História La Proposition G!P - Capítulo 56


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Camila Cabello, Camren, Camreng!p, Lauren Jauregui, Norminah, Vercy
Exibições 832
Palavras 3.446
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Volteii ^^

E Já estou com o próximo cap. pronto só depende de vcs kk

Capítulo 56 - Capítulo 56


Camila Cabello
 

Estava lá sentada na poltrona do quarto do meu filho enquanto o admirava mamar como se não houvesse mais nada de importante no mundo. Passei a mão por seu rosto e Tavinho ficou ali me encarando com aquelas enormes íris verdes.

Ainda achava incrível o fato de ele estar cada dia mais parecido com a Lauren. A principio eram apenas os olhos, mas à medida que seu rosto “desamassava” podia ver claramente as expressões dela naquele serzinho, acho que a única coisa que puxou de mim foram as minhas bochechas.

Fiquei encarando um ponto qualquer na parede e totalmente perdida nos meus pensamentos que nem percebi que ele tinha parado de sugar. Quando olhei para baixo vi que tinha dormido, então levantei com todo o cuidado e o coloquei de volta no berço antes de sair do quarto.

Meu escritório ficava no andar de baixo do apartamento, assim eu tinha um lugar tranquilo para escrever, mas eu sempre levava a babá eletrônica para o caso do meu filho começar a chorar. Quando eu disse para a minha editora que estava grávida ela conseguiu um prazo maior para escrever o meu novo livro, tinha que entregá-lo até o final de outubro e já estava com metade dele pronto.

Ainda não tinha digitado nem uma frase inteira quando o telefone começou a tocar. Fui até a sala para atendê-lo e visualizei o número da casa dos meus pais no identificador de chamadas.

- Alô! - disse no momento em que coloquei o aparelho no ouvido.

- Camila querida – ouvi a voz de minha mãe do outro lado da linha – Só liguei para saber como é que você e o Tavinho estão.

- Estamos muito bem – garanti – O Tavinho acabou de mamar e está dormindo, então estou escrevendo o meu livro.

- Já percebeu que sua vida, nesses últimos meses se resume somente a amamentar o Tavinho e escrever o seu livro – lembrou – Você deveria sair um pouco de casa, tomar um sol. Isso não faz bem só para você, mas para ele também.

- Sei disso, mãe, e é claro que eu saio de casa – garanti – Mas eu também preciso terminar o meu livro, eu tenho um prazo, sabia?

- Você devia pedir mais um tempo para a sua editora – sugeriu – Agora você é mãe e precisa se dedicar ao seu filho 24 horas por dia.

- Mãe, eu não preciso de mais tempo para escrever – revirei os olhos, mesmo ela não podendo ver – Não se preocupe que eu sei muito bem o que estou fazendo.

- Bom, mas não foi para isso que eu te liguei – continuou – Queria saber se você quer ir ao shopping comigo, mas já vi que você não vai querer.

- Hoje vai ficar difícil – respondi – Mas quem sabe outro dia, preciso mesmo comprar roupas novas para o Luiz Otavio são poucos os macacões que estão cabendo nele.

Foi nesse momento que a campainha tocou. Ergui a sobrancelha confusa, não estava esperando por ninguém, quem poderia ser?

- Mãe, eu preciso atender a campainha – avisei enquanto caminhava em direção a porta.

Quando eu girei a maçaneta, tive a maior surpresa da minha vida. Lá estava Lauren parada na minha frente, tinha um dos seus sorrisos tortos que sempre me encantaram, mas não pude deixar de notar certo tom de ironia nele.

- Camila quem é que está ai? - a voz da minha mãe me tirou do transe, nem sei quanto tempo fiquei ali encarando aqueles olhos verdes – Você ainda está ai?

- Eu preciso desligar – avisei – Ligo para você mais tarde mãe.

- Camila está mesmo tudo bem? - perguntou, mas uma vez – Você está com uma voz tão preocupada.

- Está tudo bem sim – foi tudo que eu disse antes de desligar – O que você está fazendo aqui?

- Oi, para você também, Camila – falou – Você não vai me convidar para entrar?

Estava tão chocada que a única reação que tive foi me afastar e dar espaço para que ela passasse. Lauren parou e cruzou os braços e olhou para mim.

- E então, não vai me dizer o que veio fazer aqui? - quis saber – Confesso que você era a última pessoa que eu pensei em encontrar aqui.

- Também não queria vir até aqui – admitiu – Mas eu vi um e-mail que você mandou para a Selena muito interessante. Nele tinha uma foto em que você segurava um bebê muito parecido comigo. Será que você não tem nada para me falar?

As palavras dela foram como um banho de água em cima da minha cabeça. Foram meses sendo cuidadosa, não aparecendo Atlanta e ficando longe dos gêmeos para que ninguém descobrisse a respeito da minha gravidez, não acredito que Selena foi tão descuidada.

- Lauren... - minha voz saiu como um sussurro – Eu...

- Não, Camila, me deixar terminar de falar, por favor – pediu – Por que você não me contou sobre o bebê? Por mais que as coisas estivessem ruins entre nós depois de tudo que aconteceu na noite do lançamento do seu livro, mesmo assim eu não fugiria da minha responsabilidade. Ele é meu filho e quero que ele tenha os mesmos direitos que Luca e Lara têm.

Respirei fundo e fechei os olhos, ainda podia sair dessa, tinha um trunfo na manga e iria utilizá-lo. Pensei muito um pouco antes do Tavinho nascer como iria fazer quando tivesse que apresentá-lo aos irmãos e para que Lauren não ficasse desconfiada, seria duro, mas era a minha única opção.

- Lauren, você entendeu tudo errado – comecei, agora não tinha mais jeito – O Tavinho não é seu filho.

Dessa vez o banho de água fria foi em cima dela. Senti o brilho nos seus olhos desaparecer no mesmo instante e seus braços descruzarem e caíram na lateral do seu corpo, ela estava me encarando ainda sem acreditar. E de repente começou a rir.

- Como você pode ser tão cara de pau mentindo desse jeito para mim – disse – É óbvio que ele é meu filho, eu vi as fotos o bebê é a minha cara.

Já estava esperando por essa relutância e estava preparada também.

- Sei que é difícil de acreditar, mas é verdade – insisti – O que eu ganharia mentindo para você?

- Você não tem certeza se eu sou o ‘’pai’’, é isso? - perguntou – Se for isso, eu faço o teste de DNA. Tenho certeza de que é só burocracia, mas se te deixar mais tranquila...

- Lauren, não... - a interrompi firme – Tenho 100% de certeza de que ele não é seu filho. Eu já estava grávida quando cheguei a Atlanta para falar com você sobre a publicação do meu livro.

- Ah... - agora não tinha mais como ela argumentar, era muito difícil mentir desse jeito, mas era o melhor para nós três – Se você já sabia que estava grávida, isso muda tudo.

- Eu não sabia exatamente, desconfiava, mas ainda não tinha feito o exame – dei de ombros, fingindo indiferença – Descobri alguns dias depois de chegar a Atlanta. E na verdade, essa gravidez foi um dos motivos para eu te pedir para ver o Luca e a Lara.

Esperei que Lauren falasse alguma coisa, mas ela continuava em silêncio, provavelmente esperando que eu falasse mais alguma coisa.

- Estava prestes a ser mãe novamente e eu sabia que não tinha sido uma mãe boa o suficiente para o Luca e para Lara - completei – E percebi que ainda tinha uma chance de eu me redimir.

- Então por que não contou para nós naquela época? - dessa vez ela perguntou – Acho que os dois tinham o direito de saber que iam ganhar um irmãozinho.

- Não achei que era o momento certo – ainda estava olhando para um ponto no chão – Tinha acabado de voltar para a vida deles. Os dois só tinham três anos, isso era demais para as cabecinhas deles.

- Só tem uma coisa que ainda está me intrigando – colocou a mão no queixo, pensativa – Se eu não sou o ‘’pai’’, quem é? Por que ele não está aqui com vocês?

Sabia que ela iria me questionar dessa maneira, esperar que eu acabasse caindo em contradição e precisasse admitir que tivesse mentindo. Mas eu a conheço muito para saber que iria fazer.

- O pai do Tavinho é um cara que eu conheci em um café aqui em Toronto – expliquei – Nós saímos algumas vezes, transamos e eu acabei engravidando. O problema é que ele mora em outro país e não tenho o telefone ou o e-mail dele, então tive que me virar sozinha mesmo.

- Você me disse na noite em que passamos juntas, que você usava anticoncepcional injetável – lembrou – Aquilo era mentira também?

- Não era mentira – balancei a cabeça negativamente – Eu usava anticoncepcional injetável há mais de dois anos, mas com toda essa confusão de terminar o meu livro eu acabei perdendo a minha consulta de revisão. O resto bom, você já sabe.

Até que isso não era totalmente mentira, só ocultei alguns pequenos detalhes.

- E qual é o nome dele? Do pai, quero dizer? - foi impossível não revirar os olhos, Lauren não desistia nunca?

- Ian. O nome dele é Ian Somerhalder – disse o primeiro nome que veio na minha cabeça, já fazia quase um ano desde a última vez que falei com o Ian e a possibilidade dos dois se encontrarem em algum lugar é quase impossível – Olha Lauren eu realmente agradeço a sua visita, mas eu tenho um monte de coisa para fazer hoje.

- Tudo bem eu entendo não vou te atrapalhar mais – garantiu – Mas antes de eu ir, será que eu posso ver o seu bebê? - fiquei olhando meio incerta para ela, não sei se essa era mesmo uma boa idéia – Por favor, Camz é rapidinho.

- Está bem – dei um longo suspiro antes de responder – Mas, por favor, seja silenciosa, ele acabou de dormir e espero que continue assim pelas próximas três ou quatro horas.

Infelizmente, quando entramos no quarto Tavinho já estava totalmente acordado, mas estava ocupado demais tentando colocar o pé na boca para começar a chorar.

- Você acordou – o peguei no colo, fazendo com que ele soltasse um pequeno sonzinho – O senhor está muito saidinho essa semana, sabia? Precisamos conversar sobre isso.

Lauren me encarava atentamente enquanto eu conversava com o meu filho, estava com um sorriso bobo.

- Tavinho, essa daqui é a Lauren – virei para que os dois pudessem se ver – Ela estava doida para te conhecer.

- Será que eu posso segurá-lo?- concordei e deixei que Lauren o segurasse, com todo o cuidado – Oi Tavinho, você é uma graça, sabia disso?

- É Luiz Otavio – decidi explicar – O nome dele, mas a Clary começou a chamá-lo de Tavinho, depois a minha mãe, as minhas irmãs também e o apelido acabou pegando.

- Luiz Otavio – repetiu – Esse era o nome do meu avô materno sabia? - balancei a cabeça negativamente – Ele costumava nos visitar e levar um monte de balas para mim e para o Chris, tudo dentro de um saco para que nossos pais não descobrissem que estávamos comendo besteira antes do almoço e também levava a gente para encher a cara de sorvete.

Já tinha ouvido Lauren falando a respeito da família antes e nunca pode deixar de me surpreender o quanto ela parecia uma criança quando fazia isso.

- Ele não conheceu a Tay, morreu alguns meses antes dela nascer, mas sei que teria amado a neta – completou suspirando – E tenho certeza de que também teria gostado de você Tavinho, o xará dele.

Tive que me segurar ao máximo para não começar a chorar naquele momento. Uma cena entre ‘’pai’’ e filho, mesmo eles não sabendo disso, era a coisa mais linda que eu já tinha visto. Por alguns segundos, cogitei a idéia de jogar tudo para o alto e contar logo a verdade a Lauren.

- Esses olhos verdes dele estão me intrigando – disse – O pai dele também tem olhos assim?

- Sim! - afirmei – Na verdade, ele é bem parecido com o pai.

- Você não tem vontade de procurá-lo para contar a respeito do filho de vocês? - virou-se para poder me encarar – O Tavinho tem o direito de conhecer o pai, não é mesmo?

- Sei disso – concordei – Mas não posso fazer nada a respeito disso. Como eu disse, ele voltou para a casa dele.

- Mas um dia ele pode voltar para Toronto – sugeriu – Se você um dia encontrá-lo, casualmente na rua vai contar que vocês tiveram um filho?

- Lauren tenho certeza de que isso é impossível acontecer – revirei os olhos – E mesmo que aconteça, não sei como estará a vida dele na ocasião. Ele pode ter casado e um filho só iria atrapalhá-lo.

Esperei que ela respondesse alguma coisa sobre isso, mas permaneceu quieta. Tenho certeza de que no fundo dos seus pensamentos, Lauren está aliviada por eu ter dito que Tavinho não é seu filho.

- Parece que tem alguém aqui precisando trocar a fralda – mudou de assunto - Se você me permitir, eu posso fazer isso.

- Não precisa se preocupar Lauren – avisei – Eu troco a fralda dele rapidinho.

- Por favor, Camz me deixa fazer isso – insistiu – Outro dia mesmo eu estava pensando o quanto eu sinto saudades de ter um bebezinho em casa, às vezes eu queria poder voltar ao tempo para quando Lara e Luca nasceram.

- Tenho certeza de que logo você e Shay irão encomendar um bebê – murmurei tão baixinho que duvido muito que ela tenha ouvido.

Eu me apoiei na poltrona de amamentação e a observei enquanto trocava o Tavinho. Sabia o quanto Lauren tinha jeito com bebês, quando ainda morávamos juntas era ela que na maioria das vezes cuidava da higiene pessoal dos gêmeos e ainda fazia isso com o maior orgulho do mundo.

- Prontinho mamãe, eu já estou limpinho e pronto para outra – me devolveu o meu filho, que soltou uma gargalhada enquanto eu o segurava – Bom, acho melhor eu ir embora.

- Tem razão – concordei – Vamos te levar até a porta.

Assim que chegamos ao andar de baixo do apartamento eu abri a porta para que ela saísse. Mas em vez de ir direto para o elevador, Lauren parou e ficou me olhando.

- Mais uma vez, obrigado por me deixar vê-lo – disse – Eu ainda devo ficar em Toronto por mais um dia, qualquer coisa você pode me ligar.

- Pode deixar que eu ligo – garanti – E também te ligo para combinarmos de quando eu posso trazer os gêmeos aqui.

- Sim! - inclinou-se e deu um beijo no meu rosto – Tchauzinho para você também Tavinho – passou a mão pela cabecinha dele antes de se afastar.

É claro que o dia já estava totalmente perdido para a escrita do meu livro, só conseguia pensar na Lauren e na decepção nos seus olhos quando eu disse que ela não era o ‘’pai’’ do meu filho, não conseguia me concentrar em mais nada que não fosse isso. No dia seguinte acordei com uma dor de cabeça horrível e fui até a cozinha tomar um remédio, como Tavinho ainda estava dormindo, decidi ficar na cama por mais alguns minutos.

Logo depois do almoço recebi uma ligação de Sofi me convidando para dar uma volta no parque e eu aceitei na mesma hora, estava mesmo precisando de sol e de um pouco de ar fresco. Claro que ela percebeu na hora que tinha alguma coisa errada e tive que contar toda a verdade.

- Você fez o que? - minha irmã gritou mais alto do que estava planejando, estávamos em frente a uma pracinha observando as crianças brincarem – Camila, você está ficando maluca? Uma coisa é esconder a gravidez dela e outra completamente diferente é mentir dizendo que ela não é o ‘’pai’’.

- Eu ia ter que fazer isso mais cedo ou mais tarde – lembrei – Ou como sugeriria que eu fizesse? Pedisse para que Luca e Lara não comentassem com ela quando conhecessem o irmão?

- Pensei que você fosse acabar mudando de idéia sobre não deixar a Lauren conhecer o filho – deu de ombros.

- Eu não ia desistir porque sei que essa é a melhor opção – insisti – Você viu o quanto ela estava feliz ao lado da Shay. Tenho certeza de que elas devem estar muito bem, se não estiverem prestes a se casar.

- O fato de ela estar com outra não a impede de ter filho com você – argumentou – Só vi a Lauren junto com os gêmeos uma vez, mas ela parece ser uma ótima mãe para eles e tenho certeza que seria para o Tavinho também.

Dei uma rápida olhada no meu filho, que dormia tranquilamente enquanto tomava um pouco de sol. Essa mentira era para o bem dele também, sei que Lauren nunca o rejeitaria e o trataria da mesma forma que trata Luca e Lara, mas não posso dizer a mesma coisa da sua família.

- Nada do que você disser vai mudar a minha opinião Sofia – minha voz era firme, deixando bem claro que aquele era o fim da conversa – O que está feito, está feito.

- Se você diz – e não comentou mais sobre esse assunto pelo resto do nosso passeio.

Antes de voltarmos para o meu apartamento, fomos até a padaria comprar um bolo e refrigerante para lancharmos. Já estávamos nos aproximando da escadaria de acesso ao prédio quando vi a Lauren sentada em um dos degraus, o que será que ela quer?

- Oi Camila – levantou-se assim que me viu – O porteiro disse que você tinha saído com a sua irmã, então eu decidi esperar. Queria ter uma conversa com você, se não se importa.

- Claro que não me importo – respondi, antes de dar uma olhada em Sofia – Vem, vamos até lá em cima, ficaremos mais a vontade lá.

Ela nos ajudou a subir com o carrinho pela escada e depois chamamos o elevador. Assim que entramos no local eu apertei o botão do meu andar.

- E então Sofia, como está indo a escola? - Lauren perguntou para a minha irmã, quebrando o silêncio constrangedor que tinha ficado no local – Você vai começar o último no outono, não é mesmo? Já sabe aonde quer fazer faculdade?

- Está tudo bem no colégio – garantiu – E eu estou querendo ir para a universidade da Georgia, como a Lena fez assim eu vou poder ficar perto do Shawn.

- Que legal – completou – Certamente será muito bem-vinda lá em Atlanta.

Por sorte não demorou muito para o elevador chegar e não pude deixar de agradecer mentalmente por isso. Acho que nunca fiquei tão feliz de ver o meu apartamento.

- Sofi será que você pode levar o Tavinho lá para cima enquanto eu e a Lauren conversamos? - pedi para ela assim que tranquei a porta.

- Claro! - concordou assim que o retirou do carrinho – Também vou dar um banho nele, acho que esse passeio o deixou agitado.

Ela me deu uma rápida olhada, como se me desejasse boa sorte. Fiquei esperando até que Sofia desaparecesse no alto da escada.

- E então Lauren – virei-me novamente para a minha ex-namorada – O que você quer falar comigo?

- Olha Camz, eu não vou mentir, eu pensei muito sobre toda a nossa conversa de ontem – explicou – Vim para Toronto pensando que fosse conhecer o meu filho e confesso que fiquei decepcionada quando soube que não era meu.

- Sinto muito quanto a isso Lauren – foi tudo que consegui dizer.

- Na realidade eu vim aqui hoje com a intenção de lhe fazer uma proposta – a olhei confusa, antes dela acrescentar – Nada parecido com a proposta que eu te fiz há cinco anos, pode ficar tranquila.

- Então o que é? - decidi perguntar.

- Primeiramente eu pensei em te oferecer para assumir a ‘’paternidade’’ do seu filho, o Tavinho se parece um pouco comigo e ninguém iria contestar isso – arregalei os olhos na mesma hora, eu não tive tanto trabalho inventando uma mentira dessas para ela querer me ajudar dessa maneira – Mas sei que você não vai aceitar.

- Sei que pode parecer o fim do mundo para algumas mulheres criar um filho sozinha, mas não para mim – garanti – Eu e Tavinho estamos muito bem do jeito que estamos.

- Acredite Camila, eu sei que você é teimosa o suficiente para não querer aceitar isso, o que eu quero te propor é outra coisa – sorriu e não pude deixar de retribuir o seu gesto – Quero que você e o Tavinho viagem para Atlanta comigo.

- Como é? - gritei um pouco mais alto do que estava planejando, não podia acreditar que ela estava mesmo me propondo isso.


Notas Finais


Me contem o que estão achando.!


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