História KURODARA!! - Capítulo 21


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Oonoki
Tags Akatsuchi, Akatsuki, Deidara, Kitsuchi, Kurotsuchi, Oonoki, Tsuchikage
Exibições 51
Palavras 1.240
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 21 - A Surpresa de Kurotsuchi


Fanfic / Fanfiction KURODARA!! - Capítulo 21 - A Surpresa de Kurotsuchi

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Deidara seguiu Kurotsuchi pelas ruas, intrigado.

Ela o guiou através do centro, descendo escadas e cruzando pontes. Depois de alguns minutos, chegaram na boca de um túnel.

– Tá.. daqui pra frente, você vai usar isso.

Kurotsuchi amarrou uma venda escura em volta dos olhos de Deidara.

– Quanto mistério.. é uma espécie de jogo?

– Você vai ver. Garanto que vai gostar.

– Já to gostando. Eu só acho que a gente devia fazer isso num quarto..

Kurotsuchi o empurrou com força pra frente, e Deidara cambaleou em passos cegos. Ele tateou em volta, perdido.

– Kuro..?

Kurotsuchi pegou a mão dele.

– Por aqui!

Ele deixou ser guiado pela mão da garota por alguns minutos. Pouco depois, ela o soltou, e ele ouviu o som de uma porta pesada ranger e se abrir. Então ele foi puxado com delicadeza pra dentro. Seja lá onde estavam, o interior era frio e amplo: os passos deles ecoavam de leve pelas paredes.

– Que lugar é esse? Parece uma cripta.. Você se converteu ao Jashinismo, ou coisa do tipo? Eu não vou ficar pelado e ser sacrificado numa cerimônia bizarra, vou?

– Não, fica tranquilo. Jashin só aceita sacrifícios dignos.

Chegaram a um ponto determinado em que Kurotsuchi parou.

– Certo.. já pode olhar!

Então ela retirou a venda dele, e Deidara olhou.

 

Estava no centro de um grande salão circular, extremamente belo.

O piso era revestido de mármore reluzente, e dele subiam várias colunas de marfim até um teto abobadado lá no alto. O local estava meio escuro: a única iluminação vinha de pequenas lâmpadas que jogavam luzes suaves no piso e nas paredes. Mesmo assim ele pôde enxergar com clareza várias figuras esqueléticas espalhadas pelo salão, em cima de pedestais e atrás de vitrines. Ele também viu painéis em alto relevo dispostos nas paredes.

– Então.. – disse Kurotsuchi, com um sorriso no rosto e as mãos nas costas – ..o que achou?

Deidara ainda estava olhando em volta, admirado.

– É.. – (ele riu) – ..uau!

– E é pra ser mesmo! Contratei o melhor arquiteto da aldeia pro projeto.

– É aquele lance que você queria.. o seu museu, né?

– Não.. É o nosso museu.

Deidara parou de olhar em volta pra encarar ela.

– Não achou que faria isso tudo só pra exibir fósseis, não é?

Ela caminhou entre alguns blocos escuros espalhados pelo piso.

– Esses aqui estão reservados pra sua arte..

Só então Deidara reparou que aqueles eram pedestais vazios. Eram vários: alguns mais largos e outros mais estreitos, e iam até a altura da cintura.

– Você.. quer misturar minha arte com suas coisas?

– E por que não? Vai ser o primeiro museu no mundo a ter um acervo tão variado! – riu ela.

E continuou, andando em volta.

– Arte e história natural.. o melhor que cada um de nós tem a oferecer! Vai ser um museu multicultural, de dupla autoria. Até já pensei no nome: Museu Kurodara!!

– “Museu Kurodara”? – estranhou Deidara, indo atrás dela – Por que não Museu Deikuro?

Kurotsuchi lançou um olhar perigoso por cima do ombro.

– Kurodara tá ótimo.. – sorriu Deidara, com nervosismo.

Ela continuou, explicando o ambiente:

– Tem outras alas também, além dessa. Naquela ali vão ficar os jarros e relíquias humanas. Ali vão ficar as pedras com fósseis. Tem uma ala só pra sua arte, também.

– Ahn, Kuro.. – interrompeu Deidara.

– Sim?

– Isso tudo é muito legal, mas.. tem um problema. Minhas esculturas não foram feitas pra durar. A argila desmancha com o tempo..

– Também já pensei nisso. – sorriu ela.

Então ela se virou e foi até o fundo do salão. Deidara a seguiu. Lá chegando, eles desceram um lance de escadas, e chegaram a uma porta. Atrás dela, uma nova surpresa:

 

Um ateliê inteiro, destinado só pra ele.

 

O espaço inteiro estava vazio, com exceção de um enorme tina redonda no centro. Parecia uma banheira de madeira embutida no chão, e estava vazia. Era mantida em  constante rotação por um sistema de engrenagens de madeira, ligada à uma grande roda no fundo.

Kurotsuchi se aproximou da grande banheira, e então executou alguns selos de mão que Deidara conhecia bem.

– Youton! Jutsu da Calcificação!

Na mesma hora um jorro de cal viva saiu da boca dela, preenchendo todo o recipiente.

– Aí está sua matéria-prima! – indicou Kurotsuchi, quando terminou.

– ...Cimento de secagem rápida?

– Chame como quiser. – sorriu ela. – Mas não vai secar enquanto estiver em movimento. E como o moinho é movido por uma cascata lá fora, ela nunca vai parar de girar.

Uau.. – pensou Deidara – Ela planejou tudo mesmo.

– Você vai poder trabalhar sem pressa.– continuou Kurotsuchi – Só tem a questão do prazo.. Estou pensando em inaugurar esse fim de semana. Acha que até lá consegue terminar suas obras?

– Pff.. com certeza.

– Então está combinado!

Os dois se retiraram do ateliê, subindo as escadas de volta para o salão principal.

– Sabe.. estou sentindo que isso vai dar certo. – disse Kurotsuchi – Pra dizer a verdade.. eu tô muito empolgada!

Ela parou no meio do salão, e seu rosto mal podia conter o sorriso enquanto olhava pra ele.

– E você..?

Deidara olhou em volta, sem saber o que dizer. Ele voltou a admirar os pedestais e colunas, até a abóbada circular no teto, por onde se podia ver as estrelas no céu da noite. Aquele lugar devia ter custado uma fortuna. Era incrível. Nunca ninguém tinha feito nada tão legal por ele..

Queria dizer isso a ela. Queria dizer obrigado. Queria dizer muitas coisas.. Mas no lugar disso, apenas deu de ombros e falou:

– Vai dar pro gasto, hm.

– Céus, você é muito sem graça!

Kurotsuchi se sentiu um pouquinho desapontada.

Estava esperando uma reação um pouco mais emocionada da parte dele. Se bem que, agora que ela reparava.. ele estava anormalmente quieto naquele momento. Talvez aquele fosse o jeito dele de reagir com emoção.

Kurotsuchi estava concentrada observando cada detalhe, cada traço do rosto de Deidara, tentando ler seus pensamentos. Foi quando ele parou de vasculhar ao redor e pousou o olhar diretamente nela.

Kurotsuchi foi pega de surpresa por aqueles belos olhos azuis. Foi como se os estivesse vendo pela primeira vez. Tão próximos, e tão intensos.. pareciam magnéticos. Kurotsuchi se sentiu irresistivelmente atraída, puxada pra perto deles. E antes que percebesse, seu rosto já estava quase encostado no de Deidara.

Ele desviou seu olhar terrivelmente angelical para os lábios dela.

– Kuro.. – sussurrou, em voz baixa.

– Sim, aniki..? – respondeu ela, no mesmo tom.

– Tem.. um pouco de cimento na sua boca.

Silêncio.

Foi como se a cara de Kurotsuchi tivesse se partido em centenas de cacos. Ela recuou rapidamente, limpando a boca com o punho.

– M-me desculpe! – gaguejou, extremamente vermelha.

Droga.. – pensou, baixando o rosto – Estraguei tudo..

Mas Deidara sorria, olhando pra ela com ternura. Então colocou uma mão no seu rosto, e lhe deu um selinho na bochecha com a boca da mão.

Se antes Kurotsuchi estava vermelha, agora definitivamente ela estava ardendo. Ela tocou no rosto onde havia sido beijada, e sorriu com timidez. Aquilo tinha sido estranhamente.. fofo. E agora tinha ficado esse clima constrangedor no ar.

– Certo..! – disse ela ao fim, rompendo o silêncio. – Tenho que ir. Vou deixar você trabalhando..

– Ok.

Deidara colocou as mãos no bolso. Kurotsuchi deu um último sorriso sem jeito, e se virou para se afastar. Deidara a acompanhou com o olhar até ela desaparecer pelas portas da frente. Então ele também deu meia-volta, se espreguiçando.

– Certo.. – falou, estalando as juntas dos dedos – Mãos à obra!

 

Mas Deidara iria descobrir que as coisas sairiam muito diferentes do que imaginava..

 

.


Notas Finais


Certo, por hoje é só.. mas amanhã já devo postar o próximo capítulo.

Até lá então! o/


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