História L Lawliet Amando - Capítulo 8


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Categorias Death Note
Personagens L Lawliet, Misa Amane, Raito Yagami, Ryuuku, Sachiko Yagami, Sayu Yagami, Soichiro Yagami, Touta Matsuda, Watari
Tags Anime, Assassinato, Death Note, Drama, Kira, Lawliet, Mangá, Raito, Romance, Rue, Ryuuga, Ryuzaki, Wammy's House, Watari
Exibições 66
Palavras 2.083
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Nova Abordagem


 

Kanto, Japão - 08/01/2004 

Matsuri P.O.V. 

— Yagami-kun?! - Indaguei surpresa ao vê-lo parado em pé na porta. 

— Me desculpe por aparecer assim sem avisar, mas poderia me deixar entrar? - Voltou a perguntar, esboçando um sorriso gentil. 

— "Embora não goste da ideia de ter que ficar sozinha com ele, não posso simplesmente recusar agora que estou sendo vigiada, além disso, essa talvez seja a aproximação que eu precisava." - Voltei a minha expressão normal. - Claro. Por favor, entre. 

Dei passagem para que ele pudesse entrar, e o levei até a sala. 

— Quer algo? - Perguntei caminhando em direção a cozinha. 

— Não, obrigado. - Respondeu, fazendo-me parar meu percurso até a cozinha e me virar para ele. - Mas vejo que você ainda mantém seu gosto por doces. - Ele olhava para minhas mãos. 

— Ah, sim... - Sorri. - São realmente bons. Ainda me pergunto como você pode não gostar deles. - Respondi de forma amigável. 

Quem quer que esteja nos vendo neste momento, só de ouvir nossa conversa com certeza notou que somos amigos de longa data. Só espero que essa fachada continue de pé, não só para ele, mas para Raito também. 

— O que queria falar comigo? - Perguntei. 

— Sobre isso... - Fez uma pequena pausa. - Os testes estão chegando e gostaria de saber se poderíamos estudar juntos? Acho que isso seria mais produtivo do que estudar sozinho. 

— Realmente, será bem mais benéfico estudarmos juntos. Não vejo problema algum nisso... Vamos para meu quarto. - Disse, caminhando em direção as escadas. - "Mas afinal o que ele está planejando? Raito nunca foi do tipo que estuda em grupo... Ele tem outro objetivo vindo aqui, mas o que poderia ser? Isso só me faz ficar cada vez mais angustiada com sua presença." 

Já em frente a porta de meu quarto, entrei sem demora dando passagem para Raito logo em seguida. Caminhei em direção a prateleira para pegar alguns livros que usaríamos. 

— Fique a vontade. - Falei sem me virar, deslizando meus dedos sobre os livros a procura de alguns títulos em especifico. - Aqui! - Retirei alguns poucos livros da prateleira e me virei em direção a Raito que estava sentado ao pé de minha cama. 

— Faz algum tempo desde que entrei em seu quarto... - Disse calmamente observando os moveis. - Mas não mudou muito desde a ultima vez... 

— Sim. - Me sentei ao seu lado, lhe entregando um dos livros. - Lembro-me que Sayu e você vinham com certa frequência aqui. Depois que você entrou no ensino médio as visitas pararam. - Comentei com certa tristeza, embora tenha tentado disfarçar. 

— Peço desculpa por isso. - Respondeu, pegando o livro de minha mão. - Saiba que você não foi a única que ficou incomodada com essa súbita separação. 

O que deu nele? De uma hora para a outra ele decidiu vir em minha casa para estudarmos, algo que ele não fazia desde o fundamental, e agora começa a dizer coisas como essa. Seria isso apenas mais uma atuação, ou ele realmente está sério sobre isso? E se for, ele realmente espera que eu caía nela? Mas, apesar de tudo, não posso negar que me sinto incomodada com isso afinal Raito não é apenas mais uma pessoa qualquer. Querendo ou não, ele conquistou parte de mim, e chega a ser quase impossível, de uma hora para outra, considerá-lo um inimigo. Mas, por hora, independentemente do que seja, entrarei em seu jogo. 

— Não o culpo. - Comecei a folear o livro sem realmente lê-lo. - Sei de seus motivos. Eu também não fiz questão de tentar reverter isso. Podemos dizer que a culpa é igual para todos. - Sorri amigavelmente. - Mas não quer dizer que é tarde de mais, certo? 

Ele não respondeu, apenas retribuiu o sorriso focando sua atenção no livro em suas mãos. Eu o olhava discretamente entre as páginas do livro. Embora eu esteja vigiando ele e tentando me envolver o menos possível, isso não me deixa feliz, pelo contrário, isso me desagrada muito. Raito e eu, mesmo com essa distância, já fomos grandes amigos, e na realidade eu nunca deixei de pensar nele assim. O Raito que o conheci era um garoto gentil, que tem boas notas, que busca ajudar os outros e que sonha com um mundo melhor. Desde pequeno ele me dizia que queria fazer do mundo um lugar melhor, por isso se tornaria policial assim como seu pai. Onde foi parar esse garoto? Onde está Raito Yagami que conheci? Me pergunto se esse que está a minha frente ainda tem aquela essência de antes... 

— Matsuri? 

— Eh?! - Pisquei algumas vezes voltando a realidade. 

— Você estava me olhando a algum tempo... - Comentou fechando o livro, sem largá-lo. 

Corei, desviando o olhar — Desculpe-me... Não foi nada. Só estava pensando em algo. 

Vi um pequeno sorriso formar-se em seu rosto. 

— Entendo... - Disse por fim, voltando sua atenção para o livro em suas mãos. 

Matsuri P.O.V. END 

 

L P.O.V. 

Observava com atenção a interação dos dois. Aparentemente essa seria uma conversa normal entre amigos, mas por alguma razão algo me incomodava. 

— Sr. Yagami, poderia descrever a relação de seu filho com a filha do sr. Suzuki? - Perguntei sem desviar o olhar dos monitores. 

— Bem, eles são amigos desde jovens. Eles se conheceram quando o Suzuki foi transferido para o departamento em que eu trabalhava. Desde então eles começaram a se aproximar. Não tem nada que deva ser ressaltado sobre tudo. Mas pode-se dizer que Raito tinha grande afeição por ela. - Respondeu sr. Yagami, pelo seu jeito de falar parecia recordar de algumas coisas. 

— Entendo... - Me limitei a dizer, passando levemente o dedo sobre os lábios. 

Continuei observando os dois com certa curiosidade. Algo naquela conversa, ou que sabe até mesmo no modo de agirem, era estranho. Artificial, talvez. Entretanto, quando Suzuki comentou sobre o afastamento de Yagami, ela parecia realmente estar sendo sincera. A não presença de Yagami talvez tenha realmente incomodado ela, algo normal levando em consideração que são amigos a demasiado tempo. 

Algum tempo depois, notei que a sra. Suzuki havia chegado em casa. 

"Matsuri?" Chamou próxima a escada. 

"Minha mãe chegou..." Comentou Matsuri se levantando da cama, recolhendo os livros. 

"Espero não causar má impressão por estar sozinho com você..." Respondeu Raito lhe ajudando a colocar os livros na prateleira. 

"Não se preocupe..." Ouvi uma baixa risada vindo de Matsuri. "Você tem seu charme, Yagami. Essa seria a ultima coisa que minha mãe pensaria de você, acredite." Ela esboçava um pequeno sorriso. 

"Fico feliz em saber disso..." Respondeu simplesmente, retribuindo o sorriso. 

Ambos saíram do quarto, caminhando em direção a sala, onde a sra. Suzuki os esperava. 

"Mãe" Suzuki chamou. "Yagami venho estudar comigo hoje." 

"Espero não ter causado problemas." Disse Yagami, fazendo uma pequena reverencia. 

"Oh, sem problemas."  Respondeu simpática. "Há quanto tempo que não o vejo Raito. Você se tornou um belo rapaz. Por favor, sinta-se à vontade para vir, tenho certeza que Matsuri ficará feliz com isso." 

"Certo, certo, mãe." Ela parecia desconfortada. "Não é como se isso fosse virar uma rotina. Raito também tem seus afazeres." 

"Para mim isso não seria nenhum problema." Cortou Yagami. "Me agrada a ideia de poder me encontrar com você novamente." Sorria de forma simpática. 

"Sendo assim. Por favor, cuide de minha filha." Sra. Suzuki respondeu por fim, esboçando um pequeno sorriso. 

Mordi levemente o polear. Algo em toda aquela conversa não estava certo, e isso me incomodava. Todas aqueles sorrisos, as palavras trocadas, e gestos. Eram como se não fossem totalmente sinceros. Mas por que? Talvez a relação deles não seja tão afetiva como disse o sr. Yagami. Pode ser só uma fachada para não causar discórdia entre as famílias, mas se fosse mesmo isso estão não haveria motivos para fingirem quando estivessem sozinhos. 

Não demorou para Yagami ir embora. Algum tempo depois, ele voltou para sua casa com uma sacola, contendo revista e livros, em mãos. A noite não tardou a chegar, todas as três famílias estavam reunidas a mesa para jantarem, e por sorte todas estavam com suas televisões ligadas, assim posso colocar meu plano em prática. 

— Watari. - Chamei. - Comece a transmissão imediatamente. 

— Afirmativo. 

L P.O.V. END 

 

Matsuri P.O.V. 

Minha mãe e eu estávamos sentadas a mesa para o jantar. Deixei a televisão ligada num canal qualquer onde estava sendo transmitido o vídeo clipes da nova música de Hideki Ryuga. Não que eu seja fã dele, foi apenas uma escolha aleatória. 

— Ele tem uma voz bonita. - Minha mão comentou. 

— É... - Respondi simplesmente sem realmente prestar atenção nele. 

Continuamos a refeição em silêncio. Alguns minutos se passaram quando minha mãe mostra-me uma mensagem na televisão. 

— Relatório especial de notícias NKK... - Disse ela curiosa. 

Desviei meu olhar para a televisão curiosa para se saber do que se tratava. A mensagem continuou a ser transmitida: 

"Num esforço para capturar Kira, ICPO ordenou 1500 investigadores de todo o mundo que trabalhassem no Japão." 

— 1500 agentes? Isso é incrível... - Minha mãe disse surpresa. 

— "Isso é tão óbvio que chega a ser certeza que Kira não cairia em algo assim... Esse noticiário com certeza é mais um dos truques de L para tentar encurralar Kira. Mas isso pode me fazer concluir que devem ter câmeras não só em meu quarto, como também em todos os cômodos da casa, assim ele poderá ver todas as reações minhas e dos outros suspeitos. Como eu deveria agir diante disso então?" - Dei um pequeno suspiro. - Que tentativa inútil... 

Minha mãe se virou para mim confusa. 

— O que quer dizer? 

— Um anuncio publico como esse é completamente inútil. Se fossem investigar, seria melhor faze-lo em segredo, não? Até mesmo os agentes do FBI disfarçados foram mortos, por que com esses seriam diferente? A imprensa anunciando que eles estão mandando mais agentes iria meramente aumentar as causalidades. 

— Ah, é verdade! - Exclamou surpresa.

— Este relatório de notícia deve ser meramente um blefe com o qual a polícia tenta assustar Kira... - Fiz uma pequena pausa. - Mas duvido que Kira caía nessa. 

Talvez essa ultima frase tem soado suspeita, embora minha real intenção tenha sido explicar a quem quer que esteja me vigiando que Kira é muito mais esperto que ele imagina, e por isso não deve ser subestimado. 

Matsuri P.O.V. END 

 

L P.O.V. 

Em minha face se fazia presente um sorriso divertido após observar as reações dos filhos do sr. Yagami e sr. Suzuki diante de minha mensagem. Isso era realmente empolgante. Tanto Matsuri quando Raito são pessoas espertas, se um deles for mesmo Kira só tornaria minha busca mais interessante. Talvez essa seja a primeira vez que desperto interesse por meus suspeitos, ao mesmo tempo que penso que eles possam ser Kira, desejo poder ter sua colaboração no caso. 

Após o jantar, tanto Yagami quanto Suzuki foram para seus devidos quartos, onde Raito permaneceu estudando desde as 19h30 até agora, enquanto que Matsuri só estudou até as 22h e foi dormir. Foi quando Watari entrou em meu apartamento carregando alguns papéis em mãos. 

— Ryuzaki. 

— O que foi, Watari? - Perguntei sem desviar os olhos dos monitores. 

— Os suspeitos de roubo e suborno, da notícia das nove horas, morreram ambos em suas celas. 

— É o Kira! - Disse sr. Yagami exaltado. 

— Somente a esposa do sr. Kitamura e a filha mais velha assistiram à notícia na casa dos Kitamura. 

— A esposa e filha do sr. Yagami estavam assistindo a novela. Após terminarem, desligaram a televisão e não assistiram mais nada. A esposa do sr. Suzuki nem mesmo a ligou depois do jantar, enquanto que sua filha estudou desde o jantar até as 22h e depois foi se deitar. - Disse voltando minha atenção para a casa dos Yagami. - E... o filho do sr. Yagami tem estudado desde as 19h30, agora são 23h. A família também não usou o telefone. Nem usaram o rádio e internet. Kira precisa do nome e rosto para matar. Se eles não assistiram às notícias, então eles não são o Kira. Mas... 

Sr. Suzuki me interrompeu. — Como pode ver, minha família é inocente! 

— Mas os criminosos que Kira matou cometeram apenas crimes pequenos... Ademais, a família Suzuki e Yagami acabaram com todas as suspeitas num único dia... - Respondi, pressionando o polegar no lábios, analisando os monitores. 

 

Kanto, Japão - 12/01/2004 

Se passaram quatro dias desde que comecei a vigiar as famílias das pessoas envolvidas com Raye Pembar, entretanto, não pude encontrar nada suspeito em nenhum deles. Todos, até mesmo Raito e Suzuki tinham uma postura normal, nada que pudesse lhes incriminar. Decidi então me reunir com os agentes novamente para lhes dar a notícia, e me parece que ficaram aliviados com minhas minha decisão de remover todas as câmeras e escutas, embora eu particularmente não tenha gostado do meu fracasso em identificar Kira entre eles.

— "Kira foi capaz de esconder sua identidade mesmo sob pesada vigilância enquanto continuava matando. Me pergunto como ele faz isso... Se ele matar por meramente desejar. Quando uma pessoa comete um ato assim, deveria haver ao menos alguma mudança em sua expressão facial. Muitos criminosos morreram assim que suas identidades foram reveladas, e nessas horas, todos nestas três famílias agiram naturalmente. A conclusão natural seria que 'Kira não é nenhum deles'. Mas... Se o Kira for um deles, então sua força de vontade deve ser sobre-humana, ou até divina. Completamente sem emoções enquanto aplica seu julgamento. Talvez não haja nenhum 'Kira', mas só julgamentos de um deus. Mas e os agentes do FBI? Eles morreram por terem deixado um deus furioso? E mesmo que não saibamos nada sobre o sobrenatural, um deus que precise saber do nome e face da pessoas soa mais como uma piada do que outra coisa." - Mordi levemente meu dedo. - "Não. Este não é o 'julgamento de deus'. É apenas uma pessoa infantil que brinca de ser deus. O Kira de é humano, e eu devo pegá-lo! Se ele for alguém investigado por Raye Pember antes do dia 19 de dezembro... então ele deve estar, ou na família Yagami, ou na Suzuki, ou na Kitamura. Mesmo que os mantenha sob vigilância, Kira nunca se revelará a nós. O que eu devo fazer? O melhor jeito é fazê-lo confessar que matou alguém, mas isso seria possível?"

L P.O.V. END

 

Fim do oitavo capítulo



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