História La Mafia - Amor y Intrigas - Capítulo 8


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Categorias A Madrasta, La Madrasta
Personagens Personagens Originais
Tags Ação, Novela, Pareja Tekila, Romance
Exibições 22
Palavras 1.715
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 8 - Verdades Do Passado


   Héctor e Eliza já estavam rodando por algum tempo, então ela resolve sondar um pouco mais essa história de máfia.

   - Você conhece aquele homem que queria me matar? - ela pergunta.

   - O nome dele era Cortez. Era um matador profissional. - disse Héctor.

   - Isso quer dizer que o que ele me falou estava certo. - disse Eliza. - Tem mesmo alguém querendo me ver morta.

   - Como eu disse, seu pai tem muitos inimigos. Não me admiraria se alguém tivesse descoberto sobre você e agora, só pra atingir seu pai, quisessem te matar.

   - Então é assim que a máfia resolve as coisas?… Metendo uma bala na cabeça dos outros. - disse Eliza. - Dá pra entender porque minha mãe deixou esse homem.

   - Seu pai é diferente, acredite. - disse Héctor.

   - Difícil de acreditar…. - disse Eliza. - Mas, mudando de assunto, você me disse que eu tenho irmãos, certo?

   - Sim. Demétrio e Sophia. São filhos do seu pai com a senhora Malvina. - disse Héctor.

   - E como eles são?

   - Quer um conselho?… Fique longe deles.

   - Credo! - espanta-se Eliza. - Por quê?

   - Acredite em mim, o único que presta naquela casa é o seu pai, Don Frederico. Enquanto estiver lá, fique de olhos bem abertos. Não confie em ninguém que não seja seu pai.

   - E em você, Héctor?… Eu posso confiar?

   Héctor estranha um pouco a pergunta. Eliza continua.

   - Afinal, você parece que sabe muito sobre todo mundo, e até mesmo sobre mim. Mas eu não sei nada sobre você.

   - Não há nada de interessante pra saber sobre mim. - disse ele desconversando.

   - Eu duvido, Héctor. - disse Eliza o fitando.

   ***

   Em Cancun.

   Sophia estava no quarto de sua mãe. As duas conversavam.

   - A senhora não terminou de me contar, mamãe.

   - O que, filha?

   - Sobre como se livrou da sua rival no passado. Como a afastou do papai?

   - Ah, filha. Foi mais simples do que pensa. Ela e eu éramos amigas. As melhores, por sinal. Porém, ela se apaixonou pelo homem que devia ser meu, ou seja, seu pai. - disse Malvina.

   - Sério?! - disse Sophia.

   - Sim. E para piorar a situação, seu pai também era apaixonado por ela. Mas eu dei im jeito.

   - E o que a senhora fez? - perguntou Sophia.

   - Seu pai sempre quis fazer segredo sobre o que ele fazia pra viver. Temia perdê-la se ela soubesse. Então,  simplesmente, contei a ela que seu pai era um gângster.

   - E ela se afastou dele por isso?!

   - Nem eu pensei que esse plano fosse dar certo, já que os dois pareciam se amar muito. Entretanto,… Dolores sempre foi muito certinha. - disse Malvina.

   - Talvez ela não gostasse dele tanto assim. - disse Sophia.

   De repente, elas escutam a porta bater e Don Frederico adentra o quarto. Tinha algo diferente nos olhos. Raiva, indignação, fúria.

   - Dolores me amava mais que tudo, Sophia!

   - Papai?!

   - Frederico?! - disse Malvina pálida.

   - Então foi você, não foi Malvina?! - exclamou Frederico. - Você quem contou à Dolores e a fez se afastar de mim!

   Don Frederico tinha cólera em seus olhos.

   - Sophia, sai. - ordena ele.

   - Mas, papai…

   - Agora! - disse ele se alterando.

   Sophia sai do quarto, enquanto Malvina tentava aparentar calma. Mas até ela estava assustada com o comportamento de Don Frederico.

   - Eu lhe fiz uma pergunta, Malvina. - disse Frederico. - Aquilo que eu escutei é verdade? Foi você a responsável por Dolores se afastar de mim?

   - Frederico, você não pode se exaltar. Lembre-se que está doente.

   - Pro inferno com essa doença! Responda! - grita ele.

   - Quer saber?… É, fui eu sim. O que acha que vai fazer? - disse Malvina em um tom desafiador.

   Porém, ela sente seu rosto arder com a bofetada que acabara de receber de Don Frederico.

   - Como se atreveu, Frederico?! - ela grita de ódio.

   - Sua víbora traiçoeira! Isso ainda é pouco perto do que você merece! - disse ele. - Você, com suas intrigas, destruiu a minha vida!… Por quê, Malvina?! Por dinheiro, é isso?!

   - Claro que não! Eu fiz isso por amor! Por amor à você! - disse ela.

   - Traiu sua melhor amiga, me separou da mulher que eu amava, e agora tem coragem de dizer que fez tudo isso por amor?!

   - Eu estava apaixonada por você!… Eu sempre te amei, Frederico! - disse ela querendo se aproximar dele, mas ele se afastou. - Eu fiquei do seu lado, enquanto a Dolores te deixou! Mesmo eu sabendo o que você fazia, eu fiquei!

   - Claro que ficou! Porque não tem caráter!… Por isso eu amava à Dolores. Ela era completamente diferente, era honesta, íntegra. Por ela eu teria deixado essa vida de gângster pra sempre! - disse Frederico.

   - Dolores era uma "mosca morta" sem ambição alguma! - exclamou Malvina.

   Ela leva outro tabefe de Frederico.

   - Você não abra a sua boca pra falar mal da Dolores, ou eu torço seu pescoço! - esbraveja Frederico. - Ela era muito melhor que você, em todos os sentidos!

  - Você vai me pagar por essa humilhação, Frederico! Eu juro!

   Don Frederico não conversa mais. Vai até o closet de Malvina e começa a pegar todas as coisas dela e jogar pela janela.

   - O que está fazendo?! Enlouqueceu?!… Essas roupas são caras! - disse ela tentando impedi-lo.

   - Eu sei. Paguei por todas elas.

   - Não pode fazer isso! - disse Malvina ficando na frente dele.

   - Saia da frente, ou eu juro por Deus, que vou esquecer que você é a mãe dos nossos filhos, e vou te atirar por essa janela! - disse ele a mirando no fundo dos olhos.

   Malvina acha melhor não desafiar a fúria de Don Frederico. Afinal, ela sabia do que homens como ele eram capazes quando zangados.
   Ele jogava tudo. Roupas, sapatos, jóias. Não queria mais nada que fosse de Malvina em sua casa. Como ele mesmo disse, ele só não jogou a própria Malvina, por ela ser mãe de dois dos seus três filhos. O que não quer dizer que ela não teria o seu castigo.

   - Vem! - disse ele puxando-a.

   - O que vai fazer?!

   Frederico praticamente arrastou Malvina pela casa até que chegassem do lado de fora.

   - Estão aí! - disse ele a jogando no chão, perto de suas roupas. - Pegue tudo o que é seu, coloque na mala e suma!… E qualquer um que eu pegar ajudando ela, vai levar um tiro! Será que e fui bem claro?! - disse ele se referindo aos seguranças que somente observavam.

   - Frederico, não pode fazer isso! Não pode me colocar pra fora da minha casa! Eu sou sua esposa! - dizia Malvina.

  - Essa é a minha casa e você não é mais a minha esposa! - disse ele.

   Sophia vai correndo em auxílio à sua mãe.

   - Mas o que o senhor está fazendo, papai?! Ficou maluco?!

   - Maluco eu estava quando me casei com essa infeliz que deu a luz a você e ao seu irmão! - exclamou Frederico. - Mas esse é um erro que eu vou corrigir. Eu já disse, Malvina. Pegue os seus trapos e suma daqui!

   - Não pode expulsar minha mãe de casa! Se fizer isso, eu irei com ela! - disse Sophia.

   - Sinta-se à vontade, minha filha. Ela é a sua mãe. Nada mais justo que vocês ficarem juntas, não?

   Sophia não esperava por essa. E agora?… Abriria mão dos luxos e iria com sua mãe?… É lógico que não.

   - Mãe, eu…

   - Não se preocupe, filha. Eu quero que você fique. Não vou lhe prejudicar por causa dos meus atos, ou por causa dos atos do seu pai. - disse Malvina.

   - Que belo gesto de altruísmo, Malvina! - disse Frederico irônico. - Quase me convenceu, sério. … Você tem meia-hora. Daqui à pouco eu vou voltar aqui e não quero mais ver você. - disse ele entrando na casa.

   - O que houve, mãe?! O que deu no papai?! - pergunta Sophia.

   - Depois e lhe explico tudo, minha filha. Por enquanto, eu preciso sair logo daqui. Do jeito que seu pai está, não quero pagar pra ver o que ele fará se ainda me encontrar aqui. - disse Malvina.

   - E pra onde vai?

   - Vou pra um hotel. Preciso organizar meus pensamentos. E depois verei o que vou fazer. Mas uma coisa eu lhe digo, isso não vai ficar assim. Frederico vai se arrepender. - disse Malvina.

   Don Frederico estava tão nervoso e tão alterado, que suas dores começaram a atacar de novo. Ele pega seus remédios, toma uma pílula e tenta se acalmar.

   - Aquela maldita!… Maldita Malvina! - disse ele arremessando o copo contra a parede. - Me separou de Dolores!… Mas não vou permitir que me separe da minha filha, minha Eliza!… Ela vai chegar, sei que Héctor vai cumprir sua missão e trazê-la pra mim. Eu sei que vai.

   "Meu Deus, sei que um homem como eu não merece nem sequer lhe pedir nada, mas ainda assim eu imploro que me dê um pouco mais de tempo. Eu preciso, ao menos, ver minha filha antes de morrer, Senhor. Por favor." pensava Don Frederico.

   Na verdade, era muito mais uma prece do que um pensamento. Don Frederico sentia que sua vida se esvaia a cada dia, e temia. Não pela morte, ele estava preparado para quando esta chegasse. Ele temia em não ter tempo de ver sua filha Eliza. De falar com ela, e de lhe preparar para o que ela enfrentaria depois que ele partisse.


  
  

  



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