convencer Felicity. - Antes de alguém falar mais alguma coisa, ouviram dois gritos vindo do segundo andar.
PAPAI! - Oliver se levantou rapidamente e subiu as escadas correndo.
Mais um pesadelo, será? - Thea perguntou.
O que será que está acontecendo? Já faz mais de um mês que isso está acontecendo. 
Oliver não descobriu ainda. Não quiseram falar... - Estavam preocupados com as pequenas. Os pesadelos ficam piores a cada dia que se passa.
**--**
O que houve? - Perguntou assim que entrou no quarto delas, preocupado. 


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Pesadelo. - April sussurrou. Oliver suspirou, não estava entendendo o que estava acontecendo. Suas filhas estavam tendo pesadelos toda noite á mais de 1 mês e isso estava deixando-o angustiado. Quase na mesma época que demitiu sua Assistente, apenas algumas semanas a mais de diferença.
Querem me contar sobre o que? - As irmãs se olharam e logo depois, como sempre, negaram. Oliver já não sabia mais o que fazer para que as meninas o dissessem. 
Fica aqui até agente dormir papai? - Quem perguntou foi Amily.
Claro. - Disse deitando no meio das duas. Elas não gostavam de dormir separadas, Thea até havia tentado convencê-las de dormir em camas separadas, mas não dera certo. - Querem que eu leia uma história até pegarem no sono? - Ambas estavam encostadas no corpo do pai, cada um de um lado.
Papai? - Oliver olhou para April. - Como era a mamãe? - Oliver segurou a respiração por alguns minutos. Sabia que algum dia elas perguntariam por Sarah, mas queria tanto que demorasse um pouco mais.
Você sabem como... Vocês tem fotos dela... - April e Amily olharam para o pai com aqueles olhos que ele sabia que não conseguiria negar. - Ela era... Alegre. Não gostava de ficar parada por muito tempo, amava trabalhar, mesmo que fosse para cozinhar, ela já se sentia livre... 
A tia Laurel disse que a mamãe gostava de luta. - Sussurrou.
Sim. Ela gostava... Era algo que fazíamos juntos, antes de ela ficar grávida de vocês... - Lembrava-se que quando Sarah disse que estava grávida, ele pensou que seu coração havia parado de bater, não estava pronto para ser pai, mas assim que viu a primeira ultrassom ele se apaixonou pelas filhas e o medo passou. - Sua mãe fez questão de escolher cada detalhe da decoração do quarto de vocês...
Queria ter conhecido a mamãe. - Sussurrou Amily. Sua voz estava embargada. - Ela amava agente? - Agora tanto Amily quanto April olhava para o pai.
É claro que amava. - Sua voz não tremeu. - Ela estava muito feliz com a gravidez e não parava um minuto sequer em conversar com vocês. - As duas o abraçaram. - Por que estão querendo saber de Sarah, agora? 
Agente sente saudades. - Oliver sentiu seu chão abrir. Ele sabia que elas sentiam falta de uma presença materna, mas não sabia o que fazer. 
Amanhã nós vamos sair, o que acham? - As duas olharam para o pai. - Vocês escolhem o lugar... Depois da aula. - Ambas sorriram assentindo. 
Lê esse? - April pediu depois de alguns minutos de silêncio. Ela estava com um livro em mãos, o pai o pegou e começou a ler, ele ficaria ali até elas adormecerem.
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Bom dia Felicity. - A loira olhou para a outra loira que entrava em sua sala.
Bom dia, senh... - Foi interrompida por um pigarro. - Desculpa. Moira... Em que posso ajudar?
Que bom que perguntou, porque é para pedir sua ajuda que vim aqui. - Se sentou em frente Felicity. - Bom, em primeiro lugar, peço que me escute com atenção antes de falar qualquer coisa.
Claro. - Felicity se arrumou na cadeira para ficar mais confortável.
Você já deve ter ouvido falar no falecimento de minha nora, Sarah Lance... - Felicity assentiu. Havia saído nas revistas dizendo que a mulher teve um parto complicado, a bolsa estourou com 7 meses e meio de gravidez e ela teve uma hemorragia, conseguiram salvar suas filhas, mas ela não havia resistido. - Depois de tudo, meu filho se fechou para o mundo, só o que ele pensa é na felicidade das filhas. Eu ainda penso que ele pode pensar nisso e voltar a ser feliz, mas não posso mandar no que ele sente... - Suspirou e voltou a falar. - Depois que Sarah morreu, Oliver se dedicou á faculdade e ás filhas, só. Ele ama aquelas meninas mais que tudo e sinceramente tem como não amar? Ele agora é o CEO e estava tudo bem, não havia mudado nada nas rotinas dele. Vinha trabalhar, buscava as meninas na escola, voltava pra cá e normalmente ele tirava a tarde para passear com elas, mas...
Eu soube que ele está sem Assistente. - Moira assentiu. - E esse é o problema, certo? - Moira novamente se impressionou com Felicity, ela era sagaz, mas já deveria saber.
Sim. Ele tem saído muito tarde por isso. Tem feito tudo sozinho, pois não tem ninguém para ajuda-lo. Ele é muito exigente e não encontrou ninguém para substituir a antiga Assistente... - Olhou nos olhos azuis da mulher á sua frente e então como uma lâmpada acendendo em cima da cabeça de Felicity, ela soube.
Desculpe, mas... Está querendo me colocar como Assistente Pessoal do seu filho? - Moira sabia que não precisaria dizer muito para a loira á sua frente para que ela soubesse o que queria. - Desculpe, novamente... Mas eu não trabalho em secretariado... - Moira a interrompeu.
Eu sei, Felicity. Mas isso é muito importante. - Felicity suspirou. - Eu sei que eu não posso te obrigar...
Na verdade a senhora... - Novamente um pigarro. - Você... Você pode! É minha chefe, quer dizer, seu filho é meu chefe, mas quem se importa com detalhes?
Eu não obrigaria ninguém a fazer algo que não quer... - Moira então teve uma ideia. - Você não tem filhos, tem? 
Não! - Exclamou quase alto de mais. - Não. Nem namorado eu tenho... - Sussurrou.
Então pense um pouquinho comigo. Elas já não tem uma mãe por perto e agora tem menos tempo do que tinham com o pai. - Felicity sentiu seu peito apertar. Ela só tinha a mãe desde os 5 anos, seu pai as deixou e nunca mais voltou, por isso se sentiu tão mal. - Eu sei que estou jogando baixo aqui, usando duas crianças para fazer você aceitar isso... Por isso, amanhã, vou estar com minhas netas naquele parque perto do Big Belly Burger, quero que você apareça e as conheça. - Felicity estava surpresa com o pedido.
O...Que? - Estava achando que a Senhora Queen estava enlouquecendo. - Quer que eu as conheça? Assim vai me deixar numa corda bamba... - Sussurrou a última frase, mas Moira a ouviu.
Por favor, Felicity. - Olhou nos olhos de Moira Queen, ela estava implorando, nunca pensara ver Moira Deardeen Queen implorando por algo. 
Tudo bem. Esterei lá. - Moira sorriu agradecida. - E com certeza na segunda já não estarei mais no meu setor. - Sussurrou.
Eu iria ficar feliz. - Assim que saiu, Felicity pensou que estava perdida com aqueles Queen. Não passara nem 30 minutos e a Jovem Queen aparece em sua sala sorrindo e Felicity sorri de volta.
Bom dia, Felicity. - A loira a cumprimenta de volta.
Olha, agora só falta seu irmão aparecer... - Ela mal acaba de falar e quem aparece? Sim, Oliver Queen. - Bom Dia.
Bom Dia. - Oliver olha para a irmã. - O que faz aqui?
Eu vim convidar Felicity para almoçar comigo. - Oliver arqueou as sobrancelhas e ela da de ombros.
Oi? Me convidar para... - Thea a interrompe.
Sim. Não tenho aula hoje a tarde e pensei em passar aqui. É um tédio não ter nada pra fazer. - Felicity ri. - E então?...
Bom, eu saio daqui 10 minutos, pode esperar? - Ela assenti animada.
Eu vim aqui para perguntar se você já descobriu alguma coisa sobre o que te pedi? - Oliver se aproximou chamando a atenção da loira.
Sim. E tenho certeza de que não vai gostar... - Disse batucando rapidamente no teclado. - Você... - Ela se assustou. Ele estava em sua frente agora a pouco e de repente estava do seu lado. - Como veio parar aqui tão rápido? - Oliver deu de ombros e sua irmã riu. - Ok. Encontrei o local pra onde esse desfalque absurdo foi transferido. A pessoa que está fazendo isso é mais retardada que um doente mental... Isso não foi uma coisa legal de falar... definitivamente eu preciso controlar... - Oliver a interrompeu.
Felicity! - Ela o olhou assentindo e Thea ria. - Você está aqui só para rir?
Ora, eu a acho engraçada. - Fala enquanto ainda ria.
Eu não sou uma palhaça... - Sussurrou enquanto batucava no computador.
Não. Mas o jeito que você se embaralha nas palavras e depois tenta concertar... - É interrompida pelo irmão.
Ok. Thea, pode deixa-la fazer o trabalho dela? - Ela joga as mãos para o alto e em forma de rendição.
Bom, como eu ia dizer... A empresa em que ela investiu não existe. - Ambos os Queen a olha incrédulos.
Acho que não entendi.
Não houve investimento. O dinheiro foi investido para abrir uma sociedade limitada chamada "Tempest".
Eu não me lembro desse nome estar sob controle da corporação Queen... 
É por que não está. - O interrompeu. - Não tem nada registrado na secretaria de estado... Nenhum registro de impostos federais, nenhum pedido de patente. Mas... Há 2 anos, Tempest comprou um galpão na Rússia. - Entregou uma pasta com o que havia descoberto sobre o investimento.
Um galpão? - Arqueou as sobrancelhas.
Sim. Mas pelo que pesquisei detalhadamente, não é um lugar que tem algo haver com o empreendimento... Por isso deduzi que usam esse galpão como base para transferir qualquer "investimento" para fora do país.
Você não começou isso ontem á tarde? - Thea pergunta na frente do irmão.
Sim. Mas ela é uma neandertal. - Comentou. - O único problema de conseguir entrar na conta, é que está num nome decodificado que eu ainda não consegui identificar.
E como vai descobrir isso?
Posso entrar em uma das contas da Rússia... - Respondeu aos olhares dos Queen. - Por ela consigo entrar na conta em que está o dinheiro transferido e descobrir o nome da pessoa que o transferiu. E que com certeza é de quem fez o investimento...
Você está raqueando uma conta bancária para conseguir o nome dessa conta em que estão os meus fundos financeiros?
Raquear? - Thea perguntou alegre.
Por que está assim? - Oliver perguntou á irmã, achando estranho a animação.
Porque eu sempre quis fazer isso... - Oliver arqueou as sobrancelhas.
Olha, raquear é uma palavra tão forte... Eu prefiro, ultrapassar os limites.
E o significado verdadeiro para isso é raquear... - Felicity o olha sorrindo e ele da de ombros com um meio sorriso. - Ok, se for para descobrir... Faça.
Já fiz! - E novamente os Queen a olham incrédulos. - Eu fazia muito disso na faculdade. Eu era muito diferente do que sou hoje, pra falar a verdade. - Sussurrou com lembranças entrando em sua mente.
Olha loirinha, você está me impressionando. - Thea olhou para os dois com um sorriso.
Obrigada, eu acho. - Thea se levanta.
Oliver, ela está á mais de 10 minutos atrasada para o almoço. - Thea reclamou. - Será que agora que ela entrou nisso aí, você pode deixa-la continuar depois do almoço?
Ah, nem havia percebido o horário. - Olhou no relógio que marcava 12:15 o que quer dizer que estava 15 minutos naquilo com os Queen. - Mas tudo bem, agora é só esperar o sistema me dizer o que achou.
O sistema vai te dizer o que achou? - Thea estava ainda mais animada com aquilo. 
Sim. Ele vai mandar o sinal para o meu celular e pronto... - Oliver assentiu e se levantou.
Então, assim que tiver alguma resposta vá até minha sala. - A loira assentiu. - Pode demorar?
São muitas contas bloqueadas, mas devo ter o sinal dentro de 20 dias no máximo. Ah, Sr. Queen. - Oliver a olhou. - Sabe que se isso for o que eu acho que é, a pessoa que está fazendo isso é um dos conselheiros da sua empresa, certo? - E novamente o Queen assentiu se despedindo das garotas.
**--**
E então, você já escolheu o que cursar? - Thea assentiu. Elas estavam num restaurante á quase uma hora, Thea falava sobre a vida dela. Felicity se sentia bem com a garota, era como quando ela estava na presença de Cait ou Helena.
Meu irmão antes de ser o CEO, tinha uma boate e eu estou gostando de cuidar dela. - Felicity arqueou as sobrancelhas.
Mas você ainda é de menor. Tem 17 anos, certo? - Ela assentiu.
Sim. Mas meu namorado cuida de tudo. Só até eu fazer meus 18 anos daqui algumas semanas. Eu já praticamente passei nas provas finais. Vou fazer administração e cálculo.
Ah então é seu namorado que está cuidando de tudo? - Thea assentiu. 
Sabe, hoje... Pela primeira vez desde muito tempo, meu irmão sorriu para alguém que não seja da família. - Felicity não deixa a outra ver que ficou sem graça. - Foi impressionante, eu gostei.
Hum. - Não tinha o que falar. - Sua mãe foi me ver...
Ah então você aceitou a proposta dela? - Felicity arqueou as sobrancelhas.
Você sabia? - Ela assentiu. - Ainda não aceitei... Mas depois de amanhã com certeza já terei aceitado.
O que tem amanhã? - E Felicity conta tudo o que Moira lhe propôs. - Minha mãe é muito boa em convencer as pessoas. Você vai adorar minha sobrinhas. - Felicity sorri. - Sabe, eu tenho colegas do colégio, mas eu não me inturmo por que todos me veem pelo meu sobrenome... Por isso não saio muito, só com meu namorado, por isso te convidei para almoçar. Queria ter uma conversa com alguém que não me trate como Queen e sim como Thea...
Eu fico feliz por ter me chamado para sair. Eu tenho uma amiga, mas ela está em Central City, para terminar o noivado.
Nossa, deve ser difícil. - Felicity deu de ombros.
Sim. Porque ela realmente o ama, mas... Ela sabe que ele ama outra, então...
E por que ele a pediu em casamento? 
Porque ele é um imbecil e a garota que ele ama está noiva de outro.
Idiota! - Exclamou a Queen. - Eu matava...
Ela o ama demais para odiá-lo... - Felicity e lembrava das lágrimas que sua amiga deixara cair enquanto conversavam. Sua amiga dizia que não sentia mais o mesmo por Barry, mas mesmo assim, chorou. Era um namoro de mais de três anos. Com certeza não deve ser fácil, apesar de ela dizer que já não sente o mesmo amor que sentia antes.
**--**
                                                                                               **Felicity**
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Eu estou na porta do Belly Burger esperando por Moira e as filhas de Oliver Queen. Moira, me mandou uma mensagem pelo celular ontem depois que cheguei em casa.
Boa noite Felicity.
Esqueci completamente de marcar o horário.
Por favor, esteja em frente ao Belly Burger ás 11h em ponto
E mais uma vez, obrigada por fazer isso
Beijos. 
Moira Queen
Eu achei muito estranho ela ter meu número e então me lembrei que havia passado ele para Thea e que com certeza foi assim que Moira conseguiu mandar aquela mensagem. Estava olhando as horas no celular, quando olho para frente, vejo Moira e duas menininhas loiras de olhos incrivelmente verdes, elas eram lindas, me apaixonei na mesma hora e esse era o problema, não conseguiria dizer não á proposta de Moira Queen.
Amily - https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/af/6d/20/af6d209982a81f502745b3e1852973b4.jpg
April - https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/6b/1c/49/6b1c493fdebd3d0da6af4b1d3743fb7d.jpg
https://lojaklin.vteximg.com.br/arquivos/ids/329824-800-800/Sapatilha-feminino-infantil-Klin-rendaA.jpg
Boa tarde Felicity. - Me cumprimentou com um sorriso e eu o devolvi.
Boa tarde. - Olhei para as meninas que estavam cada um de cada lado da avó. - E vocês devem ser as princesinhas em que Thea não para de falar.
Olá. - Sussurraram juntas, tímidas.
Felicity essas são April... - Apontou para a menininha de rosa claro. - E Amily. - Ambas agora estavam sorrindo.
Meu nome é Felicity, mas depois da avó de vocês dizer 2 vezes, vocês já devem saber, né? - Elas riram.
Vamos entrando? - Adentramos o estabelecimento, as duas pequenininhas se sentaram de frente para eu e Moira nos bancos almofadados.
Vocês tem cinco anos, certo?- Ambas assentiram. 
Ela trabalha com o pai de vocês. - Agora ambas olharam para a avó. 
Verdade? - Eu assenti. - Legal... - April disse. E antes de elas me perguntarem alguma coisa o que percebi que iriam fazer, vieram nos atender, fizemos nossos pedidos e o garçom saiu.
Agente nunca viu você lá... - Comentou Amily.
Ah, é que eu sou de outro setor... Er... - Pensei num jeito fácil de fazê-las entender. - ... Não trabalho no mesmo andar que seu pai. - Elas disseram um "Ah" e eu sorri. - Sua avó disse que vocês já estão na escola. Estão gostando?
É legal. - O sorriso murchou e eu achei estranho. Olhei para Moira que olhava para mim e não para as meninas então não havia percebido a cara das pequenas. O celular de Moira toca e ela pedi licença saindo em seguida.
A vovó disse que o papai encontrou alguém pra ajudar ele na empresa, né Apple? - Ela começou o assunto o que achei fofo.
Foi mesmo, ela disse que agora o papai vai passar mais tempo com agente. - Meu coração novamente se apertou. - Você sabe quem é? - Sussurrou.
Er... - Amily me interrompeu.
A outra era má. - E eu arqueei as sobrancelhas. - Ela tratava agente muito mal.
Não fala isso Amy. Era pra estar só entre nós. - Vejo a outra pondo a mão na boca. Achei fofo.
Ah, não se preocupem. Não contarei nada a ninguém. - Elas desconfiaram. - Podem confiar. - Sorri.
A tia Thea disse que você é muito inteligente. 
É verdade. Ela disse que você é incrível. - Falou toda animada. Fiquei sem graça. - Que você concertou o computador dela rapidinho...
Ah, sim. Eu trabalho com isso. - Elas me olharam curiosas. - Eu concerto computadores... E vocês? O que gostam de fazer?
Agente gosta de brincar. Sabe, o papai deu pra gente dois ursos desse tamanho. - Falou mostrando o tamanho com a mão.
Não. Eles são muito maiores. Grandão... - Eu achava elas uma gracinha. O jeito que elas conversavam com aquelas voisinhas, falando no pai, me encantava.
Então, vocês gostam de ursos de pelúcia? - Elas assentem.
Muito mais que boneca, né Apple?
É. E também gostamos de ler. - Cruzou os braços e eu sorri. - Você também brinca?
Não né? Ela é adulta, dãã. - Eu ri do jeito que Amily falou com a irmã
Ah, mas adultos também brincam. O pai de vocês não brinca com vocês? - Elas se olham.
Antes brincava mais... Mas agora ele não tem mais tempo. - E novamente sinto meu peito se apertar e minha garganta queimar.
Mas agora ele terá mais tempo com vocês... Ele encontrou alguém para ajuda-lo. - Elas sorriram e logo ouvimos a voz de Moira.
Ah, então meu filho encontrou alguém para ajuda-lo? - Sorria como nunca.
Sim. - Ela agradeceu.
Por que está agradecendo vovó, você tem que agradecer pra quem vai ajudar o papai. - Eles terão de ter cuidado com o que falam perto delas. São bastante inteligentes para a idade que tinham.
Nós queremos conhecer ela. - April disse e Moira me olhou. - As outras foram horríveis... 
Como assim querida? - Perguntou a avó.
Não gostávamos delas... Elas queriam só olhar para o papai. - Eu e Moira rimos. - Não tem graça... - April cruzou os braços e se apreceu muito com Oliver naquele momento.
Bom, vocês já conhecem quem vai trabalhar para o papai. - Elas olharam para a avó curiosas. - É a Felicity. - Apontou com o indicador para mim e elas me olharam.
Ah... - Disseram juntas. - Mas ela não meche com computador? 
Sim, querida. Mas ela vai fazer isso para que o pai de vocês possam ter mais tempo com ambas. - Elas piscaram algumas vezes.
E também é só por pouco tempo... Eu espero. - Sussurrou. Moira riu.
Tudo bem então, né Amy? - A outra assentiu. Logo o nosso almoço chegou, me perguntava como uma avó deixava duas crianças comerem aquilo no almoço e eu acho que falei alto por que ela me respondeu.
Isso não acontece sempre. Elas estavam chateadas por que o pai tinha uma reunião importante hoje e eu prometi trazê-las. - Assenti. 
Mas por que uma reunião foi marcada para hoje? É sábado... - April me interrompeu.
Foi isso que agente perguntou... - Moira sorriu.
No final de semana o papai é nosso. Não é justo... - Reclamou e eu sorri.
A assistente anterior já havia marcado essa reunião e não conseguimos desmarca-la, era muito importante para a empresa. - Eu assenti.
Ela deve ter feito isso de propósito. - Reclamou novamente e eu achei fofo.
Vocês vão ter que tomar bastante cuidado com o que fala perto delas... 
Realmente. Nós já estamos tomando. - Disse sorrindo. - Vocês já terminaram? Já são 13:50 e temos que ir para casa. O papai deve chegar em casa ás 15h.
Ah vovó, mais um pouquinho. Agente pode ir brincar ali? - Apontou para um parquinho com brinquedos de todos os tipos dentro do local onde estávamos.
Tem alguma coisa contra, Felicity? - Neguei. E assim elas foram. - Obrigada mesmo por vir aqui hoje e por aceitar minha proposta.
Depois de conhecê-las ficou bem difícil. - Moira sorriu.
Eu queria lhe fazer uma pergunta... - Eu a olhei. - Você mora aqui sozinha? - Temia por essa pergunta.
Com uma amiga. Ela está em Central City visitando uns amigos... - Moira assentiu. - Mas acho que você quis dizer sobre meus pais, certo? - Suspirei. - Minha mãe mora em Las Vegas e eu fui fazer minha faculdade em Gotham quando ganhei uma bolsa, mas houveram alguns contra-tempos, me transferi  para Central e agora estou aqui. - Fiquei muito feliz quando Moira não perguntou mais nada.
                                                                                  * ... *              * ... *
Obrigada mais uma vez por tudo Felicity. 
Ah, não precisa me agradecer novamente. Eu que devo agradecer por hoje, eu gostei de passar algumas horas com vocês...
Agente também! - Exclamaram as irmã. 
Vou avisar Oliver que a partir de segunda você estará como sua Assistente Pessoal. - Piscou para mim e eu sorri.
Agente pode marcar de se ver outro dia né, vovó? - April quem perguntou. 
Na próxima, agente pode ir no shopping? - Amy pegou na minha mão e eu passei uma das minhas mãos nos cabelos loiros.
Claro. Certo Felicity? - Olhava para as garotinhas que estava agora ambas segurando minhas mãos e olhando para mim.
Claro, por que não? - Elas sorriram. - Vocês combinam tudo e depois me avisam, Ok? - Elas assentiram juntas. Era impressionante o quanto elas faziam tudo juntas. Gêmeas idênticas.
                                                                                             **Felicity**
**--**
                                                                                               **Oliver**
Estava tentando fazer minha filhas dormirem á mais de meia hora, mas quem disse que conseguia? Elas estavam elétricas hoje, mais do que o normal. Não paravam de falar sobre Felicity. Elas chegaram em casa depois das 15h, eu já estava em casa e estão falando sobre a loirinha desde que chegaram. Realmente, nunca as vi tão empolgadas com alguém.
Ela é muito legal. - Amily falou pela enésima vez. 
Papai, ela disse que vai trabalhar com você agora. - E eu assenti. Minha mãe havia de algum jeito convencido a loirinha, mas não era tão impressionante, minha mãe tinha esse "dom". - Então nós podemos ir vê-la quando quisermos. - Apesar de terem apenas 5 anos, ambas falavam perfeitamente certo, era impressionante.
A vovó disse que podemos marcar outro dia pra gente ir no shopping juntos. - Olhei para Amily.
Como assim? - Sobre isso eu não estava sabendo.
Ué, papai. Eu e Apple perguntamos se podíamos sair de novo e ela disse que sim. E então, a vovó disse que iria marcar pra irmos no shopping.
Hum. - Ambas deitaram novamente sobre mim. - Em falar em shopping, amanhã vamos até lá. - Me olharam curiosas. - Temos que comprar o presente do amigo secreto que vocês vão brincar na escola.
Ah é. - Achei estranho o descaso. - Agente pode comer lá? - Apple e Amy me olhavam agora animadas.
Claro. - Elas sorriram animadas. - Agora chega de conversa, né?  Já passou da hora de vocês estarem dormindo. 
                                                                                             * ... *                     * ... *
Olhava minhas filhas, dormiram praticamente em cima de mim, coisa que elas passaram a fazer todos os dias desde que começaram com os pesadelos, me lembrar disso ainda me deixava angustiado. Precisava de algum jeito descobrir o que estava acontecendo, sabia que elas andavam estranhas ultimamente. April e Amily nunca foram de dar trabalho e á alguns dias elas vinham reclamando que não queriam ir para a escola, elas não eram assim, mas achei que era coisa do momento, mas estava errado. Na sexta feira, enquanto as arrumava para irem á escola, elas pediram para ficar em casa e pela primeira vez vi minhas duas garotinhas chorarem de soluçar, por causa da escola, elas não eram assim e por isso naquele dia eu não as levei.
Não sabia mais o que fazer para descobrir o que estava acontecendo. Consegui arrumar Amy primeiro na cama e depois de muito custo, consegui me soltar de Apple também e arruma-la. Saí do quarto dando de cara com Thea.
Por que ainda não está dormindo? - Comecei a caminhar para meu quarto e ela me seguia.
Porque queria falar com você. - Assenti e a olhei. - Ollie, você não acha que está na hora de você buscar uma psicologa para as gêmeas? Elas não estão bem. O que aconteceu na sexta... Nunca havia visto elas daquele jeito. 
Nem eu. Realmente, tem algo de muito errado acontecendo. - Thea me olhou esperando. - Você tem razão, segunda mesmo eu vou procurar por uma psicologa para elas.
Vai ser bom. Assim podemos entender o que está acontecendo. - Assenti entrando no quarto depois dela se despedir.
**--**
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Estávamos no shopping á mais ou menos 20 minutos. Procurávamos pelos presentes de amigo secreto, mas até agora nada, elas também por algum motivo não estavam muito animadas, por isso depois de não ouvir nenhuma opinião sobre o que comprar, eu decidi que iriamos á loja de brinquedos. Não entendia aquela descrença das minhas filhas, elas não eram assim e estava tornando tudo muito difícil pra mim. Elas não queriam procurar por presente nenhum, eu via isso nos olhos delas. Assim que entrei na loja vejo meu melhor amigo.
Tommy! - Chamei.
Ei, Ollie. O que faz aqui? - Olhou para minhas filhas.
Oi tio Tommy... - Disseram juntas indo abraça-lo.
Vocês estão maiores do que da ultima vez que nos vimos, hen? - Falou fazendo cosquinhas em ambas, que riram.
Respondendo sua pergunta... - Ele que estava agachado para ficar na altura de minhas filhas, se levantou e me olhou. - Vinhemos comprar um presente para o amigo secreto.
Ah, entendo. Vim fazer o mesmo. - Tommy tem um filho da mesma idade das minhas. Ele e Laurel, minha cunhada, tiveram uma aventura na mesma época que Sarah ficou grávida, 1 mês e meio depois, a irmã de Sarah revela também estar grávida, para desespero da mãe de ambas. O mais engraçado foi que Lyon nasceu um mês antes das minhas filhas, mas sem complicações. - Lyon está com Laurel dentro dessa loja enorme. 
Papai? - Olhei para as gêmeas. - Podemos ver os ursos? - Apontou April para a sessão de pelúcia e eu assenti.
Então, como estão as coisas com Laurel? - Perguntei enquanto seguia minhas filhas com Tommy ao meu lado.
Estão... Melhor. Ela aceitou que o melhor é nos divorciarmos. - Eu ficava triste, mas por outro lado, entendia a razão de ambos. - Já até demos entrada nos papéis.
Então, vocês vão mesmo se divorciar? - O vi assentir. - Como o Lyon está com isso? - Ele não respondeu e eu soube o porque. - Não contaram a ele?
Ainda não. Conversaremos sobre isso hoje. - Assenti. - Não vai ser fácil pra ele, mas é o melhor. Eu e Laurel não estamos mais conseguindo conviver um com o outro como casal... E decidimos, juntos, nos separar. 
Se vocês dois decidiram isso juntos, então vocês vão conseguir conciliar as coisas... - Eu esperava que fosse assim.
Se Deus quiser! - Exclamou. - Não queremos que Lyon ache que vai ficar sem ver um ou outro. Decidimos que ele ficará com ela e eu o pego nos finais de semana e nas férias escolares. O resto conciliaremos...
Entendo. - Na verdade eu achava que aquilo iria abalar e muito o menino, mas quem sou eu a dar palpite em casamento dos outros? Ele e Laurel não estão felizes, então o melhor é se separar mesmo.
Mudando de assunto, vamos almoçar daqui a pouco... Nos acompanha? - Antes de eu responder ouço Laurel.
Ora, mas finalmente você saiu da toca? - Olhei para a minha cunhada. 
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Finalmente achei uma secretária. - Ela arqueou as sobrancelhas. - Tommy não te contou dos meus problemas? 
É claro que contou. Mas como você a encontrou tão rápido, se até anteontem você não tinha ninguém? - Olhei para meu melhor amigo que deu de ombros.
Minha mãe. - Laurel riu.
Papai, pronto! - Exclamou Lyon que estava do lado de Laurel e eu nem havia percebido. - Oi tio Ollie.
E aí garoto? - Baguncei seus cabelos.
Papai agente já pode ir? - Minhas filhas do lado de Lyon, perguntaram.
Já encontraram o que levar? - Mostraram-me dois tipos de quebra-cabeça. - Tem certeza que é isso?
Elas gostam. - Amily dera de ombros. - Podemos ir comer agora?
Por falar nisso, convidei Oliver para ir conosco. - Laurel assentiu pegando na mão do filho.
**--**
Aconteceu alguma coisa Oliver? - Comentou Laurel assim que nos sentamos para comer.
Como assim? - Olhava para as crianças que comiam enquanto conversavam entre si.
Ora, elas estavam tão estranhas... - Eu suspirei e contei o que estava acontecendo ultimamente. - Oliver, talvez elas precisem de um psicologo. Talvez ele descubra o que está acontecendo com elas...
Eu sei. Thea disse a mesma coisa ontem. 
Não sabia que estava desse jeito. Quando você disse que elas estavam tendo pesadelos... - Comentou Tommy. - Pensei que era algo normal, afinal quase toda criança tem essa fase.
Mas não é uma fase. Já faz mais de 1 mês que os pesadelos começaram. Se bem que noite passada elas não tiveram... - Quando ia continuar vejo April e Amily descerem da cadeira e correr para o outro lado da praça de alimentação, fiquei tão preocupado que me levantei muito rápido de onde estava e fui atrás delas. 
Quando cheguei do outro lado, elas estavam abraçando a loira que trabalha na minha empresa. Estava á uns cinco passos delas quando a loira me olhou enquanto minhas filhas apontavam para mim.
                                                                                                  **Oliver**
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                                                                                                 **Felicity**
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Nunca pensei que depois de anos de estudo para passar em MIT, iria um dia aceitar a ser Assistente Pessoal de Oliver Queen. Se um dia alguém me dissesse que isso iria acontecer, eu riria muito em sua cara. Eu realmente não iria aceitar a proposta quando Moira colocou em palavras o que queria, mas ao ouvir tudo o que ela me disse, eu não pude pensar em dizer não. Ainda me lembro da dor que senti quando meu pai me deixou aos 5 anos mais minha mãe e eu nunca iria desejar isso a ninguém, nem ao inimigo, muito menos a duas garotinhas por quem eu já estou completamente apaixonada. Elas perderam a mãe, não a conheceram e isso meche de um jeito comigo que eu nunca poderia pensar. Serei oficialmente Assistente Pessoal de Oliver Queen na segunda e terei de aguentar, pelas meninas.
Precisava de roupas para esse tipo de trabalho, por isso decidi ir ao shopping fazer compras. Decidi comer antes de andar pra comprar o que precisarei. Minha mais nova melhor amiga, o que nunca pensei que seria, me encontraria na praça de alimentação ás 13:00h e eu estou quarenta minutos adiantada. Assim que entro na praça de alimentação, procuro um lugar mais vazio para me sentar, antes de achar vejo duas garotinhas correr em minha direção e me abraçar, me abaixo sorrindo para corresponder, realmente, me apaixonei completamente pelas mini Queen.
Olá pequenas. - Elas ainda me abraçavam cada uma de um lado, fiquei ereta. - O que fazem aqui?
Viemos comprar umas coisas, né Amy? - A irmã assentiu.
Você também? - E sorrindo eu assenti.
Cadê o responsável por vocês? - Agora que me lembrei que vi elas sozinhas e isso era perigoso. - Vocês não podem sair sozinhas por aí. É perigoso.
O papai está ali. - April disse apontando para o pai que estava na minha frente. Minha respiração falhou um pouco, senti as mãos das meninas nas minhas.
Viu? Ele está de olho... - Comentou Amily sorrindo pra mim e eu não consegui não corresponder, mesmo sentindo meu coração pular ao ver meu chefe e não saber nem o por que de eu me sentir assim.
Vem, Lissy. - Me puxaram para onde o pai estava.
Boa tarde. - Me cumprimentou, assim que me aproximei com as gêmeas.
Boa tarde, mas eu acho que ainda é bom dia... - Sussurrei e ele sorriu. Senti meu ar faltar e me perguntava o que estava acontecendo comigo.
Por que vocês saíram correndo daquele jeito? - Senti ambas se encolher com a repreensão. - Eu já disse que não quero que saiam de perto de mim sem avisar, não disse? - Elas assentiram amuadas e eu fiquei com pena.
Ah, mas elas não farão mais isso, certo? - Olhei para ambas que assentiram. - Então está tudo bem. - Sabia que não tinha que me meter nisso, mas me senti tão mal ao vê-las sendo repreendidas.
Lissy, você também veio comer? - Assenti. - Papai ela pode sentar com a gente, né? - Eu ia negar na mesma hora, mas Oliver me interrompeu.
Não me importo. 
Bom, estou esperando alguém... - Comentei e as meninas fizeram aquela carinha de gatinho sabe? 
Vocês ouviram. - Ouvi Oliver dizer para as filhas.
Mas... Por favor? - April me pediu.
April... - Oliver a chamou para dizer alguma coisa e eu o interrompi.
Está tudo bem, estou esperando sua irmã. - Ele arqueou as sobrancelhas.
Tia Thea vai vir? - Assenti olhando ainda para Oliver Queen.
Ela disse mesmo que tinha um compromisso. 
Pois é, ela me ligou ontem me chamando para ir ao shopping e eu aceitei.
Hum. - As meninas sorriram. - Então você pode espera-la com agente. Estamos com uns amigos, mas...
Tudo bem. - E senti novamente ser puxada.
Boa tarde. - Assim que cheguei o casal me cumprimentou sorrindo e eu os cumprimentei de volta. Estava sentava no meio das gêmeas que fizeram questão disso.
Laurel, Tommy, essa é Felicity Smoak. -Oliver nos apresentou. Eles ainda me olhavam. - Felicity esses são Laurel e Tommy Merlyn.
Ah, então é de você que minha irmãzinha não para de falar mais? - Arqueei as sobrancelhas. - Thea. - Sim, eu soube que ela é meia irmã de Thomas Merlyn, um caso que aconteceu á muito tempo e que saiu nos jornais.
Sim. É ela. - Disse Oliver. - E também é ela que vai me ajudar na empresa.
Mas Thea disse que ela é Técnica de Informática, por que ela seria sua secretária? 
Moira me pediu e eu não pude dizer não. - Laurel e Tommy riram. As crianças comiam, pelo que eu havia entendido o menino era filho do casal á minha frente.
Ela realmente tem esse "dom". 
É até assustador para falar a verdade. - Disse Laurel.
Tenho que concordar. - Suspirei
Bom, você disse que Thea estava vindo pra cá... - Olhei para Oliver.
Sim. Ela disse que 13h estaria aqui. Eu cheguei mais cedo para comprar uma lembrancinha para minha amiga que chega semana que vem de Central City.
Então você é de lá? - Laurel perguntou.
Não. - Não gostava de falar da minha outra vida, mas não podia deixar de responder essa pergunta, até por que é uma pergunta que não me machucaria em nada. - Eu morava em Las Vegas. Depois ganhei uma bolsa para MIT em Gotham, tive uns contra-tempos por lá e então decidi terminar a faculdade em Central City. Logo que me formei fui escolhida para trabalhar no Queen's...
Você morava em Las Vegas? Que demais. - Foi Tommy quem comentou.
Não senti saudades da sua família? - Senti meu corpo inteiro tremer, era desse tipo de perguntar que estou sempre fugindo.
Não falo com minha mãe á meses. - Eu não queria responder isso, mas não posso mentir, uma coisa que odiava era mentira e se eu o fizesse e por algum acaso meu patrão procurasse saber a verdade? Afinal, eles não sabem muito sobre mim. - Quando me mudei não estávamos bem.
Sinto muito. - Dei de ombros. - Não deveria ter perguntado...
Não se preocupe. Não me importo. - Na verdade me importava, mas não diria isso a ela, até porque ela não tinha culpa alguma de me fazer esse tipo de pergunta.
Lissy, você não sente falta da sua mãe? - April me pegou desprevenida e antes de eu responder ouvi Oliver repreendê-la.
April! - As duas meninas ainda me olhavam.
Está tudo bem. - É só uma criança, não podemos culpar uma criança por fazer perguntas que machucam. - Eu e ela não estávamos muito bem, April. Nós... - Não sabia o que falar sobre aquele assunto que tanto me machuca. Mas fui salva.
Querida, o que a Felicity quer dizer é que coisas aconteceram e fez com que se separassem, entende? - Vi ambas assentirem e agradeci mentalmente por Laurel ter me interrompido. - Bom, nós temos que ir. Mais tarde temos que estar na minha mãe... Ela ainda não sabe. - Sussurrou, mas eu ouvi.
Entendo Laurel. Nós também já vamos... - Antes dele terminar as filhas o interromperam.
Ah papai, vamos ficar mais um pouquinho. - April pediu.
Até a tia Thea chegar. - Amily fez aquela carinha de gatinho junto da irmã.
Tudo bem. Mas apenas até Thea chegar. - Elas assentiram. 
Então, nós já vamos. - Se levantaram. - Foi um prazer Felicity.
O prazer foi meu. - Sorriram e Laurel pegou na mão do filho que sorriu para mim.
Tchau! - Se despediu de mim e eu lhe dei um beijo na bochecha do menino me despedindo. Se despediram de Oliver e as gêmeas e saíram.
Já que nos encontramos... - Olhei em seus olhos azuis. - Preciso de outro favor. 
Claro. Do que precisa?
Na segunda tenho uma reunião ás 9h30min, preciso que esteja na empresa mais cedo para eu explicar as coisas da planilha da reunião.
Ah, tudo bem. A secretária do seu pai é uma colega e ela me disse o que eu precisaria para amanhã. - Ele ficou surpreso. - Eu nunca trabalhei como A.P, por isso fui buscar informações. Seu pai a autorizou a me dar as planilhas da reunião de amanhã e eu já li.
Ótimo. Assim é menos trabalho... - Ouvimos April nos interromper.
Tia Thea! - Exclamou.
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Ei, vocês poderiam parar de falar de trabalho? - Disse enquanto abraça as sobrinhas. - É domingo pelo amor de Deus e vocês estão com essa duas princesas do lado...
Realmente. - Concordei sorrindo. - Chegou mais cedo...
Ah, sim. Roy me deixou aqui mais cedo. - Vi Oliver se contorcer. - Ollie, você ainda não se acostumou com meu namorado?
Só a palavra "namorado" já me deixa angustiado. - E eu ri. 
Bom, mudando de assunto irmãozinho... Você não disse que viria aqui. 
Desculpe, nem me lembrei na verdade... - Thea já estava sentada do lado do irmão. - Viemos comprar o presente do amigo secreto das duas.
Ah sim, vai ser na sexta, certo? - As garotinhas se amuaram novamente. Estava cada vez mais estranho. Elas por algum motivo não gostava de falar sobre a escola. - Por falar em presente... O que você comprou para a sua amiga? - Peguei o presente que estava do meu lado.
Thea! - Oliver gostava de repreender as pessoas. - Isso é coisa que se pergunte?
Fala sério Ollie, pra que tudo isso? 
Está tudo bem. - E ele dera de ombros.
Ah, meu Deus! - Exclamou. - Ela está...? - E eu assenti.
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Não era algo que ela queria que estivesse acontecendo, mas agora não tem volta. - Mesmo depois de minha amiga descobrir que estava grávida de três meses, quase quatro, alguns dias antes de ir para Central, a decisão dela de terminar o noivado não mudou.
E mesmo depois disso ela não mudou de opinião em relação ao término do noivado? - Neguei e logo vi que Oliver estava excluído da conversa e Thea pareceu ver o mesmo. - Felicity tem uma amiga que está em Central City.
Eu falei sobre ela agora a pouco. - Expliquei o Oliver assentiu.
E ela foi terminar o noivado. - Ele não fez expressão nenhuma, mas estava realmente ouvindo.
Infelizmente isso vai ter que acontecer. Ela seria infeliz com ele... - Realmente era a minha opinião sobre aquilo.
Mas ela está grávida. - Oliver quem disse isso.
Sim. Mas o noivo dela ama outra, então... - E eu vi que ele realmente compreendia. - Se ela ficar com ele, vai ser uma vida miserável para ambos e a criança.
Isso me lembra Tommy e Laurel. - Thea disse e eu a olhei nos olhos.
Tommy e Laurel? - Eles me olharam. - O casal que estava aqui? - Oliver assentiu.
Na mesma época que Sarah ficou grávida, Laurel também ficou. - Percebi o desconforto de Oliver ao falar na falecida. - E foi uma surpresa dupla. Ela e Tommy estavam namorando, mas nunca pensaram em casamento como meu irmão... - Assenti. - E mesmo assim se casaram. E depois de 5 anos eles decidiram se divorciar. - Sussurrou a apalavra.
Tia, nós ouvimos o que disse, sabe? - E nós rimos. - Isso quer dizer que a tia e o tio não vão mais ficar juntos? 
Sim, querida. - Thea quem respondeu.
Mas por que? - Amily perguntou e ninguém soube o que responder.
Sabe Amy, coisas ruins acontecem com os adultos e ás vezes não tem concerto. - Tentava explicar de um jeito fácil para elas entenderem. - E infelizmente, nos machucamos no processo. Mas isso não quer dizer que eles não se gostem mais...
Não? - April quem perguntou dessa vez. - Mas eles estão se separando...
Sim. Mas eles agora se gostam de outra forma, entende? - Thea e Oliver tinham os olhos em mim desde que comecei a falar. - Como amigos.
Hum. - E deram por encerrado as perguntas. Oliver me olhou agradecido e eu assenti.
Então, que tal um sorvete? - E as meninas assentiram animadas.
Vocês não tinham que fazer compras? - Thea deu um sorriso que me deu medo.
Sim. Mas vocês ficarão até terminarmos. - Oliver ia reclamar, mas a irmã o interrompeu. - E nem tente dizer não. Estou sem carro e você ficará aqui para me levar de volta para casa...
Eu posso... - Fui interrompida.
De jeito nenhum, Felicity. - Thea sorriu. - Muito obrigada, mas isso é obrigação de irmão mais velho. - E eu ri. - Então vamos lá!
                                                                                              **Felicity**
**--**
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Felicity estava sentada na sua mais nova sala, ao lado da de Oliver Queen, separados apenas por um vidro. Seu chefe ainda não havia chegado. Estava tudo pronto para a reunião que seria dali meia hora. Ela pensava naquele momento, em como pôde aceitar aquela loucura, ela havia acordado com o pé esquerdo naquele dia. Primeiro o despertador não tocara e havia pensado que chegaria atrasada, depois seu carro novo, por sinal, estava com a gasolina na reserva e a fila do posto estava enorme e para acabar com seu dia, assim que chegou em sua nova sala se deparou com Isabel Rochev, uma das conselheiras da empresa, que a olhou de cima abaixo. Foi humilhada pela mulher sem mais nem menos, que saíra logo depois de nariz em pé como se não tivesse acontecido nada. Felicity foi tirada de seus pensamentos por Oliver que chegava com seu motorista logo atrás.
Bom dia Srtª Smoak.
Bom dia Sr. Queen. - Se levantou de sua cadeira para cumprimentar seu chefe. Se virou para o homem negro do lado do mesmo.
Esse é Jhon Diggle. - O homem a cumprimentou.
Felicity. Felicity Smoak. - Apertou a mão do homem á sua frente.
Ele é meu motorista e amigo... - Dig o interrompeu.
E seu juízo também. - Oliver o olhou de esguelha. - Se não fosse por mim, muitas vezes estaria encrencado. - Ele riu e Felicity sorriu.
Está querendo queimar meu filme com a minha secretária?
Prefiro Assistente Pessoal. - Sussurrou.
Qual seu problema com loiras? - Dig perguntou para o amigo, mudando o rumo do assunto e Oliver arqueou as sobrancelhas sem entender o significado daquela pergunta.
Como assim?
Primeiro Laurel, depois Sarah e agora Felicity.
Ih, me tira dessa. - Sussurrou novamente. 
Diggle, cala a boca. - Oliver fechou a cara e Felicity segurou um sorriso. - Tenho uma reunião importante, agora. Me espere aqui. - Falou para Diggle. - Venha comigo. - Felicity o acompanhou.
Entraram na sala e encontraram dois dos conselheiros, sendo um deles Isabel Rochev e o empresário de Gotham. Bruce Wayne.
Bom dia. - Oliver e Bruce estavam um de frente para o outro ainda em pé e Felicity atrás de seu chefe.
E o que "ela" faz aqui? - Isabel perguntou com desprezo.
"Ela" tem nome. - A voz de Oliver ficou perigosa. - Se chama Felicity e é minha Assistente Pessoal. - A mulher grunhiu baixo. - Obrigado por vir até Star Sr. Wayne. - Se voltou para o empresário.
Foi um prazer, Sr. Queen. Para falar a verdade estava mesmo pensando em vir até aqui para propor um acordo que beneficiaria a ambos.
Que bom que não sou o único a querer essa fusão. - Ambos assentiram e se sentaram de frente para o outro, tendo apenas a mesa para separa-los. 
**--**
Oliver tenho que falar com você. - Entrou abrindo a porta sem bater.
Mas o que é isso? - Oliver arqueou as sobrancelhas surpreso com a ousadia. - Quem você pensa que é para ir entrando desse jeito na minha sala? - Oliver continuou sentado, mas sua voz se tornou tão perigosa quanto mais cedo.
Eu sou uma conselheira e vim lhe dar um conselho. - Oliver que estava sério, olhou para Felicity. A mesa dela ficava á uma porta de vidro de distância da sua e dava para ouvir tudo o que acontecia em sua sala. 
Em primeiro lugar, fale baixo. E em segundo... Não importa quem você seja aqui na minha empresa. Aqui quem manda sou eu. - E ela fingiu não ouvi-lo.
Eu vim aqui para perguntar o que raios está fazendo? - Estava furiosa.
Não entendo o que quer dizer... - Não estava gostando do tom da mulher á sua frente. Olhara novamente para Felicity que havia desviado o olhar de sua sala para o tablet.
Quero dizer, em contratar aquela nerd como secretária. - Apontou para Felicity que continuava sentada olhando para a tela do aparelho em suas mãos..
Ela não é uma simples secretária... - Foi interrompido.
Imagino. - Oliver não gostou do tom que a mulher usou e muito menos do que ela insinuou. 
Ela é minha Assistente Pessoal. - E sua voz voltou a ficar perigosa. - Não me importo com que você acha ou deixa de achar. Eu sou o CEO daqui e quem escolhe minhas Assistentes... Não são os conselheiros. - Oliver já havia se levantado desde que começara a falar. - Agora sou eu quem lhe dará um conselho... Pegue a última dignidade que lhe resta e dê o fora da minha sala. - Dig estava na porta da sala e deu um passo para a esquerda para deixa-la passar bufando. Felicity olhava para a mulher que lhe olhou irritada e com um ódio tão grande que a fez estremecer, coisa que não sentia á muito tempo.
E eu achando que tinha problemas... - Oliver suspirou olhando para o amigo. - Eu ainda não acredito que ela lhe falou daquele modo. - Comentou Dig.
Pode acreditar, ela é a única que tem essa ousadia. - Rosnou.
Imagino. - Oliver suspirou cansado, voltando a se sentar. - Pelo jeito ela não gostou da Felicity e vai transformar a vida da sua Assistente num inferno. - Disse preocupado.
Sei me defender. - Ambos olharam para a loira que entrava na sala. - Preciso que assine isso. - Colocou o documento na mesa. - Ah, ligaram da escola das gêmeas... Disseram que elas sairão em meia hora. - Oliver arqueou as sobrancelhas. - Conselho de classe. - Explicou.
Diggle, por favor. - O homem saiu logo após o pedido mudo de ir buscar as meninas. - E traga elas para cá. - Falou antes do homem sair da sala.
Mudando de assunto... Eu ainda não tenho provas de que foi "ela" quem transferiu o dinheiro para a conta na Rússia... - Oliver voltou o olhar para ela. - Mas já que foi ela quem assinou um contrato falso...
Entendo. Realmente não posso fazer nada até ter provas de que realmente foi ela quem fez isso... - Suspirou e se encostou na cadeira.
Dentro de alguns dias eu já devo ter uma resposta... - Oliver assentiu. - Bom, vou terminar de fazer meu trabalho. Com licença. - Oliver a olhou saindo. O jeito que ela falava ás vezes, gesticulando com as mãos, lhe parecia tanto Sarah que até lhe assustava.
**--**
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Lissy! - Chamaram assim que a viram na sala e a abraçaram.
Também senti falta de vocês. - Se abaixou para corresponder o abraço. - Vamos nos sentar? - Puxou as garotinhas até um sofá que tinha sala de Oliver. - O pai de vocês está numa reunião á portas fechadas...
Outra? - Felicity olhou para Diggle.
Sim. Tommy Merlyn foi quem pediu. - O homem assentiu. - Ficarei com as meninas até ele chegar.
Então eu irei ligar para a minha mulher e ver se está tudo bem... Avisa Oliver por favor? - Felicity assentiu.
Lissy, lê uma história pra gente enquanto o papai não vem? - April perguntou.
Eu não tenho nada aqui... 
Ah, então coloca um filme? - Amily quem deu a ideia.
Ok. Deixa eu arrumar a TV. - Tinha uma televisão na sala de Oliver. Felicity conectou a internet no objeto e pegou o tablet. - Que filme?
Hum... A bela e a fera. - Felicity escreveu pelo tablet e o filme apareceu na TV. - Legal... - Sussurrou. - Como você fez isso?
Um dia eu ensino pra vocês. - Piscou para ambas.
**--**
Oi papai. - Disseram as gêmeas assim que o pai entrou na sala.
O que vocês estão fazendo? - Olhou para a TV ligada.
Assistindo filme.
Felicity preciso da pasta da empresa Wayne Interprises. - A loira se levantou do sofá e foi até sua mesa. 
Papai agente já vai comer? 
Mais cinco minutos. - Felicity entra na sala. - Obrigado. - Agradeceu assim que pegou a pasta. - Essa é a copia, certo? - Ela assentiu. - Vou entregar isso para Tommy e já volto. Pode ficar com elas mais um pouco? - Felicity assentiu. - Cadê o Diggle?
Disse que ia ligar pra esposa. 
Ok. Já volto... - Saiu deixando as três terminando de assistir o filme.
Você vai almoçar com a gente? 
Eu não posso, minha amiga chega hoje e eu vou busca-la no aeroporto. - Ambas ficaram tristes e Felicity não gostara nenhum pouco. - Vamos deixar para outro dia? Eu prometo... - Elas assentiram ainda tristes. - Não fiquem assim... Hoje, vocês almoçam com o pai de vocês e um outro dia, eu prometo que fazemos um programa juntas. 
Pra onde? - April quem perguntara mais anima, assim como a irmã.
Vocês escolhem. - Sorriu.
Então, agente pode ir conhecer sua casa? - Felicity se surpreendeu com o pedido.
Minha casa? - Assentiram. - Bom, eu moro em um apartamento, mas...
Vamos? - As três se assustaram.
Que susto. - Felicity colocou a mão no peito. - Você não bate?
A sala é minha, Felicity. - Deu um sorriso de lado.
Sim. Mas então não chega de mansinho... 
Papai, agente vai conhecer o apartamento da Lissy outro dia. - Oliver se surpreendeu.
Como assim? - Oliver olhou para sua secretária.
Elas me pediram para conhecer meu apartamento e eu concordei... - Se explicou.
Vocês definitivamente estão parecendo com Thea. - Balançou a cabeça negativamente. - Vocês não podem sair pedindo esse tipo de coisas.
Está tudo bem Oliver. - Felicity chamou sua atenção. - Eu não importo. 
Agente pode né? - As irmãs fizeram a cara mais fofa do mundo. - Por favor?
Você realmente não se importa? - Felicity sorriu negando. - Tudo bem. 
Quando? - Oliver e Felicity riram com a ansiedade das gêmeas.
No sábado está bom você? - Felicity perguntou.
Não tem nada programado? 
Não. Eu vou estar cuidando da minha amiga, mas nada que vá me atrapalhar... - Disse sorrindo para as gêmeas.
Então no sábado. Só me passa o endereço depois. - Felicity assentiu, enquanto via as meninas pularem de ansiedade. 
 Bom, então eu vou almoçar...
Nós também já vamos. - Oliver comentou enquanto ia deligar seu computador.
Eu vou buscar minha amiga no aeroporto e deixa-la em casa, devo chegar um pouco atrasada... - Oliver que estava desligando a TV a olhou.
Não precisa vir. - Felicity o olhou surpresa. - Vou pra casa e não volto mais hoje, por isso, não vai precisar vir também...
Tudo bem. Então até amanha. - Antes de sair as duas garotinhas correram para abraça-la, Oliver olhava aquilo admirado. Suas filhas haviam se apegado á Felicity muito rápido. Elas eram tão arredias com pessoas desconhecidas e com a loira foi diferente, elas confiavam na mulher e se abriam totalmente á ela.
Até amanha Lissy. - Soltaram a loira que sorriu deixando na bochecha de cada uma um beijo de despedida.
Até amanhã Dig. - Se despediu do motorista assim que passou pela porta. 
Até Felicity. - Oliver saiu da sala com as filhas e se deparou com Jhon. - Tudo pronto?
Sim. Vamos pra casa... - Disse cansado.
Agente quer sorvete. - April pediu.
Compramos no caminho. - Respondeu enquanto entravam no elevador.
**--**
Vovó, sabia que agente vai conhecer o apartamento da Lissy? - Estavam todos sentados á mesa, almoçando.
O que? - Moira se surpreendeu com o comentário de Amily. E não foi a única.
Como assim Ollie? - Thea perguntou.
Agente pediu. - April respondeu na frente do pai. - Ela prometeu que ia sair com a gente outro dia e que podíamos escolher o lugar.
E vocês escolheram o apartamento dela? - Robert perguntou surpreso.
Sim. - Os adultos olharam para Oliver. - Vai ser no sábado.
Isso está ficando sério. - Moira comentou.
E você acha que eu não sei?  - Suspirou. - Parece que nós não somos os únicos que não conseguem dizer não a elas... - Oliver comentou. - Felicity também...
Bom, eu já imaginava que ela gostaria das meninas, mas... - Moira se interrompeu. - Elas se apegaram muito rápido.
O que me impressiona... - Disse Thea. - Elas são tão arredias com pessoas novas. - Olhava as sobrinhas que conversavam com o avô.
Foi o que eu pensei hoje. - Oliver também olhava para as filhas. - O mais impressionante é o modo com que elas ficam quando está perto da Felicity. As duas já a chamam até por um apelido e não faz nem uma semana que se conhecem...Vocês acham que isso é bom?
Por que acha que não seria, Ollie? 
Estava pensando á alguns dias... Que elas sentiam falta de uma presença materna. - Thea e Moira então entendeu o que Oliver queria dizer com aquela pergunta. - E pelo que pude ver... É assim que elas veem Felicity. Mesmo com tão pouco tempo de aproximação.
Oliver, eu te entendo filho, mas o que você vai fazer? impedir isso? - Oliver pensava na animação das filhas ao dizer que eles iriam conhecer o apartamento da loira, ele não queria ver suas filhas tristes, se ver Felicity faz suas filhas felizes, ele não poderia negar aquilo á elas. 
Não posso. - Sussurrou. - Eu não via os olhos delas brilharem por algo há muito tempo. Elas conversam com Felicity com uma animação que eu nunca pensei que veria. Não depois desses 2 meses que elas tem estado tão estranhas.
Você percebeu que elas se sentiriam tristes se negássemos essa aproximação. - Oliver assentiu. - Então deixe. Felicity não está negando isso a elas também, certo? - Thea perguntou retoricamente. 
Papai queremos sorvete. - Disseram as gêmeas.
Eu pego minhas pequenas. - Moira saiu.
E eu vou me encontrar com Malcom... - Thea fez uma cara de desgosto. - Thea, por favor, não faça assim. Por mais que as coisas tenham sido desse jeito, ele continua sendo seu pai.
Você é meu pai. - Retrucou.
E sempre serei. Mas ele também... - Thea deu de ombros. - Eu o perdoei Thea e á sua mãe, principalmente porque eles não foram os únicos a trair...
Não quero mais falar sobre isso. - Robert assentiu, deu-lhe um beijo na testa. Fez o mesmo com as netas e o filho mais velho e saiu.
Tia Thea e seu aniversário? - Amily perguntou.
Está tudo pronto querida. - Sorriu. 
Você tem certeza que quer fazer essa festa? - Thea arqueou as sobrancelhas.
Eu vou fazer 18 anos Ollie. Mereço uma festa á altura... - Oliver assentiu. - E aproveitando que estamos falando sobre isso, irei á empresa amanhã para levar o convite á Felicity.
Vai convida-la? 
É óbvio. - Sorriu. - Eu gosto dela, assim como ás gêmeas.
Pelo jeito ela conquistou a família inteira. - Thea arqueou as sobrancelhas.
Você se inclui na lista, irmãozinho? - Moira chega antes de Oliver responder, se é que ele responderia.
Aqui está. - Colocou os copos com sorvete na frente de cada um. - Do que estão falando?
Oliver disse que Felicity conquistou a família inteira. - Moira arqueou as sobrancelhas.
Você está se incluindo Oliver? - Thea riu. 
Fiz a mesma pergunta antes de você entrar. E ele não me respondeu.
Eu vou descansar um pouco... - Comentou se levantando e Thea não escondeu o sorriso. - Vocês duas não desobedeçam sua avó e tia.
Tá bem papai. - Elas estavam com a boca melecada de sorvete.
Quem cala consente. - Thea respondeu e Oliver a ignorou saindo sala. - Você viu né?
Thea você é terrível. - Disse Moira com um sorriso.
Eu? Não fiz nada. - Thea queria muito que o irmão se apaixonasse novamente. Desde a morte de Sarah ele não se divertia mais, vivia pelo trabalho e pelas filhas. Sempre dizia ao irmão para se divertir, sair um pouco, mas ele sempre negava, dava uma desculpa qualquer para ficar em casa. E depois de muito tempo vira o irmão mais leve, o viu sorrir aberto para alguém que não fosse as filhas. - Eu torço por eles.
Thea! - Repreendeu a filha.
O que? Ele não percebeu, mas fica muito mais leve na presença da Felicity.
Eu também já havia percebido, mas... Ele não quer. - Se sentia triste por ver o filho ainda remoer o passado.
Você não escolhe se apaixonar, mãe. E pode acreditar... Eu sei o que estou falando. - Moira assentiu. - Eles ainda vão acabar se apaixonando. - Mesmo as gêmeas sendo muito pequenas, elas entendiam do que a tia e a avó conversavam e haviam adorado a ideia. Uma coisa elas tinham certeza, que a partir de agora elas fariam de tudo para juntar o pai e a Lissy. 


CONTINUE...





 


Notas Finais


Eu postarei alguns capítulos extras também.
O próximo é o Primeiro Extra da fic.
Data de Lançamento: 20/10

Prévia:
Papai! - O abraçou.
Ei, campeão. - Passou uma das mãos nos cabelos do filho.
Tommy. Eu sei que hoje não é o seu dia de ficar com Lyon, mas... - Então percebeu que ele não estava sozinho. - AH. Me desculpe...
Não, tudo bem. - Abriu a porta mais um pouco e a deixou entrar com seu filho. Cait se levantou. - Laurel essa é Caitlin. Cait essa é a Laurel. - Sabia que a namorada estaria naquele momento morrendo de vergonha.
É um prazer. - Laurel foi a primeira a se pronunciar com um sorriso que Cait não esperava ver.
O prazer é meu. - Sorriu de volta, mesmo que estivesse envergonhada.
Eu... - Se voltou para o ex. - Eu não queria mesmo atrapalhar... Lyon não tem escola hoje e ele pediu para ficar com você...
Tudo bem Laurel. - O garoto olhava para Caitlin. - Eu não me importo... - Sorriu para o filho que continuava a olhar para a "namorada" do pai, definição essa que ele ainda não sabia.
Eu... - Cair se pronunciou tentando não gaguejar. - Eu já estou indo.
Não precisa. - Laurel quem disse. - Eu só vim deixa-lo aqui. - Se abaixou na altura do filho. - Eu venho te pegar mais tarde, está bem? - Ele assentiu.
Não pode ser amanhã, mamãe? - Cait sentiu seu peito doer, ele sentia falta de Tommy. Laurel olhou para o ex.
Você quem decidi. - Ela suspirou.
Tudo bem. Então você o deixa na escola? - O menino mudou a expressão.
Claro.
Então te pego depois da escola, ok? - Ele assentiu e abraçou a mãe. - Eu vou pedir para que o motorista deixe as coisas dele aqui, mais tarde.
Se eu não estiver, pode pedir que deixe com o porteiro. - Olhou para o filho. - Nós vamos dar uma volta. - E ele ficou ainda mais animado.
Você me acompanha até a porta? - O menino pegou na mão da mãe quando ela se levantou. - Bom, foi um prazer te conhecer, Caitlin.
Digo o mesmo. - Laurel saiu com o filho.


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