História L Amore Improbabile - Capítulo 65


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, One Direction, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Emma Roberts, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Camren G!p, Romance
Exibições 1.593
Palavras 6.666
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Voltei.. Dessa vez nem demorei
O primeiro encontro delas nesse recomeço.
Espero que gostem..

Boa leitura!

Capítulo 65 - LXIII - II nostro primo incontro


Fanfic / Fanfiction L Amore Improbabile - Capítulo 65 - LXIII - II nostro primo incontro

POV Camila

– Filho, vamos? Seu pai está nos esperando lá embaixo. – chamei Henry pela terceira vez em menos de cinco minutos. – Henry, eu não vou falar de novo. Anda logo, filho. – chamei já começando a perder a paciência.

– Pronto! Eu estava pegando meu kit de pintura. – olhei para suas mãos lotadas de coisas. Abri um sorriso e assenti com a cabeça.

– Tudo bem, meu amor, mas você demorou. Você sabe que quando eu chamo uma vez é para vim. – Henry abaixou a cabeça envergonhado e assentiu. – Não faça mais isso, por favor. Depois fico sendo chata sem querer. – Henry me olhou com um sorriso travesso. Cerrei os olhos em sua direção desconfiando daquele sorrisinho.

– A senhora não é chata, mama. – me derreti por inteira. Aproximei-me dele agarrando-o e enchendo seu rosto de beijos molhados.

– Mama te ama, filho. Ama muito. – beijei seu nariz e me ergui novamente.

– Eu também te amo, mama. – ele disse ajeitando sua mochila nas costas e a maleta de pintura na mão direita.

– Ama é? – perguntei manhosa indo pegar minha bolsa sobre o sofá. Ele sorriu agitado e começou a falar.

– Amo. Amo muito, tipo muito mesmo. Amo assim ó. – Henry abriu os bracinhos o máximo que pode me mostrando ali o quanto ele me amava. Sorrindo feito uma abestada, me abaixei a sua altura e beijei sua testa.

– Eu também te amo muitão assim ó. – abri meus braços exemplificando o tamanho do meu amor. – Mas agora nós temos que ir. Você vai com o seu pai para aula hoje e depois Fred vai buscá-lo e levá-lo para a aula de piano, tudo bem? – Henry abaixou a cabeça parecendo estar chateado e eu já imaginava o porque. – Filho, eu já conversei com você sobre as aulas de piano. Lauren por agora não pode lhe ensinar, mas assim que ela puder, ela vai te ensinar. Já combinei com ela. – expliquei com toda paciência do mundo.

Desde que Lauren prometeu a ele que iria ensiná-lo a tocar piano, Henry passou a fazer birra quando tinha que ir para as aulas com sua professora. Ele dizia que Lauren era sua professora e que não precisava mais ir as aulas de piano com Mikaela, sua professora, pois Lauren iria ensiná-lo. Cansei de conversar com ele sobre a fotógrafa estar atarefada com a exposição e que por enquanto ele teria que ter aulas com Mikaela. Mas Henry insistia em dizer que não precisava e ia forçado para a aula.

Claro que eu ficava chateada por estar “obrigando” meu filho a fazer uma coisa que ele não queria, mas ele precisava se distrair enquanto eu trabalhava. Zayn não podia ficar com ele a tarde toda, ainda mais agora que ele estava gravando seu album solo. Eu tinha uma agenda cheia que se ousasse desmarcar, correria perigo de vida. Dinah não podia cuidar dele cem por cento do tempo por causa do bistrô. Mani tinha ensaios. Eu não tinha com quem deixá-lo, e pra mim e Zayn, era melhor Henry fazer as aulas de piano e outras coisas que o colocamos para fazer do que contratar uma babá para ficar presa com ele dentro de casa.

– Eu posso ir para casa da Lauli hoje e ficar por lá até a senhora sair do trabalho. Eu posso falar com ela se a senhora ligar para ela. Por favor, mama. Eu estou com saudade da Lauli e ela… ela… – ele começou a ficar afobado e ansioso. Sempre que ele ficava assim, suas bochechas ficavam vermelhas, ele perdia o folego e suava.

Essa reação dele em querer ver Lauren me deixava feliz, mas ao mesmo tempo, preocupada. Preocupada porque Henry adorava imensamente Lauren e a via como uma “deusa”. Preocupada em como será sua reação quando Lauren e eu contarmos a ele que estamos nos envolvendo. Não queria que meu filho a odiasse e ela com certeza também não queria. Teríamos que fazer tudo com calma para não assustá-lo.

– Henry, acalme-se! Você está ficando ansioso e sabe o que acontece quando fica assim. Acalme-se, por favor. Mama não quer vê-lo com falta de ar. – pedi preocupada. Henry assentiu e voltou a respirar lentamente.

– Por favor, mama? Liga para Lauli e pede para ela ficar comigo hoje a tarde. Eu fico quietinho lá no estúdio. Prometo que não faço barulho e não dou trabalho. Eu só não quero ir pra aula de piano e… – antes que ele pudesse terminar, meu celular apitou indicando a chegada de uma nova mensagem. Respirei fundo e sinalizei para ele pedindo que ele esperasse.

Visualizei a mensagem e como se fosse automático, meus lábios se abriram em um sorriso extenso ao ver o nome da fotógrafa na tela. Olhei para Henry por alguns instantes antes de dar atenção a mensagem de Lauren.

“Bom dia, estrela!

Se eu fosse você, olhava sua porta. Algo me diz que tem algo sobre o tapete de entrada ;)

Beijos.”

Franzi o cenho com a mensagem. O que Lauren está aprontando? Será que ela descobriu meu endereço? Mas como? Ignorando as horas, o atraso em descer para encontrar Zayn para deixar Henry e seguir para o trabalho, eu segui até a porta principal sentindo o olhar confuso do meu filho queimar minhas costas. Abri a porta lentamente não querendo me assustar com o que quer que estivesse sobre meu tapete.

Arregalei os olhos ao encontrar um buquê de rosas vermelhas sobre o tapete. Olhei para o corredor mirando o elevador e a porta da escada de incêndio. Tudo deserto. Aquilo parecia ter sido armado e eu não pude deixar de sorrir bobamente por Lauren ter feito aquilo. Como ela conseguiu? Abaixei-me pegando o buquê com cuidado. Levei as rosas até o nariz inspirando o cheiro doce das pétalas. Sorri encantada, apaixonada, deslumbrada com aquele gesto tão romântico e delicado de Lauren. O cartão pendurado no buquê mais parecia uma pequena carta. Voltei para dentro do apartamento recebendo um olhar confuso de Henry para as flores.

– Flores? Por que a senhora recebeu flores, mama? – dei de ombros ainda sorrindo como uma boba apaixonada. – Eu posso ver? – perguntou curioso aproximando-se de mim.

– Claro, meu amor. Vem cá! – chamei meu princípe até a mesa de jantar onde repousei as flores. Henry subiu em uma das cadeiras estendendo os bracinhos para pegar as rosas. – Aqui! Pega com cuidado. – instrui lhe entregando o buquê. – Pesado? – perguntei divertida vendo sua carinha. Uma expressão revirada, como se ele estivesse fazendo muita força para segurar as rosas.

– Mama, pega aqui. Tá pesado. – gargalhei pegando as rosas colocando-as de volta sobre a mesa. – São lindas. – concordei voltando a sorrir como uma abestada. – Quem mandou? – perguntou curioso.

Arregalei brevemente os olhos e respirei fundo antes de omitir o nome de Lauren. Não mentiria para ele, mas também não citaria o nome da fotógrafa. Ainda não era a hora de Henry saber sobre Lauren e eu estarmos nos envolvendo.

– Ainda não sei, meu amor. – apontei o cartão como se dissesse a ele que iria ler.

A caligrafia perfeita e semelhante a letras de cartas antigas me fizeram perder o ar assim que abri o envelope de médio porte. Eu suspirei ao ler a primeira coisa escrita no papel branco.

Minha querida Camz,

Lhe presentear com rosas não chega nem aos pés do que eu realmente quero lhe dar. Você sabe que meu coração você já tem, mas algo dentro de mim ainda acha que é pouco, por isso as rosas. Uma vez eu li em algum lugar que presentear uma mulher com rosas, ainda mais as vermelhas, era como se você estivesse entregando seu coração, declarando sua paixão e todo o seu sentimento. Acho que lembrar disso agora foi obra do destino.

Essas rosas servem para simbolizar a entrega do meu coração a você. Ontem combinamos de começar tudo de novo, então sinto que devo começar te declarando meu amor.

Queria poder falar mais coisas bonitas, mas estou tão feliz e eufórica com o nosso recomeço que nada me vem a cabeça a não ser seu sorriso lindo e seus olhos castanhos que eu tanto amo. Queria poder vê-los agora. Eles com certeza estão brilhando e isso é o que me deixa mais feliz. Saber que te fiz sorrir e que posso ter te emocionado com um gesto tão simples, mas tão simbólico me deixa imensamente feliz. Quero que saiba que de agora em diante, irei fazer tudo para lhe ver sorrindo, lhe ver feliz e lhe ter mais apaixonada por mim, pois eu estou a cada segundo mais apaixonada por você. Estou contando os segundos para que o nosso quinto encontro chegue logo e eu possa conhecer o interior do seu apartamento, e que você se entregue cem por cento para mim como eu estou me entregando cem por cento para você.

Bom, já falei demais sobre nós. Vou guardar um pouco do que tenho na cabeça para a surpresa de amanhã. Ah é! Tenho que lhe contar sobre minha ideia. Eu desenvolvi uma nova rotina que começou hoje, com esssa surpresa. A ideia é… Todos os dias, depois que eu voltar da corrida, vou lhe enviar uma surpresa. A de hoje foi o buquê, a de amanhã… Hahaha! Deixa para amanhã, não é?

Então, todos os dias será algo diferente. Eu até pensei em te mandar um poema, mas queria que você sentisse o quanto eu estou feliz em poder recomeçar nossa relação. Espero que esteja tão feliz quanto eu, e que essa surpresa tenha valido a pena. Eu dava tudo para ter meus olhos em você agora, mas não podemos ter tudo que queremos na hora em que queremos, não é mesmo?

Camz, espero que tenha gostado da surpresa, pois eu amei fazê-la e lhe prometo mais. Iriei lhe cortejar como meu pai me ensinou a fazer. Como ele disse para mim, eu deveria ter feito isso quando te conheci e não pensado em fazer quando te perdi. Enfim! Falando em pai, filha, etc… Lembrei-me do Henry. Como ele está? Sinto falta dele. Ele está muito bravo comigo? Espero que não.

Falando nele! Hoje acordei pensando nele. Acordei com uma sensação de que ele precisa de mim, acertei? Não sei porque, mas acordei com uma sensação estranha no peito. Um aperto e logo ele me veio a cabeça. Estou em falta com ele, não estou? Ele está muito chateado comigo por não estar indo vê-lo? Peça desculpas a ele por mim, por favor, Camz? Não quero meu pequeno com raiva de mim. Ele precisa de mim para alguma coisa? Você sabe que se ele precisar, você pode contar comigo, não sabe?

Sem mais delongas, vou deixá-la começar seu dia. Sei que tens muitos compromissos hoje por ter cancelado alguns ontem por minha causa. Espero vê-la linda e sorridente hoje a noite. Mal posso esperar para vê-la. Não se esqueceu do nosso jantar, não é?

Com todo meu amor,

Atenciosamente, Lauren J.”

Era realmente uma pequena carta onde todas as palavras pareciam ter um sentimento intenso e que me fazia suspirar. Eu não sabia se chorava de alegria, ou de emoção, ou se sorria feito besta encarando e relendo aquela carta que tanto dizia. Lauren realmente estava apostando todas as fichas. Ela jogava pesado quando queria uma coisa e eu não podia estar mais feliz. Não consegui reler a carta para me emocionar mais com aquela surpresa, pois fui interrompida por meu celular tocando. Assustada com o toque do aparelho, eu larguei a carta sobre a mesa e peguei o Iphone atendendo a ligação sem nem ao menos olhar quem era.

Queria poder estar ai para ver como recebeu minha surpresa, mas ainda não fomos nem para o primeiro encontro, ou seja, estou terminantemente proibida de adentrar o interior de sua casa. – gargalhei quando a voz rouca suspirou fingido estar frustrada. – Bom dia, meu amor! Como foi receber um buquê de rosas mediano e uma carta contendo todo meu amor? Gastei muitos neurônios escrendo, sabia? Nunca pensei que um dia…

– Eu queria poder me declarar agora, mas tenho um par de olhos confusos futricando as pétalas de rosa do buquê. – informei divertida observando Henry massagear uma rosa. – Aliás, eu adorei a surpresa. Muito obrigada por isso. Eu realmente estou encantada com seu gesto, com a surpresa, com a carta cheia de sentimento e…

Eu estou muito apaixonada e quando isso acontece… – Lauren suspirou me fazendo imaginar suas feições naquele momento. Quis estar com ela para beijá-la. – Vou lhe fazer muitas e muitas surpresas, Camz. Quero que saiba disso e que não se assuste. – gargalhou me fazendo gargalhar também. – Estou te atrasando, não estou? Sei que sim! – disse com uma voz murchinha. Quase me derreti.

– Até que não está fazendo diferença sobre meu atraso. Henry demorou hoje, eu me atrasei para sair da cama. Meu dia começou muito bem, sabe? – disse de forma irônica e divertida. Lauren riu me fazendo suspirar. Eu adorava ouvir sua risada, era tão gostosa.

Não vou te atrasar mais. Só liguei para desejar bom dia e saber como recebeu as flores. Espero que tenha gostado, amanhã tem mais. – sorri sentindo meu coração agitado no peito.

– Ah! Eu nem sei o que será de mim com todo esse mimo. – Lauren soltou uma risadinha.

Irei mimá-la sempre que puder. Quero vê-la feliz e apaixonada por mim. Não irei medir esforços para isso. – disse de forma determinada.

– E eu nem quero que meça. Faça o que bem entender, eu estarei sorrindo feito besta com pequenas coisas que fizer. – confessei sem vergonha alguma de transparecer meus sentimentos. Lauren resmungou de forma manhosa e eu sorri.

Queria te dar um beijo de bom dia. – ela murmurou.

– Eu também queria, mas ainda não tivemos nosso primeiro encontro. Beijos só depois do segundo. – Lauren soltou um alto “o que?” que me fez rir alto. Os olhos confusos de Henry abandoram a rosa e se fixaram em mim. Lembrei-me da parte da carta em que Lauren falava sobre ele e sobre ele precisar dela. Por que não? – Bê, você disse na carta que acordou pensando em Henry. – sorri encarando meu filho extremamente confuso, mas com uma pontinha de ansiedade brilhando em seus olhos.

Claro! Acordei mesmo. Como ele está? Ele está perto de você? – Lauren parecia tão ansiosa quanto Henry. Como pode esses dois se amarem tanto?

– Sim! Ele está. – sorri piscando um dos meus olhos para Henry. Antes que Lauren pedisse para falar com ele, eu me atrevi a perguntar. – O quão deselegante seria eu perguntar se você não gostaria de passar a tarde e o comecinho da noite com ele? Agora a pouco ele praticamente me implorou para pedir permissão a você para que ele passasse a tarde no estúdio. Eu fiquei sem saber o que dizer, mas ai como obra do destino você mandou as rosas e agora estamos no telefone. – Henry arregalou os olhos quando finalmente ligou as coisas que eu disse com a pessoa que eu estava falando.

– É a Lauli, mama? – perguntou ansioso e contente. Sorri piscando para ele.

Ele quer falar comigo? – ela perguntou, pois provavelmente o escutou.

– Você quer falar com ela, amor? – Henry não demorou dois segundos para estar de pé sobre a cadeira pedindo o celular. Revirei os olhos. Mas pra que eu fui perguntar? – Vou passar para ele, mas Lauren? Não o deixei agitado, por favor. Ele ainda tem que ir para aula e…

Camz, deixa de ser chata. Passa logo a ligação. – arregalei os olhos surpresa com sua audácia em falar daquela forma comigo. Logo Lauren estava gargalhando me deixando ainda mais abismada e um tanto irritada. – Me desculpa, amor, mas é que quando se trata do da Vinci, eu não me controlo. Deixe-me falar com ele, por favor? Eu te amo. – e lá estava eu derretida, sorrindo e bobamente apaixonada. Estendi o telefone para Henry que em segundos passou a falar com rapidez.

Pude perceber em suas feições o quão feliz ele estava por finalmente estar falando com Lauren. Deixei que os dois conversassem enquanto eu pedi ao porteiro do prédio que avisasse Zayn que iriamos demorar mais alguns minutos. Vi Henry começar a bolar planos para aquela tarde e logo vi que Lauren havia prometido pegá-lo na escola. E lá se vai mais uma aula de piano. Neguei a cabeça e com a orelha em pé para escutar a conversa, caminhei até a cozinha pegando um vaso largo e fundo o suficiente para colocar as rosas. Voltei até a mesa de jantar pegando o fim da conversa de Henry com Lauren.

– Então tá bom, Lauli. Vou falar com a mama. – Henry segurava o celular com as duas mãos e eu sorri com sua fofura. Meu filho era lindo. Desfiz o embrulho das rosas e as coloquei dentro do vaso. – Tá bom! Lauli, eu posso levar meu kit de pintu… OBA! – me assustei com o grito de Henry que me olhou culpado. – Desculpa. – ele murmurou, que pelo olhar arrependido, julguei ser um pedido de desculpas para mim. – Tá bom! Vou passar para ela. Tchau! Também! – franzi o cenho e peguei o celular com cuidado de suas mãos. Estava extremamente curiosa para saber o que os dois conversaram, sobre o que os dois combinaram de fazer aquela tarde, mas Lauren foi logo cortando minhas asas.

Vou buscá-lo na escola hoje, tudo bem? Combinei com a Alycia de ela me cobrir em um ensaio para uma empresa e vou ter a tarde livre. Vou ligar para Emma pedindo que ela despense o motorista, pois pegarei as gêmeas também. Outra coisa, convidei Henry para a noite do cinema aqui em casa amanhã, tudo bem para você? Claro que também está convidada. – eu quase, quase, briguei com ela por convidá-lo para um “evento” em sua casa. Mas quando Lauren disse que eu também estava convidada, todas as minhas reclamações cairam por terra. – Só mais uma coisa, Henry pode dormir lá em casa hoje? – arregalei os olhos e o encarei. Ele sorria acanhado.

– Mas é o que? Lauren, como assim? Não. Sem chances! – Lauren bufou.

Camila, qual é? Eu não vou sequestrar seu filho. – ela argumentou.

– Eu não estou falando disso, Lauren. Mas é que…

Fazemos o seguinte, eu pego ele na escola, ele passa a tarde comigo. Quando formos jantar, eu deixo ele na casa da Emma com as gêmeas e na volta, quando eu te deixar em casa, eu pego ele e nós vamos fazer uma maratona de jogos ou talvez iremos pintar, estamos decidindo. – ela divagou me fazendo revirar os olhos. – Enfim. Eu prometo que o coloco na cama antes da meia noite. Por favor, Camz? Por favorzinho? – ela modulou a voz para que parecesse infantil e bem manhosa, eu claro, me derreti. Inferno! Desse jeito minha moral vai se afundar cada vez mais.

Concordei com sua proposta e discustimos em poucos segundos os termos daquela noite em que Henry dormiria com ela e eu não. Claro que fiquei frustrada, mas feliz por saber que eles se gostavam tanto a ponto de fazerem um complô contra mim. Depois de firmarmos nosso acordo e os detalhes daquela negociação sobre meu filho passar o dia com ela, finalizamos a ligação com algumas declarações e muitos beijos sendo mandados uma para a outra. Corri contra o tempo. Assim que cheguei na portaria do prédio, vi a expressão séria de Zayn ao me ver toda arrumada, porém atrasada. Henry correu em direção ao pai esquecendo-se completamente de mim. Novamente trocada. Me desculpei com Zayn e Fred pelo meu atraso. Passei as coisas de Henry para Zayn e explicando o que aconteceria aquela tarde. Meu ex me olhou com malícia quando citei o nome da fotógrafa e eu revirei os olhos.

– Tudo bem! Então amanhã Fred não precisará passar aqui para pegá-lo? – Zayn perguntou apenas para confirmar depois de colocar nosso filho na cadeirinha.

– Não! Lauren irá levá-lo para a escola. – Zayn assentiu e me abraçou.

É bom saber que está feliz. Espero que seja muito feliz com ela, Mila. Estarei aqui sempre que precisar. – ele sussurrou contra meu ouvido e eu sorri. Nós nos afastamos e eu balancei a cabeça agradecendo suas palavras. – É sério! Eu estarei aqui, não só como pai do Henry, mas também como seu amigo. Você sabe disso, não sabe? – assenti, e ele sorriu. – Ótimo! Eu tenho que ir. Estou mega atrasado e tenho certeza que parte disso é culpa daquela ladra de esposas. – ele disse fingindo estar bravo. Gargalhei empurrando-o levemente pelos ombros. – Até mais, Mila. Cuide-se e qualquer coisa me liga. – assenti e logo vi Zayn entrar no carro e Fred arrancar.

Suspirei contente por saber que as coisas na minha vida estavam começando a entrar nos eixos. Eu havia me separado, Zayn e eu ainda éramos amigos, meu filho ainda era apaixonado pelo pai, por mim e por Lauren. Lauren e eu estávamos nos resolvendo e eu estava cada dia mais apaixonada. É! Parece que finalmente minha vida entrou nos trilhos, nos trilhos certos dessa vez.

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Terminei de ajeitar minhas coisas dentro da bolsa e apanhei o celular. Chequei algumas mensagens antes de sair do escritório. Adrien já me aguardava no corredor enquanto segurava o elevador em nosso andar. O dia foi bastante cansativo. Entrevistas, fotos e mais fotos, além de um almoço com minha estilista favorita, Vera Montez. Vera foi a primeira estilista que me deu oportunidades no mundo fashion de Paris. Ela estava na cidade justamente por minha causa, pois segundo ela, eu seria sua principal modelo no desfile de lançamento de sua nova coleção. Eu, claro, aceitei.

– O que pretende fazer hoje a noite, Mila? Combinei com alguns amigos e a Lana de irmos a um pub. Bora beber para distrair? – meu assessor perguntou sorridente. Revirei minha bolsa atrás das chaves do carro enquanto pensava em sua proposta.

– Adrien, o convite para beber e distrair é ótimo, mas eu já tenho um compromisso. – meu assessor me olhou um pouco surpreso.

– Você superou o fim do seu casamento muito fácil. – me olhou desconfiado. Franzi o cenho e dei de ombros. – Isso tem alguma coisa a ver com a fotógrafa bonitona? – não consegui evitar o sorriso bobo que nasceu em meus lábios.

Era automático. Era alguém ou alguma coisa me lembrar de Lauren que eu sorria mais do que bobo da corte. Eu não conseguia me segurar. O nome dela já me causava reboliços, lembranças de nossos momentos juntos me deixava eufórica. Meu coração se acelerava, minha cabeça ficava a milhão quando eu escutava o nome dela.

– E se tiver? – Adrien cerrou os olhos em minha direção e soltou uma risadinha.

– Você não vale um pão com ovo, Karla Camila. – soltei uma risada fitando Adrien. – Estão de rolo é? – meneei a cabeça fazendo mistério. – Você não me deixa curioso, sua puta! Anda. Fala logo. – o elevador chegou ao térreo bem na hora que ele me colocou contra a parede.

Como se estivesse fugindo da forca, eu sai do elevador a passos rápidos. Fui seguido em direção à saída escutando os passos apressados de Adrien para me acompanhar. Olhei para ele sobre o ombro direito torcendo para que ele esquecesse milagrosamente da pergunta que me fez no elevador. Não é que eu não queria contar a ele que estava retomando minha relação com Lauren, não, longe de mim. Mas algo dentro de mim me dizia para manter sigilo sobre nossa reaproximação para que desse certo.

– Camila! – escutei Adrien me chamar quando eu sinalizei para o manobrista. – Não foge não. – suspirei e me virei para trás encontrando Adrien levemente ofegante. – Porra! Por que não quer me contar sobre esse sorriso bobo? – desviei os olhos para o chão tentando fugir de seu olhar questionador.

– Drien, você sabe que somos amigos e que eu te conto tudo e mais um pouco, não sabe? – perguntei retoricamente e Adrien assentiu confuso. – Posso te pedir para que dessa vez você espere até que tudo esteja sólido o suficiente para sair contando para muitas pessoas? – meu amigo cerrou os olhos e se manteve em um silêncio sepulcral.

Comecei a ficar sem graça com seu olhar sobrecarregado sobre mim e aquele silêncio cadavérico. Adrien me analisava com precisão e eu não sabia dizer se era uma coisa boa ou se era uma coisa ruim. Será que ele ficou chateado por eu pedir para não conversarmos sobre o assunto? Somos amigos há anos, mas há certas coisas que devem se manter em segredo para que dê certo. Ele entende isso, não entende?

– Drien, você ficou chatea…

– Você está querendo manter em sigilo sua relação com a fotógrafa para que dê certo? É isso? – arregalei brevemente os olhos. – Okay! Por mim tudo bem você se manter em silêncio sobre isso, afinal, você acabou de se separar. Não é como se eu fosse contar para a impressa sobre você já estar em outra, mas eu te entendo. – ele disse parecendo estar ofendido. Abri a boca para me defender e dizer que nunca pensei aquilo dele, mas Adrien foi mais rápido. – É brincadeira, mulher! – gargalhou me empurrando levemente pelo ombro.

– Aff, Adrien! Não tem graça. – resmunguei aliviando a tensão. Ele gargalhou e aos poucos foi se controlando.

– Relaxa, mulher. Está tudo bem você manter em segredo isso tudo. Creio que seja um recomeço e é sempre bom manter nossa vida amorosa longe do mal olhado. – prontamente concordei com suas palavras. O manobrista chegou com meu carro e eu fui surpreendida por um abraço. – Te desejo toda felicidade do mundo. Se precisar de mim para algo, estarei aqui. – ele disse acariciando meus cabelos.

Quando nos afastamos, Adrien depositou um beijo sobre minha testa e me empurrou em direção ao carro. Acenei me despedindo e agradeci ao manobrista pelo trabalho de trazer meu carro até mim. Enquanto entrava no carro, pensei no que Adrien disse sobre manter segredo meu recomeço com Lauren. Era exatamente o mal olhado que eu queria evitar. Quando nos envolvemos pela primeira vez, foram tantas as pessoas envolvidas em nossa relação, tantas que jogaram praga e ficaram de olho gordo que acabamos nos separando. Dessa vez eu queria que fosse diferente, eu faria diferente.

Não demorei muito para chegar em casa. Era estranho dirigir pelas ruas de Boston quando eu já estava acostumada a ficar com a cara enfiada no celular, ignorando as ruas, os prédios e as pessoas, enquanto Frederick me levava para baixo e para cima. Estacionei o carro na vaga demarcada para o meu apartamento e ao desligar o motor, pensei em como Henry estaria naquele momento. Com certeza estaria muito bem, afinal, ele estava com Lauren e as gêmeas. Se tem uma coisa nesse mundo que deixa Henry mais feliz que comer pizza e jogar vídeo game é ficar com Lauren Jauregui e suas filhas. Talvez Henry prefira passar mais tempo com Lauren a ficar comigo ou com Zayn. Que Zayn nunca saiba ou perceba isso.

Sai do carro já com o celular em mãos discando o número de Lauren. Não demorou menos que três chamadas para uma Lauren ofegante me atender. Logo me desesperei sobre o que eles poderiam estar fazendo. Será que Henry estava dando trabalho para ela?

 – Olha só! Estávamos falando de você agora, super model. – franzi o cenho com o apelido e o fato de eles estarem falando sobre mim.

– Super model? De onde saiu isso? – Lauren gargalhou e logo em seguida escutei risadas de três crianças, ou melhor, quatro se formos contar com a mulher com quem eu falava.

Como assim de onde saiu isso? Você é uma super modelo, está escrito aqui. – ela disse risonha. Entrei no elevador apertando meu andar e me preocupando com o fato de Lauren estar falando daquele jeito.

– Lolo, não me diz que está bêbada. – Lauren gargalhou me deixando preocupada.

Claro que não! Estou ofegante assim porque estávamos brincando de pique-esconde. Essas crianças têm as pernas curtas, mas são muito rápidas… AAAAH! TE PEGUEI! – tive que afastar o celular da orelha para não ficar surda. – Desculpe, Camz. Da Vinci, é a sua mãe no telefone. Quer falar com el… tudo bem! Camz, ele não quer falar com você e… CORRAM! – Lauren gritou me fazendo saltar de susto.

– Lauren, foca. – pedi preparando-me para saltar do elevador quando ele parou no meu andar.

Desculpe, Camz. É que eles estão eufóricos e não param quietos. Estou me sentindo exausta. – sorri com sua vozinha cansada. – Ser babá não é tão divertido quando eu sempre tenho que correr atrás deles. – gargalhei abrindo a porta de casa. – Já está em casa? – fechei a porta com o pé e joguei as chaves no móvel que ficava na parede ao lado da porta.

Caminhando em direção ao sofá, fui me desfazendo dos saltos no caminho. Joguei minha bolsa sobre o sofá menor e me joguei de costas no grande. Lauren parecia orientar alguém do outro lado da linha e eu aproveitei o instante para espreguiçar-me de forma manhosa, deixando um gemido de satisfação sair pelos meus lábios.

Pronto! Já arrumei uma substituta, ou melhor, duas substitutas. – Lauren disse voltando a nossa conversa.

– Ah é? E quem seria? – perguntei virando-me de lado fitando a TV de plasma.

Verônica Iglesias e Lucy Vives. – ela disse com uma voz contente. Logo deduzi que era pelo fato de Lucy e Vero estarem juntas.

– Elas voltaram? – perguntei curiosa.

Tentei, em vão, alongar meus dedos dos pés que latejavam por terem passado horas e horas presos e apertados em um salto de bico fino. Lauren parecia estar saindo do ambiente movimentado já que os gritos animados e eufóricos das crianças ficavam cada vez mais baixos. Escutei uma batida de porta do outro lado da linha e em segundos o ronco do motor do carro de Lauren.

Não oficialmente. – Lauren respondeu minha pergunta alguns segundos depois que ouvi o ronco do motor de seu carro. – Estou indo para casa, Camz. Logo, logo estarei ai para pegá-la. Esteja pronta, pois as oito em ponto eu estarei te esperando na portaria.

Fiquei um tanto curiosa para saber como Lauren sabia meu endereço, mas ignorei completamente aquele sentimento quando meu coração começou a bater acelerado relembrando suas palavras de segundos atrás. As oito ela estaria passando para me pegar. Eu não poderia estar mais feliz, ansiosa e animada para encontrá-la. Arrisco-me a dizer que estava até um pouco nervosa. Que roupa eu devo usar? Um pretinho básico ou algo que a deixe babando? Merda, Camila! Pare de se comportar assim, é só um jantar com a sua futura namorada. Merda! Isso não está ajudando.

Camz? – a voz preocupada de Lauren me tirou do meu pequeno surto mental sobre que roupa deveria usar para aquele encontro.

– Oi! Desculpe, é que eu… Tudo bem! Estarei pronta às oito. – Lauren vibrou baixinho me fazendo rir. – Henry te deu trabalho hoje à tarde? – perguntei apenas por perguntar.

Mesmo que Henry tivesse dado o maior trabalho do mundo, Lauren nunca iria falar. Era idiotice perguntar isso a ela, mas quem pode me julgar? Sou mãe, me preocupo com o que meu filho faz ou deixa de fazer, me preocupo com a educação que ele tem com as pessoas e se ele se comportou ou não.

Nem vou lhe responder isso. – revirei os olhos segurando a risada. Eu não disse?Camz, preciso desligar. Acabei de entrar na avenida principal e advinha como está? – Lauren bufou e eu sorri. Logo imaginei sua carinha frustrada com o trânsito.

– Tudo bem! Eu preciso tomar banho e me arrumar para que as oito eu esteja lá embaixo. – escutei buzinas e logo um suspiro. – Lolo, não se estresse. Pense em mim e logo você ficará calma. – disse já jogando minhas pernas para fora do sofá a fim de levantar-me.

Eu estou sempre pensando em você, Camz. Vou desligar. – assenti tristonha. – Não fique assim, logo estaremos juntas. Quero vê-la linda, mais do que já naturalmente. – corei violentamente com suas palavras.

– Pare! Não me deixe envergonhada. – Lauren riu me fazendo rolar os olhos. – Nos vemos mais tarde. Beijos. – despedi-me.

Beijos, linda! Cuide-se. – assenti ao seu pedido e logo finalizamos a ligação.

Suspirando apaixonada, segui para o quarto onde passei cerca de uma hora escolhendo o vestido que usaria para jantar com Lauren. Quando, por fim, decide a roupa, faltava apenas cinquenta minutos para as oito. Droga! Corri para o banheiro onde tomei um banho rápido. Me vesti rapidamente, ajeitei os cabelos da melhor forma que consegui e fiz uma maquiagem básica, mas que combinava com o que eu havia escolhido para usar aquela noite. Faltando dez minutos para encontrar Lauren, eu me lembrei de que não havia escolhido os sapatos e que não havia preparado a mochila com roupas de Henry para que ele pudesse passar a noite na casa da fotógrafa. Corri ao closet pegando o primeiro scarpin que vi. Em seguida, ajeitei uma mochila pequena com algumas roupas de Henry. Quando já estava pronta, chequei as horas e vi que me atrasei dez minutos. Merda! A intenção não era essa.

Peguei meu celular sobre a cama, borrifei um pouquinho de perfume e coloquei os brincos que havia separado para usar. Meu celular apitou indicando uma nova mensagem. Meu sorriso se expandiu ao ler o nome na tela.

Bom, vejo que está atrasada. Não é novidade alguma para mim rsrs.

Não precisa ter pressa, só estou enviando a mensagem para avisar que já estou a sua espera e que mal consigo me manter dentro do carro tamanha minha ansiedade para vê-la.

Nos vemos já – Lauren”.

Suspirei sem tirar o sorriso do rosto. Eu nunca me cansaria de ser tão apaixonada por Lauren, de sempre me surpreender com ela e de sempre sorrir com suas mensagens.

Rapidamente peguei minha bolsa de mão e a mochila com as roupas do meu filho. Por alguma graça divina, o elevador estava parado no meu andar. Dentro da caixa metálica, uma onda de ansiedade e nervosismo me atingiu. Minhas mãos começaram a suar e minhas pernas a tremer. Eu nunca havia passado por aquilo, era a primeira vez. Lauren despertava em mim coisas que eu nunca senti na vida, era de certa maneira, mágico.

Ao chegar ao térreo, meu nervosismo atingiu um patamar elevadíssimo. Quando meus olhos focaram a figura de Lauren parada ao lado de seu carro trajando um macacão social na cor preta, finíssimo diga-se por sinal, minhas pernas tremeram como bambu na ventania. Senti todo o meu ar ser sugado dos meus pulmões. Eu não conseguia me mexer.

– Senhora Cabello, a senhora precisa de alguma coisa? Está se sentindo bem? – escutei a voz do jovem porteiro que trabalhava no meu prédio. Será que eu estava tão mal assim?

Piscando lentamente, virei meu rosto para sua direção e lhe lancei um sorriso tranquilizador. Respirei fundo antes de fitar novamente a fotógrafa parada do lado de fora do prédio encarando a porta de vidro escuro que nos separava. Contei mentalmente até três controlando todos os meus impulsos de sair correndo em direção ao elevador e me esconder no meu apartamento. Eu estava parecendo uma adolescente virgem, indo ao primeiro encontro com o crush que por sinal também tinha crush em mim. Dei um passo à frente no momento exato em que meu celular vibrou. Li a mensagem rapidamente e sorri. Acenei em despedida para o jovem porteiro e segui ao encontro de Lauren.

– Achei que não fosse sair. – ela disse assim que eu parei a sua frente. Sorri negando com a cabeça. Lauren desceu seus olhos verdes pelo meu corpo deixando o queixo cair por alguns centímetros. – Uau! Você está deslumbrante. – corei violentamente e desviei os olhos. Escutei sua risadinha e me senti ainda mais envergonhada.

Você também está linda. – sussurrei ainda envergonhada com seu elogio. Camila, qual é a porra do seu problema? Por que está envergonhada? É apenas Lauren, sua Lauren. Relaxe.

– Obrigada! Err… Eu pensei em trazer flores, mas eu já te mandei rosas hoje pela manhã, então desisti. – ela disse coçando a nuca sem jeito. Foi a minha vez de rir.

– Está tudo bem, Lolo. Eu não me importo de não receber flores no primeiro encontro, afinal, você já me fez uma surpresa hoje pela manhã e ainda se dispôs a ser babá do meu filho essa tarde. – Lauren gargalhou.

– Pra mim é sempre um prazer cuidar do Henry. Ele é como um filho para mim. – ela disse sorrindo abertamente.

Senti meu coração sacolejar no peito. Saber que Lauren considerava tanto meu filho assim me deixava em estado de êxtase. Eu não poderia estar mais feliz por ter decidido correr atrás da minha felicidade, que no caso, é ao lado dela.

– Bom, vamos? Nossa reserva só vai até as nove. – Lauren olhou as horas em seu relógio e eu sorri assentindo. – Madame. – Lauren abriu a porta do carro e me estendeu a mão para ajudar-me a entrar. Por que tem que ser tão perfeita?

– Que cavalheira! Gostei disso. Tem um ponto a mais na minha avaliação.

Lauren sorriu piscando de maneira sexy um de seus belíssimos olhos. Eu, claro, me derreti inteira. Minha calcinha se inundou. Será que ela não cansa de ser sexy? De excitar as pessoas com uma simples piscada de olhos? Lauren fechou a porta depois de me ajudar com o cinto. Ela rapidamente deu a volta no carro entrando no lado do motorista com elegância. Trocamos olhares antes de Lauren dar partida no carro.

No caminho até o restaurante, lembrei-me da mochila com as roupas para Henry e Lauren logo as jogou no banco de trás agradecendo por eu ter lembrado. Fomos o caminho inteiro conversando sobre como foi o nosso dia e sobre os meus resmungos em relação ao trabalho que a cada dia se acumulava mais. Eu teria, pelas próximas três semanas, várias e várias sessões de fotos para campanhas publicitárias, revistas e um site sobre moda. Eu já estava cansada só de pensar. Lauren como uma boa ouvinte, me escutou sem reclamar ou opinar.

Ao chegarmos ao restaurante, não sei o que senti. Era um restaurante que eu nunca tinha ido, mas que já tinha ouvido falar. Um lugar bem chique e refinado. Talvez só as pessoas importantes jantassem ali, não sei. Lauren desceu do carro o mais rápido que conseguiu. Ela evitou que o manobrista do local abrisse a porta para mim e ela mesma o fez. Lógico que eu me derreti com o gesto.

– Senhorita! – Lauren me estendeu a mão que aceitei de bom grado. – Por favor, tome cuidado. O veículo faz parte de uma coleção. – Lauren pediu ao rapaz que adentrava em seu carro.

– Claro, senhorita. – Lauren assentiu e logo voltou sua atenção para mim.

– Tudo bem? – ela perguntou parecendo notar o quão nervosa eu estava. Minhas mãos suavam bicas.

– S-sim. Eu só estou… – Lauren soltou uma risadinha e me deu um beijo na têmpora.

– Acalme-se, ok? Nós vamos apenas jantar, como duas amigas. – ela disse como se aquilo fosse me acalmar.

Nós não estávamos ali para jantar apenas como amigas e eu sabia. Ela havia escolhido um dos melhores restaurantes de Boston para me levar, ou seja, ela estava apostando alto no primeiro encontro. Se ela queria me ganhar me levando a lugares caros, ela estava agindo certo. Mesmo que certos luxos não enchessem meus olhos.

– Não a trouxe aqui para ostentar nem nada, é que o dono do restaurante é um grande amigo meu e resolveu me ajudar a conquistá-la pela barriga. – gargalhei medidamente com suas palavras. Fitei seus olhos verdes e intensos onde vi um brilho diferente.

– Quer me ganhar pela barriga?

– Talvez. Será que consigo? – perguntou de maneira divertida enquanto subíamos os pequenos degraus de acesso ao lugar.

– Eu amo comer. – afirmei e Lauren assentiu, afinal, ela sabia que pra mim comida é uma coisa sagrada. – Se a comida for boa, você avança boas casas em nosso jogo de conquista. – a vi vibrar e sorri. Acariciei seu braço que estava me amparando.

– Boa noite, senhoras! Reservas em nome… – uma moça jovem e ruiva com uma expressão simpática nos recepcionou logo na entrada.  Lauren sacou do bolso do macacão um convite preto.

– Reservas para Jauregui. – a moça olhou o convite preto e sorriu.

– Por aqui, senhoras Jauregui. – arregalei os olhos e encarei Lauren que sorriu de canto.

– Vamos! – ela me puxou para seguir a moça que nos atendeu. Senhoras Jauregui? Mas o que?


Notas Finais


Até o próximo.
Beijos <3


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