História Kurayami no aka - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Escuridão, Magias
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Palavras 2.736
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Apenas mais um Save.

Capítulo 1 - Vermelho.


Em algum lugar do imenso reino, um certo garoto chamado Igor, com olhos negros, uma pele clara o bastante para se confundir com um albino, e cabelos castanhos, acorda em seu primeiro dia de aula, já atrasado, e se troca as pressas... Seu pai, general do exército de contenção real, poucas vezes consegue ver seu filho, e sua mãe, se foi já a algum tempo...   

O garoto guarda seus livros, embainha sua espada de lâmina curta, a amarra na cintura com algumas roupas velhas que encontra, e sai correndo de sua casa, rumo ao seu primeiro dia em seu novo colégio.  Ele corre pela rua principal, subindo uma pequena montanha até o topo da mesma e rapidamente chega ao portão, que logo se abre mesmo sem contato humano, revelando parcialmente o pátio do colégio, o mesmo, rodeado de pessoas. O garoto rapidamente adentra o local, fascinado pela vista, se perde em pensamentos, mas logo é tirado de seu transe por algo quente, que passa próximo a seu rosto, rápido o bastante para que não seja possível distinguir ser físico, ou mágico.  


Em seguida, três garotos cercam Igor, que encolhe os ombros assustado com a presença deles, em maior parte pela presença do maior, mais assustador, com um livro vermelho nas mãos, provavelmente aquilo que resultou o ataque anterior. Os garotos riem enquanto se aproximam, mas o semblante alegre logo se torna assustado, quando o maior cai de joelhos no chão, golpeado por um garoto mais baixo que Igor, loiro, com olhos claros, mas ainda assim intimidadores: 

-Você está bem? - O menor olha para Igor, jogando seu olhar sobre os garotos, que recuam diante de tal ato.

-Não tenho certeza...  -De qualquer forma, qual seu nome? 

-Ah, meu nome... Igor, Igor Durand Draakthar- Igor faz uma pequena revêrencia, levantando com a risada do outro garoto.

-É um nome importante... Adriel DiFranco, nada tão incrível, prazer em te conhecer- Sorri amigavelmente, pousando uma das mãos sobre o ombro de Igor- Já possui Arauto? Ou ao menos já se inscreveu?

-Já, a dois anos que aguardo a vaga... Eu vim justamente pegar o Arauto, e claro, iniciar as aulas.

-Ah sim, boa sorte, é a segunda porta a direita. Qualquer dúvida, me procure na sala do conselho, e seja bem-vindo- Adriel novamente sorri, caminhando para dentro do local, deixando Igor para trás. O mesmo ajeita alguns livros que acabaram caindo, e se dirige ao local antes ordenado. Ele se senta em uma das fileiras vazias, e abaixa a cabeça, aparentemente pensativo:

-Que ótimo, mal entrei aqui, e já fui salvo por um desconhecido... Acho que não adianta lamentar, seria melhor se eu apenas me focasse no que está para acontecer- Igor pensa ainda de cabeça baixa, sorrindo sozinho por algum tempo.

 A cerimônia tem seu início, um senhor alto se dirige a frente e fala para todo o local, não tão grande, o nome de todos os nomes ingressantes, que ao serem citados, se dirigiam a um cálice de água avermelhada, colocavam sua mão no mesmo, e deixavam sua mão os guiar para algum dos livros, que mudava sua aparência ao ser tocado.

Alguns minutos se passam, e Igor finalmente é chamado. O garoto se levanta, e caminha por dentre as fileiras, rumo ao palco em sua frente. Ao chegar, o mesmo processo é feito, ele coloca a mão dentro do cálice, e ela o puxa em direção a um livro. 

-Bom, espero que não seja nada defensivo...- Ao término de seu pensamento, Igor nota estar segurando um livro, e mesmo sem perceber, já o havia transformado.   

A capa do mesmo é negra, sua textura se assemelha a couro, porém, de alguma coisa que ele não reconhece, estranhamente duro, mas maleável. Um buraco se forma na capa, sendo preenchido por um líquido dourado, que logo toma a forma de uma esfera. Sussurros passam pela cabeça de Igor, uma risada contínua, assustadora, calma, exalada com mais ar do que necessário. 

-Mas o que... Que droga é essa? - Ele observa o livro, suas páginas, antes em branco, são tomadas por escrituras ilegíveis, e apenas uma palavra é decifrável -Fhayt- O garoto pronuncia com dificuldade, e a risada apenas aumenta em sua mente, todo o local começa a tremer, ele sente sua mão arder, a mesma parece queimar, e ao virá-la para observar sua palma, o teto do local desmorona e caso não fosse pela rápida ação dos professores, algo terrível poderia ter ocorrido- O que foi isso... 

-Garoto, não se utiliza uma magia na apresentação... Qual é seu nome, filho? - O mesmo homem da apresentação se aproxima, o olhando com dúvida e receio.

-Igor, Igor Draakthar senhor.

-Igor, não? Isso pode explicar algumas coisas. Não se utiliza a magia fora das aulas, sem que a situação seja crítica, entendido?

-Sim, senhor... Me desculpe pelo ocorrido- O mesmo faz reverência.

-Não precisamos de toda essa formalidade, leve isto como um aviso, nada mais.

-Muito obrigado, senhor...

-Amun Niti, me chame de Senhor Amun, ou como preferir...

-Certo, Senhor Niti... Obrigado pelo aviso- Igor levanta a cabeça, e sorri, logo se retirando do local, pegando a chave de seu dormitório, e se retirando rapidamente, ainda envergonhado, e assustado.  

-Droga, logo no primeiro dia e um idiota já vem falar o que devo ou não fazer... Mas, acho que tenho algo a mais para me importar- Ele pega seu recém-conseguido Arauto, e começa a fazer um movimento, como se limpasse a capa, o mesmo sussurro lhe vem à mente, mas antes que ele pudesse se importar, alguém o puxa pelo braço:

-Você é Igor, não?

-Ah- Ele sai de seus pensamentos, olhando para o lado e vendo uma garota, bem mais baixa, com um longo cabelo negro- Sou, como sabe meu nome?

Você já tem certa fama, e também, é meu colega de quarto, querendo ou não, é bom sabermos ao menos nossos nomes... Me chamo Estella, antes que pergunte. - Ela termina de falar, cruza os braços, e encara Igor- Abra a porta, minha chave está aí dentro...

-Como você trancou?

-Foi algum professor... Vá logo com isso.

-Claro, claro. -E assim, ele o faz, rapidamente se deitando na cama, puxando um dos livros de sua mochila, e lendo o mesmo:

-Sobre o que está lendo? Os primeiros testes escritos serão apenas daqui a três meses...

-Não é sobre isso, é sobre ele- Lança seu olhar rapidamente sobre o Arauto, se voltando novamente para a leitura.

-Ah sim, pegou hoje, não? Posso acabar te ajudando algum dia, isso, claro, se você vier me procurar. - Ela se deita na cama, Igor desvia rapidamente seu olhar, o pousando sobre ela. 

-Nada mal... Poderia ser uma pessoa pior, muito pior...- Igor balança a cabeça, tentando afastar seus pensamentos e se focar apenas nos livros, que não parecem ajudar. Ele logo se cansa, e acaba indo deitar em sua cama, mesmo que suas dúvidas o impedissem de ao menos pensar em dormir. 

O dia clareia, Igor sente como se algo soprasse em seu ouvido, de boca aberta, emitindo pequenos ruídos, algo como uma risada, mais interna do que externa. O garoto desperta assustado, olhando em volta, e percebendo que Estella já havia saído. Ele se levanta, colocando uma roupa qualquer, ajeitando a espada em sua cintura, pegando seu Arauto, e se dirigindo para fora, indo até o pátio, onde uma maior concentração de alunos se instaurava.   

 Ele caminha por dentre a multidão, e acha Estella, sentada ao lado de Adriel, lendo e conversando sobre alguma coisa. Adriel parece percebe-lo, se levanta, e gesticula para que se aproxime:

-Então Igor, eu e a Estella vamos ao centro da cidade comprar algumas coisas para a aula dela, quer vir conosco? 

-Ah, claro, por que não?

-Então, de acordo, Estella?

-Claro, mas temos que ir logo, a loja vai fechar...

-Ah sim... Igor, vem, segue a gente.

-Estou logo atrás de vocês.

 Eles se levantam, Igor arruma sua espada, e os três partem rumo ao centro, passando pelas ruas de pedra, vendo mercadores andando de cavalo, e algumas tavernas, que possivelmente possuem gente que eles não desejam encontrar.  Os três caminham pelas lojas, ajudando Estella na escolha de alguns livros. Logo mais à frente, Igor nota uma movimentação estranha ao meio da multidão, como se alguém andasse mais depressa do que deveria. Os três saem da loja, e passam a caminhar em direção a uma pequena fonte.

 Ao meio do caminho, um homem intercepta o caminho deles, o mesmo utiliza uma roupa vermelha, com um símbolo imenso na mesma, cobrindo todo o peitoral. O símbolo consiste em uma espada, com a ponta virada para cima, circulada por uma serpente alada. O homem olha para eles de cima, segurando um machado em uma das mãos, tal arma, provavelmente mais pesado do que qualquer um dos 3 garotos:

-Então, senhor, poderia nos dar licença? - Adriel fala educadamente, enquanto o homem sorri de canto, apertando o cabo do machado que brilha intensamente, um brilho branco, que forma algumas coisas que se assemelham a escrituras na lâmina dupla da arma:

-Gostaria de deixá-los passar, mas, não posso...

-Posso saber o motivo?

-Não há necessidade.

 O homem se aproxima, com um semblante ameaçador, ele levanta o machado, mas o abaixa novamente ao ver Igor sacar sua espada, o garoto, assustado diz com palavras trêmulas:

-Não tente nada, estou avisando...  -O homem apenas ri, atacando horizontalmente Igor, que mesmo tendo tempo de se defender, é arremessado ao chão. A força do homem é muito maior do que o seu porte físico demonstra, e seu machado, e ainda mais pesado do que o esperado. Adriel e Estella pegam seus Arautos, e seu oponente faz o mesmo, sacando um livro vermelho de sua bolsa.  

-Igor, segure ele mais um pouco, Estella, tente dar suporte ao garoto...

-Certo.

-Não mande em mim. 

 Os dois seguem as ordens, Igor avança, apenas para receber um chute em seu peito, e voar cerca de dois metros para trás, o homem ataca de cima para baixo, cortando parte do peito de Igor. Estella estende a mão, congelando parte do chão e a perna esquerda do homem, que segura Igor pelo ombro, o levantando e socando seu rosto, quase partindo seu maxilar. 

Adriel avança com cuidado nas costas do indivíduo, eletrocutando seu braço, se preparando para atacar. Estella dispara algo que se assemelha a uma flecha congelada, mas o homem se esquiva, quebrando o gelo que o prendia no chão. Adriel utiliza essa brecha para avançar, e quando iria executar seu ataque, é surpreendido por uma agilidade e percepção descomunal vinda do homem, que gira, acertando o machado no braço do garoto, que se não fosse por sua braçadeira, teria o mesmo decepado. Adriel cai no chão, Igor avança, efetuando um corte horizontal próximo a costela do ser, que ainda de costas, move sua perna para o lado, partindo o chão abaixo do mesmo. 

 Estella recua, enquanto o homem se vira, atirando uma esfera de algo que se assemelha a magma na mesma, antes que Igor pudesse ver o resultado de tal ação, ele é atingido na costela por um chute, o garoto cospe sangue e cai de joelhos:

-Eu esperava mais de você, Draakthar...- O homem coloca ênfase na palavra Draakthar, zombando de Igor:

-Como você...  -Antes que Igor pudesse falar seu oponente pisa em suas costas, o jogando contra o chão. Igor escuta passos, e o barulho de eletricidade ecoar pelo local, logo o homem se afasta alguns passos, mas ainda assim, permanece de pé, inabalável. Igor se levanta com dificuldade, e observa Adriel, que se move lentamente, provavelmente pelo sangramento causado em seu braço. O garoto ouve uma voz chiada em sua cabeça:   

-Estenda sua mão e me deixe trabalhar.

-Quem é? Aonde você está?  Igor, após passar algum tempo sem resposta é atingido pelo homem e cai no chão, quase desacordando. Tudo fica escuro, ele cerra seus olhos, mas sente alguém pegar sua espada, e o barulho de gelo se formando:

-O que é isso? Quem está aí? Estella? Acho que eles não estão a ouvir- Igor pensa enquanto permanece caído. Um tempo indeterminado se passa, e o garoto se levanta, recobrando a consciência. O homem está de pé, e Estella caída com um corte profundo em seu abdômen, Igor paralisa com a cena, o homem avança, levantando o machado. Adriel empurra o garoto, que é jogado para o lado, a arma passa a poucos centímetros de seu braço, e crava na parede atrás do mesmo, rachando ela quase que por inteira. Após esse golpe avassalador, Igor desperta do transe, e olha o homem, o mesmo parece lento ao se aproximar, Igor arregala os olhos em susto, coloca as mãos a frente do rosto para se defender, e novamente, balbucia palavras desconhecidas para ele: 

-Ashar Mortis- O local treme, Igor parece não entender o que acaba de falar, ou o porquê de falar isso, mas sente como se seu sangue fervesse, sua mão treme, e seu corpo se move sozinho, desviando do próximo golpe do homem. Igor se vê assustado, seu corpo volta ao normal, o homem fecha os olhos, e coloca a mão na cabeça, como se tivesse dor na mesma. Adriel soca o rosto do oponente, eletrocutando o mesmo, que parece não reagir como deveria. O homem começa a chorar sangue, abre os olhos, e começa a gritar, tremendo como se estivesse congelando. Igor se aproxima, e o homem simplesmente continua a gritar, sem esboçar reação alguma sobre a aproximação, por fim, o ser cospe sangue e logo cai de joelhos, apenas para terminar sua queda, inconsciente: 

-Igor... O que você fez? -Indaga Adriel.

-Não... Sei... O que ocorreu com Estella? Ela está bem?

-Acho que sim... Ela está inconsciente, mas o sangramento cessou.

-Eu levo ela, entregue ele aos guardas...

-Não está preocupado com o que você fez?

-Quando ela estiver bem, podemos tentar entender. 

Igor corre do local com Estella nas costas, chegando na enfermaria do colégio dentre alguns minutos. Ele entrega a garota para uma mulher que o atende e logo vê Adriel se aproximando, também entrando na sala onde Estella repousa, ainda inconsciente, mas já tratada.

-Então, Igor, o que acha disso tudo?

-Estranho, no mínimo estranho, e você? Alguma ideia do por que ele queria nos matar? Ou sobre o que ocorreu com ele?

-Pelo que ele disse, o motivo é provavelmente seu nome, já o que ocorreu, nem ideia.

-Também não tenho certeza sobre o ocorrido, mas sobre a família, é provável que sim... 

-Temos que tomar cuidado, ele não parecia trabalhar sozinho... E quanto a Estella? O que fizeram? Falaram algo a respeito dela?

-Apenas a deitaram e cobriram o ferimento, dizem que ela está bem.

-Ótimo, vai dormir aqui?

-O estado dela pode se tornar crítico, é necessário um acompanhante. 

-Algum problema eu fazer companhia a você?

-Não, claro que não, senta aí -E assim Adriel o faz, os dois permanecem em silêncio por algum período de tempo.

-Igor, eu estava pensando... Qual a classificação do seu Arauto? A qual elemento ele pertence? 

-Ninguém me disse nada sobre...

-Atrás da capa normalmente está escrito, olhe -Igor puxa o livro, seguindo as ordens de Adriel e percebendo algo escrito, mas não qualquer coisa, está escrito algo ilegível. 

-Não consigo ler, é em alguma outra língua.

-Estranho, nunca vi um Arauto que seu portador não pudesse ler... De qualquer forma, por que você veio aqui? Qual seu motivo para estar aqui?

-Em parte, meu pai me obrigou a aprender a lutar, ele quer que eu entre para o exército. Após algum tempo, me surgiu o interesse em aprender coisas assim. 

-E você quer ir para o exército? -No início eu pensei que queria, mas, percebi que ser participar da Vanguarda me atrai mais.

-Interessante, pretende seguir rumo militar. Meu sonho sempre foi me tornar general de guerra, ou, um combatente das linhas de frente, acho que podemos ingressar juntos, você não terá de passar por conselheiro.

-Ah sim, isso seria bom, mas tem certeza? Nunca te imaginei como um guerreiro.

-Isso, por que pretendo utilizar um arco, para aproveitar meu Arauto.

-Ah, isso faz bem sua cara... Acho melhor dormirmos, amanhã pode ser um dia agitado.

-Claro, então, ficarei ao lado de fora, qualquer problema, chame.

-Obrigado. 

 Adriel se retira enquanto Igor dorme de bruços na cama de Estella, apoiado sobre um dos braços, sentado na cadeira que uma das mulheres trouxe para ele permanecer como acompanhante. 

 


Notas Finais


Novamente, um Save padrão.


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