História Kyungsoo, o pequeno cupido - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O
Tags Baekyeol, Chanbaek, Kid!soo
Visualizações 973
Palavras 1.490
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Slash, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá ♡

Hoje eu estava falando com as meninas no grupo sobre um plot kids que eu tinha, e acabou que elas me incentivaram a escrever essa coisinha para o Dia das Crianças, e eu já tô quase atrasada /risos. Tá bem nhom nhom e simples, obrigada à Nana por me ajudar com o título e tudo mais, e por me aturar também, hihi ♡.

Rose disse que ama exo!kids, então é para você, meu bem ♡

Capítulo 1 - Capítulo Único


 

— Olá, pequeno Soo! — o ruivo alto exclamou animado ao adentrar o quarto de hospital, trazia uma bandeja com o café da manhã. — Como está hoje?

— Já disse que eu não sou pequeno, Chanyeol. — a criança na maca tinha um bico nos lábios e os bracinhos cruzados. — Você que parece um gigante.

— Eu tenho um tamanho normal. — bagunçou os cabelos escuros do pequeno. — Sou um adulto, oras.

— Papai Baek também é um adulto e mesmo assim é mais baixo que você. — disse num tom desacreditado. — Ele é mais velho, não é?

— É sim. — o maior soltou uma risadinha engraçada.

Era uma manhã de sexta-feira agradável por causa da primavera que havia recém dado o ar da sua graça. Do lado de fora da janela do quarto, era possível ver várias árvores floridas na calçada parecendo bem pequenininhas por causa do andar que se encontrava o pequeno Kyungsoo. O sol brilhava e Chanyeol abriu um pouco a janela que o ar circulasse.

Kyungsoo havia sido levado para o hospital alguns dias atrás; tivera que fazer uma cirurgia pequena, nada complexa e o menininho não corria nenhum risco real. Agora estava apenas cumprindo o tempo de repouso e logo poderia descansar em casa. O papai dele, Baekhyun, era um pai solteiro que passou um bom tempo se virando como podia para criar sozinho o seu menino. Logo após o nascimento do bebê, tão cedo quanto foi possível, a mãe assinou os papéis que davam a guarda total ao pai e sumiu no mundo. Baekhyun não falava muito sobre o assunto, mas Kyungsoo tinha certeza que a mulher que o gerara não queria aquela gravidez.

Apesar de ter apenas oito anos, não se importava tanto assim. Ele tinha afeto materno suficiente da sua tia e nunca poderia ter pedido um pai melhor. Assim que conseguiu se estabilizar financeiramente, Baekhyun passou a dedicar todo o tempo possível ao filho. Tomava café da manhã com o pequeno, o deixava na escola, o buscava e ainda faziam o jantar juntos. Geralmente Kyungsoo adormecia logo no primeiro desenho que via após comer, então Baek o levava para o quarto de mansinho.

Aos finais de semana sempre havia algum passeio, pizza, mais filmes e muitos mimos ao pequeno por parte dos amigos de Baekhyun que iam para a casa deles ver algum jogo. Kyungsoo gostava especialmente de Yixing e do seu filhinho adotivo de seis anos, Jongin.

— Onde está o seu papai, Soo? — o mais velho perguntou enquanto via tudo que precisava checar e dava um remedinho para o pequeno.

— Foi trabalhar.

Chanyeol parou o que fazia, franzindo o cenho e olhando para os olhos grandinhos espertos.

— Mas ele disse que ia ficar com você hoje. — sentou na poltrona ao lado da maca onde o menor se arrumava melhor para tomar o café da manhã.

— Ele disse que ia rapidinho resolver uma coisa e voltava em uma hora. — começou a mastigar os pedacinhos de maçã. — Por quê? Você vai sentir saudade do meu papai, Chanyeol?

O Park engasgou, seu rosto quase se igualando ao vermelho dos seus cabelos num instante. Kyungsoo riu gostosamente jogando a cabecinha para trás, a gargalhada ecoando pelo quarto. O Byun mais novo às vezes era uma criança muito arteira.

— Você ficou vermelhinho assim quando o papai te convidou para tomar café aquele dia? — perguntou de um jeitinho danado, todo cheio de risinhos maldosos.

— Kyungsoo! — exclamou se recompondo. — Não foi nada anormal, ok? Eu sou seu enfermeiro, mocinho, é normal que seu pai queira conversar comigo.

O pequeno ficou em silêncio por um momento, com aquele sorrisinho ainda enfeitando os lábios de coração.

Talvez Kyungsoo não estivesse assim tão errado sobre o que se passava entre o seu papai e o enfermeiro bonitão. A questão é que, mesmo já tendo vinte e um anos, Chanyeol realmente não conseguia não se sentir envergonhado quando Baekhyun o olhava por tempo demais, assim como quando sorria ou o convidava para um café na lanchonete do hospital.

Era verdade que rolava um clima entre os dois, entretanto, o ruivo não sabia ao certo como dar um primeiro passo. Baekhyun tinha vinte e sete anos, era um homem completamente feito, independente, e ainda tinha um filho que era a coisa mais fofinha do mundo — mesmo que às vezes incorporasse uma mini praguinha.

Chanyeeool! — falando nele...

— O que houve, pequeno? — indagou ao ver o menor choramingando com um pedaço da torrada na boca.

— Por que não tem queijo na minha torrada? — um bico enorme estava formado nos lábios.

— Eu já disse que você vai ter que ficar esses dias sem comer alguns tipos de coisas, e queijo está incluído nisso. — explicou de novo pacientemente.

— Isso é muito cruel. — voltou a comer de modo desgostoso. — Já que eu não posso comer queijo, você pode tocar violão para mim?

Chanyeol riu do baixinho e concordou, logo apanhando o violão simples apoiado na parede ao lado da poltrona. Começou a dedilhar uma canção animada e não demorou muito para que Kyungsoo estivesse balançando as perninhas fora da cama e cantando junto. Os dois riram quando Chanyeol errou uma nota e continuaram a música, sequer se deram conta quando Baekhyun chegou e entrou de fininho. O mais velho fechou a porta silenciosamente e recostou-se ali.

Conseguira resolver o problema no escritório mais rápido do que pensara, e por já ter planejado tirar o dia de folga vestia jeans e um suéter simples com as mangas dobradas nos cotovelos. Cruzou os braços e sorriu ao ver aquela cena. Chanyeol realmente levava jeito com crianças, Kyungsoo não era uma pessoinha muito fácil de lidar, muito menos de conquistar.

— Papai! — a vozinha aguda o despertou de seus pensamentos.

Sorriu para o filho e andou até a maca, deixou um beijo nos cabelos pretinhos e olhou para o enfermeiro.

— Manhã difícil?

— Apenas um desgosto leve por não poder comer queijo. — comentou. — Nada muito grave.

Os dois riram juntos e Kyungsoo observava tudo com os olhinhos ansiosos.

— Sabe o que eu estava pensando, papai?

— O que, meu amor?

— Você podia convidar o Chanyeol para ir olhar o jogo com a gente amanhã lá em casa. — juntou as mãozinhas e Baekhyun conhecia bem aquela pose meiga de quando o pequeno estava aprontando algo. — Vocês disseram que amanhã de manhã eu já vou estar liberado para ir para casa, não é?

— Kyung...

— Você fique quietinho, Chanyeol. — levou um dedinho aos lábios fazendo shh. — Você tinha me dito que ia continuar pertinho de mim mesmo depois que eu saísse daqui. — outro bico manhoso apareceu no rostinho do pequeno.

— E eu disse a verdade!

— Então está tudo ótimo! — um novo sorriso apareceu em sua face e o mais velho ali apenas ria do filho, o conhecia muito bem, e Chanyeol estava caindo direitinho na lábia dele. — Eu tenho certeza que o papai Baek vai amar ter você lá em casa com a gente.

— Você não pode ir fazendo essa chantagem emocional com as pessoas, Kyung. — advertiu tentando se fazer de sério e sentou-se ao lado do pequeno.

— Mas... Mas o Chanyeol vai ir, não é? — encarou o enfermeiro com os olhos pidões.

— Se estiver tudo bem para o seu pai...

— Yah, Chanyeol. — o Byun mais velho riu. — Eu mesmo já convidei você para ir lá, não se faça de bobo assim.

— Chanyeol é um bobão mesmo. — Kyung tapou o risinho com as mãos pequenas.

— Ei! — franziu o cenho para o pequeno, mas logo sua expressão se suavizou num sorriso brilhante. — Eu devo fazer o melhor bolo de chocolate da sua vida e levar? — perguntou como fosse um segredo.

Kyungsoo pulou animado e concordou, logo desatando a falar sobre as tardes de jogos eram legais, sobre os amigos do papai e sobre o Nini. Os dois adultos participavam da conversa e sorriam felizes ao ver a animação do pequeno.

— Chanyeol. — chamou quando terminou de falar tudo o que queria.

— Sim?

— Eu nunca quis ter uma mamãe, sabe? — balançou as perninhas novamente. — Mas eu não me importaria se você fosse meu outro papai.

Enquanto os dois adultos ficaram envergonhados e sem saber direito o que falar, cheios de “é...” e “então...” enquanto coçavam a nuca, Kyungsoo continha um sorrisinho arteiro com muito custo. Se aquilo desse certo, ele viraria um pequeno novo cupido. Afinal, não era a toa que Yixing estava saindo com o outro amigo engraçado de Baekhyun, mesmo que a maioria deles não soubesse ainda.

E, realmente, Chanyeol era muuuuito legal e fazia bem ao papai Baek. Seria ótimo ter ele como seu outro papai.

 

 


Notas Finais




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