História L de Lésbica - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias Britney Spears, Katy Perry, Rihanna
Tags Comedia Romantica, Romance
Exibições 140
Palavras 1.864
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Meus amores, mais um capítulo e dessa vez a Lisa está narrando agora, para que vocês vejam as coisas no ponto de vista dela. Espero que eu consiga entregar esse capítulo a vocês com a mesma intenção pela qual o escrevi.

No mais, boa leitura!!! <3

Capítulo 16 - Lost you


Fanfic / Fanfiction L de Lésbica - Capítulo 16 - Lost you

CAPÍTULO 16

LISA ADAMS NARRANDO

Brooke estava falando empolgadamente sobre coroa de flores e outras coisas sobre qual não conseguia entender bem. Nós estávamos sentadas nos degraus do Metropolitan às sete horas da manhã tomando um café preto enquanto definíamos nosso futuro.

Sair ou não sair de Nova York? Morar ou não morar na Califórnia? Alemanha, Talvez? Nunca fui muito fã de Munique. Nem da Europa, eu respondo sem paciência.  Depois que pedi demissão da Universidade de Columbia as coisas reviraram pelo avesso. Minha mãe chamou a nossa atitude de assumir nosso relacionamento de “impetuosa”, mas nunca serei capaz de entender bem sua colocação o.

— Não gosto muito de sol, praia, biquíni, gente bronzeada — Brooke diz em relação a morar em São Francisco. — Essas coisas... Eu não queria ter que sair de Nova York. Dar adeus aqui é tão doloroso.

— Eu já estou cheia de Nova York.

Brooke me olha com desconfiança.

— Por quê? Que eu saiba você sempre adorou Nova York.

— Eu adoro, só que...

— Então?

— Você sabe que enjoo das coisas muito rápido — digo com uma expressão vaga e distante.

— Espero que não enjoe de mim — ela deu um sorriso gracioso. — Bom, o meu corretor disse que não importa onde for ele vai conseguir o melhor apartamento.

Devolvo o sorriso.

Brooke detesta o apartamento no Greenwich Village. Ela o descreveu como “sufocante e de mau gosto”. Mas no fundo nós duas sabemos que ela o detesta porque é a cara de Allison. Exceto o sofá roxo, foi Allison que escolheu cada detalhe: as cores das paredes, as porcelanas, o detalhe da janela, os quadros...

Tudo faz lembrar a ela. Isso é o que Brooke não consegue dizer diretamente então por isso o “sufocante e de mau gosto”.

— Por mim tudo bem — concordo. — A única coisa sobre qual me importo é estar com você.

Brooke assentiu com a cabeça e começou a falar sem pausa sobre a lua de mel.   Outro ponto de discórdia entre nós. Ela sonha com Veneza, enquanto eu queria estar bronzeada na Espanha.

Continuamos a discutir sobre o assunto até que o meu telefone tocou.

Atendo.

— Senhorita Lisa Adams?

— Eu mesma.

— Sou a recepcionista do Lennox Hill Hospital, estou ligando porque o seu nome consta em primeiro lugar dos contatos de emergência da senhorita Allison Jones. Procede?

O meu corpo inteiro paralisou no momento que ouvi “Allison Jones” quando o meu coração já estava pela boca quando ouvi sobre hospital.

Eu não saberia muito bem como me perdoar se algo grave tivesse acontecido com Ally. Eu acho que não conseguiria suportar. Allison sempre pareceu frágil demais e, de algum modo, eu sempre quis protege-la. Embora eu fosse falha nesse aspecto.

— Sim — digo com um tremor na voz.

— Pedimos que compareça imediatamente ao hospital, senhorita...

Não a deixei terminar a frase.

— O que houve? — Brooke pergunta.

— Me ligaram do hospital. Acho que aconteceu algo grave com Allison. Preciso ir. — Entrego o café nas mãos de Brooke e desço rapidamente pelas escadarias e ainda quase derrubo uma mulher que alimentava os pombos.

Estou chegando, Ally. Estou chegando.

***

No hospital, recebo a notícia que me atinge como um choque da maior tensão elétrica que alguém pode ser atingido.

Allison foi atropelada enquanto corria às 5h30 da manhã em uma rua comercial no Centro Cívico. Eu fiquei imaginando o que ela estava fazendo lá. Ela não é disso.

— O estado ela é estável. Ela estava com uma porcentagem alta de álcool no corpo — o médico ia explicando. — Acho que a amiga dela também bêbada. Foi ela que ligou para cá.

— Que amiga?

— Sou eu — uma voz recém-chegada diz logo atrás de mim. — Eu estava com Allison.

A voz era de ninguém mais e ninguém menos que Natasha. Ela estava vestida de camisola, o cabelo um pouco desgrenhado, os olhos vermelhos e fundos.

— O que porra aconteceu entre vocês? Vocês brigaram, é por isso que Allison saiu correndo?

Natasha olhou para o médico e pediu licença, dizendo que era uma conversa íntima.

Cruzo os braços, aflita.

— Me fala.

— Primeiro, eu peço que fique calma. Não tem o porquê desse seu tom rude.

— E em segundo? O que vai me dizer?

— Allison e eu bebemos um pouco de uma bebida que meu pai trouxe da sua última viagem. Ficamos um pouco extasiadas, e estávamos indo para o Central Park.

— Andando?

Ela me encarou.

— Claro que não. Eu estava pedindo ao manobrista do meu prédio para pegar o meu carro...

— E?

— Enquanto isso ela atravessou a rua correndo para comprar algo na cafeteria. Acho que um café.

Eu sentei no sofá e enterrei minha cabeça em minhas mãos.

Que droga.

Como Natasha foi deixar que isso acontecesse? Ally nunca foi de se aventurar assim. É até estranho imaginar Ally assim, livre... Inconsequente. Como se estivesse apaixonada.

— Você não poderia deixar ela só por um segundo. Ela estava bêbada! Allison não sabe beber.

— Sim, eu percebi meio que tarde.

— E é só isso o que você pode dizer? — levanto a cabeça.

— Não tem ninguém mais triste do que eu aqui. Acredite.

— Ah, claro! De repente você é a pessoa que mais se preocupa com Ally.

Ela soltou uma risada pesada, mal humorada.

— Só não me diga que você acha que a pessoa é você.

— O que você sabe sobre Allison?

— Mais do que o suficiente.

— Engano seu — eu havia aumentado o tom da minha voz. — Um mês não é o suficiente para compreendê-la.

— Espera aí, quem está enganada não sou eu. Você acha Allison complexa, cheia de manipulações? Pois eu a acho simples, leve, doce de levar. É a pessoa mais adorável que já conheci.

Fiquei retraída, Natasha prosseguiu:

— Talvez nesse tempo todo que a conhece você tenha olhado para ela um pouco depressa demais.

— Bom... Talvez você ainda veja o que eu vejo.

— Não tem como prever algo assim tão infeliz — ela me lança um olhar de pena. — Eu quero ser feliz com ela e descobrir um pouquinho dela a cada dia mais. Mas nunca chegar a esse ponto decadente.

— Está bem, Natasha. Você diz tudo isso com muita segurança — levanto para ficar a sua altura. — Só que sou eu quem Allison ama de verdade. Nada pode mudar isso, você pode passar anos tentando ter algo assim.

— É sério? Você chama isso de amor?

— É — eu afirmo com propriedade. — Chamo.

— Não venha me dizer que a ama também.

Não penso para responder:

— Sim. Com todas as minhas forças.

— Que não devem ser muitas — ela diz com um sorriso sem dentes. — Porque se você a amasse de verdade, não estaríamos tendo essa conversa aqui e agora.

***

Passou-se 48h e o médico disse que Allison poderia ter a primeira visita assim que escolhesse quem ela queria ver primeiro. Ele também falou que seriam apenas duas visitas naquele dia.

Eve estava no outro sofá em frente ao meu balançando as pernas nervosamente. Ela disse para mim que, com toda a certeza do mundo, Allison ia escolher ela e Natasha.

O médico volta com a relação de visitas e disse que Natasha poderia entrar, em seguida de mim. Eve estava pronta para criar um caso, mas o médico pediu que respeitassem a decisão da paciente que estava muito certa do que queria.

Allison tinha fraturado um osso do braço e por isso ele estava quebrado. Alguns arranhões de leve já que o carro vinha em baixa velocidade. Disseram que ela ia ficar rápido, que sua saúde era muito boa.

Natasha ficou lá por quase meia hora.

Finalmente chegou a minha hora de vê-la.

— Tenta não matá-la — Eve diz a fim de me provocar.

Quando entrei em seu quarto, Allison estava acomodada com a cama levantada o suficiente para acomodar a sua coluna. Ela deu um sorriso fraco.

Havia alguns vasos de flores e frases motivacionais de superação enviados do seu trabalho.

— Oi — digo.

— Se aproxime — ela pede. — Eu pedi que viesse porque gostaria de olhar para você.

— Como se sente?

— Péssima. Mas eu vou ficar bem.

— Eu estou no chão. Não sei bem o que falar — digo já deixando lágrimas caírem.

— Por que está chorando?

— Allison, eu morri de medo de perder você para sempre — digo com certa dificuldade.

Ela não responde a isso, apenas estica a mão direita e faz um carinho no meu braço.

— Eu aceitaria tudo nessa vida menos isso.

— Está tudo bem agora, Lisa.

— O que deu em você em agir assim tão inconsequente?

— Eu estou apaixonada pela Natasha, Lisa. — ela esboça um sorriso. — A paixão deixa a gente assim. Eu havia esquecido como era, mas agora estou tão bem novamente.

Apaixonada. Pela Natasha. Não podia ser. Em algum momento da vida achei que Allison não encontraria alguém por quem ela dissesse isso. E, agora que estou ouvindo essa revelação, só tenho uma coisa a dize.r

— Mas isso é loucura.

— A lucidez é tão chata — ela riu. — Agora falo sério, eu nunca me senti tão bem. Mas, calma, vou ficar mais atenta no trânsito.

Limpo minhas lágrimas.

— Então, como sabe que está apaixonada por ela?

— Eu sinto vontade de estar com ela sem precisar estar necessariamente fissurada se ela está ou não mentindo para mim. É leve... Ei, não me olha assim, apenas fica feliz por mim.

— Eu fico. Claro que fico — minto. — É que isso só pode significar que não sobrou mais nada entre nós duas.

— “Nada” é uma palavra muito forte.

— Eu te amo, Allison — digo e repito: — Eu ainda te amo como nunca.

Allison baixa o olhar, depois reergue com um sorriso encantador nos lábios.

— Você vai casar com outra pessoa.

— É porque não sei lidar com isso.

— Você me ama e vai casar com outra pessoa? — ela emite uma risada sem graça. — É tão você.

— É mais forte que eu.

— Eu sei. O seu eu interior é fraco demais. Mas, ouça, o seu amor não me interessa mais. Acho que perdi muito tempo presa a isso. E eu falo isso sem ressentimento nenhum.

A cada palavra sua eu sentia uma ponta de desconforto, é mais do que eu poderia suportar.

— Parece que você gosta mais dela.

— Gosto.

— Estar com ela é tão bom como era estar comigo?

— Oh, Lisa... Eu nem consigo comparar. Entende o que estou falando?

Recomponho-me.

— Entendo. Eu fui uma idiota. Você está certa em prosseguir a sua vida.

— E tem mais uma coisa, Natasha disse que você estava muito abalada com meu acidente. Fico feliz em ter você aqui.

— Eu acho que preciso ir... — estou desnorteada, não sei nem o que dizê-la.

Quando vou saindo, Allison me chama:

— Lisa? Obrigada de novo por ter vindo.

— Onde mais eu poderia estar nesse momento? Fica bem — Falei ao fechar a porta.

Não sei o nome disso que estou sentindo...

"Você pergunta se ele também pensa em você.

Sem resposta, mas claro que sim.

Com sombras de dúvida. Ninguém apaga tudo assim.

Ele também ouve “Fix You” com o olhar triste no céu escuro da varanda. Claro que ouve.

Aí você começa a desconfiar que ele pudesse ter sido o cara legal da sua vida.

Isso, se você sentisse a mesma paixão, se você conseguisse entregar sua alma tanto quanto, se você soubesse amar do mesmo jeito e intensidade que ama a falta que agora ele te faz." *


Notas Finais


* Gabito Nunes

Obrigada por lerem!!! <333


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