História Kyle, o Sombrio Guardião da Luz - Parte I - Freljord - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias League Of Legends
Personagens Aatrox, Anivia, Ashe, Bardo, Braum, Gragas, Kassadin, Lissandra, Nunu, Olaf, Personagens Originais, Quinn, Riven, Ryze, Sejuani, Trundle, Tryndamere, Volibear, Yasuo
Tags League Of Legends
Exibições 11
Palavras 2.276
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Luta, Magia, Romance e Novela, Saga
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Chegamos ao capítulo final da estada de Kyle em Freljord. A jornada dele aqui pode estar chegando ao fim, mas uma nova está prestes a começar!

Capítulo 11 - Segredos de Valoran


Fanfic / Fanfiction Kyle, o Sombrio Guardião da Luz - Parte I - Freljord - Capítulo 11 - Segredos de Valoran

Ao virar sua cabeça na direção de um ponto mais alto da montanha, Kyle ouvia os gritos de um homem.

“Está errado! Isso está muito errado! Não pode ser!”, resmungava um homem de voz arrastada.

Sem conter sua curiosidade, Kyle escalou a montanha gélida. Á medida que subia, a voz ficava mais próxima, quando estava a aproximadamente meio metro abaixo do local onde se encontrava o homem, Kyle pode observar o local, plano, mas não ousou completar a subida, pois notara que ali havia duas pessoas conversando.

“Como você permitiu que as coisas chegassem a esse ponto?”, disse o homem cuja voz havia sido ouvida anteriormente por Kyle. Tratava-se de um homem de altura mediana, de pele azulada, barba negra, careca, com dezenas de tatuagem roxas pintadas pelo corpo e trajando apenas uma calça de couro desconhecido e botas de feiticeiro. Ele também carregava consigo o que parecia ser um tomo com magias e um gigantesco pergaminho, amarrado ás suas costas.

“E como você não sentiu a presença dele? O poder dele é totalmente desconhecido e é algo que eu jamais havia visto no Vazio. Eu precisei fugir de lá, Ryze!”, respondia o segundo homem com uma voz abafada e robotizada que não parecia ser sua voz real. Com um porte físico avantajado, seu rosto era coberto por uma máscara metálica com tubos saindo da altura de sua boca e dois chifres metálicos, também presos á mascara. Sua pele também azulada, porém meio empalidecida, poderia ser vista sob seus grandes braceletes metálicos. De seu pulso direito saía uma lâmina que Kyle havia visto antes em livros, tratava-se de uma lâmina ínfera, forjada no Vazio, que era meio violeta de longe, mas ela refletia exatamente o que era o Vazio quando olhada de mais perto. Os olhos do homem brilhavam em um tom amarelo e ele parecia flutuar apesar de sua enorme vestimenta semelhante a uma grande saia roxa cobrir-lhe os membros inferiores até os pés por completo. Kyle tinha uma certeza sobre aquele homem: ele havia visto o Vazio.

“De onde raios ele veio? Achei que tivesse controle sobre o que é invocado no Vazio. Mas que merda!”, disse Ryze.

“Isso não se trata de uma invocação do Vazio.”, respondeu o homem do Vazio.

“Cacete, Kassadin! Então o que ele é? Eu monitoro todos os planos mágicos que intersectam com Runeterra. Eu saberia se ele veio do desconhecido.”, disse Ryze, revelando o nome de seu companheiro de conversa.

“Ele parecia um humano, possuía trejeitos estranhos e portava uma espada antiga. As criaturas do Vazio não ousaram sequer se aproximar, Malzahar foi subjugado e o homem ainda por cima carregava a Pedra Lunar.”, resmungava Kassadin.

“Não pode ser humano... Eu saberia...”, disse Ryze, coçando sua careca.

“Ele parecia um necromante ou uma espécie de invocação da Ilha das Sombras. Ele invadiu o Vazio criando um portal da Ilha. Ele tinha um grande conhecimento de magia negra e é muito provável que ele tenha vindo de outro plano, nunca vi nada assim em toda Runeterra.”, disse Kassadin.

“E eu afirmo que é impossível. Passei anos viajando por toda Runeterra, mapeando incidências de portais e fiz contato com todos os planos existentes. Se esse ‘homem’ que você afirma ter poder de criar um portal e ainda mais poder de conectá-lo diretamente ao Vazio, ele poderá subjugar toda Valoran se ele quiser. Não existe nada com o poder que ele tem.”, disse Ryze, visivelmente mais nervoso que Kassadin.

“Paciência, já aconteceu. Precisamos agora dar o próximo passo, saber os objetivos dele e seus próximos movimentos.”, disse Kassadin, tentando acalmar Ryze.

“Você disse que ele tem a Pedra Lunar. Isso é ruim. Os Lunari e o povo Marai possuem um ritual que os liga. A cada cem anos, um novo Conjurador surge por entre o povo Marai depois de um desafio nas Grandes Profundezas para conseguir uma pérola abissal. Ao ascender até a superfície, o Conjurador troca a pérola por uma Pedra Lunar, carregada por um Lunari. Essa Pedra Lunar é a garantia de segurança dos Marai pelos próximos cem anos em suas colônias submarinas.”, disse Ryze.

“Por que é do interesse de alguém quebrar esse rito?”, perguntou Kassadin.

“Eu não sei, mas as implicações seriam catastróficas, os Marai perderiam sua proteção e seriam vulneráveis a outros terrores submarinos ou até mesmo humanos que desejariam caçar uma raça tão única. Houve rumores de uma Marai vagando por algumas cidades de Valoran á procura de um Lunari para fazer a troca, os Marai dependem disso.”, disse Ryze, consultando seus alfarrábios enquanto falava com Kassadin.

Cansado de estar suspenso no canto da montanha por tanto tempo, Kyle se reposicionou, fazendo pequenas pedras caírem e rolarem montanha abaixo. Ryze ouviu o barulho e Kassadin instantaneamente desapareceu. Kyle assustou-se com a possibilidade de ter sido descoberto e, ao virar-se para descer a montanha, viu Kassadin reaparecer ao seu lado. Ele o agarrou pela gola de sua couraça com brutalidade e sem dizer sequer uma palavra. Desesperado, Kyle segurou-se com força no braço de Kassadin, temendo ser jogado montanha abaixo, porém, Kyle perdeu a consciência por meio segundo e em seguida viu-se no alto da montanha ao lado de Ryze e Kassadin, que o largou violentamente no chão, fazendo seus cotovelos amortecerem a queda de forma que sua cabeça não caísse sobre o terreno pedregoso.

“Couraça freljordiana. Ashe o enviou para nos espionar?”, perguntou Ryze.

“Sério que você tá me perguntando isso?”, disse Kyle, levantando-se, porém, Kassadin desaprovou a insolência de Kyle e agilmente posicionou sua lâmina ínfera na altura do pescoço do garoto, que não ousou se mover.

“Hmm... Realmente não acredito que Ashe sequer saiba que estamos aqui.”, disse Ryze, olhando para seu companheiro do Vazio.

“Porra! Do jeito que você ficou gritando feito um louco qualquer um curioso passando pela montanha que resolva seguir sua voz encontraria vocês.”, disse Kyle, olhando para Kassadin, que afastou a lâmina do pescoço do garoto.

“Então quer que eu acredite que você chegou aqui por acaso?”, perguntou Kassadin.

“Se tem uma coisas que aprendi no tempo que passei em Freljord é que nada acontece por acaso, e acho que seu amigo feiticeiro acredita em minhas palavras.”, disse Kyle, virando-se para Ryze, que acenou com a cabeça, concordando e esboçando um sorriso involuntário.

“O que faz acreditar que sou um feiticeiro? As botas, o tomo ou o pergaminho?”, perguntou Ryze.

“As tatuagens. Li sobre elas. Magia espinhosa... Ajuda o homem a superar as limitações de sua humanidade para ser mais sensível á magia á sua volta.”, disse Kyle, estalando o pescoço e girando os punhos.

“Um estudioso em Freljord, isso é novidade. Como nunca ouvi falar de você antes, garoto?”, perguntou Ryze, intrigado e fitando Coldfate.

“Bem, então diria que você sabe sobre mim tanto quanto eu. Não tenho consciência de minha vida antes de vir parar em Freljord.”, disse Kyle.

“Espera um pouco, essa lâmina... Desembainhe-a.”, disse Ryze, em tom de ordem.

Virando-se para Kassadin, Kyle não hesitou em obedecer ao comando de Ryze, sacando sua espada gélida das costas e elevando-a horizontalmente, sendo facilmente observada pelo Mago Rúnico e pelo Andarilho do Vazio, que o faziam com admiração.

“Você libertou o espírito de Avarosa?”, perguntou Ryze, impedindo que Kassadin tocasse na espada.

“Uuh, sim... Como você conhece tal lenda?”, perguntou Kyle, confuso.

“Coldfate não só foi usada para matar Avarosa, mas também serviu para aprisionar seu espírito por um tipo de magia proveniente do plano dos Observadores. Você libertou Freljord de uma longa e duradoura maldição, rapaz. Qual é o seu nome?”, disse Ryze, sem economizar nas perguntas.

“Sou Kyle, ou pelo menos é o que me lembro de mim mesmo.”, disse Kyle, desviando o olhar em desânimo e embainhando a espada gélida.

“Eu sou Ryze e este é Kassadin. Estamos trabalhando juntos com o objetivo de conter as sucessivas ameaças que surgem do Vazio ou de outros planos desconhecidos.”, disse Ryze.

“Conter? Por que simplesmente não se destrói o Vazio? Li coisas horríveis sobre o que surge de lá e agora que vejo o que aconteceu a Kassadin me deixa ainda mais horrorizado.”, disse Kyle.

“Acredite garoto. Existem coisas no Universo que são muito piores que o Vazio. Coisas que poderiam eliminar todo ser vivo de Runeterra se não fosse pela simples existência do Vazio.”, disse Kassadin.

“Kassadin está certo. A cidade de Icathia é a ligação entre este plano e o plano do Vazio. A manutenção desta ligação inibe outros planos mais perigosos e desconhecidos de estabelecerem contato com toda Valoran.”, disse Ryze.

“Um mal necessário.”, comentou Kyle.

“Exato. Um mal necessário.”, concluiu Ryze, empinando o queixo como que se estivesse orgulhoso.

“Por que Runeterra é tão instável em termos de equilíbrio entre outros planos? Você fala como se qualquer aberração cósmica pudesse aparecer aqui e causar o caos.”, disse Kyle.

“Runeterra foi fortemente afligida e alterada no passado pelas Guerras Rúnicas, onde a prática de magia esteve totalmente fora do controle, a grande consequência disso foi o fato do nosso plano perder sua estabilidade cósmica, sendo facilmente intersectada por outros planos, coisa que aconteceu com o Vazio. Acredita-se que o Vazio já foi grandioso como Runeterra é hoje, porém, as lendas dizem que o excesso de prática de magia arruinou aquele lugar e o resultado disso foi o que conhecemos como Vazio, um lugar que não tem nada e que ao mesmo tempo deseja consumir tudo.”, explicou Ryze.

“Não vai encontrar explicação melhor, acredite.”, disse Kassadin, sustentando as palavras do mago.

“Compreendo. Vocês mencionaram um homem causando problemas? Do que se trata?”, perguntou Kyle.

Kassadin e Ryze se entreolharam e, depois de alguns segundos, olharam para Kyle.

“Para onde está indo, rapaz?”, perguntou Kassadin.

“Piltover.”, respondeu Kyle, um tanto relutante.

“Ah... A cidade do progresso. Se quiser encontrar-nos novamente, estaremos dispostos a incluí-lo em nossos planos. Você parece alguém que poderia nos ajudar...”, disse Ryze, sendo abruptamente interrompido por Kassadin.

“Espere Ryze! A marca!”, gritou Kassadin, apontando a têmpora de Kyle, que se assustou com o surto do Andarilho do Vazio.

“Maldição!”, bradou Ryze, recuando em um salto e fazendo algum tipo de magia envolver sua mão direita.

“O quê? O que houve?!”, perguntou Kyle, confuso e tentando compreender a postura hostil da dupla.

“Você! Você possui a mesma marca que o homem possui! Você é um servo da escuridão!”, gritava Kassadin, apontando sua lâmina ínfera na direção de Kyle.

“Eu não sei do que você tá falando e não tenho a intenção de lutar contra vocês, a menos que me forcem a isso.”, gritou Kyle, levando sua mão direita á bainha, nas costas.

Sem perder tempo, Ryze abriu seu tomo no chão e, fazendo alguns sinais com sua mão direita, fez uma magia subir do tomo e a lançou diretamente em Kyle, se tratava de uma barreira mágica que se formou em volta do garoto, aprisionando-o. Em resposta, o garoto sacou sua espada e golpeava a barreira sucessivas vezes em vão.

“Não resista, é inútil. Quem o enviou? O que deseja fazer com Runeterra e como veio parar aqui? Diga!”, exclamou Ryze.

“Eu não sei! Já disse que não me lembro de nada que tivesse acontecido comigo antes de Freljord. Avarosa, quer dizer, o espírito dela falou algo sobre minha escuridão e que a luz dela estaria sempre comigo, mas nada que me esclarecesse. Agora me tira daqui!”, berrava Kyle.

“Acredita nele, Ryze?”, perguntou Kassadin.

“Não duvido das palavras dele, mas só a Rosa Negra vai entender a origem dessa marca, não conheço mais ninguém que tem conhecimento sobre isso.”, disse Ryze, esforçando-se para sustentar a barreira em torno do Kyle, que a golpeava incessantemente.

“Vai mesmo leva-lo até Noxus?”, perguntou Kassadin, impaciente.

“Porra! Pare de me fazer perguntas difíceis, Kassadin! Não queria que fosse necessário, mas não temos escolha. Estamos lidando com uma escuridão que não conhecemos e que está agindo enquanto estamos aqui perdendo tempo.”, disse Ryze, sentindo os golpes de Kyle enfraquecer seus esforços.

“Seus desgraçados! Não vou para aquela cidade fedida!”, urrava Kyle, enraivecendo-se.

Kassadin aproximou-se de Kyle e observou a progressão da escuridão nas feições do garoto. Ele apontou sua lâmina ínfera na direção do garoto e disparou uma Esfera Nula do Vazio, fazendo Kyle perder a consciência e desmaiando ao contato com a magia do Vazio. Ryze pôde desfazer a magia e recuperar suas forças.

“Bem, está feito. O efeito da Esfera Nula no garoto deverá durar um bom tempo. Tempo bastante para leva-lo para Noxus.”, disse Kassadin, fitando o garoto caído no chão.

“Suponho que você não virá comigo.”, disse Ryze, usando magia para devolver Coldfate á bainha nas costas de Kyle.

“Preciso permanecer escondido e assim procederei até saber como lutar de volta. O Vazio não está seguro e está se movimentando.”, disse Kassadin.

“Assim que eu descobrir algo em Noxus eu o manterei informado. Por hora, permaneçamos discretos e atentos.”, disse Ryze, trocando um breve cumprimento com o Andarilho do Vazio, despedindo-se.

“Conseguirá levar o garoto para Noxus?”, perguntou Kassadin.

“Sim. Usarei magia espinhosa para conjurar um portal, se der sorte eu apareço em algum lugar discreto em Noxus.”, disse Ryze, colocando o corpo do garoto sobre seus ombros, com certa dificuldade.

O Mago Rúnico fez uma sequência de sinais com a mão direita e um portal subitamente apareceu á sua frente. Ele segurou seu tomo sob o braço direito e o garoto sobre os ombros, fechou os olhos e correu na direção do portal, desaparecendo nele. Ao se dar conta de que saiu pelo portal e ao sentir a luz do sol incomodar seus olhos semiescondidos sob suas pálpebras, Ryze notou que estava pisando sobre a calçada lamacenta de um dos becos de Noxus, com Kyle ao seu lado, ainda desacordado.

 

CONTINUA...


Notas Finais


Para todos aqueles que acompanharam essa fic, agradeço por terem investido o tempo de vocês deliciando-se desta humilde história escrita de forma imperfeita e com muito carinho. É apenas a primeira de várias que estarão por vir e espero que vocês continuem acompanhando a grande saga de Kyle e como ele veio a se tornar o Sombrio Guardião da Luz.

Próxima Parte: Noxus.


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