História KURODARA!! - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Oonoki
Tags Akatsuchi, Akatsuki, Deidara, Kitsuchi, Kurotsuchi, Oonoki, Tsuchikage
Exibições 43
Palavras 2.349
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 24 - Tudo Desaba


Fanfic / Fanfiction KURODARA!! - Capítulo 24 - Tudo Desaba

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Kurotsuchi avistou a torre solitária ao emergir de um beco.

Ela se aproximou com os olhos fixos no topo, mas não viu nada além do buraco na parede. Então entrou pela porta aberta e começou a subir a escada. Quando chegou no fim, porém, não encontrou nada além de um apartamento vazio..

Droga.. achei que ele estaria aqui.

Foi quando ela notou algumas coisas estranhas no local.

Haviam cacos de vidro espalhados num canto, e nele o piso estava molhado com um líquido que cheirava fortemente a álcool.

Isso aqui é recente.. – pensou ela.

Ela também reparou que uma das esculturas de braços que saía da parede estava quebrada. Estava sem a mão, e os dedos jaziam em fragmentos no piso. Mas o que mais chamou a atenção dela foi uma pedra. Uma pedra redonda e lisa, parecida a uma das muitas que haviam na Fonte Sagrada, jogada ali perto. Enquanto analisava aquilo de perto, Kurotsuchi foi tomada por um pressentimento muito ruim.

Isso não é um bom sinal..

Ela deu meia volta e começou a descer as escadas, apreensiva.

 

Precisava encontrar Deidara.

 

***

 

No pátio da Mansão Tsuchikage, o capitão da Guarda Real Iwasaki aguardava paciente o seu turno acabar para poder ir pra casa.

Ele estava em seu posto habitual na entrada da torre leste, quando viu alguém se aproximando.

O que? Quem será..?

Mas então reconheceu o rosto familiar, e abriu um sorriso.

– Ah! Deidara! É você..

Deidara caminhou até ficar de frente pra ele. Então parou, e ficou em silêncio. Foi só então que Iwasaki notou a expressão dele.. ela transparecia puro ódio e tormento, estampados em olheiras vermelhas.

– Deidara..? Você tá bem?

A resposta veio na forma de duas serpentes brancas, que saíram de suas mangas baixadas.

 

***

 

Lá fora, o tempo parecia haver parado.

Kurotsuchi atravessava a aldeia a passos rápidos, tentando imaginar onde Deidara estaria. E enquanto procurava, ela via como tudo ao seu redor parecia estranhamente distante.. como num sonho.

 

O cenário era o mesmo de sempre.

Cascatas caíam das torres. Crianças corriam pelas pontes. Um comerciante numa esquina qualquer revirava um espeto na grelha.

 

Era tudo igual.. mas de alguma forma também parecia diferente. Seria aquele crepúsculo vermelho, que parecia não ter fim?

Kurotsuchi não sabia a resposta. Mas de alguma forma, a sensação ruim em seu peito aumentava cada vez mais.. ela acelerou ainda mais o passo, indo em direção à mansão.

Estava pensando seriamente em pedir ao seu avô para enviar uma equipe de busca.

 

***

 

Pela primeira vez, Deidara colocava os pés na Câmara Proibida.

Ele olhou em volta enquanto caminhava, observando tudo. Lá estava o altar no centro de um tanque, parecendo uma réplica em miniatura da Fonte Sagrada. Em cima do altar, a Pedra do Tsuchikage, idêntica às outras debaixo da água.

Ele lançou um breve olhar de desprezo pro monumento. Então se virou para o que realmente importava: o pergaminho. Estava na boca de uma estátua de dragão, com o selo de proteção em volta.

Deidara se aproximou da estátua, e começou a executar a série de jutsus-chave.

 

Vários metros atrás, alguma coisa emergiu na parede de forma sorrateira e silenciosa. Era uma grande mandíbula verde, como de uma planta carnívora. Ela se abriu devagar, e um par de olhos amarelos espiou de dentro.

– Parece que Tobi tinha razão.. – disse a metade branca da cabeça – Ele sucumbiu ao ódio, no fim..

– É.. – respondeu a metade negra, em voz lenta e grave – Tobi vai ficar satisfeito em saber.

Um sorriso macabro se esticou no rosto branco.

– O que será que ele vai fazer com esse novo poder, eu me pergunto..?

 

***

 

Quando Kurotsuchi estava na metade da ponte para a Mansão, ela avistou um aglomerado de pessoas no pátio.

Parecia que toda a Guarda estava reunida num ponto da ala leste, em frente à Torre Proibida.

O que está havendo..? – pensou ela, começando a correr.

Ao chegar no local, viu que não somente os guardas, mas seu pai e seu avô também estavam ali.

– Papai? Que tumulto é esse??

Mas ele não precisou respondeu. Kurotsuchi acompanhou o olhar tenso de todos ali, e então entendeu.

Ali perto no chão, um cadáver estava sendo coberto.

Kurotsuchi levou a mão à boca, pálida.

– É o Capitão Iwasaki. – disse Kitsuchi. – Ele foi assassinado.

Só então que ela reparou que havia marcas de sangue espalhadas pelo local. Principalmente na porta da torre, que estava entreaberta.

– Mas... quem..?

– Ainda não sabemos. – disse Oonoki, sério – Mas quem quer que tenha sido, ainda deve estar lá embaixo. Nós o temos encurralado! Vamos, homens!!

E dizendo isto, o velho flutuou para dentro da torre e desapareceu pela escadaria. Kitsuchi e o resto foram imediatamente atrás. Kurotsuchi não foi capaz de segui-los.

Tinha medo do que podia encontrar lá embaixo..

Por um minuto ela ficou apenas parada, trêmula, encarando a entrada da torre como se fosse a boca negra de uma fera.

 

Foi então que ela percebeu uma agitação na aldeia.

 

Começou como um ruído distante.

Parecia um coro de vozes confusas, e algumas batidas. Kurotsuchi voltou para a ponte, e viu várias pessoas saindo de casa e olhando pelas janelas das torres. Todas voltavam o rosto para o mesmo ponto, tentando descobrir a origem do ruído que ia ficando cada vez mais forte.

Sem perceber o que fazia, Kurotsuchi começou a andar.

Ela foi indo pela rua de forma automática, sem pensar. Era como uma marionete puxada por alguma corda invisível em direção ao ruído.

As vozes logo se transformaram em gritos.

Algumas pessoas surgiram à frente. Vinham correndo na direção dela, com rostos apavorados. Kurotsuchi as ignorou, e continuou andando na contramão da correria.

Então, inesperadamente, tudo parou.

O ruído cessou, e de repente se fez silêncio. Kurotsuchi olhou para cima.

 

E aí veio a explosão.

 

Irrompeu no alto como uma nuvem de fogo, e o estrondo reverberou por toda a aldeia. A torre à frente dela teve a parte de cima completamente arrasada, e seus destroços caíram na rua numa cascata de rocha e poeira. Kurotsuchi quase foi esmagada.

Quando conseguiu enxergar entre a névoa, ela afastou o braço do rosto, e viu um pássaro no céu.

Aniki..?

Não havia dúvida. Aquela era sua águia de argila branca.

Sobrevoava as torres e prédios em círculos, enviando pássaros menores para baixo. Um deles passou perto, e atingiu uma casa na esquina. A colisão foi imediatamente seguida de explosão, e logo a casa também havia caído por terra. O mesmo parecia estar ocorrendo em vários pontos da aldeia. Múltiplas explosões simultâneas, gerando pânico e gritaria desenfreada.

Isso não pode estar acontecendo...

Kurotsuchi precisou reunir toda força que tinha para mover as pernas. Um passo de cada vez: primeiro andando, e logo estava correndo. Tinha que chegar na torre mais alta à frente. Ela passou por uma mulher que corria com o bebê berrando nos braços. Logo adiante, viu uma garotinha sentada debaixo de uma ponte, chorando assustada. Ela a pegou e a tirou de lá antes que a ponte tombasse numa explosão. Por sorte o pai apareceu pouco depois, procurando a filha desesperado, e ela entregou a criança.

Kurotsuchi continuou correndo.

Cada vez mais pilhas de escombros se amontoavam no caminho, e alguns corpos também. Ela finalmente chegou na torre, e começou a subir a escada em caracol que circulava a construção.

Precisava subir o mais alto possível.

Tinha que detê-lo..

 

***

 

Alto no céu, Deidara sentia uma euforia vertiginosa ao sobrevoar tudo de cima.

Isso é incrível.. – pensava – Nunca senti tanto poder fluindo dentro de mim..

Era como se uma tempestade de chakra estivesse percorrendo seu corpo. Devastadora, incontrolável..

Cada porção de argila que suas mãos engoliam era inundada com uma onda de chakra. Suas esculturas saíam concentrando uma quantidade insana de energia. Então Deidara as enviava para onde queria, e quando atingiam o alvo, ele dava o comando:

– Katsu!!!

E tudo ia pelos ares.

Conforme o pergaminho ensinou, bastava essa simples palavra budista para descarregar toda sua energia de uma só vez.

E no caso de Deidara, a energia acumulada não vinha apenas de seu chakra, mas também de seu ódio. E o resultado daquilo era a mais pura e verdadeira arte... a expressão máxima de seu espírito. As explosões refletiam o coração de Deidara assim como a tela reflete o coração de um pintor.

Se é como um monstro que vocês me veem.. então é isso que eu vou ser! – pensava Deidara, enquanto enviava seus pássaros.

 

Os pássaros eram seus mensageiros.

E a vingança era sua mensagem.

 

***

 

Quando Kurotsuchi finalmente alcançou o topo da torre, teve a visão mais horrenda de sua vida.

A Aldeia da Pedra estava mergulhada em chamas. Colunas de fumaça negra subiam e começavam a cobrir o céu tingido de vermelho-sangue. Explosões soavam como trovoadas na terra.

E então outro som se espalhou pelo ar.

Eram os sinos das Sete Torres de Vigia, alardeando que a aldeia estava sob ataque. Aqueles sinos não eram tocados desde a última Guerra Ninja, e agora suas badaladas ecoavam por todo o céu. Kurotsuchi percebeu um grande movimento lá embaixo, e viu vários ninjas avançando pelos telhados e pontes. As coisas estavam se agravando rapidamente..

Então sem o menor aviso, um grande pássaro branco colidiu na torre vários metros abaixo.

Kurotsuchi sentiu o chão sacudir com tanta violência que caiu. A torre inteira começou a inclinar, desmoronando. Kurotsuchi só teve tempo de se levantar e correr até a beira, e de lá saltar para uma ponte alta. Logo a torre em que estava era apenas uma nuvem de poeira e destroços no chão.

 

E então ela o viu..

 

Deidara passou como um raio ali perto.

Estava voando baixo agora, mirando em seus alvos com mais precisão. Ela o assistiu explodir o Opala Negra num rasante. E depois o Museu Kurodara. Um a um - cada um dos lugares em que eles passaram bons momentos juntos, estava sendo derrubado agora. Despedaçados diante de seus olhos, e deixando no lugar apenas ruínas.

 

***

 

Deidara percebeu que o exército da Pedra estava começando a alcança-lo. Era hora de bombardeá-los de frente.

Ele fez a curva com sua águia e mergulhou a mão na bolsa de argila, preparando sua escultura mais potente. Mas então ele viu lá embaixo algo que o fez parar no ar.

 

Era Kurotsuchi.

Estava parada sozinha no meio de uma ponte, olhando pra ele. E haviam lágrimas escorrendo por seu rosto.

A visão fez Deidara sentir um forte aperto no peito.

Ele foi incapaz de se mover por um instante. E quando conseguiu, foi só para guardar a escultura de volta na bolsa.

 

Adeus, Kurotsuchi...

 

E virando-se, deu as costas à sua aldeia pra sempre.

 

***

 

Na ponte abaixo, Kurotsuchi viu Deidara dar meia-volta e se afastar com a águia.

Voou tomando o rumo da muralha norte. Estava partindo. Antes que percebesse, Kurotsuchi começou a correr pela ponte.

– ANIKIII!!!!

O grito rasgou sua garganta.

Kurotsuchi ignorou a dor e continuou correndo. Ela correu até suas pernas também doerem. Correu por aquela ponte, e por outras depois daquela. Saltava de uma pra outra, o tempo todo no encalço de Deidara, mas ele só parecia se afastar cada vez mais. Kurotsuchi correu como nunca na vida, apenas para tropeçar e cair.

E enquanto levantava o rosto do chão com os braços sangrando, ela ouviu um coro de vozes e uma multidão de pés apressados passando por ela. Os ninjas da aldeia gritavam comandos e preparavam suas armas.

A ordem geral era clara..

Tomada de horror, Kurotsuchi procurava desesperadamente pensar em algo. Então lembrou do seu avô. Somente ele podia parar aquela loucura..

 

Lutando para reunir cada migalha de energia que ainda restava, Kurotsuchi se levantou e começou a correr em direção à Mansão.

 

Quando chegou lá, Oonoki e Kitsuchi estavam saindo para o pátio pela porta da frente, acompanhados da Guarda. Todos vestiam armaduras de guerra.

– E pensar que ele quase nos soterrou lá dentro.. – dizia Kitsuchi, amarrando o protetor no braço.

– Precisamos nos apressar. – disse Oonoki – Ainda podemos alcança-lo!

Kurotsuchi abriu caminho esbarrando nos guardas que avançavam.

– Vovô!! – gritou – O Deidara..

– Eu sei! – interrompeu ele, seguindo em frente sem nem olhar pra ela. – Venha conosco, Kurotsuchi. Nós iremos matá-lo.

Kurotsuchi congelou no lugar. O calor a abandonou por dentro, como se cada gota de seu sangue tivesse secado.

– Ma..matá-lo?

– Ele é um ninja renegado agora. Conhece a lei!

– Mas.. – ela começou a correr atrás dele – Vocês não podem!

– Kurotsuchi..

– Tem que haver outro jeito!

– Ele está atacando a aldeia!!

– E-ele não sabe o que está fazendo!!

– BASTA!!!

Oonoki se virou abruptamente, lançado Kurotsuchi pra trás.

Ela voou com o toque da levitação dele, e foi arremessada pra dentro da mansão até cair de costas no piso do salão de entrada. Oonoki se aproximou da porta, e seu rosto estava irreconhecível. Cada ruga e traço estava distorcido numa expressão de absoluta fúria. Kurotsuchi nunca o havia visto daquele jeito.

– Se não está pronta para cumprir com o seu dever de ninja, então é melhor que fique nesta casa!!

Ele executou alguns selos de mão, e uma barreira transparente se ergueu do pátio e cobriu cada parede como um manto cristalizado. Aquele era o sistema de defesa máximo da mansão, e uma vez que o Tsuchikage o acionava ninguém podia entrar nem sair.

Kurotsuchi se levantou e correu até a porta, as mãos esmurrando a barreira invisível.

– O Deidara escolheu o caminho dele. – disse Oonoki – Está na hora de você escolher o seu!

E deu as costas pra ela, disparando no ar.

 

Kurotsuchi recuou pra trás e olhou em volta, aprisionada.

Sem saber o que fazer, ela subiu as escadas para o seu quarto. Pela vidraça da sacada, ela viu o cenário de horror e desgraça que se abateu sobre o seu mundo. A janela ao lado exibia o mesmo pesadelo. Mas à medida que Kurotsuchi se aproximava dela, devagar, cada vez mais a janela lhe parecia um espelho.

A aldeia estava devastada lá fora. E Kurotsuchi estava devastada por dentro.

 

Por que, aniki..? – pensou ela, enquanto as lágrimas caíam na mesa.

 

..por que vai aonde não posso te seguir?

 

.


Notas Finais


Agora, preciso me desculpar duas vezes com vocês..


Em primeiro lugar, por causa do rumo que a fic tomou. Eu sei que não era bem isso que vocês estavam esperando.. eu disse que a relação de Kuro e Deidara seria aprofundada, e agora eu fiz isso. Mas peço que tenham paciência. A história ainda não acabou.. e mesmo perto do fim, podem ter certeza que ainda irão acontecer muitas coisas.

E em segundo lugar, preciso pedir desculpas a vocês porque.. eu vou ficar sem escrever por um tempo. =/
Eu vou entrar em período de provas na faculdade agora, e bom.. eu tenho que estudar rs. E imediatamente depois disso, eu tenho uma viagem marcada. Estou indo passar férias na Bolívia. É um lugar ainda mais remoto que a vila da Pedra, então pode ser que eu tenha um pouco de dificuldade em me conectar... Mas não se preocupem. Farei o possível pra continuar escrevendo e postando, nem que tenha que montar em lhamas pra isso kkk.
Eu calculo que vou ficar no mínimo duas semanas em off. Mas depois disso retomo a fanfic, e se tudo der certo, até o final do ano eu concluo a história..

Conto com a compreensão de vocês, e mais uma vez peço desculpas.
Vocês tem sido leitores maravilhosos. Já estou sentindo falta! ^^

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