História La Familia - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Rebelde (RBD)
Tags La Família, La Família Rbd, Rbd
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Palavras 4.497
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hola Hola mis amores!!!
Como ontem foi o aniversário da nossa Diva Maite Perroni hoje eu vou postar 2 capitulos!!
Espero que gostem!

Boa Leitura

Capítulo 3 - Viagem


Fanfic / Fanfiction La Familia - Capítulo 3 - Viagem

Viagem

-O QUE?- Gritamos todos juntos. O Chris parou de mexer no meu cabelo eu fiquei repentinamente em alerta olhando para o Poncho, o Ucker saiu do transe e tava rindo feito louco a May largou a revista com tudo no chão e tava olhando para ele com cara de “Onde você perdeu o cérebro” que ela sempre fazia quando ficava chocada quando o Chris falava alguma besteira e a Annie, bom a Annie tava imóvel olhando o Poncho com a boca aberta.

-Annie?- Eu sussurrei para ela... Eu não deveria ter feito isso, ela caiu durinha no chão do mesmo jeito que estava sentada, a May e o Poncho correram para ver o que havia acontecido, eu saí do colo do Chris e me estiquei no sofá para ver melhor, o Chris se levantou e ficou entre mim e a May e o Ucker eu não o tinha visto até que ele se jogou em cima de mim... O que ficou meio estranho já que eu estava de bruços... Mas não importa. O que importa é a Annie.

-Annie, Annie acorda, por favor, acorda- Dizia o Poncho enquanto pegava ela e a colocava sobre o tapete fofo.

-O que... – a Annie tava acordando aos poucos, ela vez força para levantar, mas o Poncho a manteve sentada com as costas apoiadas nele- Nossa, eu sonhei que o Poncho dizia que a Fabíola vai para a viagem com a gente... Galera o que eu tô fazendo no tapete?

-Bom... É que... Ai como eu vou dizer isso- disse o Poncho coçando a cabeça.

-Ai destrava logo Poncho, o que você tem pra dizer?- disse a Annie com a cabeça pendida para trás para ver o rosto do Poncho, ele olhou pra baixo e bem, os rostos deles ficaram bem próximos e um olhando para o outro... Isso ta estranho.

-Você acha que eles vão se beijar?- perguntou o Ucker no meu ouvido, ele ainda esta em cima de mim.

-Não sei, mas se ele beijar ela, ela vai ficar com mais raiva ainda quando ele contar da Fabíola- sussurrei pra ele que riu e se ajeitou melhor em cima de mim... Eu mereço.

Annie e Poncho ficaram nessa conexão de olhares durante algum tempo quando o Chris pigarreou alto e eles se “desconectaram” e o Poncho pigarreou também para a voz sair.

-É que bom, sabe, não foi um sonho- disse o Poncho- a Fabíola vai com a gente.

-O que?- a Annie disse baixinho, baixinho até demais- O QUE? COMO ASSIM AQUELA VELHA VAI COM A GENTE NA NOSSA, REPITO, NOSSA VIAGEM DE FÉRIAS, QUAL É O PROBLEMA DELA? MELHOR... QUAL É O SEU PROBLEMA PONCHO? DIZ-ME QUAL É O SEU PROBLEMA, E POR QUE NÃO AVISOU ANTES HEIN? AIIIN EU VOU ENLOUQUECER DESSE JEITO ENLOUQUECEER, E QUER SABER DE UMA COISA? EU NÃO VOU MAIS NESSA DROGA DE VIAGEM- ela disse se levantando e indo em direção ao quarto dela, é ela ficou muito puta com isso.

-Eu vou falar com ela- disse o Poncho.

-Não Poncho eu vou, se você for ela vai ficar mais nervosa ainda- eu disse o impedindo e continuar andando com o braço que eu estendi ao lado do corpo bem onde ele estava.

-Ah você não vai não-Disse o Ucker em cima de mim.

-E você pode me dizer o por quê?- eu perguntei olhando, ou pelo menos tentando, o idiota nas minhas costas.

-Por que você é meu travesseiro a partir de agora, um travesseiro bem cheiroso e fofo apesar de pequeno- disse sussurrando no meu ouvido a ultima parte- e a May não se importa de ir, não é mesmo May?

-Claro que eu não me importo Ucker, eu ia lá de qualquer jeito mesmo, Dul eu digo para a Annie que você ta meio ocupada com o Ucker, tenho certeza que ela vai entender!- disse a May indo para o quarto.

POV MAY

-Annie, abre a porta meu anjo, sou eu a May- disse batendo na porta.

A porta se abriu lentamente e eu entrei a tempo de ver a Annie se jogando na cama e enterrando o rosto nos travesseiros. Entrei e tranquei a porta.

-Ô Annie, não chora Barbie, não chora vai- disse passando as mãos nos cabelos dela que se sentou e olhou pra mim com o rosto vermelho da cor do cabelo da Dul e com os olhos lagrimejando- Ai Annie você tem que parar de chorar você esta vermelha igual ao cabelo da Dul.

Ela soltou um riso em meio a lagrimas.

- Ai May, eu não acredito, serio eu realmente não acredito que o Poncho convidou aquela descerebrada da Fabíola para a viagem, é a NOSSA viagem May, NOSSA. E ele poderia ter no mínimo avisado com antecedência né? Mas não faz diferença, eu não vô mais mesmo- disse ela de uma vez chorando ainda mais...

-Ei Annie, você não pode desistir sua louca, você tem que ir à viagem, quem é que vai sair comigo e com a Dul pra paquerar os caras em festas que nós entramos de penetras? Quem é que vai arrastar a gente para o shopping sempre que puder? E olha se você não for vai se arrepender por não ter ido.

-Me diz por que eu vou me arrepender- ela disse já se acalmando.

-Você vai deixar de ver os italianos lindos por causa da velha da Fabíola- expliquei como se fosse óbvio.

-Ih é mesmo, quer saber? Eu vou sim nessa viagem, não vai ser a namoradinha, quero dizer, namoradona velha do Poncho que vai me impedir de ir a uma viagem perfeita, com as amigas perfeitas!

-É assim que se fala!- disse a abraçando.

POV DUL

-Ucker, por favor, me deixa ir lá, é a Annie ela ta precisando de mim- disse tentando sair do aperto do Ucker o que parecia impossível- Please, sua bunda é muito pesada e ta machucando.

-Quer dizer que a minha bunda pesa é senhorita?- ele perguntou com a voz divertida no meu ouvido.

-Sim ela pesa... Gordura pesa meu querido- eu disse tentando novamente sair de baixo dele, sem sucesso.

-Vai dar uma de Annie agora é?

-É. Agora pode, por favor, sair de cima de mim?- eu já tinha ideia da resposta, mas não custa tentar.

-Não, ta muito bom aqui- ele disse, do nada eu senti uma coisa meio estranha me cutucando- É eu acho melhor eu sair mesmo sabe, você deve estar querendo falar com a Annie, e eu preciso...

Ele não terminou de falar, apenas se levantou de cima de mim e foi correndo para o banheiro... É, acho que o Ucker Junior não morreu. Arght!

Levantei-me e fui até o quarto onde a Annie estava e bati na porta.

-Quem é?- perguntou a May lá de dentro.

-Sou eu a Dul.

A porta se abriu e eu entrei e tranquei-a.

-E ai, o que ta acontecendo aqui?- perguntei, todas as roupas da Annie que ela usa nos shows estavam espalhadas pela casa... Tinha até uma saia pendurada no ventilador do teto.

-É que a Annie pediu pra eu ajuda-la a se vestir para ir para o aeroporto- explicou a May segurando uma camiseta rosa shock.

-Ahhhhhh você vai!!!- eu disse pulando em cima da Annie.

-Yes, a velhinha não vai me impedir de ver os gatos italianos!

-Isso, mas eu acho que essa não é a melhor maneira de se vestir para ir ao aeroporto- eu disse vendo todas aquelas coisas espelhadas- A não ser que você queira que os paparazzi cheguem matando em cima de você.

-Ain, mas Dul, ai fica difícil- ela disse fazendo biquinho.

-Difícil nada- eu disse arrancando as roupas das mãos dela e da May- Vamos ao meu quarto e a gente resolve isso.

Depois de meia hora estávamos prontas. Annie com um casaco moletom cinza com um desenho de um meio coração preto escrito “Best”, uma calça jeans preta, uma sandália fechada com fivelas e salto preta, um gorro preto e uma bolsa que parece uma mochila preta que continha outras duas peças de roupa. May estava com um casaco moletom rosa pink com metade de um coração, que por mais que parecesse não era a outra metade do da Annie, uma calça jeans branca, botas sem salto de cano alto preta, gorro cinza, um óculos de sol preto, uma mochila verde que também continha duas peças de roupa. Já eu estava com um casaco moletom cinza com detalhes em laranja de capuz, mais fino que o das meninas, All Star de cano médio preto e uma mochila preta que assim como a das meninas continha mais duas peças de roupa.

-Ah Dul, você faz milagres!- disse a Annie se analisando no espelho- Você é a única que faz um moletom feio parecer uma roupa de grife.

-Ah obrigada pela parte que me toca- eu disse rindo.

-Ah, estamos lindas demais, prontas para uma viagem!- Disse a May rindo.

-Ai May, fica assim- eu disse e ela congelou. Peguei minha câmera e tirei uma foto- ficou linda.

-Mas por quê?

-É que você estava com um sorriso tão lindo que precisava de uma foto- falei mostrando a foto para ela... Tinha ficado muito linda.

-Onnw Dul- ela disse me abraçando.

-Ah eu também quero abraço- disse a Annie cruzando os braços fazendo bico.

-Annie você ta muito mimada para o meu gosto viu- disse a May- Mais vem Annie, vem.

Nós ficamos mais um tempo abraçadas.

-Acho melhor irmos, senão perdemos o avião- eu disse- mas qual de nós vai chamar qual dos meninos?

-Vamos tirara zerinho ou um- Disse Annie e eu e May olhamos para ela- Vocês tem ideia melhor?

É zerinho ou um não foi boa ideia, agora aqui estou eu de frente à porta do Ucker.

Bati algumas vezes.

-Entre- ele gritou lá de dentro- Ah é você Dul, é me desculpa por àquela hora e...

-Não tem problema não. Eu vim aqui para dizer que temos que ir se não iremos perder o avião.

-Ah sim eu já estou indo- Ele disse terminando de fechar a mala.

-E eu queria perguntar se você pode me ajudar com as minhas malas- perguntei, encostando-me ao batente da porta.

-Claro. Quantas malas você tem?- levantei quatro dedos para ele- Ah, então levo as minhas que são apenas duas para o carro e depois subo e pego as suas.

-Tudo bem, irei deixa-las no corredor!

-Ok.

-Ucker...

-Sim?- disse virando-se para mim.

-Obrigada- agradeci sem graça.

-Não ah de que!

POV ANNIE

Arght. Eu nunca, nunca mais jogo zerinho ou um.

Bati na porta algumas vezes até que ela se abrisse revelasse a ultima pessoa que eu queria ver no momento.

-Oh, Annie- ele disse surpreso- Achei que seria a última pessoa a vir aqui.

-Olha senhor Herrera, eu vim aqui somente para dizer que temos que ir se não perderemos o nosso avião- eu disse firme olhando-o friamente- Sinta-se avisado.

Dei as costas e ele, quando ia dar um passo ele segurou meu pulso e lá estava a famosa corrente elétrica que fazia com que aparecessem as malditas borboletas no estomago.

-Ei Annie, por favor, não me chame de senhor Herrera, me sinto velho!- disse ainda segurando meu pulso.

-Como quiser Alfonso.

-Ah como é teimosa- disse passando uma mão no cabelo- A May me disse que você resolveu ir à viagem. Quer ajuda com as malas?

-Sim eu quero, mas posso muito bem pedir para o Chris me ajudar.

-Deixa que eu as levo... Fica como um pedido de desculpas.

-Como quiser- disse soltando meu pulso e virando-me de costas para ele quando minha consciência pesou. Ele estava lá todo fofo tentando pedir desculpa e eu aqui cabeça dura. Ele não tem culpa de que a namoradinha dele seja uma estúpida...

-Poncho- chamei-o quando ele ia fechar a porta. Ele abriu-a de uma vez e olhou pra mim- Desculpa por ser uma histérica e obrigada por me ajudar com as malas.

-Ô Annie, a culpa foi minha, deveria ter avisado antes e as malas, não foi nada- ele disse abrindo os braços. Corri de encontro a ele rumo ao melhor abraço do mundo.

Sem me soltar ele olhou no relógio no seu pulso.

-É temos que ir, irei pegar suas malas- disse me soltando e todo o meu corpo reclamou pela distância.

-Mas e as suas?

-Eu já levei lá para baixo- disse sorrindo e indo até o meu quarto pegar as malas.

POV CHRIS

Eu estava tentando fechar a mala desesperado, não entendia por que não fechava, eu sempre uso essa mala- acho bonitinha do Barney- e nunca deu problema. Se bem que quem faz a minha mala são as meninas. Elas dizem que tem medo que eu carregue alguma coisa perigosa nas viagens... Mas a culpa não foi minha se o Floquinho meu camaleão de estimação queria ir à viagem também.

Ouvi algumas batidas de leve na porta. Já até sabia quem era.

-Hey May, o que faz aqui?- perguntei dando espaço para ela entrar.

-Bom, eu estou hospedada aqui- olhei para ela com um olhar de falsa seriedade- Ok, eu vim aqui para te avisar que a gente tem que sair. Chris o que é isso?- disse apontando para a minha mala.

-Minha mala, só que ela não quer fechar May, o que eu faço?

-Dobrar as roupas pra inicio de conversa.

POV MAY

As roupas do Chris estavam todas jogadas amarrotadas dentro da mala.

-Ai Chris isso tá uma bagunça- disse tirando tudo lá de dentro e tentando arrumá-las- Chris pega as suas calças e faz assim ó- disse mostrando para ele o jeito de se dobrar a calça.

-Ah May, isso é chato!

-O Horácio já esta limpinho esperando por você, se você não dobrar eu não devolvo- disse olhando para ele que quando ouviu o que eu disse começou a dobrar as calças rapidamente- Isso Chris, é assim que a tia May gosta!

-Pronto! Todas dobradas- disse me passando as calças, coloquei-as dentro da mala.

-Agora dobre as camisas assim- ensinei.

Depois de 2 minutos

-Pronto- ele disse me passando as camisas. Ajeitei mais algumas das suas coisas na mala, arrumei a gaiola do Floquinho e entreguei a mala e a gaiola para ele.

-Prontinho! Chris me ajuda com as minhas malas?

-Claro, eu vou deixar o Floquinho com o porteiro para ele cuidar e volto para pegá-las.

-Obrigada Chris!

-De nada Morena!- ri do apelido que ele me deu quando nos conhecemos.

POV DUL

Estávamos todos no saguão do hotel esperando o Chris que tinha dito que precisava ir ao banheiro com urgência.

-UCKEER- disse uma Daniela abraçando o Ucker. Meu sangue ferveu. Não que eu goste dele ou esteja com ciúmes, não mesmo, mas eu não gosto da ideia de pagar de corna.

-Eh... Oi Daniela- disse sem saber o que fazer.

-Ô garota não ta na hora de se vestir não?- disse apontando para ela, que estava com um short curtíssimo azul de pijama com uma blusa branca quase transparente que mostrava praticamente tudo.

-Ah, não gostou? Que pena, mas eu não gosto de ser a outra então eu já desisti do seu namoradinho- ela disse se afastando do Ucker- Oi Poncho, como vai- ela disse passando a mão pelo peito e abdômen do Poncho, nessa hora a Fabíola apareceu. Ih barraco... A-D-O-R-O.

-O que a senhorita pensa que esta fazendo perto do MEU namorado?- disse Fabíola frisando bem o “meu”. Isso vai ser bom.

-Seu namorado? Com a sua idade você deveria namorar uma múmia não acha?- disse Daniela debochada. Será que dá tempo de pegar pipoca?

-Olha aqui garota... - disse Fabíola sem concluir a frase já que a Daniela meteu um tapa digno de novela das oito na cara da Fabíola. Bagaça 1 X 0 Velhinha. Ahhh me sinto vendo aquelas lutas da TV, só que ao vivo e eu tô torcendo para que as duas percam.

-A garota tem nome. Velha rabugenta- disse Daniela com escarnio.

-Como quiser- disse Fabíola e deu um soco na cara da Daniela que caiu no chão com o nariz sangrando. Bagaça 1 X 1 Velhinha. O Poncho já queria separar, mas o Chris o impedia o imobilizando.

-Olha aqui...

-CHEGAAAAAA- gritou o Poncho quando conseguiu se desvencilhar do Chris e estava vermelho de raiva. Todos paramos, a May que filmava a briga abaixou a câmara, não sem salvar antes, a Annie que estava pulando feito louca e rindo ficou quieta o Ucker que estava com cara de babaca continua com cara de babaca olhando para a bunda quase toda exposta da Daniela. Cachorro- TODO MUNDO PARA O CARRO AGORAA.

Não foi preciso dizer duas vezes, todos nós- menos a Bagaça- corremos para a mini van que estava estacionada em frente ao hotel, nos sentamos e ficamos calados olhando para baixo como crianças que tinham aprontado ao ficarem sozinhas em casa.

Eu me sentei na janela com a Annie e o Ucker na outra janela. Na frente estavam a May e o Chris e a Fabíola e o Poncho nos primeiros bancos.

Permanecemos em silencio ate que a May jogou uma coisa na minha cabeça, era uma peruca. Ela fez o mesmo com a Annie. Nós usamos perucas para não sermos reconhecidos. A minha era preta lisa escorrida até o meio das costas, a da Annie era castanha escura com mechas azuis enrolada até a cintura e a da May era castanha clara ondulada artificialmente um palmo a baixo do ombro, todas elas de cabelo natural.

Eu e a Annie fizemos um coque colocamos a toquinha bege e depois a peruca, no movimento de jogar a cabeça para frente e voltar a Annie bateu o cotovelo no rosto do Ucker.

-Ai Ucker desculpa- disse passando a mão na bochecha do Ucker que estava ficando roxa por sua pele ser muito branca.

-Tudo bem Annie- disse com dificuldade.

E eu simplesmente ri. Eu realmente não deveria ter feito isso, ela olhou pra mim com aquele olhar maligno... Me fudi.

-Chris- chamou a Annie e ele olhou para ela- afasta para o lado que eu vou sentar-me com vocês.

-Claro- ele afastou para o lado e ela passou por cima do banco e se ajeitou no banco da frente.

Terminei de arrumar a peruca e relaxei no banco.

-Dul- o Ucker sussurrou e eu olhei para ele- Tá vermelho aqui?- apontando para o rosto onde a Annie tinha batido o cotovelo.

-Oh meu Deus Ucker- disse analisando a bochecha dele-Esta roxa.

-Ah merda- cheguei mais perto e sentei de frente para o encosto do assento da Annie colocando a mão sobre o machucado dele- Aiii.

-Desculpa- disse, peguei uma gaze dentro da minha bolsa, eu sempre carrego esse tipo de coisa para emergências- se doer me fala- ele assentiu. Passei a gaze com cuidado com uma pomada para inchaço- Aiii –eu disse quando o motorista deu uma freada e eu ia cair se o Ucker não tivesse me segurado.

-Cuidado!- gritou o Ucker para o motorista- você ta bem?- apenas assenti com o coração acelerado.

-Tô, só espera eu me acalmar- ele apenas acenou com a cabeça e me puxou para o colo dele. Fiquei sentada nas coxas dele com uma perna de cada lado.

-É pra você não correr o risco de cair de novo- disse com um sorriso torto, não tive como não sorrir de volta.

Eu não disse nada, apenas continuei passando a gaze no machucado fazendo massagem de leve para a pomada fazer efeito, depois de um tempo quando o inchaço estava passando eu parei de passar a gaze e percebi que ele estava com os olhos fechados. Inclinei-me e dei um beijo sobre o machucado, guardei as coisas na minha bolsa joguei a gaze em um saquinho de lixo, fiquei um tempo olhando para o Ucker e deitei minha cabeça na curvatura de seu pescoço e relaxei, ainda ia demorar muito para chegar ao aeroporto.

---------------X---------------

Acordei com um movimento estranho. Abri os olhos devagar para que eles se acostumassem com a claridade e percebi uma coisa meio estranha... Eu estava no colo de alguém, olhei ao longo das costas da pessoa e pela protuberância acentuada na região das nádegas e pelo perfume inebriante eu já sabia quem era.

-A bela adormecida acordou foi?- disse Ucker no meu ouvido.

-Unfht- resmunguei e me aconcheguei mais no seu colo.

-Tudo bem, se quer dormir durma- disse ele próximo ao meu ouvido- você fica menos chato assim.

-E você fica mais bonito calado- rebati.

-Oh me desculpe Roberta Pardo- rimos já que essa era uma das frases da Roberta.

Permaneci com os olhos fechados e no colo do Ucker... Tava bom. Ainda mais que eu não precisava me esforçar para manter minhas pernas ao redor da cintura dele já que eu as mantinha apoiadas na bunda exagerada dele.

-Dul, chegamos ao avião- disse o Ucker após um tempo.

-Ah não- Resmunguei.

-Ei calma, vai trocar de roupa, ponha uma mais confortável e volta pra cá... Meu colo vai continuar aqui- disse no meu ouvido.

-Rola uma carona até onde a May e a Annie estão? Elas estão com a minha bolsa- disse com a voz rouca de sono.

-Claro- ele me carregou mais um pouco e me deixou ao lado da Annie e depois se sentou em uma das ultimas poltronas. Essa é a parte boa de sermos ricos e termos condições de alugar um avião só para nós.

-Uii o colo tava bom Dul?- perguntou a Annie rindo.

-Nem imagina o quanto- soltei sem pensar.

-Ah safadinha- disse dando uma cotovelada de leve no meu braço.

-Mantenha esse cotovelo a uma distância segura de mim.

-Ah não seja má!- disse fazendo biquinho.

-Ô Annie não fica assim não- Disse abraçando ela de lado- Já se trocaram- falei olhando para as duas. A May estava com uma blusa amarela mostarda, short vermelho quase marrom, sandália rasteirinha simples, com um Ipad na mão, fones de ouvido. Já a Annie estava com uma camiseta verde clara vibrante, short branco- que por um acaso do destino era meu- um All Star vermelho, Headphone rosa e branco e uma câmera na mão- Annie para que essa câmera?

-Não quero perder nenhum detalhe, e se você quer saber eu tirei uma foto de você e do Ucker- ela explicou me mostrando uma foto, o Ucker estava sentado em uma das cadeiras cinza sem graça do aeroporto e eu estava sentada no colo dele com uma perna de cada lado uma das mãos dele- que era a esquerda que foi o lado que a Annie tirou para ver meu rosto que estava apoiado no ombro direito dele- estava na minha coxa de segurando e a outra no meu cabelo, foi ai que eu percebi que estava sem a peruca, mas isso não tem importância. Não tem importância por que o que me surpreendeu foi que ele estava beijando a minha cabeça. É realmente uma foto linda.

-Uau- foi a única coisa que eu consegui dizer, quando saí do transe eu não falei nada apenas fui em direção ao banheiro e troquei de roupa.

Coloquei um short curto- um pouco mais curto que o da Bagaça- uma regata preta, uma sapatilha preta com um detalhe na frente, um boné aba reta e um Ipad com um Headphone preto de tachinhas na mão.

Quando saí do banheiro a Annie estava dormindo deitada encostada em um travesseiro de costas para a janela. O Poncho estava serio olhando para o celular enquanto a Fabíola tentava chamar sua atenção. A May tava ouvindo música olhando pela janela. Peguei rapidamente a maquina das mãos da Annie sem que ela acordasse e tirei fotos dela e da May e devolvi a câmera. Já o Chris estava paquerando uma aeromoça que ria. 

Foi quando eu vi o Ucker. Sentado na ultima fileira na janela, ele estava de óculos escuros ele os tirou olhou para mim sorriu- um sorriso que não teve como não retribuir- e me chamou com o dedo. E eu bom, eu sou uma fraca e fui né. Ele estava de pernas cruzadas feito de índio.

-Eu disse que meu colo continuaria aqui- me sentou no colo dele de lado. De costas para a janela- você ficou muito fofa com esse boné- eu corei vergonhosamente- Uau, Dulce Maria, a garota que teve mais namorados que eu possa contar. Que me beijou muuitas vezes durante a novela e os shows, esta corada!

-Para- disse dando um tapa no ombro dele- Eu não tive tantos namorados assim.

-Teve sim.

-Não tive não.

-Teve sim.

-Não

-Sim.

-Chato.

-Boba.

-Idiota.

-Pirralha.

-Bundudo.

-Irritante.

-Retardado.

-Linda.

Com essa eu tive que parar. Sei que ele já tinha me elogiado antes, mas foi diferente, não sei explicar direito, mas foi como seu acendesse algo dentro de mim.

Ele foi chegando perto, cada vez mais perto, tirou o meu boné e encostou sua testa na minha, estávamos tão perto que eu conseguia sentir sua respiração contra o meu rosto.

-Não deveria fazer isso- ele sussurrou.

-Fazer o que?- sussurrei de volta confusa.

-Usar um short minúsculo desse jeito- falou subindo a mão que estava apoiada em meu joelho até o limite entre minha coxa e minha bunda.

Foi ai que aconteceu. Ele finalmente colou sua boca à minha, sua mão que estava em mmnhas costas subiu para a minha nuca me puxando mais para ele. Levai minhas mão ao seu cabelo e emaranhei meu dedos em seus cachinhos. Ela um beijo calmo, ele pediu passagem com a língua e eu cedi, sua língua escorregou para dentro da minha boca devastando-a como se quisesse decorar cada pedacinho dela, eu fiz o mesmo e o contato entre nossas línguas fez com que meu corpo inteiro se arrepiasse, o beijo ia ficando cada vez mais urgente.

Separamo-nos quando o ar se fez necessário, encostei minha testa à dele enquanto tentávamos normalizar as nossas respirações.

-Uau- dissemos ao mesmo tempo e acabamos por rir.

Encostei meu nariz em sua bochecha já me acalmando.

-Deveríamos ter feito isso antes- ele disse. Por mais que já tenhamos nos beijado muitas vezes nenhum deles foi de língua, foram sempre beijos técnicos.

-Com certeza- respondi. Ficamos mais um tempo assim. Eu acariciando seus cabelos enquanto a outra mão eu mantinha apoiada em seu ombro e ele acariciava meus cabelos e segurava minha cintura. E meu rosto continuava encostado no seu.

-Onnwti- gritou alguém e logo depois foi cegada por um flash- Ah merda o flash ta ligado, não se movam- era a Annie- Pronto... Vocês ficam tão bonitinhos assim juntinhos.

Não respondi apenas me afastei do Ucker e olhei para ela com os olhos semicerrados.

-Ah tá, já entendi- ela disse levantando as mãos em sinal de rendição- Fui.

Virei-me novamente para o Ucker e encostei meu nariz no dele em um beijinho de esquimó e ele soltou uma gargalhada tão gostosa.

Passamos um bom tempo assim, nos beijando em carícias sem malicia alguma ate que...

-AHHHHHHHHHHHHHH

(Continua)


Notas Finais




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