História La guerre pour toi - Capítulo 2


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), Elsa, Emma Swan, Henry Mills, Regina Mills (Rainha Malvada), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Drama, Emma Swan, Guerra, Once Upon A Time, Regina Mills, Romance, Swan Queen, Swanqueen
Exibições 144
Palavras 2.173
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi!
Voltei rapidinho, eu precisava apresentar a outra metade dessa história! O próximo vai demorar um pouco mais, então aproveitem! =D

Ainda estou com a fic "Conecte-me" rolando, confiram lá que daqui a pouco tb será atualizada.
O grupo no Whats tb tá rolando, quem quiser participar é só mandar o nº e eu add! Serão muito bem vidas!

Agradeço o retorno positivo que o primeiro capítulo teve! Vocês são sensacionais! Obrigada por cada comentário carinhoso seja aqui, no Nyah e no Tweeter!!!

Boa leitura

Capítulo 2 - Uma judia no meu caminho


O jantar poderia ser mais agradável. Eu insistia na conversa com a senhora ao meu lado, mas ela nem disse o seu nome e eu mal podia lançar qualquer pergunta para sua filha, já que ela interessava-se em conversar sobre cinema com o cavalheiro do outro lado. Uma das poucas vezes que fiquei constrangida por não conseguir falar com as pessoas ao meu redor. Foi quando o major apertou levemente a minha mão e lançou-me um olhar inquisidor inclinando-se ao falar baixo ao meu ouvido.

— Já é hora de fazer seu trabalho, Swan.

Levantei-me sorrindo constrangida, mais ainda por atrair a atenção de todos naquela mesa, inclusive da morena que deixara de ser o centro da minha atenção naquele exato instante. Caminhei calmamente pelo salão e ouvia os sussurros das conversas nas demais mesas, tentava perceber um rosto suspeito ou algum olhar condenável, mas nada além de sorrisos, bebidas e garfos tilintando nos pratos. Fui direto ao banheiro para ganhar tempo e despistar minha saída do salão. Eu deveria subir até os quartos e começar a "pesquisar".

Ninguém dentro do banheiro. Olhei-me no espelho por um tempo. Pensava sobre minha presença naquele lugar. Repassei todas as etapas do plano que deveria executar naquela noite. Apenas invadir alguns quartos e buscar papeis, nada demais. Tomei fôlego e sai daquele cômodo observando atentamente o movimento dos garçons. Atravessei o corredor e subi as escadas rapidamente. O hotel não era muito grande e não foi tão difícil encontrar os quartos certos para começar a minha busca. Os mais luxuosos primeiro. Consegui passar por quase todo um corredor inteiro de apartamentos até que cheguei à metade do quarto andar. Então, depois de sair do segundo daquele corredor, entrei no lugar premiado. No armário havia uma maleta que não estava trancada. Quem quer que fosse não se preocupou com a organização e pude encontrar algo valioso dentro daquelas pastas. Apanhei a caderneta que levava na carteira e pus-me a copiar tudo que achava importante - eu era extremamente rápida fazendo aquilo - usava códigos que só eu saberia decifrar, assim não correria o risco de cair em outras mãos e ser descoberta. Tão logo executei minha tarefa, deixei o quarto como havia encontrado e corri pelos corredores - o vestido longo atrapalhou um pouco minha desenvoltura, mas nada que não pudesse contornar.

Quando dei por mim já estava novamente dentro do banheiro do salão de festas. Novamente olhei-me no espelho. Estava vermelha. Abri a torneira e molhei a nuca e depois as bochechas. Encarei-me no espelho e sorri. Primeira parte da missão concluída com sucesso! Agora era só voltar para o salão e continuar o jantar, que já deveria estar no fim, ao lado do major com uma desculpa convincente para a minha ausência. Nada demais.

É, nada demais. A não ser aquela morena entrando no banheiro. Sim, ela estava ali olhando-me diretamente e com um sorriso abusivo. De repente ela girou a mão que continuava no trinco da porta e a trancou. Meu coração deu um salto e agitou-se dentro do meu peito como se eu tivesse sido descoberta. Espalmei as mãos no balcão de costas para o espelho. Meu rosto queimava e não pude controlar a respiração descompassada. Ela apenas sorriu mais um pouco.

— Está nervosa? - eu queria responder àquela pergunta com um pouco de dignidade, mas meus olhos dançaram nas órbitas procurando as palavras dentro da minha cabeça.

— E-Eu... O que está fazendo aqui?... Quer dizer... - logo perguntei-me quando me tornara uma completa imbecil diante de uma mulher. Ela não mostrava qualquer sinal de hesitação ao contrário de mim que parecia uma menina pega de surpresa em uma situação suspeita.

— Por que está tão nervosa?

Ela deu um passo. Ela se moveu em minha direção! Eu comecei a tremer e sem saber o motivo exato para tanto desespero, mas ela continuou caminhando até onde eu estava. Eu já estava quase derretendo por aquela pia e fugindo pelo ralo. Encostei-me no balcão e ela se aproximou mais. Por fim, estava tão próxima que senti seu cheiro delicado infiltrando pelas minhas narinas. Que mulher linda!

— Você trancou a porta. - eu apontei fazendo com que ela olhasse com desdém.

— Não se preocupe. Se eu conheço bem esses jantares, vai demorar até que alguma senhora queira deixar seu marido solto pelo salão com tantas prostitutas de luxo acompanhando alguns homens.

Então era isso? Ela estava convicta que eu era uma prostituta acompanhando o major, ou melhor, meu suposto irmão. Pisquei algumas vezes e bem rápido assimilando o que acabara de ouvir, tentando elaborar uma resposta e dessa vez meus sentidos não falhariam.

— Está enganada ao meu respeito, senhorita. Aquele rapaz que está naquela mesa é meu irmão. - ela colocou os braços em volta do meu corpo apoiando-se no balcão deixando-me completamente cercada. Acompanhei o movimento com os olhos de modo que, quando abaixei um pouco a minha cabeça, senti seu hálito mais próximo. Quente e ofegante. Uma predadora a ponto de devorar a presa.

— Eu não quis insinuar isso, senhorita. - as palavras que rolaram de sua boca foram cair bem nos meus lábios. Um beijo urgente, roubado da maneira mais indelicada e deliciosa. Sua língua buscou a minha com sofreguidão enquanto suas mãos deixaram o balcão para apertar-me a cintura. Puxou-me de uma vez fazendo com que eu sentisse o calor de seu corpo. O casaco que cobria-lhe os ombros foi ao chão e pude contemplar o colo e o contorno bem feito de seus seios, um decote recatado, porém, convidativo.

Segurei seu rosto entre as minhas mãos. Correspondi à intensidade daquele beijo e girei nossos corpos fazendo com que ela ficasse encostada no balcão. Soltamos nossas bocas por um momento e ela sorriu jogando a cabeça para trás - avancei pelo seu pescoço desferindo mordiscadas até chegar à margem daquele decote estupidamente tentador. As mãos daquela mulher eram ágeis e corriam pelo meu corpo de tal maneira que meus arrepios podiam ser sentidos por nós duas.

Sem tirar minha atenção do decote levei as mãos até a barra do seu vestido e fui subindo lentamente até que consegui sentir o roçar de suas coxas descobertas entre as minhas pernas. Ela deixara de sorrir e olhava-me com desejo, assim foi lentamente retirando as alças de seu vestido, encolheu os ombros mostrando com vagar o que eu ansiava em ver e tocar. Seus seios ali convidando-me a abocanhá-los, o que fiz sem cerimônia alguma. Enquanto deliciava-me a sugar aquele belo par de seios, ela teve um pouco mais de dificuldade em levantar o meu próprio vestido. Não me detive em ajudá-la, estava ocupada, minha língua circulava o mamilo de um dos seios ao mesmo tempo que meus dedos tateavam o meio de suas pernas. A anágua fina de seda contrastava com o veludo de sua pele. Tecido frio na pele quente. Encaixei meus dedos entre suas pernas tocando seu sexo levemente por sobre o tecido da calcinha - a senti úmida e ouvi um gemido cálido brotar de seus lábios.

Endireitei o corpo e olhei-a diretamente nos olhos. Os castanhos mais arrebatadores e famigerados que dilaceravam-me apenas com seu brilho. Sem cortar aquele contato, afastei a calcinha e brinquei com seu clitóris - ela sorriu, fechou os olhos e sussurrou com a voz rouca e trêmula.

— Leve-me ao seu paraíso... - acostumada a receber ordens e cumpri-las à risca, eu obedeci cada palavra e gesto daquela morena enlouquecida de tesão. Penetrei-lhe dois dedos e comecei um ritmo vagaroso entrando e saindo com facilidade, pois ela estava completamente excitada e molhada. Continuava a olhar seu rosto que resplandecia a beleza francesa na mais sublime de suas nuances - o prazer despudorado.

Ela mordeu o lábio inferior e agarrou meus cabelos puxando-me para um beijo mergulhado em desejo. Eu aumentava o ritmo das estocadas e ela correspondia com um rebolado ora tímido ora agressivo. Não me contive, fui agachando sem tirar meus dedos dela e levei minha boca onde queria provar - seu mel adocicado estava ali esperando que eu o devorasse. A morena segurou forte no balcão e senti seu corpo amolecer por um segundo como se fosse cair, então firmei a mão livre na sua coxa e agarrei-me à ela. Seu rebolado agora soltava-se da timidez e sintonizava-se com o ritmo da minha mão. Levei o terceiro dedo para dentro daquela mulher fabulosa, ouvi seu gemido mais alto e a respiração desordenada. Seu corpo estremeceu e no segundo seguinte retesou explodindo em um gozo surreal. Cravou as mãos em meus ombros, arfava satisfeita suspirando e gemendo ao mesmo tempo em que esboçava um riso debochado.

Permaneci agachada diante daquela deusa morena que eu nem sabia o nome. Olhei para o alto observando seu rosto enrubescido com o olhar opaco. Um suspiro mais longo e ela puxou-me para cima enlaçando seus braços em minha cintura. Selou minha boca na dela, correu a língua pelos meus lábios finos sentindo seu próprio gosto e depois abraçou-me ternamente.

— Quem é você? - minha pergunta era tão subjetiva. Não queria saber só seu nome, queria saber de que mundo ela teria vindo, impossível ser desse onde estávamos. Aquela mulher não parecia real. Veio como um vendaval e retirou-me toda a rigidez que demonstrava até o momento em que entrei naquele banheiro.

— Eu sou uma francesa que encantou-se por uma alemã. - sua risada era mais debochada - Qual o seu nome, linda loira de olhos verdes?

— Emma. E o seu?

— Regina.

Tornei a beijá-la. Afastamos nossos corpos por mais que não quisesse, virei-me para o espelho, refiz meu penteado como pude, retoquei o batom, sob os olhos daquela ilusão feminina. Logo senti-me pronta para encarar as outras pessoas, deixei a francesa recompondo-se. Sai imediatamente regressando para a mesa do jantar. A senhora sisuda não estava mais ali e nem seu marido. Apenas o major com outro homem que não havia visto mais cedo. Os dois experimentavam a sobremesa - tarte citron ou simplesmente torta de limão. Sentei-me sentindo os olhos dos homens sobre mim. Sorri e logo o garçom veio servindo-me aquela iguaria - não tão saborosa quanto a que degustei minutos antes dentro daquele banheiro.

Afinal onde ela estaria? Corri os olhos pelo salão e lá estava Regina - com uma taça de vinho em uma das mãos sorrindo para um grupo de pessoas que juntavam-se a seus pais do outro lado do salão. Continuei a observá-la até que seus olhos encontraram os meus. Recebi um sorriso iluminado e ela levantou sua taça repetindo o mesmo gesto, o primeiro gesto que nos apresentou.

— Algo de errado, Swan?

— Não, major. Está tudo sob controle! - exclamei lançando-lhe um sorriso enigmático. Ele compreendeu e devolveu-me o agrado.

— Podemos ir embora. Eu não quero ficar nem mais um minuto no meio de tantos judeus!

Aquela frase arremessou-me à realidade. "Emma, você está no meio da Segunda Guerra Mundial!" Repeti para mim mesma enquanto despedia-me dos homens que nos receberam no início do jantar. Por uma última vez tornei-me para observar o salão e, quem sabe, ainda ver Regina, mas ela não estava mais ao alcance de meus olhos. O gosto daquela mulher ainda estava na minha boca e seu cheiro impregnado em mim.

O major colocou seu casaco sobre meus ombros e saímos do hotel rapidamente. Lá fora um carro da Gestapo nos esperava. Voltamos para o n.° 74 da Avenida Foch, onde meu pai e o general nos aguardavam. Durante todo o percurso mantive meus olhos para fora do veículo fitando as ruas de Paris - pensava em Regina - suspirei e tomei coragem para perguntar ao major quem eram aquelas pessoas que participaram do jantar à nossa mesa. A resposta que ouvi fez meus olhos marejarem e, não fosse a penumbra do carro, ele perceberia o rubor do meu rosto queimando em desespero.

— São judeus. Todos eles. Você estava sentada ao lado de Cora Mills, esposa de Henry, aquele velho molenga que falava sobre produção de armas... - o major ia relatando tudo de forma displicente e com repulsa em seu tom ao pronunciar "judeus" - Eu tenho comigo que a situação cordial com esses empresários não demorará a sofrer uma reviravolta. - nesse momento eu senti aquele arrepio gelado pela espinha e enrijeci meus músculos para não demonstrar meu espanto e ele prosseguiu - O Führer logo dará ordem para que nosso exército coloque fim nas indústrias de Paris, esses franceses não terão futuro, minha querida! - ele sorriu e não fez questão de interromper seu discurso assustador - Creio que esse possa ter sido o último jantar farto dessas pessoas... Assim que você se infiltrar entre a resistência, vamos começar uma caçada os judeus dessa cidade... E não preciso dizer quem buscaremos em primeiro lugar, não é mesmo?! - olhou-me de forma fria e sorriu novamente.

Eu passei o restante do caminho em absoluto silêncio. O major também se calou. Crescia dentro de mim a urgência de ver aquela mulher novamente. Antes que todos os absurdos narrados pelo major se concretizassem, eu precisava ver Regina mais uma vez.


Notas Finais


Até o próximo! Bjusss


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