História L de Lésbica - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Britney Spears, Katy Perry, Rihanna
Tags Comedia Romantica, Romance
Exibições 92
Palavras 2.281
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, oi, mais uma vez desculpem a demora, amores!
Espero que gostem do capítulo de hoje, foi feito com muuuuito carinho e é muito especial para mim (vocês não tem nem noção do quanto).

Enjoy it <3

Capítulo 14 - Happiness


Fanfic / Fanfiction L de Lésbica - Capítulo 14 - Happiness

“Você continua apto e aberto ao amor. A sede não seca. Se as coisas não aconteceram é porque não aconteceram. Pretensão sua achar que se fechou, que pode decidir, dirigir sua vida. Demita sua analista e olhe pros dois lados. Você só está perpetuando sua primeira experiência sobre o fim, cristalizando a primeira lágrima que caiu, como se tudo aquilo que acabou fosse realmente grande, infinito, definitivo.”

                                                                                     Gabito Nunes

 

ALLISON JONES NARRANDO

 

Capítulo 15

Nós passamos ligeiramente pela sala de estar e quase tropeçamos no carpete cor anil.

Natasha me apertava e colocava a mão na minha boca para eu não gritar mais.

“Vamos acordar os vizinhos. Shhhhh”, ela dizia dando uma risada em meu ouvido.

Prometi que ia me comportar. Menti. Quando ela finalmente me soltou, eu corro pela escada alta e em espiral. Eu estava no nível de álcool inquietante, vamos dizer assim. Natasha vem logo atrás de mim, e me segura firme em um dos degraus enquanto me aperta  sobre o corrimão.

Nossos olhares se encontram. Dessa vez vou deixar que ela me beije. O ritmo descompassado do meu coração indica o quanto eu quero isso. E eu sei que ela sabe, porque ela está me sentindo pulsar.

Sem que eu me desse conta, a sua mão começou a explorar as áreas da minha coxa e bunda. Como resposta a esse movimento, o meu corpo inteiro se aflora em um arrepio. Nossas bocas estão a um centímetro de distância, eu sinto seu hálito quente, eu a desejo, ela por fim me beija. Não quero ser precipitada ao afirmar que é o melhor beijo da minha vida. Mas afirmo.

E eu me deixo sorrir entre o beijo, tão involuntariamente como cada arrepio em mim.

“Você é maravilhosa...” Natasha diz quando me ergue em seus braços e me leva até seu quarto. Ela fecha a porta apenas empurrando com os pés sem parar de me beijar. Delicadamente, ela mordeu o meu lábio inferior e me empurra em sua cama e quando caio, estou perdida. Ela tira a blusa e depois a calça jeans. O seu corpo sob a meia luz é uma obra-prima aos meus olhos. Eu queria derrapar em cada curva do seu corpo. Então, ela vem em cima de mim em movimentos lentos.

Não posso mais suportar. Coloco as mãos em seus peitos, apalpando-os. Estão enrijecidos, mas ainda assim são macios. Natasha está tentando tirar meu vestido, quando consegue me deixa ainda com minha meia calça de renda branca e de calcinha. Sinto seus lábios beijarem cada centímetro da minha pele, e estou maravilhada o quanto o seu toque é ímpar. Nunca provei nada parecido.

Eu estou... Emocionada. Perdi as contas do tempo em que me senti assim. Havia verdade ali, eu não consigo nem explicar. Não sei ao certo se o álcool, minhas emoções exaltadas, mas eu só queria ficar abraçada com ela ali por alguns instantes. Acho que Natasha acabou percebendo.

— Tudo bem? — ela diz ao segurar o meu queixo.

— Tudo...

Natasha me lança um olhar desconfiado e se deita ao meu lado, me puxando para que eu deite em seu peito.

— Eu entendo se não estiver totalmente à vontade sobre isso — ouço-a dizer. — Sabe, Allison, às vezes a gente fica tanto tempo presa a uma ideia que esquece como é o mundo de verdade.

Eu sorrio. Eu adorava as metáforas que ela usava. É reconfortante.

— Você deve me achar tão chorona.

— Entre o que eu acho e o que você realmente é. — ela faz uma pausa. — Há um abismo.

Eu sorrio novamente.

— Nossa. Você é tão centrada.

— Não. Eu só sou mais mente aberta e não sou crítica.

Olho para minhas pernas com meias de renda, estão entrelaçando as pernas de Natasha.

— Aposto que deve ter algum defeito escondido aí — digo depois de um longo silêncio.

— Para começar, não curto café.

— É um defeito?

— Quando você mora nessa cidade, é. Já percebeu que todo nova-iorquino toma café?

— Café é a resposta para tudo — digo e ergo a cabeça para olhá-la. Sua expressão é suave e ao mesmo tempo firme.

Natasha então pula da cama e vai até a TV, penso que ela vai colocar no David Letterman, mas me enganei.

 Ela pega o controle remoto e diz:

— Eu queria te mostrar uma coisa. Não é nenhuma performance no Grammy, mas para mim significa muito.

— Não brinca! Vai me mostrar um vídeo seu cantando?

Ela não responde, apenas coloca o vídeo para rolar na TV. Fico quieta. Então, uma garota de cabelos curtos começa a cantar. É Natasha.

Meu Deus. Por que ela ainda não é famosa? É tão empolgante. Estou em êxtase só de ouvi-la.

E é essa pergunta que faço para ela quando o vídeo acaba.

Ouço uma risada.

— Tem muitas outras cantoras melhores do que eu no mercado, Allison. Acredite se quiser, mas a indústria musical norte-americana é quase impenetrável.

— Balela. Você é tão inspiradora quando canta. Onde foi esse vídeo?

Ela volta para a cama.

— Ah. Foi no Japão, há exatamente um ano atrás. É um festival onde vários artistas se apresentam.

— Você é famosa no oriente?

— Meu Deus, que exagero — ela ri alto. — Vamos dizer que os japoneses gostem de cantores que não deram certo aqui nos Estados Unidos.

Eu nego com a cabeça.

— Você sabe o quanto é talentosa.

— Desde quando virou minha fã número 1? — Natasha me encara.

— Há uns minutos atrás — respondo e nós rimos como se nos conhecêssemos a vida inteira. — Essa música foi você que compôs?

— Sim.

— Eu imaginei.

Eu quis perguntar de onde veio tanta inspiração, mas não ia ser tão evasiva. Não tentamos transar mais. Ficamos conversando mais um pouco na cama até que adormecemos. Mais tarde, quando acordei, fui até a cozinha para preparar algo para nós duas. Minha barriga estava vazia, eu precisava comer. Vesti sua blusa branca de pirata da noite anterior, amarrei meu cabelo em rabo de cavalo e comecei a vasculhar o seu armário. Fiquei pensando no dia em que a conheci. Tão distraída: o cabelo bagunçado, a camisa desgrenhada, o all star sujo. E ainda assim tão linda, deixando transparecer apenas como é por dentro.

Quando eu peguei o suco de laranja de caixinha para colocar em cima da mesa, tomo um susto.

O susto na cara de um homem de uns 60 anos era ainda mais eminente.

Sorrio sem graça.

— Oi...?

— Bom dia — ele diz com a voz firme e cavernosa

— Errrrrr... Bom dia.

— Vejo que já está muito bem instalada em minha casa.

— Su-su-sua casa?

— Sim.

— Me desculpe por estar invadindo a sua casa — digo rapidamente. — Eu não sabia que o senhor morava aqui. Eu só...

Natasha surge na cozinha, sorridente.

— Você pode parar de assustar a minha convidada? — ela diz ao abraçar o senhor de cabelos brancos. — Você nem mora aqui, papai.

Papai. Papai. Papai. A sua última frase fica martelando em minha mente.

— Papai? — solto.

— Ah, Allison, esse é o meu pai, Arthur Fitzgerald — ela diz agarrada no pai. — E, papai, esta é Allison. Seja bonzinho com ela.

O tal do Arthur me olha de cima a baixo. Engulo a seco ao me dar conta que estou praticamente nua da cintura para baixo.

— Bom, Tasha — ele diz se dirigindo a filha. — Você sabe que hoje é o brunch em minha casa.  Eu vim te buscar, todos estão esperando.

— Ah, é verdade. Eu tinha me esquecido. Eu me arrumo em cinco minutos.

— Acho bom que sua amiga vista algo decente se quiser comer conosco — ele diz e eu estremeço.

— Ah não, não, eu não, agradeço a gentileza, mas eu não vou — estou falando rapidamente como uma louca. — Eu desejo um ótimo brunch.

Natasha dá uma risada ao notar meu nervosismo.

— Tudo bem, Allison — ela fala calmamente.

— Nós estamos acostumados a receber as amigas de Natasha em nossa casa — Arthur insiste. — Não é nenhuma novidade.

— Já chega, papai — Natasha diz irritada. — Por que não vai o senhor na frente? Eu vou com o meu carro logo depois.

— Como quiser, querida.

Arthur dá um beijo na testa de Natasha, faz uma reverência educada para mim e sai.

— Eu sei, eu sei, ele é intimidador de primeira vista. Mas papai é muito doce.

— Eu estou... Com tanta vergonha.

— Bobagem. Eu tinha me esquecido que hoje é domingo. Todos os domingos meus pais fazem um brunch, eu procuro comparecer pelo menos uma vez no mês.

— Ah... Sei. Família rica.

— E muito tradicional. Eu sinto muito pelo papai.

— Tudo bem.

— Você não quer mesmo ir ao brunch?

— Nem pensar.

Ela ri.

— Não tiro sua razão. Mas se serve de consolo, você seria como minha válvula de escape. Enfim, vou te deixar na casa da Eve.

Penso um pouco antes de responder.

— Tudo bem, acho que posso ir com você. Afinal, estou com fome. E eu fiquei sabendo que os ricos comem morango e champanhe nesses eventos. Sem falar nos ovos caros.

— Rá-rá — ela ri. — Você chama isso de evento. Você é tão engraçada. — ela aperta minha cintura.

***

Levou 50 minutos para ir até a casa de Eve, me trocar, passar um pouco de maquiagem, descer, dirigir até a Park Avenue onde os pais de Natasha moram. É o edifício mais caro de Nova York, vamos dizer assim. Fica entre o Four Seasons e a Bolsa de Valores. Um barulho infernal, mas parece que o prédio tem proteção anti-ruído. Estou tão impressionada que nem sei disfarçar.

Ao entrarmos no elevador, Natasha beija meu ombro. Mais alguns andares e chegamos à cobertura.

— Olha quem chegou — uma jovem aponta para nós. — Você está atrasadíssima, Tasha.

— Mamãe e Dinah, essa é Allison. Veio comer conosco. — Natasha pega uma taça da bandeja do garçom que está passando e me entrega um.

— Bem-vinda, Allison — Dinah diz. — Sou a irmã mais nova e mais ajuizada da Natasha.

— Bem- vinda, querida — a mãe dela me cumprimenta. — Sinta-se em casa.

Todos voltam conversar entre si. Eu pego um bolinho esquisito que estava na mesa e enfio imediatamente na boca. O meu celular vibra dentro da minha bolsa.

Verifico.

É uma mensagem da Lisa.

“Ally, está tudo bem? Acho que ontem fui grossa com você.”

Ah, ela acha?

Não posso acreditar no que li.

Releio para ter certeza que não foi fruto do meu psicológico fodido.

— Então, o que você faz da vida? — Dinah pergunta parecendo interessada.

— Eu? Ah, gosto de fazer várias coisas. Adoro velejar, mas não tenho tido muito tempo.

Todos parecem estar com uma interrogação na testa. Sorrio amarelo.

— Não — Dinah diz. — Eu quis dizer do que você trabalha.

— Claro, claro. Bom, eu sou cineasta — digo orgulhosa.

— É sério? Poxa vida, que legal.

— Mas agora estou apenas escrevendo para o New York Star.

Meu celular vibra acompanhado por um som de mensagem.

Olho de relance. É Lisa novamente.

“Seja boazinha. Não me deixe pensando o pior. Quero só saber se você está bem.”

— Bom, como eu ia dizendo, eu escrevo uma coluna sobre o mundo das mulheres.

— Mas já fez algum filme importante? — Arthur pergunta.

— Não, na verdade não... — a tristeza na minha voz é nítida. — Eu andei escrevendo um roteiro, mas desisti. Só um minuto.

Outra mensagem. Que merda, preciso desligar isso.

“Decidi assinar os papéis da venda. Meu advogado vai enviar para o seu. Ainda é a Eve?”

Trouxa, eu penso.

— Bom, é todas as terças-feiras.

— O quê? — Dinah pergunta.

— Minha coluna no jornal.

— Você estava falando sobre o roteiro que escrevia — Arthur diz.

— Desculpe.

— Talvez se não estivesse tão ocupada vendo o celular em meio em meio segundo prestaria mais atenção.

— Tem razão. — sinto meu rosto corar. — Eu preciso dá um telefonema.

— Pode usar a varanda — Natasha diz gentilmente.

Saio para a varanda e disco o número de Lisa.

— Oi, Lisa. Pode falar.

— Finalmente você decidiu me dar ouvido.

— Por favor, fale rápido, você não sabe a saia justa que estou.

— Que saia justa?

— Não tem importância. Ah, sobre a venda do apartamento. Pode mandar os papéis para o escritório de Eve. Ela cuidará de tudo. Desistiu de ficar com ele?

— É... Acho que o mais justo é vendê-lo.

— Pois é.

— E sobre a sua ligação de ontem. Eu sinto muito. E pela mensagem que te enviei antes também.

— Lisa, está tudo bem. É sério. Eu tinha bebido um pouquinho. Está tudo bem agora.

Natasha entra pela varanda e diz:

— Allison? A comida vai ser servida agora. Precisa de mais um tempo?

— Ah, não, não, já estou indo — faço um sinal confuso e ela volta para a sala.

A voz de Lisa muda de repente.

— Está ocupada?

— Estou.

— É a Natasha?

— Sim.

Silêncio.

— Preciso ir.

— Parece que estão se acertaram. Fico feliz por você, Ally.

— Obrigada. Mesmo.

— Não vou atrapalhar mais você.

— Está bem. E, ah, não fica mais mandando mensagens. Acho que por enquanto vamos deixar que nossos advogados conversem entre si.

— Nossa...

— Tchau, Lisa. Se cuide.  — desligo.

Voltei para a sala de estar e tinha um lugar para mim reservado ao lado da Natasha. Sentei à mesa. Arthur voltou a fazer suposições sobre minha vida financeira fracassada, Dinah me perguntou se eu era loira natural mesmo, e a mãe de Natasha olhava com bastante amor para ela.

Natasha apertou firme minha coxa por debaixo da mesa e eu sorrio.

— Eu nasci loira. Mas posso dizer que com o passar dos anos eu queria ser mais loira ainda, e aí comecei a pintar e a pintar freneticamente. Tenho um pouco de vício em pintar cabelo, sabe?

Todo mundo na mesa riu.

— Ninguém é perfeito — completei e eles riram ainda mais.

— Garotas brancas — Arthur diz quando para de rir.

Não sei se foi bem uma ofensa racista, mas vindo de um cara negro me pareceu que sim. Mas não me importei.

E, veja só, que vida engraçada! Eu estava feliz. Muito, muito feliz. 


Notas Finais


GENTE
esse é o vídeo que Natasha mostra a Allison: https://www.youtube.com/watch?v=AaPxYrjLhvA

Espero que tenham apreciado. Obrigada!!! Kisses <3


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