História La Vie - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Fifth Harmony
Exibições 89
Palavras 1.093
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Dying Daisy.


08:47am

O frio no hospital é quase doloroso. Andar de um lado pro outro talvez ajudasse, se meu corpo não estivesse quase congelando. Me fizeram aguardar por quase quatro horas até o horário de visita, e bem, até que eu ficasse melhor, já que assim que cheguei, estava chorando e respirando como se lutasse para isso.

Não consegui ir mais devagar. Não consegui parar e esperar um ônibus. A imagem dela em minha mente fazendo com que eu corresse como se não houvesse mais tempo.

—Lauren? — Ouço a voz conhecida bem ao meu lado. Sinuhe tem uma expressão de pena e dor estampada no rosto. Nos olhos vazios. Nós não trocamos nenhuma palavra antes do abraço. Um abraço longo, carinhoso. Abraço de mãe. Eu sinto falta daquilo.

—Preciso vê-la. Eu preciso falar com ela. A senhora precisa deixar...

—Quarto 97, minha querida. Ela vai ter alta logo. E então apenas o tempo dirá.

Algo dentro de mim alarma. Apenas o tempo dirá. Isso é ruim. Não confio no tempo. Mas Sinu tem uma expressão tão triste, então eu apenas guardo minhas perguntas para mim.

O quarto 97 fica um andar acima. Subo até lá devagar, minhas pernas quase parando de funcionar. Estou tão nervosa que poderia desmaiar. Minhas mãos estão suando, mas ainda fechadas, segurando a única coisa que eu consegui levar até ela. Uma margarida. Pequena e quase morta entre minhas mãos. Uma margarida que havia crescido na rua asfaltada de alguma forma, e que agora pertence a ela.

Minha margarida parece menor ainda quando entro no quarto, e vejo dois enormes e belos buquês de flores. Tudo o que consigo fazer é observar todas aquelas flores que não pude trazer, e depois desviar o olhar para a pequena flor quase morta na palma de minha mão.

Não é o suficiente.

Penso em jogá-la pela janela do quarto e fingir que nunca existiu. Mas assim que olho para a maca no centro do quarto hospitalar, paralizo, simplesmente porque Camila pode ser dolorosamente linda, às vezes.

É injusto que o seu cabelo pareça tão maravilhoso mesmo que talvez não tenha sido lavado nos últimos dias. É injusto que ela pareça tão bonita mesmo usando aquelas roupas largas do hospital. É injusto que a luz do sol bata nela e faça-a brilhar mais do que o próprio sol. É tão injusto.

— Hm, mãe? — Ela chama, olhando em minha direção mas não diretamente para mim. Parece olhar para algo em cima de mim ou ao lado.

— O-Oi, eu sou L-Lauren. Eu vim... vim ver você — Droga. Aquela frase havia saído um completo desastre. É claro que eu havia vindo para vê-la, mesmo que ela nem olhasse para mim.

— Eu sabia que você iria voltar, Lolo. Vem cá!

Tento me convencer de que ela fala assim tão docemente com todos e que a animação em sua voz não é apenas porque sou eu, mas minha mente estúpida já está enviando arrepios por todo o meu corpo. Me aproximo devagar, fazendo barulho no chão já que ela não parece querer olhar diretamente para mim.

— Você está usando botas? — Ela perguntou, de repente, estendendo a mão em minha direção — Achei você.

Ela me alcança e segura minhas mãos entre as suas, sorrindo suavemente, brilhando como o sol. Por que eu quero tanto acariciar seu cabelo? Por que eu me importo tanto com aquela coisa que parece uma lua em seus olhos? É como se a pupila tivesse crescido e se tornado branca, e agora parecia com uma pequena lua cheia, afogando no castanho. Eu me preparo para perguntar algo, mas antes que eu fale, noto um pouco tarde demais que ela encontrou a flor murcha em minhas mãos. Camila sorri e levanta-a então eu consigo ver.

—Razões para sair com Lauren Jauregui. Ela te traz uma flor. Adorável, não é? — Ela faz a propaganda enquanto tenta segurar a risada infantil. E eu tento não corar.

—Hmm, não tem nada de especial. É só uma...

—É especial desde que você me deu, Lo. E eu não sou a melhor adivinhando, mas é uma margarida?

Eu não sou a melhor advinhando, mas posso advinhar que estou certa sobre tudo. Ela não pode me ver, nem pode ver a flor em suas mãos. O câncer, a lua em seus olhos, o desmaio. De repente, eu me sinto sufocada.

—Você tá aí, Lo?

Ela soa assustada. Uma criança assustada. A pequena Camila Cabello, minha melhor amiga. Olho-a com lágrimas nos olhos.

—É-É. É uma margarida e eu não consigo aceitar o fato de que você está doente e tudo o que eu posso fazer é esperar que você vá. Quer dizer, eu sei que não posso exigir muito já que nós claramente não temos mais nada a ver mas eu só queria saber o que diabos está acontecendo e por quê. Por que, Camila, porque você não merece nada disso.

Ela espera. Espera e ouve meu monólogo. Ouve minha voz triste, minha voz quebrada. Eu estou quebrada. Eu não entendo.

Depois de tudo, ela cheira sua margarida e sorri suavemente.

—Eu amo margaridas, sabe? Um monte de pessoas me trouxe flores, mas você me trouxe uma margarida — Ela ainda sorri com seus olhos fechados e tudo o que eu quero é admirá-la pelo resto da minha vida — Você me trouxe minha flor favorita. Obrigada, Lo.

— Eu posso te trazer margaridas para sempre se você quiser, mas e sobre o fato de você estar doente? Você se recusa a me contar sobre isso e eu...

— Você continua se preocupando comigo enquanto esteve doente por anos — Camila ri como se fosse algo simples para dizer naquela situação — Quer dizer, eu nem sei se você está viva o suficiente para estar doente. Eu sei que eu estou aqui, e sei que as coisas serão difíceis agora, mas aqui dentro, Lo — Ela apontou para o próprio peito e eu senti o meu pesar — eu ainda estou viva. Eu... me preocupo com você, Lolo.

É perturbador. É como se ela estivesse arranhando meu rosto com suas unhas, tentando arrancar a máscara que precisei usar por anos. É como se seus olhos arrancassem meus segredos, e toda a minha resistência. Seja resistente, Lauren. Seja resistente. Seja sincera. Droga, Lauren.

— Você está morrendo — É tudo o que eu consigo cuspir, porque é tudo o que passa pela minha mente. Essas palavras foram as mais dolorosas que eu disse, e ainda assim, Camila abriu um sorriso de canto, triste e cheio de pena, antes de quase sussurrar as palavras que pareciam estar na ponta da sua língua.

— Você está morrendo.


Notas Finais


EU ESTOU TÃO FELIZ EM TER PESSOAS LENDO ISSO VOU INFARTAR.


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