História La Vie - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Fifth Harmony
Exibições 24
Palavras 1.429
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi sunshines, eu sei que demorei. Estava um pouquinho ocupada demais. Meu aniversário foi ontem, yay.

Espero que gostem desse capítulo. Ele é realmente muito significativo pra mim.

Capítulo 13 - Bracelets.


Quando pulo os degraus e chego no andar de baixo, minha mãe está colocando o café na mesa. Já usa o uniforme do restaurante, e sua expressão é cansada e triste como se já tivesse trabalhado por horas.

— V-Você vai sair h-hoje? — Ela pergunta assim que eu me aproximo. Nem consegue levantar os olhos para me encarar, como se eu fosse um monstro terrível.

— Eu... Hm... — Camila. Minha mente avisa, mas os olhos dela encontram os meus, tão cheios de dor e exaustão... eu não consigo dizer — Você quer que eu faça algo?

A mulher suspira como se estivesse prestes a dizer algo muito difícil. Então coloca seus olhos nos meus. E eu posso sentir a intensidade das suas palavras.

— Você está se dando bem com os Cabello? — Ficamos em silêncio, e eu me pergunto o quanto ela sabe sobre o que está acontecendo. Quer dizer, nem eu sei o que está acontecendo. Quase não consigo responder. Huh, sim, eu estou me dando bem com os Cabello, e com uma deles em especial.

— Eu só estou... É, eu... Desculpa — Não sei bem porque peço desculpas, mas peço. E ela ri. É a primeira vez que eu a vejo rir em alguns meses, e aquilo me faz sentir vontade de rir também — O que houve?

— Você não tem que pedir desculpas, Lauren. Eu estou feliz por isso.

Sorrio, sem mostrar os dentes. Faz tanto tempo que não temos uma interação com algum sorriso que eu não sei mais o que fazer depois. Acabo decidindo que tomar o café é a melhor opção e minha mãe sai para o trabalho, quase que imediatamente. Tomo uma xícara de café com rosquinhas enquanto me olho no espelho pelo menos 30 vezes, de todos os ângulos possíveis. Nervosismo. Eu estou nervosa e não faço ideia do porque.

Antes que Camila tenha que me ligar, estou no quintal vizinho. Eu posso vê-la dali, na janela, com um sorriso suave nos lábios, como se pudesse ver tudo dali. E droga, Camila Cabello me faz querer gritar.

— Jogue as tranças, Rapunzel — Tento gritar alto o suficiente apenas para que ela escute. Ela escuta. E sorri, pura e cheia de luz.

— Uh, eu sinto muito — Grita de volta, mostrando o cabelo que, mesmo longo, não alcançaria o chão — Procure outra princesa. Ou a porta.

— A porta, Camz.

Seu sorriso é totalmente radiante antes que saia da janela, e meu coração quer voar. É tão assustador que uma das pessoas por quem meu coração pareceu parar, agora faz com que ele bata enlouquecidamente. Droga, Lauren.

É difícil para mim bater em portas. A ansiedade me faz quase desmaiar pensando em quem vai atender. Mas é apenas Sofi, de novo, e isso me faz respirar aliviada.

— Minha irmã está te esperando igual uma Julieta — Anuncia com um sorrisinho de canto, antes de vir me abraçar. Seu abraço é tão puro, que me faz sentir honrada por recebê-lo. Ainda estou abraçando o pequeno corpo de Sofi quando ouço aquela voz familiar de algum lugar perto da escada.

— Lolo?

Perto da escada. Me desvencilho do abraço e corro até a escada, orando para que ela não tenha tentado descer como descia antes. Eu me lembro da pequena Camila pulando os degraus e agora isso não parece nem um pouco seguro.

— Camz, por favor, fica parada — Minha voz é puro desespero, e não melhora quando vejo Camila com um pé no primeiro degrau — Camila, não dá mais nem um passo, pelo amor de tudo que é sagrado, você vai descer essa escada rolando, eu não vou me perdoar por isso.

Sofia gargalha atrás de mim, deitada no chão, e Camila ri baixinho, mordendo o lábio como se estivesse se controlando para não gargalhar.

— Você está toda vermelha, não é? Eu aposto que está. Vem aqui.

Droga, Camila. Você não pode falar assim quando eu acabo de quase ter uma parada cardíaca. Penso em não ir, mas meus pés me levam até ela quase que automaticamente. E logo eu estou apenas um degrau abaixo dela.

Não sei se é minha respiração alta demais ou meu coração batendo forte, mas ela me encontra quase instantaneamente, seus dedos deslizam por meu rosto até que estejam acariciando minhas bochechas.

— Você está tão quente. Eu te assustei?

— O que você acha?

Ela gargalha enquanto eu bufo. Eu quero matá-la e quero abraçá-la ao mesmo tempo. Aquilo é tão confuso.

— Você não tem que se preocupar assim, Lolo. Eu sou uma boa cega.

— Eu tenho ansiedade. A preocupação é minha sina.

Camila não ri dessa vez. Apenas suspira e me puxa para um abraço. Apertado. Acolhedor. Carinhoso. É engraçado como todas as vezes que ela me abraça assim é como se estivesse juntando meus pedaços.

— É triste que nós não podemos curar uma a outra, não é? — Sussurra, e eu acho que assinto. Meus olhos estão fechados e eu não consigo pensar em nada além daquele abraço — Mas podemos trabalhar para melhorar. Juntas. E você já está melhorando.

Eu deveria ficar feliz, mas aquela frase faz com que um nó se forme em minha garganta, apenas por ter captado um simples detalhe.

Você já está melhorando.

Você.

Ela não está melhorando e não estará em um futuro próximo. Ela pode me ajudar a melhorar de alguma forma, mas eu não posso fazer o mesmo. Ninguém pode. O tempo continua passando, e passando mais rápido para Camila do que eu gostaria.

...

Passamos algum tempo com Sofi já que Sinuhe havia saído por algum tempo, e a garotinha parecia um pouco solitária. Depois de jogarmos alguns jogos, e depois de vermos (ou ouvir, no caso de Camila) vários episódios de Steven Universe, a Cabello mais velha me chama para o quarto.

— Eu tenho uma coisa para entregar, lembra, Lo?

Antes que eu possa responder, Sofi fica de pé no sofá, quase pulando.

— Hmmmmmmm, Kaki tem...

— Sofia. Cabello.

A voz de Camila soa tão ameaçadora que eu sinto pena da pequena Sofia, que se encolhe perto de mim como um cachorrinho.

— Ouch, Camila. Ela não fez nada — Faço um carinho no cabelo da menor e ela sorri, me abraçando com mais força. Camila desliza as mãos pelo sofá até encontrar a mão da irmã mais nova. As coisas acontecem rápido demais para que meu cérebro consiga processar. Elas cochicham entre si depois que Sofi me solta, e a pequena ri baixinho, olhando em minha direção de vez em quando.

— Tá, Kaki — Ela diz quando elas finalmente param de cochichar. E quando passa por mim, apenas faz um sinal, como se estivesse fechando a boca com um zíper. Ótimo. Um segredo.

— Vamos?

A garota de cabelos castanhos tem uma mão estendida, ainda sentada no sofá. E eu preciso reunir todas as minhas forças para parar de observá-la e ficar de pé. Guio-a para o quarto, e ela se apoia quase totalmente em mim. Se ela soubesse o quanto aquilo significa para mim...

Camila se joga na cama assim que nós chegamos no quarto. Sento ao seu lado, observando seu cabelo esparramado no cobertor azul, seus lábios curvados em um sorriso leve. Eu não sei como ela faz as coisas tão rápido, mas quando senta, segura uma caixinha. A mesma que eu não havia aberto no dia anterior.

— Eu sei que o passado é um fantasma pra você às vezes, Lo. Eu sei que é difícil lembrar. Mas nós precisamos do passado para te encontrar de novo, porque foi lá que você se perdeu. Entende?

Assinto devagar. Eu entendo. Talvez pela primeira vez, eu entendo.

— Eu quero ajudar você. Eu sei que não tenho tanto tempo, e sei que logo as coisas ficarão difíceis mas você... você é a minha Lolo — Meu corpo inteiro treme, cada pequena parte dele. E as coisas pioram quando ela abre uma caixa,  e mostra nossas antigas pulseiras da amizade. Quase posso ouvir a pequena Camila dizendo minha Lolo — E eu quero que você esteja aqui nesse tempo. Você aceita?

Sorri mesmo que ela não pudesse ver, e peguei uma das pulseiras, colocando em seu pulso,  bem onde deveria estar. Camz sorri e faz o mesmo, mais devagar, tateando e sentindo as coisas. Meu corpo tensiona e meu coração parece parar quando ela coloca a pulseira e desliza os dedos pelas cicatrizes em meu pulso. Droga, droga, droga.

— Camila, isso...

— São suas cicatrizes de guerra, Lo. Está tudo bem. Só não se envergonhe delas.

E quando ela beija todas aquelas cicatrizes, cada uma delas, eu posso jurar que o toque suave dos seus lábios pode fazer mágica. E é bem naquele momento que todas as minhas barreiras caem.


Notas Finais


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