História KURODARA!! - Capítulo 22


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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Oonoki
Tags Akatsuchi, Akatsuki, Deidara, Kitsuchi, Kurotsuchi, Oonoki, Tsuchikage
Exibições 64
Palavras 2.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - O Museu Kurodara


Fanfic / Fanfiction KURODARA!! - Capítulo 22 - O Museu Kurodara

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Nos dias que se seguiram, Deidara se dedicou plenamente à fabricação de esculturas.

Cada hora livre que tinha ele gastava em seu ateliê, trabalhando com a substância viscosa e densa de Kurotsuchi. Ele lambia uma porção com a língua da palma, e sentia a matéria endurecer na mão enquanto a moldava e injetava seu chakra. Quando botava pra fora, a escultura em miniatura já estava pronta. Então ele as levava até o museu e depositava em cima de um pedestal. Em seguida fazia um selo de mão, e pronto: uma grande estátua de pedra aparecia no local.

 

Era um pouco diferente do que ele estava acostumado.

Aquelas esculturas não se mexiam, o que fugia um pouco do estilo dele. Mas pelo menos elas iam durar bastante, e estavam realmente ficando bonitas.

 

Conforme a semana ia se passando, Deidara ia intensificando seu trabalho.

Não apenas porque o prazo ia apertando, mas porque ele estava verdadeiramente inspirado. Depois de um tempo ele passou a fazer esculturas diferentes.. não só animais, mas objetos e coisas abstratas também.

De vez em quando Kurotsuchi aparecia pra abastecer a banheira e ver se ele precisava de alguma coisa. Ela também estava claramente ansiosa: andava de um lado pro outro, dando os retoques finais e verificando se estava tudo em ordem. Naturalmente, ela reparou nas esculturas mais recentes de Deidara.

– Hum.. você tá numa vibe diferente né? – comentou, analisando uma estátua de sereia sem cabeça – O que é isso, impressionismo?

– Sei lá. Nem sei se isso tem um nome. – riu Deidara – Só tô fazendo o que me vem à cabeça, hm.

– Sua cabeça deve ser um lugar muito perturbador.

– Você não faz ideia..

Os dois trocaram sorrisos, e olhares enigmáticos.

O clima entre eles claramente não era o mesmo nos últimos dias. Havia uma certa tensão no ar, uma emoção congelada lutando pra se desprender. Eles sentiam que se ficassem mais alguns minutos a sós o calor seria tão insuportável que aquele gelo ia derreter, e a qualquer segundo eles se atirariam pros lábios um do outro. Mas infelizmente eles não tinham tempo: estavam correndo uma maratona contra ele, e precisavam se concentrar.

Assim que Kurotsuchi saiu, entretanto, Deidara se voltou pra uma coisa nova em que estava trabalhando.

 

Uma pedra.

 

Uma pedra redonda e lisa, idêntica por fora a outra qualquer.

Mas aquela não era uma pedra qualquer. Ela tinha sido especialmente moldada por Deidara, inspirado pela única imagem que ocupava sua mente agora: Kurotsuchi.

Ela tinha um certo valor simbólico. Isso porque dentro dela estava contido tanto o chakra de Kurotsuchi quanto o de Deidara. Ela, pelo jutsu que forneceu a matéria-prima, e ele pelo trabalho de modelagem com as mãos. A pedra representava o vínculo sólido dos dois. E Deidara pretendia mostrar isso a ela. Quando tudo aquilo acabasse, Deidara iria levar Kurotsuchi até a Fonte Sagrada. Então finalmente ele iria colocar a sua pedra no lago, e se declarar pra ela.

Já estava decidido.

 

Mas agora, precisava se concentrar na exposição..

Faltavam apenas dois dias.

 

***

 

Deidara quase não dormiu nas próximas noites.

Ficou acordado até de madrugada, finalizando as últimas esculturas. Ele até voltou a dormir temporariamente no seu antigo apartamento, que era mais próximo do museu.

Kurotsuchi também se manteve ocupada confeccionando panfletos, que Deidara distribuiu por toda a aldeia usando pombas de argila branca. Elas voavam por todas as pontes, torres e praças, derramando os panfletos sobre as pessoas, que recolhiam e liam curiosas a respeito da grande inauguração.

 

Então finalmente chegou. O grande dia.

 

Era uma manhã de sábado.

O sol brilhava, e uma multidão se aglomerava na praça em frente ao museu, esperando as portas se abrirem. Até Akatsuchi estava lá, mais animado que muita criança. Segurava um punhado de balões, e admirava ao lado do chafariz a bela construção que assomava acima dele.

Encostada no paredão de um penhasco, de onde despencava uma cascata no fundo, o museu era formado por várias colunas e blocos de pedras claras, muito bem lapidadas. A nave central era enorme e perfeitamente circular, encimada por uma grande cúpula redonda. E no alto da fachada, letras gigantes esculpidas:

 

“MUSEU KURODARA”

 

Lá dentro, os donos do nome aguardavam ansiosos o relógio bater dez horas.

– É isso.. – disse Kurotsuchi, respirando fundo e soltando o ar – Nem acredito que conseguimos!

– Pode crer.. a gente é foda.

De certa forma, Deidara parecia ainda mais nervoso do que ela.

– Hey.. você tá legal?

– Hm? To ótimo.. só meio cansado. Não dormi direito essa noite.

– Não se preocupe.. – tranquilizou Kurotsuchi – Tenho certeza que eles vão adorar sua arte.

– Que? Claro que vão adorar. Eles vão pirar! Não tem artista melhor que eu, hm!

– E você já conheceu algum outro? – provocou ela.

Deidara não respondeu. E nem precisou: naquele momento, o relógio na parede marcou dez horas, e em algum ponto da aldeia um sino ecoou as badaladas.

– É agora! – disse Kurotsuchi – Tá legal, não entre em pânico.. Ai meu Deus!

– Vamo logo!!

Os dois agarraram as aldravas de bronze da grande porta dupla de carvalho, e puxaram ao mesmo tempo.

– Bem vindos!!! – entoaram em coro.

A multidão invadiu o museu, entrando como um rio que subia das escadas e da praça ensolarada lá fora.

Kurotsuchi e Deidara iam perfurando buraquinhos nos ingressos e devolvendo-os às pessoas. Levaram um bom tempo fazendo aquilo, até que foram substituídos por funcionários e eles puderam participar da exposição.

 

– Nossa.. não achei que viria tanta gente! – disse Kurotsuchi, entusiasmada.

De fato, até Deidara estava surpreso. O museu inteiro estava apinhado de gente, circulando e apreciando as obras, e enchendo todo o ambiente com vozes e conversas animadas.

Eles logo encontraram Akatsuchi, fascinado com um grande esqueleto de estegossauro. Ele abriu um grande sorriso no rosto balofo quando os viu se aproximar.

– Kuro-chan! Deidara-nii!

– Hey! Como vai o nosso convidado VIP?

– Eu tô adorando isso! Que baita bichão, deve fazer um belo estrago com esse rabo! As suas esculturas também estão bem bacanas, Deidara-nii.

– Valeu..

Mas Deidara sentia que sua arte não estava fazendo o mesmo sucesso que os fósseis de Kurotsuchi.

As pessoas pareciam achar que elas eram simples enfeites, porque a maioria passava direto por elas sem sequer olhar. Ao menos, era o que acontecia com as esculturas de animais. Porque as outras, com certeza, estavam chamando a atenção..

 

E não era por menos.

A nova fase artística de Deidara era, no mínimo, curiosa.

Isso era evidente em suas estátuas: havia uma escultura de um ovo com olhos, e de uma rachadura na casca brotava uma árvore. Havia outra de um homem agonizando, que parecia estar derretendo. E havia outra de um guarda-chuva aberto de cabeça pra baixo, exibindo fileiras de dentes afiados.

Os visitantes paravam quando passavam por elas, e se detinham por longo tempo observando. Deidara andava discretamente entre o público, e pôde entreouvir alguns comentários:

– Isso é bem... diferente, né? – diziam, meio que inseguros.

– Nunca vi nada parecido. Quem será o artista?

– Parece ser um tal de Deidara.. – respondiam, consultando o portfólio.

– Deidara..? Esse nome não me é estranho..

– Não é ele a quem chamam de Ave Indomável?

– Aquele marginal de rua?

Os burburinhos nesse sentido iam aumentando, conforme os minutos passavam.

Deidara estava começando a se sentir desconfortável.

– Hey, aniki! – chamou Kurotsuchi alegre, depois que terminou uma breve palestra sobre biologia pré-histórica. – Sua arte impressionista parece estar atraindo muita atenção, não é?

– É.. mas não tenho certeza se as pessoas tão gostando, hm.

– Que isso.. claro que estão! Elas só devem estar meio.. surpresas. – riu ela.

Mas “surpresas” não parecia ser a palavra certa.

Alguns visitantes estavam claramente torcendo o nariz, e se afastando perturbados. Algumas crianças faziam até cara de choro ao ver as obras, e os pais precisavam retirá-las de perto às pressas.

Pelo visto, a exposição de Deidara era “vanguarda” demais.

Mas talvez a estátua mais surreal de todas fosse a que estava no centro do salão principal.

– É aquela né..? – perguntou Kurotsuchi – A que você chamou de sua obra-prima..

– É.. o Renascimento de Fogo.

Kurotsuchi se virou para admirar a escultura.

Depositada no maior dos pedestais, era também a maior das estátuas. Tinha quase três metros, e com certeza se destacava sobre todo o resto. Era impossível dizer o que exatamente era.. tinha a forma ovalada, e dois braços que se abriam pra cima. Os braços iam gradativamente se transformando em asas com fogo, como a fênix que renasce. E a cabeça pontiaguda tinha dois rostos: um na frente e outro atrás, ambos exibindo buracos escuros no lugar dos olhos e boca. O rosto da frente esboçava um sorriso, mas o de trás tinha uma expressão que lembrava um grito de angústia.

– Com certeza essa é uma obra.. única. – arriscou Kurotsuchi.

Os dois viram um casalzinho olhar pra estátua e sair de perto horrorizado.

– Ao menos ela provoca reações fortes.. – brincou ela, nervosa – Então, qual foi a sua inspiração..? Um pesadelo ou algo assim?

– Não. – respondeu Deidara, sério. – A estátua simboliza a mim mesmo.

Kurotsuchi olhou pra ele espantada.

Deidara continuou olhando pra sua obra-mestra, e então (sem dizer nada) se afastou. Kurotsuchi pensou em ir atrás, mas naquele momento ela foi chamada por um grupo que pedia informações.

 

***

 

As horas se passaram.

Akatsuchi já tinha ido embora, e à medida que a tarde avançada, o movimento no museu aos poucos começava a diminuir. Os burburinhos e comentários agora eram mais audíveis, e pareciam cada vez mais hostis. A notícia de que o artista por trás daquelas obras bizarras era ninguém menos que a “Ave Indomável” se espalhou como fogo num palheiro.

Logo Deidara viu pessoas se retirando, e se queixando indignadas:

– Que mau gosto.

– Doentio!

– Esse cara devia se tratar..

– Quero meu dinheiro de volta!

Na ala exclusiva de artes, Deidara viu um homem grosseiro e sem dentes rabiscando uma de suas estátuas.

– EI! – berrou ele. – O que tá fazendo?!

– Retribuindo um presente.. alguns anos atrás, esse canalha pixou minha casa.

– Não pode fazer isso!!

Deidara agarrou o homem pela gola, e eles precisaram ser separados por seguranças. O homem acabou sendo expulso do museu, mas Deidara logo viu que outras pessoas estavam imitando ele. Ele foi berrando com todas e chamando os seguranças. Então do balcão do segundo andar, ele viu lá embaixo alguns jovens atirando ovos podres na sua obra-prima, enquanto uma multidão assistia em volta. Um deles chegou a pular a corda de separação e estava agora escalando o pedestal com uma lata de spray.

– EI!! PAREM COM ISSO!!

Deidara saltou do balcão direto pro salão, e foi abrindo caminho na multidão à força.

Os jovens começaram a correr, mas o último deles ainda estava terminando de pixar a palavra “LIXO” na escultura. Deidara o agarrou pelo tornozelo, e o garoto chutou o ar com força. Então ele se agarrou na estátua e se impulsionou pra trás, livrando-se da mão de Deidara. O movimento brusco fez a escultura perder o equilíbrio, e ela se inclinou pra frente. Deidara deu um passo pra trás, e imediatamente a multidão recuou.

 

A estátua desabou no piso de mármore, despedaçando-se em mil pedaços.

 

O estrondo foi tão forte que ecoou por todo o museu, e foi seguido de um silêncio mortal. Todos os rostos calaram e se viraram pra ver. Kurotsuchi apareceu correndo imediatamente, vinda de uma ala adjacente.

– O que...? – balbuciou ela, numa voz fraca.

Então ela olhou, e viu Deidara se ajoelhando em frente aos destroços de sua arte. Ela entendeu na mesma hora o significado daquilo.

Por um minuto ela não conseguiu dizer nada. Mas então seu peito se inflamou de revolta, e ela falou em voz alta e enérgica:

– Já chega! Todo mundo pra fora!!!

As pessoas trocaram olhares perplexos.

– AGORA!!

Só então elas começaram a se retirar, indignadas.

– Façam fila lá fora! Vou devolver o dinheiro de vocês!

Mas a maioria não se deu ao incômodo.

Eles amassaram os seus ingressos, e à medida que iam passando, eles atiravam o papel amassado em Deidara, que ainda estava ajoelhado no piso.

– Até parece que um marginal pode ser artista! – diziam, enquanto riam.

Quando o último visitante saiu do museu, Kurotsuchi fechou as portas, e então se virou.

 

Deidara permanecia ajoelhado e imóvel, em meio ao salão vazio.

Ele contemplava os restos de sua obra-prima espalhados no chão, em completo silêncio. A visão deixou Kurotsuchi arrasada.

Ela foi até ele em passos lentos, e chamou em voz baixa:

– Aniki...

– Me deixa em paz.

Deidara se levantou se afastou pelos fundos.

 

O tom frio dele deixou bem claro que ele queria ficar sozinho.

 

.


Notas Finais


Então...

=(


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