História L de Lésbica - Capítulo 15


Escrita por: ~

Postado
Categorias Britney Spears, Katy Perry, Rihanna
Tags Comedia Romantica, Romance
Exibições 99
Palavras 1.603
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Eu de novo no mesmo dia hahaha Só para dizer que eu fiz meio que uma continuação do outro porque eu resolvi dividir.
E, ah, estou adiando e adiando um hot completo da Natasha e Allison, mas há uma razão! Sempre há.
Espero que gostem desse capítulo.
ps.: Leiam as notas finais!
Beijos <3

Capítulo 15 - Hell or Heaven


ALLISON JONES NARRANDO

Capítulo 16

Três semanas depois

— Eu acho que estou me apaixonando pela Natasha — falo ao piscar os olhos sentindo-os lacrimejarem com o curvex de cílios.

Eve estava tentando fazer algum tipo de maquiagem no meu rosto, algo que parecesse natural e autêntico, como ela mesma descreveu.

— Sério? Não te escuto falar isso desde Lisa.

Havia passado três semanas desde que Natasha e eu começamos a sair oficialmente. Acabei descobrindo vários pontos da Nova York “negra” que eu não conhecia. Fomos às festas beneficentes, nós patinamos no Central Park, eu estava me deixando ser levada por ela.

Tudo estava indo tão bem que eu estava com medo. As coisas nunca mais deram certo para mim. Fico com a sensação de que não é real. Natasha se comporta exatamente como eu gostaria que Lisa se comportasse e, no entanto, fico recuada no meu canto como um animal pronto para atacar.

— Lisa e eu fomos duas aberrações. É que com Natasha é diferente. Estou começando a perguntar o que ela viu em mim. Estou sabotando minha chance de ser feliz.

Eve não parecia surpresa.

— Você tem sérios problemas mentais.

— E você não?

— Ah, eu não me apaixono desde o Ryan. Na faculdade.

— Não brinca. Mas você estava noiva ano passado.

— Ah, nós estávamos drogados a maior parte do tempo, senão tinha sido terrível — ela dá uma risada irônica. — Ally, eu cheguei a uma fase que sou à prova de paixões.

Foi a minha vez de rir. Quando o noivo de Eve, o Richard, terminou o noivado, ela chorou o que nunca ninguém vai chorar em muitas reencarnações.

— Claro. Senhorita Elza de Arandelle. A própria mulher de gelo.

— Credo, desde quando você usa referência de filmes infantis idiotas?

Eu ri da sua cara ao dizer aquilo e ela rolou os olhos em chateação.

 Era um domingo à tarde, Eve tinha um ar de ingressos para irmos assistir a um show de R&B. Acho que ela está saindo com cantor, mas não quer dizer ao certo. Eu, por outro lado, estava morrendo de vontade de convidar Natasha, mas não queria que parecer desesperada.

Então decido fazer uma saída apenas de amigas. Convenço-me que é melhor assim.

O celular de Eve vibra de repente e ela pede que eu mesma o verifique. É uma mensagem de uma revista de celebridades que ela assina.

O título da mensagem me fez perder o fôlego por um instante, mas retomo-o prontamente.

“Lisa Adams e Brooke Candyshell vão se casar em dezembro. Entenda tudo sobre o casamento gay em Nova York.”

— O que é? — Eve pergunta distraída.

— Ah, uma matéria da Young.

— Sobre o que é?

— Nada demais.

— Você está bem interessada lendo, não pode ser simplesmente nada de mais.

Faço uma pausa antes de entregar a ela o celular. Eve solta uma risada ao ler o título da matéria.

— Desde quando Lisa ficou famosa? Dormi um milênio e não percebi?

— Não tem graça, Eve.

— É sério. É estúpido.

— Acho que eles quiseram fazer uma matéria sobre o casamento gay.

— Quer que eu leia? — Eve pergunta, mas não espera a resposta. — “A professora de Cinema da Columbia, Lisa Adams, vai se casar com uma mulher em dezembro em uma cerimônia intimista em um parque ecológico (...)”.

— Parque ecológico? — resmunguei.

— “(...) A sortuda é a bem sucedida sócia da Universidade: Brooke Candyshell, fato que chocou essa semana a todo mundo da academia. Lisa pediu demissão e disse o que importava era o amor imensurável que sente por Brooke.”.

— Amor imensurável? — eu dou uma risadinha.

— Você deseja acrescentar mais algum comentário? — Eve para de ler e me olha séria.

— Não... É que essa matéria não me interessa muito. Podemos ir para o evento?

— Allison.

— Sim?

— Tem certeza de que está tudo bem?

— Claro.

Mas eu havia mentido sobre tudo. Aquilo havia me pegado de surpresa. No caminho até o Madson Square Garden, acabo lendo o resto da matéria. Lisa disse que nunca foi tão feliz e que é isso o que realmente importa nessa vida. Nem preciso dizer o quanto me senti uma grande merda.

***

O show já havia começado, mas tínhamos lugares VIP’s reservados na primeira fila. Dava para ter uma visão privilegiada. Eu não gostava muito de R&B, mas até que o cantor mandava muito, muito bem.

Eve estava toda sorridente e eu um pouco entediada, para ser sincera. Eu estava passeando meus olhos pela multidão quando eu as vejo.

Deus, quais as chances de você estar no mesmo lugar que a sua ex-namorada e a futura esposa dela? Nova York é tãaaaao gigante. Han?

Lisa e Brooke estão de mãos dadas e sorriem uma para a outra de um jeito tão doce que me faz embrulhar o estômago. Preciso ir embora.

— Ouça-me, querida, tudo bem se eu for embora? — digo já ficando de pé.

— Ficou maluca? Aonde você pensa que vai?

— É que não estou me sentindo muito bem. Mas aproveite! Apenas aproveite, está bem? — digo e corro imediatamente dali.

Tenho a total consciência que essa não é atitude mais adulta a fazer, mas eu estava tão saturada, não sou obrigada a ter que encarar as noivinhas do ano.

É sério.

Eu sei que estou em uma situação boa com alguém e é por isso mesmo que ainda faço esse tipo de coisa.

 Às vezes a felicidade assusta.

O telefone tocou.

— Alô? — eu estava tentando tomar um táxi.

— Oi. Está fazendo o quê nessa noite de domingo?

Fugindo.

Era Natasha. A voz dela soava alegre.

— Oi... Estou pegando um táxi para voltar para casa.

— Ah, está ocupada então.

— Estou. Quero dizer, estava. Eu fui a um show de R&B, mas estou passando mal...

— O que você tem?

Levanto o braço para o milésimo táxi que me ignora. Droga.

— Ahn, eu acho que foi a comida. Mas vou ficar bem.

— Dinah e papai saíram daqui agora. Eles te mandaram um beijo.

— Hum — faço sinais para outro táxi. — TÁAAAAAAAXI.

— Estou te achando nervosa.

— Por que eu estaria?

— Esquece. Presunção minha achar que te conheço.

O táxi para mim e eu finalmente me sento. Respiro fundo. Solto o ar.

— É. Você só me conhece há um mês.

— Verdade — ela ri. — Queria te mostrar um filme que assisti pensando em você.

— Olha... Não estou no clima de nada disso.

Sinto sua respiração pesar do outro lado.

— Tudo bem. Quando quiser conversar sabe onde me procurar.

Ela desliga.

Vou começar a dá uma de doida. Eu tenho as chaves do apartamento ainda. Eu preciso encontrar algum indício meu na casa de Lisa. Como assim ela nunca foi feliz antes? E quanto a mim?

— Para onde, senhorita? — O taxista pergunta.

— Greenwich Village, décima segunda avenida, 701.

***

Em um minuto sou uma pessoa quase normal, mas em outro estou vasculhando as gavetas da minha ex-namorada para saber se ela guarda alguma foto minha com um coração desenhado. Algo que significasse que nós duas não fomos apenas uma mera ilusão. Eu precisava disso para continuar.

“Você sempre precisa de algo”, as palavras de Lisa me vêm à mente e estou me odiando por estar ali.

Não há nada. Apenas algumas contas. Cheques. Calcinhas de renda. E...

Um anel de casamento.

Ele estava lá dentro de uma caixinha azul. Ele reluzia para mim.

Engulo a seco. Eu caio em si. É claro! O anel nunca passou na cabeça de Lisa enquanto estava comigo, mas Brooke vai ganhar um. Uma cerimônia, matéria na revista.

Comigo nunca chegou perto. Não posso lutar contra isso.

Então, relutando contra lágrimas que insistiam em cair, vou descendo pelo elevador temendo que elas pudessem chegar e me flagrar ali.

No térreo, pego meu celular e ligo para Natasha. Eu queria me desculpar por ter sido rude. Mas a chamada é direcionada para a caixa postal.

Deixo um recado.

— Oi. É a garota para quem você queria mostrar um filme... Se ainda estou convidada, chego a sua casa em uma hora. Me espera. Não sai daí.

***

— Para onde mais eu iria? — Natasha diz com um sorriso no rosto ao abrir a porta para mim. — Entre.

— Você pode me dizer o porquê de estarmos juntas? Por que você gosta de mim? — despejo de uma vez só.

Natasha está deslumbrante em uma camisola rosa clara. Ela sorri com a pergunta, mas demonstrando confusão.

— Nunca conheci alguém tão verdadeira. Você realmente me conquistou. Próxima pergunta.

— O que aconteceu com seu último relacionamento?

Percebo desconforto por sua parte, mas ela responde:

— Você vai ficar chocada, mas você não é a única pessoa no mundo que já teve o coração machucado.

Eu fico muda.

— Pois é. Ela terminou comigo por mensagem de texto. Estávamos noivas.

— Nossa...

— Não é algo que eu repercuto por aí. O que importa é o que fica.

— E o que fica?

— Os momentos que fazemos com a outra pessoa. Ninguém é obrigado a ficar conosco. Podemos dar bons motivos para ficarem, mas não obrigar ninguém a ficar.

— Acho que eu sempre quis fazer isso com as pessoas. Para mim, Lisa deveria me amar para sempre.

Ela sorriu, segurou minha mão e me puxou para si.

— Que bom que isso não aconteceu.

— Você não vai imaginar o que eu fui capaz de fazer ainda a pouco...

— Não quero saber — ela colocou o dedo indicador nos meus lábios. — Tudo o que me interessa é você, seus lábios, sua coxa grossa, sua voz sussurrando em meu ouvido, nós, aqui, agora.

Fico calada, apenas hipnotizada em seus olhos.

Natasha pressiona mais nossos corpos. Beija-me os lábios docemente. 

Tenho a leve impressão de que eu já estou apaixonada. Pode ser o paraíso ou o inferno, relacionamentos são imprevisíveis, mas dessa vez não tenho mais medo de me arriscar. 


Notas Finais


Amores, pela minhas contas só faltam 5 capítulo para acabar a história. Então, é reta final a partir de agora! Já estou com nostalgia, mas vamos lá!
Obrigada por lerem mais uma vez <3


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