História L Amore Improbabile - Capítulo 64


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, One Direction, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Emma Roberts, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Camren G!p, Romance
Exibições 1.457
Palavras 6.556
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Como prometido, não demorei muito.
Esse capítulo começamos a reta final.
Espero que gostem, pessoal.

Boa leitura!

Quaisquer erro corrijo depois

Capítulo 64 - LXII - Tornando alla normalità


POV Lauren

Depois de muitos beijos trocados, Camila me afastou e iniciou uma conversa sobre tudo. Precisávamos acertar tudo antes de tentarmos dar certo. Deixei Camila falar tudo aquilo que ela queria e ela falou. Contou-me que se arrependeu de ter me dito certas coisas e de não ter me dito outras. Ela me explicou seu ponto de vista sobre nossa antiga relação e eu me senti uma idiota por não ter me colocado no lugar dela. Conversamos sobre tudo. Sobre nós, sobre ela, sobre mim, sobre Zayn, nossos filhos, nossas amigas e principalmente sobre o que sentimos. Tanto eu, quanto ela, acertamos que seriamos verdadeiras uma com a outra. Nada de esconder sentimentos ou sentir medo de falar o que estava passando pela cabeça. Se surgisse algo que estivesse incomodando, nós sentaríamos e conversaríamos. E assim ficou combinada nossa amizade. Sim, amizade! Decidimos começar sendo apenas amigas, mas é claro que eu roubaria um ou dois beijos.

Hmm… – Camila me empurrou pelos ombros levando uma mão até os lábios limpando a mistura de saliva que os molhou. Eu resmunguei com a distância. Passei tanto tempo sem beijá-la que eu não queria mais soltá-la. – Chega! Esse foi o nosso último beijo. – arregalei os olhos para em seguida sorrir com a gargalhada dela. – Laur, por favor? Prometemos começar apenas com a amizade.

– Camz, nós já somos amigas. Que tal amigas com beneficios de beijos? – balancei as sobrancelhas divertidamente a fazendo rir.

– Seria ótimo se não fosse ruim. – franzi o cenho com sua contradição. – Lauren, prometemos e você disse que cumpriria. – eu quis revirar os olhos, mas eu não conseguia desviá-los dos de Camila. Eram os castanhos mais lindos que eu já tinha visto. Eu já falei isso? – Amigos só ganham o benefícios de beijos depois de algumas semanas. – eu neguei e tentei puxá-la para mim, porém Camila me afastou. – Nada disso! Chega.

– Caaaamz. – fiz manha ainda tentando agarrá-la.

– Lolo, não faz assim. – armei um bico enquanto cruzava os braços feito uma criança birrenta. Camila sorriu apertando minhas bochechas. Eu resmunguei. – Coisa mais linda! – rolei os olhos. Não era aquele carinho ou aquele elogio que queria receber. – Vamos! Você tem que trabalhar e eu tenho que… – Camila parou de falar encarando-me com um sorriso sapeca. Semicerrei os olhos tentando desvendar o que ela estava pensando. – Tive uma ideia! – meu coração deu um salto. Qualquer ideia dela para mim era ótima. – Hoje, eu vou ligar para o Adrien e cancelar os meus compromissos. – a encarei surpresa.

– Mas eles não são importantes? – perguntei preocupada, mas no fundo querendo mesmo que ela desistisse de tudo e passasse o dia somente comigo.

– Importantes eles sempre são, mas eu posso remarcar. – deu de ombros. – Entrevistas e campanhas publicitárias chovem na minha horta. Se eles não quiserem remarcar, não posso fazer nada, afinal, quem corre atrás de mim são eles. – disse rindo. Eu assenti completamente hipnotizada por aquela beleza latina. Os traços delicados e finos contradiziam a mulher forte que Camila era. – Vamos fazer assim… – ela pegou meu celular no bolso da calça e sorriu vendo minha foto de proteção de tela. – Bela foto! – sorri em agradecimento. Minhas filhas e o cachorro do empresário para quem trabalhei em Toronto realmente deram uma bela foto. – Vou ligar para o Adrien e você vai voltar lá para o estúdio, pois eu tenho certeza que Verônica deve estar arrancando os cabelos depois que você disse que ela está na exposição. – foi a minha vez de rir.

– Ela merece tanto quanto as outras. – Camila não titubeou e logo concordou. – E depois das fotos nós podemos almoçar? – perguntei na esperança de ganhar um sim. Minha modelo preferida sorriu e assentiu com a cabeça virando a tela do celular para mim.

– Por favor, destrave. – pediu sorrindo como uma menininha. Quis apertá-la, mas me contive. Digitei rapidamente a senha liberando o celular para Camila mexer. – Vou ligar rapidinho, ok? – eu assenti olhando para trás buscando o banco. Estava para me sentar quando a modelo me encarou. – O que está fazendo? – franzi o cenho dando de ombros.

– Me sentando. – respondi com obviedade. Camila bufou e me puxou pelo braço direito. – Camz, qual é? O que custa? Eu quero ficar perto de você. Amigos ficam perto um do outro. – disse como se aquilo surtisse algum efeito. Camila sorriu e me deu um rápido selinho.

– Eu sei. Eu fico muito com a Dinah e Normani. – minha mente logo gritou: “E eu com Vero e Alycia”. – Mas eu não estou te colocando para fora por conta disso, eu só quero que você vá resolver seu problema com a Vero.

– Que problema? – perguntei confusa.

Camila virou-se de costas me dando ampla visão de sua bunda perfeita. Se nós não tivessemos combinado de sermos apenas amigas naquele novo começo, eu já teria apalpado e estapeado aqueles montes. Não sei como, mas eu me perdi admirando e pensando no que faria com aquela bunda quando pudesse tocá-la novamente. Fui pega no pulo quando Camila se virou me lançando um sorriso malicioso.

– Acha minha bunda bonita? – assenti involuntariamente, mas logo me arrependi. Camila gargalhou e negou com a cabeça. – Sorte a dela que estou de calça, não é? – eu meneei a cabeça fazendo careta.

– Sua bunda é linda demais para ficar escondida. – comentei arregalando os olhos começando a sentir vergonha da minha falta de filtro perto dela. Camila sorriu e beijou minha testa.

– Eu sei que você quer tocá-la, mas não será possível. – eu murchei na hora. Tenho certeza que se tivesse dura, eu teria broxado.

– Isso é um tanto injusto. – Camila levantou uma sobrancelha me olhando desconfiada. – Você com certeza vai secar minha bunda quando eu estiver trabalhando e pode facilmente ver quando eu ficar excitada. – olhei para o meio das minhas pernas murmurando palavrões por estar me entregando de bandeja. A modelo gargalhou em plenos pulmões e abraçou meus ombros.

– Eu não vou secar sua bunda e nem ficar olhando para certas partes. – disse mantendo os olhos presos nos meus. – Vamos começar do zero, Lauren. Hoje será o nosso primeiro encontro e na regra dos cinco encontros do filme Amizade Colorida, você só irá conhecer o meu apartamento se passar do quinto encontro. – arregalei os olhos um tanto desesperada.

– Mas tudo isso? – Camila sorriu com a língua entre os dentes e assentiu com a cabeça enquanto se afastava. – Cinco encontros e eu vou poder conhecer o seu apartamento? – perguntei entrando na brincadeira.

Camila tombou a cabeça fazendo carinha de cachorrinho sem dono. Eu grunhi por ela ser tão fofa e me convencer a brincar de fazer da nossa vida e da nossa relação um filme de comédia romântica. Eu suspirei e por fim concordei. Eu não teria forças para lutar contra aqueles olhinhos pidões mesmo. Depois de acertarmos nosso almoço juntas no bistrô de Dinah, como na minha nova rotina, Camila me empurrou para fora do camarim para fazer sua ligação e me obrigou a resolver o abacaxi que havia jogado no colo de Alycia quando disse que Vero faria parte do cast da exposição.

O ambiente no estúdio até então estava tranquilo, o que era estranho. Logo imaginei que Vero não estava ali mais, porém me enganei. Minha melhor amiga estava sentada sobre o balcão de fotos apenas me esperando. Assim que seus olhos encontram os meus, Vero saltou do balcão caminhando energicamente em minha direção. Engoli a seco e busquei Alycia com os olhos encontrando minha assistente limpando as lentes da câmera.

– Você pode ir me explicando que história é essa de me colocar no cast da exposição. – abri um sorriso forçado. – Lauren, eu não sei o que aconteceu com você nesses últimos dias, mas essa é uma ideia idiota e eu vou logo dizendo, eu não vou ser fotografada. – meu sorriso se fechou e eu tive que respirar fundo para não revirar os olhos.

– Vero, é o seguinte. – até tentei falar, mas ela foi logo me interrompendo.

– Lauren, é o seguinte… Eu, Verônica Iglesias, me recuso a ser fotografada por você e por ela. – apontou Alycia que rapidamente nos encarou. – Eu sirvo para isso… – pegou alguns papéis e me mostrou. – E não…

– Verônica, você vai entrar nessa exposição representando todos nós. – tentei argumentar.

– Eu não quero representar ninguém, Lauren. – rosnou irritada.

– Mas até a Emma topou ser fotografada, por que você não aceita? – perguntei tentando convencê-la, mas pela cara que Vero fez, logo soube que não surtiu efeito.

– Porque eu não sou Emma Roberts e não gosto de câmeras. – disse bufando de raiva. O medo de ser atacada por ela naquele momento estava gigantesco.

– Vero…

– Lauren, não. – ela me curtou antes que eu começasse a falar. Bufei rolando os olhos.

– Duas fotos e mais nada. – tentei negociar. Vero cerrou os olhos.

–Duas fotos? Do jeito que eu quiser? – meneei a cabeça em concordância. Logo um sorriso se abriu em seus lábios. – Ótimo! Vou me trocar, pegar meu celular e depois do café da manhã, eu volto. – disse sorrindo.

Abri a boca para chamá-la, mas como um raio, Vero saiu do estúdio sem me permitir falar. Virei-me para Alycia que sorria achando graça da situação. Dei de ombros e praticamente corri para o camarim. Camila estava se encarando no espelho limpando algo no olho esquerdo enquanto falava ao celular. Pigarreei baixo como se a informasse sobre a minha presença. Camila virou-se e com um sorriso, aproximou-se de mim.

– Tudo bem, Drien. Amanhã as nove eu estarei ai. Sobre as fotos de hoje a tarde, não me mate. Ligue para a redação da revista e diga que tive um imprevisto. – sentei-me na cadeira de maquiagem encarando a modelo caminhar graciosamente pelo ambiente. – Ok… – Camila revirou os olhos como se o que seu assessor estivesse falando fosse tediante. Segurei o riso. – Tá bom. Mais alguma coisa? – perguntou já impaciente com tudo aquilo. – Adrien, eu já disse… Eu estou resolvendo minha vida pessoal. – Camila bufou. Ela se aproximou da cadeira onde eu estava me dando a chance de puxá-la para entre minhas pernas.

Desliga logo. – sussurrei em seu ouvido.

– Adrien, eu realmente preciso desligar. Mais alguma coisa importante para me dizer? – perguntou impaciente. Afastei seus cabelos levando meus lábios até seu pescoço desnudo. Mordi um ponto sensível que a fez se arrepiar por inteiro. – Tudo bem! Amanhã eu resolvo isso. Agora eu preciso ir. Beijo e tchau! – disse rapidamente encerrando a ligação.

– E ai? Vai passar o dia comigo? – perguntei mordiscando sua orelha.

– Se você não manter suas mãos longe de mim, eu vou para casa. – arregalei os olhos afastando as mãos. – Só a partir do quinto encontro, Lauren. – reafirmou com firmeza. Suspirei frustrada e assenti. – Conversou com Verônica? – concordei sem tirar meus olhos de seus lábios. Era automático. Camila começava a falar e meus olhos focavam aquela região com precisão. – Para de encarar minha boca. Eu não vou te beijar. – bufei levantando-me antes de agarrá-la.

– Tudo bem, já que você quer assim, assim será. – disse a contragosto. Camila sorriu e assentiu com a cabeça. – Err… Vamos? Eu tenho que preparar o estúdio para as fotos dela. – Camila sorriu concordando. Passou por mim como se eu fizesse parte da mobília do camarim. – Hey! – a chamei antes que sua presença sumisse totalmente daquele ambiente. – Não ganho nem um beijinho antes de darmos início ao jogo de cinco encontros? – Camila sorriu e veio até mim novamente.

– Não será um jogo, apenas um recomeço, Jauregui. – meneei a cabeça em concordância, mas sem conseguir desgrudar os olhos de seus lábios carnudos e chamativos. – Um beijo e nada mais. – assenti freneticamente ansiando pelo beijo.

Camila envolveu meu pescoço com os braços e me puxou lentamente para um beijo lento. Nossas línguas brincavam uma com a outra e eu só queria que aquele momento durasse para toda a eternidade. Minhas mãos abraçaram sua cintura com um pouco de força fazendo Camila soltar um gemido baixo. Seus lábios ficavam tão bem junto aos meus que era como se fossemos feitas uma para a outra. Camila mordiscou meu lábio inferior para em seguida sugá-lo para sua boca com um pouco de força, arrancando de mim, um suspiro e um gemido baixo. Dei alguns passos para trás a fim de prensá-la contra a parede, mas a modelo foi mais rápida e tratou logo de finalizar o beijo com meia dúzia de selinhos. Bufei frustrada por não conseguir prolongar mais aquele momento. Algo me dizia que aquele seria o nosso último beijo antes dos cinco encontros.

– Já te dei o seu beijo, agora vamos! Você precisa trabalhar e eu preciso te admirar. – disse divertida me fazendo sorri sem jeito.

Camila beijou minha bochecha ao mesmo tempo em que entrelaçava nossas mãos. Fitei nossas mãos unidas e senti meu coração bater acelerado. Qualquer contato seja visual ou físico, com aquela mulher faria meu coração bater acelerado. Era algo natural, instantâneo e completamente sem controle. Alcançamos o estúdio em alguns segundos. Vero ainda não tinha retornado. Aproveitei para ajudar Alycia a preparar tudo para as fotos, afinal, fotografaríamos Verônica Iglesias e nada podia dar errado, pois não teríamos outra chance.

– Camz, pode ficar a vontade. O estúdio é seu. Sinta-se em casa. – informei a Camila quando me aproximei dela para pegar minha câmera dentro da mochila que estava ao lado onde ela estava sentada.

Camila agradeceu com um sorriso e minha mão coçou para puxá-la pela nuca e selar nossos lábios. Afastei-me antes que aquilo se concretizasse. Ajudei Alycia a preparar todo o estúdio e Verônica demorou tanto que tive tempo de limpar todas as câmeras que tinha no estúdio e ainda passei mais da metade das fotos de Emma, que tiramos na noite anterior, para o computador. Quando comecei a editá-las, Verônica apareceu.

– Porra! Demorou muito. Achei que não viesse mais. – reclamei quando a vi entrar no estúdio com Lucy ao seu lado. – Bom dia, Lúcia. – a cumprimentei.

– Uau! O que eu fiz de errado para ser chamada de Lúcia? – rolei os olhos para seu cinismo.

– Festa, você, Vero, minha casa… isso não te remete a nada? – Lucy sorriu de canto e beijou a bochecha de Vero antes de empurrá-la em minha direção e ir sentar-se ao lado de Camila.

– Até que remete, mas prefiro fingir que não. – bufei irritada. Odiava quando ela fazia graça com a minha cara. – Aliás, adorei a ideia de colocar Vero na exposição. Ela merece. – assenti indo até o pedestal para posicioná-lo na altura certa para fotografar outro ângulo de Vero.

– Pois eu odiei. – Vero resmungou. Cerrei meus olhos em sua direção prendendo o riso quando ela fez uma careta quando Alycia a posicionou no centro do cenário. – Lauren, você sabe muito bem que a minha parte nesse projeto é cuidar da burocracia que ele oferece e não da arte. – sorri pegando minha câmera que estava pendurada no pescoço de Alycia.

– Não reclama, Vero. Você vai gostar do resultado. – disse sinalizando o inicio do ensaio. – Silêncio! – disse quando vi Vero abrir a boca para resmungar.

E ali começamos as fotos. Alycia abaixou a iluminação no estúdio acendendo os refletores no cenário onde Vero fazia caras e bocas. A maldita era fodidamente fotogênica. Se minha câmera falasse, ela estaria elogiando aos montes as poses e feições que Vero fazia para as fotos.

Todo o ensaio de Vero durou cerca de uma hora. Minha amiga não quis realizar trocas de roupa e também não queria estender o ensaio, pois segundo ela, aquilo era uma palhaçada. Dei por encerrada as fotos e foi como se eu dissesse a Vero que ela havia ganhado um milhão de dólares. Ela chegou a comemorar quando saiu do centro do cenário. Uma explosão de risadas tomou conta do estúdio.

– Agora que o sacrifício acabou, posso voltar aos meus afazeres? – ponderei seu pedido vendo-a revirar os olhos. – Lauren, se você abrir essa boca para falar merda, eu juro que faço você engolir essa câmera. – arregalei os olhos escutando as risadas altas de Camila e Lucy.

– Vero, eu te peço, não faça isso. – a voz de Camila soou divertida me fazendo encará-la. – Eu combinei de almoçar com ela e se você a fizer engolir a câmera, Lauren não poderá comer nada depois. – disse divertida arrancando risadas das moças presentes no estúdio. Revirei os olhos já tirando a câmera do pescoço.

Vero assentiu com a cabeça como se atendesse ao pedido de Camila e virou as costas indo em direção ao camarim trocar sua roupa que foi escolhida exclusivamente para o ensaio. Lucy saltou do balcão de fotos e se ofereceu para ajudar Alycia já que eu só tinha olhos para as fotos na câmera. Senti uma presença atrás de mim e logo uma lufada de ar quente soprou meus pelos da nuca fazendo-me arrepiar.

– E então, as fotos estão do seu agrado, senhorita Jauregui? – Camila murmurou roucamente contra meu ouvido.

Minhas pernas tremeram feito bambu na ventania. Rapidamente girei os calcanhares fitando os olhos castanhos. Camila sorria abertamente parecendo se divertir com as reações do meu corpo as suas ações. Foi ali que percebi que estava fodida. Os cinco encontros pelos quais passaríamos seriam como tortura para mim. Pigarreei limpando a garganta aproveitando para limpar todos os pensamentos sórdidos que se passaram assim que meus olhos desceram para o decote de Camila. Pisquei rapidamente apagando da minha cabeça todas as coisas que eu queria fazer com aquele decote. Qual a cor do sutiã? Será que ela está usando sutiã preto? Camila sabe o quanto eu amo preto. Será que ela colocou uma lingerie preta?

– Lauren, eu te fiz uma pergunta? – vi seus dedos delicados estalando seguidas vezes em frente aos meus olhos e a encarei confusa. Merda! Eu me perdi em pensamentos e nesse decote lindo que… Qual é a pergunta mesmo?

– Err… Eu… eu… – Camila me olhou com expectativa por alguns segundos. Quebrei a cabeça a fim de tentar recordar-me da pergunta, mas desisti quando Camila caiu na risada.

– Você é hilária, Laur. – rolei os olhos sentindo minhas bochechas ferverem.

– Não me culpe por não prestar atenção tendo você tão próxima de mim assim. – Camila sorriu corando um pouco.

– Ok! Eu não culpo. – agradeci com um sorriso. – Eu perguntei se as fotos estão do seu agrado? – olhei para a câmera e depois para ela novamente.  Balancei a cabeça positivamente e me virei para mostrá-las as fotos.

Passei longos minutos mostrando as fotos tanto de Verônica, quanto de Emma para Camila. A modelo elogiou todas as fotos e fez alguns comentários que me fizeram analisar novamente todo o ensaio de Emma. A chamei para a sala escura onde iria revelar algumas fotos de Emma e Vero para presenteá-las como forma de agradecimento por se disponibilizarem.

Na sala escura, algumas lembranças de momentos com Camila ali vieram em minha cabeça e eu tive vontade de dividir o que pensava com a modelo, porém me controlei. Camila estava tão concentrada em passar as fotos pelos produtos de revelação que eu julguei que ela não se recordou dos nossos momentos naquele ambiente. Fiz a escolha certa quando decidi deixar tudo dentro da minha cabeça, pois logo que colocamos as fotos no varal para secar, Camila iniciou uma conversa animada sobre querer fazer um curso de artes ou talvez de fotografia.

Passamos algum tempo ali conversando sobre seus planos. Dispus-me a ajudá-la no que precisasse caso ela optasse por fazer o curso de fotografia. Voltamos ao estúdio e logo olhos cheios de malícia foram voltados para nós. Vi que as bochechas de Camila adotaram uma coloração avermelhada e bufei. Eu não deixaria que Alycia, Vero e Lucy envergonhasse minha mulher.

– Vero, as fotos do ensaio da Roberts e as suas já estão na pasta da exposição, basta você enviá-las ao Alfredo. – Vero bufou.

– Tudo eu! Tudo eu! – rolei os olhos ignorando seus resmungos.

– Ele já foi informado que terá mais quatro ensaios para emoldurar. – Vero franziu o cenho quando finalizei minha fala.

– Quatro? – assenti pegando minha jaqueta e as chaves do carro.

– O seu, da Dinah, Emma e da Mani. – Vero arregalou os olhos e levantou-se em um salto.

– Dinah e Mani também estão nessa? Porra, Jauregui! Por que decidiu incluí-las quando tudo já estava praticamente pronto? Onde é que vamos arrumar espaço para tantas telas, Lauren? Me responde! Onde vamos enfiar tantas telas? – Vero estava muito irritada por eu ter planejado aquilo de última hora.

– Vero, acalme-se. – Lucy pediu segurando seu braço.

– Vero, acalme-se porra nenhuma, Lucy! Lauren tem mania de fazer as coisas de acordo com a vontade dela e depois quem se fode com os detalhes sou eu! E ai, Jauregui, onde é que vamos enfiar tantas telas? – Vero bufou cruzando os braços abaixo dos seios me olhando furiosamente. Sorri de canto e virei à cabeça em direção a Alycia que deu de ombros.

– Vero, para o seu governo, eu pensei muito bem nisso, ok? Não tem erro e não faltará espaço. Eu já passei na galeria e já deixei reservado o espaço para as telas desses últimos ensaios. Relaxa! – disse tranquilamente. Fitei Camila conferindo se ela estava bem. – Apenas faça o que pedi e deixe o resto comigo. – Vero gargalhou me fazendo franzir o cenho.

– Deixar com você os detalhes e as burocracias dessa exposição? Ah, Lauren, fala sério! Eu quero que essa exposição saia e não vou ser louca de deixá-la em suas mãos. – arregalei os olhos.

– Como é? Você acha que não sou capaz de organizar minha própria exposição, Verônica? – perguntei seriamente. Todas no estúdio perceberam que o clima estava esquentando.

– Se a carapuça serviu. – Vero deu de ombros e virou-se voltando sua atenção aos computadores.

Bufei irritada pela desconfiança de Vero em meu trabalho como organizadora. Estava preparada para rebater as suas palavras quando Camila agarrou meu braço e me fez um pedido silencioso para deixar aquela discussão para lá. Respirei fundo engolindo a seco aquela discussão ridícula com Vero. Fui até Alycia para passar-lhe algumas recomendações sobre como queria o estúdio para o ensaio dos acrobatas. Lucy estava ao lado de Vero conversando e tentando, em vão, acalmá-la.

– Eu vou sair para almoçar com a Camz. Qualquer coisa que precisarem, estou no celular. – informei para todas. 

Vero me encarou por alguns segundos como se me desafiasse. Sustentei seu olhar e logo a vi abaixar a cabeça e concordar. Respirei aliviada por ela desistir de me enfrentar novamente. Desejei um bom resto de manhã para todas e guiei Camila até meu carro no jardim. Depois de acomodada, Camila me fitou com curiosidade. Dei partida no carro e arranquei para longe da casa. No primeiro semáforo, percebi que os olhos de Camila ainda não haviam se desgrudado do meu rosto. Olhei para a modelo com o cenho franzido.

– Por que vocês estão discutindo tanto? – Camila perguntou assim que a encarei. Franzi o cenho e dei de ombros. – Lauren. – Camila chamou minha atenção me fazendo rir.

– Acho que estamos nesse pé de guerra desde o dia em que anunciei que sairia de casa. – disse seguindo o fluxo de carros a minha frente. Camila suspirou e assentiu voltando a relaxar. – Por quê? – perguntei virando a direita aproveitando o movimento para encarar o rosto angelical da modelo.

– Não é nada, mas é que… – Camila suspirou novamente e jogou para trás a franja livrando seu olho direito. – Vero está tão rude com você. Acho que ela não gostou de você ter saído de casa. – sorri concordando.

– Ela odiou. Fez um escândalo quando eu disse que Emma estava mobiliando meu apartamento. – olhei de relance para a modelo que bufou. Soltei uma risadinha e logo me arrependi quando Camila me acertou um tapa estalado e dolorido no braço. – Autch! Isso dói, Camz. – resmunguei tirando uma mão do volante para massagear o local.

– Era para doer mesmo. – franzi o cenho e freei um pouco afastada do carro a minha frente.

Voltei minha atenção para uma Camila emburrada. Sorri de canto e mordi o lábio inferior contendo minhas mãos no lugar. Camila com ciúme era tão fofa. Preferi deixá-la com seus pensamentos e seu bico gigantesco nos lábios. Liguei o rádio em uma estação qualquer, mas bufei quando a música de Zayn soou nas caixas. Camila involuntariamente começou a cantarolar a canção me fazendo grunhir baixinho. Se há segundos atrás ela estava com ciúme, agora eu estava. É! Essa relação vai ser um tanto complicada já que ambas temos ciúmes de nossos ex’s.

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Chegamos ao bistrô de Dinah meia hora depois de sairmos do estúdio. Infelizmente o trânsito de Boston na hora do almoço era um caos. Fomos recepcionadas pela maìtre, Daphne, que logo nos guiou até uma mesa para três, afinal, a chefe do bistrô Grancheff também se juntaria a nós para almoçar. Um garçom veio tirar nossos pedidos, mas Camila preferiu ser surpreendida por Dinah quando ela aparecesse. Eu preferi escolher apenas um vinho do porto para acompanhar a conversa com a minha bela modelo.

– Vejo que seu hábito de tomar vinhos em qualquer situação ainda existe. – sorri de lado.

– Ele nunca deixará de existir, Camz. Vinho faz parte de mim. – Camila soltou uma sonora gargalhada atraindo alguns olhares. Rapidamente suas bochechas coraram e ela se desculpou com um olhar arrependido. – Você é uma graça. – murmurei um tanto encantada por ela.

– Para, Lauren. – ela murmurou envergonhada encarando a mesa.

– Parar com o que? Eu não estou fazendo absolutamente nada. – me defendi ainda fitando seu rosto angelical tentando decorar, novamente, cada detalhe dele.

– Você está me encarando. – sorri balançando negativamente a cabeça. – Está sim, Jauregui! – Camila disse, mas dessa vez com uma voz firme.

– Não estou encarando, Camz, estou admirando. – confessei vendo suas bochechas ficarem rosadas novamente. Quis levantar-me e apertá-la até que seus olhos saíssem das órbitas.

Para, Lolo. – sorri atrevendo-me a pegar sua mão sobre a mesa e acariciá-la.

Camila levantou seu rosto para mim e sorriu timidamente. Pisquei um dos olhos em sua direção e logo fomos interrompidas pelo garçom nos servindo duas taças do vinho que eu havia pedido. Agradecemos e após o primeiro gole, iniciamos uma conversa animada sobre os planos de Camila, agora solteira, e os meus para a exposição. Fui questionada pela modelo sobre o motivo de ter inserido mais quatro ensaios em uma exposição praticamente pronta.

– Err… É uma boa pergunta. – comentei arrancando risadas dela.

– Mas você deveria saber a resposta, senhorita Jauregui. – franzi o cenho.

– Por quê? Eu não posso simplesmente ter tido a ideia e…

– Lauren, ideias vem e vão todos os dias, há todo momento. – meneei a cabeça. – Mas ideias como essa, que vai interferir em um trabalho pronto… Ah! Essa não. Essa não vem e vai, você teve um bom motivo para colocá-las na exposição e eu gostaria de saber, se você quiser falar, é claro. – sorri assentindo.

Comecei a explicar a Camila alguns dos motivos pelos quais eu resolvi inserir mais alguns ensaios na exposição. A modelo ouvia tudo atentamente e sorria a cada fala minha. Passamos alguns bons minutos conversando sobre meu trabalho até que fomos interrompidas pela chef e seus deliciosos pratos.

– Então, eu quero saber… – Dinah começou a falar depois de praticamente engolir cinco garfadas do prato vegetariano que fez para si mesma. Tomei um gole do vinho a encarando com um semblante confuso. – Vocês finalmente voltaram? – Camila arregalou os olhos e por pouco não se engasgou.

– O que? – Dinah franziu o cenho e bebeu um bom gole de seu suco.

– O que? Foi uma pergunta normal. – neguei arrancando risadas dela. – Foi sim, Jauregui. Aliás, estou esperando a resposta. – suspirei e fitei Camila que limpava os lábios no guardanapo de linho.

– Chee, não. – Dinah a encarou parecendo chocada.

– Mas… Walz, você já foi mais rápida, querida. – disse fazendo Camila revirar os olhos. Preferi continuar comendo e deixar que Camila explicasse como seria nossa reaproximação.

A modelo dedicou todo o tempo que Dinah tinha disponível para estar conosco explicando como seria nossa “relação” e os motivos de estarmos começando nossa reaproximação pela amizade. Dinah não achou ruim e ainda disse que estávamos fazendo o certo. Quando ela se despediu de nós com a justificativa de que tinha muito o que fazer na cozinha, dediquei toda minha atenção a Camila. A princípio a modelo ficou tímida com tanta atenção, mas aos poucos foi relaxando. Conforme nossa conversa avançava, Camila se soltava mais.

– O que vamos fazer agora? – perguntei enquanto saíamos do restaurante. Camila me lançou um sorriso e apontou para um carrinho de sorvete na esquina.

Tentei entrelaçar nossas mãos, mas Camila foi mais rápida e saiu andando na frente lançando-me um sorrisinho divertido sobre o ombro direito. Sorri negando com a cabeça. Essa mulher ainda vai me matar. Assim que chegamos ao carrinho, Camila fez nossos pedidos. Não me surpreendi quando ela pediu meu sabor favorito. Fiz questão de pagar ignorando completamente seus protestos. Tomando nossos sorvetes e conversando trivialidades, Camila e eu seguimos para uma praça que tinha perto do bistrô de Dinah. Nos sentamos em dos muitos banquinhos de madeira e como um estalo, uma pergunta sobre a separação dela me veio a cabeça.

– Hmm… Camz? – atrai sua atenção que estava voltada para duas crianças que jogavam uma bolinha de tênis para um cachorro pegar. Com os castanhos focados em mim, eu me permiti perguntar. – Err… Você falou sobre a separação, mas não me contou como aconteceu. – Camila franziu o cenho e ficou chupando a colher que havia pegado um pouco mais do sorvete de banana.

– Como assim? – dei de ombros. – Você quer saber como eu pedi o divórcio? – sua pergunta foi tão intensa que eu até tremi. Um pouco receosa, eu assenti com a cabeça recebendo em troca um sorriso contido. – Ah! Foi normal. – a olhei confusa.

– Normal? Como assim normal? – Camila suspirou olhando novamente para as crianças. – Você simplesmente chegou para o Zayn e disse “Zayn, eu quero me separar” ou teve algo introdutório? – perguntei arrancando uma risadinha baixa dela.

Peguei um pouco mais do sorvete de baunilha e levei até a boca encarando o perfil da modelo. Camila era de longe a mulher mais bela que eu já tinha visto. Com certeza! Pisquei repetidas vezes tentando focar em algo a mais que não fosse seus lábios bem desenhados e no seu piscar lento. Uma pequena ruga se formou em sua testa me dando a certeza que ela estava refletindo sobre minha pergunta e formulando a resposta. Talvez lembrar de como foi pedir o divórsio não seja tão agradável. A modelo demorou alguns segundos para virar-se para mim e sorrir de canto. Limpei os lábios melados de sorvete de baunilha e me sentei de lado, ficando de frente para Camila. Queria dedicar toda minha atenção aquela conversa que para muitos não era importante, mas para mim era.

– Zayn, por incrível que pareça, foi bacana quando eu disse que queria me separar. – abri os olhos surpresa com o que ela disse. – Aliás, ele foi ele. Acho que ele sabia que não estávamos tão bem e que logo nosso casamento iria chegar ao fim. – puxei uma perna para cima do banco e repousei meu queixo sobre meu joelho demonstrando meu total interesse no que Camila contava. – Quando nos casamos, Zayn e eu combinamos que seríamos felizes. Sempre! – assenti e a vi desviar o olhar para a grama verde. Um sorriso lindo se formou em seus lábios e uma pontada de ciúme me atingiu. – Quando finalmente percebemos que não estávamos mais sendo felizes um com o outro, não foi tão difícil assim pedir a separação, entende? – assenti com a cabeça tentando imaginar a cena.

– Mas você contou para ele sobre… – apontei nós duas terminando minha frase. Camila sorriu e tomou um pouco mais do sorvete.

– Ah! Antes de tocarmos no assunto separação, conversamos sobre tudo. – franzi o cenho.

– Sobre tudo? – ela assentiu. – Tudo o que? – perguntei confusa. Camila sorriu e alongou o pescoço tentando relaxar um pouco.

– Sobre nossas vidas, sabe? Eu sabia que ele me traía, mas me fingia de cega. – arregalei os olhos com sua confissão.

– Você sabia que era traída e ficou quieta? – perguntei um tanto chocada. Camila gargalhou me deixando ainda mais confusa. – Você ri disso, Camila? Como? Zayn é um babaca e…

– Lauren, para mim não fazia diferença com quem ele ia para cama, pois no final… – ela suspirou antes de continuar. – No final, era para mim que ele voltava, entende? Eu não precisava me preocupar se ele transava com uma ou dez mulheres durante as turnês porquen no final, era para minha cama, para os meus braços e para a nossa família que ele voltava.

Naquele segundo eu estava chocada. Completamente surpresa por Camila admitir que sabia das traições de Zayn, mas que não se importava. Como uma mulher como ela não se importa de ser traída? Eu simplesmente não entendo isso. Me concentrei tanto em pensar nisso que não percebi o sorrisinho de Camila enquanto ela encarava minha expressão pensativa e inconformada.

– Lauren…

– Mas como vocês entraram no assunto “divórsio”? – perguntei interessada e querendo desviar o foco daquele tema “traição”.

– Então, quando nós sentamos para conversar, resolvemos colocar todas as cartas na mesa. Nós abrimos nosso coração um para o outro, afinal, antes de sermos marido e mulher, nós éramos amigos. – concordei. – Depois de muito falarmos sobre nós, chegamos a conclusão de que nosso casamento já estava desgastado, que não éramos mais felizes e que vivíamos no comodismo que nossa relação nos oferecia. Não foi difícil enxergar isso. – assenti com um sorriso.

– E vocês terminaram de forma amigável? – minha pergunta soou receosa. Camila com uma expressão curiosa sorriu.

– Muito! Não tínhamos motivos para brigas, Lauren. – meneei a cabeça pensando, menos mal. – Zayn sempre foi tranquilo para conversar e naquela noite, ele deixou o posto de marido, mas reassumiu o de melhor amigo. – com um sorriso, Camila passou a mão direita sobre os cabelos me deixando hipnotizada. – Ele até me incentivou a procurar você. – arregalei os olhos chocada com aquela informação.

– Ele te i-incentivou a m-me procurar? – Camila gargalhou e assentiu com a cabeça. Sua mão veio parar sobre o canto esquerdo dos meus lábios limpando lentamente. – Ele… Eu… Err…

– Ele é incrível, eu sei. – revirei os olhos.

Camila riu e levou o polegar sujo de sorvete de baunilha até a boca. Apesar de ser um gesto simples e nada excitante, para mim foi como um gesto de sedução. Tive que me controlar para não avançar sobre ela e desrespeitar nosso acordo de cinco encontros antes de algo a mais.

Depois da conversa sobre o pedido de divórsio, Camila me perguntou sobre as gêmeas e eu sobre da Vinci. Eu estava morrendo de saudades dele e acabei combinando com Camila de levá-los ao Café Bread na quarta que seria dali alguns dias. Conversamos um pouco mais, ou melhor dizendo, nos conhecemos um pouco mais. Eu falei mais sobre mim e Camila falou mais sobre si mesma. Camila e eu estávamos nos apresentando mais intimamente uma para a outra, deixando de lado toda a parte sexual que já havíamos vivido.

Perdemos a noção do tempo conversando sobre nossos gostos musicais e para filmes. Só finalizamos nosso “primeiro” encontro quando meu celular começou a tocar desesperadamente. Alycia, Verônica e Keana estavam para me matar pela minha demora. No caminho até o carro, Camila falou sobre estar sendo um pouco difícil morar sozinha e ter que ter mais responsabilidades com Henry.

– Quando eu era casada, parecia mais fácil ser mãe, entende? – ela murmurou pensativa. Parei no sinal e a encarei com um sorriso.

– Claro! Você não tinha  que buscá-lo no colégio, não tinha que chegar em casa e proíbi-lo de assistir os desenhos antes do dever de casa e do banho. Você não tinha que se preocupar com o jantar, pois quando você chegava, todas essas tarefas já haviam sido realizadas. – comentei sua antiga realidade e Camila acabou concordando.

– Eu achava que era uma boa mãe, mas eu não havia realmente passado pelo perrengue que é ter um filho de cinco anos. – comentou me fazendo rir.

Engatei a marcha e segui o fluxo dos carros. Continuamos nossa conversa até que finalmente estacionei em frente a minha antiga casa e meu local de trabalho. Camila suspirou e virou-se para mim com um sorriso triste.

– Fim do primeiro encontro. – comentou me fazendo negar. Camila me olhou confusa. – Não? – neguei sorrindo. Apanhei sua mão sobre sua coxa e entrelaçei nossos dedos acariciando o dorso com carinho.

– Ele ainda nem aconteceu, Camz. – Camila sorriu. Trouxe sua mão até meus lábios onde deixei um leve e doce beijo. – Gostaria de te convidar para jantar comigo amanhã a noite. – Camila cerrou os olhos e sorriu.

– Será nosso primeiro? – sorri assentindo. – Então eu topo! – suspirei apaixonada por seu sorriso, seus olhos, sua voz, sua beleza latina e seu jeito de menina-mulher. Meu celular voltou a tocar e eu bufei irritada. – Acho que essa é a minha deixa para ir para casa e você ir para o trabalho. – eu quis negar, mas recebi um olhar severo. Rolei os olhos. – Foi ótimo passar a manhã e esse comecinho de tarde com você, Lolo. Eu não poderia pedir recomeço melhor. – eu sorri e lentamente me aproximei dela.

Queria um beijo na boca para selar aquele dia especial, mas recebi um na ponta do nariz e outro na testa. Tentei fazer manha, mas Camila não caiu no meu jogo. Sorrindo, ela me puxou pelos ombros e me abraçou apertado. Sussurrou em meu ouvido que me amava, mas que precisávamos ir com calma. Frustrada pela falta do beijo, mas feliz pela declaração, eu a abracei apertado e deixei um beijo na curva de seu pescoço. Seus pelos se eriçaram e eu sorri.

– Acho que é hora de você ir. – ela disse me afastando. Eu puxei o ar com força e concordei.

– Queria poder te levar em casa, mas…

– Eu adoraria, mas você tem trabalho a fazer e eu tenho meu carro bem ali. – apontou seu carro estacionado a poucos metros de nós. – Obrigada pelo dia de hoje, Lauren. Eu adorei e… – calei seus lábios com o indicador.

– Não diz mais nada. – Camila apertou os olhos em minha direção como se eu fosse louca. – Eu só quero te olhar e decorar cada detalhe do seu rosto. – confessei vendo suas bochechas ficarem vermelhas. – Eu sou apaixonada por você toda tímida assim. – Camila bufou sorrindo de canto.

Para. – ela pediu envergonhada. Sorri e a puxei para um outro abraço. – Eu sou apaixonada por você. – confessou contra meu pescoço e eu senti meu coração se acelerar. Eu poderia ouvir aquilo para sempre.

– Eu sou apaixonada por você, Camila Cabello. – disse quando nos afastamos. Camila sorriu e pegou sua bolsa.

– Eu tenho que ir. Nos falamos. – assenti.

Ela se virou para abrir a porta, mas eu a puxei. Meus instintos falaram mais alto e eu não me controlei, quando vi, minha boca já estava grudada na dela em um selinho delicado e repleto de sentimento. Camila suspirou contra meus lábios e sugou o inferior antes de me afastar. Com um sorriso contido, Camila desceu do carro me deixando hipnotizada e ainda mais apaixonada. A segui com o olhar até seu carro. A modelo, antes de adentrar no veículo, virou-se para mim e me lançou um beijo no ar. Sorri pegando o beijo fingindo guardá-lo no coração. Ela sorriu e entrou no carro partindo logo em seguida. Me virei para o espelho central e ri de mim mesma. Meus olhos me denunciavam, eu estava mais do que apaixonada. Balançando a cabeça, eu desci do carro sorrindo bobamente. Amar torna as pessoas frouxas e eu não me importava de estar sendo uma, eu só queria Camila e eu a teria, principalmente agora, que ela está solteira. Logo Camila Cabello será minha namorada. Farei questão que isso aconteça. 


Notas Finais


Ai está meus amores. Um capítulo meio chatinho.
Nós nos vemos no próximo.
Beijinhos <3


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