História KURODARA!! - Capítulo 20


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Oonoki
Tags Akatsuchi, Akatsuki, Deidara, Kitsuchi, Kurotsuchi, Oonoki, Tsuchikage
Visualizações 136
Palavras 2.032
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 20 - A Torre Proibida


Fanfic / Fanfiction KURODARA!! - Capítulo 20 - A Torre Proibida

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Quando Deidara recebeu a notícia, meses atrás, de que seria nomeado Jounin da Pedra, a primeira reação dele foi de surpresa. Afinal de contas, ele nunca imaginou que sequer chegaria a ser ninja - ainda mais um tão qualificado. Mas quase imediatamente depois, a reação dele mudou.

Passou de surpresa para decepção.

Isso porque, como Jounin, ele passaria a estar bastante ocupado com missões. E não sobraria muito tempo para pôr o seu plano original em prática.. roubar o pergaminho proibido.

 

Aquela tinha sido a única razão pra ele aceitar ser guarda-costas de Kurotsuchi, e aprendiz do Tsuchikage.

Ao concordar com essas propostas, ele passou a ter livre acesso à rotina da mansão. Podia vasculhar o local e descobrir seus segredos. Era como colocar o lobo no curral de ovelhas.. fácil demais. Mas então veio aquela promoção inesperada, e Deidara passou a estar constantemente em viagens.

O efeito disso, naturalmente, foi o atraso.

Levou muito mais tempo do que o esperado para coletar informações e traçar uma estratégia. Mas com o tempo, as peças foram lentamente se encaixando, e as engrenagens do seu plano começaram a girar.

 

Ele já conhecia todos os ninjas da Guarda Real do Tsuchikage. Até tinha feito amizade com alguns deles. Sabia quais eram seus poderes, os postos que ocupavam, e o horário que entravam e saíam da mansão.

Também já tinha uma clara ideia de como era o interior da Torre Proibida, e do que o aguardava lá embaixo.

Para isso ele tinha elaborado um intrincado esquema de espionagem.

Ele desmontou o seu dispositivo mecânico de visão em incontáveis pecinhas pequenas. Depois fez várias esculturas minúsculas de formiga (as menores que ele já tinha feito) e treinou uma maneira de remontar o aparelho, usando apenas elas. Levou semanas até ele aperfeiçoar o processo. Quando achou que já tinha suficiente prática, iniciou a etapa mais difícil. Enviá-las para dentro da torre.

Ele enviou uma formiga de cada vez, e elas atravessavam o pátio carregando uma pecinha. Eram cinquenta e duas no total. Tinha que ser o mais discreto possível, pois quem protegia a porta da torre era ninguém menos que o capitão da Guarda Real: Iwasaki. Aquele era um shinobi de grande habilidade, e olhos e ouvidos sempre atentos. Deidara precisou mover com máximo cuidado as formigas para debaixo da porta, passando pelo vão estreito que havia ali. Uma vez lá dentro, elas se dirigiam para um canto, e começavam a reunir as peças.

O processo de montagem levou dias.

Não era fácil controlar as formigas às cegas, sem ver. Ainda mais pra realizar uma tarefa tão complexa e minuciosa. Deidara ficava sentado em seu quarto, na cama, com os olhos fechados e as mãos unidas num selo. Precisava se concentrar ao máximo. Controlar as esculturas significava controlar a porção do seu chakra que havia nelas, mas quantidade de chakra naquelas formigas era infinitesimal. E cada milímetro que elas se moviam precisava ser calculado. Um único erro, e seu plano iria por água abaixo.

Felizmente o controle de chakra foi uma das principais lições que ele aprendeu com o Tsuchikage. E depois de exercitá-lo até o nível de um mestre, o dispositivo mecânico ficou pronto.

Finalmente.. – pensou Deidara com um sorriso, quando sentiu que tinha terminado.

Agora era só usar o aparelho para registrar fotos.

As cinquenta e duas formigas de argila se amontoaram e se mesclaram, formando uma aranha. Ela carregou o dispositivo nas costas, e foi descendo pelas paredes e teto da escadaria. A cada três metros, uma foto era tirada e armazenada. Quando chegou na grande câmara secreta, o ambiente inteiro foi captado em 360 graus. E então a aranha retornou com o aparelho, invertendo todo o processo de montagem até chegar ao quarto de Deidara.

 

Esse esquema inteiro levou seis meses.

 

Mas quando Deidara finalmente colocou o visor completo no rosto e olhou pela lente, ele viu que tinha valido a pena.

Lá estava tudo que precisava. Cada obstáculo, cada armadilha, cada metro do percurso, do começo ao fim (aproximadamente quinhentos degraus). Ele foi passando as fotos com um botão, e viu como era a câmara lá embaixo. Viu o altar com a Pedra do Tsuchikage, no meio de um laguinho redondo. E principalmente, viu o tão desejado pergaminho, com o selo ninja de proteção em volta.

Uma vez de posse dessas informações, Deidara passou as próximas semanas estudando meios de desativar as armadilhas e o selo. Ele fez pesquisas e (para espanto de Kurotsuchi) visitou bibliotecas. Disse que queria se aprofundar em história da arte. Kurotsuchi ficou empolgada e passou várias tardes estudando com ele, lendo e sugerindo leituras (o que também o atrasou um pouco).

 

Mas no fim das contas, ele finalmente conseguiu.

Estava preparado.

Agora, só tinha que aguardar a oportunidade perfeita para agir. E ele aguardou..

Um ano inteiro se passou, desde que ele havia pisado naquela mansão pela primeira vez. Passou como um vento movendo as folhas, e muitas coisas haviam acontecido desde então. As folhas secaram. Caíram. Desapareceram. E brotaram outra vez.

 

Até que um dia, quando ele menos esperava, sua oportunidade surgiu..

 

***

 

Foi numa tarde de folga qualquer.

Deidara passava pelo pátio da mansão, quando ouviu alguém o chamando.

– Eeei! Deidara!

Ele olhou para trás. Era Iwasaki, o capitão da Guarda Real. Seus olhos cinzentos transpareciam ansiedade, e cada traço de sua fisionomia parecia tensa – do cavanhaque no queixo até o cabelo castanho repicado na altura do ombro.

– Está ocupado agora?? – perguntou ele, assim que Deidara se aproximou.

– Hm, não.. por que?

– Pode assumir o meu posto por um instante? Surgiu um imprevisto de repente, e vou precisar me ausentar!

– Ahn... claro. Mas tá tudo bem?

– Está.. é só uma missão-relâmpago. Caráter de urgência. Não deve levar mais do que duas horas. Eu chamaria um de meus homens, mas nenhum deles está disponível..

– Sem problema, Iwasaki. Vai lá, eu te cubro..

– Te devo uma!

E dizendo isso, se retirou às pressas pelo pátio, desaparecendo na esquina.

Deidara vasculhou em volta, e viu que não havia absolutamente ninguém por perto.

É isso.. – pensou, virando-se para a porta trancada da torre com o coração a mil – É a chance perfeita..

 

***

 

Dentro da mansão, Iwasaki galgava a escadaria pulando vários degraus de cada vez. Quando chegou ao gabinete do Tsuchikage, bateu na porta e aguardou.

– Entre!

Ele obedeceu de imediato, fechando a porta atrás de si e fazendo posição de sentido.

– Tsuchikage-sama.. Capitão Iwasaki, se apresentando!

– Ah, sim. Vejo que recebeu meu falcão.

– Sim, senhor! Vim assim que pude.

Oonoki estava observando a janela panorâmica naquele momento, flutuando com as mãos nas costas.

– Você deixou Deidara no posto, conforme instruí?

– Sim, senhor.

– Ótimo.. vou lhe explicar então sua missão.

Ele se virou para Iwahara, sorrindo com simpatia. Então indicou com a mão um tabuleiro de shogi.

– Preciso de um parceiro pro jogo.

Silêncio. Iwasaki piscou os olhos, totalmente confuso.

– Senhor..?

– Diga.

– A-achei que a mensagem falasse em.. uma missão urgente.

– E é, de certa forma. Preciso melhorar minhas jogadas urgente. Oh, ho ho!

Iwasaki ficou sem saber o que dizer.

– Vamos, sente-se!

Naturalmente, ele obedeceu. O tabuleiro já estava armado e com as peças prontas, em cima da escrivaninha. Oonoki também se sentou, alisando o bigode branco.

– Você primeiro, por favor..

Sem saber mais o que fazer, Iwasaki iniciou o jogo, movendo um peão. Em seguida o Tsuchikage fez a mesma coisa, após longa reflexão.

E assim os dois continuaram pelos próximos minutos, estudando estratégias e movendo as pecinhas de madeira.

 

Foi um jogo demorado.

Oonoki pensava vários minutos antes de fazer cada jogada. E ainda assim, curiosamente, ele cometia vários deslizes. Iwasaki não era um jogador particularmente bom, mas não estava tendo a menor dificuldade pra ganhar. Os erros do Tsuchikage eram grosseiros demais (mesmo pra um iniciante).

Foi então que lhe ocorreu, observando o velhinho, que talvez ele não estivesse realmente focado no jogo..

Oonoki definitivamente estava concentrado. Seu olhar não deixava a menor dúvida disso. Mas talvez estivesse pensando em outra coisa.. algo mais sério que uma partida de xadrez. Porque era como se ele não estivesse lá, mas sim em um verdadeiro campo de batalha.. talvez assistindo impotente seus cavaleiros e generais morrendo diante dele.

 

Ao cabo de duas horas, Iwasaki posicionou seu lanceiro de frente pro rei, e encerrou o xeque-mate.

– Tsuchikage-sama.. – chamou devagar, depois de um minuto.

– Hum..?

Iwasaki apontou pro tabuleiro.

– Ah! Sim, sim.. parece que você me venceu. Excelente! Oh, ho ho!

– Foi apenas sorte minha, senhor.

– Não.. nenhuma vitória é apenas sorte. Você jogou melhor do que eu. Eu me arrisquei demais, e acabei perdendo. Mas.. suponho que no jogo, assim como na vida, é assim..

Oonoki se ergueu no ar, e levitou de volta pra sua janela.

– ...Às vezes, precisamos nos arriscar.

Houve um longo silêncio. Nenhum dos dois se falou por um tempo, enquanto o sol começava a se por lá fora.

– Obrigado pela partida. Isso é tudo, Iwasaki.. pode ir.

O capitão se levantou e fez uma reverência pro Tsuchikage. Em seguida deu meia volta e se retirou do gabinete.

 

***

 

Já de volta ao pátio, Iwasaki retornava para seu posto na torre leste, quando viu algo estranho.

O que é isso..?

Havia uma escultura de argila branca na frente da porta. Era uma espécie de urso de pé.

– Deidara...?? – chamou, olhando em volta.

– Aqui em cima.

Ele ergueu o rosto, e lá estava ele.

Estava sentado no pequeno terraço da torre, com um pé no parapeito e outro caído pra fora. Tinha um braço apoiado no joelho e o olhar perdido em algum ponto do céu. Parecia um tanto melancólico.

– Já pode descer! Eu assumo daqui!

Demorou alguns segundos pra Deidara reagir. Mas por fim deslizou pra frente e pousou no pátio, seis metros abaixo. Ele desfez a escultura de urso com um selo, e ela sumiu numa nuvem de fumaça. Então colocou as mãos no bolso, e começou a se afastar.

– Ei! – chamou Iwasaki.

Deidara parou e olhou por cima do ombro.

– Valeu, cara...

Iwasaki sorria pra ele, exibindo rugas de expressão e um dedão levantado em joinha. Deidara o observou por um momento, antes de retribuir o sorriso.

– Se cuida, Iwasaki.

E se afastou atravessando o pátio. Não em direção à sua torre, mas em direção à aldeia.

Precisava sair e pensar um pouco.

 

***

 

No gabinete da mansão, o velho Oonoki viu Deidara cruzando o pátio frontal sob os últimos raios de sol.

– Graças a Deus.. – respirou aliviado, fechando os olhos.

Mais cedo naquela manhã, Oonoki tinha colocado um plano em marcha.

Ele tinha mandado trocar o pergaminho proibido, enquanto Deidara e sua equipe estavam ausentes numa missão. No lugar colocou um Pergaminho da Morte, idêntico ao original por fora, mas por dentro contendo o Jutsu Caixão de Tinta – um jutsu escrito que arrancaria e selaria no pergaminho a alma de todo aquele que o abrisse.

Naquele dia, Oonoki passou horas rezando para que Deidara não violasse o seu mandamento. Para que ele provasse que tinha mudado. E agora, viu que suas preces tinham sido atendidas.

Muito bem, meu aprendiz.. – pensou, observando Deidara se distanciar na ponte – Você passou no teste..

 

***

 

Lá fora, Deidara caminhava sozinho pelas ruas da aldeia.

Que diabos está acontecendo comigo..? – pensava, as mãos no bolso e o rosto abaixado – Eu me preparei tanto pra isso. Aquela era a chance perfeita.. por que não fui capaz de agir?!

E então a resposta apareceu diante dele.

– Aniki!!!

Deidara ergueu o rosto ao ouvir aquela voz.

Kurotsuchi vinha subindo a rua, correndo na direção dele e acenando alegremente enquanto passava entre as pessoas. Naquele momento, Deidara experimentou uma sensação que nunca tinha sentido antes.

 

Ele sentiu seu coração vibrar por causa de um rosto..

 

Ele não sabia se tinha alguma coisa a ver com o sorriso dela, os cabelos balançando na frente dos olhos, ou se era a droga daquela luz dourada que irradiava como ouro em sua pele. Mas estava lá.. aquela sensação estupidamente doce e violenta.

Não acredito que isso está acontecendo...

Quando Kurotsuchi chegou até ele, precisou recuperar um pouco o fôlego apoiando as mãos no joelho. Então levantou o rosto afogueado, ainda estampado com o sorriso.

– Vem comigo.. quero te mostrar uma coisa!

 

.


Notas Finais


Encaminhando pros capítulos finais...

Fiquem comigo. Até a próxima. =)


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