História La Vie - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Fifth Harmony
Visualizações 194
Palavras 1.312
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 12 - Let me help you.


Me desvencilhar de Camila é algo complicado quando ela está adormecida. Ou metade adormecida. Eu não sei. O fato é que suas mãos continuam segurando minha blusa possessivamente e sua perna continua sobre as minhas, impedindo qualquer movimento. Desisto de tentar assim que percebo que não há mais nada para fazer a não ser ficar aqui. Estou de férias.

— Love-only-Kaki-você-tem-que-ver... uhh, desculpe.

A pequena Sofia entra correndo no quarto falando tudo de uma vez antes de ver a irmã dormindo. Ela para de repente e analisa a cena, os olhinhos curiosos se estreitando, um sorriso sapeca crescendo nos lábios.

— Ela não acorda fácil, não é? — Sussurro para Sofi, nervosamente. Sabe Deus o que aquela mentezinha está pensando, mas seu sorrisinho me dá uma ideia.

— Não. Ela dorme igual pedra — Sofi ri, mas seu sorriso diminui gradativamente antes da próxima frase — Ou ela está cansada porque está doente.

Os olhinhos castanhos encontram os meus e eu os vejo brilhando. Lágrimas. Sofi provavelmente não entende tudo o que está acontecendo; não entende os termos médicos ou sabe exatamente o nome da doença, mas ela sabe que algo está errado com sua irmã. E isso dói. O peso da doença e do tempo curto sobre os ombros frágeis da pequena Sofia.

— Ei. Quer deitar aqui com a gente?

A menor inclina a cabeça, rindo um pouco da ideia, mas logo deita ao meu lado. Não sei explicar como me sinto bem ali. Acolhida. Poderia passar o dia ali, com um sorriso no rosto. Mas Sofia não aguenta ficar muito tempo. Logo, ela se senta e me encara.

— Você acha que ela vai ficar bem?

— Acho, Sofi — Respondo, minha voz falha um pouco, talvez porque eu saiba que não. O câncer está lá, se espalhando, destruindo tudo. Mas bem... — Camila é mestra em ficar bem.

— Eu queria saber que remédio nós damos pra ela ficar melhor, sabe? Eu já sei ir na farmácia. Eu buscaria pra ela todo dia.

Sorrio levemente, olhando para a garota ainda agarrada a mim. Eu também gostaria, Sofi. Eu também.

— Vou tentar colocá-la na cama, está bem? E então posso ir...

— Me ajudar com a tarefa de casa? A Kaki sempre me ajuda, mas acho que ela não pode mais. Você pode me ajudar?

— Você não está de férias? — Pergunto, me sentando no chão com a garota adormecida em meus braços. Ela pesa menos do que deveria, o que me ajuda a ficar de pé - mesmo desequilibrando e quase caindo - e levá-la até a cama.

— Tarefa atrasada — Ela ri baixinho, enquanto me ajuda a tirar os braços de Camila da minha blusa. Ela segura firme mesmo dormindo. É impressionante. Depois disso, a pequena segura minha mão e me leva para o andar de baixo, até a mesa da cozinha. Sofi me deixa sentada ali enquanto busca sua mochila e em cinco segundos estou suando frio com o nervosismo. Sinuhe aparece de repente, cantarolando, os óculos na ponta do nariz. Quando ela me nota, sorri e vem andando em minha direção. Certo, agora posso morrer de nervosismo.

— Olá, Lauren. Ela liberou você?

—E-Ela d-dormiu. E-Eu vou ajudar a S-Sofi com a tarefa...

— Oh, que bom, querida, que bom. Kaki me disse que você era inteligente. 

— D-Disse? — Gaguejo. Perplexa. Surpresa, de novo. Camila falava de mim. Camila falou bem de mim quando eu evitei falar sobre ela. Camila disse que eu era inteligente mesmo que minhas notas estivessem despencando depois de tudo o que aconteceu. Algo estranho me atinge. Gratidão. Confusão. Pela primeira vez, percebo que talvez, Camila Cabello tenha cuidado mais de mim a distância durante esse tempo do que eu achava que tinha cuidado dela. E Deus, por que eu? Por que ela não desistiu de mim depois de tudo? Não existem seres humanos tão bondosos. Eu não posso entender.

— Sim, querida. Ela disse, e sei que é verdade. Mas, bem, tem algo que preciso falar com você...

A mulher se aproxima e eu espero que ela não me veja tremendo. Odeio, odeio, odeio a forma como começo a tremer e suar frio quando alguém diz que precisa falar comigo.

— Querida, — Ela respirou fundo. Meu coração batia dolorosamente — é um prazer tê-la de volta e eu quero que saiba que as portas sempre estaram abertas para você. Mas você precisa saber que Camila... bem...

— Lolo? —Escutamos a voz infantil da escada, e logo Sofia entra na cozinha com um sorriso e a mochila sobre os ombros. Ela começa a falar sem parar de como foi difícil achar a mochila e fica claro que Sinu terá que dizer o que tem para dizer depois. Talvez eu seja grata a Sofi por ter aparecido. Ou talvez não, já que a ansiedade me consumirá até que ela finalmente diga o que eu preciso saber sobre Camila.

Sofi e eu fizemos todas as tarefas atrasadas e eu tirei algumas dúvidas, e aquilo me fez sentir tão útil de alguma forma que eu precisei agradecê-la depois. E então eu fui para casa. Mamãe estava na cozinha, com a rádio ligada, lavando louças. Normalmente, eu subiria e me trancaria no quarto, cansada de tentar uma interação, mas naquele dia, segui até a cozinha.

O telefone da sala toca de repente, interrompendo minha conversa superficial sobre política com minha mãe. Atendo rápido, esperando que ela não ache esquisito porque, Deus, até eu acho.

— Mansão Jauregui?

— Ainda bem que fui eu quem atendeu — Sussurro, afundando no sofá depois de checar se minha mãe continua na cozinha. Ela está lá, ouvindo a rádio e secando as louças em uma lentidão eterna, encarando um ponto fixo na parede. Eu sinto a tristeza.

— Eu só disse mansão Jauregui, Lolo — Sua voz sai um tanto manhosa — E além do mais, Tia Clara gosta de mim.

—A Clara que você conhece — Suspiro, algo em observar minha mãe começa a me deixar irritada e não sei o motivo. 

— Lolo, eu só queria... chamar você pra vir aqui amanhã... eu preciso te entregar algo.                   

— Por que eu, Camila? Me diz, eu não entendo. Por que não Dinah, Normani, ou Ally? Por que você está fazendo isso comigo? Você quer me machucar de volta, não é? Você quer se aproximar de mim e ir embora, como eu fiz com você. 

  — Eu não faria isso com você nem mesmo se tivesse tempo, Lo. 

Como se um carro tivesse freado e eu tivesse sido bruscamente jogada para frente, e no segundo seguinte para trás pelo cinto de segurança. É assim que eu me sinto quando aquela voz fraca e ainda doce chega aos meus ouvidos. Todas as palavras vão embora. Todas as possíveis reações vão embora. Eu continuo observando minha mãe, minha cabeça rodando, meus olhos embaçados, e ela continua ali, do outro lado da linha, do lado da minha casa. Nós estamos tão perto, e tão longe.

— Tem que ser você, Lauren — Ela volta a falar quando eu estou prestes a me despedir e desligar — Você não sabe o quão especial você é. Não faz ideia, Lo. Eu só quero... Eu só quero te mostrar o que eu vejo... Antes que eu não possa mais ver. Por favor. Me deixe ajudar você.

Eu fecho os olhos e posso vê-la com a mão estendida para mim, tentando me tirar do abismo em que caí desde que eu perdi tudo o que podia chamar de família. Ela não pode alcançar minha mão sozinha. Precisa que eu impulsione para frente. Precisa que eu queira sair de lá, e precisa que eu confie que ela pode ajudar. E se Camila Cabello é a garota que me defendeu das garotas da escola, que me protegeu mesmo de longe, e que continua ali, eu confio nela. Eu aceito o que quer que ela queira me mostrar.

— Amanhã de manhã? — Pergunto, quase em um sussurro. Meu pior medo é ouvir um não. Depois de tudo que eu disse, seria justo.

— Vou estar esperando.


Notas Finais


Espero que esteja compreensível.

Tô postando muito hoje, socorro.


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