História La Rose Taché de Sang - !SeBaek ABO! - - Capítulo 5


Escrita por: ~ e ~WeAreOneExo_

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, D.O, Kai, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Sehun
Tags Abo, Alfa, Baekhyun, Beta, Exo, Ômega, Sebaek, Sehun, Serial Killer
Visualizações 117
Palavras 3.017
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ecchi, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meus nenê.
Passei um perrengue escrevendo esse capítulo. Nos meios-tempos, fiquei chorando bastante com os MVs tristes de Winner e pulando e cantando Twenty Four (EXO) e mais uns hip-hop/rap coreanos. O dia foi longo e tive que aturar várias quedas de criatividade, mas no fim consegui. Espero que gostem.
Obrigada pelos 40 favoritos. Tia Annie Stark ama vocês. <3
Boa leitura.

Capítulo 5 - IV - Madness -


BaekHyun

 

 

 

LuHan veio me visitar depois que acordei, à tarde. Chegou em seu terno refinado, com os olhos vidrados no celular. Apesar de estar ocupado com seu trabalho, ergueu os olhos e sorriu para mim quando abri a porta para recebê-lo. Aproximei-me para abraçá-lo e então finalmente Xiao Lu guardou o aparelho.

                — Eu não vou nem perguntar como você está. Seria quase uma indelicadeza de minha parte — murmurou ele, enlaçando-me. — Então... O que vai fazer a partir de agora? Ligou para a polícia?

                 — Hannie... Dê-me um desconto, okay? Ainda estou nervoso. — respondo tendo minha voz abafada em seu ombro. — O assassino pararia mesmo ali? Aquilo pareceu mesmo planejado. Ele sabia exatamente onde o senhor Zhang estaria.

                — Acalme-se. Estou vendo seu nervosismo. Você está muito afobado e em péssimo estado. Vamos nos sentar para que me conte melhor tudo isso.

                Respirei fundo. LuHan estava correto. O assassinato de meu patrão mexera tanto comigo que acabara dormindo de cerca de seis horas da manhã até as duas da tarde, desregulando completamente meu sono. Meus olhos estavam inchados de tanto chorar pela minha inutilidade categórica e, quando me olhara no espelho, assustei-me com o caos que estava minha aparência.

O choque fora tamanho que as cenas daquela noite permaneciam em minha mente num replay incessante e doloroso e, quando fechava os olhos, conseguia ver apenas sangue. Mesmo com o consolo de LuHan, ainda me sentia parcialmente culpado.

                Girei e fui até o sofá, os dedos se mexendo sem parar devido à ansiedade. Sentei-me na ponta e coloquei as mãos nos joelhos, encarando a mesinha de centro, incapaz de relaxar. LuHan soltou uma risadinha de minha tensão e sentou-se na minha frente, logo assumindo uma expressão grave.

                — Agora me fale o que está na sua cabeça, BaekHyun.

                — Espere. — Respiro fundo novamente. Tivera tempo suficiente para pensar, apesar da mente exaurida. — Olhe, não me julgue se achar algo uma loucura, mas é que foi o que me veio à mente.

— Prossiga — ele incentivou em um tom paciente.

— O cara não estava lá por coincidência. Parecia que tinha um horário marcado para estar no mesmo lugar que Yixing estaria. Além disso, quando o assassino saiu do beco, pude ter um vislumbre de sua expressão satisfeita — um arrepio percorreu minha espinha enquanto contava. — Penso que ele só tenha se poupado de me matar ali para que não tivesse muitas pistas e rebuliço em apenas um local, fazendo com que o plano dele se arruinasse. Basicamente, eu fui uma falha dele. Aquela parte do bairro é bem reservada e quase não há movimento, você sabe. A morte de Yixing pode facilmente parecer uma briga de bar sem testemunhas e que o culpado tenha desaparecido.

LuHan assente solenemente a cada frase, mas no final minha voz fica fraca e falha, o que faz com que ele afague minha mão delicadamente.

— Baekkie — sua voz carregada de preocupação me levou a encará-lo. Suas sobrancelhas estavam levemente franzidas, formando um sulco em sua testa. — Eu gostaria de não acreditar nisso, mas você está certo, como sempre.

Suspiro e balanço a cabeça, enfiando meu rosto em minhas mãos. Eu não me lembrava exatamente de como era a aparência do homem alto, mas eu tinha quase certeza de que ele percebera que eu estava lá como espectador de seu feito. De alguma forma ele viria atrás de mim, eu sentia isso; pessoas como aquela eram gênios do mal.

— Gostaria de poder fazer algo mais por você além de estar aqui por você, mesmo que eu não imagine no que mais possa te aconselhar ou como te confortar... — prosseguiu LuHan, pesaroso. — Relembro a você apenas que se precisar de qualquer coisa pode ligar para mim a qualquer hora. Além do mais, acredito que, se você não sair daqui, estará seguro. Há seguranças no prédio e a recepção não deixaria ninguém desconhecido entrar no prédio. Se precisar sair para algum lugar, me avise. Posso enviar alguns seguranças para você.

Balanço a cabeça positivamente, retorcendo meus lábios. Temia que seguranças não fossem o suficiente para um indivíduo como aquele, porém não falei nada porque sabia que Xiao Lu queria apenas me confortar e mostrar algo em que pudesse me apoiar. Ser pessimista na frente dele só faria com que ele se preocupasse ainda mais e acabasse tomando alguma decisão drástica — não queria atrapalhar a vida de meu amigo por causa de um erro meu ou, quem sabe, uma manobra muito cruel do destino.

— Você é uma pessoa maravilhosa, LuHan, e eu reconheço suas boas intenções...

— Não é nada, Byun. Nós sempre nos ajudamos desde que nos conhecemos, lembra? Eu vim para a Coréia para fazer intercâmbio e buscar por oportunidades... Você foi a primeira pessoa que me ajudou e a que mais foi prestativa. Nunca vou me esquecer disso. Além de todas as outras coisas que já fez por mim, como me ajudar com o Kris Wu... E por aí vai.

Sorrio com as lembranças. Eram anos de amizade e tinha muita coisa envolvida, tanta que se começássemos a conversar sobre elas eu passaria um mês discutindo apenas sobre o início de nosso relacionamento.

— Pare, Hannie... Você acabar me fazendo chorar e, como você pode ver, acho que já estourei minha cota de lágrimas por hoje — reclamo, coçando sob meus olhos.

LuHan riu divertidamente e puxou um CD de dentro do terno, para depois erguer uma sobrancelha sugestivamente.

— Que tal algumas partidas de Overwatch enquanto eu puder ficar aqui? Em nome dos velhos tempos...?

Faço uma careta e pego o jogo.

— Esse jogo não é nada comparado a Mario Bros.

— E o que tem a ver o passarinho com o vaso?

Ergo as sobrancelhas e rio nasalmente, levantando-me do sofá.

—Passarinho e vaso?

— Você não deixa passar uma, hein? Foi a comparação que deu na telha — murmura LuHan, dando de ombros.  Apesar da reclamação, ouço suas gargalhadas sem razão específica atrás de mim enquanto coloco o CD do jogo no Playstation 4.

 

Xxx

 

A tarde se passou rapidamente durante nosso jogo. Divertimo-nos muito e devo admitir que aquela foi a melhor distração para mim naquele momento. LuHan parecia sempre saber o que eu precisava, resultado dos anos de convivência. Infelizmente chegou a hora em que ele precisava ir embora para continuar os planos para a empresa da qual ele era o sub-gerente. Nos últimos minutos de sua presença, ele me contou que estava esperando por uma promoção que pelo visto estava bem próxima. Comemoramos com uma Coca-Cola bem gelada e alguns salgados para finalizar sua visita e desci com ele, sentindo-me mais relaxado para atravessar a porta do meu apartamento.

                Apesar da euforia e a alegria proporcionadas pela diversão com meu melhor amigo, me senti vazio e solitário assim que o Audi desapareceu virando a esquina. Foi como se a realidade voltasse à tona e toda aquela felicidade tivesse sido uma imaginação relâmpago em minha mente, apagada instantaneamente.

                Aperto meus lábios e volto para dentro do prédio, andando cabisbaixo até o elevador. Parecia que tudo estava lento, inclusive as portas que se abriam em minha frente. Entrei e me coloquei na frente do painel, prestes a apertar o botão para meu andar.

                Senti um movimento ao meu lado, um vulto entrando rapidamente no elevador.  Mas como, sendo que a porta já estava quase fechada? Claro, o pé da pessoa impediu que elas se fechassem – o velho trunfo dos filmes. O homem entrou e se posicionou do outro lado do recinto. Quando consegui erguer meus olhos para ver quem era, tive certeza de que já tinha o visto em algum lugar. Ou eu estava com muita má sorte atualmente... ou era uma grande brincadeira de mau gosto. Ele me lembrava muito o assassino, mas eu não tinha certeza, já que o beco estava muito escuro e o medo desvaneceu minha mente no dia anterior.

                O mais alto sorriu um sorriso de dentes brancos e ofuscantes, o que fez minha mão apertar um botão qualquer no painel devido a minha distração.

                — Byun BaekHyun, certo? – Ele perguntou sem parecer olhar em minha direção. Sobressaltei-me com a voz dele, que por algum motivo havia saído grossa com uma pequena mistura de rouquidão. – Mora aqui mesmo? Eu sinto que já o vi em algum lugar...

O homem se recostou na divisória e ficou me observando. Automaticamente desviei meu olhar, nervoso. Meus batimentos cardíacos se aceleraram. Eu estava com 80% de certeza que poderia ser a pessoa que parecia ser, mas não queria acreditar nisso de forma alguma. Tão rápido? Em um momento tão inoportuno, estando eu totalmente incapacitado? Não respondi a ele. Se eu falasse algo, meu coração certamente explodiria.

Risadas baixas e levemente cínicas saíam da garganta dele, me deixando ainda mais ansioso. Quando o elevador parou, ele apertou um botão para mantê-lo fechado e pausado. A distância entre nós foi estreitada, porém eu não conseguia tirar meus olhos de um ponto qualquer no chão. Aparentemente ele me encarava de forma insistente, fazendo com que eu suasse frio mesmo com o funcionamento do ar condicionado. Minhas mãos iniciaram um tremor involuntário e eu tentava assumir uma posição mais firme.

— Você parece nervoso, BaekHyun... Yixing era assim também: medroso. – As risadas dele preenchiam o pouco espaço entre nós, trazendo mais arrepios ao meu corpo. Agora eu tinha certeza de sua identidade, o que me deixava ainda mais tenso. – Há algo para ter medo aqui? Eu pareço ter o rosto similar ao de um monstro? Huh?

Logo os dedos do assassino vieram a meus cabelos e agarraram meus fios, puxando-os para baixo. Agora era impossível não encará-lo, meus olhos nos dele. Uma faca pequena mas de aparência perigosa foi colocada em meu pescoço, mais especificamente sobre minha artéria carótida, e o gume foi como um gelo que se espalhou em minha pele.

— Parece que alguém viu coisas demais, certo, BaekHyun? E eu, como não estou com paciência nenhuma, tenho que fazê-lo calar a boca para sempre de algum jeito, huh?

A insistência dele em dizer meu nome não me ajudou em nada, provando apenas que ele já tinha pesquisado bastante sobre mim e estava seguro sobre o que sabia; de fato era um gênio do mal. Meu corpo foi empurrado e se chocou contra a divisória, causando uma dor rápida em minhas costas, acentuada por minha fragilidade corporal naquele instante. Eu queria poder confiar na câmera que gravava o ambiente, mas certamente aquele psicopata sabia exatamente o que estava fazendo e não deixaria um detalhe tão comum assim passar despercebido. Essa minha certeza se confirmou quando o vi tirar sua jaqueta de couro e jogá-la sobre o dispositivo de gravação.

O olhar dele ao se voltar para mim novamente era obsessivo e sanguinário, amedontrador. A faca foi arrastada por minha pele, causando mais arrepios. Ergui um pouco minha cabeça, deixando meu pescoço mais à mostra e evitando um maior contato com a lâmina, e assim pude olhá-lo melhor. Não sabia como isso foi passar por minha cabeça, mas na verdade ele me parecia uma pessoa tão boa...

“BAEKHYUN, ELE ESTÁ QUERENDO TE MATAR, SEU OTÁRIO! CLARO QUE ELE NÃO É UMA PESSOA BOA!”

Respirei fundo, juntei todas as forças que podia naquela situação e o empurrei, fazendo com que sua arma caísse no chão e jogando-o para longe de mim até que seu dorso se chocasse contra a outra divisória. Olhei para o canivete e comecei a me mover com a intenção de pegar o objeto, mas o assassino foi mais rápido e me prensou novamente contra a parede. Meu reflexo foi rápido para ver que o punho dele vinha em minha direção, então mais uma vez me firmei para me defender do golpe.

Pude respirar aliviado sabendo que estava conseguindo lidar com ele até o momento, entretanto o medo ainda vertia. Nada garantia que eu fosse sair daquele espaço mínimo ileso. Minhas mãos continuavam trêmulas, mas ainda resistindo à força do homem, firmes em seu pulso. Tentando conter meu nervosismo causado por aquela luta e pelo olhar implacável do maior, comecei a morder meus lábios. O silêncio se prolongou. O olhar do assassino se suavizou enquanto ele olhava para minha boca e aproximava mais seu rosto do meu. Quando olhei para os lábios dele, percebi que estavam apertados – eu havia encontrado um ponto fraco? Estaria ele sendo atraído por mim?

Então estava explicado. Ele era um Alfa. Eu era um Ômega. Perfeito.

O maior fechou os olhos e puxou meu rosto para si com a mão que agarrava meus cabelos, então apenas cedi. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente e a sincronia era demais. Nunca havia beijado ninguém daquela forma e naquele momento percebi que fazia tempo que necessitava de alguém que me fizesse sentir de tal maneira. Abaixei a mão dele e ocupei minhas mãos com seu pescoço, logo elevando minhas pernas para prendê-las em sua cintura.

Cada minuto passado ali com ele, sentindo o sabor do álcool recente e o perfume amadeirado extremamente agradável, foi absurdamente incrível e um jeito que imaginei que o impediria de fazer o que tinha em mente, mas infelizmente durou pouco. Quando ele interrompeu o selar e me encarou de forma dura percebi que sua consciência maléfica retornou, então automaticamente me retraí. Bruscamente, o assassino me largou ao chão e se agachou, observando meu rosto. Não sabia exatamente o que ele estava fazendo ao passar seu indicador e o polegar para minhas costas e omoplata, para que depois viesse a pressão e meus olhos se fechassem involuntariamente.

E assim mergulhei em uma escuridão profunda.

 

Xxx

 

Meus olhos se abriram rapidamente e me sentei em um instante, ofegante de pânico. Olhei ao redor sem saber onde estava, mas lembrava claramente que aquele assassino maluco havia me beijado tão bem e intensamente para depois causar um desmaio em mim.

Com certeza eu não estava no prédio em que morava, pois do lado de fora da janela enorme daquela sala era possível ver apenas árvores e o negrume que a noite trouxera consigo. Aparentemente eu estava bem longe da cidade. A luz estava forte no lugar, então meus olhos demoraram um pouco para se acostumar. Assim que consegui enxergar melhor, pude perceber que estava num ambiente rico e antigo, repleto de quadros esquisitos que me davam medo. Se as pessoas chamavam aquilo de arte...

Respirei fundo, concentrando-me para entender onde estava. Sob as pinturas, as paredes do cômodo eram revestidas de madeira laminada e o carpete em que me encontrava era felpudo e confortável. Os móveis pareciam caros: o sofá de couro e as estantes chegavam a brilhar de tão limpos e eram de estilo antigo e refinado. A sala era maior do que o comum, o que me fazia chegar ao veredicto de que estava na casa de alguém extremamente rico. Seria o assassino essa pessoa?

Infelizmente não conseguiria ter nenhuma pista de quem era o proprietário daquele lugar, já que todos os quadros espalhados pelas estantes e na mesa de centro não tinham fotos. Certamente não queriam que eu tentasse saber quem era.

Onde estaria aquele homem alto que me fizera surtar o dia inteiro? A minha ansiedade estava piorando ainda mais ao saber que não estava perto de casa e o assassino parecia não estar por ali, além do fato de que meus braços estavam sendo restringidos por amarras bem apertadas em meus pulsos.

Ao tentar me mexer, as cordas entram em atrito contra minha pele, machucando-me. Gemo baixo ao sentir a dor e o incômodo intensificados por estar preso com os braços para trás. Minhas costas e minha cabeça latejavam, mas consegui me impulsionar para o lado e ficar de joelhos. Observei mais uma vez a sala, pesquisando por câmeras ou algum espelho falso, porém estranhamente não achei nada do tipo. Considerando as situações desse gênero que ocorriam em filmes e séries, achei isso bem estranho.

Sim, eu sou o louco da cinematografia.

Fiquei sobre um joelho e logo me coloquei de pé, ainda meio tonto. Fui até a porta da sala que, graças aos céus, tinha uma maçaneta que eu poderia apenas dar um jeito de movê-la para baixo e abrir. E foi o que fiz. Meu queixo pesou contra o puxador de metal frio e puxei-o para trás, descerrando a abertura.

Deparei-me com um corredor bege igualmente repleto de quadros diferentes e, pelo visto, não muito famosos. Obras individuais e egocêntricas, talvez? Minha teoria de ser a casa... digo, mansão de alguém ricaço apenas se reforçava enquanto via as decorações presentes em todos os lugares para que olhava. Um assassino que vagava por aí matando pessoas inocentes não poderia ser dono de tal imóvel, poderia?

Balancei a cabeça, suspirei e comecei a andar pelo corredor. Cada imagem representada ali me causava arrepios, como, por exemplo, a de um grupo de pessoas vestidas com fardas do exército reunidas ao redor de um corpo completamente fragmentado no chão, as armas apontadas para baixo como rendição. Decidi não olhar mais para os quadros, mas sim olhar para frente, procurando uma saída.

Cheguei a uma escada larga e completamente trabalhada em mármore, o que fez com que eu ficasse embasbacado. Quem mandara construir algo como aquilo definitivamente não tinha limites para gastos, porque... nossa. Descei com cuidado os degraus, morrendo de medo de tropeçar e sujar o piso.

A sala de estar principal deveria ser a parte mais deslumbrante da mansão, provavelmente. Lustres de cristais estavam distribuídos pelo teto e as paredes eram revestidas de veludo. Estantes e mais estantes de livros e coleções de vinhos e taças de cristal. Era quase um castelo, uma moradia que nunca havia visto igual. Ainda assim, tinha certeza de que faltavam muitos cômodos para conhecer. Aquele lugar era definitivamente enorme.

Distraído olhando os inúmeros objetos de colecionadores sobre uma mesa extensa atrás do sofá, sequer percebo a aproximação de alguém atrás de mim.

— BaekHyun?

Viro-me para ver quem me chamava e logo dou de cara com o assassino, tão próximo de mim que tive de me apoiar na mesa para não cair ao cambalear. Meus pulsos arderam com o movimento rápido. O mais alto apenas sorria como se nada tivesse acontecido e me olhava de cima, provavelmente divertindo-se com minha cara de trouxa assustado.

— Finalmente você acordou.



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