História KURODARA!! - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Deidara, Oonoki
Tags Akatsuchi, Akatsuki, Deidara, Kitsuchi, Kurotsuchi, Oonoki, Tsuchikage
Exibições 56
Palavras 1.115
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 23 - Quando Cai Uma Pedra


Fanfic / Fanfiction KURODARA!! - Capítulo 23 - Quando Cai Uma Pedra

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Naquele fim de tarde, Kurotsuchi fechou as portas de seu museu com o coração pesado.

Era um peso insuportável. Que doía no peito. Ela jamais imaginou que as coisas pudessem dar tão errado..

 

Ela trancou a fechadura com uma grande chave, e pendurou uma plaquinha na porta:

 

“Fechado por tempo indeterminado”

 

Então se virou com as mãos nos bolsos do casaco, contemplando a aldeia do alto da escadaria. O sol ia se pondo por entre as torres, lançando longas sombras que se derramavam na praça como dedos na direção dela.

Tenho que falar com o aniki.. ele não deveria ficar só agora..

Pouco antes, um dos guardas disse que viu Deidara rumando pro distrito sul. Ela presumiu que ele tinha ido pro seu antigo apartamento, e se pôs a caminho.

 

***

 

Na parte sul da aldeia, uma velha torre solitária mergulhava nas sombras do crepúsculo.

Era uma torre pequena e decrépita. Havia muitas telhas soltas, e sua lateral estava desgastada. Tudo naquela torre dizia que ela esteve abandonada há muito tempo, mas naquela tarde havia um ocupante. Estava sentado numa beira no alto, onde  antes havia uma parede. Tinha um braço apoiado no joelho erguido, e o rosto voltado pra aldeia diante dele.

Deidara não havia dito uma única palavra desde que deixou o museu. Mas sua mente era mais barulhenta que nunca..

Ele se deixou perder em pensamentos, enquanto observava a grande torre da Mansão Tsuchikage se erguendo à distância no horizonte sob os últimos raios de sol.

– Se perguntando qual o seu lugar nesse mundo, não é..?

A voz repentina atrás dele o assustou. Deidara se virou, e viu quem havia falado.

 

Parado no meio do apartamento, de frente pra ele, estava uma figura misteriosa.

Vestia um manto negro com capuz, debaixo do qual era pura sombra. Não se podia ver direito o seu rosto, mas parecia que usava algum tipo de máscara.

 

Mas quem diabos..? – pensou Deidara, surpreso.

– Como entrou aqui?

O homem encapuzado deu um risinho irônico.

– Não foi exatamente difícil.

Deidara endureceu o olhar.

– Seja lá quem for, sugiro que vá embora.. – disse com frieza, voltando-se para a paisagem. – Não estou de bom humor.

– Só estou aqui para conversar.

– Não estou afim de papo.

– Eu vi o que aconteceu hoje.. eu estava lá.

– É? – Deidara se pôs de pé, caminhando até o meio do apartamento – Você e todo o resto!

Deidara apanhou uma garrafa de vidro do chão e a levou à boca. A figura encapuzada atrás dele o observou em silêncio.

– Você está desperdiçando o seu talento aqui. Pode fazer bem mais do que isso..

Deidara riu.

– Caso não tenha percebido, eu já cheguei na porra do auge de minha carreira!

– Eu poderia usar os serviços de alguém como você.

Deidara se virou de súbito, lançando com violência a garrafa no visitante.

– SAIA!!!

A garrafa atravessou o homem, para a surpresa de Deidara.

Passou como se ele não fosse mais que um fantasma, sem que ele houvesse mexido um músculo sequer, e se estilhaçou na parede atrás dele. Deidara observou pasmo o álcool escorrendo pela parede de tijolos, e pelo chão coberto de cacos.

– Quem é você..? – perguntou, devagar.

Quando o homem falou, sua voz era fria e calma como um túmulo no inverno.

– Digamos que sou um admirador.

Nesse momento Deidara viu um olho vermelho debaixo do capuz, vívido e brilhante como sangue.

– Mas se preferir, pode me chamar de Uchiha Madara..

– Vai se foder. Madara está morto!

Houve mais um risinho frio e sarcástico.

– Você vai descobrir, Ave Indomável, que muita coisa que te disseram nunca foi verdade.. se vier comigo, eu lhe mostrarei.

Deidara permaneceu em silêncio.

Ele caminhou até sua parede aberta, dando mais uma vez as costas pro homem. Somente então respondeu:

– Não estou interessado.

A figura fúnebre se aproximou por trás.

– O que te prende a esse lugar, Ave Indomável? Você nunca se encaixou aqui.

– O que você sabe sobre mim?!?

– Eu sei tudo.

Deidara o encarou, tomado de raiva e perplexidade.

– Tenho te observado, Deidara.. tenho te observado por muito tempo. Desde pequeno, você sempre foi odiado pelo povo dessa aldeia. Desprezado, tratado como lixo. Você deu o melhor de si pra provar o seu valor.. Mas depois de hoje, diga-me.. o que foi que mudou? Nada. Eles ainda olham pra você como um verme.

Deidara sentiu que estava desmoronando. Ele olhou para a torre da mansão no horizonte, e respondeu em voz fraca:

– Nem todos são assim..

Outra risadinha fria.

– Está se referindo ao Tsuchikage, e seu círculo?

O homem começou a andar pelo apartamento, olhando para Deidara e falando em voz alta.

– Eles domesticaram você, Deidara.. Te colocaram numa gaiola, e você se acostumou a ela. Esse era o plano deles desde o início. Tudo pelo controle. Você era uma ameaça pra eles, e eles podaram suas asas. E você nem percebeu..

– Não. Isso.. não é verdade.

– Admita, Deidara. Você mudou. Sabe disso. Era livre, e agora é escravo.. você permitiu que domassem a Ave Indomável!

Deidara pegou o objeto mais próximo numa mesinha ao lado, e se dirigiu ao homem com passos firmes. Foi num piscar de olhos: antes que percebesse o que havia feito, Deidara estava cara a cara com o homem mascarado, emitindo uma aura incrivelmente agressiva.

– Saia daqui. Agora.

A voz dele era baixa, mas perigosa.

O homem encapuzado ficou imóvel e em silêncio por um tempo, encarando ele. Então fez um grunhido de desdém.

– Hunf. Como quiser.

Um vórtice surgiu onde ficava o seu olho, e ele distorcia e sugava o próprio ar como um remoinho em câmera lenta.

– Mas pense bem, Deidara.. se deseja permanecer pra sempre como um pássaro no chão, ou se deseja alcançar alturas maiores..

Quando terminou de falar, todo o seu corpo havia desaparecido no vórtice.

O vazio deixado por ele deu espaço a uma nova visão. Era a parede na frente dele.. Deidara olhou, e viu sua bandana sustentada por um escultura de mão. Lá estava o símbolo da Pedra, entalhado no protetor de metal e refletindo o pôr do sol.

Então Deidara baixou os olhos para a própria mão, e o que viu roubou o pouco ar que ele tinha.

 

Era a pedra que havia feito para Kurotsuchi.

Ele esqueceu que a havia deixado na mesa, esperado para ser entregue no momento certo.. no ímpeto de avançar para aquele homem, ele pegou a primeira coisa que viu sem nem se tocar.

E agora lá estava ela, na sua mão.

Deidara ficou um longo tempo em silêncio, olhando pra pedra. Quantos significados belos, ela tinha..

 

E cada um deles, inventado.

 

Deidara ergueu a pedra acima da cabeça.

E com um único golpe de fúria, descarregou na bandana.

 

.


Notas Finais


Por hoje é só.. mas acredito que na quinta à noite eu já devo postar o próximo.

Tempos difíceis estão por vir na fanfic. Mas no mundo real, hoje também foi um dia triste..


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