História L Amore Improbabile - Capítulo 72


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony, One Direction, Zayn Malik
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Emma Roberts, Lauren Jauregui, Normani Hamilton, Personagens Originais
Tags Camren, Camren G!p, Romance
Exibições 1.839
Palavras 6.861
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Estou extremamente feliz hoje e resolvi compartilhar essa felicidade postando um capítulo para vocês.
É o penúltimo, então espero que aproveitem.

Boa leitura!

Capítulo 72 - LXX - Finale


POV Lauren

Meses depois

Três meses haviam se passado desde o dia em que pedi Camila em casamento. Eu não sabia descrever o que senti durante todo esse tempo. Era uma sensação de êxtase total, de alegria, felicidade, amor. Tudo ao mesmo tempo. Camila se mostrou uma noiva ainda melhor do que namorada. Éramos uma família feliz. Tínhamos encontros semanais com Zayn, Emma e minhas filhas. Henry não podia estar mais feliz. Nós passávamos a maior parte do tempo juntos, afinal, Camila me autorizou pegá-lo na escola todos os dias e desde então, ele passava as tardes comigo no estúdio, desde que não tivesse aula de alguma coisa ou encontros com Zayn. Ele estava se tornando um verdadeiro pequeno artista já que Alycia, Verônica e eu o ensinávamos um pouco do que saibamos fazer. Amber e Camila eram como unha e carne. Minha filha estava a todo o momento tentando agradar minha noiva e vice-versa; cheguei a ter ciúme das duas juntas. Maya, por sua vez, era mais tranquila. Ela ficava um pouco comigo, um pouco com Camila e bastante tempo com os irmãos. Pois é! Minhas filhas agora chamavam Henry de irmão. Ótimo, não é? Zayn tornou-se um de meus melhores amigos. Quem diria, não é mesmo? Antes nós tínhamos a mesma mulher, eu o invejava por isso, até mesmo o odiava, e agora ele namora a mãe das minhas filhas e eu vou me casar com a mãe do filho dele. Bem irônica essa vida.

Os preparativos para o casamento estavam a todo vapor. Camila dividia seus dias entre trabalho, casa, filhos, eu e os preparativos para o nosso casamento. Emma insistiu para que tudo acontecesse no jardim de sua casa e ofereceu-se para fazer o vestido de Camila e a roupa que até então eu ainda não havia decidido. Todos decidiram nos ajudar com alguma coisa. Vero e Lucy cuidavam das flores, da papelada para o casamento e corriam atrás do juiz de paz. Ally prometeu os músicos, assim como Zayn. Camila e eu ainda estávamos em dúvida sobre quais músicos contrataríamos. Dinah ajudava Camila com o buffet. Segundo ela, o casamento podia ser meu e de Camila, mas os comes e bebes, ela escolheria. Mani resolveu coordenar a decoração e contratar o cabeleireiro, maquiador e o cerimonialista para nos auxiliar. As fotos e vídeos ficaram por conta de Alycia e dois amigos que ela convidou. Ou seja, cada um estava ajudando em alguma coisa, o que era muito bem vindo, pois organizar um casamento leva tempo, paciência e dinheiro. Dinah se auto-intitulou madrinha de Camila ignorando protestos de Mani, mas minha noiva logo resolveu o problema dizendo que eu teria que escolher os meus dois casais de padrinhos e madrinhas porque ela já tinha os dela.

O restante dos detalhes como o bolo, os convites, o buquê, a lista de convidados e sabe-se mais o que, Camila está recebendo ajuda de sua mãe e da minha mãe que vieram de Miami para ajudar nos preparativos. Lembro-me do dia em que contamos as nossas famílias sobre o casamento. Minha mãe surtou de felicidade, dona Sinu chorou até falar chega, meu sogro comemorou com muitas garrafas de corona e meu pai nos abraçou tantas vezes que eu até perdi a conta.

Faltam dois meses para o casamento e a agitação em minha casa parecia piorar a cada dia. Henry e as gêmeas foram convidados por Zayn a irem com ele para Los Angeles. Uma ideia que partiu de Emma quando viu que Camila estava ficando sobrecarregada com os preparativos para o casamento e com a tarefa de cuidar do filho que parecia cada dia mais carente. Ai surge à pergunta: Lauren, você não está fazendo nada em relação ao seu casamento? Não está ajudando Camila a organizar tudo ou pelo menos a cuidar do Henry? A resposta é bem simples. Eu até tento, mas minha noiva não me deixa fazer mais do que ela quer que eu faça. Sempre que Camila pede a minha companhia para decidir alguma coisa, eu a acompanho com o maior prazer. Mas fazer mais que isso? Não! Camila não deixa. Segundo ela, eu só tenho que estar presente no grande dia, pois o restante ela iria cuidar e ai de mim se reclamasse. Pois é! Minha noiva mostrou-se autoritária e egoísta com as decisões sobre o nosso casamento.

– Oi! – Desviei os olhos da London Eye para Keana que se aproximava aos poucos.

Ela me lançou um sorriso e apoio-se na mureta da Ponte de Westminster onde eu estava admirando o rio Tâmisa, o Big Ben e a roda gigante que é um dos pontos turísticos, em minha opinião, mais bonitos de Londres.

Londres? Sim, Londres. Depois da exposição sobre mulheres e suas profissões, Keana apareceu no estúdio algumas semanas depois me dizendo que um investidor e fã do meu trabalho estava disposto a pagar para que eu expusesse em Londres. A princípio não quis aceitar, mas Camila praticamente me obrigou e Verônica adorou saber o valor do contrato para expor em Londres. Não tive como ir contra as duas, então resolvi aceitar. Keana organizou tudo e como Vero estava ocupada demais ajudando Camila com os preparativos, eu tive que fechar a parte burocrática e financeira com o investidor.

Expus em uma das galerias mais conceituadas de Londres e recebi propostas excelentes para deixar algumas de minhas fotos em exibição em alguns lugares de Londres e Berlin. Foram oito dias expondo e eu já estava com saudade de casa, dos meus filhos, da minha noiva, do meu trabalho e até mesmo dos meus amigos implicantes. Como vou embora na manhã seguinte, resolvi tirar a noite para passear a fim de admirar e curtir a noite londrina e algumas de suas belezas.

– É muito bonito aqui, não é? – Encarei o rosto delicado de Keana e concordei. – Preparada para ir à forca? – Soltei uma gargalhada alta atraindo alguns olhares das pessoas que passavam por nós. – Sério! Quando você pisar em Boston, restaram apenas dois meses para você se casar.

– Eu quero me casar, Keana. – Respondi voltando minha atenção às águas do rio.

– Eu não disse que você não quer, eu perguntei se está pronta. – Abri um pequeno sorriso deixando as lembranças com o rosto de minha noiva tomarem conta de mim.

– Com certeza! – Afirmei sem titubear. Pela visão periférica, vi Keana revirar os olhos. Ela apoiou os cotovelos sobre a mureta da ponte e suspirou.

– Lauren… – Me virei para ela sabendo que o que ela iria falar era muito importante. Como eu sabia disso? Sempre que Keana tem algo importante para falar, ela fica mexendo as mãos e suspirando. – Eu não voltar com você. – Ela soltou pegando-me desprevenida.

– Oi? – Eu estava mais do que confusa. – Como assim não vai voltar? Vai estender a viagem? – Keana abriu um sorriso, pegando minha mão com carinho.

– Eu… – Ela olhou para o chão rapidamente e sorriu voltando seus olhos verdes para mim. – Eu vou… Tem algum tempo que eu ajeitei minha vinda para cá. – Alcei as sobrancelhas expressando toda minha surpresa com aquela revelação. – Como você estava focada demais em Camila, Henry e… Enfim, como você não estava muito ligada a assuntos profissionais, eu conversei com a Ashley, com a Vero e com o Julian sobre…

– O Julian? – Keana abriu a boca um pouco confusa. – O Julian? Você conversou com ele? – Keana meneou a cabeça me fazendo grunhir. – Keana, o que conversou com ele?

– Se me deixar falar, eu te conto o que conversamos. – Foi como um coice. Engoli a seco sentindo minhas bochechas arderem. – Obrigada. – Dei de ombros e ela prosseguiu. – Conversei com eles sobre a possibilidade de eu me transferir. – franzi o cenho. Aquele assunto não estava me agradando. – Lauren, eu não vou voltar para Boston com você.

– Isso você já disse, mas eu quero saber o que conversou com Julian? – Fui curta e grossa. Keana sorriu de canto, entrelaçando nossos dedos fazendo um carinho em minha mão.

Julian era o curador da minha galeria em Londres. Nós nos dávamos bem, afinal, ele quem cuidava dos meus negócios na Inglaterra. Saber que Keana e ele conversaram sobre transferência, me induzia a pensar que ela estava se preparando para…

– Lauren, eu pedi transferência para Londres. – Arregalei os olhos deixando o queixo cair sem pudor.

– O que?

– Buddie, por favor, não surta comigo. Eu posso explicar se você não me interromper. – Eu quis rebater aquela fala, mas eu precisava ouvi-la se quisesse entender o motivo de seu pedido de transferência. Abaixei a cabeça dando a ela a liberdade de falar aquilo que queria. – Eu estou me mudando para Londres, pois… Eu ainda amo você. – Não fiquei surpresa com sua declaração. – Aceitei que você não sente por mim, nada mais do que carinho, mas é impossível virar para o meu coração e dizer, olha você não pode amar Lauren Jauregui porque ela já tem outra. Lauren, eu não posso fazer isso. Eu queria, mas não consigo. – Ela respirou fundo parecendo exausta de debater sobre aquele assunto.

– Vai me abandonar? – Perguntei triste por termos que nos afastar.

Ela sorriu, beijando os dois lados do meu rosto. Seus olhos já deixavam as lágrimas descerem e transmitiam através daquele brilho desbotado que ela estava triste e ao mesmo tempo cansada de lutar contra o que sentia.

– Não estou abandonando você, Laur. Eu nunca faria isso. – Eu agradeci com um pequeno sorriso. – O que eu estou fazendo é cuidar de nós. – Sua mão correu pelo meu rosto acariciando de leve. – Eu quero muito que você seja feliz, seja com a Camila ou com qualquer outra pessoa. Você merece. – Ela sorriu entre as lágrimas deixando-me ver seu lado frágil e compreensivo. – Eu queria muito que você… Que você fosse feliz comigo, mas querer não é poder, não é mesmo? – Meus lábios tremeram quando tentei falar algo. – Shiii! – Keana calou-me antes que eu pudesse me expressar. – Não precisa falar.

– Eu não quero você longe. – Consegui falar depois que ela afastou a mão.

– Mas eu não me quero perto. – Ela enfatizou o “eu” para que eu soubesse que ela não queria mais sofrer estando perto de quem amava e não era correspondida. – Eu não posso, Lauren. Eu não quero que você me odeie.

– Eu não odeio você. – Keana sorriu deixando as lágrimas descerem cada vez mais fortes. Inutilmente tentei limpá-las, mas sempre que eu o fazia, mais lágrimas desciam e marcavam seu rosto.

– Mas pode vir a odiar caso eu não supere o que sinto por você. – Eu neguei, mas Keana assentiu. – Lauren, eu conversei com a Camila antes de virmos. – A olhei surpresa. – Ela é a favor da minha felicidade e espero que você também seja.

– Eu sou! Eu sou, pode ter certeza. – Me apressei a falar, recebendo um suspiro aliviado em troca.

– Fico feliz.

– Seria egoísmo da minha parte, te pedir para não ficar? Para não me abandonar? – Keana soltou uma risada sem humor e beijou minha testa. As lágrimas molhando um pouco minhas sobrancelhas.

– Novamente repito, eu não estou abandonando você. Eu estou fazendo isso por nós duas. – Tombei a cabeça para o lado tentando entender o que ela queria dizer. – Lauren, eu estou vindo para Londres para deixar você viver a sua vida e tentar viver a minha. Com você sempre perto de mim, eu não conseguia te esquecer, te apagar da minha cabeça, do meu coração. – Ela engoliu a saliva e puxou o ar antes de prosseguir. – Eu preciso desse tempo longe de você. Eu posso esquecer você em alguns meses ou talvez anos, mas eu vou esquecer você.

– Eu não queria isso.

– Mas você não pode me pedir para continuar amando você sendo que você ama outra. – Ela rebateu e eu concordei calando-me de vez. Era fato, eu não podia fazer aquilo com ela. – Eu te peço que me compreenda. Estou fazendo isso por nós. Por mim, porque vou esquecer que te amo e por você, deixando que você se case, deixando que você seja feliz, deixando que você viva sua vida com Camila da forma mais linda do mundo. Eu sei, eu entendi que vocês se amam e aceitei. – Balancei a cabeça em concordância absorvendo aos poucos tudo aquilo. – Eu vou voltar. – Ela sorriu passando os polegares pelas minhas bochechas, acariciando a região. – Não sei quando, mas vou.

– Vai sair do estúdio? – Perguntei tentando esquecer que Keana não voltaria comigo. Que estava ficando em Londres por sofrer ao me amar.

– Se eu pudesse trabalhar no estúdio a um oceano de distância, eu trabalharia. – Gargalhamos juntas. Keana fungou e deitou o rosto em minha mão que agora limpava suas lágrimas. – Eu não vou sair da galeria. Eu vou cuidar de tudo aqui para você. – Agradeci com um sorriso.

Passamos algum tempo nos encarando e Keana finalmente quebrou o contato virando-se para a London Eye. Virei-me também e logo recebi sua cabeça em meu ombro. Ela ainda chorava, mas sorria. Ela estava feliz. Eu podia sentir a felicidade emanando dela.

– Você vai ao meu casamento?

Perguntei depois de algum tempo em silêncio. Estávamos nos dando espaço para absorvermos tantas novidades.

– Creio que não. – Ela respondeu com uma voz tranquila. Não soou raivosa ou magoada, foi normal.

– Devo me sentir ofendida? – Keana soltou uma gargalhada levantando a cabeça. Senti seu olhar fixo em mim e virei o rosto.

– Lauren, eu não vou ao seu casamento para não sofrer mais. Eu quero superar você e ir ao seu casamento não vai me ajudar, entende? – Balancei a cabeça em concordância aumentando meu bico de frustração. Eu a queria na cerimônia, mas não a forçaria ir. – Eu não vou esquecer você. – Ela disse pegando-me de surpresa. – Sei que isso está martelando em sua cabeça. – Sorri sem jeito. – Eu não vou te esquecer, Lauren.

– Você disse que sua intenção é me esquecer. – Ela sorriu abertamente achando graça do que eu falara.

– Sim! Minha intenção é esquecer que te amo, não esquecer a pessoa que você é. Eu gosto demais dessa sua cara linda para te arrancar da minha vida assim. – Rimos novamente. Keana suspirou e beijou meu nariz. – Eu quero esquecer que amo você, não quero esquecer você, Lauren. Você entende que são coisas diferentes? Por favor, diz que entende? Eu quero viver a minha vida e deixar que você viva a sua. – Segurei seu rosto e vi uma pequena chama de esperança nos olhos de Keana quando me aproximei para beijar sua testa. Ela suspirou triste e sorriu da mesma maneira.

– É claro que entendo e aceito isso.

– Obrigada! – Seu agradecimento quase não saiu. Ela voltou a chorar, mas parecia um choro de libertação.

Nós nos viramos para o monumento a nossa frente e passamos longos minutos ali, apenas admirando e curtindo a companhia uma da outra. Claro que eu estava triste por ela não voltar comigo, por ela estar se afastando para me deixar ser feliz com Camila, mas não podia deixar de ficar triste por “perder” uma amiga. Estava tão distraída repassando suas palavras que nem percebi quando ela levantou a cabeça do meu ombro e me puxou pela mão para caminharmos. Era a nossa última noite juntas já que eu voltaria para Boston e Keana ficaria ali por sabe-se lá quanto tempo. Resolvemos passear por mais alguns lugares e paramos para jantar em um restaurante com aparência agradável. Depois de muito rimos durante o jantar, Keana disse que precisava arrumar um lugar para ficar e pediu que fossemos passear em alguns bairros da cidade para que ela pudesse decidir onde gostaria de morar, e assim nós fizemos. Eu estava curtindo ao máximo os nossos últimos momentos juntas, pois algo me dizia que Keana demoraria a voltar.

______//___­___

Última chamada para embarque do voo KL 948¹, DL 125 da Delta Airlines com destino a Boston. O embarque está sendo realizado no portão de número seis e será encerrado em cinco minutos. A Delta Airlines agradece a preferência e deseja um bom dia a todos os passageiros.”

Escutei novamente aquela mensagem mesmo sem realmente prestar atenção nela. Estava mais preocupada em me despedir de Keana. Meu voo já havia sido chamado três vezes, e eu ainda me encontrava no saguão do aeroporto me despedindo de Keana.

– Promete que ficará bem e que qualquer coisa que precisar, você irá me ligar ou voltar para casa? – Keana gargalhou. Fechei a cara, pois até aquele instante eu estava falando sério.

– Laur, eu vou ficar bem, ok? Mas prometo que se precisar de algo, entrarei em contato. – Assenti, desconfiando um pouco de que aquela promessa fosse mesmo real. – Acho que é melhor nos despedirmos ou você perderá o voo e Camila vem até aqui dar na minha cara por te segurar em Londres por mais tempo do que o combinado. – Sorri percebendo a leveza em sua voz. Ela não parecia ter rancor, magoa ou raiva de Camila, e eu agradecia por isso.

– Tudo bem! Eu tenho mesmo que entrar. – Respirei fundo e a puxei para um último abraço. – Eu vou sentir sua falta, boo. – Keana fungou baixinho contra meu ouvido.

Eu também, buddie. – Ela engoliu o choro e me empurrou batendo suas mãos em meus ombros abrindo um sorriso entre lágrimas. – Mas vamos superar. – Concordei, percebendo minha visão ficar turva por conta de algumas lágrimas. – Nos vemos quando eu voltar. – Meu coração se apertou com aquela frase. – Desde já, desejo felicidades a você e a Camila. Sinto muito não poder comparecer, mas é aquilo que conversamos ontem. – Eu concordei já tendo aceitado sua decisão. – Mande um beijo para as gêmeas e diga a todos que sentirei saudade. Leve meu recado para Vero e diga a ela que se ela e Lucy não se acertarem logo de uma vez, eu farei questão de chutar a bunda dela quando voltar. – Gargalhei, concordando. Limpei lágrimas que escorriam de seus olhos e logo senti seu polegar limpar as minhas.

– Estamos parecendo duas velhas. – Keana negou com um sorriso.

– Vai! Vai antes que você perca o voo. – Ela me virou em direção ao portão de embarque e sorriu. – Eu amo você, Lauren… – Sua declaração me fez virar o rosto encarando-a sobre o ombro. – E espero que essa seja a última vez que eu fale isso sentindo que estou perdendo você. – Eu não sabia o que falar e nem sabia se ela queria que eu dissesse alguma coisa. Keana sorriu e piscou para mim fazendo um movimento com a mão como se me mandasse embora. – Felicidades! Nós manteremos contato, ok? – Concordei, dando passos em direção ao funcionário do aeroposto que pedia meu cartão de embarque. – Ah! – Me virei para ela rapidamente. – Meu presente está na terceira gaveta do seu escritório lá na galeria. – Franzi o cenho, abrindo a boca para perguntar a ela o que aquilo significava, quando ouvi uma voz grossa atrás de mim.

– Senhora, o seu voo será encerrado em poucos minutos. Aconselho a senhora a correr. – Olhei para ele que me fitava com uma expressão neutra. Busquei Keana com os olhos e lá estava ela me dando tchau. – Senhora? – O homem me chamou novamente e eu respirei fundo.

– Tudo bem! – Acenei para Keana e entrei no saguão de embarque e desembarque.

Passei rapidamente pela fiscalização e corri o máximo que pude para conseguir pegar meu voo. Os funcionários da empresa aérea já estavam encerrando os trabalhos quando cheguei esbaforida ao portão. Eles se entreolharam e eu, com um olhar pidão, praticamente implorei para que eles atrasassem o voo para que eu pudesse embarcar. Pedi desculpas pela demora e consegui embarcar recebendo alguns olhares feios de alguns passageiros e sorrisos bonitos das comissárias de bordo. Pensando nas últimas palavras de Keana em nossa despedida, afivelei o cinto. Esperava que ela esquecesse que me amava o mais rápido possível para que pudesse retornar aos Estados Unidos o quanto antes. Claro que o sentimento de culpa por fazê-la se afastar abrigava meu peito, mas um outro sentimento também disputava espaço ali. Era o sentimento de felicidade de vê-la, finalmente, reconhecendo que eu amava Camila e que ela nos aceitava. Apoiei a cabeça no encosto do assento e fechei os olhos permitindo relembrar nossos momentos juntas.

Senhora JaureguiSenhora Jauregui… – Senti alguém me cutucando e abri os olhos lentamente. Eu não havia percebido que tinha dormido e lá estava eu sendo acordada. – Olá! Sinto muito por acordá-la, mas acabamos de fazer a escala. – Olhei ao redor vendo que eu era a única passageira ali.

– Cadê… – A comissária abriu um sorriso sem graça.

– A senhora estava dormindo e perdeu o desembarque. – Arregalei os olhos querendo saltar do banco, só não consegui por causa do cinto ainda afivelado. – Acalme-se! Nós iremos acompanhá-la até o avião que sairá para Boston. – Respirei aliviada. Soltei o cinto e me levantei esticando as pernas e os braços.

– Tudo bem! Err… Você… – Olhei para a porta e vi o piloto conversando com outra comissária.

– Em que posso ajudá-la? – A moça que havia me acordado perguntou atraindo minha atenção.

– Hum…? Nada! Vamos? Eu tenho que chegar em casa o mais rápido possível. – Ela me olhou sorrindo e um tanto curiosa. – Meus filhos e minha noiva estão me esperando. Sabe como é, né?! – Ela sorriu concordando com a cabeça.

Peguei minha bagagem de mão no compartimento acima dos assentos e segui atrás dela para fora do avião. Fui embarcada novamente no avião que seguiria para Boston e assim que me sentei, dormi. Acordei quando estávamos a duas horas da minha cidade. A ansiedade em rever Camila, meus filhos e meus amigos aumentava a cada minuto. Perdi a conta de quantas vezes chamei a comissária para perguntar quanto tempo faltava para desembarcamos ou para pedir algo forte para beber.

Duas horas depois, desembarquei e como um flash, corri para pegar um táxi. O que eu mais queria naquele momento era pegar Camila nos braços e não largá-la nunca mais. Chequei as horas bufando frustrada por saber que ela provavelmente não estaria em casa por conta do trabalho. Quando o táxi parou em frente a minha casa, meu coração parecia o de um corredor de cem metros rasos de tão acelerado que batia. Paguei o taxista e entrei em casa arrastando as malas. Juan logo apareceu para me ajudar e recepcionar-me.

– Boa tarde, dona Lauren! Seja bem-vinda de volta. – A voz de Juan soava tranquila.

– Boa tarde, Juan, e obrigada! – Ele assentiu sorrindo. – Camila? – Juan franziu o cenho, colocando minhas bagagens ao pé da escada. – Ela está? – Perguntei ansiosa para rever minha noiva.

– Sinto muito, dona Lauren. – Abaixei a cabeça sentindo-me triste por ter que esperar mais tempo para vê-la. – Mademoiselle teve que ir a Nova York a trabalho… – Arregalei os olhos fitando seu rosto com uma expressão de horror. – Err… Creio que ela não tenha avisado à senhora. – Neguei sentindo uma raivinha de Camila naquele momento.

– Quando ela foi? – Juan fez uma careta pensativa.

– Hãm… Acho que anteontem. – Arregalei os olhos novamente.

– E ela não me avisou? Porra! – Resmunguei batendo a mão no corrimão. Juan abaixou a cabeça como se ele estivesse envergonhado por estar me passando àquela informação. – Vou ligar para ela. – Ele assentiu. – Alguma novidade sobre o meu casamento? – Finalmente vi um sorriso, contido é claro, mas um sorriso se abrir nos lábios de Juan.

– Sim, senhora. – Alcei as sobrancelhas sentindo uma pequena ansiedade por aquela novidade que o fez sorrir. – A senhorita Roberts esteve aqui no inicio da semana para a primeira prova do vestido. – Arregalei os olhos encarando Juan como se não acreditasse.

– E ai? – A empolgação em minha voz já traduzia o que eu estava sentindo por dentro.

Estava eufórica com aquela notícia. A primeira prova do vestido. Aquilo me lembrava de que Camila já estava quase pronta, enquanto eu ainda não havia decidido nem o que usar. Juan sorriu parecendo empolgado também.

– Mademoiselle adorou o vestido, dona Lauren. Ela ficou andando para baixo e para cima com ele. – Ele sorriu provavelmente lembrando-se da cena. Senti inveja dele. – Ela exibia um sorriso tão lindo, dona Lauren. Era bonito de se ver. Estou tão feliz por ela e pela senhora por finalmente estarem se casando. – Agradeci com um sorriso querendo roubar deles as imagens que ele tinha de Camila com o vestido, de Camila sorrindo enquanto vestia seu vestido pela primeira vez. – Ela está muito ansiosa para o grande dia. Quase não dorme direito. – Ele disse soltando uma risada.

– E você? – Juan me olhou intrigado.

– O que, senhora? – Segurei o riso pela forma que ele me perguntou.

– Não está ansioso para o grande dia? Você será um dos convidados de honra da festa. – Ele sorriu, e pela primeira vez desde que eu o conheço, vi Juan corar.

– Ah, dona Lauren… Eu… Não! Não serei convidado de honra. – Me senti ofendida por ele “rejeitar” meu convite.

– Como não? Você é o fiel escudeiro de Camila. Só não digo que será o padrinho, pois Camila com certeza convidará um certo alguém, se é que me entende. – Ele me olhou sorrindo. – Mas quero você lá na frente com os convidados vips do casamento. – Comentei soltando uma risada.

Estendi a conversa com Juan por mais algum tempo. Ele me contou tudo que aconteceu durante minha ausência. Disse que quando Henry retornou da viagem que fez com Zayn, a primeira pessoa por quem ele procurou para pedir colo, foi a mim. Senti um reboliço no estômago por não estar em casa naquele momento para presenciar a cena. Quando a fome cantou, pedi a Juan que preparasse algo leve para que eu comesse, enquanto tomava um banho. De banho tomado, desci as escadas enviando mensagens e mensagens para Camila avisando que estava de volta e que estava brava com ela por não ter me avisado sobre a viagem que precisou fazer. Mesmo que fosse a trabalho, me senti traída por ela não ter me avisado. Cheguei à cozinha encontrando Juan e nossa cozinheira preparando um doce conhecido.

– Isso é arroz con leche? – Perguntei, abrindo um sorriso.

– É sim, dona Lauren. – Juan respondeu formalmente. – Mademoiselle e a senhora Jauregui disseram que é a sobremesa favorita da senhora e que era para fazermos quando a senhora retornasse. – Levantei as sobrancelhas surpresa. Fazia algum tempo que eu não comia aquela sobremesa.

– E posso saber onde está à senhora Jauregui? – Perguntei olhando ao redor. Juan pigarreou limpando a garganta.

– Ela preferiu se hospedar na casa da senhorita Iglesias. – Franzi o cenho.

Dei a volta no balcão, entrando mais na cozinha. Segui até a ilha onde ficava o fogão e roubei um pouco da sobremesa que era preparada. Recebi um olhar feio de Juan e de María, nossa cozinheira. Pedi desculpas com um sorrisinho sem jeito e corri para a porta novamente.

– Por que minha mãe está na casa da Verônica e não aqui? – Questionei olhando minha caixa de emails. Juan suspirou antes de responder.

– Ela disse que era para dar mais privacidade a senhora e a mademoiselle, além de… – Ele interrompeu sua fala de forma abrupta me deixando curiosa.

– Além de que? – Juan engoliu a seco e encarou o chão. – Juan, você pode falar. O que você disser não sairá daqui. – Assegurei. Ele respirou fundo e olhou para María antes de prosseguir.

– Não quero ser fofoqueiro, dona Lauren, mas pude escutar em uma conversa que a senhora Jauregui e a mademoiselle tiveram no jantar de segunda, que a senhorita Iglesias estava dando algumas festas em sua residência e que isso estava deixando a senhorita Vives um pouco chateada. – Franzi o cenho tentando entender onde ele queria chegar. – Segundo a senhora Jauregui, a senhorita Vives pediu que ela colocasse ordem na casa e que conversasse com a senhorita Iglesias. – Balancei a cabeça em concordância absorvendo aos poucos aquelas palavras.

– Ok… – Disse absorvendo aos poucos aquela enxurrada de coisas. – Juan, eu vou… Vou almoçar e vou dormir um pouco. Henry está na escola? – Juan concordou corando um pouco. – Não se preocupe, você não foi fofoqueiro. Minha sogra, ela voltou para Miami? – Perguntei antes de seguir para a sala de jantar.

– Sim, senhora. A senhora Sinu teve compromissos em Miami, mas prometeu voltar na semana que vem. – Informou.

Concordei apontando a sala de jantar e segui para lá. Segundos depois que me sentei, Juan apareceu com uma taça de vinho para acompanhar o capeletti de frango em meu prato. Almocei rapidamente, mas degustando bastante a comida feita com carinho para mim. Bebi o restante do vinho e pedi que Juan guardasse a sobremesa para o jantar, pois eu estava cansada e tiraria uma soneca. Mais tarde ligaria para minha mãe para informar a ela que estava de volta e para falar com Vero. A saudade que sentia daquela maluca, de Alycia, de Lucy e até mesmo do estúdio era maior que qualquer outra coisa. Subi rapidamente para o quarto onde escovei os dentes e troquei a roupa que usava por uma mais confortável para uma soneca da tarde. No meio do trajeto até a cama, meu celular tocou. Tateando os lençóis em busca do aparelho, eu consegui atender a ligação depois de alguns toques.

Oi, meu amor. – Sorri com a voz melodiosa de minha noiva.

– Oi, amor. Tudo bem? – Me joguei na cama e fitei a tela do celular.

Estou, mas estou com muita saudade de você. – Grunhi baixinho, pois também estava com saudade. – Queria me desculpar não ter te avisado que viria para Nova York. – Bufei me irritando um pouco. – Lauren, não bufa. Amor, essa viagem foi de última hora. Eu disse ao Adrien que não faria nenhum trabalho fora de Boston, mas ele disse que o contrato já estava assinado há bastante tempo e que eu não poderia adiá-lo. Vou tentar voltar hoje. – Uma chama de esperança acendeu em meu peito e logo meu coração disparou.

– Amor, eu quero você aqui comigo. Poxa, passei oito dias em Londres, longe de você, do Henry, das minhas filhas, da nossa casa. Qual é? Eu tenho direito de ficar chateada. – Comentei, virando-me na cama. Camila suspirou, um suspiro triste e aparentemente cansativo.

Eu sei, amor. Essa sua ida pra Londres não foi ruim só para você. Tem oito dias que eu não sei o que é dormir direito porque não tenho você para me fazer dormir bem. – Sorri com sua manha. – Nosso bebê também está inconsolável com a sua viagem. Ele chegou de LA e nem sequer me abraçou, foi logo perguntando cadê a Lauli. – Soltei uma gargalhada sentindo a magoa em sua voz.

– Você é muito manhosa, amor. – Tinha certeza que ela havia rolado os olhos. – Estou indo dormir agora. Soube por Juan que minha mãe está hospedada em Verônica a pedido de Lucy. – Comentei, querendo que Camila me explicasse um pouco mais aquele assunto.

Pois é! Sua mãe disse que Lucy estava a ponto de matar Verônica por conta de festas que ela andava dando. Soube por Ally, que Lucy estava querendo desistir de dar uma segunda chance à relação das duas. – Encarei o celular, chocada com o que Camila havia acabado de dizer. Lucy estava pensando em dar uma segunda chance para Vero e ela estava jogando no lixo? O que aquela imbecil tem na cabeça? – Pois é! Lucy até pediu para me ajudar em outra coisa nos preparativos só para dar um tempo de Verônica.

– Faz ela muito bem, Vero precisa perceber as merdas que anda fazendo e acordar para a vida, caso contrário, ela vai perder a segunda chance de ser feliz. – Camila concordou e logo ronronou como uma gata. – Falando em casamento, como anda os preparativos para o nosso? Juan me disse que você fez a prova do seu vestido. – Mal terminei de falar e Camila começou a contar as novidades.

Passamos longos minutos conversando, nós só desligamos porque Adrien chamou Camila para terminar o que eles estavam fazendo. Minha noiva disse que logo a noite ela estaria em casa e me desejou bons sonhos. Joguei o celular sobre a mesa de cabeceira colocando o despertador para tocar no horário que Henry costumava chegar. Minha intenção era sair com meu pequeno e minhas loirinhas para passear, enquanto Camila não chegava. Virei para o lado e apaguei, acordando apenas quando senti um corpinho quente saltando sobre mim. Henry estava eufórico por me ter ali novamente, e confesso que eu também estava. Com ele ainda agarrado em mim, eu nos levei para o banho. De banho tomado, chamei Juan para que ele vestisse Henry para que eu pudesse me vestir e nós não nos atrasarmos.

As sete nós estávamos entrando no parque de diversões. Tive que ter muita lábia para convencer Emma a me deixar sair com as meninas ao invés de ficar para jantar em sua casa e discutir qual roupa eu iria usar no grande dia ou detalhes da cerimônia que eu sequer sabia, tudo graças a minha noiva egoísta. Eu estava me sentindo tão criança quanto meus filhos. Acompanhei as crianças em todos os brinquedos possíveis. Comemos sanduíche, tomamos sorvete, nos enchemos de doce e antes de irmos embora, comemos um hot dog e tomamos um Milk Shake. Deixei as gêmeas em casa e voltei para casa cantarolando músicas infantis com Henry. Nós conversamos sobre quadrinhos, filmes, jogos e sobre as aulas de arte que ele estava fazendo com Vero. Chegamos em casa e ele ainda parecia ligado no 220v. O fiz tomar outro banho, escovar os dentes e vestir seu pijama que era mais parecido com a roupa do homem aranha do que um pijama mesmo.

– Vamos lá! Uma partida e você vai dormir, da Vinci. Amanhã você tem aula e…

– Você vai me levar, não vai, Lauli? – Ele me olhou com os olhinhos pidões e eu sorri inclinando-me sobre a cama para beijar sua testa.

– Com certeza, campeão. Agora, vamos jogar para que você possa perder e ir dormir. – Henry gargalhou sentando-se em um pulo.

– Vamos ver quem vai perder aqui. – Ele disse tão seguro de si que eu até estranhei.

O que era para ser apenas uma partida se transformou em muitas. Sempre que eu insistia para finalizarmos o jogo, Henry me pedia com aquela vozinha infantil e os olhos de cachorrinho para continuarmos. Estávamos disputando mais uma partida do jogo de corrida quando passos no corredor atraiu nossa atenção.

– Hmmm… O que os meus dois amores estão fazendo acordados a essa hora da noite? – Arregalei os olhos com a voz tão linda da minha mulher.

– MAMA! – Henry saltou da cama, jogando o console sobre mim e correu até a mãe que o agarrou com força. Me derreti admirando a interação entre mãe e filho logo a minha frente.

– Meu amor! Que saudade que a mama estava de você. Hmm… Você está tão cheiroso, príncipe. – Henry corou e olhou para mim.

– Eu não ganho um abraço, um cheiro e um beijo? – Perguntei cruzando os braços, armando um bico. Camila gargalhou, colocando Henry no chão. Levantei-me quando a vi se aproximar de mim. Ela entrelaçou seus braços em meu pescoço e selou nossos lábios com carinho. Envolvi sua cintura, apertando-a contra mim. – Hmm… Você não faz ideia da saudade que eu estava de sentir você assim. – Enterrei meu rosto em seu pescoço escutando sua risadinha baixa.

Passamos alguns minutos nos abraçando, apenas curtindo a presença uma da outra. Meu corpo clamava pelo dela. A distância imposta pelo trabalho de ambas não era uma coisa legal, mas nos proporcionava sentir saudade o suficiente para nos mantermos agarradas por longos minutos sem nos cansarmos e aquilo sim era bom. Camila segurou meu rosto em suas pequenas mãos e me beijou novamente, sem língua, apenas um roçar de lábios, como se fosse um carinho mesmo. Corri meu nariz pela linha de sua mandíbula até chegar em sua orelha onde beijei o lóbulo raspando de leve meus dentes naquela região. Vi os pelos de Camila se arrepiarem e ela sorriu contra meu pescoço.

– Err… Acho que… – Camila me afastou quando viu Henry nos encarando com admiração e curiosidade. Me virei para o pequeno que sorriu sapeca.

– Então isso é beijo, Lauli? – Ele perguntou com um sorrisinho sapeca que me deixou sem graça.

– Então… Isso não é assunto para criança, moleque. – Soltei Camila e me sentei ao lado dele na cama, empurrando seu pezinho, arrancando gargalhadas altas dele. – Chega disso, Henry! – Disse fingindo estar brava. Ele me olhou com uma sobrancelha levantada e logo sorriu jogando seu corpinho sobre mim. – Bora dormir, pequeno artista. – Ele fez manha negando e se aninhando mais a mim. Agarrei seu corpo e levantei colocando corpo sobre meu ombro. – Vamos voar para a cama. – Ele gritou comemorando.

– Voo do super-homem, Lauli! Voo do super-homem. – Pediu animado.

Camila gargalhou e me deu espaço para circular pelo quarto próximo a cama dele. E assim eu fiz, andei em círculos pelo quarto com Henry deitado sobre meu ombro. Ele fazia barulhos com a boca, enquanto mantinha a pose do super-homem quando voava. Anunciei que aquele seria o último voo antes de aterrissarmos em sua cama para a tristeza do pequeno.

– Certo, da Vinci. Hora de dormir, garotão. – Bati minha mão sobre seu pé antes de puxar seu edredom. Levantei e ajeitei a coberta sobre seu corpo, mas antes de me afastar, Henry segurou-me pelo pescoço e me abraçou apertado.

– Obrigado, Lauli! Obrigado por ser uma mama tão legal. – Ele agradeceu me deixando emocionada. Sorri e quando me afastei, beijei com muito amor sua testa antes de acender a luz de seu abajur.

– Obrigada você, mon amour. – Henry sorriu com a língua entre os dentes e olhou para Camila que se manteve em silêncio durante toda nossa interação.

Ela se despediu do filho desejando boa noite e bons sonhos. Saímos do quarto comentando baixo sobre a atitude de Henry. Em nosso quarto, Camila logo se despiu deixando-me louca. Não tardei em atacá-la antes mesmo de ela chegar ao banheiro onde pretendia tomar banho. Transamos ali mesmo no chão, tamanha era nossa saudade. Depois de muito implorar para que eu a deixasse ir, Camila seguiu para o banheiro e eu para a cozinha onde assaltei a geladeira.

– Ah, pega no flagra! – Soltei um berro assustado e me virei para a porta onde minha noiva gargalhava.

– Porra, Camila! Custava avisar que estava chegando? – Ela me olhou divertida e entrou na cozinha ainda rindo.

Limpei a boca suja com o patê de frango que recheava meu sanduíche e tomei o restante do suco que estava em meu copo.  Minha noiva me abraçou por trás repousando seu queixo sobre meu ombro.

– Oh, meu amor, custava. – Rolei os olhos escutando ela rir contra minha orelha. Aquela risada tão próxima causou-me arrepios gostosos.

– Já comeu? – Entrelacei minha mão a sua que estava sobre minha barriga.

– Uhum. Eu comi no avião. – Concordei, olhando para frente sentindo sua respiração quente e tranquila bater contra meu pescoço. – O que pensa o amor da minha vida? – Sorri involuntariamente. Ela me ganhava de maneira tão fácil. Eu era tão trouxa por ela que bastava ela falar amor que eu me entregava.

– Estou pensando que daqui a dois meses eu vou me casar com uma modelo. – Camila sorriu, beijando meu pescoço, lambendo de leve a região. Me arrepiei inteira.

– E isso é ruim? – Neguei tranquilamente. Camila suspirou infiltrando sua mão por entre minha roupa para arranhar meu abdome. – Eu estava com saudade de ter assim, pertinho de mim. – Sorri concordando. – De ouvir sua voz, de ver seus olhos lindos e que eu amo tanto, de beijar essa sua boca gostosa e… – Ela desceu um pouco mais sua mão adentrando minha cueca sem pudor. Eu sorri de canto. – E de transar com você sempre que surgisse a oportunidade já que o tesão por você nunca passa. – Ela apertou meu membro me fazendo gemer baixo.

– Ah, Camila… – Girei sobre o banco alto agarrando sua cintura. – Você me deixa louca. – Ela sorriu. Abracei sua cintura trazendo seu corpo para mais perto. Minha noiva agarrou meus cabelos mantendo nossos olhos conectados. Meu coração disparou quando ela passou a língua sobre os lábios lubrificando-os. – Eu sou tão apaixonada por você que é…

– Eu amo você e quero você para sempre.

– Você me tem. – Afirmei. Ela assentiu com a cabeça e beijou meus lábios com amor.

Você também me tem. Você me tem como ninguém nunca teve. – Ela sussurrou contra meus lábios agitando todas as células do meu corpo. Camila era como uma droga para mim, quanto mais eu a usava, mais eu queria. – Amor, o que acha de subirmos e matarmos a saudade? Quero poder me declarar para você enquanto estamos nos beijando, nos amando em nossos lençóis. – Eu apertava sua cintura conforme ela falava. – E ai, topa subir e me amar lá em cima? – Sorri de canto.

– Proposta tentadora. – Camila sorriu, me fazendo sorrir ainda mais.

Percebi que aquele sorriso afetou, e muito, minha noiva. Me levantei do banco puxando Camila para cima. Suas pernas rodearam minha cintura para em seguida estarmos fora da cozinha. Sentindo sua boca maltratar com gosto meu pescoço, eu subi as escadas que nos levava para nosso quarto. Nós iríamos matar a saudade da melhor forma possível e eu mal podia esperar para os próximos dias. Sabia que todos seriam intensos e corridos por conta da proximidade daquela data tão importante para nós, mas ao mesmo tempo, eu sabia que seriam os dias mais felizes da minha vida, pois eu estaria me preparando para casar com a mulher que eu mais amava na vida. Dali a dois meses eu me casaria com Camila Cabello e mal podia esperar para que aquele dia chegasse logo.


Notas Finais


Até mais, babes.
Beijos <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...